FORD DEIXA DE ATUAR NO SEGMENTO DE CAMINHÕES NA AMÉRICA DO SUL

A Ford anuncia a sua saída do mercado de caminhões como um importante marco para o retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul

• A empresa está comprometida com a América do Sul e com um modelo de negócios ágil, compacto e eficiente, fortalecendo sua oferta de produtos e parcerias globais.

• A Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes como consequência dessa ação.

• A produção na planta de São Bernardo do Campo (SP) será encerrada ao longo de 2019.

São Bernardo do Campo, São Paulo, 19 de fevereiro de 2019 – Como parte da ampla reestruturação de seu negócio global, a Ford Motor Company anuncia que deixará de atuar no segmento de caminhões na América do Sul.

Como consequência, a empresa encerrará as operações de manufatura na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) ao longo de 2019 e deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta assim que terminarem os estoques.

“A Ford está comprometida com a América do Sul por meio da construção de um negócio rentável e sustentável, fortalecendo a oferta de produtos, criando experiências positivas para nossos consumidores e atuando com um modelo de negócios mais ágil, compacto e eficiente”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

A decisão de deixar o mercado de caminhões foi tomada após vários meses de busca por alternativas, que incluíram a possibilidade de parcerias e venda da operação.

A manutenção do negócio teria exigido um volume expressivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável.

“Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Watters.

“Atuando em conjunto com concessionários e fornecedores, a Ford manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica”.

Essa decisão se alia a outras iniciativas recentes que fazem parte da reestruturação em andamento na Ford América do Sul e incluem:

• Redução em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região.

• Fortalecimento da linha de produtos, com ênfase em SUVs e picapes, cuja preferência tem crescido entre os consumidores, e encerramento da produção do Focus na Argentina.

• Expansão das parcerias globais, como a recente aliança com a Volkswagen para desenvolver picapes de médio porte.

Em decorrência desse anúncio, a Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes. Cerca de US$ 100 milhões serão relacionados à depreciação acelerada e amortização de ativos fixos.

Os valores remanescentes de aproximadamente US$ 360 milhões impactarão diretamente o caixa e estão, em sua maioria, relacionados a compensações de funcionários, concessionários e fornecedores.

A maior parte dessas despesas não recorrentes será registrada em 2019 e é parte integrante dos US$ 11 bilhões em despesas, com efeito no caixa de US$ 7 bilhões, que a companhia prevê utilizar para a reestruturação dos seus negócios globais.

SOBRE A FORD MOTOR COMPANY

A Ford Motor Company é uma empresa global com sede em Dearborn, Michigan, EUA. A empresa projeta, fabrica, comercializa e presta serviços de pós-venda a uma linha completa de carros, picapes, SUVs, veículos eletrificados e veículos de luxo da Lincoln, fornece serviços financeiros por meio da Ford Motor Credit Company e busca posições de liderança em eletrificação, veículos autônomos e soluções de mobilidade. A Ford emprega aproximadamente 199.000 pessoas em todo o mundo. Para obter mais informações sobre a Ford, seus produtos e a Ford Motor Credit Company, acesse http://www.corporate.ford.com

Caro demais, Vale do Silício perde talentos

Arte / Valor

(Atualizada às 11h13 para a substituição do gráfico “Meca da Inovação”) Falar no Vale do Silício, na Califórnia, é pensar em um maravilhoso mundo de inovações, capital de risco disponível e qualidade de vida no Estado mais ensolarado dos Estados Unidos.

Mas a realidade para quem vive na região está muito mais para o tempo nublado e chuvoso dos últimos dias. Com casas que custam mais caro que em qualquer outro lugar dos EUA, um sistema de transporte que não tem sido capaz de absorver o intenso fluxo de pessoas e uma concentração de investimentos, aquisições e contratações em um pequeno número de empresas, o modelo criado pelo Vale, que serve de inspiração para empresas e empreendedores de todo o mundo, dá sinais de que precisa se renovar.

Visto como destino certo para quem quer empreender, o Vale tem perdido talentos nos últimos três anos. Entre julho de 2015 e julho de 2018, a região recebeu quase 62 mil imigrantes internacionais, mas perdeu outros 64,5 mil para cidades da Califórnia e outros polos ao redor dos EUA.

[O Vale] não é o único lugar onde se pode ser inovador”, disse Russel Hancock, presidente e CEO da Joint Venture Silicon Valley, um “think tank”que acompanha questões econômicas, políticas e sociais da região desde 1993 e publica um relatório anual sobre o “Estado”do Vale desde 1995.

A edição com os números de 2018 foi apresentada na sexta-feira para uma plateia de quase 300 pessoas em um centro de convenções na cidade de San Jose, sede da Joint Venture e de empresas como Cisco e eBay. De acordo com Hancock, o grande vilão desse fenômeno é o alto preço de se viver na região, principalmente no quesito moradia.

Em 2018, o Vale do Silício se tornou o lugar com os preços de imóveis mais caros dos EUA, com um valor médio superior a US$ 1 milhão para quem quer comprar uma casa. “Com o depósito de 20% que você precisa para o financiamento de uma casa aqui, você consegue pagar uma em qualquer outro Estado”, disse.

“A questão da moradia está nos matando”, completou. Um outro fenômeno que decorre do alto custo dos imóveis é o aumento no número pessoas que moram nas casas dos pais por mais tempo.

No Vale do Silício, uma em cada três pessoas com idade entre 18 e 34 anos mora com os pais – um incremento de quatro pontos percentuais na comparação com o começo da década.

O número pessoas que moram em casas em que vivem várias gerações (filhos, pais e avós) passa de um quarto, o equivalente a 17 % das residências. Nos últimos anos, a construção de novas casas tem se concentrado em imóveis de alto padrão, destinados à parcela mais rica do Vale, de acordo com Hancock.

E a concentração de renda na região tem aumentado. Hoje, 2% da população detém 27 % da riqueza. O salário médio anual está na faixa de US$ 119,2 mil por ano.

Ao mesmo tempo, 10% da população vive sem saber se terá ao menos uma refeição no dia, enquanto 35% depende de algum tipo de programa de assistência para viver.

A Joint Venture classifica como Vale do Silício a soma das atividades de empresas sediadas em 39 cidades espalhadas por cinco condados do Estado da Califórnia. Ao todo, 1,67 milhão de pessoas trabalham nessa região de 1,8 mil m2 .

Quase um terço da população de 3,1 milhão de habitantes tem entre 20 e 39 anos (29%) e pouco mais de um em cada quatro (27 %) tem uma graduação completa.

Em 2018 os asiáticos se tornaram a população dominante, representando 34% do total – empatados percentualmente com os brancos. Hispânicos e latinos são um quarto do total. A taxa de desemprego na região ficou em 2,3%, o menor percentual em 18 anos, mas o número de novas vagas criadas desacelerou pelo segundo ano consecutivo.

Houve também uma concentração de novas posições em duas empresas: Google e Facebook. Das 36 mil vagas criadas no ano passado (2,2% a mais que 2017 e abaixo do crescimento anual de 3% apresentado desde 2015), 52% foram para trabalhar nas duas empresas.

Para alojar mais e mais gente, as ‘Big Techs’também estão se convertendo em grandes clientes do mercado imobiliário: quase um quinto das salas comerciais está ocupado por Apple, LinkedIn, Amazon, Google e Facebook.

Na avaliação de Hancock, o ganho de escala dessas companhias, que também se reflete nas fusões e aquisições, já que elas são as mais ativas nessas operações, tem tido efeitos no modo como empreendedores pensam na hora de criar uma empresa. “O pensamento já começa a mudar da ideia de fazer um IPO para ter um negócio que possa ser vendido”, disse.

Em 2018, o Vale bateu recorde de investimentos de fundos de venture capital. O total de US$ 50 bilhões superou – em valores ajustados pela inflação – o pico alcançado em 1999, antes do estouro da bolha das empresas de internet.

Um lado negativo dessa marca foi o aumento no número de rodadas com valor superior a US$ 100 milhões (81 contra 39 em 2017 ), geralmente feitos em empresas já bem estabelecidas, e uma queda, pelo terceiro ano consecutivo, no número de aportes em empresas em estágios iniciais: cerca de 1,5 mil operações, recuo próximo a 300 em um ano.

Hancock afirma que as companhias têm consciência dos desafios enfrentados pela região e têm investido para ajudar a combatê-los. “As empresas pensam no bem-estar da região e estão colocando recursos na questão de habitação, participando do processo político e investindo para melhorar o transporte há muitos anos.

Estaríamos em uma situação muito pior se não fosse isso”, disse ao Valor. “Somos uma economia pujante e temos alguns problemas, mas todos eles têm solução”, acrescentou.

Fonte: Gustavo Brigatto, Valor Econômico, 19/2/2019. O jornalista viajou a convite da IBM

Inteligência Competitiva Empresas: Ford fecha fábrica de caminhões e do Fiesta no ABC

A direção mundial da Ford anunciou ontem o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos caminhões e um único modelo de carro, o Fiesta, o 42º no ranking dos mais vendidos no país.

Mas decidiu manter a unidade de Camaçari (BA), que funciona a todo vapor, em três turnos, e desfruta de incentivos garantidos no regime automotivo do Nordeste.

Há três meses, numa das últimas decisões tomadas pelo governo de Michel Temer, esse programa de benefícios fiscais, foi prorrogado por cinco anos.

O primeiro e mais doloroso impacto da decisão de encerrar as atividades da fábrica paulista é a demissão de 2,8 mil trabalhadores diretos e mais cerca de 1,5 mil de empresas terceirizadas que trabalham naquela unidade.

Os operários foram avisados à tarde, numa assembleia comandada por José Quixabeira de Anchieta, coordenador do comitê sindical da Ford, tradicionalmente conhecido no meio sindical como um dos mais mobilizados do ABC.

O sindicato orientou os empregados a abandonar o trabalho e retornar para a fábrica na terça-feira, quando, em nova assembleia, vão discutir o que fazer.

Os discursos dos sindicalistas, ontem, não trouxeram a disposição de luta que sempre se viu na história dessa fábrica, inaugurada em 1967 .

Refletiram o sentimento de derrota da tentativa de negociar com a empresa. E avisaram que não há perspectiva de emprego em outra fábrica da montadora. “Não pensem que tem espaço em Camaçari, não tem transferência”, disse Anchieta.

Segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estática e estudos Sócio-econômicos (Dieese), o fechamento dessa fábrica, que será concluído até o fim do ano, terá um impacto na cadeia do setor, principalmente na indústria de autopeças, capaz de provocar o corte de outros 24 mil empregos. A direção da Ford na América do Sul não se pronunciou.

Nos Estados Unidos, a matriz da empresa informou que a medida é “fundamental para que as operações na região voltem à uma lucratividade sustentável”. Com a reformulação, a Ford fará uma baixa contábil de US$ 460 milhões.

Segundo a companhia, a decisão foi tomada após meses de busca de alternativas, que foram da ideia de parcerias à possibilidade de venda. A informação sobre provável venda da operação sul-americana circulou na imprensa mundial no segundo semestre do ano passado.

A direção da companhia no Brasil desmentiu a informação, mas admitiu que os resultados financeiros na região estavam abaixo do esperado e que havia a necessidade de “um redesenho do modelo de negócios”.

A situação da Ford em São Paulo não se resolve com negociações, seja com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, seja com o governo do Estado de São Paulo, com o qual a General Motors, vem dialogando há semanas.

Falta à Ford o que todas as suas concorrentes fizeram nos últimos quatro anos: uma completa renovação de produtos e investimentos na modernização do parque industrial. O último programa de investimentos da montadora terminou em 2015.

Faz tempo, portanto, que a operação sul-americana está na berlinda. Em janeiro, surgiu a perspectiva de sinergias na Argentina, graças à aliança mundial com a Volkswagen.

Em fábricas que são vizinhas, na região metropolitana de Buenos Aires, ambas produzem picapes com características semelhantes. Já em relação aos automóveis, o reforço que a parceria com a Volkswagen pode trazer em outros países torna-se mais distante no mercado brasileiro, onde a montadora americana disputa com pouca oferta e variedade de produtos.

A Ford é hoje a quarta colocada no mercado brasileiro graças ao bom desempenho do modelo Ka, um compacto que em 2018 foi o terceiro modelo mais vendido no país.

No mercado de caminhões, a Ford foi a quarta colocada, no ano passado. Mas sua participação, de 12,18%, ficou muito abaixo das duas primeiras colocadas, Mercedes-Benz e Volkswagen, com 29% e 24,5%, respectivamente, segundo dados de emplacamentos divulgados pela federação dos concessionários, a Fenabrave.

A Ford disfruta de boa posição na venda de caminhões leves e médios. Mas tem uma participação muito pequena no segmento de semi-pesados e não atua no de pesados, um mercado que, graças ao agronegócio, tem puxado as vendas de veículos de carga no país.

Sem investimentos no segmento, a direção mundial optou, então, por encerrar de vez a produção de caminhões no Brasil. Não é de hoje que os operários percebiam que a situação não era favorável.

Enquanto nas outras fábricas de caminhões o ritmo acelerou, com mais contratações e horas extras nos fins de semana, na Ford, as equipes continuaram trabalhando no esquema que os ajudou a não perder o emprego durante a crise: eles se revezavam trabalhando alguns dias na linha de carros e outros dias na de caminhões, num único turno.

Se ainda restava alguma dúvida em relação à decisão de fechar a emblemática fábrica de São Bernado, onde se concentram os prejuízos, no início deste ano, o último balanço da companhia ajudou a reforçar a decisão.

No quarto trimestre de 2018, a Ford registrou prejuízo de US$ 116 milhões em todo o mundo, revertendo, assim, o lucro de US$ 2,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Em todo o ano, a companhia registrou lucro líquido de US$ 3,7 bilhões, uma queda de 52% ante o ganho de US$ 7 ,7 bilhões em 2017 . No ano passado a operação sulamericana registrou um prejuízo de US$ 67 8 milhões.

Em outubro, a direção mundial anunciou que preparava um grande plano de enxugamento de mão de obra em todo o mundo. Em janeiro, divulgou um plano mundial de corte de custos de US$ 14 bilhões, que previa a demissão de milhares de trabalhadores na Europa.

Como todos os demais fabricante de veículos, a Ford é pressionada pela necessidade de redesenhar o modelo de negócios mundialmente para atender à mudança no uso do automóvel e novos hábitos de transporte e investir em novas tecnologias para acompanhar a evolução dos veículos em termos de eletrificação, conectividade e direção autônoma.

As reestruturações envolvem todos os fabricantes. A General Motors já abandonou a Europa e desde janeiro tem mantido negociações com os sindicatos para reduzir benefícios trabalhistas e com o governo de São Paulo para buscar incentivos fiscais.

Uma das ponderações que executivos fazem, nos bastidores, é que as fábricas de São Paulo sofrem com a concorrência das marcas que produzem no Nordeste a custos mais baixos. Isso envolve, principalmente a fábrica da Fiat Chrysler, em Pernambuco, e a da Ford, na Bahia.

Os representantes da Ford trabalharam intensamente para que o Congresso aprovasse a prorrogação, por cinco anos, do programa de incentivos, que inicialmente terminaria no próximo ano.

Em tempos de enxugamento de custos, a nível mundial, a Ford optou por preservar a fábrica instalada onde paga menos impostos.

Fonte: Marli Olmos, Valor Econômico, 20/2/2019

Funcionários insatisfeitos e destruição da empresa

Funcionários satisfeitos tendem a influenciar positivamente os resultados da empresa, funcionários insatisfeitos fazem o contrário. É fato. Mas um estudo obtido com exclusividade pelo Valor mostra que o impacto de destruição dos infelizes é muito maior que o poder de criação de valor dos contentes.

Enquanto a satisfação dos empregados tem que ser uma preocupação constante em uma boa gestão, mais importante ainda é evitar um ambiente de trabalho “tóxico”. Isso porque a destruição de valor das empresas mais mal avaliadas pelos funcionários é mais significativa do que o ganho das mais bem avaliadas.

As conclusões são de um estudo feito por Alexandre Di Miceli, fundador da consultoria Direzione e professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), a partir da análise das avaliações feitas por funcionários e ex-funcionários das maiores companhias do país publicadas na plataforma Love Mondays, especializada em recursos humanos

A amostra foi composta por pouco mais de mil empresas que fizeram parte do Valor 1000 nos últimos cinco anos, ou seja, as maiores companhias do país em termos de receita líquida.

As empresas foram divididas em quatro grupos, conforme a nota média que receberam dentro de uma escala de um a cinco. A nota engloba quatro dimensões do bem estar dos empregados: cultura, remuneração e benefícios, oportunidades de carreira e qualidade de vida.

A partir daí, foram avaliados alguns indicadores financeiros, como retorno sobre patrimônio líquido (ROE, em inglês), retorno sobre ativos (ROA) e margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). O levantamento mostra que quanto maior a satisfação média reportada pelos empregados, melhor estatisticamente é o desempenho das empresas em todos os indicadores financeiros avaliados.

O retorno sobre o patrimônio líquido, por exemplo, é praticamente o dobro no caso das empresas mais bem avaliadas, em comparação com as que mais mal avaliadas. No primeiro grupo, o retorno é de 8,5%, enquanto no segundo é de 4,4%.

Como resultado, as companhias com as piores notas de satisfação deixaram de auferir lucro médio de R$ 47 ,2 milhões por ano por não fazer parte do grupo das mais bem avaliadas, segundo os cálculos de Di Miceli, feitos a partir do patrimônio líquido médio do grupo com a pior avaliação.

Em relação ao retorno sobre o ativo, o indicador é de 5,4% no pior grupo em satisfação de funcionários e de 7 % no melhor grupo. Já a margem Ebitda é de 15% nas empresas mais bem avaliadas – 3,3 pontos percentuais inferior à margem apresentada pelas empresas mais mal avaliadas.

O peso de uma boa avaliação e de uma má avaliação, no entanto, não é simétrico. As companhias caracterizadas pela baixa satisfação dos empregados têm mais chances de ter desempenho ruim do que aquelas que recebem as maiores avaliações têm de ter um bom desempenho. “O impacto negativo nas piores é maior que o impacto positivo nas melhores”, afirma Di Miceli. “As companhias destroem valor quando não têm um bom ambiente de trabalho.”

A pesquisa mostra ainda que aspectos relacionados à motivação intrínseca de funcionários, como cultura e oportunidades de carreira, têm uma relação mais forte com o desempenho financeiro das empresas do que fatores tradicionalmente enfatizados pelas áreas de recursos humanos, como remuneração e benefícios.

“Os resultados do estudo apoiam uma visão mais moderna sobre motivação de funcionários, baseada na importância de uma cultura saudável e do oferecimento de oportunidades de carreira e menos na questão financeira”, diz Di Miceli.

As avaliações também se traduzem em um melhor desempenho das companhias no ranking Valor 1000. Enquanto as empresas com maior satisfação geral apresentaram um crescimento médio de cerca de duas posições na lista em relação há dois anos antes, as empresas pertencentes ao grupo com pior avaliação caíram em média nove posições, considerando o mesmo período.

Entre os setores, os que concentram as companhias mais bem avaliadas são: papel e celulose, petróleo e gás, plásticos e borracha, construção e engenharia e energia elétrica. As empresas mais mal avaliadas estão concentradas em áreas de atividade como serviços ambientais, têxtil, couro e vestuário, serviços especializados, empreendimentos imobiliários e educação.

No total, foram consideradas nas pesquisas informações sobre 1031 empresas listadas no Valor 1000 no período de 2013 a 2018. Dessas companhias, foram colhidas 114 mil avaliações publicadas de forma anônima por funcionários e ex-funcionários também no período de 2013 a 2018. A maior parte dos avaliadores (7 5% da amostra) trabalha atualmente nas companhias.

Fonte: Rita Azevedo, Valor Econômico, 20/2/2019

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Como a inquietação de dois irmãos resultou no Pixel Show, o maior festival de criatividade da América Latina

Como a inquietação de dois irmãos resultou no Pixel Show, o maior festival de criatividade da América Latina

Realizar um evento sobre criatividade para pessoas com as mais diversas bagagens e idades. Esta é a missão do Pixel Show, realizado anualmente em São Paulo pela Zupi Design, hub de projetos criativos, durante um fim de semana. A última edição foi em novembro e atraiu 51 mil participantes em dois dias entre pessoas da indústria criativa e de segmentos mais distantes, famílias inteiras, crianças, terceira idade… Os mais variados perfis, cada um atraído por um aspecto do evento: as palestras, os shows, workshops, a feira de criatividade ou as várias ativações, como a Post-It War ou uma imensa exposição de Lego.

“Nossa meta era reunir 45 mil pessoas, mas sabia que tínhamos potencial para mais. Fiquei muito feliz em ver tanta gente ali. Foi o nosso recorde de público”, diz Simon Szacher, 39 anos, diretor executivo da Zupi e cofundador do Pixel Show ao lado do irmão e idealizador, Allan Szacher, 41 anos. Os dois são sócios desde sempre. Quando eram moleques, ganharam um computador e passavam horas ali. Um dia ouviram dos pais que não poderiam seguir nessa toada se não aproveitassem aquele tempo para fazer algo produtivo. Os dois, do alto de seus 11 e 13 anos, respectivamente, começaram então seu primeiro negócio assim, meio brincando. Tinha até nome pomposo: Cards & Labels, uma empresa que fazia cartões e etiquetas, cuidava do branding e da identidade visual de diversos negócios, mesmo sem saber o que era exatamente isso, na época.

“Nosso primeiro cliente foi o nosso avô, que era médico e ganhou um novo receituário e cartões de visitas. Fizemos para a família toda e a coisa foi ficando séria. Em um ano já tínhamos um monte de clientes”, lembra Simon, ainda rindo de lembrar das duas crianças desafiadas pelos pais. Desde novinhos, a parceria dos irmãos fluiu bem. “Sou o Excel e ele, o Photoshop. Sempre gostei mais do negócio, enquanto ele se encontra na parte criativa”, conta Simon.

A Cards & Labels durou uns bons anos, até os dois irem para a faculdade. O Excel estudou Administração, Comércio Exterior e se especializou em normas de qualidade e, enquanto isso, o Photoshop concluiu o curso de Publicidade, trabalhou em agências e foi estudar Design na Austrália. Passaram uns anos profissionalmente separados, centrados nas próprias carreiras, mas começaram a ficar inquietos por tocar um novo projeto juntos, mesmo antes do Allan voltar do intercâmbio.

TODO MUNDO É CRIATIVO

Em 2001, quando tudo ainda era mato na internet, eles começaram o site da Zupi. Simon conta que os dois experimentaram um monte de ferramentas e formatos e, já em 2004, acumulavam mailing de mais de 40 mil pessoas. “Era algo bem expressivo para a época”, lembra. Em 2005 decidiram, afinal, tentar reunir ao vivo o público e o conteúdo que já tinham no meio digital, e fizeram a primeira edição do Pixel Show no MIS, em São Paulo, para falar sobre criatividade.

Ainda tímido, o encontro atraiu 300 pessoas. No começo tudo era bastante focado em pessoas que trabalhavam com comunicação, que tinham a criatividade como job description. Com o tempo, os dois entenderam que o assunto (e o evento) tinha potencial maior, como conta Simon:

“A criatividade assumiu um novo patamar. Não é mais algo desta ou daquela profissão, mas uma habilidade multidisciplinar e multissetorial. Hoje 2,6% do PIB brasileiro vêm da economia criativa, além de gerar mais de 1 milhão de empregos diretos e envolver mais de 200 mil empresas e instituições”

O cofundador defende que ser criativo é uma aptidão cada vez mais necessária a qualquer profissão e perfil pessoal. “A única coisa que não pode ser criativa é a contabilidade”, ri. “De resto, a criatividade deveria estar presente em qualquer trabalho, seja cozinhar, realizar festas ou gerar novos negócios. É uma ferramenta para melhorar o amanhã, para buscar novas soluções”, diz. Esta visão de Simon, ao longo dos anos, teve enorme aderência no mercado. Das poucas centenas de participantes da primeira edição, o Pixel Show passou a atrair mais de mil pessoas por evento nos anos seguintes e deu um salto a partir da 9ª edição, partindo para milhares de inscritos, cada vez com mais conteúdo e novas entregas para o público.

GERAR OPORTUNIDADES PARA DIFERENTES PÚBLICOS

A busca dos dois irmãos é sempre por colocar em prática o olhar criativo que tanto defendem e, por isso, trabalham para agregar novidade a cada evento. Na edição de 2018 do Pixel Show ofereceram 450 atividades durante o fim de semana. Eram oito salas temáticas de conteúdo, performances artísticas, workshops e mais uma batelada de coisas. Apesar de o evento se monetizar com a venda de ingressos e com o apoio das marcas patrocinadoras, esta edição, mais do que nunca, ofereceu atividades gratuitas, com grande parte do evento aberta ao público, como conta Simon:

“Temos várias métricas de sucesso e uma delas é essa questão do acesso. Somos filhos de professores e pensamos muito nos desafios da educação no Brasil. Ainda que seja de uma maneira informal, queremos abrir as portas para as pessoas irem ao evento ampliar seus horizontes”

E complementa: “nossa busca é por ajudar as pessoas para que elas se superem independentemente da realidade em que vivem.” Ele diz que este ano o Pixel Show ofereceu quase 900 ingressos cortesia para pessoas de baixa renda acompanharem todo o conteúdo. A edição também contou com a participação de uma série de organizações sem fins lucrativos e inaugurou uma parceria com a Trampos.co para gerar trabalho e contratações. “Queremos ajudar as pessoas a enfrentar as dificuldades econômicas. Desta vez geramos a oportunidade para profissionais criativos se apresentarem às empresas que contratam”, diz. Segundo Simon, a novidade foi um sucesso, com mais de 100 pessoas pré-contratadas durante o fim de semana do evento, que neste ano também contou com o patrocínio da 3M, via lei de incentivo à cultura (ProAc).

Com um saldo tão positivo, ele e Allan, Excel e Photoshop, estão concentrados em formatar a edição de 2019 do evento, ainda sem data fechada, mas prevista para entre outubro e novembro. A meta é promover mais conexões e aproximar setores: com a presença de empresas, instituições públicas e organizações sem fins lucrativos. Todos com a própria abordagem sobre criatividade. “Queremos fazer também um hackaton e pitches criativos em busca de investidores”, conta.

O plano dos fundadores também inclui reacender um projeto adormecido de levar edições menores do Pixel Show a outros estados do Brasil. “No passado realizamos o evento em Porto Alegre, Recife e Salvador, mas o projeto começou a crescer tanto aqui que não conseguimos mais levar a outros lugares”, conta Simon. Assim, o Pixel Show segue com a sua meta de chegar a mais espaços e pessoas, expandindo o pensamento criativo.

Fonte: Giovanna Riato, 3M Inovação

Relembre as 5 inovações que vão transformar o mundo em 5 anos, segundo a IBM

Futuro ; tecnologia ; inovação ; revolução digital ; transformação ; cérebro ; neurociência ;  (Foto: Thinkstock)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL IRÁ SE POPULARIZAR, MAS SÓ A IA IMPARCIAL IRÁ SOBREVIVER, SEGUNDO IBM. IA TAMBÉM SERÁ USADA PARA MONITORAR A QUALIDADE DA ÁGUA NOS OCEANOS (FOTO: THINKSTOCK)

A IBM divulgou em 2018 (março) o IBM Research’s “5 in 5, relatório que aponta as cinco tecnologias que a empresa acredita que irão remodelar os negócios e a sociedade nos próximos cinco anos.

Confira a seguir quais são essas tendências e como vão transformar o mundo:

“Âncoras criptográficas” e blockchain irão ser usadas contra falsificadores
Segundo a IBM, âncoras criptográficas – computadores menores que um grão de sal – serão embutidos em dispositivos. Essa tecnologia será usada em conjunto com blockchain para garantir a autenticidade de um objeto desde seu ponto de origem até que chegue ao consumidor. Isso representará um grande avanço em questões como segurança alimentar, identificação de objetos falsos, produtos geneticamente modificados e autenticidade de componentes de manufatura.

Criptografia lattice impedirá a ação de hackers
A IBM afirma estar desenvolvendo métodos de criptografia que não poderão ser quebrados nem mesmo com uso de computação quântica. Um desses métodos é o lattice, que garantirá a criptografia sem nunca expor dados confidenciais aos hackers.

Robôs microscópios com IA podem salvar os oceanos 
Em cinco anos, pequenos microrrobôs autônomos com inteligência artificial irão monitorar em tempo real a qualidade da água nos oceanos. Esses microdispositivos contaram com sensores biológicos para avaliar a saúde dos plânctons. Isso poderá ajudar, por exemplo, em situações como derramamento de óleo, escoamento de fontes de poluição terrestre e na prevenção de ameaças, como as marés vermelhas (proliferação excessiva de espécies de algas tóxicas).

A IA irá se popularizar, mas somente a IA imparcial irá sobreviver
A IBM prevê que, em cinco anos teremos, novas soluções para conter o aumento do número de sistemas de inteligência artificial e algoritmos tendenciosos. “É crítico desenvolver e treinar esses sistemas com dados que são justos, interpretáveis e livres de raça, gênero ou preconceitos ideológicos”, diz a empresa. Pesquisadores da companhia já desenvolveram um método para reduzir o viés que pode estar presente em um conjunto de dados de treinamento para algoritmos. Assim, os algoritmos que aprenderem a partir desse conjunto de dados não irão perpetuar a desigualdade.

Computação quântica será popular
Segundo a IBM, a computação quântica será usada extensivamente por novas categorias de profissionais e desenvolvedores para resolver problemas considerados sem solução. Os pesquisadores acreditam que a tecnologia irá se popularizar a tal ponto que estará presente em salas de universidades e até mesmo de ensino médio.

Fonte: 20/03/2018 – 13H01 – POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Engajar profissionais na construção de um trânsito mais seguro: esta é a missão do 3M Mobiliza

Programa usa a emoção para sensibilizar agentes públicos e privados a adotar soluções capazes de poupar as 45 mil vidas perdidas em acidentes a cada ano

A cada ano, 45 mil pessoas morrem no Brasil em acidentes de trânsito. No mundo são quase 1,25 milhão de vítimas, índice que fez com que a Organização das Nações Unidas colocasse em sua agenda de desenvolvimento sustentável a meta de reduzir pela metade estes números globalmente.

Diante dos dados, a 3M procurou uma forma de contribuir com este objetivo no Brasil. Há 80 anos a companhia atua na oferta de produtos de sinalização para as vias, especialmente com materiais refletivos. “Há muitos programas de conscientização dos motoristas. Decidimos nos engajar em uma iniciativa com os profissionais dos setores envolvidos na segurança no trânsito”, conta Paula Abreu, 44, gerente de negócios da divisão de Segurança no Trânsito da 3M.

As discussões internas começaram em 2016 e, depois de formatar o plano de ação e de realizar pilotos para ajustes, foi divulgado o 3M Mobiliza no ano seguinte, programa desenhado para que a companhia possa compartilhar o que sabe sobre segurança viária com empresas, concessionárias, prefeituras e outros órgãos públicos.

A ideia é justamente mobilizar, engajar todos os agentes na busca de soluções mais inteligentes e eficientes para o trânsito por meio de debates e treinamentos, com ênfase no âmbito técnico, mas almejando benefícios públicos de redução de acidentes e respeito à vida.

A ideia é justamente mobilizar, engajar todos os agentes na busca de soluções mais inteligentes e eficientes para o trânsito por meio de debates e treinamentos, com ênfase no âmbito técnico, mas almejando benefícios públicos de redução de acidentes e respeito à vida.

Fonte: 3M

15 palestrantes para ficar de olho no SXSW 2019

Participantes da SXSW (Foto: GETTY IMAGES)
MIKE KRIEGER, PRISCILLA CHAN, HOWARD SCHULTZ E GWYNETH PALTROW (DA ESQUERDA PARA A DIREITA) SÃO ALGUNS DOS PALESTRANTES DO SXSW, UM DOS MAIS IMPORTANTES EVENTOS DE INOVAÇÃO E ECONOMIA CRIATIVA DO MUNDO (FOTO: GETTY IMAGES)

Renomados executivos, empreendedores, inovadores e influenciadores vão participar em março do South by Southwest (SXSW), um dos mais importantes eventos de inovação e economia criativa do mundo. A edição de 2019, a exemplo de outros anos, reunirá os principais representantes da indústria da tecnologia, música, cinema e games.

Confira a seguir alguns dos mais famosos e influentes palestrantes da edição deste ano, que será realizada entre os dias 8 e 17 de março, na cidade de Austin, no Texas (EUA).

Mike Krieger
O paulistano Mike Krieger é cofundador do Instagram, rede social que foi adquirida pelo Facebook em 2012 por US$ 1 bilhão. Formado em Stanford (EUA), Krieger trabalhou no Meebo como engenheiro de visualização até conhecer Kevin Systrom na faculdade e criar com ele o Instagram. A rede social se tornou uma comunidade global de mais de 1 bilhão de seguidores e ganhou uma família de aplicativos, incluindo IGTV, Direct, Boomerang e Layout.

Joseph Lubin
Joseph Lubin é o fundador do ConsenSys, um estúdio de produção de blockchain que desenvolve aplicativos. Ele também é um dos cofundadores da criptomoeda Ethereum. Lubin se formou em engenharia elétrica e ciência da computação na universidade de Princeton (EUA) e, posteriormente, mudou-se para a Jamaica para trabalhar em projetos na indústria da música. 

Olivia Wilde
Olivia Wilde é uma atriz, produtora e ativista norte-americana. A modelo estrelou uma série de filmes premiados e aclamados pela crítica, incluindoMeadowland, HerRush e Drinking Buddies, e trabalhou com alguns dos maiores diretores de Hollywood, incluindo Martin Scorsese, Spike Jonze e Reed Morano. Além disso, ela dirigiu videoclipes para The Red Hot Chili Peppers e Edward Sharpe e Magnetic Zeros. No início deste ano, ela fez parte do ranking “10 Diretores para Assistir”, elaborado pela revista Variety.

Lance Bass
É considerado modelo de sucesso em todos os ofícios: cantor, apresentador, ator, produtor, escritor, empresário e filantropo. Além da fama no grupo NSYNC, Bass se tornou um nome familiar pela extensa produção televisiva, incluindo Boy Band Con, Celebrity Home Raiders, Kidnapped for Christ, Mississippi: I Am, The Grand, Lovewrecked eOn the Line.

Kimberly Bryant
Kimberly Bryant é fundadora e CEO da Black Girls CODE, uma organização sem fins lucrativos dedicada a “mudar o perfil da tecnologia”, incluindo meninas negras de 7 a 17 anos no campo da inovação e da ciência da computação com base em conceitos de  empreendedorismo. Antes de criar a ONG, Kimberly teve uma carreira de mais de 20 anos nos setores farmacêutico e de biotecnologia. Depois de fundar a Black Girls CODE, Kimberly foi considerada uma das “25 afro-Americanas mais influentes em tecnologia” pelo Business Insider

Sandy Carter
Vice-presidente da Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem, Sandy ajuda as empresas a inovar usando a tecnologia. Ela é presidente do Conselho de Garotas em Tecnologia e foi homenageada duas vezes por ajudar os países em desenvolvimento com tecnologia.

Priscilla Chan
Priscilla é cofundadora da Iniciativa Chan Zuckerberg (CZI), organização filantrópica que criou com o marido, Mark Zuckerberg. O CZI é um novo tipo de filantropia que estimula o uso da tecnologia para resolver alguns dos maiores desafios do mundo, como erradicar doenças, melhorar a educação e reformar o sistema de Justiça criminal.

Björn Ulvaeus
Compositor sueco e membro do grupo musical ABBA, Björn foi compositor dos musicais Chess, Kristina de Duvemåla e Mamma Mia!. Ele coproduziu o filme Mamma Mia! com o colega e amigo próximo Benny Andersson.

David Schwartz 
É diretor de tecnologia do Ripple e uma voz respeitada na comunidade das moedas digitais. Schwartz desenvolveu sistemas de armazenamento em nuvem e de mensagens corporativas criptografadas para organizações como CNN e a National Security Agency (NSA).

Gwyneth Paltrow 
Gwyneth é autora, cantora e empreendedora. Em 2008, ela fundou a marca de estilo de vida Goop, dedicada a ajudar as mulheres a fazerem suas próprias escolhas na vida em áreas como viagem, trabalho, alimentação e beleza.

George Hotz
Hotz é um hacker americano conhecido por desbloquear o iPhone, permitindo que o telefone seja usado com outras operadoras. Depois disso, ele desenvolveu muitas das primeiras ferramentas de jailbreak para iOS, como a limera1n e o bootrom

Howard Schultz
Schultz transformou a Starbucks Coffee Company em uma das empresas mais reconhecidas e respeitadas do mundo. Depois de quatro décadas à frente da rede de cafeterias, Schultz deixou o cargo em 2018 e se tornou presidente emérito. Junto com sua esposa, Shari, ele é cofundador da Fundação Família Schultz — que tem como objetivo estimular o potencial de desenvolvimento dos EUA. Ele também é autor de quatro livros best-sellers.

Steve DeAngel
Empreendedor pioneiro de cannabis ao longo da vida, ativista e autor. Ele foi cofundador de várias empresas e organizações emblemáticas da cannabis: Harbourside, Steep Hill Laboratory, Arc View Group e National Cannabis Industry Association. Os projetos criativos de DeAngelo incluem seu livro The Cannabis Manifesto (O Manifesto da Cannabis, em tradução livre)e uma minissérie doDiscovery Channel, Weed Wars

Dennis Crowley
Cofundador do Foursquare, Crowley supervisiona a visão estratégica e o roteiro de produtos que fez a comunidade da rede crescer para mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Crowley fundou anteriormente o Dodgeball, um dos primeiros serviços sociais móveis que foi adquirido pelo Google em 2005. 

Amber Baldet 
Cofundadora e CEO da Clovyr, uma empresa que está reformulando a forma como as empresas se conectam entre si e com os dados. Amber também atua no Conselho da Fundação Zcash, uma organização sem fins lucrativos dedicada a construir infraestrutura de pagamentos e privacidade na internet para o bem público.

Fonte: 18/02/2019 – 19H45 – ATUALIZADA ÀS 19H45 – POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Gartner: top 10 data and analytics technology trends for 2019

Gartner: top 10 data and analytics technology trends for 2019 image

According to Gartner, it’s critical to gain a deeper understanding of the following top 10 technology trends fuelling that evolving story and prioritise them based on business value to stay ahead.

The story of data and analytics is one that keeps evolving; from appointing chief data officers to procuring the latest analytics software, business leaders are desperately trying to utilise it, but it’s not easy.

“The size, complexity, distributed nature of data, speed of action and the continuous intelligence required by digital business means that rigid and centralised architectures and tools break down,” says Donald Feinberg, vice president and distinguished research analyst at Gartner. “The continued survival of any business will depend upon an agile, data-centric architecture that responds to the constant rate of change.

But while business leaders have to tackle digital disruption by looking for the right services and technology to help streamline their data processes, unprecedented opportunities have also arisen. The sheer amount of data, combined with the increase of strong processing capabilities enabled by cloud technologies, means it’s now possible to train and execute algorithms at the large scale necessary to finally realise the full potential of AI.

According to Gartner, it’s critical to gain a deeper understanding of the following top 10 technology trends fuelling that evolving story and prioritise them based on business value to stay ahead.

Trend #1: Augmented analytics

Gartner says by 2020, augmented analytics will be the main selling point for analytics and BI solutions.

Using machine learning and AI, augmented analytics is considered, by Gartner, as a disrupter in the data and analytics market because it will transform how analytics content in developed, consumed and shared.

Trend #2: Augmented data management

Augmented data management utilises machine learning capabilities and AI technology to make data management categories including data quality, master data management, metadata management, data integration as well as database management systems (DBMSs) self-configuring and self-tuning.

The top 10 strategic technology trends for 2019, according to Gartner

Blockchain, artificial intelligence, empowered edge, privacy and ethics, quantum computing, immersive experiences, augmented analytics, autonomous things and digital twins drive the Gartner Top 10 Strategic Technology Trends for 2019

According to Gartner, this is a big deal because it automates many of the manual tasks opening up opportunities for less technically skilled users to use data. It also helps highly skilled technical resources to focus on more value-adding tasks.

Through to the end of 2022, manual tasks in data management will be cut by 45% thanks to ML and automated service-level management.

Trend #3: Continous intelligence

Continues data is more than a new way to say real-time data. Instead, it’s about a design pattern where real-time analytics are combined with business operations, processing current and historical data to prescribe actions in response to events.

“Continuous intelligence represents a significant change in the job of the data and analytics team,” says Rita Sallam, research vice president at Gartner. “It’s a grand challenge — and a grand opportunity — for analytics and BI (business intelligence) teams to help businesses make smarter real-time decisions in 2019. It could be seen as the ultimate in operational BI.”

By 2022, more than half of significant new business systems will incorporate continuous intelligence that uses real-time context data to improve decisions.

Trend #4: Explainable AI

AI is already being increasingly used in data management, but how do AI solutions explain why they came to certain conclusions? This is where explainable AI comes in.

Explainable AI in data science and ML platforms is about generating an explanation of data models in terms of accuracy, attributes, model statistics and features in natural language.

Explainable AI: The margins of accountability

How much can anyone trust a recommendation from an AI? Yaroslav Kuflinski, from Iflexion gives an explanation of explainable AI

Trend #5: Graph

According to Gartner, graph analytics is a set of analytic techniques that help enterprises explore the relationships between entities of interest such as transactions, processes and staff.

The application of graph processing and graph database management systems will grow at 100% annually through 2022.

Trend #6: Data fabric

Data fabric is all about a single and consistent data management framework. It looks at enabling frictionless access and sharing of data in a distributed data environment as opposed to siloed storage.

Through 2022, bespoke data fabric configurations will be used primarily as a static infrastructure, forcing organisations into a new stream of cost to completely re-design for more dynamic data mesh approaches.

Trend #7: NLP/ conversational analytics

By 2020, 50% of analytical queries will be generated via search, natural language processing (NLP) or voice, or will be automatically generated. The need to analyse complex combinations of data and to make analytics accessible to everyone in the organisation will drive broader adoption, allowing analytics tools to be as easy as a search interface or a conversation with a virtual assistant.

The use cases are so vast that the NLP market is anticipated to be worth $13.4 billion by 2020, according to a separate study.

NLP to break down human communication: How AI platforms are using natural language processing

Whenever we go online it’s a safe bet that we’re only a click away from being on a site using AI. Sites and applications from industry giants such as Google and Facebook are constantly using AI in order to improve their user experience and provide more efficient services. Many programs such as chatbots are made possible through the use of natural language processing or NLP. RPA applies it too

Trend #8: Commercial AI and ML

Gartner says by 2022, 75% of new end-user solutions leveraging ML and AI techniques will be built with commercial solutions rather than open source platforms.

Commercial vendors have created connectors into the Open Source ecosystem, and they provide organisations with features necessary to scale and democratise AI and ML such as project and model management, transparency, reuse, data lineage, platform cohesiveness and integration that Open Source technologies lack.

Trend #9: Blockchain

Distributed ledger technologies such as blockchain are looking promising in the area of data analytics due to the possibility that they provide decentralised trust across a network of untrusted participants.

The ramifications for analytics use cases are major, especially those leveraging participant relationships and interactions.

But, according to Gartner, it’s going to several years for blockchain to take off in this area fully. In the meantime, enterprises will instead partly integrate with blockchain technologies and standards which will likely be dictated by their dominant customers or networks. This includes integration with your existing data and analytics infrastructure.

Can businesses use blockchain to solve the problem of data management?

Data management is a continuous and unrelenting challenge for CTOs, but Pavel Bains – CEO of Bluzelle – believes blockchain technology could provide the solution

Trend #10: Persistent Memory Servers

Persistent-memory technologies aim to reduce costs and complexity of adopting in-memory computing (IMC)-enabled architectures. Persistent memory represents a new memory tier between DRAM and NAND flash memory that can provide cost-effective mass memory for high-performance workloads.

According to Gartner, it has the potential to upgrade application performance, availability, boot times, clustering methods and security practices. It will also help organisations reduce the complexity of their application and data architectures by decreasing the need for data duplication.

“The amount of data is proliferating and the urgency of transforming data into value in real-time is growing at an equally rapid pace,” says Feinberg. “New server workloads are demanding not just faster CPU performance, but massive memory and faster storage.”

Source: Information Age, Andrew Ross,18 February 2019