WhatsApp, Facebook e Instagram têm instabilidade nesta quarta

AP Photo/Patrick Sison, File

SÃO PAULO – (Atualizada às 17h20) Após usuários do WhatsApp apontarem problemas no uso do serviço de mensagens WhatsApp, Facebook e Instagram nesta quarta-feira (3) a instabilidade persiste durante a tarde de hoje.

Em nota à imprensa, o Facebook, responsável pelos três aplicativos, informou que está trabalhando para normalizar a situação o mais rápido possível.

“Sabemos que algumas pessoas e negócios estão com problemas para carregar ou enviar imagens, vídeos e outros arquivos em nossos aplicativos”, reconheceu a empresa fundada por Mark Zuckerberg.

O site Down Detector, que registra relatos de consumidores sobre o status de serviços on-line, registrou instabilidades com o WhatsApp a partir das 10h50, sendo que o pico ocorreu às 11h, com 17 .242 notificações.

As principais queixas foram sobre o recebimento de mensagens (50%), falha geral (27 %) e envio de mensagens (21%). Usuários do aplicativo relataram que ao tentar carregar uma foto aparecia a mensagem “não foi possível transferir a imagem. Tente novamente. Se o problema continuar a acontecer, tente se conectar a uma rede Wi-Fi”.

Também foram descritos dificuldades para fazer download de mensagens de voz. No Instagram, as primeiras reclamações foram às 10h41 e o pico também aconteceu por volta das 11h, com 2.605 notificações.

As principais queixas foram sobre falha geral (59%), upload (31%) e compartilhamento (9%). Com o aplicativo Facebook, as queixas começaram às 10h48, com 46% dos usuários relatando falha geral, 36% reclamando de dificuldade para upload de fotos e 17 % reclamaram de problemas com o feed.

Assim como nos outros serviços, o pico de notificações foi às 11h, com 1.128 alertas. Segundo o Down Detector, as redes sociais apresentaram falhas em outros países como Estados Unidos, México, Polônia, Holanda e Reino Unido.

 Na rede social concorrente, o Twitter, a hashtag “#whatsappdown” aparecia, no meio da tarde desta quarta, em primeiro lugar nos trending topics mundiais, e “WhatsApp” era o segundo.

 O nome do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, era o sétimo mais mencionado pelos usuários, seguido por “Telegram”, aplicativo concorrente do WhatsApp.

Entre os internautas brasileiros, as menções a “WhatsApp” e “Mark Zuckerberg” lideram.

A ‘Folha’ constatou dificuldades no envio e recebimento de chamadas em áudio e download de imagens nesta quarta-feira, apesar de o funcionamento não ter sido totalmente interrompido.

Fonte: Alexandre Melo, Valor Econômico, 3/7/2019

Acordo com a Boeing vai abrir novos mercados, diz a campeã Embraer

Símbolo de inovação, a Embraer, pela quarta vez consecutiva campeã do prêmio Valor Inovação Brasil, completa 50 anos em 2019 em plena metamorfose.

Diante do acordo com a Boeing, ela está transferindo o negócio de aviação comercial para uma nova empresa, a Boeing – Brasil Commercial, e compartilhará forças com a rival americana também na área de Defesa, na qual permanece controladora dos negócios.

E a meta, após essa mudança, é manter a trajetória vencedora construída ao longo de cinco décadas

“A Embraer vai continuar sendo uma empresa de referência em geração de conhecimento no Brasil. Temos um histórico de 50 anos de sucesso em pesquisa e desenvolvimento que nos permitirá continuar inovando não somente para o desenvolvimento de produtos e serviços, mas também em novos negócios, com foco na sustentabilidade da companhia”, diz o vice-presidente de Estratégia, Inovação e Transformação Digital da empresa, Luís Carlos Affonso.

Nos últimos anos, a Embraer investiu cerca de 10% do faturamento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, em um setor reconhecido pelos ciclos longos, emprego de alta tecnologia e intensivo no uso de capital.

Em dez anos, foram cerca de US$ 5 bilhões para desenvolver aeronaves e conquistar mercados. Em 2018, esse percentual foi um pouco menor e ficou em torno de 6,5%, diante do avanço e conclusão de programas relevantes, como os do Praetor 600 e do KC-390. Em 2019, diz Affonso, a expectativa é repetir o índice do ano passado.

“Estamos no ciclo final do desenvolvimento de uma nova geração de aeronaves para o mercado de aviação comercial, executiva e defesa que posicionam a Embraer de forma bastante competitiva.

“Para os próximos anos, o volume de investimentos dependerá das oportunidades de mercado e terá como base a nova visão que está sendo construída para a empresa. A empresa também tem sentido os efeitos da demora na recuperação da economia.

 “A gente sente, principalmente, por causa dos negócios com a Defesa brasileira”, disse o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto. O executivo lembrou que quando a economia “não anda”os orçamentos são contingenciados.

“Consequentemente nossos projetos com a Força Aérea, agora com a Marinha e também com o Exército sofrem com esse contingenciamento”, destacou Gomes Neto durante a entrega do prêmio Valor Inovação Brasil.

 “Estamos torcendo para que a reforma da Previdência seja aprovada. Para ao menos trazer uma motivação para que a confiança do consumidor volte, a economia comece a andar.” O acordo com a Boeing pode abrir novos mercados para produtos já existentes da Embraer e possibilitar o compartilhamento de tecnologias entre dois gigantes da indústria aeroespacial.

Uma série de acordos de suporte garantirá benefícios mútuos e maior competitividade entre a companhia americana, a brasileira e as joint ventures resultantes do acordo comercial. .

A EmbraerX, subsidiária para inovação disruptiva, é uma das grandes apostas para o futuro.

“As atividades da EmbraerX são um exemplo dessa frente, em busca do desenvolvimento de ecossistemas que transformem a vida das pessoas, gerando negócios globais”, diz Affonso.

Com sede nos Estados Unidos, ela tem como missão desenvolver negócios que transformem o transporte aéreo do futuro, com a agilidade e a mentalidade de uma startup. Entre os projetos em evolução, um dos destaques é uma aeronave elétrica com capacidade de decolagem e pouso na vertical.

Fontes: Stella Fontes. Colaborou Marli Olmos. Valor Econômico, 3/7

Mesmo com PIB fraco não é possível deixar inovação de lado, dizem empresas

Para dirigentes de algumas das maiores empresas do país, apesar do cenário difícil para a economia neste momento, não dá para abdicar do investimento em inovação, sob o risco de poderem ficar para trás quando a recuperação ganhar força.

O vice-presidente do Bradesco André Cano afirmou ontem que a inovação independe de ciclo econômico, está cada vez mais disruptiva e virou necessidade absoluta das empresas, sob o risco de “sucumbirem.”

“No nosso caso específico, continuamos investindo da mesma forma em inovação durante a crise. Sem dúvida, para estarmos bem posicionado na retomada.”

De acordo com ele, a economia não está no ritmo que o banco imaginava no início do ano, mas continua otimista com o país. “Assim que a reforma da Previdência for aprovada, começará um processo de maior confiança, que vai levar à atração maior de capitais, inclusive externos”, afirmou o executivo.

O Bradesco foi vencedor no Valor Inovação Brasil 2019. Para o presidente da credenciadora de cartões Cielo, Paulo Caffarelli, o crescimento da economia abaixo do esperado impacta a empresa mais sob a ótica do volume de captura de pagamentos do que na inovação.

“Sentimos a volatilidade na captura, mas em nenhum momento deixamos de investir em inovação, na criação de novos produtos e serviços. Precisamos fazer bem o dia a dia, mas pensar a empresa no longo prazo”, afirmou.

A Cielo foi uma das premiadas no Valor Inovação. Ele afirmou que a Cielo crescerá neste ano em volume de transações e número de clientes e que a crise e a competição obrigaram a companhia a ser mais eficiente. Empresa de R$ 2 bilhões, a Cielo foca hoje em “market share”, em vez de rentabilidade.

Segundo ele, o Brasil é um celeiro de tecnologia e inovação. “Se conseguir superar os pontos para retomada do crescimento, como a reforma da Previdência, o Brasil não deixa a desejar em nada, principalmente na nossa área de meios de pagamento. Somos referência no mundo pelo trabalho que aqui é desenvolvido.”

Segundo Caffarelli, com a retomada do crescimento, haverá atração de investimentos ao país, seja pela demanda interna represada, seja pelo “pipeline”de projetos para infraestrutura.

No caso da Andrade Gutierrez, outra das ganhadoras, a estratégia foi juntar-se a startups para acelerar o desenvolvimento de novos processos de engenharia. Para o diretor de estratégia, excelência e inovação, Guilherme de Sousa Pinto, é em momentos de crise que a empresa mais busca inovação “para conseguir um processo de melhoria contínua”.

O programa de startups é feito duas vezes por ano e envolve entre cinco e dez empresas novatas. No último, 250 concorreram às vagas. “Em vez de ficarem em laboratórios, as empresas parceiras trabalham no canteiro da obra”, afirmou o executivo.

O presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, diz que existe uma tendência, nas empresas, de imaginar que a área de inovação será a mais prejudicada numa necessidade de corte de custos. “É claro que é preciso manter a máquina andando, mas, ao mesmo tempo, na área de saúde investir em inovação é uma forma de alcançar eficiência a custos mais baixos”, disse. Segundo ele, nos últimos tempos, o hospital tem investido, em média, 3% da receita em projetos inovadores. “Esse percentual passou a ser aplicado mais recentemente. Hoje estamos cada vez mais focados nessa estratégia.”

Fontes: Flávia Furlan e Marli Olmos, Valor Econômico, 3/7/2019

Crise reduz ritmo de investimento em pesquisa

Silvia Costanti/Valor
Prêmio Valor Inovação Brasil 2019

Os números apurados pelo anuário Valor Inovação Brasil 2019 apontam, em relação ao ano passado, uma redução de cinco pontos percentuais no número de empresas cujos orçamentos de inovação ficaram acima da média mundial – que é de 4,5% sobre a receita.

A pesquisa feita pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, mostra que no ranking das 150 companhias mais inovadoras tem havido avanços e recuos nos últimos três anos.

Na edição de 2017, o percentual de empresas que destinavam 5% de seus orçamentos ou mais na atividades de pesquisa e desenvolvimento e inovação (PD&I) era de 21%.

No anuário de 2018, foi registrado um salto para 30%, percentual que agora caiu para 25%. Houve, porém, nesse período, um avanço entre as empresas que aplicam entre 4% e 5% da receita em pesquisa.

O percentual subiu de 7 %, em 2017 , para 9%, em 2018, e alcançou 11% neste ano. Para Ricardo Pierozzi, sócio da Strategy&, os números revelam que a crise econômica que se arrasta no país tem exigido disciplina dos executivos para manter firmes as estratégias de PD&I.

Além disso, o perfil do mercado brasileiro é de pouca ousadia, observa o consultor. Segundo a pesquisa, as empresas aplicam mais recursos (56%) nas chamadas inovações incrementais – conjunto de ações para aprimorar bens, serviços e processos existentes.

O desenvolvimento de novas tecnologias (inovação radical) consome 20%. Para novos modelos de negócios são destinados 16%, e, para projetos revolucionários, 9%. Humberto Pereira, presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), afirma que a falta de ousadia é reflexo de um ambiente de negócios conturbado, pouco estimulante para os projetos de inovação.

“A crise atrapalha, mas nossa dificuldade é estrutural, não circunstancial”, alerta. Como exemplo, ele cita a indústria brasileira, que apresenta baixos índices de produtividade e está à margem da cadeia global de valor.

“Talvez esta crise tenha surgido porque não fizemos a lição de casa”, enfatiza. Estimular a inovação e o empreendedorismo no Brasil – criando condições para um salto de competitividade – requer articulação política.

As demandas são velhas: reduzir a burocracia, melhorar a infraestrutura e modernizar as regras de negócios. “Precisamos de um direcionamento estratégico para a inovação”, defende Pereira. O que já era preocupante para o futuro da pesquisa científica e da inovação em 2018 tornou-se ameaçador neste ano.

Em função da estagnação econômica, o governo Jair Bolsonaro promoveu um drástico contingenciamento de 42,7 % nas despesas de investimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o que tem causado grande apreensão na comunidade científica.

Para o professor Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, além da falta de verbas, há um histórico vácuo nas relações entre o meio acadêmico e a iniciativa privada, o que impede o surgimento de projetos inovadores.

“O setor público impõe regras que não facilitam a aproximação com as empresas e as empresas privadas são burocráticas. Pouco avançamos em políticas de P&D e de patentes”, diz. Segundo Menezes Filho, o Brasil se encaixa no perfil descrito na obra “Por que as Nações Fracassam”, de Daron Acemoglu e James Robinson.

“Aqui, as empresas evitam a concorrência e optam por gastar mais em lobby do que em políticas de inovação.” O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) luta para recompor o orçamento (do total previsto de R$ 5,07 bilhões para este ano, 42% foram contingenciados) e recuperar importância estratégica no desenvolvimento econômico do país.

“Nosso desafio é transformar conhecimento científico e tecnológico em valor”, destaca Paulo Alvim, secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC. Segundo Alvim, o Brasil já provou que tem capacidade para produzir ciência.

 “Nossa academia está no G-20”, comenta, ao observar que o país ocupa o 13º lugar no ranking global de produção científica. Apesar da qualidade acadêmica, a balança comercial ainda está centrada em commodities e produtos de baixo valor agregado.

“Além de toneladas de grãos, temos de vender aviões, fármacos e outros produtos intensivos em conhecimento”, defende. A classificação do ranking de Valor Inovação Brasil aponta nessa direção.

Do conjunto das dez líderes em inovação em 2019 fazem parte, pela ordem: Embraer, Natura, Whirlpool, Hospital Albert Einstein, Weg, Petrobras, Bradesco, Cielo, CNH Industrial e Grupo Boticário.

Mais do que alocar recursos e ampliar investimentos, as empresas inovadoras estão se abrindo para novos formatos de trabalho.

O relato das empresas líderes do ranking não deixa dúvidas sobre a importância do trabalho colaborativo para inovar.

Mais da metade (58%) das 210 empresas ouvidas atua com equipes multidisciplinares, ambientes abertos, fóruns de discussão internos e maior flexibilidade da jornada de trabalho.

Outro ponto fundamental, segundo as empresas que participaram da pesquisa, é a inovação aberta, em que se destacam parcerias com universidades, institutos de pesquisa e, sobretudo, com startups, que fertilizam o ecossistema da inovação.

O Brasil embarcou nessa onda nos anos 2000 ainda de forma embrionária, mas as iniciativas de inovação aberta se intensificaram aceleradamente a partir de 2010, fato comprovado pelos resultados pela pesquisa.

Quando questionadas sobre qual perfil é baseada a estratégia de inovação, 93% das empresas reportaram apostar na inovação aberta, e apenas 7 %, na fechada. No ano anterior, esses percentuais eram de 85% e 15%, respectivamente.

Fontes: Ediane Tiago e Guilherme Meirelles,Valor Econômico, 03/07/2019

Leia a nova edição da Revista Inteligência Competitiva: v. 9, n. 2 (2019)

Editorial

Abril a JunhoPDF
Alfredo Passosi-x

Artigos

O Uso da Inteligência Competitiva no Setor de Empresas de Pequeno Porte: o caso UOTZPDF
Luciano Augusto Toledo1-14
Qualidade no atendimento ao cliente e os impactos no desempenho organizacional de clinicas medicas de Juazeiro do Norte -CEPDF
Joelma Souza Vieira15-30
Big Data e a Informação Pública – Suporte à Tomada de Decisão EstratégicaPDF
Rafael Sena da Silva, Francisco Carlos Paletta31-52
Conectando Startups Abertas às Áreas de P&D das Grandes EmpresasPDF
patricia mari matsuda, Gabriela Valim53-68
A inteligência competitiva a serviço da moda autoralPDF
César Ricardo Maia de Vasconcelos, Felix Patrick Nunes de Mendonça, Salete Natalia de Assis Carneiro, Sarina de Araújo Medeiros69-81
Smart Campus e Analytics na Gestão de Instituições de Ensino Superior para Redução da Evasão e Promoção da PermanênciaPDF
Biancca Nardelli Schenatz, Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha, José Luiz Carlos Kugler82-101

Relato Técnico-Científico

Controladoria em pequenas e médias empresas: Um levantamento da produção científicaPDF
Franciele de Camargo, Renato Breitenbach102-112
O movimento competitivo de verticalização da cadeia de celulose: seria o fim dos fabricantes independentes de papel tissue no Brasil?PDF
Luis Rigato Vasconcellos, Celso Ricardo dos Santos Santos113-138

Conteúdos criados por IA podem bagunçar SEO do Google

Foto: TecMundo

Quem tem um blog ou site sabe como é difícil manter o bom posicionamento no Google, utilizando as técnicas de ranqueamento e SEO (sigla para Search Engine Optimization) que são aprimoradas com o tempo. É isso que faz com que as primeiras páginas dos resultados sejam as melhores possíveis nas pesquisas, mas uma tecnologia pode entrar nesse processo e bagunçar toda a ordem atual existente: a Inteligência Artificial.

A agência de marketing Frac.tl lançou uma campanha para mostrar que conteúdos produzidos automaticamente por IAs podem atrapalhar o atual ranqueamento no Google e fazer com que uma série de postagens artificiais (e provavelmente falsas) inundem o buscador.

O pior disso tudo? A produção por máquinas é praticamente imparável e pode ser feita em uma escala muito maior do que por humanos, criando spam em massa de conteúdos vazios, porém fortes em palavras-chave. Assim, páginas realmente relevantes, verdadeiras e completas podem acabar perdendo relevância no Google e cair para outras posições ou até mesmo páginas nas pesquisas.

O futuro é sombrio

Para demonstrar isso, a Frac.tl criou uma página chamado “Este Blog de Marketing Não Existe”, que é uma página apenas com conteúdos gerados por IA, exceto os títulos. As postagens feitas pela ferramenta de código aberto Grover trazem títulos genéricos e já bastante difundidos, como “Por que estratégia de conteúdo é importante?” e “Como criar manchetes estilo clickbait?”.

De acordo com a empresa, por enquanto é possível identificar facilmente os textos criados por IA, já que eles apresentam informações falsas e conflituosas. Entretanto, apesar de humanos reconhecerem o que é verdade ou não, os algoritmos da Google ainda podem demorar até receberem o devido treinamento, sem contar o fato de os robôs ficarem mais inteligentes com o tempo.

A Frac.tl garante que não usa a ferramenta para criar conteúdos para clientes, mas não garante que outras companhias não façam o mesmo — e isso abre possibilidades bastante pessimistas para o futuro.

Fonte: Terra, 2/7/2019

How to (Nicely) Push Back on Buyers Who Don’t Tell You the Full Truth

pinocchio

People lie all the time. In fact, one study found most adults can’t last 10 minutes without lying. Yet while you can probably overlook the occasional fibs from your friends, family, and coworkers, you should never ignore dishonesty from a prospect.After all, your ability to help them depends on having the right information. If they don’t give you the truth, the whole truth, and nothing but the truth, you’re going to develop recommendations that are wrong for their needs.

But when a prospect lies to you or omits key details, what should you do? Sure, you could say, “You’re full of it,” … if you want them to hang up the phone or walk out of the meeting. Plus, it’s usually not clear whether the other person is purposely giving you bad information — or they simply don’t know what they don’t know.

Rather than accusing them of lying, use these clever responses to make them think being honest was their idea.

More in Artillery, Blog Douglas Burdett

Diante de incertezas, chave é aprender rapidamente, diz John Hagel

Americano John Hagel, cofundador do Deloitte Center for the Edge, se apresentando em uma palestra nos Estados Unidos
O americano John Hagel é cofundador do Deloitte Center for the Edge, centro de estudos da consultoria localizado no Vale do Silício, na Califórnia – James Duncan Davidson / TED

SÃO PAULO

Em um mundo de rápidas mudanças, empresas precisam se transformar e encontrar novos negócios para desenvolver e tornar sua atividade principal no longo prazo na opinião do consultor americano John Hagel.

Cofundador do Deloitte Center for the Edge, centro de estudos localizado no Vale do Silício, na Califórnia, Hagel estuda oportunidades emergentes nos negócios e aconselha empresas sobre como aproveitá-las.

Na opinião do especialista, o avanço tecnológico desloca o modo como as companhias ampliam sua rentabilidade. 

Antes, dependiam de atividades com mais escala e mais eficiência. Agora, é preciso que elas consigam aprender com agilidade para mobilizar recursos que atendam uma demanda cada vez mais mutável.

À Folha, Hagel se contrapõe àqueles que recomendam o estudo de programação para quem estará no mercado de trabalho nas próximas décadas. Segundo ele, como as mudanças serão cada vez mais rápidas, terá sucesso quem for capaz de se adaptar a elas com agilidade. Por isso, o mais importante é descobrir qual a sua paixão e como fazer algo que tenha valor a partir dela, diz.

Quais os maiores medos dos líderes em relação à inovação? 

O maior medo é o risco. Inovação, por definição, é algo que não é provado. 

As empresas sabem que precisam inovar para ter sucesso, mas, por outro lado, elas têm receio do que pode acontecer se não der certo.

O senhor costuma falar que a inovação vem das bordas, não do centro. As empresas precisam abrir mão do que fazem?

Isso está relacionado à transformação das empresas. Transformar é voltar para as perguntas mais básicas, sobre o que é o negócio e como ele deveria ser.

Nesse contexto, acreditamos que a melhor forma é fazer isso pelas bordas. Encontrar áreas que hoje são modestas e achar as forças exponenciais que estão impulsionando as mudanças para que possa crescer e se tornar o novo centro de seu negócio.

Para fazer isso, as empresas devem olhar quanto para frente? 

As empresas de sucesso no Vale do Silício olham para perto e para longe, com um horizonte de até 20 anos. Com isso em mente, você pode observar o que hoje ainda é relativamente pequeno, mas, levando em conta as transformações do mercado, pode se tornar o novo centro de seu negócio.

O que move essas transformações?

No modo tradicional de fazer negócios, o modelo era baseado na busca de eficiência escalável. Para ter mais sucesso, você precisava ser mais eficiente em larga escala. 

Nossa crença é que, em um mundo que está mudando rapidamente, a eficiência tem retornos decrescentes. Conforme você se torna mais eficiente, fica mais difícil conseguir mais ganhos a partir dela.

Dado o nível de incertezas do mundo, a chave agora é aprender mais rapidamente.

Por que a mudança atingiria setores tradicionais, como têxtil e agricultura?

No mundo dos negócios tradicionais, você tem uma previsão de demanda e empurra as pessoas para o lugar certo na hora certa. Em um mundo de mais transformações, previsões se tornarão mais desafiadoras. Nesse novo mundo de negócios, o desafio é encontrar plataformas a partir das quais é possível puxar as pessoas certas na hora certa e no lugar certo para lidar com a demanda do momento.

Uma das áreas que se desenvolvem mais rapidamente é a indústria têxtil, que lida com a demanda imprevisível.

Estudamos, por exemplo, uma empresa chinesa que, basicamente, orquestra todos os recursos que precisa, da matéria-prima à produção e à logística, para responder à demanda rapidamente a partir de uma rede de 15 parceiros de negócios. Criaram uma plataforma global muito diversa para ter a capacidade e expertise certa quando precisam.

Estamos falando de coisas como economia sob demanda e relações de negócios mais flexíveis?

Sim, de conectar expertises de modo mais rápido e flexível.

O senhor tem visto companhias que encontram oportunidades nas bordas?

Há alguns exemplos iniciais. Um banco americano muito antigo, o State Street, fundado em 1793, atuou de forma tradicional no varejo em grande parte de sua história. Nos anos 1970, passou a sofrer mais pressão. Um dos executivos viu no departamento responsável pela retaguarda da empresa grande capacidade de processamento para a realização de transações. Decidiram, então, oferecer a outros bancos a capacidade ociosa.

Começaram a tornar isso disponível para outros aos poucos e logo viram que havia demanda por essa capacidade de processamento. Expandiram essa unidade até se tornar o centro de seu negócio, terceirizando a operação para outras instituições financeiras.

Outro tópico de seu estudo é o futuro do trabalho. O que as pessoas devem estudar para se preparar para ele?

Tenho duas filhas. O único conselho que dou a elas é que encontrem sua paixão. Não parem até encontrá-la. Depois disso, busquem uma forma de ganhar dinheiro a partir dela.

No futuro, haverá cada vez mais pressão para se tornar melhor rapidamente, para aprender rapidamente. Se você não tiver paixão pelo que faz, não estará apto para isso.

Uma coisa que me preocupa é ver cada vez mais pais colocando filhos em cursos de programação por acreditar que tecnologia é o futuro. Mas se você não é apaixonado por tecnologia, não vai conseguir aprender na velocidade que precisa para acompanhar as transformações da tecnologia. Se não aprender rapidamente nessa profissão, vai ficar marginalizado.

Muitos trabalhos estão em risco? 

Fala-se muito sobre o futuro do trabalho. Mas ninguém está discutindo o que o trabalho deve ser.

Atualmente, em linhas gerais, o que se faz é cumprir tarefas muito específicas na maior parte dos trabalhos. O desafio é que, se esse é o trabalho, algoritmos de computador podem fazer isso bem melhor do que os humanos. Eles não ficam doentes, não se distraem.

Mas pensamos que isso é bom, pois nos permite dar um passo atrás e perguntar o que o trabalho deve ser para os seres humanos para que possam criar valor. Há uma oportunidade de redefinir o trabalho, de engajar todos na empresa para identificar e solucionar problemas.

Trabalhadores, em qualquer parte da organização, são confrontados com situações em que são desafiados com oportunidades para criar mais valor, mas eles não têm tempo para lidar com elas, pois estão focados nas tarefas rotineiras.

Fonte: Filipe Oliveira, Folha de S.Paulo, 28/6/2019

Relato técnico-científico na Revista Inteligência Competitiva – RIC

Relato Técnico-Científico

Controladoria em pequenas e médias empresas: Um levantamento da produção científicaPDF
Franciele de Camargo, Renato Breitenbach102-112
O movimento competitivo de verticalização da cadeia de celulose: seria o fim dos fabricantes independentes de papel tissue no Brasil?PDF
Luis Rigato Vasconcellos, Celso Ricardo dos Santos Santos113-138