Acaba de ser publicado novo número da Revista Inteligência Competitiva – out/dez 2018

Prezados (as) leitores (as),

A Revista Revista Inteligência Competitiva acaba de publicar seu mais recente número. Disponível aqui 

Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outras informações de seu interesse.

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho.

Prof.Dr.Alfredo Passos, Editor Chefe, Revista Inteligência Competitiva

v. 8, n. 4 (2018)

Sumário

Editorial

Editorial outubro a dezembro de 2018 PDF HTML
Alfredo Passos i-viii

Artigos

A PERCEPÇÃO DOS COLABORADORES DIANTE DA ESTRATÉGIA DE INCORPORAÇÃO NO SETOR BANCÁRIO: UM ESTUDO DE MULTICASOS PDF
Angélica Letícia de Souza Santos, Pedro Henrique Camargo de Abreu, Leonardo Augusto Amaral Terra 1-31
INTERAÇÃO DA SMART CITY COM O DESEMPENHO DA SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PDF
César Ricardo Maia de Vasconcelos, Glauber Ruan Barbosa Pereira 32-49
Inteligência Competitiva: um estudo bibliométrico na base de dados ISI Web of Science de 1956 a 2016 PDF
Vera Lúcia Cruz, César Ricardo Maia Vasconcelos, Mayara dos Santos Silva 50-69
CARACTERISTICAS DOS GESTORES NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO ESTRATÉGICA EM ORGANIZAÇÕES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA PDF
Leonardo Alves de Oliveira Casimiro, Sandra Mara Stocker Lago 70-88
Estudo de embalagens em localidades estratégicas de produtos com base em suco de tomates PDF
luciano augusto toledo, Felix Hugo Aguero Diaz Leon 89-103
MANUFATURA ENXUTA: METODOLOGIA A3, MAPEAMENTO DE FLUXO DE VALOR E KAIZEN VOLTADOS À MANUFATURA ENXUTA PDF
Bruno Barbieri, Zaida Cristiane dos Reis, Paula Patrícia Ganzer, Cassiane Chais, Vandoir Welchen, Juliana Matte, Pelayo Munhoz Olea 104-120
Impacto da Marca versus Impacto do Preço para a Decisão de Compra do Consumidor: Um Estudo Teórico Oriundo de uma Pesquisa Bibliométrica na Base de Dados Scopus PDF
Lucas Tartarotti, Deise Taiana de Ávila Dias, Deonir De Toni 121-140

Estudo de Caso

ALOCAÇÃO DE CUSTOS EM UM CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM HOSPITALAR: ESTUDO DE CASO NA SOCIEDADE HOSPITALAR SÃO JOSÉ/RS PDF
Geovani Endrigo Klock, Diego Luís Bertollo, Maria Emília Camargo, Beatriz Salvador Bizotto 141-162



Leia nova edição da Revista Inteligência Competitiva: outubro – dezembro 2018

v. 8, n. 4 (2018)

Sumário

Editorial

Editorial outubro a dezembro de 2018 PDF HTML
Alfredo Passos i-viii

Artigos

A PERCEPÇÃO DOS COLABORADORES DIANTE DA ESTRATÉGIA DE INCORPORAÇÃO NO SETOR BANCÁRIO: UM ESTUDO DE MULTICASOS PDF
Angélica Letícia de Souza Santos, Pedro Henrique Camargo de Abreu, Leonardo Augusto Amaral Terra 1-31
INTERAÇÃO DA SMART CITY COM O DESEMPENHO DA SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PDF
César Ricardo Maia de Vasconcelos, Glauber Ruan Barbosa Pereira 32-49
Inteligência Competitiva: um estudo bibliométrico na base de dados ISI Web of Science de 1956 a 2016 PDF
Vera Lúcia Cruz, César Ricardo Maia Vasconcelos, Mayara dos Santos Silva 50-69
CARACTERISTICAS DOS GESTORES NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO ESTRATÉGICA EM ORGANIZAÇÕES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA PDF
Leonardo Alves de Oliveira Casimiro, Sandra Mara Stocker Lago 70-88
Estudo de embalagens em localidades estratégicas de produtos com base em suco de tomates PDF
luciano augusto toledo, Felix Hugo Aguero Diaz Leon 89-103
MANUFATURA ENXUTA: METODOLOGIA A3, MAPEAMENTO DE FLUXO DE VALOR E KAIZEN VOLTADOS À MANUFATURA ENXUTA PDF
Bruno Barbieri, Zaida Cristiane dos Reis, Paula Patrícia Ganzer, Cassiane Chais, Vandoir Welchen, Juliana Matte, Pelayo Munhoz Olea 104-120
Impacto da Marca versus Impacto do Preço para a Decisão de Compra do Consumidor: Um Estudo Teórico Oriundo de uma Pesquisa Bibliométrica na Base de Dados Scopus PDF
Lucas Tartarotti, Deise Taiana de Ávila Dias, Deonir De Toni 121-140

Estudo de Caso

ALOCAÇÃO DE CUSTOS EM UM CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM HOSPITALAR: ESTUDO DE CASO NA SOCIEDADE HOSPITALAR SÃO JOSÉ/RS PDF
Geovani Endrigo Klock, Diego Luís Bertollo, Maria Emília Camargo, Beatriz Salvador Bizotto 141-162

Revista Inteligência Competitiva, o estado da arte em pesquisas sobre Inteligência no Brasil.

Inteligência Competitiva: para Facebook, futuro dos anúncios está na interação por vídeos

Ana Paula Paiva/Valor
 
David Fischer, terceiro na hierarquia mundial do Facebook: “O comportamento do consumidor muda antes das empresas”. Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Oito anos e meio atrás, David Fischer começou a colocar em prática no Facebook uma estratégia que ajudaria a redesenhar o mercado de publicidade digital,reforçando a fatia da rede social nesse negócio.

Foio executivo quem, primeiro, convenceu os anunciantes a publicarem propaganda no canal de notícias da rede social. O resultado mostra o acerto da medida. Hoje,Facebook e Google, onde Fischer trabalhou anteriormente, detêm 58% dos anúncios digitais nos Estados Unidos, mantendo uma larga distância dos concorrentes,segundo a consultoria eMarketer.

Agora,o número três na hierarquia do Facebook – abaixo do fundador Mark Zuckerberg e de seu braço direito, a executiva de operações Sheryl Sandberg – tem uma nova missão pela frente.

Vice-presidente global de parcerias de marketing e negócios, cabe a Fischer mostrar que o futuro está nas interações diretas entre pessoas e marcas, por meio da troca de mensagens e vídeos curtos, um recurso conhecido no Facebook como “stories”.

De acordo com o executivo, que foi chefe de gabinete do Departamento do Tesouro dos EUA na administração Bill Clinton, o novo mundo de interações por “stories” e mensagens vai exigir mudanças na forma como as companhias se comunicam com o público.

“As grandes marcas dominam como fazer um comercial de 30 segundos, mas vão ter de construir nova musculatura para usar os stories”, disse. O Facebook tem 90 milhões de empresas com perfil em sua rede em todo o mundo, sendo que 60 milhões compram anúncios.

Perguntado se as empresas têm se mostrado confortáveis diante da necessidade de aprender uma nova forma de fazer publicidade, Fischer disse que as mudanças fazem parte do processo. “O comportamento do consumidor muda antes das empresas. Então temos que nos adaptar a isso”, afirmou.

Entre os investidores, o novo modelo proposto pelo Facebook tem gerado cautela. A avaliação em Wall Street é de que ainda há muita incerteza em torno de formatos tão novos.

Muitos avaliam que as oportunidades de venda de publicidade sob esses formatos será menor, limitando o potencial de crescimento. Essas dúvidas, aliadas à recente onda de críticas em torno do Facebook e à possibilidade de regulação dos serviços de internet em alguns países, têm afetado o preço das ações da empresa.

No ano, o papel da companhia acumula queda de quase 23%. No mesmo período, o índice Dow Jones Industrial Average mostra avanço de 4,04%. De acordo com Fischer, o Facebook merece crédito por manter um histórico de forte crescimento- de 2010 a 2017, a receita saltou de US$ 1,9 bilhão para US$ 40,6 bilhões – e por ter cumprido promessas feitas no passado.

Em meados de 2012, Zuckerberg disse que a companhia, que até então não vendia um dólar sequer de anúncios em dispositivos móveis, se tornaria uma empresa”mobile first”. Um ano depois, essa linha de receita já era o carro-chefe.

O Facebook enfrenta um cenário de críticas crescentes e questionamentos sobre a transparência nos números de resultados de publicidade. A companhia está adotando medidas para garantir a privacidade dos dados dos usuários e combater a postagem de conteúdo ofensivo, outros pontos considerados críticos.

“Me sinto mal pelos erros que cometemos. É doloroso. Ninguém gosta de cometer erros. Mas temos investido para corrigí-los e evitar que sejam cometidos de novo. Ninguém pode duvidar dos nossos esforços”, disse o executivo, ontem,na sede da companhia em São Paulo.

“Ninguém está parado esperando 2018 passar para acabar essa onda de notícias ruins e começar a trabalhar em 2019.” O executivo passou dois dias na cidade conversando com clientes e conhecendo iniciativas da companhia, como o laboratório de inovação no bairro de Heliópolis, zona Sul de São Paulo.

Segundo Fischer, as dúvidas sobre como o Facebook tem reagido às críticas apareceram nas conversas, mas não foram tema central. “Nessas apresentações eu busco falar disso de forma pró-ativa. Mas a conversa é muito no sentido de como as marcas podem usar o Facebook”, disse.

O executivo afirmou que a empresa está adotando medidas reduzir os problemas. O Facebook investiu em inteligência artificial para fazer a análise automática de conteúdo, o que ajudou a derrubar 2,1 bilhões de contas falsas e tentativas de criação de contas suspeitas em nove meses neste ano.

Também contratou 20 mil pessoas para complementar o trabalho das máquinas. “Mas essas não são guerras que você ganha”, disse Fischer.

Como acontece em outras áreas, a exemplo do setor financeiro, você está sempre lutando contra os caras maus. É um progresso. Mas nos sentimos bem com os investimentos e o que temos feito até agora”, afirmou.

Fonte: Gustavo Brigatto, Valor Econômico, 05/12/2018 – 05:00

Inteligência Competitiva – Sinais de Mercado: cliente quer experimentar, mas falta ousadia às marcas


Festival de Inovação e Cultura Empreendedora (FICE), realizado em São Paulo, discutiu as novas tendências de consumo. Foto: Nilani Goettems/Valor

O consumidor está mais aberto à experimentação, mas muitas empresas ainda não estão preparadas para aproveitar essa oportunidade ou não têm ousadia suficiente para personalizar produtos e serviços.

A avaliação é da TrendWatching, agência inglesa que pesquisa tendências de consumo.

Segundoa consultoria, exceções são as globais Coca-Cola, Nestlé e Ikea e as brasileiras Magazine Luiza, Via Varejo (dona das redes Casas Bahia e PontoFrio), e a Via Quatro, operadora da linha amarela do metrô de São Paulo, que investem em tecnologia para entender o comportamento do consumidor.

A Coca-Cola, por exemplo, estuda o mercado de infusões à base de cannabis. Aideia seria usar componentes não psicoativos da maconha para criar bebidas funcionais associadas ao bem-estar.

“É um nicho de mercado que as empresas não podem mais ignorar”, disse Lisa Feierstein, estrategista de tendências sênior da TrendWatching, durante painel do Festival de Inovação e Cultura Empreendedora (FICE), iniciativa das revistas “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” e “Época Negócios” e do jornal Valor.

Emsua segunda edição, o evento será realizado até quinta-feira na Unibes Cultural em São Paulo. Feierstein também citou o exemplo da suíça Nestlé, que criou no Japão um serviço que auxilia pessoas a montar uma dieta personalizada, com auxílio da inteligência artificial. Já há 100 mil usuários.

A partir de uma amostra de sangue, a multinacional avalia a propensão para doenças como diabetes e colesterol, analisando a comida ingerida pelo participante,que envia fotos dos alimentos e bebidas que consome por meio de um aplicativo.

A TrendWatching lista anualmente as tendências de consumo que vão influenciar o próximo ano. Outro destaque são os “pontos de venda mágicos”. Feierstein explica que ferramentas como reconhecimento facial e realidade aumentada possibilitarão diversão e praticidade ao consumidor nas lojas.

A varejista de decoração sueca Ikea, por exemplo, utiliza a realidade aumentada para ajudar o cliente a escolher o melhor móvel para casa. É possível visualizar como ficará uma poltrona em sua sala de estar, por exemplo. Recurso semelhante foi criado pela startup brasileira Decora, que usa cenários de decoração em 3D.

Em março, a empresa foi vendida para a americana CreativeDrive por US$ 100 milhões. Outra possibilidade curiosa é explorada pelo Inkhunter, um aplicativo gratuito desenvolvido para ajudar quem pretende fazer uma tatuagem.

A ferramenta mostra como ficará o desenho escolhido, uma forma de evitar arrependimentos posteriores. Algumas experiências com personalização usando análise de dados – outra chance de negócio citada pelas agências -, foi usada por empresas brasileiras.

A Via Varejo instalou câmeras em lojas para avaliar, usando recursos tecnológicos, se o cliente está satisfeito com as ofertas. O metrô paulistano instalará portas digitais nas áreas de embarque e desembarque que vão identificar a reação das pessoas às propagandas exibidas, em tempo real.

“Todas essas possibilidades são muito interessantes, mas é preciso ser transparente com o consumidor sobre a coleta de dados”, observa Feierstein. Nos Estados Unidos, a Adidas personalizou vídeos de 30 mil participantes que percorreram os 42 km da maratona de Boston com auxílio da agência Grow.

Alguns dos pontos de verificação acionavam o chip RFID na roupa de cada corredor. Para a diretora para Américas do Sul & Central da TrendWatching, Luciana Stein, o “posicionamento das marcas” é um fator muito relevante. “Essa postura também precisa ser política, mas a maioria das empresas ainda tem medo da reação dos consumidores. A marca que fala com todos acaba não falando com ninguém.”

Iniciativas do Magazine Luiza contra a violência doméstica e a favor da participação feminina na política estão entre os casos citados pela agência. “As marcas precisam se aproximar mais da complexidade do mundo real. Essa ideia é difundida, mas não aplicada na escala necessária”, disse Stein.

Fonte: Alexandre Melo, Valor Econômico, 05/12/2018 – 05:00

Inteligência Competitiva: Agenda 2019 de competição, por Cristiane Alkmin Schmidt

iStock

A Quarta Revolução Industrial (RI) está alterando a estrutura do mercado de trabalho no mundo. O antitruste global, em decorrência destas transformações, inicia nova fase.

O Brasil tem tido crescimento baixo, em parte porque é pouco produtivo. Diante destes três fatos, a concorrência no Brasil urge ser repensada.

A Primeira RI ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, com a mecanização.

A Segunda se deu entre 1870 e 1914, com a produção em massa.

A Terceira foi nos anos 80, com a internet.

A Quarta iniciou em 2010, com a introdução de tecnologias disruptivas, como a robótica e a inteligência artificial (IA). A Amazon e o Ocado têm focado na nuvem física, ecossistema de comércio que funciona com robôs, drones e automóveis autônomos.

Christopher Atkeson, professor de robótica da Carnegie Mellon, sustenta que em 5 anos os trabalhadores dos armazéns desaparecerão. Em Xangai, o uso do dinheiro é raridade e há bares completamente automatizados.

Astartup LawGeex, que usa IA na área jurídica, promoveu uma competição entre um robô e advogados, tendo vencido o robô no mérito e no tempo. Sites de saúde on-line são cada vez mais comuns e até o Vaticano concederá a primeira licença para que se possa confessar com um padre-robô.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, no mercado de trabalho, em breve, a metade dos empregos será substituída por robôs. As perdas de emprego, contudo, serão compensadas pela criação de novos. Até 2022, mais de 133 milhões de empregos substituirão 75 milhões.

Se é desleal a competição entre humano e robô nos aspectos técnicos, na parte emocional, criativa e comportamental, entretanto, o humano é imbatível. São estas as habilidades ensinadas nas escolas de vanguarda, como a Minerva, e na metodologia Steam.

O antitruste mundial, para enfrentar os reveses da Quarta RI, está mudando, tendo como líder a Comissão Europeia. Se preços e cartel eram os grandes tópicos,agora o bem-estar abarca conceitos como diversificação da oferta futura, acesso à informação e proteção aos dados.

O poder conglomeral e a competição potencial tomam outra dimensão e o olhar dinâmico se torna mais relevante. Além disso, as condutas mais multadas passaram a ser as unilaterais. Google, Microsoft, Qualcomm, Intel, Facebook,entre outras, têm recebido sanções significativas na Europa.

Neste contexto, o Brasil ainda tem que lidar com o baixo crescimento. Dado o fim do bônus demográfico, o país só crescerá via produtividade, que há 30 anos está estagnada. Diante dos desafios impostos pela Quarta RI, portanto, o problema da baixa produtividade é mais uma adversidade a ser solucionada. Competição é um instrumento importante para fomentá-la.

A política de concorrência no Brasil, destarte, urge ser repensada: tanto com respeito ao seu objetivo-alvo, quanto no concernente aos seus instrumentos.Como a concorrência não é um fim em si mesmo, no Brasil esta precisa ter como meta aumentar a produtividade do país. Para isso, os “enforcers” têm que acreditar que condenar cartéis de forma dissuasória, barrar fusões lesivas ao bem-estar do brasileiro e advogar pela concorrência vão ao encontro daquela finalidade maior.

Além disso, seus instrumentos têm que ser revistos. O Guia de concentração H precisa incorporar fatores dinâmicos e mercados conglomerados, considerar questões sobre concorrência potencial e detalhar as condutas unilaterais mais corriqueiras.

A Lei 12.529, por sua vez, precisa adicionar mais um “threshold” (o valor das empresas ou da operação), além de ter seus artigos sancionadores (art.37 e 45) e o que trata da esfera civil (art. 47) modificados.

Os primeiros dois, para garantir proporcionalidade entre as multas,previsibilidade da regra e dissuasão. O último artigo, por sua vez, para dar maior segurança jurídica quanto à perda limite das empresas e ao prazo de prescrição.

Por fim, urge elaborar um Guia de dosimetria considerando, também, sanções e descontos possíveis em casos de acordo de leniência (AL) quando houver corrupção. Por último, há que reconhecer que há “fumaça” nos AL e nas delações premiadas (DP) feitas no Brasil.

Por conta das leis de crimes hediondos e anticorrupção, a partir de 2013, AL e DP sobre cartéis em licitação pública e/ou corrupção passaram a ocorrer em até 8 instituições. Além disso,conquanto seja função do Estado punir de forma dissuasória, não é seu desígnio falir pessoas jurídicas por múltiplas multas, em decorrência de falta de harmonia na sua atuação.

Dada a independência das esferas (administrativa,criminal e civil) e das instituições, observa-se que o Estado não tem atuadocoordenadamente por meio de um marco normativo bem definido.

Na incerteza de suas garantias, porém, o infrator não revela o cartel. Com isso, o Estado dificilmente o punirá e a sociedade será a maior lesada. O país, assim, precisa destes programas funcionando harmonicamente, pois são importantes instrumentos para desvendar crimes nocivos ao bom funcionamento dos mercados e/ou que lesamo pagador de imposto.

É imperante que o infrator saiba de seus deveres e direitos no caso da revelação do cartel/corrupção, independentemente da instituição que busque para falar. A sociedade quer ver punições dissuasórias e as empresas, regras estáveis na delação. Cabe ao Estado, assim, equacionar estas questões, criando incentivos para que os infratores sigam denunciando.

Em suma, diante da Quarta RI, do fato do Brasil ser pouco produtivo e do antitruste global já ter iniciado uma nova fase, cabe ao Cade e ao Ministério da Fazenda focarem tanto na defesa quanto na advocacia da concorrência,objetivando o aumento da produtividade do país. Além disso, cabe ao Estado se coordenar para ter atuação dissuasória e efetiva em prol da sociedade.

Fonte: Cristiane Alkmin J. Schmidt é conselheira do Cade, professora da FGV, ex-secretária adjunta da SEAE. Minha opinião não reflete necessariamente as do Cade.

Publicado no Valor Econômico, 04/12/2018 – 05:00

A crise que rouba livros

Atoladas em dívidas, a Livraria Cultura e a Saraiva pressionam o mercado de livros. O futuro das editoras, que dependem das duas grandes redes, é incerto

Quando a septuagenária rede de livrarias Laselva entrou com um pedido de recuperação judicial em 2013, com dívidas acumuladas em R$ 120 milhões, poucos imaginavam que aquilo seria um presságio de maus tempos para o setor editorial brasileiro.

A empresa, que chegou a ter 83 pontos de venda – a maioria em aeroportos –, não conseguiu arcar com o plano traçado para a sua recuperação, deixando mais de 600 credores e centenas de funcionários na mão. Como consequência, a Laselva teve de fechar suas últimas três lojas em março deste ano, data em que a Justiça de São Paulo decretou sua falência.

Durante esse mesmo período de declínio da tradicional rede, os dois principais nomes do mercado, Cultura e Saraiva, experimentavam uma expansão acelerada pelo País, financiada por linhas de crédito do BNDES e empréstimos com os bancos privados.

A aposta no crescimento, no entanto, deu errado. Desde o fim de 2013, o setor editorial acumula perdas consecutivas, com um decréscimo de R$ 1,73 bilhão em suas receitas. Com dívidas elevadas, Saraiva e Cultura lutam para manter as portas abertas. “Isso era uma crise anunciada, pois existe uma pressão de custos que é insuportável, tanto fiscal quanto operacional”, diz Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional das Livrarias (ANL).

“O mercado de livros vai ter que voltar às origens. Esse efeito sanfona de expansão e retração está mostrando os seus limites.” Voltar às origens significa trabalhar com menos lojas e com espaços reduzidos, mas mantendo o foco em livros, uma alternativa possível para voltar a crescer.

A Saraiva, por sua vez, também apresenta problemas financeiros de longa data. Uma análise dos resultados trimestrais dos últimos dez anos mostra que as margens da atividade principal vêm encolhendo de maneira gradual, mas irreversível. No segundo trimestre de 2008, ao faturamento – corrigido pela inflação – de R$ 343 milhões corresponderam um lucro bruto de R$ 140 milhões, com margem de 40,8%. A última linha do balanço, porém, já mostrava um prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões, decorrente de um salto nas despesas administrativas naquele trimestre.

Fonte: ISTOÉ Dinheiro, Felipe Mendes, 

Inteligência Competitiva – Sinais de Mercado: os robôs, as pessoas e o futuro do trabalho

856A1128B.jpg

Pesquisa inédita mostra que os brasileiros subestimam o impacto da transformação digital e superestimam suas próprias qualidades. novos profissionais e ceos apontam o caminho para se manter tão relevantes quanto as máquinas

No maior fundo de pensão privado da Finlândia, Ilmarinen, a sigla HR, tradicionalmente indicativa de “Recursos Humanos” em inglês, agora significa Humanos & Robôs. A mudança tem sua dose de marketing. Mas acerta ao traduzir, de forma sintética, desafios e ansiedades da maioria dos profissionais.

A inteligência artificial avança sobre diferentes aspectos de nossas vidas e ganha adjetivos cada vez mais humanos — entre eles, “empática” e “emocional” (se ainda não ouviu, vai ouvir a respeito em breve).

Ao mesmo tempo, escapam dos laboratórios e aproximam-se do mercado diversas tecnologias que já teriam potencial revolucionário se avançassem individualmente. Combinados, tornam-se difíceis de imaginar os efeitos de inteligência artificial (I.A.), robótica, big data, internet das coisas, impressão 3D, blockchain, drones, veículos autônomos — e isso se ficarmos só no mundo da tecnologia da informação, sem pensar nos desdobramentos de edição genética, neurociências e chips implantados.

CEOs, diretores de RH e outros profissionais em postos estratégicos precisam lidar com essas ondas consecutivas como indivíduos, pois seu próprio trabalho é afetado; e também como integrantes-chave de suas organizações, que precisam definir políticas e se posicionar a respeito.

A mudança provoca ansiedade compreensível. Vamos finalmente desfrutar o luxo de trabalhar apenas algumas horas por semana, enquanto os bots lidam com as tarefas mais desagradáveis? Ou robôs vão roubar também empregos hoje considerados sofisticados e estratégicos, deixando muitos de nós como uma espécie de subclasse inútil?

Fonte: Revista Épóca Negócios, Editorial

Inteligência Competitiva: Disney revela detalhes de serviço de streaming que vai desafiar a Netflix

 

Star Wars: O Despertar da Força (Foto: Divulgação)

STAR WARS TERÁ SEU UNIVERSO EXPANDIDO NO DISNEY+, NOVO SERVIÇO DE STREAMING DA DISNEY (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Presidente do conselho e CEO da Walt Disney Company’s, Bob Iger, revelou — em conferência para comentar os resultados trimestrais da empresa — os tão esperados detalhes sobre a nova plataforma de streamingque vem sendo especulada há algum tempo: o Disney+ (Disney Plus).

O sistema deve ser lançado, segundo o gestor do estúdio, no segundo semestre de 2019 nos Estados Unidos — ainda não há confirmação de quando ele será expandido para o resto do mundo.

Iger revelou também informações sobre algumas das primeiras produções originais do site, que deve se tornar o principal competidor da Netflix. As franquias recentemente adquiridas, como os universo de Star Wars e dos super-heróis da Marvel, serão os carros-chefes do lançamento.

O CEO confirmou que a primeira série live-action de Star Wars está sendo produzida para o Disney+. Chamada The Mandalorian (em referência a uma das raças do universo), ela terá como protagonista o espião rebelde Cassian Andor, um dos personagens do filme Rogue One: Uma História Star Wars, de 2016. A série se passará antes do filme que foi o primeiro derivado da linha principal da série cinematográfica.

Para os fãs dos Vingadores, a principal atração será uma série centrada no personagem Loki, irmão de Thor e presença constante na série de filmes do Universo Cinematográfico Marvel. Não ficou claro, pelas palavras de Iger, se ambas as produções já serão lançadas junto com o próprio Disney+.

Certo é que as novidades não param por aí. Outras atrações serão novos filmes e séries relacionados a títulos adorados pelo público infanto-juvenil como Monstros S.A. e High School Musical. No site criado para que fãs se cadastrem para receber mais informações do Disney+ também está presente a logomarca do National Geographic, indicando que o canal também terá conteúdos no serviço.

Experiência bem-sucedida

A aposta no serviço de streaming de uma das principais empresas do entretenimento audiovisual vem não só da necessidade de estar presente na nova tendência lançada pela Netflix no consumo desses conteúdos, mas de uma fórmula testada já com sucesso pela Disney.

Usando sua rede de canais televisivos ESPN, a empresa lançou, em abril deste ano, o ESPN+, em que os usuários podem assistir jogos de uma série de esportes e ligas por um preço fixo e em um mesmo site. Em apenas cinco meses, o serviço alcançou a marca de um milhão de assinantes.

A Disney tem também uma participação no Hulu, plataforma de streaming criada em conjunto por NBC, Fox, Comcast e AT&T, além do próprio estúdio que criou o Mickey Mouse. A influência da empresa sobre o serviço, aliás, deve aumentar quando for concluída a compra dos estúdios da Fox. No momento, apenas alguns entraves regulatórios, devido a exigências de autoridades concorrenciais preocupadas com a constituição de um monopólio no setor, impedem a transação de ser concluída.

Não ficou claro ainda qual será a estratégia da Disney com o Hulu quando seu próprio serviço de streaming for lançado. Hoje, estão no site produções como Up – Altas Aventuras, Hannah Montana e Lili & Stich. Certo é que, na Netflix, a Disney não terá mais conteúdos.

Também não se sabe como ficará a relação do estúdio com o próprio cinema. Especula-se até mesmo que a Disney poderia fazer mais dinheiro com lançamentos feitos diretamente em streaming do que em salas de cinema, que retêm 40% do valor do ingresso.

Na Netflix, isso já é feito com frequência  mas a empresa não tem nenhuma relação íntima com estúdios cinematográficos. Resta saber como será na Disney, que está a apenas cinco anos de completar seu centenário.

No quarto trimestre fiscal recém-encerrado, a Disney superou suas prórpias expectativas e as de Wall Street, com lucro de US$ 14,3 bilhões após uma previsão de US$ 13,7 milhões dos analistas de mercado.

Fonte: 09/11/2018 – 18H32 – ATUALIZADA ÀS 18H33 – POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE 

Aumenta competição no mercado de lanches de galinha frita

A segunda maior cadeia do planeta no segmento, chegou ao Brasil. Em funcionamento a primeira loja do Popeyes. A marca foi comprada no ano passado pela Restaurant Brands International – RBI, cujos acionistas são Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles da 3G Capital, controladores da Ambev e Burger King.

Do outro lado, a KFC, que desde junho, tem Carlos Wizard como controlador. Ainda fazem parte do seu controle as franquias da Pizza Hut e Taco Bell.

Para aumentar a participação da KFC no mercado brasileiro, Wizard pensa ir além das tradicionais praças de alimentação dos shoppings centers e inaugurar grandes lojas de rua, além de parcerias com aplicativos de delivery.

A KFC tem sua origem no Kentucky e a Popeys é da Louisiana.

Fonte: Veja, 7/11/2018

Revista Inteligência Competitiva: nova publicação, julho – set, v. 8, n. 3 (2018) –

v. 8, n. 3 (2018) – Julho a Setembro

Sumário

Editorial

Julho a Setembro PDF
Alfredo Passos i-v

Artigos

PRODUCT PRICING WITH MARKETING DATA UNDER RISK USING BUSINESS INTELLIGENCE PDF (ENGLISH)
Hamed Fazlollahtabar 1-53
INTELIGÊNCIA COMPETITIVA E A RESILIÊNCIA EM EMPREENDIMENTOS SOCIAIS – Um Estudo Multicasos PDF
Lúcia Regina Silveira Auozani 54-73
PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DAS FERRAMENTAS CANVAS E ANÁLISE SWOT EM UMA EMPRESA DE PEQUENO PORTE PDF
Laís Viera Trevisan, Camila Borges Fialho, Daniel Arruda Coronel 74-91
A GERAÇÃO DE INOVAÇÃO ATRAVÉS DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA: UMA ANÁLISE DOS DADOS DISPONÍVEIS NA PINTEC PDF
Cesar Tirso 92-108
COMPOSTO PRODUTO SOB A ÓTICA DA COCRIAÇÃO PDF
Isabella Morais, Karen Perrota de Almeida Prado, Sérgio Dantas, Evange Elias, Luciano Augusto Toledo 109-122
TECNOLOGIAS MÓVEIS E REDES SOCIAIS NO MERCADO DE TRABALHO: Visão dos gestores organizacionais PDF
João Batista Ferreira, Izabela Fernandes Flores 123-139

Estudo de Caso

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA A NEGÓCIOS PDF
Mauro Segura 140-149
INTELIGENCIA ARTIFICIAL – COMO AMPLIAR SUA ADOÇÃO PDF
Viviane Oliveira 150-155

Relato Técnico-Científico

DIAGNÓSTICO E PROPOSIÇÃO DE MELHORIAS NA GESTÃO DE UMA EMPRESA DE AVICULTURA DE POSTURA COMERCIAL PDF
Cibely Delabeneta, Claudio Antonio Rojo 156-163