Inteligência Competitiva: Startups vivem dos investidores

A maioria das startups brasileiras vive do dinheiro de investidores e da determinação dos fundadores em trabalhar basicamente de graça.

Esse é o cenário mostrado por uma pesquisa com 120 startups feita pela Parallaxis Economia e Ciências de Dados em parceria com o escritório jurídico especializado em startups Perrotti e Barrueco Advogados.

De acordo com o estudo, 72% das startups tem um faturamento bruto anual de até R$ 50 mil. São companhias com algum tempo de mercado: 42% tem mais de dois anos.

Com mais de 70% das startups com entre dois e quatro sócios, um volume de faturamento dessa grandeza garante um salário de R$ 2 mil mensais no primeiro caso é de apenas R$ 1 mil no segundo.

Talvez por isso, um volume significativo (42%) dos fundadores ainda não se dedica ao negócio em tempo total.

O dinheiro para manter as empresas rodando está vindo em boa parte de investidores: 57% das empresas afirmam já ter recebido aportes de capital.

Metade dos aportes feitos fica na faixa entre R$ 251 mil e R$ 1 milhão. Apenas 4% levantaram mais de R$ 1 milhão.

A origem dos recursos é dividida mais ou menos igualmente entre investidores anjo, órgãos de fomento e fundos de investimento.

A seu favor os empreendedores têm a qualificação (38% tem pós, MBA ou alguma formação do tipo) e a coragem da juventude (62% tem entre 18 e 34 anos) para apostar no incerto (48% deixaram emprego com carteira assinada).

Fonte: Maurício Renner, baguete, sexta, 23/06/2017, 17:10

Inteligência Competitiva – Empresário: Cérebro da Amazon estava correto

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Jeff Bezos na Amazon em Seattle, 2007. No início, ele encontrou interessados em investir na sua empresa apesar dos prejuízos (Stuart Isett para The New York Times)

Aqueles que duvidam de Jeff Bezos, fundador da Amazon.com, passaram boa parte das duas décadas mais recentes questionando as decisões dele e retratando o executivo como vilão: foi descrito como “monopolizador”, “inimigo número 1 da literatura”, “conhecido fraudador do fisco internacional”, “impossível”, “chefe implacável” e, mais de uma vez, “Lex Luthor”. Sua empresa costumava ser descrita como Amazon.con [Amazon.fraude].

Mas aqui estamos nós, 20 anos após a abertura do capital da Amazon, e Bezos pode afirmar hoje que mudou nossa maneira de viver.

Ele mudou nossa maneira de fazer compras. Mudou a forma com que as empresas usam computadores, transferindo boa parte das informações e sistemas para serviços na nuvem. Mudou até nossa maneira de interagir com os computadores usando a voz: “Alexa!”

Ao longo do caminho, ele comprou (e consertou) o Washington Post, uma das mais importantes instituições jornalísticas dos Estados Unidos. E, por meio de sua empresa aeroespacial, Blue Origin, ele investiu bilhões de dólares na corrida espacial.

Nos primórdios, até Warren Buffett demonstrou ceticismo em relação à Amazon. “Fui burro demais para perceber o que estava para acontecer”, admitiu ele na reunião anual da Berkshire Hathaway, realizada este mês. “Sou um admirador de Jeff, já faz muito tempo, mas não imaginei que ele fosse alcançar um sucesso de tamanhas proporções”. Buffett acrescentou, “perdemos esse bonde”.

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Por meio da empresa Blue Origin, Jeff Bezos investiu bilhões de dólares numa corrida espacial (Isaiah J. Downing/Reuters)

Atualmente, a Amazon tem o valor de mercado avaliado em US$ 464 bilhões. Um investimento de US$ 10 mil na época da oferta pública da empresa teria se convertido hoje em quase US$ 5 milhões.

Talvez o feito mais surpreendente de Bezos tenha sido encontrar investidores dispostos a confiar nele quando a Amazon acumulava perdas. Isso não quer dizer que estivessem sempre satisfeitos com Bezos: as desvalorizações das ações eram frequentes. Então, de tempos em tempos, ele surpreendia a todos com lucros, como quem diz, “podemos ganhar dinheiro quando quisermos, se não estivermos interessados em investir no futuro”.

A maioria dos executivos se preocupa com o trimestre seguinte, mas Bezos está de olho no que vai ocorrer daqui a anos. “Se nosso planejamento tiver um horizonte de três anos, estaremos concorrendo com muita gente”, disse ele à Wired em 2011. “Mas, se estivermos dispostos a trabalhar com um horizonte de sete anos, a disputa passa a ser com uma fração dessa concorrência, pois pouquíssimas empresas estão dispostas a fazer isso.”

Bezos sempre foi claro em relação às próprias ambições e sua abordagem de longo prazo. “Graças à nossa ênfase em um prazo mais longo, tomamos decisões e pesamos os prós e contras de maneira diferente da maioria das empresas”, escreveu ele na primeira carta aos acionistas, em 1997. “Não vamos afirmar que a filosofia de investimento acima é a ‘correta’; basta dizer que é a nossa filosofia, e temos a responsabilidade de deixar claro que essa é a abordagem que adotamos e seguiremos adotando”.

Bezos teve seus fracassos (lembram de quando ele tentou entrar no ramo dos celulares?), mas seus sucessos são muito mais frequentes.

Seria Bezos um chefe fácil de lidar? Longe disso. Tem a reputação de ser extremamente exigente. Mas é difícil acreditar que os novos e criativos produtos incubados e lançados pela Amazon teriam nascido se ele fosse um destruidor de almas profissional.

Na capacidade de autor, eu deveria odiar Bezos. Afinal, ele pressionou as editoras, cortou as margens de lucro delas e praticamente acabou com as livrarias à moda antiga. Mas esse ponto de vista não compreende a natureza da inovação. Trata-se de um fenômeno que vira indústrias inteiras de pernas para o ar (o exemplo é o massacre atual no varejo, que se tornou obsoleto por causa da Amazon e das empresas que tentam imitá-la).

“Não é a Amazon que está afetando as vendas de livros”, explicou Bezos, defendendo seu papel numa entrevista concedida a Charlie Rose em 2013. “É o futuro que está afetando as vendas de livros”.

E o futuro está chegando agora às lojas do varejo e até aos supermercados, a próxima conquista de Bezos. E, claramente, o futuro está chegando à computação empresarial.

A risada de Bezos é famosa (basta pesquisar no YouTube). No momento, ele tem todo o direito de rir.

Fonte: ANDREW ROSS SORKIN, New York Times International, Estadão, Maio 26, 2017

Inteligência Competitiva: No Quênia, Uber vira rival dos motoristas do Uber

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Motoristas dizem que plano do Uber de criar serviço com desconto vai erodir ainda mais sua renda (Adriane Ohanesian para The New York Times)

NAIRÓBI, Quênia — James Njoroge, um motorista de Uber em Nairóbi, ganha pouco mais de US$ 5 após um exaustivo dia de dez horas transportando passageiros pelo pesado tráfego da capital do Quênia. Agora, há um novo concorrente na praça que ameaça erodir sua já limitada renda.

Surpreendentemente, seu rival é seu próprio empregador.

No Quênia, onde o Uber já pratica uma das tarifas mais acessíveis do mundo, os fregueses da capital Nairóbi pagam uma tarifa mínima de US$ 2,90.

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A concorrência entre os serviços de contratação de corridas em Nairóbi é acirradíssima, até mesmo entre mototáxis, ou boda-bodas (Adriane Ohanesian para The New York Times)

O Uber pretende reagir aos serviços concorrentes reduzindo ainda mais seus preços. Em abril, a empresa anunciou que ofereceria um serviço ainda mais barato, por metade do preço (US$ 1,45), aceitando que os motoristas usem carros muito mais velhos e de qualidade pior.

Os motoristas dizem que estão arcando com o prejuízo dos cortes no preço. Em fevereiro, fizeram greve para protestar contra os cortes nas tarifas que, segundo eles, dificultavam chegar ao fim do dia no azul. O novo valor é ainda mais baixo que aquele.

A perspectiva de perder uma renda que já é escassa deixaNjoroge, de 29 anos, nervoso.

“Trabalhamos tanto para eles, mas agora eles estão nos sacrificando”, disse ele, reduzindo a velocidade do seu Toyota, modelo de sete anos atrás que, apesar de não ser novo, está em condições melhores que as dos carros que começarão a fazer parte da frota do novo serviço, uberGO. “Os quenianos sempre procuram a opção mais barata e, por isso, estou preocupado”, disse ele. “Não sei o que fazer.”

O Uber se expandiu rapidamente em partes da África, onde o serviço é visto por aqueles que se inscrevem como motoristas (ou “parceiros”, na terminologia da empresa) como uma rara oportunidade de trabalho num continente onde o desemprego é muito alto.

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Com o alto desemprego na África, o Uber é uma rara oportunidade de trabalho para motoristas como Jeremiah Kamu, 29 anos (Adriane Ohanesian para The New York Times)

Mas o serviço levou a um debate sobre até que ponto a tarifa pode baixar, e a empresa enfrentou uma série de greves da África do Sul até Lagos. No mês passado, motoristas de Lagos, a maior cidade da Nigéria, entraram em greve depois que a tarifa foi cortada em 40%.

Os críticos dizem que diante da concorrência de outros aplicativos de serviço de motoristas, o mais novo serviço do Uber no Quênia colocaria seus próprios motoristas concorrendo entre si numa espécie de corrida pelo pior negócio, erodindo o pouco que eles ganham.

“É muito difícil viver em Nairóbi”, disse Njoroge em seu lar em Umoja, bairro sujo e animado dos arredores de Nairóbi. “É preciso trabalhar duro em todas as frentes. Se não tivermos muitos clientes, teremos de encontrar outras opções de trabalho”.

O Uber insiste que o novo serviço permitirá aos motoristas poupar com o combustível e outras despesas, tornando o trabalho mais rentável.

“Talvez a receita não aumente, mas o custo será mais baixo, de modo que o lucro será maior”, disse Alon Lits, gerente geral do Uber para a África Subsaariana. “Acreditamos que nosso modelo econômico faz sentido”, ponderou, acrescentando que a empresa estava pesquisando a opinião dos motoristas para questionar suposições antes de seguir adiante.

Fonte: KIMIKO de FREYTAS-TAMURA, New York Times International, Estadão, Junho 6, 2017 

Inteligência Competitiva: China deixar de ser mercado de mão de obra barata

Fábrica de Huajian é observada por ativistas depois que os funcionários se queixaram de jornadas de trabalho de 14 horas. (Gilles Sabrié para The New York Times)

DONGGUAN, China — Os operários da fábrica chinesa que produz calçados para Ivanka Trump e outros estilistas reúnem-se todas as manhãs, às 7h40, para cantar. Às vezes, eles exaltam a solidariedade dos trabalhadores. Em geral, alardeiam os laços entre China e África, tema do hino corporativo de sua empregadora.

E não por acaso.

Como muitos trabalhadores aqui se queixam de turnos de trabalho excessivamente longos e procuram um salário maior, a empregadora decidiu mandar seus empregos para a Etiópia.

A Huajian International atualmente enfrenta a fiscalização de ativistas quanto ao tratamento que dispensa aos operários. Recentemente, as autoridades chinesas prenderam um ativista que se infiltrou nesta fábrica para um grupo defensor dos direitos dos trabalhadores; dois outros que trabalhavam em Huajian estão desaparecidos.

Os ativistas estão de olho nas fábricas da Huajian porque as condições de trabalho na China estão mudando, e as indústrias procuram explorar os empregados, uma vez que a mão de obra está ficando cada vez mais cara.

Donald J. Trump, o pai de Ivanka, fez campanha para a presidência dos Estados Unidos prometendo trazer de volta empregos de empresas norte-americanas no exterior. Mas as profundas mudanças econômicas e demográficas implicam que a mão de obra barata não proporciona grandes lucros na China. Enquanto Trump acusa a China de roubar empregos, estes começaram a partir para outros países.

A fábrica de Huajian, que também produz calçados para outras marcas norte-americanas, foi por muitas décadas uma grande beneficiária da transferência de empregos dos Estados Unidos para o exterior. Marcas globais mudaram em massa para a China a fim de utilizar sua mão de obra barata e disposta a trabalhar.

Hoje, os operários chineses já não são tão baratos nem tão dispostos. O número de jovens que vão para as Universidades e querem empregos em escritórios aumentou. A força de trabalho de colarinho azul está envelhecendo. Por outro lado, a jornada de trabalho muito longa em uma fábrica já não atrai estes operários de mais idade, mesmo com a promessa do pagamento das horas extras.

Fora do enorme complexo industrial da Huajian, numerosos trabalhadores entrevistados pelo The New York Times queixaram-se da jornada de trabalho de 14 horas. Embora muitos dissessem estar satisfeitos com o pagamento das horas extras, eles acharam o expediente excessivamente longo, principalmente porque muitas vezes inclui três horas de intervalos para almoço e jantar, que não são pagas.

O China Labor Watch, grupo que investiga as fábricas, constatou que os empregados trabalhavam um número de horas semanais muito maior do que a lei trabalhista chinesa permite. Tais violações são comuns nas fábricas do país.

Um porta-voz da Huajian, Wei Xuegang, afirmou que a companhia desconhece a atuação dos ativistas. À pergunta sobre as acusações feitas pelo China Labor Watch, ele disse que a companhia institui as horas extras nos períodos de maior demanda, mas que paga os operários de acordo com a lei. Zhang Huarong, presidente da companhia, disse que a Huajian obedece às leis sobre horas extras.

A marca Ivanka Trump não quis fazer comentários.

Em muitos aspectos, a economia da China está amadurecendo. O número de jovens que completam 18 anos anualmente e não se matriculam numa faculdade — grupo que poderia pleitear um emprego numa fábrica — despencou de 18,5 milhões, em 2000, para 10,5 milhões, em 2015, conforme mostram dados oficiais.

Além disso, os custos estão subindo à medida que o governo eleva os salários mínimos e os benefícios na tentativa de impedir que a economia chinesa se baseie na mão de obra barata. Os salários em Dongguan aumentaram nove vezes desde o final dos anos 1990, segundo Zhang.

A fábrica de Huajian chegou a ter 26 mil funcionários na China, em 2006. Hoje, este número caiu para algo entre sete mil e oito mil, por causa da automação e de sua transferência para a Etiópia, acrescentou.

Huajian produzia anualmente de 100 mil a 200 mil pares de calçados para Ivanka Trump, uma fração dos oito milhões de pares de calçados que ela produz anualmente. A fábrica de Dongguan produz os saltos e uma segunda fábrica, as outras partes dos calçados completando-os. A Marc Fisher Footwear, que licencia a marca Ivanka Trump, informou que está avaliando as acusações.

A Huajian está construindo um complexo de fábricas, escritórios e um hotel nos arredores de Addis Abeba. As fábricas de Zhang nesse país já têm cinco mil operários.

Alguns funcionários da Huajian disseram que não estão preocupados com o fato de os empregos estarem migrando para a Etiópia, considerando a demanda nesta área. Entretanto, se deixarem seus empregos, muitos trabalhadores mais velhos serão discriminados por causa da idade, considerando que outras fábricas preferem empregados com menos de 35 anos. A fabricação de calçados não é um trabalho tão estressante e apresenta poucos riscos físicos, o que a torna mais atraente para os trabalhadores mais velhos.

“Eu não poderia me acostumar a esta longa jornada de trabalho, no começo”, comentou um operário, “mas realmente não tenho outra escolha”.

Fonte: KEITH BRADSHER, New York Times International, Estadão, Junho 16, 2017 

Inteligência Competitiva: Saem os millennials, entram os “fluid consumers”

É possível que o termo millennial já não dê mais conta de identificar a geração nascida entre 1982 e 2004, pelo menos no que diz respeito aos hábitos de consumo.

Para Teo Correia, diretor executivo sênior da área de Bens de Consumo e Serviços da Accenture, haveria um modo mais assertivo de se referir a essa parcela de clientes – fluid consumer (“consumidor fluido”, em tradução livre).

“O termo millennial está muito restrito a uma faixa etária. Já fluid consumer se associa a um conjunto de novos comportamentos e expectativas. Faz mais sentido”, afirma o especialista.

Nesse caldo cabe uma imensa preocupação com a interação social mediada pelo digital, com a inovação em serviços e o mobile. O desejo implícito é “quero que você me conheça”. Isso vale não só para nossa rede de contatos, mas para as marcas, que precisam conhecer profundamente seus clientes se quiserem se manter relevantes.

Essa realidade é global quando se consideram as populações dos grandes centros urbanos. Um fluid consumer europeu é muito semelhante a um fluid consumer brasileiro. As barreiras culturais estão borradas pelo menos nesse contexto, defende o executivo.

Autor de “Fluid Consumer: Crescimento e Branding de Nova Geração”, livro publicado em novembro na Amazon do Reino Unido e Estados Unidos e apresentado em maio no Brasil [versão em inglês aqui], Teo aposta nas tecnologias digitais como terreno que possibilitou o nascimento desse novo contexto. Mas não só: são as rupturas que nascem com essa evolução que pautam, muito rapidamente, o que desejamos das empresas.

“Cada novo serviço lançado afeta minhas expectativas quanto aos demais que existem e estão por vir. Por exemplo, o Uber passou a ser uma referência. Quero experiências semelhantes com o meu banco, em um restaurante. Imagine poder pagar a conta do mesmo modo que pago uma corrida?”, provoca.

Outro fator é a interação entre as experiências. Se antigamente cada um ficava no seu computador, hoje temos wearables, casas conectadas e uma infinidade de dispositivos que capturam dados sobre nós e são uma espécie de mapa do tesouro para as marcas que entendem esse momento.

Por favor, surpreenda-me

Além das novidades disruptivas, como Airbnb, Netflix etc., o que o fluid consumer quer é se relacionar, no mundo digital, com aquela marca com a qual convive desde a infância. O problema é que essa marca e suas contemporâneas seguem o mesmo modelo de inovação há 100 anos.

“Elas apostam num modelo linear, com o setor de Pesquisa e Desenvolvimento tomando decisões e colocando a gôndola como campo de batalha.”

Enquanto isso, as marcas que nasceram no mundo digital ganham fôlego. “As pessoas gastam 46 minutos por dia com o Facebook. Nenhuma marca tradicional alcança esse grau de fidelidade.”

A publicação tem a missão de acordar as companhias que precisam, e logo, entender esse novo movimento e pensar em como se diferenciar.

“Existe muita literatura sobre o digital na indústria de varejo, mas há pouca coisa sobre produtos de consumo, aqueles com quem temos um relacionamento diário”, explica. “[o livro] não traz soluções, ele inicia um diálogo.”

Fonte: Accenture, 09 de junho de 2017

Inteligência Competitiva – Mercado – FIESP/CNI: Volume de produção industrial tem forte queda em abril

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o resultado da Sondagem Industrial Nacional referente ao mês de abril. O índice relativo a produção voltou a registrar contração (abaixo da linha dos 50,0 pontos), após ter apresentado bom resultado em março, passando de 54,8 pontos para 41,6 pontos. O relatório ainda afirma que a queda na produção na passagem de março para abril é comum (sazonal), no entanto, neste ano foi mais intensa que o habitual, influenciada também pelos sucessivos feriados no quarto mês do ano.

A FIESP/CNI também divulgou a Sondagem Industrial do Estado de São Paulo. A produção industrial paulista atingiu 42,7 pontos no mês de abril, resultado que ficou muito abaixo do registrado em março (56,7 pontos). Com relação a evolução do número de empregados, o índice apresentou ligeira queda em seu ritmo de cortes ao variar de 47,2 para 47,5 pontos (lembrando a linha de expansão começa a partir dos 50,0 pontos).

No que diz respeito as expectativas para os próximos seis meses, três dos cinco quesitos registraram expansão. A expectativa quanto a Demanda teve ligeira queda, de 54,8 para 54,7 pontos (em patamar de expansão), enquanto as compras de Matérias-Primas caíram de 52,8 para 52,6 pontos. O número de empregados variou de 49,3 para 49,2 pontos. Por sua vez, a Quantidade Exportada passou de 51,1 pontos em março para 52,3 pontos em abril. Por fim os Investimentos registraram queda ao variar de 46,5 para 45,5 pontos.

 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) referente ao mês de maio. De acordo com a publicação, já livre de influências sazonais, o índice registrou queda de 0,6% na comparação com abril, passando de 89,1 para 88,6 pontos. Esse resultado negativo põe fim a uma sequência de cinco resultados positivos, um período que proporcionou uma alta ao ICOM de 11,1 pontos.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) referente ao mês de maio. De acordo com a publicação, já livre de influências sazonais, o índice registrou queda de 0,6% na comparação com abril, passando de 89,1 para 88,6 pontos. Esse resultado negativo põe fim a uma sequência de cinco resultados positivos, um período que proporcionou uma alta ao ICOM de 11,1 pontos.

O boletim afirma que dos 13 segmentos que fazem parte da pesquisa do ICOM deste mês, seis registraram queda. O Índice de Expectativas (IE-COM) mostrou queda de 1,0%, variando de 95,8 para 94,8 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) ficou estável (0,0%) no patamar de 82,9 pontos.

Dados da Economia Brasileira

Fonte: Macro Visão é uma publicação da:
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)
Av. Paulista, 1313 – 5º andar – Cep 01311-923 – Tel.: 11 3549-4316
Diretor Titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos: Paulo Francini

Inteligência Competitiva automóveis: Venda de carros cresce nos primeiros cinco meses de 2017, diz Anfavea

Hyundai HB20, 7.934 unidades. Eduardo Anizelli 18.out.2016/Folhapress

O mercado automotivo deve voltar a ter um indicador positivo. Dados parciais levantados pela Anfavea (associação nacional das montadoras) mostram que as vendas acumuladas nos primeiros cinco meses de 2017 vão superar igual período do ano passado.

Os números computados até a manhã desta sexta (26) registram alta de 0,2% nos emplacamentos de veículos de passeio e de 0,8% nos de comerciais leves entre janeiro e maio.

Ao fechar a conta total, que inclui veículos pesados, há queda de 0,4%: ônibus e caminhões puxam o número para baixo.

A Anfavea acredita que os resultados dos próximos dias úteis de maio serão suficientes para superar o total dos cinco primeiros meses de 2016, quando foram licenciados 811,7 mil veículos.

Apesar da crise política, a entidade afirma manter as conversas setoriais com os ministérios para implementar a agenda chamada Rota 2030, que busca dar mais previsibilidade ao setor industrial no Brasil.

As discussões passam por mudanças tributárias (incluindo o modelo de cobrança do IPVA), suporte aos fornecedores locais de peças e definição de metas de eficiência energética.

Fonte: EDUARDO SODRÉ, COLUNISTA DA FOLHA, 26/05/2017, 16h43