Inteligência Artificial na educação, por Henrique Borges

No campo da Educação a I.A tem sido utilizada na criação de sistemas inteligentes que captam informações sobre os alunos e são capazes de utiliza-las personalizando o processo de aprendizagem, criando trilhas, exercícios e conteúdos de acordo com os interesses e o desempenho individual dos alunos.

Há algumas décadas, temos observado gradativamente a inclusão do uso de novas tecnologias na educação. Partindo das rádio e tele aulas, passando pelo uso de projetores e materiais multimídia, o surgimento e incorporação da internet e das redes sociais no aprendizado, e finalmente chegando aos ambientes de Educação à Distância (EAD), que já se tornaram comuns no nosso cotidiano, é notável a quantidade de tecnologia que foi e continua sendo incorporada na educação.

A próxima (e, na nossa opinião, revolucionária) tecnologia a ser implementada, será a personalização completa do conteúdo educacional, possibilitada pelos novos ambientes de aprendizado inteligentes, que envolvem o forte uso das técnicas de Inteligência Artificial e Big Data.

A grande diferença desta nova tecnologia que sob o nosso ponto de vista, a distingue e destaca das demais, está no fato de que a maioria das transformações anteriores desconsiderava o aluno, individualmente, como o centro da ação educacional.

O maior problema dos modelos pedagógicos utilizados até agora, se encontra na apropriação da tecnologia pela escola e pelos professores. Apropriação esta, que apesar de incorporar características que os métodos tradicionais originalmente não possuem, continuou perpetuando o velho modelo de ensino.

De fato, integramos imagens, hipertextos, áudio, vídeos e animação às nossas aulas, mas esses recursos não garantem a boa qualidade pedagógica. Mesmo programas educacionais e conteúdos visualmente agradáveis, criativos e até carismáticos, podem continuar representando o velho paradigma instrucionista, ao colocar no recurso tecnológico uma série de informações a serem repassadas ao alunos, sendo estes últimos considerados como seres passivos que apenas absorvem o conteúdo.

Desta forma, em vez dos processos interativos de construção do conhecimento, a escola continua exigindo a memorização e a repetição, dando ênfase ao conteúdo final e não ao processo de construção, recompensando o conformismo e a resposta “certa”, punindo “erros” e tentativas de liberdade e de criatividade.

É uma educação domesticadora ou, como dizia Paulo Freire, “bancária”, que deposita no aluno apenas informações, dados e fatos, pensando ingenuamente que com isto ele será capaz de construir o conhecimento do qual necessita para ser capaz de tornar-se simultaneamente um cidadão responsável e um profissional capacitado para o século XXI.

Assim, a abordagem citada anteriormente é inadequada perante os desafios do mundo moderno. Afinal, como os alunos conseguirão aprender continuamente e desenvolver as capacidades de cooperação, inovação e pensamento crítico além de tantas outras competências necessárias no século XXI, com um modelo educacional que se tornou obsoleto?

Ensino Inteligente

Russel e Norvig (2002) definem a Inteligência Artificial (IA) como o campo de estudo de agentes (programas) inteligentes, que recebem percepções do ambiente e executam ações.

Atualmente, a IA abrange uma enorme variedade de subcampos, desde áreas de uso geral como o aprendizado e a percepção, à tarefas mais específicas como jogos de xadrez, criação de poesias e diagnóstico de doenças. A IA sistematiza, automatiza e suporta a realização de tarefas intelectuais e portanto, é potencialmente relevante para qualquer esfera da atividade intelectual humana.

No campo da Educação, a Inteligência Artificial tem sido frequentemente utilizada na criação de sistemas (tutores) inteligentes. Estes sistemas, ou agentes, captam e armazenam informações sobre os alunos (como por exemplo a lista de conteúdos acessados, a frequência de participação em fóruns, as respostas em exercícios, etc) e são capazes de utilizar essas informações para personalizar o processo de aprendizagem de cada aluno, criando trilhas, exercícios e conteúdos de acordo com os interesses e o desempenho individual.

Com os avanços da IA, finalmente, temos os meios e as capacidades técnicas para que, na maior parte do tempo, o professor esteja focado no planejamento das aulas, tornando-se um curador e organizador dentro da plataforma de diversos conteúdos, exercícios individuais e em grupo, presenciais ou remotos, além de outros materiais educacionais interativos.

O professor deve, nesta fase,concentrar-se em entender as necessidades e os perfis dos alunos, bem como prover ferramentas para auxiliá-los a resolver sozinhos os problemas e dificuldades que possam encontrar. Tudo isso pode ser feito no início do ano letivo ou constantemente, pouco antes de cada módulo ou disciplina, de uma maneira fácil e intuitiva para o professor.

Em seguida, durante o processo de aprendizado propriamente dito, o professor passará a ter um papel secundário. Os alunos interagindo entre si e com o próprio sistema é que devem selecionar como o aprendizado se dará, dentro das opções e direcionamentos programados pelo professor.

Cabe aos agentes inteligentes e tutores virtuais acompanharem o aluno nessa jornada, personalizando a experiência e fornecendo feedbacks, de modo a direcionar o aluno para a busca de novos conhecimentos. É óbvio que para isso, o sistema irá se basear em técnicas avançadas de Inteligência Artificial, Big Data para executar o planejamento de aulas e exercícios, de acordo com as diretrizes e recursos estabelecidos pelo professor na fase anterior.

Por fim, o sistema pode oferecer relatórios de desempenho para que o professor acompanhe de perto o progresso dos alunos ( individualmente e por turma) e, se necessário, retome e melhore determinado conteúdo, ajustando ou inserindo novas atividades na plataforma ou presencialmente.

Com ajuda da Inteligência Artificial, o professor pode ter um papel bem diferente do qual estamos acostumados.

De detentor do conhecimento e expositor em aulas coletivas, o professor pode virar um planejador de aulas e gestor de tutores virtuais inteligentes, acompanhando os alunos através da plataforma, planejando, melhorando e incluindo opções de conteúdo, trilhas de conhecimento e exercícios personalizáveis. De dono da verdade, ele passa a ser um facilitador, gerente de projetos e guia na jornada do aprendizado e do aprender a aprender.

A necessidade de Preparo

Esta revolução já está em progresso e ambientes educacionais personalizáveis já tornaram-se realidade em diversos lugares. Por exemplo, a prefeitura de Nova York, que possui a rede com o maior número de escolas públicas nos Estados Unidos, está apostando nos benefícios dos Sistemas Inteligentes.

A plataforma iLearnNYC foi lançada em 2011 pelo Departamento de Educação de Nova York e inicialmente atendeu a cerca de 1,1 milhão de estudantes no projeto-piloto, que envolveu 40 escolas. Os resultados foram tão positivos que em 2013 o sistema foi expandido para mais de 250 instituições de ensino da cidade. Os alunos podem utilizar a plataforma tanto para realizar cursos extracurriculares quanto de recuperação.

Outro exemplo de ambiente personalizável foi o construído pela Khan Academy. A Khan é uma empresa sem fins lucrativos que oferece exercícios, vídeos de instrução e um painel de aprendizado personalizado, habilitando os estudantes a aprenderem no seu próprio ritmo, dentro e fora da sala de aula.

Em sua plataforma, a Khan aborda disciplinas como matemática, ciência, programação de computadores, história, história da arte e economia, entre outras.

Apesar de já existirem estas e tantas outras iniciativas utilizando ambientes de aprendizado personalizáveis e com IA, pesquisas recentes mostram que poucos programas de formação estão preparando os professores para estes novos modelos educacionais.

No Brasil, precisamos preparar e apoiar os professores nestas mudanças, se quisermos atingir um modelo de educação de qualidade, formando alunos motivados e aptos para encarar as mudanças e desafios do século XXI.

Referências

Saraiva, Terezinha. “Educação a distância no Brasil: lições da história.” Em aberto 16.70 (2008).

Freire, P. A. U. L. O. “Educação ‘bancária’ e educação libertadora.” Introdução à psicologia escolar 3 (1997): 61–78.

Russell, Stuart J., e Peter Norvig. “Artificial Intelligence: A Modern Approach.”, 2a. edição (2002)

Thompson, Clive. “How Khan Academy is changing the rules of education.” Wired Magazine 126 (2011): 1–5.

Darrow, Rob, Bruce Friend, e Allison Powell. “A Roadmap for Implementation of Blended Learning at the School Level: A Case Study of the iLearnNYC Lab Schools.” International Association for K-12 Online Learning (2013).

Henrique Borges tem mestrado em Inteligência Artificial pelo Centro de Informática da UFPE e MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV, com foco em avaliação, treinamento e desenvolvimento para a Geração Y. Atualmente, trabalha como consultor e líder técnico no CESAR. 

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Inteligência Competitiva Empresa: GOL anuncia Atualização ao Investidor

SÃO PAULO, 5 de julho de 2018 /PRNewswire/ — A GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (B3: GOLL4 e NYSE: GOL), a maior companhia aérea doméstica do Brasil, divulga sua Atualização ao Investidor. As informações abaixo para o trimestre findo em junho de 2018 são preliminares e não auditadas.

Comentário Geral¹

  • O segundo trimestre é um período de baixa temporada no mercado de transporte aéreo brasileiro e para promover um equilíbrio apropriado entre oferta e demanda a GOL reduziu sua oferta doméstica em 11% comparado com o trimestre findo em março.
  • A GOL estima uma margem operacional de 1,0%-1,5% no trimestre, no mesmo nível em relação à margem operacional do trimestre findo em junho de 2017 de 1,0%. O fluxo de caixa operacional no trimestre findo em junho está estimado em R$500-550 milhões.
  • A receita unitária de passageiro (PRASK)² esperada para o trimestre findo em junho é maior entre 7,5%-8,0% comparada ao mesmo período do ano passado, à medida que a disciplina de capacidade e as estratégias de gerenciamento de receita da GOL continuam beneficiando os resultados. Para o trimestre findo em junho, a GOL espera um aumento da receita unitária (RASK) de 6,0%-6,5%.
  • Os custos unitários ex-combustíveis (CASK ex-comb.), deverão apresentar redução de aproximadamente 2,0% comparativamente ao segundo trimestre de 2017.
  • A GOL estima o seu nível de alavancagem financeira, apresentado pelo indicador de Dívida Líquida³/EBITDA UDM, em aproximadamente 2,9x no trimestre findo em junho de 2018. A liquidez total no final do trimestre está estimada em R$3,0 bilhões, comparado com R$3,1 bilhões no final do trimestre anterior.

Projeção preliminar e não auditada

Margem EBITDA

Margem EBIT

Receitas Auxiliares (carga e outras)4

Arrendamento operacional de aeronaves

Preço médio do combustível por litro

Taxa média de câmbio

Receita unitária de passageiro (PRASK)²

CASK Ex-comb.

Capacidade ? ASK

Capacidade ? Assentos

Trimestre findo junho de 2018

8,0% – 8,5%

1,0% – 1,5%

5,0% – 5,5% da receita líquida total

~ R$270 milhões

R$2,79 ? R$2,83

R$3,61

Trimestre findo junho de 2018 vs.

Trimestre findo junho de 2017

Aumento de 7,5% – 8,0%

Redução de ~2,0%

Aumento de ~2%

Aumento de ~2%

1 ?Para fins de comparação, os valores do 2T17 foram ajustados de acordo com o IFRS15.

2 ?Considerando a aplicação do IFRS 15, o PRASK do 2T17 foi de R$19,29 centavos.

3 ?Excluindo bônus perpétuos.

4 ?Considerando a aplicação do IFRS 15, as receitas auxiliares do 2T17 foram 6,7% da receita líquida total.

Relações com Investidores
ri@voegol.com.br
www.voegol.com.br/ri
+55(11) 2128-4700Sobre a GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A.GOL transporta mais de 30 milhões de passageiros anualmente. Com a maior malha no Brasil, a GOL oferece aos clientes mais de 700 voos diários para 66 destinos no Brasil e na América do Sul e no Caribe.

GOLLOG é um líder no negócio de logística e transporte de cargas, e atende mais de 3.400 municípios brasileiros e, por meio de parceiros, chega a mais que 200 destinos internacionais em 95 países. SMILES é um dos maiores programas de fidelidade de coalizão na América Latina, com mais de 13 milhões de participantes cadastrados, permitindo que clientes acumulem milhas e resgatem passagens aéreas para mais de 700 localidades em todo o mundo.

Com sede em São Paulo, a GOL tem uma equipe de mais de 15.000 profissionais da aviação altamente qualificados e opera uma frota de 120 aeronaves Boeing 737, com um pedido adicional de 120 aeronaves Boeing 737 MAX, sendo a aérea mais pontual do Brasil e a líder com um histórico de segurança de 17 anos. A GOL investiu bilhões de reais em instalações, produtos e serviços e tecnologia para melhorar a experiência do cliente no ar e em terra. As ações da GOL são negociadas na B3 (GOLL4) e na NYSE (GOL). Para mais informações, visite www.voegol.com.br/ri.

FONTE GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A.

Fonte: PR Newswire/O Estado de S.Paulo, SÃO PAULO, 5 de julho de 2018

Inteligência Competitiva Empresa – Boeing comprará negócio de aviação comercial da Embraer por US$ 3,8 bi

Avião da Embraer: empresa brasileira vai se unir à americana Boeing (Paulo Fridman/Bloomberg)

São Paulo  – A Embraer assinou memorando de entendimento com a Boeing para formação de joint-venture contemplando os negócios e serviços de aviação comercial da fabricante brasileira, informaram as companhias na manhã desta quinta-feira.

Pelos termos do acordo não vinculante, a Boeing deterá 80% da companhia resultante da transação, enquanto a Embraer ficará com os 20% restantes, de acordo com o comunicado.

A transação avalia a totalidade das operações de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares, com a Boeing desembolsando 3,8 bilhões de dólares pelos 80% de participação no negócio, disseram as companhias.

Em documento enviado separadamente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a fabricante brasileira ressalta que as divisões de defesa & segurança e jatos executivos, dentre outras, não serão segregadas para nova sociedade e seguirão sendo desenvolvidas pela Embraer.

Além disso, as ações da Embraer continuarão listadas na bolsa paulista B3 e a União manterá os direitos decorrentes das golden shares na companhia.

A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos devem prosseguir nos próximos meses, mas a expectativa é que a transação seja fechada até o fim de 2019, caso as aprovações regulatórias e de acionistas ocorram no tempo previsto, disseram as empresas.

O comunicado conjunto ainda destaca que a operação não terá impacto nas projeções financeiras de Boeing e Embraer para 2018 nem no compromisso do grupo norte-americano de retornar cerca de 100% do fluxo de caixa livre aos acionistas.

A parceria deve ser contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, gerando sinergia anual de custos estimada em cerca de 150 milhões de dólares -antes de impostos- até o terceiro ano.

“Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento”, disse Dennis Muilenburg, presidente da Boeing, no comunicado.

O acordo ainda prevê a criação de outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390.

Fonte: Reuters/Exame, 5 jul 2018, 11h17 – Publicado em 5 jul 2018, 08h49

Inteligência Competitiva – Sinais de Mercado: Estudo aponta 30 profissões que estão surgindo

Fonte: Senai, Reprodução

Não há dúvida de que a corrida tecnológica vem impactando fortemente as profissões em diversos países do mundo, criando, inclusive, novas atividades para atender a uma demanda crescente do mercado que busca se atualizar frente aos concorrentes. No Brasil, instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), responsável pela formação profissional, confirmam a tendência dessa revolução.

Baseado neste cenário, estudo divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Senai mostrou que 30 profissões vão surgir ou ganhar mais relevância com a chamada indústria 4.0, conceito relacionado às chamadas fábricas inteligentes, da quarta revolução industrial, determinada pelas tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial.

As novas profissões foram identificadas em oito áreas que o estudo realizado pelo Senai considera com aquelas que serão mais impactadas pelas novas tecnologias relacionadas à indústria 4.0: setor automotivo; alimentos e bebidas; construção civil; têxtil e vestuário; tecnologias da informação e comunicação; máquinas e ferramentas; química e petroquímica; e petróleo e gás.

Entre essas profissões estão as de mecânico de veículos híbridos e mecânico de telemetria (automotivo); técnico em impressão de alimentos (alimentos e bebidas); técnico em automação predial (construção civil); engenheiro em fibras têxteis (têxtil e vestuário); engenheiro de cibersegurança especialista em big data (tecnologia da informação); projetista para tecnologias 3D (máquinas e ferramentas); técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos (química e petroquímica); e especialista para recuperação avançada de petróleo (petróleo e gás).

Setor automotivo

O trabalho do Senai destaca que o potencial transformador é maior em alguns setores, entre eles o automotivo. A explicação está no desenvolvimento de tecnologias como a dos carros híbridos e a evolução de ferramentas veiculares como os computadores de bordo, cada vez mais utilizados pelos fabricantes como um atrativo de vendas e comodismo para o motorista. A expectativa é que tecnologias como robótica colaborativa e comunicação entre máquinas por meio da internet das coisas impactem tanto as etapas de concepção quanto as de produção da área automotiva.

É o caso da mão de obra que será exigida para lidar com o computador de bordo, por exemplo. Este sensor responsável pelo monitoramento de dados dos carros, como aceleração, temperatura do motor e do ar, oferece aos motoristas instrumentos para regulagem e programação de velocidade e estimativas de tempo de viagem. É o mecânico especialista em telemetria que programa esses computadores, faz diagnóstico e reparos das redes eletrônicas. Ao ouvir representantes de empresas, de sindicatos de trabalhadores, de universidades que atuam ou estudam esse segmento, o Senai projetou que, nos próximos dez anos, 31% a 50% das empresas do segmento demandem profissionais com esta especialização.

“A profissão de robotista vai se ampliar cada vez mais”

Em 1990, bem antes das projeções atuais, o técnico eletrônico Luis Marcelo da Silva teve o primeiro contato com um robô quando trabalhava na empresa ATH Albarus, em Porto Alegre, mas foi em 2000, já na GM, que trabalhou diretamente com a robótica.

— No início, ninguém entendia muito de robótica, pois era o início da GM e, por aqui, não era tão comum o uso de robôs nas fábricas. Vinham técnicos de São Paulo e representantes dos fornecedores de equipamento que foram nos passando o conhecimento no dia a dia e com cursos. Com o tempo, fomos nos acostumando com o equipamento — afirma.

Mesmo trabalhando 18 anos na área, Silva entrou no Senai bem mais tarde, formando-se em tecnólogo de automação industrial em 2016. Hoje, aos 46 anos, trabalha em uma empresa de engenharia multinacional espanhola, apontada como líder na indústria automobilística europeia — a Gestamp Automoción, em Gravataí.

— Preciso ficar bem qualificado para qualquer vaga de emprego. O futuro na área de robótica é um caminho sem volta e a profissão de robotista vai se ampliar cada vez mais, assim como em outras áreas ligadas à tecnologia — comenta.

Tecnologia da Informação

Outro setor que está no centro da quarta revolução industrial é o de tecnologias de informação e comunicação. A segurança no mundo digital tem recebido atenção especial em todo o mundo, principalmente, quando se trata de redes sociais e armazenamento de informações estratégicas em nuvem. Segundo o Senai, esta tem sido apontada como uma das maiores preocupações dos empresários. E isso acende uma luz na formações como a de engenheiro de cibersegurança e analista de segurança e defesa digital.

As tendências profissionais do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) transpassam setores econômicos e refletem em mudanças e necessidades de aperfeiçoamentos de profissionais que atuam neste segmento em qualquer área. Além de apontar profissões já presentes do mercado, como as de técnico em desenvolvimento de sistemas e técnico em redes de computadores, o levantamento destaca novas atividades como a de analista de internet das coisas (IoT), com uma tendência de aumento da demanda por esses profissionais em torno de 11% a 30% nos próximos 10 anos.

Fonte: Agência Brasil, 05/07/2018 – 11h11min. 

Inteligencia Central: Origem e Evolução eBook Kindle, por Alfredo Passos

Inteligencia Central: Origem e Evolução por [Passos, Alfredo]

Em maio de 2001, O Presidente George W. Bush determinou ao Diretor da Inteligência Central (DCI) comissionasse o primeiro estudo em profundidade, em três décadas, sobre a Comunidade de Inteligência da nação.

Os grupos de trabalho designados pelo DCI George Tenet encaminhou ao Presidente, seus achados sobre a forma como está mudando a ordem mundial e sobre a habilidade da Comunidade de Inteligência de responder aos desafios à segurança nacional e às oportunidades do Século 21.

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Tesarac eBook Kindle por Alfredo Passos e‎ Teresa Ferreira

Tesarac por [Passos, Alfredo, Ferreira, Teresa Dolores Mota]

A palavra “Tesarac” foi um neologismo criado pelo escritor Sheldon Allan “Shel” Silverstein. Sheldon, nasceu em 1930 e faleceu em 1999. Natural de Chicago (Estados Unidos da América). “Tesarac” passou a representar uma espécie de “parto histórico” um momento de devir (do latim devenire, chegar) que permite o nascimento de novos paradigmas – sociais, culturais e económicos.

Enquanto o “Tesarac” está ocorrendo, a sociedade mergulha no caos e na confusão, até que uma nova ordem a recomponha. A palavra foi incorporada ao livro “The Guru Guide to Marketing: A Concise Guide to the Best Ideas from Today’s Top Marketers”, dos autores Joseph H. Boyett e Jimmie T. Boyett, 2002.

O conceito como parte do titulo deste livro pretende representar a consciência de estarmos a vivenciar um momento de grandes mutações quer ao nível da ordem fenomênica quer ao nível da ordem mais profunda do homem enquanto Ser – Sujeito. Trata-se de um estado de embriaguez que concilia, ao mesmo tempo, o que existe e o que ainda não existe de uma forma nítida e está em estado evoluível.

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Inteligência Competitiva – Sinais Mercado: Movimentos querem redefinir o que é sucesso nos negócios

No ano passado, Rony Meisler, CEO do Grupo Reserva, empresa da área de moda com 82 lojas, cerca de 1,5 mil funcionários e faturamento anual de R$ 338 milhões, aderiu oficialmente ao movimento Capitalismo Consciente.

Como já aplicava alguns dos princípios da filosofia no grupo que comanda, Meisler foi convidado a presidir o braço brasileiro da organização que difunde os conceitos do livro “Capitalismo Consciente”, escrito pelo acadêmico Rajendra Sisodia e o empreendedor John Mackey, fundador da rede de supermercados Whole Foods.

Presente no Brasil desde 2013, o movimento propõe uma relação ganha-ganha entre todos os “stakeholders” das empresas. Apesar de o lucro continuar sendo fundamental para uma organização existir e se perpetuar, este não é o único ponto — nem o principal — a ser levado em conta.

São quatro pilares: propósito pelo qual a empresa existe (que vai além de gerar lucro para os acionistas), geração de valor para todas as partes envolvidas, liderança consciente e cultura consciente.

“Quem segue o conceito do capitalismo consciente não olha resultados de curtíssimo prazo. Trata-se de uma visão mais ampla, que leva em conta como se fazem as coisas, como se ganha dinheiro, como a empresa se relaciona com a comunidade, os funcionários e os fornecedores”, afirma Hugo Bethlem, um dos fundadores do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e ex-vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar.

Foi, aliás, durante a passagem pela varejista, de onde saiu em 2012, que Bethlem teve contato com Sisodia pela primeira vez e viu sentido em tudo o que o acadêmico propunha.

“O capitalismo trouxe uma série de melhorias para o cidadão, e trouxe também malefícios, como a pressão absurda por resultado, fazendo com que as pessoas se sintam desesperadas e odeiem trabalhar, e o desgaste profundo dos recursos do planeta.” Com essa visão, Bethlem decidiu trazer o movimento para o país.

Considerado um líder consciente, que coloca as pessoas em primeiro lugar, Meisler foi convidado a presidir o instituto para mostrar que os princípios do capitalismo consciente podem ir além da teoria.

“As palavras movem, mas os exemplos arrastam”, costuma dizer o empreendedor. Segundo ele, a liderança consciente não está relacionada à promoção de ações revolucionárias. “É questão de trazer para a consciência cada pequena coisa, observar e ver como é possível fazer melhor”, afirma.

Ele mesmo cita um exemplo. Em viagem aos Estados Unidos, Meisler foi atendido por um idoso em uma loja e ficou feliz com o atendimento recebido e com a iniciativa da empresa de empregar pessoas mais velhas.

Trouxe a ideia para o Brasil e implementou nas lojas do Grupo Reserva. Hoje, em 40% delas há pelo menos um funcionário com mais de 7 0 anos. “O choque de maturidade é algo que agrega valor para os mais jovens e para o negócio, porque são pessoas que apresentam alto desempenho”, diz o empreendedor.

“É uma relação ganha-ganha, não fazemos só porque é legal.” O Cara ou Coroa é somente um dos programas que diferenciam a gestão de pessoas no Grupo Reserva, a relação da empresa com o meio ambiente, a comunidade e os fornecedores.

O Departamento de Felicidade cuida dos funcionários, 98% da cadeia de fornecedores é nacional e, para cada produto vendido pela Reserva, cinco pratos de 16/06/2018 Movimentos querem redefinir o que é sucesso nos negócios comida são doados por meio de instituições parceiras.

“A Reserva cresce cerca de 20% ao ano, mesmo em meio à crise. Não tenho oráculo para dizer precisamente o porquê, mas sei que o que fazemos de diferente é dar valor às pessoas”, diz Meisler. É claro que, como diz Bethlem, não existem empresas e executivos perfeitos, mas o movimento criado por Sisodia propõe um caminho a ser percorrido.

“The business of business is people”, diz Bethlem parafraseando o ex-CEO da Southwest Airlines, Herb Kelleher, defensor da seguinte ordem de prioridade: funcionários, clientes e acionistas. “Não importa qual produto ou serviço você vende. O que importa são as pessoas”, ressalta Bethlem. Diretor-geral da The Beauty Box, marca do Grupo Boticário, Guilherme Reichmann também é adepto dos princípios do capitalismo consciente.

Quando o livro de Sisodia e Mackey foi lançado, Reichmann estava nos Estados Unidos fazendo um MBA no MIT. Como já admirava a forma de gerenciar pessoas e fazer negócios do Whole Foods, pegou a obra para ler. “Quando li o livro, encontrei respostas para o meu propósito de vida”, conta.

Ao voltar ao Brasil, o executivo passou a procurar emprego em companhias alinhadas com sua visão de mundo. “Entendo que o papel de uma organização é transformar a sociedade onde ela está inserida, e para isso é preciso pensar de forma mais holística”, diz. “O lucro para as empresas é como o oxigênio para as pessoas.

Se você não tem, não sobrevive, mas se você acha que a vida é só respirar, está fora do jogo.” Em sua trajetória executiva, Reichmann vem implementando mudanças na empresa que lidera, alinhadas à sua forma de pensar. Passou a chamar fornecedores de parceiros, por exemplo.

“Não é só uma mudança de nome. Abrimos os relatórios financeiros para os parceiros para que seja uma relação em que os dois lados ganhem. Queremos construir junto, trabalhar de forma transparente, pensando no longo prazo”, explica.

A The Beauty Box também não faz testes em animais, algo comum no setor de cosméticos, tem um programa de logística reversa e adotou, nos produtos de fabricação própria, o envase a frio, que gerou redução no uso de energia.

Reichmann diz que a busca por uma empresa alinhada com seus valores foi difícil. “Conversei com executivos e pedi exemplos de ações que abriam mão de lucro para priorizar a sustentabilidade”, lembra Reichmann.

“É claro que nunca é perfeito, até mesmo o capitalismo consciente tem falhas, mas é uma maneira de pensar que a prosperidade econômica pode transformar a sociedade.” Movimento diferente, mas com norte parecido, o Sistema B tem o grande objetivo de redefinir o que é sucesso na economia, levando em conta outros aspectos além do êxito financeiro.

A proposta é de uma economia que inclua todos e crie valor para a sociedade e o meio ambiente, promovendo uma forma de organização econômica que possa ser medida pelo bem-estar das pessoas, das sociedades e do planeta de forma simultânea.

Fundado no Brasil em 2013, parte de um movimento global que já existe há mais de uma década, o Sistema B concede uma certificação às empresas alinhadas com suas diretrizes. No Brasil, hoje, há 107 empresas certificadas.

No mundo, são 2,5 mil em 67 países. “No Brasil, ainda está começando, mas com passos sólidos e consistentes”, afirma Marcel Fukayama, cofundador do Sistema B Brasil. Para obter a certificação, a empresa responde a um questionário extenso que avalia governança, modelo de negócio, impacto ambiental e na sociedade.

De 200 pontos possíveis, quem atinge 80 está elegível a se tornar uma empresa B. No Brasil, a maior companhia — e única de capital aberto — certificada é a Natura, que conquistou o selo em 2014.

“Entendemos que o lucro pode estar associado a benefícios sociais e ambientais”, afirma Luciana Villa Nova, gerente de sustentabilidade da Natura e uma das executivas que participaram do processo de certificação da companhia. Graças a essa convergência com o Sistema B, não foi necessário mudar processos internos para conquistar a certificação.

A Natura já media, por exemplo, a participação de mulheres na organização, uma das métricas avaliadas pelo Sistema B. “Só que não tínhamos metas”, diz Luciana. “Ao construir o plano de sustentabilidade para 2050, e levando em conta os parâmetros do Sistema B, colocamos a meta de chegar a 50% de mulheres em cargos de liderança até 2020.”

Quando a meta foi estabelecida, a companhia tinha 29% de mulheres em cargos de direção. Hoje são 33%. Com a certificação, a Natura também incluiu em seus documentos societários compromissos sociais e ambientais. “Torna-se um compromisso da companhia, independentemente de quem estiver na liderança.

Fica registrado que o ‘core business’ é gerar lucro com equilíbrio para toda a sociedade”, explica Luciana. Vendida recentemente para a Unilever, a Mãe Terra é outra empresa B certificada. Alexandre Borges, CEO da companhia, foi em busca da certificação porque achou interessante ter uma organização externa avaliando os processos internos.

Além disso, ele viu no selo a possibilidade de perenizar princípios que, para ele, sempre foram importantes: não gerar somente lucro, mas também compartilhar valor com a sociedade. “Alterar o estatuto social da empresa, incluindo esses compromissos, foi uma maneira de garantir que a Mãe Terra não irá sair do seu caminho mesmo em uma eventual troca de acionistas”, diz Borges.

Assim como aconteceu com a Natura, a Mãe Terra não teve que alterar processos para conquistar a certificação, porque o princípio de gerar impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente sempre fez parte da essência do negócio.

O processo de certificação serviu, no entanto, para guiar aperfeiçoamentos e perseguir a melhoria dos indicadores, “porque não somos perfeitos, temos pedras no sapato”, diz Borges. Uma dessas pedras são as embalagens. “Bens de consumo geram resíduos, a Mãe Terra é corresponsável e ainda não faz muito bem isso”, admite o executivo.

As embalagens que a empresa utiliza têm potencial para serem recicladas, mas, como diz Borges, a cadeia de reciclagem é pouco desenvolvida, e nem sempre o processo acontece.

Por isso, a empresa busca soluções para ter embalagens biodegradáveis. Há, inclusive, uma equipe de eco design na companhia, dedicada a aperfeiçoar as embalagens atuais para causarem menos impacto. Otimista, Fukayama, do Sistema B, diz que é evidente a evolução e o amadurecimento do ecossistema de companhias mais conscientes.

“Principalmente empresas em contato direto com o consumidor começam a comunicar uma forma mais consciente de consumo”, diz. “Acredito que estamos rumo ao ‘mainstream’.

O movimento começa a tocar empresas que não são B, mas que querem passar a se comportar como tal.”

Recentemente, nos Estados Unidos, a Danone e a Laureate obtiveram a certificação.

Fonte: Adriana Fonseca, Valor, 15/6/2018

Aproveite para ler novo livro sobre Inteligência (grátis)

Inteligencia Central: Origem e Evolução por [Passos, Alfredo]

A Amazon está promovendo a leitura do novo livro de Alfredo Passos, Inteligencia Central: Origem e Evolução por alguns dias, gratuitamente.

O livro conta que em maio de 2001, O Presidente George W. Bush determinou ao Diretor da Inteligência Central (DCI) comissionasse o primeiro estudo em profundidade, em três décadas, sobre a Comunidade de Inteligência da nação.

Os grupos de trabalho designados pelo DCI George Tenet encaminhou ao Presidente, seus achados sobre a forma como está mudando a ordem mundial e sobre a habilidade da Comunidade de Inteligência de responder aos desafios à segurança nacional e às oportunidades do Século 21.

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Novo livro: Inteligencia Central: Origem e Evolução eBook Kindle, por Alfredo Passos

Inteligencia Central: Origem e Evolução por [Passos, Alfredo]

Quem pretende implantar uma área de Inteligência, quer seja nominada de Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, Inteligência Empresarial, entre outros sobrenomes para um departamento ou profissional contratado, tem agora a disposição um livro digital que apresenta a origem e evolução da Inteligência, por quem a pratica.

Síntese

Em maio de 2001, O Presidente George W. Bush determinou ao Diretor da Inteligência Central (DCI) comissionasse o primeiro estudo em profundidade, em três décadas, sobre a Comunidade de Inteligência da nação. Os grupos de trabalho designados pelo DCI George Tenet encaminhou ao Presidente, seus achados sobre a forma como está mudando a ordem mundial e sobre a habilidade da Comunidade de Inteligência de responder aos desafios à segurança nacional e às oportunidades do Século 21.

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Inteligência Competitiva: Fórum para a Competitividade (Portugal) revê em baixa crescimento do PIB

Fórum para a Competitividade revê em baixa crescimento do PIB

O Fórum para a Competitividade reviu esta segunda-feira em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa este ano para 2,0% a 2,3%, destacando como principal aspeto negativo da desaceleração registada até março a “nova queda de produtividade”.

“No primeiro trimestre o PIB [Produto Interno Bruto] de Portugal desacelerou de 2,4% para 2,1%, como esperado, mas com perspetivas de novos abrandamentos, pelo que atualizamos a nossa estimativa para entre 2,0% e 2,3% [face aos anteriores 2,2% a 2,5%] para o conjunto do ano”, lê-se na nota de conjuntura de maio.

Segundo acrescenta, “um dos aspetos mais negativos desta evolução é que se registou de novo uma queda da produtividade”, ainda mais intensa do que no trimestre anterior, “com o PIB a crescer menos do que o emprego devido à baixa qualidade dos empregos criados”: “Com o emprego a crescer a 3,2%, o PIB deveria estar a crescer a 4,5% e não a 2,1%”, refere.

De acordo com a nota de conjuntura elaborada pelo Gabinete de Estudos do Fórum para a Competitividade, no primeiro trimestre de 2018 o Índice de Custo do Trabalho caiu 1,5%, quando no trimestre precedente tinha subido 3,8%, sendo a descida “generalizada a todos os setores, com exceção da indústria, onde houve estagnação dos custos”.

“A contenção salarial em simultâneo com uma queda continuada da taxa de desemprego é uma boa notícia para a competitividade da economia (os salários representam metade do PIB, não são um custo insignificante como muitos erradamente supõem), mas também um pouco surpreendente”, sustenta.

Segundo o Fórum para a Competitividade, “uma explicação possível é que as empresas ainda têm memória da necessidade e quase impossibilidade de baixar salários durante a crise e não querem aumentar estes custos, que são praticamente irreversíveis”.

O Fórum nota ainda que a avaliação que a Comissão Europeia fez do Programa de Estabilidade “coincide com as duas críticas principais” que o próprio Fórum já tinha feito: “excesso de otimismo quanto ao crescimento econômico para lá de 2019” e “consolidação orçamental em termos estruturais muito aquém do necessário”.

Fonte: Lusa/Açoriano Oriental online, Economia, 4/6/2018, 14:16

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