Inteligência Competitiva: Bradesco lança Next com irreverência

A irreverência, característica que não é associada ao Bradesco, será a principal arma de venda do Next – banco digital que, após um período de quatro meses funcionando apenas para usuários convidados, agora se prepara para um lançamento de massa. Para se relacionar com o público de 18 a 34 anos, a agência R/GA foi atrás de um ícone do deboche: o filme Se Beber, Não Case. A primeira campanha do Next será estrelada pelo ator Ken Jeong, que interpretou o personagem Mr. Chow na trilogia.

O diretor de marketing do Bradesco, Márcio Parizotto, diz que a intenção da campanha foi criar uma identidade de marca independente para o banco digital. “Foi uma opção estratégica. É um posicionamento completamente distinto da marca-mãe”, frisou o executivo. “O Next terá um posicionamento dissociado do praticado pelo Bradesco, mas sem negar que se tratam de empresas do mesmo grupo. O Bradesco vai estar presente no cartão de débito e em outras assinaturas, mas o Next é um projeto distinto, para um público diferente.”

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Primeira campanha do Next, do Bradesco, será estrelada por Ken Jeong, do filme ‘Se Beber, Não Case’ Foto: RGA/Bradesco
O Next, segundo o vice-presidente do Bradesco, Maurício Minas, é dedicado aos clientes de idade entre 18 e 34 anos e que passam a maior parte do dia conectados. Segundo ele, nos quatro meses em que o aplicativo funcionou como um “clube fechado” – com 150 mil inscrições, mas apenas 20 mil usuários aprovados –, foi possível perceber que as pesquisas que antecederam o lançamento acertaram o perfil da clientela: 81% das pessoas que já usam o app Next se encaixam na faixa etária projetada.

Embora uma exibição dos filmes na TVcom Ken Jeong não esteja descartada, a intenção do Bradesco é fazer a comunicação do Next pela internet. A partir de hoje, a intenção é que os consumidores que acessarem sites de notícias, navegarem por redes sociais e ferramentas de busca não consigam “fugir” do rosto de “Mr. Chow” apresentando as funções do Next de forma bem humorada.

A produção completa criada pela R/GA tem quase 3 minutos de duração, mas, como é dividida em “capítulos”, será exibida também em versões mais curtas, de 30 e 60 segundos. Segundo Minas, do Bradesco, o público-alvo do Next são os millennials. A instituição calcula que esse perfil reúna atualmente entre 35 milhões e 40 milhões de brasileiros.

Concorrência. O Next chega para disputar o mercado com mais agressividade em um momento em que outros serviços financeiros digitais começam a ganhar musculatura. Embora ainda não tenha se tornado um banco completo, como o Next, a startup Nubank anunciou na semana passada uma conta corrente sem cartão de débito. Por enquanto, o serviço está em fase de testes, mas a empresa pretende abrir a NuConta para todos os seus 2,5 milhões de clientes já nas próximas semanas.

Fonte: Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo, 30 Outubro 2017 | 05h00 

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Inteligência Competitiva no YouTube

Não é de hoje o fato de que o mercado corporativo mudou. Além de mais competitivo, nas últimas décadas, ele se inovou com a presença dos jovens e deu mais espaço à mulher. Mas, principalmente, se destacou por conta de muitas empresas saírem do tradicional e optarem por investir na chamada Inteligência Competitiva.

Essa metodologia permite trazer o olhar externo do mercado, dos clientes e dos consumidores para que a diretoria da empresa possa decidir suas ações com menos riscos e mais rentabilidade. Para compreender mais sobre o mercado atual e o papel da inteligência competitiva, o especialista Alfredo Passos lançou no YouTube o “Canal das Empresas”.

“O objetivo é entrevistar empresários e profissionais sobre a competitividade no Brasil” conta Passos, que é responsável pela contribuição e pesquisa sobre Inteligência Competitiva no País.

Entre as entrevistas está a de Gisela Schulzigner, professora da ESPM, HSM Educação e presidente da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem).

Confira: https://www.youtube.com/user/alfredopassosprofdr

Sobre Alfredo Passos
Alfredo Passos é doutor em Administração e especialista em Inteligência Competitiva. Autor dos livros “Homem no Fogão e Mulher na Gestão”; “Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas”; “E a Concorrência não levou” e “Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa”, editados pela LCTE Editora. Também é o primeiro profissional da América Latina a ser honrado com o SCIP Catalyst Award da Strategic and Competitive Intelligence Professionals – USA, pela contribuição e pesquisa sobre Inteligência Competitiva no Brasil.

Inteligência Competitiva: ‘Startup’ apoiada por Spielberg e estúdios de cinema leva experiências de realidade virtual a shoppings

Spielberg, que também investe na Virtual Reality, uma produtora de conteúdo de realidade virtual, não se comprometeu a produzir uma experiência de RV para a Dreamscape.

Spielberg, que também investe na Virtual Reality, uma produtora de conteúdo de realidade virtual, não se comprometeu a produzir uma experiência de RV para a Dreamscape. PHOTO: IAN WEST/ZUMA PRESS

Um novo empreendimento apoiado por três estúdios e pelo diretor de cinema Steven Spielberg levantou US$ 11 milhões e agora se prepara para abrir sua primeira loja de RV em um shopping de Los Angeles no terceiro trimestre, com planos para um lançamento mais amplo no próximo ano.

A Dreamscape Immersive vai oferecer experiências originais de RV e outras ligadas a grandes franquias cinematográficas, diz seu vice-presidente Walter Parkes, um ex-diretor e produtor veterano de filmes do estúdio DreamWorks.

A tecnologia da empresa, desenvolvida pela firma suíça Artanim, permite que várias pessoas interajam em um único ambiente de realidade virtual. Ela usa 16 câmeras e sensores nas mãos e pés de até seis usuários, tornando-a mais avançada que os sistemas domésticos atualmente oferecidos por empresas como a Sony Corp.e Oculus, do Facebook .

“Estúdios e centros comerciais têm o mesmo desafio, criar experiências que atraiam as pessoas”, disse Parkes em entrevista ao The Wall Street Journal. “É nessa sobreposição que vemos uma oportunidade.”

Entre os investidores da Dreamscape está um trio de empresas de mídia de grande porte — a Warner Bros, a 21st Century Fox e a Metro-Goldwyn-Mayer Inc. —, além da rede de cinemas de exibição digital em telas gigantes IMAX Corp. , a empresa de capital de risco Bold Capital Partners e a gigante de shopping centers WestfieldCorp.

A Dreamscape já começou a arrecadar dinheiro adicional numa segunda rodada de captação para financiar uma expansão para além de Los Angeles, disse o diretor de operações Aaron Grosky.

O lançamento da Dreamscape ocorre num momento em que a IMAX acaba de inaugurar sua primeira experiência de RV para clientes em Los Angeles, com planos de expansão. O que a IMAX oferece se parece mais com as experiências que o consumidor pode obter com sistemas domésticos, mas mesmo assim tem a capacidade de concorrer com a Dreamscape.

“É sensato diversificar nossas apostas porque haverá muitos vencedores nessa área”, diz o diretor-presidente da IMAX, Richard Gelfond.

Os estúdios criaram relativamente pouco conteúdo de RV por conta própria, optando por investir em empresas externas. A Walt DisneyCo. está investindo na “startup” VR Jaunt Inc. e a Warner investiu na empresa de realidade aumentada Magic Leap Inc.

O diretor-presidente da Dreamscape é Bruce Vaughn, que trabalhou na Walt Disney por 23 anos, mais recentemente como diretor de criação do grupo Imagineering, que cria atrações para parques temáticos.

“A semelhança é que estamos criando experiências compartilhadas e transportando as pessoas para mundos que de outra forma só existem na imaginação delas”, diz Vaughn, comparando a experiência da realidade virtual com o cinema tradicional. “A diferença é que não estamos construindo paredes com tijolo e argamassa sobre as quais não podemos mudar de ideia.”

As experiências da Dreamscape VR devem durar cerca de 10 minutos cada e custar um pouco mais de US$ 1 milhão para serem produzidas. Os ingressos custarão entre US$ 15 e US$ 20.

Parkes disse que a empresa pode trabalhar com diretores de Hollywood para criar experiências originais, enquanto outras poderiam ser ligadas ao lançamento de um filme ou algo entre um filme e outro de uma mesma franquia para mantê-la viva na mente do público.

Spielberg, que também investe na Virtual Reality Co., uma produtora de conteúdo de RV, não se comprometeu a produzir uma experiência de RV para a Dreamscape, segundo Parkes.

As lojas da startup conterão várias cápsulas, onde as pessoas poderão ter uma experiência RV e interagir com outros usuários e objetos físicos. Em algum momento no futuro próximo, a Dreamscape espera se expandir para setores adjacentes onde pode usar a realidade virtual, como treinamento militar e médico, comunicações e turismo, disse Parkes.

Fonte: Ben Fritz, 

Nestlé reduz meta de crescimento diante de problemas econômicos globais

A suíça Nestlé não atingiu em 2016 sua meta de vendas pelo quarto ano consecutivo, e o resultado foi o mais fraco desde que a ela começou a medir as vendas orgânicas, que excluem flutuações cambiais, aquisições e vendas, em 1996.

A suíça Nestlé não atingiu em 2016 sua meta de vendas pelo quarto ano consecutivo, e o resultado foi o mais fraco desde que a ela começou a medir as vendas orgânicas, que excluem flutuações cambiais, aquisições e vendas, em 1996.PHOTO: MICHELE LIMINA/BLOOMBERG NEWS

Nestlé SA abandonou sua meta de crescimento anual de vendas de longo prazo — pelo menos para os próximos três anos. A maior empresa de alimentos embalados do mundo luta ao lado do restante da indústria contra uma inflação extremamente baixa ao mesmo tempo em que enfrenta as rápidas mudanças de comportamento dos consumidores.

As gigantes mundiais de bens de consumo, que anteriormente permaneciam blindadas dos tempos de incertezas econômicas, atualmente estão todas com dificuldades para impulsionar as vendas em meio a uma série de problemas econômicos globais. O baixo crescimento das vendas nos últimos anos nos produtos daProcter & Gamble Co. provocou corte de custos na empresa e uma redução nas operações. No início desta semana, o grande fundo ativista Trian Fund Managament LP afirmou que havia assumido uma participação na P&G, acelerando a urgência para que os problemas sejam resolvidos.

Unilever PLC divulgou em janeiro uma tendência de vendas fraca em 2016. As vendas subjacentes excluem variação cambial e aquisições. Na quarta-feira, a Kraft Heinz Co. afirmou que planeja mais economias que havia inicialmente planejado devido ao fraco crescimento da receita.

Cada empresa está lidando com diferentes desafios em vários mercados e categorias de produtos diferentes. Mas todas estão sendo prejudicadas por dificuldades amplamente similares que estão praticamente fora de seu controle: forte competição em muitos de seus maiores mercados; oscilações cambiais que afetam os custos; dificuldades de elevar os preços em meio à inflação baixa global; e instabilidade nos desejos dos consumidores.

De empresas como a Nestlé, mais concentradas em alimentos embalados, os consumidores pedem produtos mais saudáveis. Mas esses produtos se mostraram mais difíceis de virarem grandes sucessos de venda.

Em meio a questões que afetam todo o setor, o diretor-presidente da Nestlé, Mark Schneider, disse que a empresa suíça, que é proprietária das bebidas aromatizadas Nesquik, das rações para animais Puppy Chow e dos alimentos congelados Stouffer, iria “dar um tempo” em tentar impulsionar as vendas orgânicas entre 5% e 6% por ano — uma meta que ela não conseguiu atingir novamente em 2016. A Nestlé informou ontem que as vendas orgânicas cresceram apenas 3,2% no ano passado, ante 4,2% em 2015.

A empresa não atingiu a meta pelo quarto ano consecutivo, e o resultado foi o mais fraco desde que a Nestlé começou a medir as vendas orgânicas, que excluem flutuações cambiais, aquisições e vendas, em 1996. A Nestlé se transformou nos últimos anos em um tipo de referência para as empresas de produtos de consumo devido ao seu bom desempenho após a crise financeira global. Mas mais recentemente o desempenho das suas ações ficou aquém do de rivais, caindo mais de 3 nos últimos 12 meses ante um aumento de 7,4% no índice europeu de produtos de consumo Stoxx 600.

Schneider, que assumiu a liderança em 1º de janeiro, disse que a nova meta da empresa é atingir um “crescimento orgânico em torno de 5%”, é mais flexível, não uma meta definida entre 5% e 6%. Mas mesmo essa meta mais suave não deverá ser atingida até 2020.

“Este é o prazo desse modelo”, disse Schneider em entrevista ao The Wall Street Journal. Para os próximos três anos, “nós não queremos ser avaliados contra isso”, disse ele.

Schneider disse que a empresa precisou de “tempo para lidar com algumas tendências deflacionárias remanescentes que estamos vendo, e também precisamos de tempo para nos adaptar a algumas dessas mudanças bastante fundamentais que estamos testemunhando no setor de bens de consumo.”

Schneider disse que aquisições não são uma solução. A Nestlé não está buscando nenhuma grande aquisição no curto prazo, disse ele, citando “as avaliações razoavelmente elevadas” no setor de bens de consumo. Em vez disso, a Nestlé afirmou que planeja aprofundar o corte de custos para manter a lucratividade, que irá “aumentará os custos de reestruturação”.

A Nestlé está mudando em várias frentes para alinhar sua linha de produtos com os gostos dos consumidores, que vêm mudando. Ela reduziu o açúcar e alterou sua estratégia de marketing para o Nesquik, e implementou novas receitas para sua área de alimentos congelados, que inclui a linha Lean Cuisine.

A empresa tem investido pesadamente em ciências da nutrição e da saúde. Mas essa divisão, que contribuiu com 17% das vendas totais em 2016, é ainda pequena comparada com as divisões principais como bebidas e alimentos prontos.

A indicação de Schneider como diretor-presidente ressalta a urgência que a Nestlé tem para que seus esforços rendam frutos. Ele veio da empresa alemã de produtos de cuidados da saúde Fresenius SE . Ele é o primeiro executivo vindo do mercado que dirige a empresa em quase um século e trouxe uma profunda experiência de um tipo de negócio, com de cuidados da saúde, que a Nestlé tem afirmado que é o seu futuro.

“No geral, a participação desses produtos [no mercado] vai crescer com o tempo”, disse ele.

Os resultados não devem melhorar muito em 2017, contudo. A Nestlé informou que ela espera um crescimento orgânico entre 2% e 4% este ano.

A Nestlé informou ontem que as vendas de 2016 atingiram 89,47 bilhões de francos suíços (US$ 89 bilhões), ligeiramente superior às de 2015, mas abaixo das expectativas dos analistas. O lucro líquido foi de 8,5 bilhões de francos, menor que os 9,1 bilhões de francos de 2015 e bem abaixo das expectativas dos analistas, de cerca de 9,5 bilhões de francos. O lucro do ano passado foi prejudicado por um ajuste relacionado a impostos locais de 500 milhões de francos.

Fonte: Brian Blackstone, de Vevey, Suíça, 

Teresa Ferreira e Alfredo Passos na Competitive Intelligence Magazine

É com muita honra que Teresa Ferreira e Alfredo Passos comunicam a publicação do artigo “COMPETITIVE INTELLIGENCE: PERCEPTIONS AND PRACTICES IN COMPANIES IN THE AUTONOMOUS REGION OF AZORES AND PORTUGAL“, na principal revista de Inteligência Competitiva, que é a CI Magazine Fall 2017, da Strategic and Competitive Intelligence Professionals – SCIP.

Trata-se de pesquisa inédita com empresas da Região dos Açores, bem como da publicação de um trabalho de Inteligência Competitiva, para esta importante região da Europa.

Para ler artigo em inglês, clique aqui.

Executivos despreparados para lidar com tecnologias disruptivas

Segundo pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV-SP, apesar da crise, os gastos e investimentos das empresas em tecnologia se mantiveram estáveis nos últimos três anos, correspondendo a 7,6% da receita.

Mas, profissionais do setor de Tecnologia da Informação (TI) alertam: a maioria dos executivos está despreparado para lidar com os impactos dessas novas ferramentas em seus negócios.

O objetivo das empresas é investir em soluções tecnológicas para reduzir custos e alcançar resultados mais competitivos.

Para ler mais, clique aqui.