Inteligência Competitiva é…

Mitos sempre tiveram lugar na cultura dos povos. Quem nunca se divertiu com as travessuras do Saci Pererê, no percurso obrigatório de Monteiro Lobato?

O problema é quando a fantasia ultrapassa as portas da realidade e uma atividade digna, ética e racional como os serviços de inteligência das empresas acaba se confundindo com as aventuras rocambolescas das novelas policiais.

Assim como na tradição popular, geralmente, uma lâmpada é o bastante para transformar um monstro terrível numa realidade palpável, racional e, no caso presente, extremamente rentável.

Esta deve ter sido a primeira intenção dos profissionais que resolveram somar as suas experiências na elaboração deste compêndio que você tem nas mãos.

Provavelmente a necessidade de esclarecimento sobre Inteligência Competitiva, foi tomando a forma de um mapa dessa disciplina, atualizada em encontros regulares mantidos, ao longo dos últimos anos, entre profissionais de várias partes do mundo, igualmente vistos como arapongas, sherloks e outros apelidos pouco lisonjeiros.

Pessoas que, na percepção da maioria, só conhecem através de teleobjetivas e trocam informações por meio de envelopes deixados em bancos de locais públicos.

O fato é que as características, objetivos e forma de operação da inteligência competitiva são pouco conhecidas pelas próprias corporações que dela se utilizam e menos ainda pelos gestores que querem levar o país a um novo patamar da economia global, seja no plano de suas competências naturais, como o agro-negócio, a manufatura e a produção cultural, seja no das oportunidades que ainda o aguardam, como os serviços off shore (inclusive na área de tecnologia).

Afinal, o que é Inteligência Competitiva? 

Uma das atribuições da inteligência competitiva neste post claramente definida como um processo ético, sistemático e analítico (e mensurável) é justamente, separar o verdadeiro do falso, o preconceito da ideia e a informação do boato, combinando esses ingredientes com os fundamentos da economia, uma visão de conjuntura e a boa percepção de tendências, para transformar ameaças em oportunidades, minimizar riscos ou maximizar investimentos.

Para somar valor às empresas, a inteligência competitiva deve ser encarada como um processo contínuo e não como surtos.

Também não deve ser confundida com os sistemas, chamados de business intelligence e que se traduz por um pacote de soluções que pode até ser encarado como uma ferramenta pela área de inteligência da empresa.

É, portando, a associação de elementos diversos que geralmente incluem até informações convencionais das próprias empresas, como mapas de vendas, planilhas de custos etc e acima de tudo, as análises dessa massa de informações reconhecidas como relevantes pelo sistema de inteligência da organização que vão determinar o papel tático ou estratégico de uma análise ou recomendação colocada a serviço do tomador de decisão.

A ele, nesse momento, caberá julgar se a informação será ou não capaz de produzir os resultados esperados.

Esta é, aliás, a sugestão que eu apresento a você, leitor, que encara este post como uma primeira aventura ou àquele que vem em busca dos diferentes prismas de uma atividade até certo ponto mitológica no mundo corporativo: despir-se dos preconceitos e buscar extrair desta expedição as lições que vão ajudá-lo a empregar melhor a inteligência competitiva no seu dia-a-dia.

Ou, quem sabe, confundir-se nessa paisagem, que lhe parecerá cada vez mais lógica e complexa, ainda que indispensável ao mundo dos negócios com o qual nem o Saci Pererê, nem James Bond jamais sonharam.

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Inteligência Competitiva: 25 ferramentas de gestão (3) – Gestão

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Para Julian Birkinshaw e Ken Mark, gestão é a arte de fazer o que deve ser feito por meio de outras pessoas. Envolve mobilizar uma série de recursos para atingir os objetivos desejados.

Oportuno fazer uma distinção dos termos “gestão” e “liderança”.

Gestão implica fazer o trabalho por meio de pessoas, e liderança é um processo de influência social.

Liderança envolve o modo como as pessoas veem o líder.

Fonte: BIRKINSHAW, Julian e MARK, Ken. 25 ferramentas de gestão – um guia sobre os conceitos mais importantes ensinados nos melhores MBAs do mundo. São Paulo: HSM, 2017.

Inteligência Competitiva: 25 ferramentas de gestão (2) – Modelo, Estrutura, Conceito e Ferramenta

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Muitos modelos e sistemas são aplicados no mundo dos negócios, e é difícil manter-se a par de todos eles. Este livro foi escrito para ajudar, especialmente, profissionais de Inteligência Competitiva (grifo meu), apresentando suas origens, as situações em que podem ser aplicados, como utilizá-los, seus maiores benefícios e pontos fracos.

Os autores, Julian Birkinshaw e Ken Mark dividiram o livro em cinco partes, cada uma correspondendo a uma área básica dos programas de MBA.

Segundo os autores deste livro, as pesquisas para escrever o livro, partiu do currículo das escolas as quais trabalham: London Business School, Ivey School of Business, Wharton School, Insead e a Harvard Business School. Assim buscaram identificar os modelos, sistemas e conceitos mais importantes apresentados no curso básico.

Nesta escolha foram contemplados modelos “clássicos” e “contemporâneos”, em cada uma das partes.

Dois modelos incluídos neste livro, os 4Ps do marketing e as cinco forças, demonstram que teorias clássicas, portanto atemporais, continuam fazendo parte dos melhores MBAs do mundo. Esse fato poderá impactar aqueles, no Brasil, ao acreditar que estes modelos estão ultrapassados.

O livro não inclui nenhum modelo que descreva o ambiente “macro” de negócios, nem os relacionados com a teoria econômica e com políticas públicas, nem os relativos a legislação e a regulamentações comerciais. Ainda, os autores, evitaram ferramentas e modelos estatísticos básicos e reservaram pouco espaço a questões psicológicas de nível individual ou às dificuldades de abrir um negócio do zero.

Uma importante consideração é quanto a palavra “modelo”. Em seu sentido mais amplo, abrange estruturas, conceitos, sistemas e ferramentas.

“Modelo” é uma versão simplificada de algo mais complexo para nos ajudar a entender um fenômeno específico, identificando seus principais elementos.

“Estrutura” é um meio de elaborar nosso entendimento de um fenômeno multifacetado, muitas vezes agregando uma série de elementos diversos.

“Conceito” é uma ideia ampla, que nos possibilita ver o mundo de uma nova perspectiva.

“Ferramenta” é uma forma prática de aplicar um modo de pensar para realizar determinada tarefa.

Fonte: BIRKINSHAW, Julian e MARK, Ken. 25 ferramentas de gestão – um guia sobre os conceitos mais importantes ensinados nos melhores MBAs do mundo. São Paulo: HSM, 2017.

Inteligência Competitiva – 25 ferramentas de gestão: Marketing (2)

25-ferramentas-de-gesto-190894223“Ver o mundo pelos olhos do cliente” é uma boa definição para os autores de 25 ferramentas de gestão, Julian Birkinshaw e Ken Mark.

Muitas empresas, inclusive no Brasil, são voltadas para dentro, concentrando-se, por exemplo, nas características dos produtos que vendem em vez de focarem as necessidades dos clientes.

Adotar a perspectiva do cliente em tudo que fazem é o que fazem os profissionais de marketing, evitando esse foco interno.

Marketing existe há cerca de cem anos, como campo de estudo. Muitas ideias originais resistiram ao tempo. Uma delas é a teoria dos 4P´s: produto, preço, comunicação (interna e externa) e distribuição (localização no caso de empresas de prestação de serviços), que define os elementos mais importantes que precisam ser levados em consideração ao elaborar uma estratégia de marketing.

Outro conceito é o ciclo de vida do produto, a noção de que todo produto percorre um ciclo, começando pelo lançamento, passando pelo crescimento e pela maturidade e entrando em declínio. Esse conhecimento possibilita tomar melhores decisões sobre como posicionar e precificar seus produtos em mercado competitivo.

Os conceitos de segmentação e marketing personalizado avançaram muito nos últimos 20 anos. A ênfase passou da publicidade voltada para o “mercado de massa” ao direcionamento a segmentos específicos do mercado e, então ao marketing personalizado, pelo qual a empresa pode se direcionar a cada consumidor com base em sua utilização da internet.

Fonte: Fonte: BIRKINSHAW, Julian e MARK, Ken. 25 ferramentas de gestão – um guia sobre os conceitos mais importantes ensinados nos melhores MBAs do mundo. São Paulo: HSM, 2017.

Inteligência Competitiva Finanças: Valuation

Quanto vale uma empresa? A resposta a essa pergunta lhe possibilitará saber se a empresa está subavaliada ou sobreavaliada em comparação com outras do setor. Infelizmente, não existe um modelo único para analisar o valor de uma empresa.

Valuation baseada ema ativos: baseia-se apenas no balanço patrimonial.

Valuation por transações comparáveis: compara a empresa com outras semelhantes.

Fluxo de caixa descontado: analisa a série de fluxos de caixa futuros e o custo de capital da empresa.

Modelo de desconto de dividendos: avalia o fluxo de dividendos que a empresa pretende devolver aos investidores.

Fonte: BIRKINSHAW, Julian e MARK, Ken. 25 ferramentas de gestão – um guia sobre os conceitos mais importantes ensinados nos melhores MBAs do mundo. São Paulo: HSM, 2017.

Inteligência Competitiva Finanças: Custo médio ponderado de capital

O custo médio ponderado de capital, WACC, na sigla em inglês, é uma medida financeira usada para mensurar o custo de capital de uma empresa. É uma média ponderada do custo da dívida da empresa e seu custo do capital próprio.

Esta medida financeira é usada para decidir qual taxa de desconto utilizar em decisões de orçamento de capital e para avaliar potenciais investimentos.

Fonte: BIRKINSHAW, Julian e MARK, Ken. 25 ferramentas de gestão – um guia sobre os conceitos mais importantes ensinados nos melhores MBAs do mundo. São Paulo: HSM, 2017.

Inteligência Competitiva – 25 ferramentas de gestão: Análise financeira

Como saber se uma empresa está indo bem, se é líder do setor ou se consegue pagar suas dívidas? A análise financeira é uma forma de análise de demonstrações financeiras utilizada para ter uma rápida ideia do desempenho financeiro de uma organização em várias áreas-chave.

A análise financeira é utilizada para comparar o desempenho financeiro de uma empresa com as médias do setor. Ainda, para ver como o desempenho de uma empresa em determinadas áreas muda com o tempo. E, para avaliar a viabilidade financeira de uma empresa (em outras palavras, se ela consegue pagar suas dívidas).

Fonte: BIRKINSHAW, Julian e MARK, Ken. 25 ferramentas de gestão – um guia sobre os conceitos mais importantes ensinados nos melhores MBAs do mundo. São Paulo: HSM, 2017.