The top 5 creative brand ideas you need to know about right now: January 20, 2020

Welcome to our weekly rundown of the Top 5 most innovative brand ideas you need to know about right now.

5. Norwegian Red Cross: ‘Father,’ Morgenstern, Oslo
This hilarious spot for the Norwegian Red Cross from agency Morgenstern turns the tables as we see a man in the throes of “labor.” But what he produces will surprise you.

4. Heineken: ‘Once James Bond, Always James Bond,’ Publicis Italy
Heineken delivered this fun-filled blockbuster promoting its tie-up with the upcoming James Bond film. Created out of Publicis Italy and directed by Smuggler’s Miles Jay, the ad follows actor Daniel Craig trying to be his normal self, but caught up in a world of intrigue because the world sees him only as Bond. What should really give him away: He orders a Heineken at the bar, not a martini.  

3. Apple: ‘Daughter,’ TBWA\MAL
Apple celebrates the Chinese New Year with this heartfelt film about a single working mom and her fractured relationship with her mother. The nine-minute short will likely bring a tear to your eye. Also impressive: It was captured entirely on the iPhone 11 by feature director Ted Melfi and “Joker” cinematographer Laurence Sher.

2. Greenpeace: ‘Turtle Journey,’ Production: Aardman Animations 
Usually the work of Aardman Animations makes us chuckle, but the company’s story for Greenpeace, about a turtle family coming to terms with the effects of climate change, will likely have you bawling. It features celebrity voices of Olivia Colman, David Harbour, Helen Mirren and others.

1. Comedy Central: ‘Awkwafina NYC 7 Train Takeover,’ Posterscope, Outfront Media
Usually the subway can be kind of a drag, but Awkwafina totally changed that experience for riders of New York City’s 7 train when she took over the stop announcements for a week. It was all to promote her new Comedy Central show, “Awkwafina Is Nora From Queens.”

That’s it for the Top 5. Make sure to check out more of the best in brand creativity at Adage.com/Creativity.

Levantamento dos hábitos de quem redige blog posts: Tracto e Dino – 2019

Todos os anos, a Orbit Media, de Chicago, nos Estados Unidos, faz um levantamento dos hábitos de quem redige blog posts. Desde 2018, acontece a mesma coisa aqui, no Brasil. Em parceria com Andy Crestodina, o fundador da Orbit Media e o Dino Divulgador de Notícias, o estudo replicando rigorosamente o mesmo questionário em terras tupiniquins.

Neste ano, o estudo é uma parceria entre Tracto e DINO. Foram obtidas 778 respostas, que permitiram aos autores, comparar os resultados não apenas entre os dois países, mas entre as duas edições da pesquisa (2018 e 2019). As respostas foram coletadas bem no início de janeiro de 2020. Por isso, o estudo foi considerado tendo como base o ano de 2019.

Você vai notar que uma das perguntas mais importantes da pesquisa diz respeito aos resultados de marketing alcançados com o blog. Os respondentes puderam indicar se o blog gera resultados fracos, medianos ou fortes de marketing. Fizemos, então, o cruzamento de mais da metade das perguntas da pesquisa com esta para criar uma relação de causa e efeito.

Por exemplo, será que acompanhar Analytics, redigir posts grandes ou qualquer outra prática tem relação com o fato de o blog gerar resultados de marketing? As conclusões e os detalhes estão nesse estudo, aqui um resumo.

Dez insights da pesquisa
• Para a maioria dos brasileiros, 3 horas é o tempo máximo de redação de um blog post. Para a maioria dos americanos 3 horas é o tempo mínimo.

• Tanto para brasileiros quanto para americanos, o tamanho mais comum de um post é 500 a 1.000 palavras.

• Somente 17%de quem escreve posts no Brasil diz que seus blogs geram fortes resultados de marketing. Nos Estados Unidos, são 30%.

• O grande desafio de quem produz conteúdo para blogs é ganhar a atenção das pessoas.

• Nós, brasileiros, ainda checamos muito pouco o Analytics. Aqueles que checam mais têm mais percepção de resultado do blog porque é o olho do dono que engorda o gado.

• Aumentou a quantidade de pessoas trabalhando em equipe no Brasil. Em 2018, somente 28% contavam com um editor. Em 2019, são 36% contam com alguém para revisarseus textos antes de eles irem ao ar.

• Continuamos não republicando posts antigos embora muitos autores de content marketing e de SEO recomendem essa boa prática.

• Não há muita gente pesquisando palavra-chaveantes de redigir, até porque nem o próprio Google já considera isso tão relevante. Mas aqueles que fazem essa tarefa dizem ter mais resultado com seus blogs.

• Americanos adoram inserir gráficos em seus posts. Nós, brasileiros, temos preferência por vídeos.

• Os redatores escrevem 2 a 3 rascunhos de títulos antes de chegarem a uma versão final.

Procedimento de amostragem
Este estudo foi realizado pela Tracto e pelo DINO de 7 a 10 de janeiro de 2020, com dados sendo coletados em formulário online enviado por email para os mailings das duas empresas, tendo como base as práticas dos 12 meses anteriores —portanto, o ano de 2019.

• Total de respondentes: 778.

• Amostra aleatória não-probabilística representativa dos profissionais de comunicação do Brasil.

• O questionário foi traduzido da Orbit Media para o português, de modo que as perguntas fossem rigorosamente as mesmas, permitindo a comparação.

Para mais detalhes sobre a pesquisa, entre em contato com Ricardo Mendes, da Tracto, pelo email: ricardo.mendes@tracto.com.br.

Inteligência Competitiva: apenas 11 empresas são as responsáveis por grande parte daquilo que encontramos nos supermercados

Embora muitas startups estejam impulsionando novas tendências no setor de alimentação, grande parte deste mercado pertence ainda a um punhado de grupos gigantescos. 

Sob o guarda-chuva dessas empresas estão centenas de marcas — e até startups adquiridas — que sustentam as receitas bilionárias. Nos últimos anos, com as novas demandas dos consumidores, as grandes empresas se movimentaram para continuarem competitivas, buscando espaço fora de suas áreas tradicionais. E para continuarem, assim, com presença relevante nos supermercados e pontos de vendas. 

Nestlé, por exemplo, com um valor de mercado de US$ 238 bilhões, adquiriu a Blue Bottle Coffee, cafeteira gourmet com sede em Oakland, na Califórnia. Também em 2017, a Unilever comprou a empresa brasileira de alimentos naturais e orgânicos Mãe Terra. Neste ano, a norte-americana General Mills, fabricante do cereal matinal Cheerios e dos iogurtes Yoplait, comprou a empresa de ração para pets Blue Buffalo.

Fonte: ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE.

Inteligência Competitiva: procura Informações Setoriais?

Uma boa fonte de informações para informações setoriais é o site do Bradesco Economia em Dia.

Trata-se de uma compilação dos principais setores da economia, com detalhes estruturais de cada segmento, como sazonalidade, regionalização, cadeia de suprimentos, relação do mercado demandante e fatores de risco.

Ademais, é disponibilizada a evolução dos indicadores conjunturais e as tendências para o setor analisado.

Boletim Diário

Publicação diária com análises breves sobre os principais indicadores econômicos nacionais e internacionais e leitura sobre tendências dos mercados, que possam influenciar as expectativas naquele dia, além de uma tabela detalhada com indicadores do mercado. Editada em português e publicada no início da manhã, antes da abertura dos mercados locais.

Survey by Edelman firm of 34,000 people from around the world reveals skepticism of major institutions

Worries about income inequality, jobs disappearing due to automation and environmental sustainability are all feeding wide-scale distrust in capitalism as the world knows it, according to a new study released Sunday.

Edelman, a public-relations firm, conducted its 20th annual analysis of public trust in major institutions, surveying 34,000 people in 27 countries and Hong Kong. The data reveal both skepticism about those institutions—including government, business, the media and nongovernmental organizations—and a hunger for leadership on important issues.

Anxiety about future employment prospects, wage gaps between the rich and middle class and corruption have made many people question the very systems of capitalism and democracy, the study found.

“Fears have eclipsed hopes,” said Richard Edelman, the company’s chief executive.

Even in strong economies that appear to be close to full employment, trust in institutions is crumbling, a sign that many people feel left behind, he said. He described this year’s findings as “the great trust paradox.”

Capitalism Under Fire

Globally, 56% of respondents said that capitalism in its current form does more harm than good. In the U.S., that percentage was slightly lower at 47%. In several other developed economies, distrust of capitalism was higher, for instance at 53% in the U.K. and 69% in France.

Fewer than 20% polled globally said the system was working for them personally.Percentage of people surveyed who agree that the system is…Source: Edelman Trust Barometer online survey of 32,200 adults conducted Oct. 19 – Nov. 18; margin of error: +/- 0.6percentage pointsWorking for meNot sureFailing me0%510152025303540455055

More Pessimistic Than Optimistic

Many people don’t believe they will be better off in five years. That is the case in some developed locales with advanced economies, including the U.S., Japan, France and Hong Kong.

A higher percentage of people see their lives improving in emerging markets, such as India, Saudi Arabia and Mexico. Even in those countries, that majority has eroded over the past year.

More, here.

Source: Kathryn Dill and Kurt Wilberding, The Wall Street Journal.

90% of Businesses Say Their Industry Has Become More Competitive, New Benchmark Study Finds

BOSTON, Jan. 14, 2020 — Today, Crayon released its annual market and competitive intelligence research study, the 2020 State of Competitive Intelligence report. This is the largest study on the best practices and trends in the field of market and competitive intelligence, drawing from the responses of more than 1,000 CI professionals and stakeholders.

The study found that 90% of businesses say that their industry has become more competitive in the last three years, and 48% say it has become much more competitive. CI teams and budgets are growing, as the need for — and impact of — competitive intelligence expands.

“The competitive landscape has changed — it is easier than ever for competitors to go to market and innovate, making the need for competitive intelligence greater than ever,” shared Ellie Mirman, CMO at Crayon. “The competitive intelligence landscape has changed as well. Automation, data proliferation, measurement tools, and so much more have transformed the way businesses can capture and analyze competitor movements and take action to get ahead. Our goal with this study is to share best practices and trends in competitive intelligence to enable CI professionals to continue to grow in their roles and have a greater impact on their organizations.”

The study also revealed that CI professionals still struggle with much of the CI program foundation, including competitor research and impact measurement. More than a third of CI effort still goes towards CI research, and gathering competitive data is the #1 challenge faced by CI professionals. Further, only 44% have defined key performance indicators, however, those that do have established KPIs are twice as likely to see revenue increases as a result of CI.

Additional findings include:

  • CI teams are growing: more than half (57%) of businesses have CI teams of two or more dedicated CI professionals, compared to just 37% of businesses two years ago.
  • The competitor website was rated the top source of competitive intelligence data, with 98% of businesses saying this source was valuable.
  • Companies that share CI daily or weekly were twice as likely to see revenue increases as a result of CI compared to those who share CI less frequently.
  • Companies that saw revenue increases as a result of CI were 63% more likely to increase CI headcount and 66% more likely to increase CI budget this year.

“As the world’s largest non-profit serving the competitive & marketing intelligence community, SCIP (Strategic and Competitive Intelligence Professionals) is pleased to partner with Crayon on this important study, surveying the state of our profession,” shared Cam Mackey, Executive Director of SCIP. “By providing a benchmark against current practices and insight into best practices, this report is an important resource to help improve the value that we bring to our organizations every day.” 

To review the full report, visit www.crayon.co/state-of-competitive-intelligence

About Crayon

Crayon’s market and competitive intelligence software platform enables businesses to capture, analyze, and act on market movements from their competitors, customers, and partners. Tens of thousands of teams use Crayon’s software to automatically track and analyze complete competitive intelligence – external messaging and positioning, product and pricing changes, hiring plans, go-to-market strategies, and more – pulling from hundreds of millions of sources.

Crayon enables businesses to take advantage of valuable market intelligence data to enable sales with competitive battlecards, improve marketing performance, inform product strategies, and drive revenue. To learn more about Crayon, visit www.crayon.co .

Bill Gates recomenda: os 5 livros para você ler em 2020

Foto: Gates Notes

Duas vezes por ano, Bill Gates compartilha a sua lista de livros preferidos lidos no ano. Recentemente, o cofundador da Microsoft renovou suas recomendações que podem servir de inspiração para você ler – ou presentear alguém – em 2020.

As dicas, como de costume, são variadas e trazem temas que vão desde o comportamento humano até a história dos Estados Unidos.

“Por ser um cara dos dados, gosto de olhar para a minha lista de leitura e ver se alguma tendência surge”, escreveu em seu blog.

Confira as obras indicadas por Gates na lista abaixo.

Um casamento americano, de Tayari Jones

O livro foi indicado pela filha de Gates e conta a história de um casal negro, cujo casamento é dilacerado por um incidente. Segundo Gates, a autora da obra é capaz de fazer com que você tenha empatia com os dois personagens principais, mesmo depois que um deles toma uma difícil decisão.

“O assunto é pesado, mas instigante, e fui sugado pela trágica história de amor de Roy e Celestial”, disse o executivo.

These Truths, de Jill Lepore

O livro cobre toda a história dos Estados Unidos em apenas 800 páginas. Para Gates, mesmo que você já tenha lido muito sobre o assunto, provavelmente aprenderá algo novo durante a narrativa.

“É o relato mais honesto e inflexível da história americana que eu já li”, afirmou Gates. O livro ainda não conta com tradução em português.

Growth, de Vaclav Smil

Vaclav Smil é um dos autores favoritos de Bill Gates. O livro traz uma investigação sistemática sobre o crescimento da natureza e da sociedade, desde microorganismos até as trajetórias das civilizações.

“Como sempre, eu não concordo com tudo o que Smil diz, mas ele continua sendo um dos melhores pensadores, documentando o passado e ohando para o cenário geral.”

Ainda sem tradução para o português.

Prepared, de Diane Tavenner

A obra fala sobre a preparação de crianças e adolescentes para a vida. A autora, que criou uma rede com algumas das escolas com melhor desempenho nos Estados Unidos, criou um guia sobre como tornar esse processo o mais tranquilo e produtivo possível.

“Ao longo do caminho, ela compartilha o que aprendeu sobre ensinar às crianças não apenas o que elas precisam para entrar na faculdade, mas como viver uma vida boa”, comentou Gates.

Why We Sleep, de Matthew Walker

Gates conta que ao longo deste ano leu alguns livros sobre comportamento humano, e que “Why We Sleep” foi um dos mais interessantes. A obra explica o significado de uma boa noite de sono e dá dicas para você melhorar os seus hábitos para uma vida mais saudável.

“Walker me convenceu a mudar os meus hábitos de sono para melhorar a minha saúde”, completou.

A edição ainda não conta com versão em português.

Fonte: Redação Computerworld, 13/12/2019 às 9h06.

How Amazon's Alexa Aspirations Impact the Auto Industry

Hey Alexa, drive my car.

We’re joking, but maybe not for long.

Between the rise of Artificial Intelligence and self-driving cars, the automotive industry is becoming more and more tech savvy.

And now, you can get Alexa in your car.

But, let’s back up, why is Amazon partnering up with car companies to implement Alexa and what does it mean for the tech industry–especially Amazon’s competitor, Google?

TheStreet’s tech reporter Annie Gaus took a look at Amazon’s partnerships and the announcements it unveiled at the 2020 Consumer Electronics Show (CES).

“Amazon made a few other announcements at CES related to its auto ambitions: It will expand Echo Auto to include international markets, make it possible for Alexa users to pay for gas using the assistant at 11,500 Exxon Mobil (XOM) – Get Report stations, and also integrate Amazon Fire TV into BMW and Fiat Chrysler models,” Gaus wrote in her article.

And what about the opposite? How are big tech partnerships benefiting the automotive industry?

Gaus noted that big car companies are slow to incorporate new tech, so adding in things–such as Alexa–which have already become popular with consumers will make for a “more seamless [integration] and pleasant driving experience,” noted Gaus. 

Watch the full video above for more.

Source: KATHERINE ROSS, TheStreet

Empregos à vista: especialistas apontam áreas promissoras e sugerem capacitação profissional

Mineração, agronegócio, tecnologia da informação, automação e inovação são algumas das apostas de setores que devem criar vagas de emprego em Minas em 2020, segundo estimativa de recrutadores. O Estado teve um saldo de cerca de 240 mil novos postos nos últimos dois anos, impulsionado principalmente pelas áreas de comércio, construção civil e indústria de transformação.

De forma geral, a mineração deve passar por uma retomada, após um ano do rompimento da barragem em Brumadinho e do aumento do preço dessas commodities.

“O preço do ouro está na melhor fase dos últimos oito, dez anos, e as mineradoras também estão contratando mais na área de segurança justamente devido aos rompimentos recentes”, avalia Fernanda Nogueira, sócia e headhunter da empresa de recrutamento executivo Tailor.

Para este ano, Fernanda Nogueira também aposta em contratações no agronegócio e na área de tecnologia. Áreas que estão diretamente ligadas, na visão de Henrique Baião, mentor de desenvolvimento e planejamento de carreira. 

“Hoje a área de tecnologia é a maior criadora de novas funções, se difundindo também para segmentos mais tradicionais da economia brasileira como o agronegócio, na qualidade e na resistência dos alimentos, por isto existe uma crescente demanda por engenheiros com foco no agronegócio”.

Henrique Baião diz que a percepção de melhoria remonta ao ritmo de crescimento anterior à crise econômica. “Percebemos uma melhora nos níveis de otimismo dos empresários e líderes empresariais, o que nos dá uma clara ideia de que estamos vivendo um processo de retomada da economia brasileira. Entendemos que 2019 foi muito positivo, marcando de fato uma retomada dos volumes de emprego e níveis de investimento, desde 2013”.

JANEIRO
O primeiro mês do ano já deve resultar em maior abertura de vagas e também na procura do emprego. “Geralmente isso ocorre porque no começo do ano, já com novo planejamento estratégico e orçamento aprovado, as companhias retomam as contratações e criam outras a fim de preverem novas posições de trabalho para o ano fiscal que começa em janeiro”, explica Tábitha Laurino, gerente sênior da empresa de recrutamento on-line Catho. 

Em 2017, janeiro ofertou 4% mais vagas do que a média anual, índice que ficou em 2% no ano seguinte. Em janeiro de 2019, a Catho registrou um aumento de 27% na procura por emprego em relação a janeiro de 2018.

Percepção que contrasta com a do economista Mario Rodarte, da UFMG. “Sazonalmente, o primeiro trimestre não é um período bom, tendo mais saída de pessoas”, diz, citando o exemplo. “Se o dinheiro não for uma urgência, recomendo utilizar esse período para se qualificar”.

O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou desemprego de 11,2% em novembro no Brasil, número que deve cair para 10,8% este ano, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional.

SAIBA MAIS

Em um cenário de pouco mais 1 milhão de desempregados em Minas Gerais, os candidatos às vagas de emprego precisam se diferenciar em algum aspecto para chamar a atenção do empregador. É o que afirma a sócia da empresa de recrutamento executivo Tailor, Fernanda Nogueira, que enfatiza a importância de manter contato com as empresas interessadas, o que hoje é comumente feito em redes sociais como o LinkedIn. “E nem sempre é se destacar no currículo. É também comportamental. Manter um bom relacionamento, que não se limita a só mandar mensagem para as pessoas lembrarem do seu nome. É oferecer conteúdo relevante em troca. É essencial ter boa comunicação, boa postura. Parece básico, mas nem sempre o que encontramos por aí”, alerta.

Postura que também é chave para Henrique Baião, mentor de desenvolvimento e planejamento de carreira. “O que mais importa é o seu nível de preparação para as perguntas difíceis. A forma como você se comporta dirá muito sobre o seu perfil profissional”.

A gerente sênior da Catho Tábitha Laurino recomenda pesquisar sobre o local onde você pretende trabalhar. “Estude sobre a empresa que você irá visitar, seu posicionamento no mercado, a cultura de trabalho e as abordagens aplicadas em seus processos seletivos”.

Fonte: Bernardo Almeida, Hoje em Dia, 04/01/2020 – 06h00

No futuro, a aposta será na pessoa e não no diploma. Para o físico Marcelo Gleiser, há pouca versatilidade na formação dos profissionais no Brasil

Para o cientista Marcelo Gleiser, há um descompasso no Brasil entre o que as universidades e as empresas fazem para preparar as pessoas para a próxima década — Foto: Silvia Costanti/Valor
Para o cientista Marcelo Gleiser, há um descompasso no Brasil entre o que as universidades e as empresas fazem para preparar as pessoas para a próxima década — Foto: Silvia Costanti/Valor

Professor titular de física e astronomia do Dartmouth College (EUA) Marcelo Gleiser afirma que seu dia a dia não mudou substancialmente desde que se tornou o primeiro brasileiro a ganhar, em março deste ano, o Templeton, o “Nobel da Espiritualidade”.

O que mudou, diz, é que suas palestras, artigos e livros, incluindo alguns best-sellers, ganharam um poder de influência para grupos mais amplos da sociedade. E é nessa porta nova que se abriu, como define, que ele reflete mais sobre questões que ultrapassam seu campo de estudo mais famoso, o do diálogo entre a ciência e a religião.

Em visita ao Brasil no início de dezembro, Gleiser falou, por exemplo, sobre o impacto da automação e inteligência artificial na força de trabalho para uma plateia de CEOs e diretores – presentes no 2º Connecting Leaders, evento do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau).

Defendeu que não trata-se de “ficção científica” ou “previsão catastrófica” imaginar que grande parte dos empregos atuais não existirá nas próximas décadas. “Nos EUA é uma realidade. Se você olhar para as pessoas que estão empregadas no Google e no Facebook, elas não tinham esse mesmo emprego há 20 anos. A inteligência artificial só irá acelerar esse processo”, disse em entrevista ao Valor, após o evento

No Brasil, defende o cientista, essa discussão não é muito concreta porque há uma descompasso no setor educacional, em relação ao que as universidades fazem, hoje, para formar as pessoas que ocuparão os novos tipos de emprego daqui a formação e a percepção de que se você faz economia, você só pode ser economista.

Nos EUA, a universidade oferece uma formação intelectual sólida, você se forma e, depois, recebe um treinamento de dois a três meses para aprender qual trabalho a empresa quer de você”.

Gleiser cita o exemplo de seu filho, de 30 anos, que estudou linguística e depois foi trabalhar no setor de marketing do Google. “Esse tipo de versatilidade e de condição de apostar na pessoa, e não no diploma, vai ficar cada vez mais importante”.

Em termos de requalificação profissional e até de reciclagem total, Gleiser não exime a responsabilidade das próprias empresas e defende que o século 21 exige uma nova ética corporativa. “Quando o Google desenvolve carros autônomos, eles não estão só desenvolvendo carros. Há milhões de caminhoneiros e motoristas de ônibus com potencial de ficarem desempregados. Como a ética corporativa lida com isso?”.

O cientista diz não ter uma resposta para essa “obrigação moral”, mas defende que a discussão é importante e precisa ocorrer dentro das organizações por dois aspectos. Um deles envolve a sua percepção de que a requalificação profissional exigida para o futuro próximo é bem diferente daquela que precisou ocorrer nos tempos de Henry Ford e da Revolução Industrial.

O nível de preparo para uma pessoa trabalhar em uma fábrica em produção em série é muito menor do demandado para tocar uma tecnologia de ponta”. Outro motivo, que é o que faz Gleiser ser otimista com essa questão, está diretamente relacionado aos consumidores do século 21.

Para o cientista, as empresas precisarão se posicionar diferente sobre as questões morais e éticas por pressão dos próprios clientes. “Sei que sou um cientista falando sobre liderança, mas penso que os líderes precisam trocar de perspectiva. Aquela ideia de que o consumidor é alvo – e não parceiro – precisa mudar. Se o produto deixa de vender porque os consumidores estão desencantados com as posições da empresa, ela precisará mudar”.

Em sua visão, o líder que só olha para “produto e venda”, e não para o “papel cívico e social” da organização irá falhar. Gleiser diz que a reflexão parece utópica, mas cita que já há um esforço de grandes companhias, tradicionais e fortes, em se transformar.

Se você entrar no site da futuro, meio ambiente e com a divisão de renda. Você não ouvia isso há vinte anos”. Por trás desse esforço e da própria pressão dos consumidores, defende Gleiser, está a maior presença da geração Z (nascidos a partir de 1995) capaz de reinventar a forma como trabalhamos, vivemos e consumimos.

É a primeira geração totalmente digital e que possui valores sociais profundamente diferentes. São pessoas que veem, por exemplo, a diversidade de uma forma óbvia, absolutamente natural e essencial na sociedade”, afirma, citando que as empresas à frente atualmente estão alinhadas a esse novo perfil, valores e demandas sociais e ambientais. “Já fazem negócio e pensam o ambiente de trabalho de uma forma totalmente diferente.

Fonte: Barbara Bigarelli, Valor Econômico, 19/12/2019, 05h01 Atualizado há 38 minutos.