Brasil perde 94,7 mil empregos com carteira em julho

O Brasil perdeu 94.724 vagas formais de emprego em julho deste ano, informou nesta quinta-feira, 25, o Ministério do Trabalho. No acumulado do ano, o saldo de postos fechados é de 623.520 pela série com ajuste, ou seja, incluindo informações passadas pelas empresas fora do prazo. Este é o pior resultado para o período desde o início da série, em 2002.

O setor de serviços foi o maior responsável pelo fechamento de vagas formais no mês de julho. Ao todo, foram extintos 40.140 postos na atividade só no mês passado.

Na sequência figurou a construção civil, com o encerramento de 27.718 vagas com carteira assinada em julho. Também foram responsáveis pelas demissões líquidas o comércio (-16.286 postos), a indústria de transformação (-13.298 vagas), a indústria extrativa mineral (-1.181 postos) e os serviços industriais de utilidade pública (-591 postos).

O resultado do Caged em julho só não foi pior porque a agricultura abriu 4.253 vagas, enquanto a administração pública criou 237 novos postos.

Recuperação. Em nota à imprensa, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que a desaceleração no ritmo de fechamento de postos reflete uma “recuperação gradual da economia”. Em julho do ano passado, o Caged apontou demissão líquida de 157.905.

“Estamos perdendo menos vagas e a tendência para os próximos meses é que essa desaceleração continue e possamos gerar vagas no segundo semestre”, avaliou o ministro.

Fonte: Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo, 25 Agosto 2016 | 16h45, Atualizado 25 Agosto 2016 | 17h52

Inteligência Competitiva: homens brasileiros compartilham cada vez mais as tarefas de limpeza domética

Poeira e manchas são inimigos inevitáveis para os consumidores em todo o mundo. Então, não é de se surpreender que nós gastamos uma quantidade significativa de tempo tentando manter  nossas casas e roupas frescas e limpas. No entanto, enquanto a limpeza é uma prática comum em todo o mundo, uma estratégia única para fazê-la não funciona em todos os lugares. No nosso Estudo sobre Cuidados com o Lar, 32% dos entrevistados brasileiros dizem que limpam suas casas todos os dias e 38% lavam ao menos duas vezes suas roupas durante a semana, fazendo da limpeza uma atividade cotidiana.

Tanto latinos quanto brasileiros se preocupam mais com a limpeza do banheiro (86% vs. 88% da região) e da cozinha (84% vs. 85%) que com os outros espaços da casa, como o quarto e a sala. Para a limpeza básica, os brasileiros gostam mais de utilizar álcool (63%) e água e sabão (66%), assim como os latinos (76%). Quanto às ferramentas mais usadas pelos consumidores no Brasil na hora da faxina são elas a vassoura, a esponja e o pano.

QUEM LIMPA E QUEM COMPRA – O Brasil e a Venezuela são os países onde mais mulheres cuidam dos serviços domésticos, com 46%, três pontos acima da média regional (43). Mas isso não significa que os homens não ajudam, pelo contrário. O Brasil tem uma maior concentração de homens como responsáveis por limpar a casa (19% vs. 12% da região) e pelas compras de produtos de limpeza (24% vs. 17%). As tarefas domésticas também estão começando a ser mais compartilhadas entre as mulheres e os homens (22% vs. 30%). Com esta responsabilidade partilhada, estratégias de marketing devem ser projetadas para ambos os sexos, considerando o que mais pode chamar a atenção de todos.

ONDEM FAZEM AS COMPRAS E QUAIS SÃO OS MOTIVADORES – Varejistas modernos estão liderando em todas as regiões sendo o lugar favorito para comprar produtos de limpeza. Quase 8 em cada 10 (78%) brasileiros compram esses itens em grandes cadeias (vs. 81% da região), como supermercados ou hipermercados. Eles preferem fazer as compras nessas lojas maiores por encontrar os melhores preços (60%), os produtos que desejam (41%) e pelo sortimento deles (42%). A distribuição é o principal condutor da prova de testes de produtos e está correlacionada positivamente com o volume de produtos. Um ponto interessante a ressaltar no estudo é que, mesmo com uma porcentagem menos expressiva, os brasileiros compram mais em lojas pequenas do que a média da América Latina (38% vs. 31%).

O QUE OS CONSUMIDORES BUSCAM EM UM PRODUTO? – Na hora da compra, ao procurar um produto de limpeza, o brasileiro leva em consideração alguns benefícios. Em ordem de prioridade, ele vê se o item é multiuso (66%), desinfetante (60%), fácil de usar (59%) ou tem uma fragrância/aroma de seu agrado (57%). Já os latinos prezam mais por aqueles que sejam desinfetantes (66%) e tenham boa fragrância/aroma (62%). Entretanto, no momento da escolha do que vai de fato para o carrinho, os consumidores no Brasil e na América Latina vão pesar os produtos que ofereçam um melhor preço (78% vs. 73% da região) e que sejam eficazes (76 vs. 75%). Os produtos de limpeza devem ser eficazes, mas aqueles que combinam eficiência com características inovadoras oferecem uma solução ganha-ganha para os consumidores.

SOBRE A PESQUISA

O Estudo Global sobre Cuidados com o Lar foi realizado de 10 de agosto a 04 de setembro de 2015 e entrevistou mais de 30.000 consumidores online em 61 países na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina, Oriente Médio/África e América do Norte. A amostra inclui usuNorte. é Internet que concordaram em participar desta pesquisa e tem quotas com base na idade e sexo para cada país. A amostra é ponderada para ser representativa dos consumidores com acesso à Internet por país.  Como a amostra se baseia nos consumidores que concordaram em participar, não é possível calcular estimativas teóricas de erros de amostragem. Entretanto, uma amostra probabilística de tamanho equivalente teria uma margem de erro de ±0,6%, globalmente. Esta pesquisa da Nielsen se baseia apenas no comportamento de entrevistados com acesso à Internet. As médias globais e regionais utilizadas neste relatório se baseiam em dados ponderados dos países. As taxas de penetração de Internet variam por país. A Nielsen utiliza um reporte padrorte padra apenas no comportão de Internet ou uma população de 10 milhões de internautas para que o país seja incluído na pesquisa.

Fonte: The Nielsen Company

Mercado de embalagens vê sinais de recuperação

Apesar da recessão, o mercado de embalagens (latas e folhas finas especiais) tem merecido atenção especial por parte dos principais grupos instalados no país. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), as vendas tem crescido desde 2005, quando saíram de um patamar de 9,8 milhões de unidades para 24,1 milhões em 2015, com perspectivas de se repetir o mesmo desempenho em 2016.

Comparado ao primeiro trimestre do ano passado, a demanda caiu 4%, mas já há sinais de recuperação para os próximos meses. “Notamos que houve um crescimento nos pedidos para julho”, afirma Francisco Pires, vice-­presidente de operações da Novelis para a América do Sul. Líder mundial em laminados e reciclagem de alumínio, com participação acima de 90% no mercado sul­americano, a Novelis fez um investimento de US$ 340 milhões em sua unidade de Pindamonhangaba (SP).

O investimento foi dividido em três áreas distintas, envolvendo a cadeia de alumínio voltado para latas de bebidas. O primeiro passo foi a expansão da capacidade de produção de 400 mil toneladas para 600 mil toneladas. “Pensamos no mercado interno e nas exportações para países da América do Sul, África e possivelmente o México”, diz Pires.

Atualmente, a produção está na casa de 490 mil tonelada/ano, volume que deve se manter estável em 2016. Anunciado em 2014, a direção da empresa não previu a queda na atividade econômica nas proporções atingidas, mas considera que a capacidade instalada tem condições de atender uma recuperação do mercado consumidor até 2020, quando se pretende promover nova expansão, desta vez para 7 00 mil toneladas/ano.

A segunda etapa consistiu na criação de uma área voltada para a pintura das chapas para tampas das latas, procedimento que era executado por terceiros. “Saímos de uma produção terceirizada de 50 mil toneladas/ano para uma operação própria de 100 mil toneladas”, diz o diretor. No caso da indústria de laminados, o cliente final da Novelis é o fabricante de latas de alumínio, que atende o setor de bebidas.

O alumínio é vendido em três formatos distintos: o corpo da lata, que é produzido sem pintura, em bobinas de 1,3 mm, a parte superior da lata, que é pintada e cortada em rodas, e anel de abertura do recipiente, que é de alumínio mais duro e não sofre pintura. “Quase todo o alumínio com pintura era importado. Com o parque industrial próprio, reduzimos as importações em 91%”, afirma Pires.

A terceira fase dos investimentos foi direcionada ao processo de reciclagem, que recebeu US$ 150 milhões do total. Os recursos foram aplicados tanto na modernização da área de reciclagem, que dobrou a produção de 200 mil toneladas ano/ para 400 mil/toneladas/ano, como no aprimoramento do sistema logístico de captação das latas usadas.

Segundo Pires, a Novelis implantou oito centros de coleta de latas nas principais capitais brasileiras e ampliou a parceria com diversas cooperativas de reciclagem. Diariamente, caminhões da empresa passam pelas cooperativas e recolhem as latas, que são compactadas nos centros de coleta e posteriormente enviadas para Pindamonhangaba. “Cerca de 7 0% das 24 bilhões de latas produzidas voltam para nós.

São cerca de 250 mil pessoas envolvidas em toda a cadeia”, diz o direto. O Brasil é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio, com um índice de mais de 98% de aproveitamento do material. No primeiro trimestre de 2014, a Alcoa anunciou investimentos de U$ 40 milhões em sua unidade de laminação, em Itapissuma (PE). Os recursos foram direcionados no segmento de folhas especiais, de fina espessura, para embalagens assépticas e flexíveis, destinadas à empresas de alimentação e bebidas.

Em comunicado da assessoria de imprensa, a decisão levou em conta fortalecera liderança da Alcoa neste setor na América Latina. Ao executar o investimento, a Alcoa projetava um crescimento anual de 7 % na demanda por embalagens especiais até 2017 , em razão de suas especificidades, que permitem mais retenção dos nutrientes e maior tempo para o consumo.

Fonte: Guilherme Meirelles, Valor Econômico, 06/06/2016,­ 05:00

QUANTOS LIVROS VOCÊ COMPROU EM 2015?

O último período de 2015 apresentou queda nas vendas de livros em exemplares (-7,5%) e em faturamento (-4,5%) quando comparado ao mesmo período em 2014, e o aumento do preço médio se manteve em 3,2%. No consolidado anual (de 29/12/14 a 27/12/15) observou-se variação positiva de 2,52% em exemplares e 3,43% em valores, comparado ao mesmo recorte no ano de 2014. Considerando a inflação anual de 10,67%, o resultado real é uma queda de 7%.

Esses são alguns dos dados contidos nosso 11º Painel das Vendas de Livros do Brasil, que apresentamos em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Conheça o ranking TOP 10 dos livros mais vendidos na semana

“Obviamente o mercado editorial não é imune à crise, no entanto foram vendidos 1 milhão de livros a mais em 2015. Os três últimos períodos do ano foram particularmente pesados, mas não neutralizaram integralmente os ganhos anteriores. A performance em faturamento merece análise mais aprofundada, já que são muitas as variáveis envolvidas além da própria inflação do período. Os números indicam que os varejistas enfrentaram a crise cedendo menos descontos. As editoras sentiram mais a crise, já que o preço médio se manteve praticamente paralisado”, comenta Ismael Borges, nosso executivo responsável pelo Nielsen BookScan.

Na projeção de vendas das editoras, a variação de faturamento é de 0,31%, uma queda real (considerando a inflação) de 9,36%. “Esperávamos uma recuperação das vendas no 4º trimestre de 2015, após o excelente resultado da Bienal do Rio de Janeiro, mas infelizmente ela não veio. Temos que nos preparar para enfrentar 2016, com a previsão da manutenção do quadro recessivo”, comenta Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL.

* T. Mercado – Período 13: 2014 (31/11 a 28/12/2014) x 2015 (30/11 a 27/12/2015) – Fonte: Nielsen | Nielsen BookScan

Metodologia

Para a realização do Painel, os dados são coletados diretamente do “caixa” das livrarias, e-commerce e varejistas colaboradores. As informações são recebidas eletronicamente em formato de banco de dados. Após o processamento, os dados são enviados online e atualizados semanalmente.

Fonte:  The Nielsen Company

Empresas precisam de executivos que apontem erros

Mais do que engajar funcionários em um momento delicado da empresa, reter os principais executivos é uma das maiores dificuldades dos RHs das empresas em recuperação judicial. Fábio Astrauskas, CEO da consultoria Siegen, diz que quando uma companhia vivencia esse processo, instala-­se um clima “perverso” sobre o futuro, com rumores sobre demissões.

“É a conhecida ‘rádio-­peão’, que gera medo”, afirma. “A proximidade dos gestores com os funcionários e o envolvimento do quadro no andamento da recuperação judicial são os melhores antídotos para minimizar os efeitos da desconfiança.”

Se puder realizar contratações, a empresa deve oferecer ao candidato um ambiente que estimule o profissional a aceitar o desafio de participar de uma reestruturação, diz Astrauskas. É quando entram atrativos como autonomia e acesso a informações corporativas.

“Nessa fase, é desejável ter executivos com perfil proativo, que questionem a forma como se fazem as coisas e que descubram problemas e proponham soluções.” Na hora de reestruturar áreas para ganhar produtividade e eficiência, o consultor acredita que os profissionais da casa mais valorizados serão os chamados “generalistas especialistas”ou aqueles que conhecem, com profundidade, vários temas.

“Nessa nova empreitada, bons talentos têm condições de mostrar potencial, implementar melhorias no trabalho e crescer junto com a empresa.” Para Susana Falchi, CEO da HSD Consultoria, antes de contratar, a empresa em recuperação deve apresentar o momento que está passando para o candidato.

“A perspectiva de recuperação é o primeiro passo para atrair profissionais”, diz.

“Dependendo da posição, alguns profissionais vêem essa fase da organização como um desafio. Trabalhar com recursos escassos pode ser uma boa experiência para quem está em fase de consolidação de carreira.”

Hugo Nisembaum, líder de talento & performance da consultoria Grant Thornton Brasil, lembra que é necessário fazer um balanço das pessoas-­chaves que a empresa não pode perder. “Negocie novas condições para que elas continuem na organização”, diz. “Ao mesmo tempo, caso haja desligamentos, a experiência do ex-­funcionário precisa ser positiva para que ele considere trabalhar novamente na companhia, caso a situação se reverta.”

Gabriel Almeida, gerente da divisão de engenharia da Talenses, empresa de recrutamento de executivos, diz que é comum as corporações em dificuldade criarem pacotes de bônus para algumas posições, de acordo com as metas atingidas e a melhoria da saúde financeira da organização.

Outra sugestão do especialista é que o RH contrate um gestor interino, independente, para cuidar da área de pessoal. “Pode ser uma boa alternativa ter um técnico que já passou pela experiência e que dará segurança para que os profissionais enfrentem essa etapa”, explica. “É preciso mostrar para os funcionários que uma recuperação judicial não é o fim da empresa, mas uma forma de ultrapassar um momento financeiro difícil.”

Fonte: Jacilio Saraiva, Valor, 22/08/2016, 05:00

Empresas retiram patrocínio de nadador que mentiu sobre assalto no Rio

Folhapress

RIO ­ (atualizada às 15h50) O nadador americano Ryan Lochte, 32, envolvido no caso de falsa declaração de assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio, perdeu alguns de seus maiores patrocinadores.

A Speedo USA, a grife de moda Ralph Lauren e a empresa de dermocosméticos Syneron­Candela anunciaram que não apoiarão mais o atleta. Ele tem ainda o patrocínio da marca de colchões Airweave, que ainda não se manifestou.

“Como parte da decisão, a Speedo USA doará US$ 50 mil do valor pago a Lochte à Save The Children, uma instituição global de caridade parceira da matriz da Speedo, para crianças do Brasil”, declarou a companhia em comunicado divulgado em seu Twitter.

“Embora tenhamos usufruído de um relacionamento vitorioso com Ryan [Lochte] por mais de uma década e ele tenha sido um membro importante do time Speedo, nós não podemos perdoar comportamento que vai contra os valores que esta marca defende há tanto tempo”, afirmou a empresa.

A Speedo agradeceu os feitos de Lochte, e disse ainda que “espera que ele siga adiante e aprenda com essa experiência”. A assessoria de relações públicas de Lochte distribuiu uma nota em nome do nadador após a decisão da Speedo. “Eu respeito a decisão da Speedo e sou grato pelas oportunidades que nossa parceria me proporcionou ao longo dos anos. Tenho orgulho das conquistas que tivemos juntos.”

A grife Ralph Lauren, que forneceu os trajes usados pela delegação americana nas cerimônias de abertura e encerramento, prometeu manter o apoio aos times. “A Ralph Lauren continua, orgulhosamente, a patrocinar os times Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos e os valores que esses atletas representam”, diz nota da empresa.

“O acordo de apoio da Ralph Lauren com Ryan Lochte era específico para os Jogos RIo 2016 e a companhia não vai renovar seu contrato.” Já a nota da Syneron­Candela foi mais dura. “Comprometemos nossos funcionários a padrões elevados e esperamos o mesmo de nossos parceiros de negócio. Desejamos a Ryan o melhor em seus empreendimentos futuros e agradecemos pelo tempo que ele passou apoiando nossa marca.”

O caso A polêmica envolvendo quatro nadadores dos EUA começou quando Lochte afirmou ter sido assaltado quando voltava à Vila Olímpica depois de sair de uma casa temática da França na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ele estava acompanhado por outros três nadadores: Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen. Três dias depois, a Justiça do Rio entendeu que havia divergências nos relatos dos atletas e determinou a apreensão dos passaportes dos nadadores norte­americanos Ryan Lochte e Jimmy Feigen. Com a medida, eles estariam impedidos de sair do Brasil. Lochte, porém, já havia deixado o país 24h antes do impedimento da Justiça.

A Polícia Federal, então, impediu o embarque de dois nadadores americanos, Gunnar Bentz e Jack Conger, em um voo com destino aos Estados Unidos. Eles foram impedidos de deixar o Brasil até prestarem esclarecimentos à Polícia Civil sobre o suposto assalto.

Os policiais concluíram que os atletas se envolveram em uma briga quando retornavam à Vila Olímpica e que não houve um assalto. O comitê olímpico dos EUA e Ryan Lochte pediram desculpas ao Brasil. Além de possíveis perdas com patrocinadores, Lochte pode sofrer punições também no âmbito esportivo.

O diretor-geral do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Scott Blackmun, prometeu que os quatro atletas americanos da equipe de natação devem receber sanções em breve.

Fontes: Valor/Folhapress e Associated Press, 22/08/2016, 13:28. Foto: Folhapress

Inteligência Competitiva Máquinas e Equipamentos: Abimaq leva propostas a Brasília para reverter a estagnação do setor

Marchesan: “Estamos propondo uma travessia até segundo semestre de 2017”. Foto: Divulgação

O cenário mais otimista para o setor de máquinas e equipamentos para este ano ainda representa uma queda de 7 ,5% no faturamento das empresas. Nos doze meses até junho, os fabricantes de bens de capital mecânicos acumulam uma receita líquida de vendas de R$ 7 2,7 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Um cenário otimista considera que, até dezembro, as empresas consigam atingir a cifra de R$ 80 bilhões. As estimativas são do novo presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, e do presidente executivo da entidade, José Velloso, em entrevista ao Valor.

A projeção considera a resolução do impasse político no país com o processo de impeachment e a implementação de medidas pelo governo para retomada dos investimentos no país. Mesmo assim, o setor deve enfrentar o quarto ano consecutivo de queda no faturamento.

Em 2012, a indústria atingiu o patamar de R$ 120 bilhões. A entidade vem travando conversas com o governo para apresentar as demandas do setor. No início da semana, Marchesan tinha reuniões agendadas com o diretor de política econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana de Carvalho, e com o secretário-­executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Refinetti Guardia.

Também foi solicitado um encontro com o presidente interino, Michel Temer, mas ainda não houve confirmação. Antes, o novo presidente do conselho diretor da Abimaq, que ficará no cargo até 2018, já tinha se reunido com vários ministros ­ desde Henrique Meirelles, da Fazenda a José Serra, das Relações Exteriores, passando Blairo Maggi (Agricultura), Moreira Franco (Secretaria Especial) e Maria Silvia Marques (presidente do BNDES). A associação cobra do governo uma taxa de juros que deixe o investimento produtivo mais atrativo.

“O maior concorrente da indústria hoje é Banco Central”, reclama Velloso, que diz que a indústria tem de disputar recursos com investimentos financeiros. Outro problema apontado pela entidade seria a falta de uma política industrial robusta com um câmbio mais competitivo que permita a atuação de fabricantes nacionais no mercado externo. Um patamar de dólar adequado, diz Marchesan, seria em torno R$ 3,80, lembrando que só é possível trabalhar em cima de exportações se também houver previsibilidade.

A Abimaq ainda defende que o governo exija contrapartida dos vencedores de licitações na forma de compras de fornecedores brasileiros. Uma espécie de conteúdo local. A associação não trabalha, porém, com a perspectiva de que um mecanismo do tipo seja incluído já nos projetos que virão ao mercado no curto prazo, como as licitações dos aeroportos. O setor, diz o presidente executivo, ainda enfrenta um problema no que diz respeito à capacidade das fabricantes de máquinas de manterem em dia os pagamentos dos impostos.

A associação espera conseguir a aprovação de uma regra nos programas de refinanciamento de débitos fiscais que preveja a suspensão do pagamentos dos Refis passados caso o país entre em crise. O que a entidade está propondo para o governo, segundo Marchesan, são formas de ajudar a indústria em uma “travessia”da crise, que reduziu a demanda por máquinas. “Estamos propondo uma travessia até o segundo semestre de 2017 “, diz o dirigente.

A carteira de pedidos do setor, atualmente, é de apenas 2,6 meses. A Abimaq trabalha com a expectativa de que a economia brasileira consiga sair do negativo em meados do próximo ano. A mensagem da entidade a representantes do governo indica a necessidade de uma política que gere competitividade para indústria de base do país.

Isso passa por questões tributária, juro, financiamento, câmbio e inserção nos programas de investimentos, como as concessões de infraestrutura. Há mais de um ano a associação tentava obter a aprovação de um programa de modernização do parque industrial brasileiro.

Com o agravamento da crise, Velloso admite que a prioridade do governo interino é a realização do ajuste fiscal e que o programa não está hoje no centro das discussões.

Fontes: Victória Mantoan e Ivo Ribeiro, Valor, 22/08/2016,­ 05:00

Inteligência Competitiva Empresas: Aquisição da Syngenta pela ChemChina é aprovada por órgão americano

SÃO PAULO ­ A aquisição da Syngenta pela ChemChina foi aceita pelo Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (Cfius, na sigla em inglês).

A negociação, anunciada em fevereiro, é no valor de US$ 43 bilhões em dinheiro. O comitê tem poder de revisar ou barrar negócios que considera incompatíveis com a segurança nacional dos EUA. É uma sinalização importante, mas a proposta da aquisição chinesa ainda deve ser chancelada pelas autoridades antitrustre americana e europeia.

“Ambas as empresas estão trabalhando de perto com agências reguladoras em discussões construtivas”, declararam, em nota, à imprensa. A decisão do Cfius fez as ações da Syngenta registrarem alta de 12% nesta manhã.

Fonte: Valor, 22/08/2016,­ 09:25

Inteligência Competitiva: consumo de maquiagem cresce entre as brasileiras

Mesmo em meio a um cenário econômico desafiador, em que a população está com o bolso mais apertado, a categoria de maquiagem ganhou mais de 2 milhões de consumidoras no último ano. Qual o perfil dessas consumidoras e o que pode ter causado essa grande movimentação? Analisamos algumas tendências desse mercado.

QUEM SÃO ELAS? Entre as 2 milhões de novas consumidoras de maquiagem, mais da metade (61%) está na faixa etária de 19 a 25 anos e fazem parte da chamada geração Millenials, formada por mulheres altamente conectadas e que, muitas vezes, fazem mais compras por impulso, inclusive no meio on-line, em comparação com a média da população. Este específico público feminino, que se torna vaidoso cada vez mais cedo, caracterizará as tendências de mercado, uma vez que é composto por mulheres do futuro, e influenciará as próximas gerações.

Outro ponto interessante que também impacta essa movimentação é a maior entrada de mulheres no mercado trabalho, que cresce a cada ano e possibilita que o público feminino tenha controle sobre o seu próprio consumo.

PROMOÇÃO EM ALTA: uma das alavancas de execução que impulsinou as vendas de maquiagem foi a promoção. Ela ganhou relevância para a categoria, especialmente entre as consumidoras economicamente afetadas*. Para manter seu hábito de consumo, essas mulheres ajustam suas contas e buscam por oportunidade de melhor custo benefício. Embora haja mais consumidoras, a categoria de maquiagem cresceu 4% em faturamento  no ano de 2015, abaixo da inflação, em que as marcas mais em conta ganharam espaço.

* Que afirmam ter dívidas e que não conseguirão quitá-las nos próximos meses.

PRESENTE BOM E BARATO: Entre as novas consumidoras de maquiagem, 35% delas afirmam terem sido presenteadas com algum item desse segmento. No mercado de beleza, a maquiagem aparece como uma opção barata de mimo em comparação com outras categorias como, por exemplo, fragrâncias e cuidados para a pele. Em momentos de crise, ouve-se muito falar da opção “mais em conta” como forma de presentear ou de suprir a necessidade de indulgência (busca por produtos com maior valor agregado), e os itens de maquiagem podem ser beneficiados nesse cenário.

Fonte:The Nielsen Company

Inteligência Competitiva: ESTRATÉGIAS DE CRESCIMENTO DO VAREJO

Fonte: The Nielsen Company

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 9.019 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: