Inteligência Competitiva Brasil: Nível de confiança do consumidor brasileiro continua em queda

A Nielsen divulgou seu estudo Confiança do Consumidor, referente ao quarto trimestre de 2015, que mede ase perspectivas de empregos locais, finanças pessoais e intenções imediatas de gastos.

No Brasil, a confiança dos brasileiros teve uma baixa de três pontos, quando comparada com o terceiro trimestre, caindo para 76. Essa foi a pontuação mais baixa de 2015, pois no começo do ano o número era de 88. Neste caso, 93% dos brasileiros disseram que estão vivendo em um período de recessão, enquanto o mesmo índice no segundo trimestre era de 85%. Sobre as perspectivas de emprego, 41% consideram não tão boas, 40% ruins, 13% boas e 4% excelentes.

De acordo com o estudo, na América Latina o índice de confiança do consumidor se manteve durante 2015 em uma média de 83 pontos, 14 pontos abaixo do índice global de 2015. Os países com melhor índice são o Peru e a Colômbia.

Sobre as principais preocupações ao redor do mundo, na América Latina a Economia aparece com 44%, seguida pela Estabilidade no Trabalho (24%), Crime (21%), Aumento nas contas de serviços públicos (17%) e Saúde (16%).

Os latinos também foram avaliados na forma como gastam o dinheiro excedente. Em relação à economias,  45% investe na poupança; 35% pagar dívida e cartões de crédito; 10% investimentos; e 6% aposentadoria. Sobre os gastos, 25% investem em roupas novas; 24% férias; 30% entretenimento fora de casa; 17% novas tecnologias; e 19% melhorias no lar.

Para economizar, as estratégias de 53% estão em diminuir gasto com entretenimento, 50% em gastar menos com roupa nova e 50% diminuir gastos com comidas prontas.

Fonte: PROPMARK, publicado em 05 de fevereiro, 2016 – 09:50. Foto: Adobe Stock

Inteligência Competitiva: Startups são mais procuradas para prestar ajuda com marketing

As marcas recorrem às startups, geralmente, para ter ajuda em áreas como mídias sociais, marketing de conteúdo e publicidade móvel, afirma um estudo da Association of National Advertisers (ANA), nos Estados Unidos. A ANA e a Consumer Technology Association entrevistaram 171 anunciantes e consultaram, com profundidade, 12 executivos.

Em um terço das marcas que trabalharam com startups, 53% contrataram serviços na área de mídia social e 49% com gestão e desenvolvimento de conteúdo. Pesquisa e analytics registraram 45%, publicidade móvel 43% e marketing de automação, 39%.

Os principais objetivos por trás das compras desses serviços estão na solução para revolver problemas de negócios, em vez de adquirir essas tecnologias. E as principais vantagens da parceria para as marcas incluem a capacidade de alavancar os negócios com boas ferramentas, estar à frente das tendências emergentes, impulsionar a inovação e garantir vantagens competitivas com um custo razoável.

O fato de que as startups são ágeis, apaixonadas e centradas no cliente estão entre as características mais atraentes para os anunciantes. Um dos principais obstáculos para o trabalho das startups, o estudo afirma, é um fracasso em articular sua oferta de produtos de maneira significativa e relevante. Além disso, obstáculos incorporados aos riscos de segurança, especialmente se dados importantes e secretos estiverem envolvidos, e possíveis problemas legais e de conformidade, estão entre as advertências.

Alguns anunciantes também expressaram a preocupação de que seus parceiros inexperientes podem não ser capazes de cumprir as suas promessas – ou podem até mesmo sair dos negócios antes que os projetos sejam concluídos.

Fonte: PROPMARK, publicado em 09 de fevereiro, 2016 – 08:00. Os dados são provenientes da ANA, com conteúdo adicional do Warc

Inteligência Competitiva Comunicação: Cresce o uso da mídia digital

A mídia digital continua crescendo em ritmo constante nos Estados Unidos e o tempo gasto por semana com esse meio já equivale a quase um dia inteiro, mostra o novo relatório ‘Global Consumer Media Usage & Exposure Forecast 2015-19’, produzido pela PQ Media.

A mídia digital continua crescendo em ritmo constante nos Estados Unidos e o tempo gasto por semana com esse meio já equivale a quase um dia inteiro, mostra o novo relatório ‘Global Consumer Media Usage & Exposure Forecast 2015-19’, produzido pela PQ Media.

O estudo indica que o uso da mídia digital no mercado americano cresceu 7,1% no ano passado para 18 horas por semana, respondendo por 27,7% do consumo total de mídia.

A projeção para o período entre 2014 e 2019 é de um aumento de 7,3%, sendo que a expectativa é que ao final desse prazo as pessoas usem a mídia digital por até 23,9 horas na semana, mais do que o dobro do tempo gasto em 2009.

Por outro lado, o uso das chamadas mídias tradicionais caiu 2,4% em 2015, para 46,8 horas por semana. Entre 2014 e 2019, a PQ Media espera que haja um declínio de 2,1%, o equivalente a uma queda de mais de dez horas por semana.

A TV, por sua vez, continua sendo a mídia principal nos Estados Unidos, sendo que a média de consumo é de 32,4 horas por semana ou 50,2% de todo consumo de mídia. Em 2017, porém, a estimativa é que a penetração da TV fique abaixo dos 50%, em função dos jovens assistirem menos TV e do aumento do conteúdo em outras mídias.

“Cada vez mais, o online está sendo impulsionado pelas extensões de marca digitais da mídia tradicional, elevando o uso geral de mídia para dispositivos digitais, como internet e streaming de vídeo móvel de programas de TV e filmes; estações de rádio online; e aplicativos de jornais e revistas”, disse Patrick Quinn , presidente e COO da PQ Media .

 Fonte: PROPMARK, publicado em 08 de fevereiro, 2016 – 08:00, com informações do Warc 

Inteligência Competitiva Empresas: HP volta com série de tutoriais sobre produtos

A série de tutoriais da HP protagonizada pelo garoto Lino e sua avó Alzira está de volta à internet e chega ao quinto episódio. Criada pela AlmapBBDO, #hpexplica traz vídeos de aproximadamente três minutos que mostram como funcionam os produtos da marca. Desta vez, a HP informa o público de forma simples e criativa, demonstrando como é fácil utilizar as suas impressoras.

No quinto filme da série, Lino vai visitar o seu pai no trabalho e apresenta a nova linha de impressoras Ink Advantage Ultra, que possuem cartuchos de Ultra rendimento, cada um capaz de imprimir até 1.500 folhas em preto e branco, segundo a HP. A série #hpexplica está no ar desde setembro do ano passado.

Fonte: PROPMARK, publicado em 05 de fevereiro, 2016 – 11:42

Google oferece 2 GB no Drive para quem fizer ‘check-up’ de segurança

AP Photo/Paul Sakuma

SÃO PAULO  –  Quem usa o Drive, o serviço de armazenamento do Google, pode conseguir 2 Gbytes adicionais, gratuitamente, nesta terça-feira (9). Para isso, é preciso passar por um “check-up” de segurança, recurso que permite aos usuários verificar se as opções de conta estão bem configuradas.

No painel de controle, é possível ver se o telefone do usuário está atualizado e se há um e-mail alternativo. Ambos são importantes para verificar a identidade do usuário e recuperar a senha caso necessário. O restante da verificação diz respeito aos serviços e dispositivos conectados à conta.

A interface é simples, embora os menos acostumados possam ter dúvidas sobre o que significam o histórico de acesso, que mostra quais dispositivos foram usados para acessar a conta, e o painel de aplicativos autorizados, que permite ver quais serviços de terceiros podem acessar os dados do Google — como o Deezer, por exemplo.

Superado esse entrave, de escolher o que autorizar ou não, a configuração não toma mais do que alguns minutos.

A oferta de mais espaço é maneira tradicional de o Google comemorar o Dia da Internet Segura. Além dos bytes adicionais, a empresa californiana também lançou um recurso que avisa aos usuários do Gmail, o serviço de e-mail do Google, se mensagens foram ou não enviadas através de uma conexão segura, criptografada.

Fonte: Folhapress/Valor, 09/02/2016 às 17h14. Foto: Paul Sakuma/AP Photo

Inteligência Competitiva Empresas: Coca-Cola fecha trimestre com lucro acima de US$ 1 bi e receita menor

David Paul Morris/Bloomberg

SÃO PAULO  –  A Coca-Cola Company reportou um lucro líquido de US$ 1,237 bilhão no quarto trimestre de 2015, valor que representa uma alta de 61% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação foi de US$ 0,28, com alta de 62% na mesma base comparativa. A empresa associou o resultado aos esforços de reposicionamento de preços e de mudanças para reforçar a distribuição na América do Norte e na China.

Nos três últimos meses de 2015, a receita líquida da companhia registrou queda de 8%, totalizando US$ 10 bilhões. A Coca-Cola informou que, no período, a valorização do dólar frente a outras moedas teve um impacto negativo nos resultados de 7 pontos percentuais. Excluindo o efeito do câmbio, a receita de vendas apresentou queda de 1%.

A Coca-Cola Company apontou também que a queda está relacionada, em parte, ao impacto de 6 dias a menos no calendário do quarto trimestre de 2015 em comparação ao de 2014.

Em volume, as vendas globais de bebidas prontas cresceram 3% no quarto trimestre. O avanço foi impulsionado por uma alta de 1% nas vendas de Coca-Cola, aumento de 3% nas vendas de Sprite e de 7% nas vendas de Coca-Cola Zero. Já as vendas de Diet Coke e Coca Light caíram 5% no período e as de concentrados, 3%.

Em relatório, a companhia informou que o desempenho do trimestre foi uma prova dos esforços da empresa para ampliar as vendas, tendo como foco central a marca Coca-Cola.

As despesas com vendas, gerais e administrativas diminuíram 9% no quarto trimestre, para US$ 3,937 bilhões. O lucro operacional cresceu 5%, para US$ 1,518 bilhão. O lucro antes de impostos aumentou 43%, para US$ 1,538 bilhão.

Para 2016, a Coca-Cola Company projeta crescimento na receita orgânica entre 4% e 5% em relação ao ano passado. A empresa também espera um aumento de 6% a 8% no lucro antes de impostos, excluindo o efeito do câmbio. Para o lucro por ação, a previsão é de um crescimento de 4% a 6%.

No acumulado de 2015, a Coca-Cola teve queda de 4% na receita, para US$ 44,294 bilhões. O lucro por ação cresceu 5%, para US$ 1,67. O lucro líquido aumentou 3%, para US$ 7,366 bilhões. O lucro antes de impostos avançou 3%, para US$ 9,605 bilhões.

A empresa informou ainda que fará em 2016 uma recompra de ações, no montante de US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões.

Brasil e América Latina

As vendas de refrigerantes no Brasil tiveram queda de 5% no último trimestre de 2015, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O desempenho no país, um dos principais mercados da empresa na América Latina (AL), pressionou os resultados da Coca-Cola na região.

A receita na América Latina caiu 18% entre outubro e dezembro de 2015, para US$ 1,023 bilhão, enquanto a receita consolidada global cedeu 8%. No acumulado de 2015, o recuo de vendas na América Latina foi de 13%, para US$ 4,074 bilhões, ante baixa de 4% na receita global.

Excluindo o efeito do câmbio, a receita de vendas na América Latina avançou 7% no trimestre e 11% em 2015. O aumento, segundo a companhia, também foi resultado de melhorias na produtividade e pelo calendário de despesas.

O lucro antes de impostos na América Latina foi de US$ 515 milhões no trimestre final de 2015, com crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2014. No ano, o lucro antes de impostos somou US$ 2,164 bilhões, com queda de 7% em relação a 2014.

Ainda no quarto trimestre, as vendas na América Latina tiveram crescimento de 2%. Esses dados incluem comercialização de refrigerantes, sucos e isotônicos, mas excluem as vendas de água. As vendas de refrigerantes aumentaram 1% e as vendas das demais bebidas (excluindo água) tiveram incremento de 5%. No ano, as vendas totais cresceram 1% na região.

A Coca-Cola Company informou que a desvalorização das moedas latino-americanas em relação ao dólar geraram um impacto negativo de 25% na receita de vendas no quarto trimestre e de 23% no ano. Mesmo com reajuste nos preços de 10%, na média, o aumento não foi suficiente para compensar as perdas com a variação cambial.

As vendas de concentrados para engarrafadoras recuaram 3% na região no quarto trimestre. No ano, houve avanço de 1%.

Os resultados da Coca-Cola Femsa, responsável pelos negócios da Coca-Cola na América Latina — incluindo o Brasil — , serão divulgados no dia 22.

Fonte: Cibelle Bouças | Valor, 09/02/2016 às 11h43. Foto: David Paul Morris/Bloomberg

Inteligência Competitiva Empresas: Gol suspende operação na Venezuela após não ter repatriação de recurso

https://jornaloexpresso.files.wordpress.com/2016/02/

SÃO PAULO  –  A Gol informou em comunicado que suspendeu temporariamente a operação em Caracas, na Venezuela, e que vai reacomodar passageiros afetados em voos de outras companhias aéreas. A medida incluiu um voo que sairia nesta manhã de Guarulhos para Caracas.

A empresa negocia há meses, sem sucesso, com o governo da Venezuela para repatriar recursos bloqueados no país vizinho da ordem de R$ 351 milhões.

As empresas aéreas são obrigadas a vender passagens em bolívar, moeda da Venezuela. O dinheiro arrecadado é usado para pagar gastos locais. O excedente deve ser convertido em dólar para ser repatriado.

Em 2012, as empresas repatriavam a uma taxa preferencial de 4,30 bolívares por US$ 1. Em 2013, a taxa de conversão aumentou para 6,30 bolívares por dólar, desvalorizando seus ativos. No ano passado, a taxa de conversão foi elevada novamente, desta vez para 12 bolívares por dólar.

Em comunicado, a Gol destacou que a suspensão será temporária e vai durar “até que a questão da remessa dos recursos da companhia no país seja resolvida”.

De acordo com a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), as empresas de aviação em todo o mundo têm US$ 3,9 bilhões retidos na Venezuela. Outras companhias aéreas, como Alitalia e Air Canada, também suspenderam voos para a Venezuela, sob o mesmo argumento.

Fonte: Cibelle Bouças | Valor, 09/02/2016 às 13h21

Inteligência Competitiva: “Big data”: o mar de dados que transforma a gestão de empresas

big data

Há uma tonelada de informações por aí. E as empresas estão tentando descobrir como tirar proveito delas.

Os especialistas chamam esse grande volume de dados integrados e transmitidos em alta velocidade de “big data” (algo como grandes dados). A definição pode não ser adequada, mas geralmente se resume a isso: as empresas têm acesso hoje a muito mais informações do que costumavam ter antes, elas vêm de muito mais fontes do que antes e podem ser obtidas praticamente ao mesmo tempo em que são geradas.

O “big data” é geralmente associado a firmas que já lidam com informações, como Google, Facebook FB -4.15 % e Amazon. Mas empresas de vários setores estão dando a ele uma função destacada em cada vez mais áreas das suas operações. Elas estão obtendo enormes quantidades de dados e frequentemente misturando medidas tradicionais, como vendas, com coisas como comentários em sites de mídias sociais e informações sobre localização fornecida por dispositivos móveis. E elas estão analisando esses dados para descobrir como melhorar seus produtos, cortar custos e fidelizar consumidores.

Transportadoras estão usando sensores nos caminhões para encontrar formas de acelerar as entregas. Fabricantes vasculham milhares de comentários em fóruns na internet para descobrir, por exemplo, se os consumidores gostam de uma nova característica do seu produto.

Seguem várias formas com que as empresas estão usando o poder dos dados para transformar seus negócios.

Recursos humanos

Os benefícios oferecidos aos empregados — especialmente planos de saúde — podem ser uma grande despesa. Algumas empresas estão usando o “big data” para melhor gerenciá-los.

A Caesars Entertainment Corp. CZR -3.60 % , por exemplo, analisa os pedidos referentes ao seguro-saúde dos seus 65.000 funcionários e dos seus familiares que têm direito ao benefício. Os gerentes podem rastrear milhares de variáveis sobre como os empregados usam os serviços médicos, como o número de visitas aos prontos-socorros ou se eles optam por medicamentos genéricos ou de marca.

Os dados de 2010, por exemplo, mostraram que, no caso da sua subsidiária de hotéis e cassinos Harrah’s, na Filadélfia, apenas 11% das emergências estavam sendo tratadas em centros de atendimento de custo menor, comparado com 34% em todo o grupo Caesars. A equipe da Harrah’s lançou uma campanha para lembrar os funcionários sobre os altos custos das visitas aos prontos-socorros e providenciou uma lista de alternativas de onde ir em caso de atendimento médico de urgência. Após dois anos, 17% dos casos de urgência estavam sendo tratados nos centros de custo mais baixo e o número de pessoas fazendo várias visitas aos prontos-socorros caiu de 40% para 30%. Desde 2009, a economia gerada com o monitoramento dos dados já gerou uma economia de US$ 4,5 milhões.

O “big data” também está mudando o panorama das contratações. É o caso da Catalyst IT Services, empresa de terceirização de tecnologia do Estado americano de Maryland, que monta equipes para tarefas de programação. Este ano, a empresa vai avaliar mais de 10.000 candidatos. O processo tradicional de recrutamento não só é muito lento e complicado, afirma a empresa, como também as escolhas subjetivas dos recrutadores muitas vezes resultam em equívocos.

Assim, a Catalyst pede aos candidatos para preencher uma avaliação on-line. A Catalyst utiliza então o formulário para coletar milhares de informações sobre cada candidato; na verdade, ela coleta mais dados sobre como eles respondem do que sobre o conteúdo das respostas.

Por exemplo, a avaliação pode pedir ao candidato para resolver um problema que exige cálculo, habilidade que não faz parte dos requisitos da função. Como o candidato reage? Esforça-se para encontrar a solução; responde depressa e volta ao problema mais tarde; ou salta a questão por completo? Isso fornece muitos dados sobre como a pessoa lida com os desafios.

 Criação de produtos

O “big data” pode ajudar a captar as preferências dos clientes e usar essas informações para projetar novos produtos. Nessa área, as empresas on-line estão na liderança.

A Zynga Inc., ZNGA -8.55 % a fabricante de jogos da Califórnia que criou o FarmVille, coleta diariamente 25 terabytes de informações dos seus jogos — o suficiente para encher 1.000 discos Blu-ray. A firma usa esses dados no atendimento ao cliente, controle de qualidade e criação de novos recursos para as próximas gerações de jogos.

Por exemplo, na versão original do FarmVille, os animais eram incluídos sobretudo como decoração. Mas os analistas da Zynga descobriram que os jogadores estavam interagindo com os animais muito mais do que o esperado. Eles os mudavam de lugar na fazenda e usavam a moeda do jogo para comprá-los. Assim, no FarmVille 2, os animais assumiram papéis muito mais centrais. Se você quiser fazer um bolo e vendê-lo, por exemplo, pode precisar de uma vaca para o leite e uma galinha para os ovos.

Na vida real, fabricantes também utilizam o “big data” para avaliar o interesse de clientes.

Quando a Ford Motor Co. F 1.35 % estava projetando o primeiro modelo subcompacto na sua nova plataforma mundial unificada, teve que decidir quais detalhes do modelo comuns em uma região ela tornaria disponíveis em todas as outras.

Um detalhe considerado foi a seta que pisca três vezes, que já já está incorporada nos veículos Ford na Europa há vários anos. Ao contrário das setas dos veículos nos EUA, essa seta pisca três vezes ao toque do motorista e em seguida desliga.

A Ford vasculhou os sites de fãs de carros e fóruns de proprietários para ver o que diziam os comentários sobre as setas. Usando algoritmos para “garimpar” os textos, os pesquisadores recolheram mais de 10.000 menções e resumiram os comentários mais relevantes. Como resultado, a seta que pisca três vezes foi introduzida no novo Fiesta em 2010 e agora está disponível na maioria dos veículos Ford.

Operações

Há anos as empresas já usam a tecnologia digital para tornar suas operações mais eficientes. Com a ascensão do “big data”, elas podem captar muito mais informações de uma profusão de novas fontes em tempo real.

A United Parcel Service Inc. UPS 2.01 % há muito usa a análise de dados para melhorar suas operações. Em 2009, ela começou a instalar sensores nos seus veículos de entrega que podem, entre outras coisas, captar a velocidade e a localização do caminhão, o número de vezes em que ele deu marcha a ré e se o cinto de segurança do motorista está afivelado. Ao combinar as informações vindas dos GPS com dados de sensores de eficiência de combustível, instalados em mais de 46.000 veículos, a UPS, em 2011, reduziu o consumo de combustível em cerca de 32 milhões de litros e eliminou 137 milhões de quilômetros das suas rotas.

 Marketing

Os publicitários são outros que há muito usam os dados para compreender seus clientes e direcionar suas mensagens de vendas. Agora, a superabundância de dados significa que o marketing pode enviar mensagens muito mais personalizadas.

Tal como muitas redes hoteleiras, a britânica InterContinental Hotels Group PLC há anos vem reunindo detalhes sobre os 71 milhões de membros do seu programa de fidelidade Priority Club, tais como nível de renda e se a pessoa prefere acomodações para a família ou estilo executivo.

Vários anos atrás, a empresa consolidou todas as suas informações de marketing sobre os clientes em um único banco de dados, capaz de captar informações de redes sociais e processá-las velozmente.

Usando esse sistema, a rede hoteleira lançou em janeiro uma nova campanha de marketing. Enquanto campanhas anteriores tinham, em média, de sete a 15 mensagens de marketing personalizadas, a nova campanha tem 1.552 mensagens diferentes, segundo Atique Shah, diretor de marketing global para campanhas de hóspedes da IHG.

As mensagens são lançadas em etapas para um núcleo inicial de 12 grupos de clientes, cada um dos quais é definido por 4.000 atributos. Um grupo, por exemplo, costuma se hospedar nos fins de semana e se registra através de parceiros de marketing da IHG, segundo Shah. Assim, esses clientes recebem uma mensagem de marketing informando sobre eventos locais no fim de semana.

A campanha gerou 35% mais conversões de clientes, ou seja, aceitações das ofertas, do que uma campanha semelhante feita em meados do ano passado, diz Steve Sickel, outro executivo de marketing da IHG.

Fontes: Steven Rosenbush e Michael Totty, The Wall Street Journal/Valor, Segunda-Feira, 18 de Março de 2013, 00:05, EDT

Inteligência Competitiva Empresas: Epson desenvolve impressora sem os cartuchos de tinta

epson

A linha de impressoras EcoTank vem com um reservatório de tinta suficiente para dois anos, em média. Mas custa mais. Photo: Emily Prapuolenis/The Wall Street Journal

Todo mundo se lembra de uma história quando a impressora ficou sem tinta em um momento decisivo ou, pior, sinalizou que a tinta estava acabando quando ainda tinha muita tinta no cartucho.

Quanto você pagaria por uma impressora que nunca fica sem tinta?

A Epson finalmente colocou um fim no terror dos cartuchos de tinta, pelo menos para as pessoas que queiram pagar adiantado para resolver o problema. As cinco novas impressoras da série EcoTank parecem modelos normais, mas elas possuem compartimentos que armazenam um enorme volume de tinta para anos de uso.

A tecnologia das impressoras ficou estática durante anos. A Epson e suas concorrentes Hewlett-Packard, HPQ -5.45 % Canon e Brother fazem fotos dignas de serem emolduradas e cospem páginas e páginas de texto em uma velocidade decente. É normal que elas se conectem a redes Wi-Fi e funcionem com dispositivos móveis.

A maioria das pessoas compram impressoras pelo preço: US$ 100 é o número mágico no mercado americano para todo mundo, exceto para o fã de fotografias, e os fabricantes de impressoras gostam desse cenário. Eles perdem dinheiro no hardware, mas ganham com a tinta.

Não gostamos de pagar muito pela tinta e, na prática, ao primeiro sinal de problema, muitos de nós abandonamos a impressora e compramos uma nova. E temos continuado assim por anos.

Agora, contudo, novas alternativas desestabilizaram a “economia da tinta”. Grandes varejistas como a Amazon e o Wal-Mart WMT -0.21 % vendem marcas genéricas de tinta a preços muito baixos. As fabricantes de impressoras afirmam que esta tinta pode provocar problemas de impressão e reduzir a qualidade dos impressos, mas a diferença de preço é surpreendente.

Um modelo básico da Epson, a Expression XP-420, que reúne impressora e scanner, tem preço de referência de US$ 100 nos Estados unidos e chega a ser vendida por até US$ 60. Um conjunto de cartuchos de reposição de tinta padrão, contudo, custa cerca de US$ 40. Os cartuchos da XL da Epson têm quase três vezes mais tinta e saem por US$ 80.

Mas o novo passo da Epson é astuto. Em vez de competir em preço, a fabricante está eliminando de vez a questão do cartucho. Quando você compra a impressora EcoTank — a ET-2550, por exemplo, que se parece muito com a XP-420 —, você preenche seu reservatório com quatro câmaras com a tinta dos contêineres plásticos incluída na impressora.

Com a impressão de 35 páginas em preto e branco e 60 coloridas toda semana, estima-se que o reservatório dure dois anos. Finalmente, quando você precisar de mais tinta, a Epson enviará um novo conjunto de reposição por US$ 52. O mesmo volume de tinta da Epson, em cartuchos da XL, custaria 10 vezes mais.

O velho modelo está descartado. A Epson não está tentando ganhar dinheiro com tinta desta vez porque ela está cobrando adiantado pela impressora. A ET-2550 custa US$ 400 nos EUA; seu irmão mais velho, a ET-4550, com fax, alimentador de papel e sistema ethernet custa US$ 500 nos EUA.

Eu perguntei ao diretor-superintendente da Epson America, John Lang, porque sua empresa era a única a fazer isso. Afinal, isso parece ser a estratégia óbvia. A resposta, disse ele, tem a ver com o hardware: a vantagem da Epson está em seus cabeçotes mecânicos permanentes de impressão, ao contrário dos modelos térmicos descartáveis usados por seus principais concorrentes. Como os cabeçotes da Epson estão sempre conectados à impressora, a tinta pode ser bombeada até eles de qualquer lugar — de um cartucho ou de um taque ao lado da impressora. Mais importante, por serem mecânicos, não térmicos, eles podem operar durante vários anos sem a necessidade de substituição e têm menor probabilidade de apresentar defeitos.

O principal concorrente da Epson, a Hewlett-Packard, tem uma resposta diferente para o problema de tinta: assinaturas. Com um custo de US$ 3 a US$ 10 por mês nos EUA, você pode ter remessas automáticas de cartuchos de tinta enviadas com base nas páginas que você imprime. Você paga mais se ultrapassar seu limite e pode “rolar” a tinta não utilizada em um mês para o próximo. Mas o sistema favorece impressores com um uso muito previsível. A assinatura de tinta da H-P pode fazer sentido para donos de de pequenas empresas, mas mesmo assim vale a pena analisar a alternativa da Epson. Para mim, é terrível pensar em uma assinatura de tinta. Vale a pena pagar uma soma expressiva para evitar a continuidade da relação com a fabricante de minha impressora.

Há também um aspecto sustentável: será o fim dos cartuchos plásticos usados no lixo. Você deveria devolver os cartuchos vazios quando compra cartuchos novos, mas a maioria de nós (inclusive eu) acaba jogando tudo no lixo. A ET-2550 EcoTank com reservatório para 20 vezes o tamanho de um cartucho economiza automaticamente 80 cartuchos de plástico.

Mas, para a maioria das pessoas, o que importa é o bolso. Se você seguir as regras da Epson, uma impressora Epson de US$ 100 usando tinta da Epson custaria até US$ 800 em dois anos, enquanto a EcoTank sai pela metade do preço. Mas pagar o preço cheio por cartuchos de tinta é um conceito descartado. Se você compra apenas cartuchos genéricos para sua impressora de US$ 100, seu custo total, mesmo depois de dois anos, é menor que US$ 200.

Fonte: Wilson Rothman, The Wall Street Journal/Valor, Terça-Feira, 18 de Agosto de 2015 00:04 EDT 

Inteligência Competitiva Empresas – Sinais de Mercado: Futuro da margarina na Unilever é incerto

margarina

A substituição do chefe da unidade de margarina da Unilever UL -0.61 % PLC, nesta semana, levanta dúvidas sobre o futuro da área na segunda maior empresa do setor de consumo no mundo.

A divisão de margarina não é um negócio qualquer para a Unilever. A empresa foi fundada em 1929 por meio da união da fabricante britânica de sabão Lever Brothers e a holandesa Margarine Unie, que começou a fabricar a pasta de origem vegetal em 1872. Hoje, a rival da Procter & Gamble Co. PG 1.51 % é a maior fabricante de margarina do mundo, dona de marcas como Becel, Promise e Imperial.

manteiga

Mas uma mudança global no gosto dos consumidores tem atrapalhado os esforços da Unilever para revitalizar o negócio, e há especulações crescentes sobre a possibilidade de venda da unidade de margarina.

Ao mesmo tempo, o diretor-presidente, Paul Polman, vem diminuindo o foco da empresa em sua área de alimentos, que tem apresentado um baixo crescimento. Em vez disso, ele está se concentrando nos produtos de cuidados pessoais e para o lar, um segmento que cresce mais rapidamente, oferece margens maiores e inclui itens como pastas de dente que custam em torno de US$ 15 nos Estados Unidos e hidratantes infusos em óleos minerais.

Há apenas pouco mais de um ano, a Unilever informou que estava desmembrando seu negócio de margarina na Europa e nos EUA numa unidade própria de “panificação, culinária e cremes vegetais” que, assim, poderia administrar seus custos e tomar decisões de forma independente do resto da companhia. No comando da unidade, Polman colocou Sean Gogarty, que já havia sido seu subordinado direto no passado, enquanto estava na área de marketing de produtos de limpeza para casa. Polman comparou o desmembramento do negócio de margarinas a colocar uma criança doente em um quarto separado dos irmãos e enchê-la de cuidados extras.

Mas, na terça-feira, ao divulgar o resultado do ano passado, a Unilever afirmou que “não foi capaz de conter a contração contínua do mercado [de margarinas] em países desenvolvidos”. A companhia nomeou Nicolas Liabeuf, ex-diretor de operações de marketing, como substituto de Gogarty.

floraA Unilever é a maior fabricante de margarinas do mundo, mas há especulações crescentes de que a empresa pode vender o negócio. Photo: Bloomberg News

Uma pessoa a par da saída de Gogarty disse que ela foi motivada por visões incompatíveis sobre como o negócio de cremes vegetais deve ser gerido. A Unilever não quis comentar.

Na terça-feira, o analista Jeff Stent, da Exane BNP Paribas, disse que a saída de Gogarty da Unilever levou a um “inevitável aumento da especulação sobre uma saída geral” da Unilever do negócio de cremes vegetais.

A Unilever está trabalhando para ampliar as margens dos seus produtos de cuidados com a casa, fortalecer seu braço de cuidados pessoais e reduzir os custos de toda a empresa, iniciativas que, segundo analistas, reduzem sua dependência da unidade de margarina.

A unidade, que responde por 4% das vendas da Unilever, continua altamente rentável e há muito é uma grande geradora de caixa para a empresa, apesar de vir afetando há anos o crescimento das vendas de alimentos.

Uma grande parte do problema da unidade de margarina é o ressurgimento do consumo de manteiga, após o produto ter passado décadas sendo culpado de obstruir artérias e deixar as pessoas mais gordas. Os consumidores passaram a ver a manteiga como um produto mais natural e saudável do que a margarina.

No ano passado, as vendas unitárias de manteiga e misturas de manteiga cresceram 4,2% nos EUA, enquanto as vendas de margarina caíram 8,9%, segundo dados da firma de pesquisa IRI.

No Brasil, as vendas no varejo tanto de margarina quanto de manteiga estão em queda, mas as de margarina estão recuando mais rápido, afirma a Euromonitor. No ano passado, foram vendidas 77,7 mil toneladas de manteiga no Brasil, 0,6% a menos que em 2014. Já o volume de margarina recuou 2,1% no ano passado em relação a 2014, para 38 mil toneladas

Em outubro, o McDonald’s Corp. MCD 0.46 % disse que estava substituindo a margarina por manteiga no seu lanche Egg McMuffins, nos EUA, para ajudar a impulsionar o crescimento das vendas do sanduíche para um percentual de dois dígitos. “Os consumidores gostaram da mudança”, disse o diretor-presidente do McDonald’s, Stephen Easterbrook, no segundo semestre do ano passado.

Enquanto a isso, os preços da manteiga na Europa em 2015 ficaram abaixo dos da margarina pela primeira vez, segundo Polman, depois que a Rússia baniu as importações de lácteos da Europa.

Se a Unilever decidir vender sua divisão de margarina — cujo valor o banco Société Générale SCGLY -6.42 % estima em 7 bilhões de euros (US$ 7,62 bilhões) —, não está claro quem pode querer comprá-la.

“Quem comprar, se é que alguém vai comprar, terá que lidar com a mesma dinâmica: um consumo de pão decrescente e a dinâmica com a Rússia”, disse Polman.

Uma opção seria a Unilever formar uma joint-venture na qual tivesse uma fatia de 49%, o que lhe permitiria “compartilhar sinergias, mas desmembrar o negócio, sem abandonar seu legado”, diz Warren Ackerman , analista do Société Générale. A participação de 27% da Unilever no mercado de margarina a torna seis vezes maior que sua rival mais próxima, a Bunge Ltd. BG -1.48 % , então uma joint-venture parece ser mais provável do que uma venda imediata, diz Ackerman.

Polman disse que uma decisão final sobre o negócio de cremes vegetais requer uma análise concreta dos números. “Só porque está caindo não significa que você simplesmente vai vender; você só vende se o preço que pode obter for melhor do que se você ficasse” com o negócio, disse ele a jornalistas.

Fontes: Saabira Chaudhuri, Londres, Colaborou Silvana Mautone, The Wall Street Journal/Valor, Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2016 00:05 EDT 

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