Gisele, Ralph e o Brasil, por Alfredo Passos para o Portal Administradores

Brasileiros continuam dando certo no exterior e estrangeiros continuam acreditando no Brasil, mas parece que nós brasileiros temos dúvidas se o Brasil dará certo

Nestes primeiros meses do ano não se fala em outra coisa no Brasil que não seja economia e política. Com a economia estagnada em 2014 e PIB de 0,1%, o pior resultado desde 2009, em meio à crise global, o mais baixo desde os anos Collor.

Os investimentos tiveram queda de 4,4%, a maior queda em 15 anos, a indústria com retração de 1,2% e a desaceleração do consumo das famílias brasileiras (0,9% a menor alta desde 2003), que em média, ficaram mais pobres no ano passado.

Ainda, o avanço da economia não alcançou o crescimento populacional, o que levou o PIB por habitante a recuar 0,7%, para R$ 27.229.

A oposição culpa a situação pela estagnação e assim caminhamos de protestos em protestos pelas cidades brasileiras de mês em mês.

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Inteligência Competitiva – Early Warning: 10 carreiras do futuro

Profissões em evidência nos próximos anos misturam campos de atuação diferentes, como o design e a econofísica, por exemplo

As carreiras de destaque nos próximos dez anos misturam campos de atuação que não se conversavam num passado recente, segundo especialistas ouvidos pelo Estado. Os experts apontaram áreas que estão em expansão, têm déficit de profissionais ou ficarão em evidência até 2015. Entre elas, há profissões já existentes, como o design, e outras novas, por exemplo, a econofísica.

Nas carreiras em crescimento, destacam-se as tecnológicas. A demanda será por profissionais para criar produtos e jogos, caso do graduado em Sistemas de Informação, ou para gerir e analisar uma grande quantidade de dados, como o gestor de big data. Até o setor de varejo usará esses profissionais para saber como os clientes se comportam, de acordo com o coordenador do MBA Analytics em Big Data da Faculdade Instituto de Administração (FIA), Adolpho Walter Pimazoni Canton. “É uma pessoa que dá respostas ágeis e está envolvida neste novo momento da tecnologia”, afirma. A área já paga altos salários e há poucas pessoas formadas para atuar nela.

ESPECIALIZADOS

As profissões do futuro se ancoram ainda no envelhecimento da população, na maior preocupação com resíduos sólidos, na continuidade do crescimento da indústria naval e no agronegócio. São áreas que vão exigir profissionais cada vez mais capacitados e com conhecimentos específicos.

Independentemente da carreira, a gerente de negócios da Robert Half (empresa de recrutamento mundial), Cláudia Troca, acredita que os profissionais precisarão ter características como comunicação clara, olhar estratégico, preocupação com o negócio, visão integral da empresa, bom relacionamento interpessoal, sede de aprendizado e proatividade. “A visão de dono, quando o funcionário sente que a empresa é sua também, é outro diferencial”, diz. A segunda e a terceira língua serão cada vez mais premissas. “É interessante se especializar sem esquecer de prestar atenção no todo.”

DESIGN COM FOCO EM INOVAÇÃO

Este profissional poderá intervir em todos os produtos e ideias novas das empresas. “Steve Jobs (empresário fundador da Apple) foi um designer, por exemplo. É a pessoa responsável por dar funcionalidades que os produtos não tinham, como o celular que se torna elemento lúdico, tem poder de marca, status e beleza”, defende o pró-reitor Acadêmico da Belas Artes, Sidney Leite. Ele acredita que a economia brasileira terá de avançar a posições mais elevadas da cadeia produtiva e de valor. “Precisará sair da área de commodities e se diversificar rumo à inovação, interagir com o novo mundo da criação. O designer terá papel essencial nisso”, aposta. Dessa forma, o profissional que existe atualmente incorporará elementos da economia criativa à sua atuação. “É uma concepção que caminha em direção à inovação, à criatividade, ao empreendedorismo e à gestão. Isso garante a capacidade para agir no cyber espaço e na internet. Cursos de comunicação que interajam com esses conceitos têm grande futuro”, avalia Leite.

CIÊNCIAS ATUARIAIS

As questões relacionadas a riscos estão mais presentes na sociedade e, por isso, as empresas buscam mais atuários, explica o professor do curso de Ciências Atuariais da Universidade de São Paulo (USP) Luís Eduardo Afonso. “Havia a imagem de que esse profissional só atuava em companhia de seguro de vida, de automóvel e de previdência fazendo cálculo atuarial. Mas, fora do País, isso já está superado. Ainda é um campo de trabalho, mas o mercado é mais amplo”, diz. Há demanda em seguradoras, bancos, empresas de avaliação de risco e no mercado financeiro. A formação tem de ser forte em cálculo, probabilidade, estatística e finanças. “Precisa ter conhecimento quantitativo forte e do negócio da empresa como um todo” , afirma. Além disso, a gestão de risco passou a ser considerada nível de diretoria dentro das empresas. O curso ainda é pouco conhecido e cerca de 20 instituições oferecem a graduação no Brasil, o que leva à escassez de bons profissionais.

GESTÃO DE BIG DATA

Com a migração das empresas para a era da tecnologia, desde o início dos anos 2000, o mundo vive uma abundância de informações e dados. Por isso, segundo especialistas, o mercado buscará este profissional, habilitado pela tecnologia, para ficar centrado em descobertas, administrar bancos com grande volume de dados e analisar tudo em tempo real, dando valor a esse conteúdo.

ENGENHARIA HOSPITALAR

Responsável pela infraestrutura, o engenheiro hospitalar ajuda a planejar prédios, pátios e equipamentos e fica a cargo da manutenção. “O engenheiro hospitalar cuida do físico, de parede, de iluminação, enquanto o engenheiro clínico se encarrega da manutenção de equipamentos hospitalares (usados em exames)”, diz o professor do curso de pós-graduação de Engenharia e Manutenção Hospitalar do Centro Universitário da FEI Luiz Aldo Bulgari. Hoje, quem se ocupa dessas funções é formado em engenharia e depois faz especialização. “A remuneração é alta. É uma área promissora.”

ECONOMIA AGROINDUSTRIAL

Para os especialistas, há um déficit de formação de profissionais ligados ao agronegócio. “Há muitos com perfil de formação técnica, como veterinário, engenheiro agrônomo, mas falta formação ligada a negócios e gestão”, diz o coordenador do MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Matheus Kfouri Marino. Hoje as pessoas que atuam na área são formadas em economia e administração e têm visão de gestão e econômica e pouco conhecimento do agronegócio. “Esse déficit é muito latente e há muitas oportunidades em empresas. O setor cresceu em alta velocidade, com taxas de 10% ao ano, e não tivemos formação no mesmo ritmo de profissionais.”

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

“Hoje você precisa falar inglês no mundo profissional. A língua que precisará ser falada no futuro será o código, linguagem de programação. Usaremos cada vez mais tecnologia e serão necessárias pessoas para produzir e desenvolver isso”, explica o coordenador do curso de Sistemas da Informação em Comunicação e Gestão da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rodrigo Tafner. O profissional dessa área ajuda a valorizar os produtos das empresas, criando ferramentas tecnológicas como, por exemplo, aplicativos e games.

DESENHO DE PROJETOS DE ARQUITETURA NAVAL

Mesmo depois dos baques sofridos pela Petrobrás, a área de construção naval deve aumentar exponencialmente nos próximos anos. O profissional focado em estruturas navais pode trabalhar em estaleiro, suprindo necessidades de novas estruturas em planejamento, realizando produção, desenho, manutenção e controle de máquinas computadorizadas. “A atuação nessa carreira é bem abrangente. A demanda de mercado para construção de navios cresce e deve se expandir com as oportunidades do pré-sal. É uma demanda para muitos anos”, acredita o diretor-geral do câmpus de Ipojuca do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Enio Camilo de Lima. Para trabalhar nesta área, o profissional pode tanto fazer graduação quanto um curso técnico. “A procura por técnicos de construção naval é ainda maior e o salário inicial é de R$ 3 mil”, informa Lima.

ECONOFÍSICA

A mistura da física com a economia é um nicho com possibilidade de se firmar como ramo de atuação dentro de empresas e na área acadêmica. O profissional passará a aplicar no mercado financeiro as ferramentas que estuda no curso de Física. “Isso não impede que venha alguém da economia e aprenda conceitos da física. O que fazemos em mercado financeiro é aplicar no cálculo de instrumentos financeiros – derivativos – a teoria por trás deles, que tem ligação com áreas da física”, explica o gerente de modelagem do Itaú e doutorando em Física pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), André Borges Catalão, que trabalha e estuda o conceito. O diretor do Instituto da Física Teórica da Unesp, Rogério Rosenfeld, lembra que hoje não existe curso de graduação nem especialização de econofísica. “O trabalho acaba sendo feito por pessoas que estudaram física e passam a desenvolver esses produtos financeiros dentro de bancos”, afirma Catalão. No exterior, ele ressalta que os cursos de Economia estão mais matematizados, mas recebem o nome de cursos de “modelagem”. O tema mescla duas áreas que pouco se conversam, já que para o físico não é comum ter contato com produtos do mercado financeiro e o economista não costuma ter cálculos com fórmulas da física. “Ainda é um nicho pequeno, mas bancos que mantêm área de modelagem estão aumentando a contratação, além de haver possibilidades nas empresas de tecnologia, por isso, é uma área que deve ganhar mais importância no futuro.”

GERONTOLOGIA

O profissional responderá pela gestão de serviços para idosos. A atuação inclui prestar consultoria em saúde e em áreas sociais, segundo a vice-coordenadora do curso de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Karina Say. “Tanto no macro quanto no micro, ele avalia tudo o que ocorre com o idoso”, explica. Ela ressalta que o gerontólogo não é um médico geriatra, mas um profissional que ajuda no planejamento e no cuidado, com uma equipe multidisciplinar. “A Política Nacional do Idoso exige esse atendimento. O turismo, por exemplo, vem crescendo e ter hotéis para atendê-los é uma das exigências”, diz. Hoje há especializações nas áreas de saúde, psicologia e ciências sociais, mas o curso de Gerontologia tem esse foco já na graduação, atualmente oferecida só por duas universidades do País.

GESTOR DE RESÍDUOS

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, e outras leis do setor passaram a prever um conjunto de obrigações que exigirão a atuação de profissionais dessa área, segundo o coordenador de Saneamento Básico na Agência de Regulação do Estado do Ceará (Arce), Alceu Galvão, doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Galvão lembra que a área de saneamento ambiental compreende água, esgoto, drenagem, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e terá necessidade de profissionais capacitados em seu planejamento e sua administração. “As leis trouxeram obrigações na geração, na utilização, na reciclagem e na destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. Tem de organizar toda a cadeia logística da reciclagem e, para se ter uma indústria organizada, é preciso um gestor.”

Fonte: GUILHERME SOARES DIAS – ESPECIAL PARA O ESTADO, 31 Março 2015 | 05h 00

Inteligência Competitiva – Early Warning: Na SPFW, estilistas captam os desejos da mulher moderna

Profissionais que desvendam os segredos femininos transformam a passarela em laboratório para criações originais e bem-construídas

Fim do quarto dia de desfiles da São Paulo Fashion. Agora já é possível responder a algumas perguntas. Número 1: o que estará nas vitrines do verão? Resumindo bastante: roupas brancas, frescas, de algodão, de seda. Casacos tipo quimono, acinturados, sofisticados, com decote em V. Batas e bijuterias étnicas, como brincos grandes. Babados delicados, looks em tons claros de azul e de rosa. Enfim, já dá para ter uma ideia.

Número 2: o que a mulher adulta, moderna, bem-sucedida vai querer usar? Que tipo de roupa virá em mente na primeira hora do dia, quando surge aquela fatídica dúvida: o que vou vestir hoje? De bate pronto, pode-se dizer que a coleção da estilista paulistana Giuliana Romanno, apresentada nessa quinta no Instituto Tomie Ohtake, resolve a questão.

Giuliana faz uma alfaiataria moderna, bem construída e sexy. Este é apenas o seu terceiro desfile na SPFW e é bom observar a sua evolução. Desta vez, ela conseguiu captar os anseios de sua clientela descolada e transportá-los para o universo das passarelas, fazendo roupas muito desejáveis. Tudo ali é comercial, isso é certo. Mas existe um conceito bem definido por trás de cada peça: a mulher de hoje quer se fazer notar em diversos ambientes: o corporativo, o social, o artístico, o familiar… E por isso precisa de uma roupa que vista bem, que melhore suas formas, que tenha algo de moderno e de único e que, de preferência, seja um tanto sensual.

“Muito fresco o jogo de mostra-e-esconde com fendas, na frente e atrás, e o uso elegante de argolas de jacarandá e pingentes de pedras naturais, quase imperceptíveis, pela roupa”, definiu a diretora de moda da Vogue Brasil, Barbara Migliori. “Cada vez mais confiante no trabalho com a alfaiataria, Giuliana tratou a laise feita de organza como se fosse tecido plano, intercalando com linhos e sedas em tom de azul denim.”

Mestre no trabalho com couros, Patrícia Viera também foca nessa mulher contemporânea. Dona de fábrica com maquinário próprio, a estilista carioca desafia os limites do conhecido no uso do material, modificando a percepção dos consumidores. Para o verão 2016, ela propôs uma viagem para a Costa Rica dos anos 1960. O comprimento mídi nas saias de cintura alta e vestidos, além dos tops mínimos, trouxeram as tendências internacionais do momento ao desfile. Mas a força dela está na sutileza do trabalho com o couro, que muitas vezes confunde de tão leve e maleável.

Outra especialista, a estilista Gina Guerra, da Gig Couture, apresentou uma coleção inteirinha em tricô. A marca mineira ganha território em São Paulo ao evoluir na criação de texturas em jacquard e pontos inovadores feitos a partir de fios sintéticos e com maquinário japonês tecnológico. Baseado em ideias da cultura pop dos anos 1960, o desfile apresentou uma paleta de cores ora eletrizante, ora suave, como tons de algodão doce. As silhuetas, os recortes e as fendas comprovaram a expertise da estilista.

“Sempre parto do desafio ao tricô. Tenho esse dever com a a cliente que quer vestir algo realmente diferente”, diz ela. “A moda fala muito. E toda mulher, de certa forma, é apegada a ela. Sinto que tenho um trabalho fundamental nessa cadeia.”

Festeira famosa no Rio de Janeiro, Lenny Niemeyer é do tipo que agrega. Ela estava em casa em sua estreia em São Paulo – sua grife sempre desfilou no Fashion Rio, evento temporariamente suspenso por falta de patrocínio. Prova de sua força está na primeira fila, que reuniu grandes nomes da moda nacional, como Reinaldo Lourenço, Valdemar Iódice e Oskar Metsavaht, entre outras personalidades da televisão e das colunas sociais. Na passarela, uma orquestra de cordas embalou as modelos que vestiam maiôs e biquínis de modelagem impecável, além de saias de linho com georgette de seda, calças de crepe e vestidos plissados. Tudo chique, o auge da sofisticação na moda praia. “Eu me inspirei em um baile de Carnaval, em um Brasil nostálgico. E pensei em quatro temas, os marinheiros, os malandros, os pierrôs e Carmen Miranda”, diz Lenny. “Foi coincidência fazer uma coisa que parece tão carioca na minha estreia em São Paulo. Mas brinco que o Rio é minha praia e São Paulo é o meu quintal. Estou feliz de estar aqui.”

Fontes: MARIA RITA ALONSO E GIOVANA ROMANI/COLABOROU JORGE GRIMBERG, O ESTADO DE S.PAULO, 17 Abril 2015 | 02h 01. Fotos: Sérgio Castro, Daniel Teixeira e Márcio Fernandes/Estadão

Gisele se despede das passarelas e mostra por que é a número 1

Gisele Bündchen é homenageada no desfile da Colcci

Gisele, 34 anos, 20 de carreira, e em plena forma surge resplandecente na passarela. Ela usa um vestidinho branco curto e soltinho e, como de costume, arranca aplausos e expressões efusivas. E a plateia estava ansiosa. Desde que Gisele anunciou que este seria o seu desfile de despedida, semanas atrás, o assunto dominou as rodas da moda (e os sites, as revistas, os blogs…) no Brasil, em Londres, Paris, Nova York. O adeus oficial teve o efeito midiático esperado e ganhou transmissão ao vivo no canal GNT. Só não foi televisionado pelo Jornal Nacional, segundo a assessoria da organização do evento, por causa da prisão do tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que ocorreu ontem de manhã, e tomou conta do noticiário.

Centenas de fotógrafos enviados por veículos do mundo todo disputavam um dos 140 lugares destinados a eles no final da passarela. As 800 cadeiras na plateia também eram concorridas e apenas os convidados de Gisele tinham lugar garantido – entre eles os pais dela, Valdir e Vânia, e as cinco irmãs, Raquel, Graziela, Gabriela, Rafaela e Patrícia, gêmea da modelo e as duas sobrinhas que vieram do Rio Grande do Sul. O marido da top, o jogador de futebol americano Tom Brady, também assistiu ao desfile da primeira fila, e tietou a mulher, aplaudindo e gritando a cada aparição. “Sou muito grata por ter tido a oportunidade, aos 14 anos, de iniciar esta jornada. Hoje, após 20 anos nesta carreira, é um privilégio estar fazendo meu último desfile por escolha própria e ainda continuar trabalhando em outras facetas na indústria”, postou Gisele em suas redes sociais.

Ao som de Frank Zappa, Gisele desfilou acompanhada por modelos brasileiras que iniciaram a carreira na mesma época, entre elas, Fernanda Tavares, Caroline Ribeiro, Carolina Bittencourt, Luciana Curtis e Ana Claudia Michels. A entrada final foi emocionante. Elas e o modelo americano Sean O’Pry, o mais bem pago do mundo (convidado ilustre da marca, que acabou ofuscado), surgiram com uma camiseta que trazia a ilustração do rosto da top e, nas costas, uma mensagem otimista: “the best is yet to come” (o melhor está por vir). Abraçadas às amigas, Gisele deixou a passarela chorando. E arrancou lágrimas da plateia.

Depois do desfile, uma fila de convidados famosos e blogueiras se formou na porta do camarim. A cantora Paula Fernandes foi barrada na porta. A apresentadora Eliana, que chegou logo depois, teve a passagem liberada. Os convidados superfamosos que estavam na lista da modelo, como Caetano Veloso, Xuxa e Ivete Sangalo, acabaram não aparecendo. Assistiram ao desfile Bela Gil, Gloria Maria, Viviane Senna, além dos principais editores de moda do país.

Para a Colcci, marca com a qual Gisele tem contrato até este ano, a despedida foi um gol em termos de marketing e visibilidade. “Sempre achei uma grande responsabilidade fazer os looks da Gisele, mas desta vez senti um peso maior”, afirma a estilista da grife, Adriana Zucco. “Criei algo sexy e feminino, que particularmente acho que é a cara dela. Fiquei feliz que ela aprovou e deu tudo certo.” A grife também permitiu que a top usasse um penteado diferente do das outras modelos, que estavam de trança. Ela entrou com os cabelos soltos, volumosos e ondulados no melhor estilo Gisele (não poderia ser diferente na despedida). Seu nome foi o mais comentado da semana e, durante a dia, era possível sentir o clima de expectativa. “O que está acontecendo aí? É a despedida da Gisele?”, perguntou o manobrista às duas da tarde, em frente ao Instituto Tomie Ohtake, onde rolava o desfille do estilista Alexandre Herchcovitch. Quando descobriu que não, respondeu: “Ainda bem!”. Ele sabia que a confusão em torno do evento, marcado para às 20h30 na estrutura montada no Parque Cândido Portinari, anexo ao Villa-Lobos, seria grande.

Nos bastidores, os nervos estavam à flor da pele. Fãs pediam convites desesperadamente a quem passasse e, na porta do desfile, o empurra empurra era grande. Mas valeu. De vestidinho branco ou com o look rosa com que fez sua penúltima aparição, Gisele emana boas energia. A apresentação foi memorável, digna da top número 1 do mundo. “Gisele estava muito emocionada e muito feliz”, conta a amiga Fernanda Tavares. Se ela vai voltar a desfilar? Pode até ser, mas não mais como modelo. E sim como Gisele, a celebridade.

Fontes: MARIA RITA ALONSO E GIOVANA ROMANI COM COLABORAÇÃO DE MARIANA BELLEY – O ESTADO DE S. PAULO, 15 Abril 2015 | 22h 52. Foto: JF Diorio/Estadão

Seu momento Winston Churchill, por Nizan Guanaes

Uma crise dessas pode servir para muita coisa. Inclusive nos transforma num grande líder. A crise impõe mudanças, que precisam ser bem lideradas para serem bem-sucedidas. Então, lidere copiando o que grandes líderes fizeram em grandes crises:

1 – Tome decisões duras. Este é o momento de enfrentarmos a realidade e resolvermos todas as questões delicadas que estávamos postergando por anos. Não vamos desperdiçar o senso de urgência que a crise traz. Tem gente que só larga o cigarro quando vai parar no médico com doença grave. A crise nos obriga a colocar o corpo da nossa empresa em forma.

2 – Chame o Falconi. É preciso lutar contra a pré-ocupação e incentivar a ocupação. A crise não pode paralisar a empresa. Ao contrário. É preciso se mexer, ganhar competitividade. O Brasil tem problema crítico de produtividade. É preciso investir em gestão para melhorar todos os processos. E quem mais entende disso no Brasil é o professor Falconi.

3 – Inove. Grandes inovações surgiram das dificuldades e das crises. Traga soluções novas para a sua empresa e para os seus clientes. Eles estão precisando. Não adianta se retrair achando que as coisas voltarão ao “business as usual”. Não voltarão. Quem mudar na direção certa vai ganhar mercado de quem se apequenou e sairá da crise mais forte e preparado.

4 – Chame o Galeazzi. Os mestres dizem que reduzir as despesas deve ser atividade permanente. Na crise, é imperativa. O líder deve começar cortando suas próprias despesas, para poder exigir o mesmo da equipe. Mas é preciso saber cortar o que atrapalha e promover o que ajuda. O mestre disso no Brasil é o Galeazzi.

5 – Fique do lado dos clientes. Alguns dos meus clientes viram sua verba publicitária desaparecer, mas eu não vou desaparecer da frente deles porque a verba deles desapareceu. Este é o momento de trazer soluções. Até para a falta de verba.

6 – Limpe a agenda. Já que estamos em crise, vamos ter uma agenda de crise. Para isso, é indispensável limpar a agenda de tudo aquilo que é desnecessário e fixar o foco no que precisa ser focado. Tirei da minha agenda tudo o que era lateral, espuma. Essas coisas terão o seu tempo, mas primeiro a crise, ou melhor, as soluções para a crise.

7 – Comunique-se de forma clara com os funcionários. É preciso investir em endomarketing para mudar o clima e dar direção à empresa. Tenho cuidado dessa agenda pessoalmente, me comunicando de forma permanente com os colaboradores. As empresas hoje são canais abertos de comunicação. É hora de turbinar esses canais, falando de forma clara e constante e trazendo grandes mentes de fora para inspirar as equipes.

8 – Procure inspiração em outras indústrias e outros períodos. A história da humanidade e dos negócios pode ser contada por suas crises. Elas geram grandes transformações em todos os níveis. Não perca tempo buscando soluções que já foram encontradas. É preciso ler e apreender as experiências contadas todos os dias nos jornais e nas revistas. Esta Folha vem mostrando medidas que várias empresas
estão tomando. Vamos aprender com elas.

9 – Incentive a vida saudável. Aprendi essa lição com grandes empresários e executivos que admiro e conheço. Por isso, sei que funciona. É preciso estimular a si e aos colaboradores a fazer exercícios, dormir bem, se alimentar de forma saudável. É preciso ter saúde, cabeça e resistência para enfrentar a crise. E cabeça boa se consegue com corpo em bom estado.

10 – Leia biografias de grandes homens. A crise é para os grandes. As biografias dos grandes homens são os maiores guias para as dificuldades que enfrentamos.

O que Olavo Setubal, Walter Moreira Salles, Abilio Diniz, Marcel Hermann Telles fizeram em grandes momentos como este? São grandes homens justamente porque não se apequenaram em momentos críticos. Ao contrário, se firmaram como líderes. Este pode ser o seu momento Winston Churchill, o homem que na hora mais dura construiu seu grande momento, sua “finest hour”.

Fonte: Nizan Guanaes, Folha de S.Paulo, 14/4/2015

Publicitário baiano, é dono do maior grupo publicitário do país, o ABC.
Escreve às terças-feiras, a cada duas semanas na Folha de S.Paulo.

Entrevista: Gisele Bündchen para Maria Rita Alonso, Estadão

Você já havia diminuído bastante o ritmo de desfiles nos últimos anos. Por que tomou a decisão de parar de desfilar?

Este é um ano especial pra mim, em que celebro 20 anos de carreira e sinto que este é o momento ideal para fazer o último desfile. Quero estar mais com minha família e focar em projetos pessoais.

Como está se preparando para viver este momento no desfile da Colcci? Era importante para você fazer isso no Brasil. Por quê?

Tenho uma relação de muitos anos com a Colcci. Meu primeiro desfile para a marca foi em 2005, há 10 anos. Então, fazer este último desfile com eles, é uma forma de prestigiá-los também. Para mim é muito natural realizar este último desfile aqui no Brasil, afinal, este é o meu país e foi aqui que tudo começou.

Pode citar algum momento especialmente marcante em desfiles nesses últimos vinte anos?

Tive tantos desfiles marcantes e especiais que fica difícil citá-los. Mas, com certeza, o desfile mais marcante na minha carreira foi o do Alexander McQueen, em 1998. Não só pelo fato de ter sido uma conquista, pois havia feito mais de 40 castings e peguei este único desfile, o mais importante de Londres. Mas por ter sido naquele momento que minha carreira internacional despontou. A partir deste desfile comecei a ser chamada para outros trabalhos de moda, vários outros desfiles. As pessoas do fashion passaram a me “enxergar” o que também resultou na a capa da Vogue americana com a chamada “O retorno das curvas”, que me colocou em outro patamar na minha carreira.

Fonte: Maria Rita Alonso, @MariaRitaAlonso, Maria Rita Alonso é jornalista e editora do canal Moda e Beleza do Estadão, 13 Abril 2015 | 08h 15. Foto: Marcio Fernandes/Estadão

Inteligência Competitiva Liderança: É possível aprender a ser um líder?

Escolas de administração voltam o foco de seus cursos para liderança, mas isso seria algo realmente possível de ensinar?

O que se aprende numa faculdade de administração? Negócios, supõe-se. Ou mais precisamente, a administração de empresas. Mas quem examinar o site de qualquer escola de administração do país – ou do mundo, aliás – poderá pensar que o principal tópico que elas ensinam é “liderança”.

A marca dominante, Harvard Business School, alega “educar líderes que fazem uma diferença no mundo”. A Ross School da Universidade de Michigan, faz melhor, desenvolvendo “líderes que fazem uma diferença positiva no mundo”. A Kellog da Northwestern desenvolve “líderes ousados que inspiram o crescimento em pessoas, organizações e mercados”. E a Fuqua, da Universidade Duke, diz que faz o que faz porque “o mundo precisa de líderes consequentes”.

Aparentemente, as escolas de administração fazem o mesmo: quando perguntado por Charlie Rose, em janeiro, por que o presidente de Harvard o havia escolhido para reitor da escola, Nitin Nohria atribuiu a escolha a seu “background em liderança”.

Não foi sempre assim. Durante boa parte do século 20, os paradigmas da educação empresarial prometiam criar, não líderes, mas administradores, aqueles atores econômicos cujo surgimento ocorreu na aurora das mega-corporações, e cujo poder aumentou com o delas. O administrador era o nobre representante da economia americana e assim seria até os anos 70, quando a nação se virou para sua elite administrativa no meio de uma recessão e a acusou de negligência.

Segundo a descrição de um curso em Harvard, líderes autênticos 'exibem altos padrões de integridade, assumem a responsabilidade por seus atos e são guiados por princípios duradouros'
Segundo a descrição de um curso em Harvard, líderes autênticos ‘exibem altos padrões de integridade, assumem a responsabilidade por seus atos e são guiados por princípios duradouros’

Apanhadas de calça curta vendendo um título, “administrador”, que havia perdido sua chancela social, as torres de marfim dos negócios se esfalfaram para encontrar um novo mote. E elas o encontraram em liderança.

A investida das escolas de administração no ensino de liderança pode ser remontado a meados de 1977, quando Abraham Zaleznik, professor de Harvard, publicou um trabalho intitulado Managers and Leaders: Are They Different? (Administradores e líderes: serão diferentes? em tradução livre). A resposta foi um enfático sim. Líderes eram visionários que empolgavam as tropas para marcharem para a batalha. Administradores eram sargentos de pelotão que realmente os faziam marchar para a batalha.

Mas os problemas eram óbvias desde o começo: a liderança seria uma qualidade emergente, tanto situacional como específica de contexto? Ou seria algo que se pode realmente ensinar? Isto é, era possível ser um líder sem jamais ter liderado alguma coisa? As escolas de administração insistem que sim.

Em sua história de 2007 do MBA, From Higher Aims to Hired Hands (De objetivos superiores a pessoal contratado, em tradução livre), Rakesh Khurana, reitor do Harvard College e professor de desenvolvimento de liderança, delineou as várias abordagens pedagógicas.

A maioria entra num espectro, com conhecimento explícito e teoria numa ponta e habilidade e técnica na outra. A Kenan-Flagler da Universidade da Carolina do Norte, por exemplo, se inclina pesadamente para sociologia e psicologia na construção de uma abordagem “científica” da tarefa. Kellog, Wharton na Universidade da Pensilvânia, e Booth na Universidade de Chicago, por sua vez, enfatizam exercícios de interpretação de papéis e construção de equipes para desenvolver a experiência em liderança.

Uma terceira abordagem envolve um mergulho profundo nos próprios valores e ideias do sujeito, com o objetivo final de este  ser um líder suficientemente “autêntico” para que outros marchem conforme a sua música. Segundo a descrição de um curso em Harvard, líderes autênticos “exibem altos padrões de integridade, assumem a responsabilidade por seus atos, e são guiados por princípios duradouros e não por experiências de curto prazo”. O desenvolvimento de liderança, diz Khurana, é “uma jornada pessoal”.

A maioria das escolas incorpora as três abordagens, enfrentando as habilidades tangíveis de liderança – a capacidade de trabalhar em equipe, influenciar outros, administrar conflitos e se comunicar.

E quem ensinaria tudo isso? CEOs das 500 empresas da revista Fortune? Gurus de administração? Acadêmicos? Ann L. Cunliffe, uma especialista em estudos organizacionais que atualmente leciona na Universidade de Bradford na Inglaterra, de início recusou-se a dar um curso de liderança num programa de MBA executivo – ela não achava que um professor tivesse algo a dizer sobre como liderara a executivos tarimbados.

Mas mudou de ideia quando lhe ocorreu que liderar uma empresa e liderar uma turma envolviam os mesmos desafios: “pensar criticamente, ver situações de novas maneiras, ser capaz de lidar com incerteza e ambiguidade, aprender com experiência e erros, conhecer a si próprio e, ela escreveu num trabalho de 2009, “ser passional no que faz”. Cunliffe chama isso de “filosofia” da liderança. Mas também poderia ser chamado de filosofia de vida.

O que coloca a questão, de novo, de se a liderança pode ser empacotada e ensinada em vez de acumulada mediante a experiência. John Van Maanen, um professor de administração na Sloan do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que leciona um curso chamado “Liderar Organizações”, não tem certeza de que pode.

“Mesmo hoje, três décadas depois, não há uma real definição do assunto”, diz ele. “Podemos tornar pessoas mais conscientes de dilemas éticos em negócios, da dificuldade de dirigir pessoas em tempos adversos, e da confiança e habilidades necessárias para isso. Mas a ideia de que tais habilidades possam ser transmitidas para que se possa ensinar alguém a qualquer momento, é ideologicamente vazia.”

“É difícil não se frustrar com o foco excessivo nisso”, diz ele, “mas a coisa se tornou tão popular que aparentemente não podemos ensinar o suficiente dela.”

Van Maanen não está sozinho no seu ceticismo. Sempre existiram dúvidas sobre se há realmente um fundamento teórico adequado para a liderança, ao contrário do estudo da administração, enraizado como está nas disciplinas da empresa moderna: finanças, contabilidade, marketing, operações, etc.  Com salientou Joseph C. Rost em seu livro de 1991, Leadership for the 21st Century (Liderança para o século 21, em tradução livre), a falta de consenso sobre o assunto significa que a liderança é praticamente “qualquer coisa que qualquer um queira dizer que é”, e líder é “qualquer um assim designado”.

Fonte: Duff McDonald – The New York Times/O Estado de S.Paulo. Tradução de Celso Paciornik, 13 Abril 2015 | 18h 45

Como ter inteligência emocional no trabalho, por Daniel Goleman

As qualidades associadas a capacidade de identificar e controlar as emoções distinguem os melhores líderes do universo corporativo, segundo livro

Capacidade de identificar e controlar as emoções distingue os melhores líderes do universo corporativo
Capacidade de identificar e controlar as emoções distingue os melhores líderes do universo corporativo

O que faz de um indivíduo um grande líder? Conhecimento, acuidade e visão, evidentemente. A isto, Daniel Goleman, autor do livro Leadership: The Power of Emotional Intelligence (Liderança: O poder da inteligência emocional), numa tradução literal) acrescentaria a capacidade de identificar e controlar as emoções – as nossas e as dos outros – e administrar os relacionamentos. As qualidades associadas a esta “inteligência emocional” distinguem os melhores líderes do universo corporativo, segundo o autor, ex-repórter de ciência do The New York Times, psicólogo e codiretor de um consórcio, na Rutgers University, que promove a pesquisa sobre o papel desempenhado pela inteligência emocional na excelência. Esta é sua breve lista de competências:

1. Consciência de si

Uma consciência realista de si: Você conhece seus pontos fortes e suas limitações; opera com competência e sabe quando confiar em outra pessoa da sua equipe.

Percepção emocional: Você compreende os seus sentimentos. O fato de ter consciência do que o deixa irritado, por exemplo, pode ajudá-lo a administrar a irritação.

2. Capacidade de administrar-se

Capacidade de recuperação: Você permanece calmo sob pressão e se recupera com rapidez dos golpes. Não fica remoendo os problemas, nem entra em pânico. Numa crise, as pessoas olham para o líder para se tranquilizarem; se o líder estiver calmo, elas também ficarão.

Equilíbrio emocional: Você sabe controlar os sentimentos aflitivos – em vez de explodir com as pessoas, você faz com que elas tenham consciência do que está errado e de sua solução.

Automotivação: Você avança sem cessar em direção a objetivos distantes apesar dos revezes.

3. Empatia

Empatia cognitiva e emocional: Como você compreende as perspectivas dos outros, sabe colocar as questões de maneira que os colegas compreendam. E  está sempre disposto a ouvir suas indagações, para eliminar dúvidas. A empatia cognitiva, juntamente com a leitura cuidadosa dos sentimentos das outras pessoas,  visa uma comunicação efetiva.

Sabe ouvir: Você presta total atenção ao outro e procura compreender o que ele está dizendo, sem discutir a fundo a questão com ele ou sem se afastar da pauta.

4. Habilidade de relacionamento

Comunicação convincente: Você expõe sua mensagem de uma maneira persuasiva, clara, de modo que as pessoas se sintam motivadas e tenham  expectativas claras.

Trabalho em equipe: As pessoas se sentem relaxadas trabalhando com você. Um dos sinais: Elas riem com facilidade ao seu lado.

Fonte/Autor: DANIEL GOLEMAN – The New York Times/O Estado de S.Paulo/Tradução de Anna Capovilla, 13 Abril 2015 | 18h 09

Três aplicativos de vídeo que estão na moda

Dubsmash

Dubsmash Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Os cantores Adam Levine, Anitta e Claudia Leite, além do atacante do Barcelona Neymar, estão entre as celebridades que usaram o Dubsmash nos últimos dias. O aplicativo já superou os 20 milhões de downloads e permite que os usuários usem vozes conhecidas, como passagens de filmes e comerciais, ou adicionem as suas próprias vozes em vídeos.

Periscope

Periscope Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Jimmy Fallon é o apresentador do programa “The Tonight Show”, da rede americana NBC, e também uma das principais celebridades que usam o Periscope, lançado no fim do mês passado pelo Twitter. Ele permite a transmissão de vídeos ao vivo, que são compartilhados pela rede social. Outras celebridades, como Edward Norton, também têm contas no novo app.

Meerkat

Meerkat Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Para lançar o seu mais recente clipe, a cantora Madonna escolheu o aplicativo Meerkat. Similar ao Periscope, o programinha faz transmissões ao vivo de vídeos e caiu nas graças de algumas celebridades. Além da rainha do pop, a lenda do skate Tony Hawk, o ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal e o ator Ashton Kutcher usam o app.

Inteligência Competitiva Brasil: Com “ressaca” pós-Copa, turismo cai a 140º em ranking global

RIO – A indústria de turismo do Brasil vive uma “ressaca” pós-Copa do Mundo, avalia o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). A contribuição do setor ao Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) deve chegar a R$ 492,4 bilhões em 2015, alta de 1,9% sobre 2014. A projeção equivale a menos de um quinto da alta registrada no ano passado, de 11%.

A desaceleração seria consequência do intervalo entre o crescimento trazido pela Copa do Mundo em 2014 e as expectativas para as Olimpíadas do Rio em 2016. Neste quadro, pesa ainda o cenário econômico. As estimativas do WTTC para a indústria brasileira de turismo em 2015 derrubaram o país do 69º para o 140º lugar em perspectiva de crescimento num ranking global com 184 países. Quando o foco está em previsão de incremento em dez anos, o Brasil desceu da 124ª para a 162ª posição.

A contribuição da indústria de viagens e turismo para o PIB mundial deve subir 3,7% em 2015, com geração de 284 milhões de postos de trabalho, ou um em cada 11.

O presidente do Conselho, David Scowsill, destaca que o Brasil precisa trabalhar para que as oportunidades trazidas pelos megaeventos sejam aproveitadas. O setor tem “potencial de contribuir com 10,3 milhões de postos de trabalho e 10,2% do PIB para a economia brasileira até 2025. Mas este crescimento não vai acontecer por si só. Ele precisa de políticas governamentais nas áreas de infraestrutura, conectividade e de marketing para garantir que o Brasil ultrapasse o seu potencial”, disse.

Em 2014, a contribuição dessa indústria para o PIB chegou a 9,6% do total. Representou ainda 8,8 milhões de postos de trabalho na economia do país. O freio nos resultados em 2015 fica claro com a estimativa de 1,9% de aumento na contribuição em valor e de 2,8% em empregos, ante 4% em 2014.

Está na geração de empregos um dos fatores de preocupação apontados pelo relatório do WTTC. A entidade alerta que quase 500 mil postos de trabalho estarão em risco, num horizonte de dez anos, caso governo e empresas não invistam em qualificação de mão de obra para a indústria. Esse corte de vagas equivaleria a menos R$ 44,6 bilhões em contribuição à economia em uma década.

FOCO EM INFRAESTRUTURA

Scowsill chama a atenção ainda para a crescente necessidade de o país investir em infraestrutura, sobretudo pela taxa de câmbio fraca estar beneficiando aqueles que visitam o Brasil, “para garantir que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos de 2016 levem a anos e não a meses de sucesso”.

Três ações, de acordo com o WTTC, deveriam ser prioridade do governo: ampliar a capacidade e a qualidade dos aeroportos; melhorar a conectividade aérea com os principais mercados emissores de viajantes no mundo; e atrair mais visitantes internacionais.

Para o ministro do Turismo, Vinicius Lages, “ressaca” seria um termo forte para descrever o movimento do turismo em 2015:

— Este não é um ano trivial, com a economia em ajuste e o dólar em alta. É uma espécie de entressafra. Há um cenário mais restritivo, mas sabendo investir, vamos crescer.

O ministério, por meio da Embratur, prepara campanha que será lançada entre abril e maio para promover o país no exterior. Lages, porém, sabe que isso não basta para elevar a visitação de estrangeiros ao país, estacionada em seis milhões de turistas:

— É preciso um conjunto de iniciativas. Estudamos facilitar o visto para quem vem à Rio 2016. Negociamos com as aéreas um passe para o estrangeiro viajar mais no país.

Jeanine Pires, ex-presidente da Embratur, lembra ainda a velocidade de recuperação do setor em tempos de crise:

— Além de crescer duas ou três vezes mais que o PIB, o turismo gera emprego e tem recuperação rápida.

Fonte: Glauce Cavalcanti, O GLOBO, 24/03/2015 6:00

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