Now Hiring: People Who Can Translate Data Into Stories and Actions by Anne Fisher

Data Translation
There is a tremendous (and growing) need for data translators, a job that requires people to be able to interpret data science into actions that drive change or fix problems.

MassMutual, a $30 billion per year life insurance company, had a problem. It was 2013 and, along with the rest of the insurance industry, it was bedeviled by fraud. According to FBI estimates, fraud sets the U.S. insurance industry (and policyholders) back by $40 billion a year. “We had to get much better at detecting fraud in real time,” says Sears Merritt, MassMutual’s chief of technology strategy and data science.

So MassMutual launched an innovative collaboration between the company’s data scientists and its line managers. They created a new role, product managers, who act as translators between the data analysts and the day-to-day decision-makers who run the company’s various lines of business. At the outset, the product managers gathered information from each department—life, disability, long-term care, and so on—and explained to data analysts exactly what was needed to spot, and thwart, fraud in each area. The data scientists then culled and customized the relevant numbers, which the product managers helped line managers translate into specific antifraud moves.

Now MassMutual relies on this approach companywide, far beyond fraud detection. It works “in every process, in every line of business from marketing to underwriting to claims,” says Merritt. “The results have been really impactful.”

The collaboration between data scientists and line managers has pinpointed inefficiencies and identified new pathways to growth. That has boosted MassMutual’s revenues and profits by “tens of millions of dollars,” says Merritt, and the product managers “have been crucial to making it happen.”

Data is proliferating at warp speed, but data literacy among managers and executives hasn’t caught up. That’s why data translators have, according to the Harvard Business Review, become a “must-have analytics role.” Even if you’ve never heard the term data translator, you may already be working with one. Because they go by so many different titles—like MassMutual’s product managers—no one knows how many translators exist right now. But there’s no doubt that people who are adept at interpreting data for practical use in the real world are a hot commodity. By 2026, the McKinsey Global Institute predicts that there could be a demand for 2 million to 4 million translators in the U.S. alone.

At the moment, hiring translators isn’t easy. That’s partly because the job requires a unique combination of skills, usually including both a strong grounding in data science and a talent for boiling complex ideas down to clear, practical choices. They’re so rare that translators “belong to a category recruiters call ‘unicorns’,” notes Brad Stillwell, vice president of product strategy at Birst, a unit of global cloud software giant Infor.

Stillwell has hired a number of translators in his 18-year career. He notes that though artificial intelligence can be used to advise line managers on some issues and answer some of their data-related questions, it can’t replace humans. “There is still an art to it,” Stillwell says. “Business decisions often have to be made based on incomplete information, using intuition and creativity, and without much time. So the ideal translator is equally adept at both left- and right-brain thinking.”

That’s why “liberal arts graduates, collaborating closely on a team with data analysts, often make great translators,” Stillwell says.”Someone who majored in history may not know how to do a linear data progression, but they often do know, from studying historical data, how to spot patterns and infer where the data might lead.”

As if a mathematical bent and a knack for communications together weren’t scarce enough, the most effective translators bring with them one more thing: a thorough knowledge of the business they’re working in. Without that level of information, they won’t be able to understand what line managers need to glean from the data and why. People with this trifecta of talents are so scarce—so not just unicorns but pink unicorns with purple polka dots—that many companies have given up trying to hire translators from outside and are training them in-house instead. McKinsey, for instance, launched its own internal academy a few years ago, which now turns out about 1,000 data translators annually.

MassMutual has taken this route, too. The insurer launched its Data Science Development Program (DSDP) in 2014, in partnership with five colleges near its western Massachusetts headquarters. After a data-intensive three-year curriculum at the schools, including Smith, Mount Holyoke, and UMass Amherst, graduates join MassMutual as junior data scientists, while attending grad school in data science at the same time. The new hires work alongside senior colleagues on applying data to the everyday, real-life business challenges that MassMutual line managers face.

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O impacto da transformação digital no ambiente corporativo, por Luiz Comazzetto

Hoje, vivemos intensamente a transformação digital, seja nos moldes profissionais ou pessoais. Só é possível aproveitar as funcionalidades do mundo digital se mudarmos o mindset e estarmos abertos para aceitar essas mudanças – ressalto isso principalmente na visão corporativa.

Uma pesquisa realizada pela Coleman Parkes Research com mais de mil executivos C-Level, sendo 200 brasileiros, aponta que 76% acreditam que a companhia que representa está executando com sucesso a estratégia de transformação digital. Algo extremamente positivo se considerarmos que os projetos de digital já foram encarados com ressalvas em algumas gestões, fosse por custo ou por falta de treinamento específico. As empresas vêm se preparando para a transformação digital pela necessidade que têm de realmente atender a essa nova demanda do mercado.

Essa transformação também está na visão dos novos profissionais. Hoje, muitos desejam relacionar o que estão fazendo com um propósito maior e não simplesmente executar. Os profissionais que não falam a linguagem digital possivelmente estão com dificuldades em manter sua empregabilidade em alta.

Não basta falar que é digital e sim agir incorporado neste ambiente. Um setor que tem sentido fortemente essa mudança é o bancário. Cada dia mais os conhecidos bancos tradicionais enfrentam a concorrência de bancos que já nasceram digitais e, agora, estão correndo contra o tempo para fazer suas transformações internas e mudar a imagem para seus clientes.

Outro segmento que tem demonstrado essa mudança é o de meio de pagamento. Novas empresas têm entrado com um apelo mais digital e transformando esse mercado que parecia não ter muita inovação há alguns anos. Cada dia mais crescem os formatos de pagamentos por meio de aplicativos, como QR code, Wallets, WeChat, Linx Pay, Mercado Pago, entre outros.

Até a forma de consumir informação hoje é completamente diferente de anos atrás, já que alguns veículos de comunicação estão se adaptando aos novos recursos. A grande novidade tem sido os podcasts. Segundo a Blubrry, comunidade e diretório de podcasts, no ano passado o Brasil foi o segundo país que mais baixou programas desse tipo no mundo. Aproveitando essa demanda, algumas empresas buscaram adaptar sua comunicação interna e externa para esse mundo. Um exemplo é a Nielsen Brasil, que criou um podcast fechado para a equipe interna e outro aberto para os demais stakeholders.

Indo mais a fundo no ambiente corporativo, a área de recrutamento e seleção também reflete essas mudanças. Cada dia mais é demandada a busca por profissionais que sejam capazes de construir transformações digitais. Dificilmente, hoje, um diretor e até um CEO serão contratados se não incorporarem em seus discursos e, mais do que isso, não comprovarem que serão capazes de conduzir essas transformações digitais nas empresas que estiverem à frente. Outra questão, relacionada ao mundo do RH, é a busca por colaboradores em alta escala. Os processos seletivos por análise de currículo impresso estão sendo adaptados para um sistema de gamificação via plataforma e que é capaz de relacionar o perfil do candidato à vaga, como é o caso do TAQE, startup que utiliza filtros por inteligência de dados (big data) para recomendar e capacitar jovens ao mercado de trabalho.

Com bons olhos vejo que a juventude que entra no mercado já nasceu digital. Eles têm em sua essência a facilidade de se adaptarem aos novos recursos e, se os executivos “old school” não se modernizarem, também terão dificuldades para conduzir e liderar equipes formadas por essa nova geração digital.

Fonte: *Luiz Comazzetto é vice-presidente & partner da divisão de TI, Mídia e Telecomunicações da FESA Group, consultoria especializada em gestão de talentos e desenvolvimento organizacional

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Curso de Pós-Graduação: Inteligência de Mercado – Senac São Paulo

O Centro Universitário SENAC – Unidade Santo Amaro está lançando o Curso Lato Sensu de Pós Especialista em Inteligência de Mercado, a partir de 2020, com duração de três semestres, na modalidade Presencial e carga horária de 366 horas.
O público-alvo é de portadores de diploma de graduação em qualquer área do conhecimento, especialmente Administração, Tecnologia da Informação, Engenharias, Comunicação, Ciências Sociais, Marketing, Propaganda e áreas afins.

Dado o crescimento da área de Inteligência de Mercado, profissionais atuantes em diversas áreas empresariais, tais como: Comercial, Marketing, Direção Geral, Tecnologia, Canais, Controladoria, etc., desde que portadores de diploma de graduação, também se constituem potencial público-alvo do curso.

O objetivo é especializar profissionais para atuar como analistas, coordenadores ou gerentes de IM para aperfeiçoar o processo de tomada de decisão empresarial por meio do melhor uso de informações de mercado, com atitude empreendedora e ética.

Os egressos deste curso podem atuar nos mais diversos ramos da economia, exercendo funções relacionadas à Pesquisa, Inteligência de Mercado ou Competitiva, Marketing, Vendas, Planejamento Estratégico, Inovação, entre outras. Para tanto, ao longo do curso, o aluno terá desenvolvido as seguintes competências:

  1. Aprimorar o processo decisório empresarial, aplicando métodos de coleta, análise e disseminação de informação, por meio de uma atitude que privilegie tanto o planejamento estruturado quanto a antecipação dinâmica dos movimentos econômicos, setoriais e de mercado, visando a aumentar a vantagem competitiva das empresas.
  2. Elaborar diagnósticos, em profundidade, considerando os movimentos econômicos, de mercado e competitivos, de modo a contribuir com a estruturação de estratégias e táticas para ganhos de Vantagem Competitiva.
  3. Utilizar, de modo eficiente e eficaz, técnicas estatísticas e de pesquisa de mercado (quantitativas e qualitativas), identificando padrões, cenários e tendências futuras, de maneira a prover conhecimento válido para tomada de decisão
  4. Gerenciar, por meio de um perfil de liderança empreendedor, os dados de mercado (estruturados e não estruturados) da empresa de modo a torná-los metodologicamente válidos, com valor estratégico, seguros e éticos.

Mais informações, aqui

Como se preparar para ser um Especialista em Inteligência de Mercado?

Programação do evento:

  • Lançamento e Apresentação do Curso Pós Especialista em Inteligência de Mercado
  • Palestra “Como se preparar para ser um Especialista em Inteligência de Mercado?”

Na palestra, os temas que serão tratados:

  • Quais competências serão necessárias no futuro para o profissional de Inteligência no Brasil? Por que Inteligência de Mercado?
  • Estas questões relevantes para profissionais das mais diversas áreas da administração serão abordadas durante este encontro, através da discussão sobre as macrotendências que impactam o futuro do trabalho e a atividade do profissional de Inteligência nos próximos anos.
  • Com base nas mudanças políticas, econômicas, sociais e tecnológicas serão apresentados os principais conhecimentos para aperfeiçoar o processo de tomada de decisão empresarial por meio do melhor uso de informações de mercado, com atitude empreendedora e ética.

Breve currículo do(s) palestrante(s):

Prof. Dr. Alfredo Passos
Doutor em administração. Primeiro profissional da América Latina a receber o SCIP Catlyst Award da Strategic and Competitive Intelligence Professionals nos Estados Unidos. Trabalhou em empresas como Rede Globo, Grupo Saint-Gobain e EDS (atual HP Company). Foi professor da ESPM, professor convidado da FGV e PUC-RS. Atua em inteligência competitiva para ativação de clientes e crescimento através da Atelier Brasil em projetos que envolvem a análise de dados para melhor oferta de produtos, serviços e retorno sobre investimentos.

Prof. Me. Agnaldo Antonio dos Santos

Mestre em Administração pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), atualmente, é Professor Universitário na disciplina de Gestão das Operações e de Gestão de Clientes dos cursos de Pós-Graduação da UNIP, Professor dos cursos técnicos e de Graduação em Tecnologia da Informação, Comunicação e Marketing das Faculdades Sumaré, de Graduação em Tecnologia da Informação nas Faculdades Anhanguera e Professor da disciplina de Governança Corporativa dos cursos de Pós-Graduação do Centro Universitário SENAC, participante do Programa de Mestrado e Doutorado em Gestão Internacional (PMDGI), bolsista da revista acadêmica Internext, da ESPM (2012-2013), e Consultor de Empresas. Possui graduação em Administração de Empresas pela ESPM (2008) e Filosofia pela UNIFAI (1992) e Técnico em Processamento de Dados pelo Colégio Radial (1989).

Centro Universitário Senac – Santo Amaro – São Paulo, SPSala I-328 (Acadêmico II)

27 de novembro de 2019, 19h-21h

Inscrições aqui

Pela 1ª vez desde 2009, indústria ficou mais competitiva em função da queda do salário do trabalhador – e não por aumento da eficiência

BRASÍLIA – A indústria brasileira ficou mais competitiva em 2018 porque caiu o custo com o trabalho. Pela primeira vez desde 2009, no entanto, essa redução se deu porque os salários dos trabalhadores estão menores – e não porque a produtividade aumentou. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), obtido pelo ‘Estadão/Broadcast’, mostra que, no ano passado, o Custo Unitário do Trabalho (CUT) caiu 16,1%. Esse indicador representa o quanto a empresa gasta com mão de obra para produzir um item, como uma caneta ou um televisor, e é um dos principais determinantes da competitividade de um país.

A queda é uma boa notícia para a indústria, já que indica que está mais barato produzir. Para o trabalhador, no entanto, a notícia é ruim, já que a redução se deve à queda da remuneração (-6,6%), reflexo da crise e do desemprego em alta. Depois de subir nos últimos anos, a produtividade ficou praticamente estagnada e avançou apenas 0,8% em 2018.

“Tudo o que as empresas podiam fazer para aumentar a eficiência com baixos custos, como mudança de gestão, redução de desperdícios, melhorias de qualidade, eles já fizeram. Agora, para aumentar a produtividade, precisamos investir em máquinas, em equipamentos. Mas estamos em um cenário difícil porque estamos em uma situação de confiança se recuperando”, disse a economista da CNI Samantha Cunha, responsável pelo estudo.

A alta do dólar no ano passado também influenciou – descontado o efeito da variação da taxa de câmbio real (10,5%), a redução do custo do trabalho foi de 7,5%. Sem considerar a variação cambial, o custo do trabalho havia caído nos últimos dois anos. Nas duas ocasiões, no entanto, essa queda se deveu ao aumento da produção, já que os salários ainda estavam em alta.

“O aumento da produtividade é importante para que os salários cresçam sem pressionar os custos das empresas. Com a economia crescendo de forma sustentável, a produtividade cresce, isso é repassado aos salários e o padrão de vida se eleva”, explicou Samantha.

Efeito do câmbio. Ao longo da última década, o Custo Unitário do Trabalho caiu 9,4%, mas isso se deveu à variação da taxa de câmbio real (35,9%). Retirado o efeito do dólar, o custo subiu 23,1% entre 2008 e 2018, com aumento nos salários de 37,5% e alta de apenas 11,7% na produtividade.

“Trata-se de um quadro crônico. O gráfico da produtividade é uma reta horizontal. É um eletrocardiograma de um morto”, afirma o economista do trabalho e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore. Segundo o especialista, entre as causas para a baixa produtividade brasileira – equivalente a um quarto da produtividade americana – estão a má qualidade da educação básica, a tecnologia atrasada na maior parte das empresas e o amadorismo de grande parcela dos administradores do País.

“É claro que tem muita coisa boa, muitas companhias brasileiras na vanguarda mundial. Mas são minoria, e estão concentradas em alguns nichos. Na maior parte do País ainda predomina a informalidade, com pouco capital humano, pouco capital físico e uma grande precarização do trabalho”, completa.

Em relação ao custo médio dos principais parceiros comerciais brasileiros, o indicador do Brasil caiu 9,5%. O gasto do Brasil só não caiu mais do que o da Argentina, onde o indicador recuou 27,1% em meio à crise que fez o dólar disparar no país.

Falta crédito

Empresário do setor de vestuário, o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest) e do Instituto Brasileiro do Vestuário (IBV), Roberto Chadad, atribui a estagnação da produtividade no setor à falta de crédito para investimentos na renovação do parque de produção.

“Em termos de tecnologia, estamos 10 anos atrasados em relação à Europa e 20 anos atrasados na comparação com a China, que robotizou boa parte das fábricas. Com instrumentos de corte e costura a laser, hoje um trabalhador chinês consegue fazer sozinho uma camisa em poucos minutos, sem a necessidade de diversas etapas de produção”, relata.

Segundo o executivo, a baixa produtividade da indústria é acumulada em toda a cadeia até o produto final. “Não falta criatividade, não falta desenvolvimento de produto. Temos diversos cursos universitários de moda, formamos mil profissionais por ano. Mas o setor não acompanha. Botões, fios e outros insumos também não chegam à qualidade de que precisaríamos”, acrescenta.

Por isso, as maiores companhias do vestuário acabaram mudando suas fábricas para a Ásia, enquanto as pequenas e médias confecções – que representam 97% das empresas do setor – estagnaram em produtividade.

De acordo com Chadad, na década de 1980, o setor contava com 1,75 milhão costureiros e costureiras. Hoje, mal passa de 700 mil. “E não há perspectiva de contratar mais enquanto houver esse peso de impostos na folha de salários.”

Fontes: Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo.13 de outubro de 2019 | 05h00

11% dos trabalhadores que cursaram faculdade ganham até 1 salário mínimo

Faz tempo que o diploma universitário não garante um salário mais alto no futuro. Desde a recessão, que tirou milhões de brasileiros de seus empregos e corroeu a renda das famílias, porém, só aumenta o número de trabalhadores que cursaram faculdade, mas tiveram de aceitar funções que pagavam, no máximo, um salário mínimo.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, colhidos pela consultoria IDados, apontam que 11% dos trabalhadores formais e informais que cursaram faculdade ganhavam até um salário mínimo (R$ 998) no segundo trimestre. É o maior patamar desde que a pesquisa começou, em 2012.

Entre abril e junho deste ano, eram 2,77 milhões de brasileiros nessa situação. É mais do que a população de Salvador e 1,07 milhão a mais de pessoas do que cinco anos antes, quando o País ainda não tinha entrado em recessão. Enquanto a crise foi se espalhando pelo mercado de trabalho, fechando vagas, aumentando a informalidade e reduzindo o rendimento das famílias, o número de graduados trabalhando por até um salário mínimo foi aumentando.

A assistente comunitária Valdelice Lima Nery, de 44 anos, faz parte desse porcentual de profissionais. Formada em administração de empresas, em 2010, ela hoje trabalha por cerca de um salário, em um posto de saúde na zona oeste do Rio de Janeiro. “Mesmo empregada, fiz dois anos de cursinhos preparatórios para concursos, mas a quantidade de seleções caiu e não consegui trocar de emprego. Queria tentar uma vaga com salário maior, mas tudo foi ficando difícil, pela piora da situação do País”, conta.

Ela, que presta atendimento a mais de mil famílias na região, diz que a preocupação agora é manter o emprego. “Mesmo com um número de assistentes abaixo do necessário na cidade, o contrato só vai até o fim do ano, e a Prefeitura ameaça não renovar o serviço.” Apesar de pouco, por dois anos, esse salário foi a única renda da família.

Precarização

“A verdade é que o trabalhador está em uma situação complicada”, avalia o economista Bruno Ottoni, da IDados. “O mercado não está gerando tantos postos e os que surgem são de baixa remuneração. Ele vê o que está disponível e, muitas vezes, acaba aceitando uma ocupação que paga bem menos do que gostaria.”

Para o economista, a situação atual do mercado de trabalho, com desocupação ainda elevada (de 11,8% em agosto) e poucas oportunidades com melhor remuneração, é o pior dos mundos para muitos ex-universitários. “Alguns deles tiveram finalmente a chance de entrar na faculdade nos anos anteriores à recessão, mas se depararam com um mercado que não consegue absorvê-los.” 

Um efeito colateral preocupante da falta de boas oportunidades de emprego para quem tem mais anos de formação seria desestimular as pessoas a seguirem estudando, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Isso é ruim, principalmente para as famílias mais pobres, que investiram com sacrifício em formação superior, com a expectativa de ascender socialmente. Se o trabalhador sente que não precisava ter estudado tanto, pode cair em uma frustração difícil de superar”, diz.

Informalidade

A busca dos trabalhadores mais qualificados por vagas com remuneração melhor deve ser longa, na avaliação de economistas ouvidos pelo Estado. O mercado de trabalho tem se recuperado em um ritmo mais lento do que se antecipava no início do ano e tem se ancorado, sobretudo, no avanço do trabalho informal – que é recorde. 

O avanço da informalidade ajuda a explicar o aumento do número de graduados em universidades que ganham um salário mínimo ou menos. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostra que em um ano, até agosto, foram criados 1,4 milhão de postos sem carteira assinada ou CNPJ (que inclui profissionais liberais e microempreendedores, por exemplo) e apenas 403 mil vagas de carteira assinada.

Um outro levantamento da consultoria IDados, feito a partir dos números da Pnad Contínua, aponta que um terço dos trabalhadores informais ganhava menos de R$ 5 por hora. Desde o início da recessão, há quatro anos, esse porcentual não fica abaixo dos 30%.

“Se a maioria dos novos postos de trabalho é precária, isso gera uma dinâmica negativa no mercado de trabalho”, avalia Ganz Lúcio, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Isso precisa ser objeto de preocupação do poder público. O Brasil não pode se acostumar a ser um País de informais ou uma economia com trabalhadores de baixa remuneração.” 

Fonte: Douglas Gavras, O Estado de S. Paulo, 13 de outubro de 2019 | 05h00

Nubank anuncia recarga de celular diretamente em sua conta digital

Nubank terá recarga de celular 

Nubank anunciou nesta terça, 24, uma nova funcionalidade para a NuConta, sua conta digital. A partir de agora será possível fazer recarga de celular diretamente no app da startup, dispensando  número do cartão de débito ou de crédito – basta ter saldo na conta.

A nova funcionalidade funcionará em caráter experimental: serão selecionados clientes que pediram pela funcionalidade na central de atendimento.. Alguns usuários da a comunidade online da empresa também serão selecionados. O número específico de clientes não foi divulgado. 

“Um dos principais objetivos do Nubank é criar soluções relevantes que facilitem a vida dos brasileiros. Hoje, mais da metade dos celulares ativos no Brasil são pré-pagos e cerca de 60% das recargas são feitas digitalmente. Queremos simplificar esse processo e levar a experiência Nubank também para esse grupo de consumidores”, diz em comunicado Vitor Olivier, vice-presidente de Consumo do Nubank.

Para fazer a recarga, é necessário ir a barra de funções do app e tocar na opção Recarga. Na sequência,  é preciso inserir o número do celular, escolher a operadora, selecionar o valor da recarga entre as opções que a operadora oferece e colocar a senha de quatro dígitos da NuConta. 

A NuConta atingiu a marca de 10 milhões de clientes em setembro. Inaugurada há dois anos, a NuConta já é o maior produto da empresa. A companhia anunciou nos últimos meses o fim da lista de espera para o cartão de crédito, liberou o cartão de débito para todos os clientes,  abriu opções de investimento, iniciou transferências por DOC para as contas e criou a conta jurídica. 

O Nubank tem mais de 13 milhões de clientes no Brasil e já recebeu mais de sete rodadas de investimento. Em julho, a empresa se tornou a primeira startup brasileira a ser avaliada em cerca de US$ 10 bilhões, após um aporte de US$ 400 milhões liderado pelo fundo americano TCV, investidor de gigantes como Facebook, Netflix e Airbnb.

Fonte: Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Reprovado 7 vezes no trainee da Ambev, empresário vende consultoria de RH por R$ 70 mi

O início profissional de Paulo Mendes não foi fácil. Nos fim dos anos 1990, seu objetivo não era diferente da maioria dos aspirantes a executivos: trabalhar na gigante das bebidas Ambev. O sonho, porém, nunca foi realizado, apesar das sete tentativas de cavar uma oportunidade. Hoje, 20 anos mais tarde, Mendes acabou de vender a 2Get, empresa de recrutamento e seleção que criou há dez anos, para o grupo americano Heidrick & Struggles, em um acordo avaliado em R$ 70 milhões.

“A chance da gente sempre chega”, diz Mendes, de 41 anos, sobre a venda da 2Get, empresa que continuará a liderar mesmo após o acordo com a gigante dos EUA. Com 12 consultores e 50 funcionários, a companhia foi fundada depois que o empresário conseguiu duas oportunidades como executivo: na Votorantim, onde o mineiro iniciou a carreira em São Paulo, e na construtora Tenda.

Após alguns anos na Votorantim, de onde saiu em busca de um negócio que crescesse em maior velocidade, acabou na construtora Tenda, na qual chegou um ano antes da abertura de capital da construtora dedicada ao setor de baixa renda. Foi uma história de fracasso: apesar de a empresa ter feito uma grande abertura de capital, em 2007, e de por algum tempo ter atraído a Gafisa como sócia, o valor do negócio acabou “virando pó”, admite Mendes.

Os custos e a organização de uma operação que crescia vertiginosamente se mostraram muito complexos para a administração da Tenda, diz Mendes. Mas foi na construtora que Mendes teve sua primeira oportunidade realmente relevante na área de recursos humanos. Apesar de atuar como diretor comercial e de marketing, uma de suas funções foi apoiar as contratações. Ele já tinha alguma experiência nisso, graças a uma rápida passagem pela consultoria Michael Page.

“Eu me envolvi em todo o processo, tendo que contratar 900 pessoas em um ano”, lembra. “E, com isso, eu me aproximei de várias consultorias de RH.” Em uma época de bonança econômica, Mendes lembra que teve de construir relacionamentos para conseguir preencher as vagas que oferecia. “A Tenda não era tão atraente, pois era muito mais fácil atrair talentos para companhias como Coca-Cola e Unilever.”

Empreendimento

Além da experiência no mundo do RH, a Tenda também aproximou o empreendedor do fundo Galícia. Em 2009, o Galícia – que tem ex-pesos-pesados justamente da Ambev entre os fundadores – funcionou como uma espécie de investidor-anjo da 2Get.

Ainda antes de o mercado de trabalho descer ladeira abaixo, a 2Get teve de buscar um nicho para se destacar entre um mar de nomes internacionais, como Korn Ferry, Michael Page e a própria Heidrick & Struggles, que agora compra 100% de suas ações. Um dos focos, conta o empresário, foram as companhias familiares, que sempre foram deixadas meio de lado pelas grandes consultorias.

Com essa receita, conseguiu crescer cerca de 40% todos os anos, desde o início de sua operação. Fontes de mercado confirmaram ao Estado confirmaram que a 2Get, antes da aquisição, era a maior empresa de seu ramo de capital 100% nacional, seguida de perto pela Exec, que surgiu mais ou menos na mesma época.

Com a venda de 100% do negócio à Heidrick, a 2Get deverá continuar seguir no nicho em que já atua – a busca de candidatos para cargos de alta gerência e diretoria – e ampliar o investimento em tecnologia. Segundo Mendes, ferramentas desenvolvidas pela companhia permitem a leitura do perfil de um profissional na internet – incluindo o LinkedIn, artigos escritos e comunidades de discussão – via robô, agilizando o processo de contratação.

“É algo importante, pois as empresas de tecnologia começam a roubar o faturamento da indústria de consultoria. Temos de atuar nas duas frentes.”

Fonte: Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo, 24 de setembro de 2019 | 09h31

The Desperate CI Professional? By Ben Gilad

In May of this year I posted an article on LinkedIn titled, “Is Competitive Intelligence dead? Yes. No. Depends.” It had 59 comments, which was gratifying. Yesterday there was an advert for a webinar posing an ominous heading of “the end of line for CI?” OK, so it’s riding on the theme of my post, which is OK. I am used to it. Imitation is the best flattery or something like that.

What was interesting from the above blurb was that it reached the opposite conclusion from mine. That’s terrific. That’s the best sign of the struggle within the competitive intelligence community for the direction and evolution of the profession. It would be thrilling to witness it (since now I know who is winning) if it wasn’t for the fact that I wrote an article for (now defunct) Competitive Intelligence Magazine in 2008 (!) describing this battle. So I am either a prophet (I am not, I don’t even remember where I put my keys) or I repeat myself (I do, I do). But those who read it then, and took it to heart, are far from the end of the line. Actually, they are thriving.

In the 2008 piece, I argued that a few of us (Ken Sawka, Jan Herring, Liam Fahey) were pushing the profession away from focusing on  collection and toward analysis and insight. In contrast, the information professional “wing” (librarians, archivists, search experts led by information vendors) tried to mostly improve collection techniques. My prediction in 2008 was that if competitive intelligence analysts fall into the information practitioners “more data, better data” trap they will lose relevance as technology and outsourcing will replace them.

Lo and behold, the above 2019 webinar by an information practitioner decries the “death” of the profession and recommends, no, urges, “CI” professionals to adopt more technology to the rescue.

Para ler mais, clique aqui.