BlogCaso Oswaldo Cruz 3SX: Cidades com menos de 100 mil habitantes representam 30% do PIB do país

Um estudo elaborado pela agência Artplan em parceria com a Ideia Consumer Insights revela o potencial de consumo existente nas cidades do interior do Brasil. O projeto “Cidades Descobertas”, que apresenta os resultados em uma plataforma digital, aponta que 95% dos municípios brasileiros possuem menos de 100 mil habitantes. Além disso, 45% da população brasileira e 30% do PIB estão concentrados em cidades com este perfil.

A pesquisa também apresenta perfis e anseios das pessoas que vivem no interior. O primeiro deles é que a maioria dos moradores de cidades pequenas não querem mudar de lugar. Eles avaliam que as cidades onde residem têm alto grau de qualidade de vida, valorizam o fato de estarem perto da família, e acreditam que estas são qualidades da cidade que os fazem permanecer onde hoje residem.

Por outro lado, os interioranos acreditam que suas cidades podem melhorar. Embora estejam satisfeitos por viver longe do caos dos grandes centros, a falta de opções de compra, cultura e lazer é uma característica presente em quase todos os locais visitados e uma ânsia frequente dos habitantes. O levantamento avalia que somente 3% das cidades possuem shopping centers e apenas 7% delas tem salas de cinema.

Já a terceira descoberta aborda o poder da propaganda ‘boca a boca’, quando as pessoas conhecidas se tornam grandes influenciadoras para o consumo. A relação de confiança pode tornar um encontro entre amigos numa reunião de ‘negócio’. Segundo o especialista Dr. Mauro Osório, professor de Direito da UFRJ que esteve envolvido no projeto, “a primeira questão da transação são as relações de confiança. Se você tem em cidades menores pessoas que moram mais perto do trabalho, onde você esteja estabelecendo relações de confiança maior, gera-se uma maior produtividade”.

O quarto ponto descoberto se refere a vontade dos jovens de estudar sem sair da própria cidade, já que a porcentagem destes municípios que possuem ensino superior é de apenas 36%. Enquanto nas unidades médias e grandes o nível de alfabetização está entre 93% e 94%, nas cidades pequenas (com menos de 100 mil habitantes) o nível de alfabetização é de 85%.

E a última descoberta mostra que a relação dessas pessoas com a web é cada vez mais plena e frequente. Cerca de 84% dos moradores das cidades com menos de 100 mil habitantes tem acesso à internet, porcentagem maior aquela dos que possuem telefone: 78%. Além de estarem online, os habitantes estão ávidos por novidades, e utilizam a rede como fonte de informação, comunicação e consumo.

“A ideia da Artplan nasce da constatação da imensa importância e participação das cidades com menos de 100 mil habitantes no universo de municípios brasileiros. Por isso identificamos uma necessidade de entender melhor as características desta grande parcela da população e identificar oportunidades para os nossos clientes”, reforça Marco Antonio Viera Souto, VP de Planejamento da Artplan e idealizador do projeto.

O projeto percorreu mais de 18 mil quilômetros durante 30 dias e envolveu mais de 16 profissionais entre pesquisadores, planejadores, criativos, designers e produtores. A paisagem, a tranquilidade e o dia-a-dia das cidades visitadas foram documentadas em vídeo, produzido pela própria Artplan e disponibilizados no hotsite, com entrevistas in loco com moradores, comerciantes, especialistas como professores universitários, pesquisadores e autoridades locais de norte a sul do Brasil.

Fonte: propmark, Publicado Terça-Feira, 31 de Março de 2015, 10:48

“Todo mundo está preocupado com performance”, disse CEO da Oracle

Mark Hurd, CEO da Oracle, abriu as conferências do Marketing Modern Experience nesta terça-feira (31), em Las Vegas, falando sobre a preocupação das empresas com performance e a pressão pelo aumento das receitas. “Todo mundo está preocupado com performance”, disse. Ele destacou como os consumidores mudaram e como eles ainda não estão satisfeitos com as suas experiências de consumo. Hurd citou dados de mercado que mostram que 86% dos consumidores pagariam mais por uma melhor experiência de consumo e 89% trocaram de marca após uma experiência ruim.

“O poder mudou de mãos. O consumidor hoje tem muito mais poder. O social mudou tudo. Eu posso por exemplo colocar um vídeo no YouTube para mostrar minha insatisfação sobre algo”, ressaltou.

O CEO da Oracle também falou sobre como a audiência está fragmentada nos vários canais. Segundo uma pesquisa da Accenture, 78% dos consumidores não têm experiências consistentes. Já a Blue Research mostra que 94%dos consumidores descontinuaram a comunicação com uma companhia porque receberam promoções e mensagens irrelevantes.

“Quanto mais personalizada for sua mensagem, maior será o benefício e engajamento do consumidor com sua marca. E é a análise de dados que vai te mostrar o caminho. A chave é usar os dados massivos para tornar as decisões das empresas mais rápidas”, afirmou Hurd.

Segundo Murd, a mudança de comportamento das pessoas é dramática. “Nós estamos comprometidos em ajudar os nossos clientes. Por isso, estamos investindo muito em soluções em cloud automatizadas e focadas na experiência do consumidor. Nós acreditamos que essa é uma grande oportunidade”, finalizou o executivo.

Highlights

Nos últimos anos, a Oracle adotou uma política agressiva de aquisições de empresas especializadas em marketing digital para aumentar suas soluções de negócios. Não à toa, a companhia diz que cresce mais rápido do que seus concorrentes. No terceiro trimestre do ano fiscal, a Oracle declarou que adicionou quase 800 novos SaaS (Software as a Service) Customers, sendo que 407 deles são voltados para a experiência do consumidor.

Para a Oracle, assegurar uma experiência consistente em todos os canais de comunicação com os consumidores é a prioridade para os CMO’s (Chief Marketing Officer) em 2015. Entre os clientes da companhia estão grandes marcas como LinkedIn, Nintendo, eHarmony e Harley-Davidson.

O Modern Marketing Experience está sendo realizado pela Oracle em Las Vegas até a próxima quinta-feira (2). O evento reúne 3.100 pessoas, entre clientes, profissionais e analistas de mercado.

Fonte: propmark/Kelly Dores, de Las Vegas, Publicado Quarta-Feira, 01 de Abril de 2015

Um país de empreendedores, por Nizan Guanaes

Quer uma boa notícia do PIB do ano passado que não está no PIB do ano passado? O Brasil liderou o ranking global do empreendedorismo em 2014.

Segundo, nova pesquisa da GEM (sigla em inglês para Monitor do Empreendedorismo Global), 34,5% dos brasileiros adultos entre 18 e 64 anos possuíam uma empresa ou estavam envolvidos na criação de um negócio em 2014.

É a maior taxa de empreendedorismo do mundo, à frente da China (26,7%), dos Estados Unidos (20%), do Reino Unido (17%), da Índia (10,2%) e de todos os outros países pesquisados. Esse campeonato mundial vale muito mais do que qualquer Copa ou Olimpíada.

É essa massa de empreendedores que levará o país de volta ao crescimento. Diante do quadro atual, essa é uma das perspectivas que mais me animam. Afinal, o Brasil é também uma nação “start-up”, mesmo que seja “low tech”. Imagina num ambiente de negócios melhor.

O empreendedorismo é a forma mais eficiente de gerar riqueza e bem-estar para a população. E pode ser muito estimulado com soluções simples e eficientes. Um exemplo do que já se fez, o Simples, que uniu diversos e complexos tributos numa única, simplificada e reduzida taxa, inseriu uma legião de empreendedores na formalidade e facilitou a vida de milhões de empresas.

No ano passado, enquanto a arrecadação geral caía, a arrecadação do Supersimples aumentava. Quantas medidas como essa, que não geram despesa, geram riqueza, podem ser formuladas e adotadas? Já há até nova proposta tramitando para a ampliação do Simples, que estenderá sua incidência a mais setores e trará mais empreendedores para a economia formal.

Aliás, o relatório da GEM 2014 abre com uma daquelas frases incríveis do Albert Einstein: “Tudo de valioso na sociedade humana depende das oportunidades de desenvolvimento oferecidas aos indivíduos”.

Mesmo que num ritmo lento, o Brasil vem desde a redemocratização e a Constituição de 1988 provendo uma base sobre a qual os indivíduos estão avançando. Não é uma linha reta –as histórias de sucesso raramente se dão em linha reta. Mas os índices macroeconômicos e sociais são hoje muito melhores do que os de dez anos atrás.

O imenso mercado interno brasileiro consolidado no último ciclo de crescimento pode estar mais fraco, mas não vai embora. E uma hora volta a crescer. Nossas empresas evoluíram muito também nesse período, com enorme aprendizado.

Voltando à pesquisa GEM, patrocinada por centros de saber como o Babson College e a London Business School, a taxa de empreendedorismo entre a população adulta brasileira teve evolução notável nos últimos dez anos, subindo de 23% em 2004 para os 34,5% do ano passado.

Esses milhões de brasileiros que se tornaram empresários vêm de todas as classes sociais. E todos trazem contribuição enorme ao país.

Nasci no Pelourinho, em Salvador, e me tornei empresário no mundo porque crescendo no Brasil pude ver claramente as grandes oportunidades diante de mim e estava capacitado a desenvolvê-las.

Há muito a fazer para capacitar esse exército de empresários e suas novas empresas, da educação à legislação, passando pelo trampolim da tecnologia.

A propagação das novas tecnologias é o atalho para o empreendedor. Hoje, com poucos recursos, ele pode facilmente se comunicar com os seus diferentes públicos, realizar transações financeiras em áreas remotas e a baixo custo, aprender com parceiros locais e distantes, usufruir de gadgets, aplicativos e softwares para todas as necessidades.

São os empreendedores e suas empresas que criarão os empregos e gerarão as receitas para mudar o patamar de desenvolvimento do Brasil.

As crises trazem confusão, mas trazem também clareza. Que ela exerça sua função suprema de depurar defeitos e fortalecer acertos. O apoio ao empreendedor já se provou seminal aqui e em todo o mundo.

Essa crise vai dar trabalho, e só vamos sair dela trabalhando e empreendendo.

NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças, a cada 14 dias, na Folha de S.Paulo, terça-feira, 31 de março de 2015. Foto: Alê Oliveira.

Liderar na crise, por Nizan Guanaes

Abri a agência DM9 no dia 19 de setembro de 1989, com investimento de U$ 1 milhão obtido no mercado financeiro. Collor assumiu a Presidência em janeiro de 1990, e seu plano congelou todo o dinheiro a ser investido.

Passei um dia inteiro deitado, sem saber o que fazer. No dia seguinte, levantei com meu espírito decidido a liderar na crise e comecei a ter uma atitude de líder.

Uma frase que ficou famosa na época (“enquanto outros choram, eu vendo lenço”) vem de anún- cio que publiquei no qual eu ven- dia meus serviços a empresas em pânico.

Na crise, cresce quem tem saídas, e não só queixas.

Convoquei uma coletiva para a imprensa e para os meus clientes no McDonald’s, cujo convite dizia: “Não é porque sua verba desapareceu que a sua agência vai desaparecer. Nós vamos estar aqui do seu lado. Venha ver as saídas na nossa apresentação no McDonald’s (o lugar você compreende, o nosso dinheiro também sumiu)”.

Usei liderança e criatividade para estar mais perto dos clientes e para não deixar meus colaboradores desanimados. Aquela posição de liderança, de parceria, de ser uma voz de razão num mar de desânimo, foi fundamental para a DM9 deslanchar. E ela cresceu muito na crise.

As grandes empresas brasileiras não foram criadas na bonança, até porque momentos de bonança são raros na história do Brasil e da América Latina. Elas foram erguidas enfrentando dificuldades econômicas e políticas. E superaram essas dificuldades se reinventando, encontrando oportunidades nessas crises. Seus empresários não foram só empresários. Nesses momentos, foram grandes líderes.

São líderes que constroem as empresas líderes. Darwin diz que as espécies que sobrevivem não são as mais fortes, e sim as que mais rapidamente se adaptam a novas condições.

É de líderes que o momento atual precisa. O piloto e a aeromoça não podem entrar em pânico na hora da turbulência.

Por isso agora nas empresas a comunicação interna, o endomarketing, é fundamental. As empresas não precisam de chefes neste momento, precisam de líderes.

Nossos clientes precisam de soluções inovadoras, baratas, prá- ticas e simples. As grandes invenções foram criadas em momen- tos de guerra. Foi o frio que inventou o fogo, a distância que inventou a roda. É o problema que cria a grande solução.

A crise econômica no Brasil é um fato. Mas não adianta ficar só chorando com o ambiente externo à empresa, que ela não consegue mudar. Então temos que mudar o ambiente da empresa: inovar as formas de fazer, investir na produtividade e olhar para o médio e o longo prazo.

Adoro biografias de grandes homens porque eles nos mostram como superaram muitas vezes momentos como este.

Equipes na crise não podem ser lideradas por e-mails, whatsApps ou SMSs. Elas têm de ser lideradas por exemplos, soluções que inspirem, saídas que engajem. Se o RH, o departamento que cuida de gente, é vital hoje, ele o é mais ainda nos momentos de agora.

E os líderes têm que fazer tudo o que pedem para as pessoas fazerem. Se você pede corte de custos, comece você mesmo a cortá-los. Ninguém vai acreditar que há crise se você estiver de férias; se não estiver trabalhando de manhã até a noite; se não estiver ligado no celular e nos e-mails o tempo todo, respondendo aos clientes e aos colaboradores em tempo recorde.

Isso exige cabeça descansada, foco, sono, esporte, meditação… o que for preciso para controlar o estresse. E também uma agenda limpa de tudo o que distraia desses objetivos.

Essas não são verdades minhas, é o que eu aprendi na vida dos grandes homens. Mas não é só se inspirar nos grandes brasileiros do passado, mas no que nossos líderes inspiradores estão fazendo agora. E nas empresas que estão crescendo ou vão crescer aproveitando as oportunidades de toda crise –perto dos clientes, perto dos colaboradores, perto do celular. Este é o lugar de liderar agora.

O líder é aquele que serve. E, neste momento, ele tem que servir de exemplo para seus colaboradores, de inspiração para seus clientes e de voz da razão e bom senso para a nação.

BlogCaso Oswaldo Cruz 4SX: Cresce a busca por cosméticos orgânicos e naturais

O setor de orgânicos, pouco a pouco, começa a ganhar o interesse dos brasileiros. Se nos alimentos a procura por esses itens naturais já registra um crescimento considerável – 25% em relação a 2013 – e a categoria possui uma regulamentação em vigor, no setor de cosméticos os avanços ainda não chegaram a esse grau de maturidade. Além de concorrerem com grandes marcas tradicionais do ramo, os produtos de beleza orgânicos não possuem uma legislação específica nem registro na Anvisa. Ainda assim, vem aumentando o número de empresas dispostas a atuar de forma a causar menos impacto no meio ambiente e a recorrer ao termo “natural”.

Esse crescimento é reflexo de uma cultura que surge a partir da mudança do comportamento do consumidor. Cada vez mais informado, ele passa a cobrar das empresas atitudes que sejam compatíveis com o meio ambiente e que tragam benefícios mais reais durante o uso. A preocupação com a sustentabilidade precisa estar presente não apenas na confecção da embalagem, mas em todo o processo de produção, incluindo o tipo de colheita da matéria-prima que será usada. Segundo estudo da Organic Monitor, o setor de cosméticos orgânicos movimenta cerca de US$ 9 bilhões em todo o mundo, representando 2% do mercado total.

As oportunidades para esse nicho, portanto, são grandes e exigem maior investimento em ações de Marketing das marcas, para atraírem e fidelizarem consumidores. “Esse segmento de qualidade de vida e de itens naturais e orgânicos concentra pouca oferta. Aqui no Rio de Janeiro, mesmo os grandes supermercados possuem uma quantidade mínima desses produtos e, ainda assim, voltada somente para os alimentos. Para conseguir um item como maquiagem ou de higiene é preciso buscar lojas especializadas. Criamos, por isso, um marketplace chamado Holis, voltado a esse setor”, conta Carolina Senna, Diretora de Planejamento e Negócios da Personare, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Interesse do consumidor
Se na alimentação são, muitas vezes, as intolerâncias que levam as pessoas a procurarem por itens com apelo de saudabilidade, na beleza são algumas alergias ou descobertas de malefícios de compostos químicos que fazem com que a pessoa busque experimentar um produto diferenciado. De acordo com o Instituto de Marketing Natural, o grupo consumidor de orgânicos e naturais é formado por pessoas com faixa etária mais avançada e com níveis cultural, financeiro e educacional mais elevados, cientes do impacto do uso deles.

Por outro lado, o interesse em conhecer uma nova marca, que apresente uma proposta de engajamento, existe entre consumidores ocasionais também, que em algum momento estão dispostos a pagar mais caro por curiosidade. “Do fluxo de visitas em nosso site, 46% são destinados a cosméticos, sendo 30% maquiagem, 10% cabelos e 6% produtos masculinos. Em relação às compras efetuadas nessa categoria, 77% são de cosméticos orgânicos. Isso mostra que o setor ainda se consolidará. Existe procura e interesse pelos itens, mas falta um acesso mais fácil a eles. Com a internet, os clientes têm descoberto mais opções”, conta Carolina.

No Shopping Holis, o ticket médio de compra de produtos de beleza é de R$ 45,00, enquanto dos demais itens é de R$ 98,00. “Vemos por essa diferença de gasto que eles veem esse tipo de consumo como um teste, principalmente porque a maioria das marcas é desconhecida do grande público. Geralmente, eles compram um sabonete, xampu, hidratante ou um de nossos kits que são destinados a ações sensoriais, como kit autoestima, kit estresse. Além disso, há um detalhe que faz com que a procura aumente, que é a Aromaterapia. Esse é um segmento interessante que vem aumentando, os clientes querem o benefício imediato”, afirma Carolina.

Aprimorar detalhes
Sabendo das expectativas dos consumidores diante de um artigo natural ou orgânico, as empresas devem investir em melhorias que diminuam as diferenças em relação a um item tradicional, como embalagem, fragrância e densidade. Isso porque muitas pessoas têm a expectativa de que nada será diferente do que já utilizam, a não ser a questão ambiental. Algumas marcas, no entanto, pouco investem nos frascos e rótulos, gerando baixa atratividade, além da formulação que dá menos espuma em caso de sabonetes e xampus.

Equipes de tecnologia da Natura se dedicam especialmente a manter essa qualidade sem abrir mão dos recursos naturais e sustentáveis. A linha Ekos, um dos carros-chefe da marca, prioriza o uso de matérias-primas de fontes renováveis e ativos com certificação de origem, sejam de cultivo orgânico ou de manejo florestal sustentável, e possui cores e texturas que a fazem atraente para o consumidor. “Um dos nossos maiores esforços é justamente manter o padrão ao qual esse usuário está acostumado. O banho continua sendo prazeroso, mas apoiado em consumo consciente”, afirma Denise Figueiredo, Diretora de Marca e Consumidor da Natura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para a companhia, o cliente pode continuar a consumir os mesmos produtos do qual gosta, sem se preocupar com questões como alergias ou exploração de matérias-primas. Isso porque a Natura trabalha com cooperativas certificadas e que ajudam comunidades. “O bem-estar de quem compra um de nossos produtos vai além da vaidade, do cuidado com o corpo. Ele colabora com o desenvolvimento de trabalhadores. Valorizamos também as sementes e os frutos do Brasil, algo que os europeus já fazem há muitos anos”, conta Denise.

Conectado a causas
Fabricar produtos naturais e orgânicos não é algo que seja feito com roteiro e passo a passo. Os empresários desse ramo, muitas vezes, são ligados a causas sociais e ambientais. Por isso, a maioria não realiza testes em animais – ação que ainda é recorrente nas marcas tradicionais de beleza. A preocupação com o descarte correto de resíduos também é uma constante, que cada vez mais começa a ser considerada no momento em que se adquire um batom, sabonete, esfoliante ou desodorante. Esses são itens utilizados com frequência e que geram uma quantidade considerável de lixo.

A Lush foi além das embalagens recicladas e adotou o uso de produtos “pelados” na entrega ao consumidor. “Utilizamos plástico reciclado tanto para garrafas quanto para os envios. Cerca de 40% do nosso portfólio não necessitam de invólucro. Tudo que fazemos está dentro do conceito vegano e vegetariano, mas também temos compostos químicos que não agridem a pele e são hipoalergênicos, para completar a base de produtos. Em nosso site, tudo é explicado, para que o comprador saiba cada detalhe do que ele estará usando”, afirma Renata Pagliarussi, Gerente Geral da Lush Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A mudança no comportamento do consumidor brasileiro em relação aos produtos naturais e orgânicos foi sentida pela empresa britânica, que há alguns anos possuía pontos de venda no Brasil, mas que não tinham grande sucesso. O mercado nacional, no entanto, passou por uma mudança e o país ganhou destaque no setor de Higiene e Beleza. “Devido à quantidade de pedidos, voltamos e não teríamos como não estar aqui. A população está mais consciente, tivemos um boom de consumo que permitiu o acesso a diversas marcas e houve uma compra indiscriminada. Agora, ela está mais responsável”, conclui Renata.

Natural até em tratamentos
Entre os novos hábitos de consumo, surge o interesse em nutracêuticos – cosméticos que são ingeridos e alimentam. Como forma de fugirem dos remédios e procedimentos estéticos, muitas pessoas recorrem a cápsulas diárias de vitaminas específicas para cada incômodo no visual. A Divcon, fabricante do Imecap, investe em pílulas que combatem a celulite, manchas, queda de cabelos e rugas – as maiores queixas em consultórios dermatológicos.

A oportunidade de investir nessa área foi identificada após uma pesquisa de mercado feita pela própria companhia, quando a marca verificou que apenas uma fabricante (Inneov), atuava no país. “Os consumidores estão querendo qualidade de vida e buscam mais prevenção do que tratamento. Focamos nesse negócio porque sentimos que havia muito espaço a explorar, principalmente no Nordeste, onde fica localizada nossa sede”, conta Manoel Vaz, Diretor-Geral da Divcom Pharma, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Fonte: Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 31/03/2015

Observação:

BlogCasos decorrem da experiência de ensino com Prof. Victor Almeida, professor do Instituto COPPEAD de Administração UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, na ESPM, sobre o Método do Caso, conhecido pelo sua secular aplicação na Harvard Business School.

BlogCasos serão relatos de situações enfrentadas por organizações.

A relevância de um BlogCaso está relacionada a possibilidade de discussão da “situação” relatada no caso utilizando-se o instrumental teórico que se pretende trabalhar em sala de aula.

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Os efeitos do PIB para o empreendedor

Sem nenhuma surpresa, e confirmando as expectativas de economistas e do mercado, o Produto Interno Bruto (PIB) do País avançou 0,1% em 2014, ante os 2,7% registrados em 2013. O fraco desempenho, puxado por um cenário de poucos investimentos e estagnação em setores importantes, como indústria e comércio, vai trazer desafios aos pequenos e médios negócios em 2015.

Sem nenhuma surpresa, e confirmando as expectativas de economistas e do mercado, o Produto Interno Bruto (PIB) do País avançou 0,1% em 2014, ante os 2,7% registrados em 2013. O fraco desempenho, puxado por um cenário de poucos investimentos e estagnação em setores importantes, como indústria e comércio, vai trazer desafios aos pequenos e médios negócios em 2015.

Para Virene Matesco, professora da escola de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, o cenário de arrocho vai se intensificar ao longo do ano quando começarem a ser contabilizadas as perdas proporcionadas pela crise hídrica, o real desvalorizado frente ao dólar e o risco iminente de racionamento no País.

“O fraco desempenho reflete muito nas pequenas empresas, que muitas vezes não contam com margens que lhes possibilitam driblar a crise. As que tiverem algum tipo de reserva, terão de enfrentar ainda um possível racionamento. Se for confirmado isso, será um agravante aos pequenos negócios”, explica Virene Matesco.

Outro fator que representa um obstáculo aos pequenos negócios é o cenário de desconfiança entre os investidores, o que pode na prática reduzir ou interromper os aportes planejados para 2015.

“Existe uma certa crença no mercado de que as empresas menores se ajustam melhor ao momento de crise. Isso serve apenas para o microempreendedor, que consegue mexer em preços e tem um custo operacional baixo. Os negócios que atendem uma cadeia produtiva composta por empresas maiores vão demorar mais tempo para diversificar e mitigar os riscos”, completa a professora da FGV.

Apesar da projeção de um futuro obscuro, existem caminhos que as pequenas empresas deverão seguir para driblar ou amenizar os efeitos da crise econômica, entre eles, está a estratégia de oferecer produtos e serviços ao próprio governo participando de licitações.

Indústria. Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper, aponta também as exportações como a atividade que pode representar a retomada do fôlego da economia. Por outro lado, o dólar alto compromete a competitividade da indústria, já que encarece matérias-primas, insumos e aumenta dívidas que foram contraídas na moeda estrangeira.

“No médio prazo, o que deverá nortear as estratégias das empresas são os cortes de custos, renegociação de dívidas e diversificação. As licitações públicas que estão planejadas para este ano podem aquecer empresas que atuam com infraestrutura”, afirma o especialista. “Equilibrar a balança que pesa o que vem de fora e o que sai do País é fundamental para fortalecer a indústria, setor que apresentou um desempenho muito fraco em 2014”, detalha.

Segundo o IBGE, os investimentos recuaram 4,4% no ano passado, depois de terem avançado 6,1% em 2013. A indústria, por sua vez, recuou 1,2% (leia mais sobre a indústria na página 4). Ainda de acordo com os dados divulgados na última sexta-feira, a agricultura permaneceu relativamente aquecida – alta de 0,4% e o setor de serviços, com ascensão de 0,7%. Foram esses segmentos que mantiveram o resultado geral do PIB minimamente positivo em 2014.

Fonte: BRUNO DE OLIVEIRA – ESPECIAL PARA O ESTADO, 31 Março 2015 | 07h 00

Abrir um negócio de sucesso vai depender muito de você

Com inauguração prevista para abril, a Panda precisou se reinventar antes mesmo de abrir as portas. Tudo para alcançar, logo de saída, um número maior de clientes no disputadíssimo mercado de alimentação. “A ideia era abrir uma paleteria mexicana, mas, como esse mercado saturou rapidamente, vamos oferecer outros produtos”, conta o idealizador do empreendimento, Roberto Saretta.

O empresário teve uma sacada importante para preservar seu negócio: fugiu ‘da moda’, ou seja, de idealizar e planejar um negócio baseado na preferência momentânea do cliente.

No caso de Saretta, a diversificação permitirá a ele atrair outros públicos. “É uma opção para quem quer fazer um lanche rápido na hora do almoço por um preço menor do que os praticados nos restaurantes da região da Vila Madalena”, conta o empresário, que também negociou um aluguel mais baixo. Segundo o empresário, o cliente poderá almoçar gastando R$ 15, o que inclui sobremesa, enquanto que, nos restaurantes da região, o preço médio só do almoço é de R$ 25.

A história de Roberto, assim como a de outros empreendedores neste especial Estadão PME, pode servir de inspiração para quem quer empreender, apesar da crise econômica. E esses futuros empresários precisam saber, logo de cara, que a retração da economia não deverá ser passageira.

O professor Clemens Nunes, da escola de economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), observa, inclusive, que o cenário macroeconômico será adverso nos próximos dez anos. Possivelmente, diz o especialista, veremos deterioração na renda das famílias. A expansão modesta do salário real e o aumento dos índices de desemprego tendem a agravar a situação. “Nesse contexto, a renda desses estabelecimentos pode estar limitada”, afirma.

Para se ter uma ideia, o setor de serviços foi o único a ter faturamento positivo em 2014 entre as micro e pequenas empresas que atuam em São Paulo. “Se juntarmos todos os setores, a queda no faturamento foi de 0,6% no acumulado do ano passado em relação ao ano anterior”, afirma Letícia Aguiar, consultora do Sebrae-SP. Em números absolutos, a receita total foi de R$ 595,3 bilhões.

A previsão para o IPCA, que mede a inflação oficial, de 2015 foi de 7,77% para 7,93% no meio de março, segundo expectativas do boletim Focus do Banco Central, e ultrapassou a barreira dos 8% no final do mês. “Isso não fere apenas a capacidade de consumo, mas também onera o negócio, que depende de fornecedores”, diz Simão Silber, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP. “Você teria que pesquisar muito antes de tomar uma decisão. Dos últimos cinco anos, esse é o pior momento para abrir.” Outra notícia ruim foi o Produto Interno Bruto (PIB), que avançou apenas 0,1% durante 2014, segundo dados divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas o sucesso de um novo empreendimento, entende Nunes, da FGV, está nas mãos do empresário. “Se, de um lado, a economia está mais fraca, de outro, uma série de oportunidades podem surgir onde concorrentes estão saindo.” Ser otimista, nesse sentido, pode abrir portas, mas só vai funcionar se o empresário fizer o dever de casa. “Água benta, caldo de galinha e cautela nunca fizeram mal a ninguém”, diz Silber.

Fonte: LIGIA TUON – ESPECIAL PARA O ESTADO, 31 Março 2015 | 06h 56

Consumidores estão frustrados com atendimento das marcas

Os consumidores estão cada vez mais optando por entrar em contato com as marcas através da comunicação escrita digital (email e redes sociais) em vez de comunicação por voz. Essa é uma conclusão da Eptica, fornecedora de software de gerenciamento de interação com o cliente, que entrevistou 1.000 consumidores e 103 agentes de call centers no Reino Unido.

O estudo “The Power of Linguistics in Custumer Service” identificou que 87% dos consumidores optam por email para entrar em contato com as marcas, seguido pelo Facebook (6%), chat (4%) e Twitter (3%).

A frustração, apontada por 78% dos consumidores, está em não receberem, parcial ou completamente, as respostas para suas perguntas. Outro problema trazido por 31% é a falha em reconhecer sua frustração, raiva ou insatisfação no momento do atendimento.

A pesquisa constatou que as consequências desta frustração foram gritantes: 82% afirmam que sempre ou muitas vezes mudam de fornecedor por não terem seus problemas resolvidos. A rotatividade de clientes impacta sobre as receitas, pois quando o consumidor precisa entrar em contato novamente, isso gera custos, cargas de trabalho de atendimento ao cliente e alongamento dos recursos.

Do outro lado, 61% dos agentes de call center afirmam que acham difícil compreender a linguagem e o vocabulário que os consumidores utilizam. Quase um terço (31%) acham difícil reconhecer a raiva ou a insatisfação nas comunicações escritas.

Ter que julgar a gravidade das reclamações é um fator que deixa os agentes infelizes, mas eles também citam emails escritos totalmente em letras maiúsculas e uso da palavra ‘desapontado’.

E quando os agentes concordam com as frustrações dos clientes, eles se sentem impotentes para ajudar e gostariam de ter melhores ferramentas e tecnologias. Por exemplo, metade queria estar apto a priorizar respostas baseadas no tom (raiva, tristeza, felicidade) e uma similar proporção queria tecnologia que analisasse questões e sugerisse informações relevantes.

Julian Sammells, diretor de vendas da Eptica no Reino Unido e na Irlanda, observa que muitas marcas focaram em construir relacionamentos mais fortes e se engajar com os seus clientes. No entanto, afirma que seus esforços estavam sendo “seriamente comprometidos por um desgaste no entendimento entre os consumidores e funcionários da linha de frente do atendimento ao cliente”.

*Com informações de Real Wire e Warc

Fonte: propmark  Sexta-Feira, 27 de Março de 2015 10:29

Novas funções surgem a cada ano no mercado de trabalho

A Sala de Emprego dessa segunda-feira (30) fala sobre as profissões que vão mudando ao longo do tempo para acompanhar o mercado de trabalho. As profissões se modernizam e os estudantes precisam acompanhar as mudanças quando ainda estão na faculdade. Os profissionais que já estão no mercado também precisam se atualizar. Só este ano já foram 14 novas ocupações reconhecidas pelo Ministério do Trabalho.

O mercado profissional se transforma sempre e com o avanço da tecnologia os trabalhadores precisam se atualizar. O técnico em telecomunicações, por exemplo, trabalhava com telefonia, rádio e televisão. Hoje, ele tem que entender também de TV digital, computador, fibra ótica e as possibilidades de especialização aumentaram.

Por isso, as escolas de formação profissional também têm que se mexer. No Senai, por exemplo, há 10 anos, o mecânico aprendia sobre o carro em geral. Agora, ele também tem que entender da tecnologia que faz funcionar o motor, o freio e a suspensão.

O Ministério do Trabalho reconhece 2.621 ocupações. A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), desde que foi criada há quase 40 anos, passa sempre por atualizações para se adequar ao mercado de trabalho. Neste ano, 14 ocupações foram reconhecidas:

– Gerontólogo
– Higienista ocupacional
– Naturólogo
– Profissional de relações com investidores
– Fiscal de atividades urbanas
– Condutor de máquinas (bombeador)
– Condutor de máquinas (mecânico
– Técnico em higiene ocupacional
– Cerimonialista
– Condutor de turismo de aventura
– Condutor de turismo de pesca
– Mototaxista
– Marinheiro auxiliar de convés (marítimo e aquaviário)
– Marinheiro auxiliar de máquinas (marítimo e aquaviário)

Francisco Eduardo Carneiro é dono de padaria e vê a mudança acontecer: “Hoje a gente tem opção, o cliente tem opção de comer. Antigamente não tinha. Era só pãozinho com manteiga, mais nada. Hoje tem vários pães”. O filho dele, Carlos Eduardo Carneiro, consultor de panificação, percebeu que a clientela queria novidades: “Esse aqui é o pão de centeio com nozes, esse é pão de centeio com passas e esse é ciabata”.

Para faturar com esses clientes que exigem mais que o pãozinho de sal do dia a dia, Carlos Eduardo incrementou o currículo, foi para a França, fez estágio em uma padaria tradicional, rodou o mundo visitando feiras de padeiros e hoje sabe fazer mais de 20 tipos de pães. “O diferencial deles é o tempo de fermentação: o pãozinho francês, do dia a dia, fermenta duas horas por dia. Os meus, 20 horas”, explica.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), o faturamento das padarias cresceu 8% em 2014 e as vagas de emprego aumentaram 5,7%. A média salarial varia entre R$ 1.500 e R$ 3.000 e os profissionais mais experientes podem ganhar até R$ 5 mil.
Na biblioteca, as coisas também mudaram. A biblioteconomia agora se chama ciência da informação. Os livros continuam lado a lado nas prateleiras, mas encontrar e classificar cada obra está bem tecnológico.

“Tinha que fazer uma ficha para cada item do livro: uma para o autor, uma para o título. Ele faz o lançamento uma única vez e o computador replica isso para diferentes tipos de busca, autor, título”, conta Igor Rezende Quintal, coordenador de informação e tecnologia de uma escola.

O mercado também melhorou. O número de empregos cresceu 25% em cinco anos (de 2009 a 2013) e os salários aumentaram 42%. A remuneração média em 2013 era de R$ 4.927. Os profissionais ganham mais, mas têm que dominar novas tecnologias.

No campo
As mudanças também estão no campo e o antigo cortador de cana agora precisa entender de máquinas modernas e de tecnologia.

A máquina colhe até 500 toneladas de cana por dia e substitui o trabalho de 50 homens. Só em uma usina de Dourados, em Mato Grosso do Sul, são 45 colhedeiras. Daniel Soares de Oliveira opera uma dessas máquinas há três anos. Um trabalho bem diferente de quando ele começou como auxiliar no transporte de cana: “Era mais braçal, no engate e desengate dos caminhões. Até um pouquinho de cana que caía a gente tinha que pegar, era bem braçal a maioria das vezes. Fiquei mais um ano no trator e fazendo curso que a usina dava pra gente, cursos internos e fora também”.

Hoje em dia, Daniel só não trabalha no ar-condicionado quando precisa sair da cabine para ver se está tudo certo com a máquina do lado de fora. Esse é o trabalho mais braçal que ele faz nessa função. A colhedeira é toda computadorizada e é ele quem aciona os botões para direcionar a máquina no campo e retirar a cana.

Quando começou a trabalhar na usina, Daniel ganhava R$ 650. Hoje, ele recebe quase quatro vezes mais. Ele está fazendo faculdade de tecnologia em produção agrícola. Depois de formado, Daniel pode ser líder ou chegar a um cargo de gerência, com salário de até R$ 20 mil. “Pretendo chegar em um nível mais administrativo, de administrar a parte fiscal, qualquer outra coisa que seja na minha área que eu tô fazendo curso”, relata.

Edson de Oliveira Corsi trabalha há 32 anos como supervisor de colheita e transporte e acompanhou de perto o avanço da tecnologia no setor: “Hoje, a máquina é muito completa, oferece muitos recursos que o operador usa pouco o corpo físico e usa mais a mente e visão, conhecimento mesmo de dominar a máquina. Modernizou-se muito e melhorou muito a vida do trabalhador”.

Fonte: G1.Rede Globo de Televisão, 30/03/2015 12h02 – Atualizado em 30/03/2015, 15h43

Brasil é o nº 1 em empreendedorismo

Levantamento mostra o País com 34,5% de adultos entre 18 e 64 anos envolvidos com o próprio negócio, à frente da China e dos EUA

Três em cada dez brasileiros adultos entre 18 e 64 anos possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio. Em dez anos, a taxa total de empreendedorismo no Brasil aumentou de 23%, em 2004, para 34,5% no ano passado. Metade desses empreendedores abriu seus negócios há menos de três anos e meio.

Os dados são da nova pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). O levantamento mundial sobre o empreendedorismo é fruto da parceria entre a London Business School e o Babson College.

Começou em 1999 com dez países, mas, desde então, quase 100 países se associaram ao projeto. Em 2014, a pesquisa atingiu 75% da população global e 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, foram entrevistadas 10 mil pessoas de 18 a 64 anos das cinco regiões do País. O Estado obteve as conclusões da pesquisa com exclusividade.

Na comparação mundial, o Brasil se destaca com a maior taxa de empreendedorismo, quase 8 pontos porcentuais à frente da China, o segundo colocado, com taxa de 26,7%. O número de empreendedores entre a população adulta no País é também superior ao dos Estados Unidos (20%), Reino Unido (17%), Japão (10,5%) e França (8,1%). Entre as economias em desenvolvimento, a taxa brasileira é superior à da Índia (10,2%), África do Sul (9,6%) e Rússia (8,6%).

Ambiente. Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, o recorde de empreendedores no Brasil é consequência do aumento do número de formalizações nos últimos anos e da melhoria do ambiente legal, com a criação e ampliação do Supersimples – regime simplificado de cobrança de tributos para empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.

Por esse regime, pequenas e médias empresas têm a cobrança de oito impostos federais, estaduais e municipais reunida num só boleto. Para a maioria dos casos, a carga de impostos é 40% menor do que no regime tributário convencional.

Ainda de acordo com a pesquisa, ter o próprio negócio é o terceiro maior sonho do brasileiro, atrás de comprar a casa própria e viajar pelo País. O número de pessoas que almejam se tornar o seu próprio chefe é de 31%, praticamente o dobro das que desejam fazer carreira numa empresa (16%).

A pesquisa ainda revela que, de cada 100 brasileiros que começam um negócio próprio, 71 são motivados por uma oportunidade de negócio e não pela necessidade. Barretto diz que esse índice, que implica diretamente a qualidade do empreendedorismo, vem se mantendo estável nos últimos anos.

“O empresário atual abre uma empresa porque vê uma oportunidade e investe naquela ideia. Ter uma empresa porque não se tem uma ocupação não é mais o principal fator”, afirma. Há dez anos, os brasileiros abriam negócios próprios motivados pela falta de emprego.

Mais de 70% das micro e médias empresas conseguem sobreviver até contemplar o segundo ano. “Não é excepcional, mas é um excelente número”, avalia Barretto. O perfil desse novo empreendedor é mais jovem, mais feminino, mais negro e mais classe C, de acordo com o presidente do Sebrae.

Mesmo com a contração da atividade econômica do País, ele acredita ser possível o segmento da pequena empresa continuar crescendo neste ano. “O segmento não é uma ilha, mas tem demonstrado força para enfrentar essas crises, principalmente no comércio e serviços”, afirma.

Como exemplo do vigor dos pequenos negócios, Barretto cita o crescimento de 7% da arrecadação do Supersimples em 2014, enquanto houve queda na arrecadação geral, e a geração líquida de 3,5 milhões de empregos entre 2011 e 2014 – no mesmo período, as grandes e médias empresas tiveram saldo de 200 mil vagas fechadas.

Fonte: MURILO RODRIGUES ALVES , BRASÍLIA – O ESTADO DE S.PAULO, 29 Março 2015 | 02h 04

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