Inteligência Competitiva Brasil: Pesquisas indicam que chefes dispensados voltam para os cargos na condição de PJ, por Cosmo Donato

Expectativa para criação de postos de trabalho na virada de 2018 para 2019 não passa de 300 mil novas vagas celetistas – Folhapress

As projeções para a evolução do mercado de trabalho em 2018 passaram por consecutivas revisões negativas nos primeiros meses deste ano.

Na virada 2017 para 2018, a expectativa consensual era de criação líquida superior a 1 milhão de postos com carteira assinada.

Com a incorporação dos últimos dados observados, hoje tal expectativa não chega a 300 mil vagas celetistas.

É sabido que o mercado de trabalho responde com defasagem à evolução da atividade econômica.
Dessa forma, tais frustações —e principalmente, as revisões de projeções— são coerentes com vários resultados decepcionantes dos indicadores de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços.

Adicionalmente, pesam as incertezas quanto à indefinição do quadro político eleitoral para o pleito presidencial de outubro e como isso afetará a saúde financeira das empresas no futuro.

Há, no entanto, um fato curioso nos dados de criação líquida de postos de trabalho celetistas até o momento.

Entre janeiro e junho houve fechamento líquido de 43,2 mil postos de gestores, concomitante à criação de 73,3 mil postos das demais categorias, já descontadas as conhecidas influências sazonais.

Ocupação Vagas geradas no 1º semestre Salário médio na contratação, em R$
Alimentador de linha de produção 57,76 1.262,26
Assistente administrativo 17,09 1.469,14
Auxiliar de escritório 36,82 1.141,89
Faxineiro 31,46 1.091,06
Motorista de caminhão(rotas regionais e internacionais) 24,59 1.770,14
Recepcionista em geral 14,14 1.202,36
Servente de obras 28,55 1.176,39
Trabalhador da cultura de café 26,26 897,12
Trabalhador volante da agricultura 25,38 1.092,38
Técnico de enfermagem 13,92 1.587,28
Cargo Postos fechados Salário médio dos demitidos, em R$
Gerente administrativo -10,45 3.541,61
Gerente comercial -5,64 3.643,32
Gerente de loja e supermercado -7,66 2.133,57
Gerente de vendas -4,92 4.518,38
Motorista de carro de passeio -5,14 1.542,36
Operador de caixa -20,41 1.177,22
Supervisor administrativo -11,67 2.822,26
Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar -23,28 1.101,91
Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas -8,64 1.197,86
Vendedor de comércio varejista -54,21 1.196,56

O ajuste exclui as flutuações que refletem as particularidades de cada mês —como a alta das vendas no Natal ou a queda da produção no Carnaval— e permite a comparação entre períodos.

Ainda que os dados não nos permitam dizer com certeza a causa desse fenômeno, é razoável levantar ao menos hipóteses relacionadas a um contexto em que a maior parte das empresas ainda encontra restritivas condições de geração de receita e, consequentemente, de contratação.

A primeira dessas hipóteses é que houve mudança no perfil da atividade de gestão.

As empresas agora tenderiam a alocar mais subordinados sob um mesmo gestor, da mesma forma que algumas das funções que antes eram atribuídas a cargos ocupados por gestores agora passaram a ser exercidas por subordinados.

Muito deles já ocuparam um cargo de chefia no passado, mas não conseguiram igual recolocação.

A segunda hipótese, e talvez mais importante, é que as restrições tornam mais atrativa a modalidade de contratação sob regime de pessoa jurídica.

Isso encontra respaldo nos últimos dados de ocupação informal, da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pela IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa mostra crescimento de 5% do número de gestores trabalhando no setor privado, sem carteira de trabalho assinada, no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017. Tal resultado dá forte indício de que tal movimento (de pejotização) esteja de fato ocorrendo.

Por parte dos interesses da empresa, isso ocorre pela menor quantidade de encargos.

Já os contratados, sabendo que a remuneração não é mais tão atrativa como já foi em períodos pré-crise, veem vantagem diante da menor quantidade de descontos em folha, a fim de manter uma proporção maior da renda que possuía anteriormente.

Tudo isso considerando que, em média, o salário de contratação de um gestor é pelo menos três vezes superior ao de um subordinado.

Em suma, os dados nos mostram que, ao menos em termos absolutos, a crise foi, e continua ruim, para as condições de trabalho de todos.

Cosmo Donato é economista da LCA Consultores. Publicado na Folha de S.Paulo, 29/7/2018

Inteligência Competitiva: Livro de Satya Nadella, CEO da Microsoft, é lançado no Brasil

O presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, autor de ‘Aperte o F5’, durante conferência em Paris – AFGerard Julien – 24.mai.2018/AFPP

Ao se tornar o terceiro presidente-executivo da história da Microsoft, em fevereiro de 2014, o indiano Satya Nadella assumiu o dever de reconstruir a cultura da empresa e dar novos rumos para seus negócios.

A companhia sofria, de um lado, com o acúmulo de burocracias internas e disputas pelo poder, e, de outro, com o encolhimento do mercado de computadores, que perdiam espaço para smartphones.

O executivo, que já estava na empresa há mais de duas décadas, narra como enfrentou esses desafios durante sua ainda curta jornada à frente da companhia no livro “Aperte o F5”, em referência a tecla do computador usada para atualizar páginas na internet.

Na obra, Nadella descreve a busca da Microsoft por deixar de estar apenas associada ao Windows e mostra como a empresa procura destaque em áreas emergentes como computação em nuvem, inteligência artificial, realidade aumentada e computação quântica.

Aperte o F5

Para apresentar as oportunidades futuras, Nadella segue um formato bem desenhado e pouco empolgante.

Talvez para agradar a clientes e a funcionários, o autor faz uma breve apresentação de cada assunto, trata da importância dele para a Microsoft, cita projetos e conta que determinado executivo trabalha com isso na empresa.

Não há grandes revelações sobre os bastidores dessas transformações, relatos de discussões acaloradas na empresa nem explicações convincentes sobre negociações bilionárias da Microsoft, como a compra da Nokia (que Nadella foi contra) e do LinkedIn.

O que o livro tem em abundância são jargões insossos do mundo corporativo, como “criar uma cultura de crescimento”, “conectar a empresa com a missão de empoderar pessoas” e “redescobrir a alma da Microsoft”.

O relato de Nadella sobre sua vida pessoal também parece deixar muito de fora. Sem fatos extraordinários, o autor escreve sobre sua família, seus estudos na Índia e sua paixão pelo críquete, esporte popular em seu país natal.

A exceção fica para os trechos em que o executivo trata de seu filho, que nasceu paralisia cerebral..

A experiência deu ao executivo um senso de responsabilidade ao mostrar o impacto que tecnologias podem ter para melhorar a vida de pessoas, em especial as com limitações físicas. Também auxilia o autor em uma defesa enfática e convincente a respeito da importância da empatia em relação aos clientes na hora de fazer negócios.

Nadella é da mesma forma contundente quando deixa de fazer propaganda de si e da empresa e trata do equilíbrio delicado entre privacidade de usuários e tentativas de governos de obter esses dados para investigações criminais.

Ele defende a criação de leis para reger essas solicitações de informações, que só devem ser atendidas quando há provas de crimes e devem ser acompanhadas por órgãos independentes, escreve.

Também fica acima da média o capítulo em que o executivo trata da ambiguidade na relação das empresas de tecnologia. Mostrando que as mesmas companhias podem ser rivais e parceiras em negócios diferentes, Nadella escreve sobre o lançamento de aplicativos da Microsoft para iPhones e como isso teria sido uma quebra de paradigma.

Causa estranheza que, mesmo com as críticas duras de Nadella ao estado em que encontrou a Microsoft, seus predecessores, Bill Gates e Steve Ballmer, saiam praticamente ilesos após a leitura do livro.

Nadella pode estar se arriscando em várias frentes e fazendo um bom trabalho no comando da empresa. Porém seu texto pouco arrojado indica que a maior parte da história ainda está por ser escrita.

Aperte o F5: A transformação da Microsoft e a busca de um futuro melhor para todos

Preço R$ 39,90 (264 págs.), Autor Satya Nadella, Editora Benvirá

Fonte: Filipe Oliveira, 28/7/2018 

Sinopse

Transformação. Essa é a palavra-chave que permeia todas as páginas deste livro. “Aperte o F5” aborda tanto a transformação pessoal pela qual passou Satya Nadella – atual CEO da Microsoft, que sucedeu Steve Ballmer e Bill Gates e teve que aprender a ser líder – quanto todas as mudanças de valores e estratégia de uma das empresas mais conhecidas e renomadas do mundo. Em meio a tudo isso, fala ainda da empolgante transformação tecnológica que estamos prestes a vivenciar: inteligência artificial, realidade mista e computação quântica não são mais conceitos restritos à ficção científica e prometem alterar completamente as relações entre pessoas e máquinas.

Como a humanidade lidará com essas mudanças? Será que a desigualdade vai ser eliminada ou vai se agravar ainda mais? Qual o papel da Microsoft nesses tempos de inovação? E qual o papel do próprio Nadella como líder da empresa que pode revolucionar nossa vida? “Aperte o F5” traz as reflexões de um improvável mas dedicado líder em busca de melhorias – para ele próprio, para a Microsoft e para a sociedade, motivando líderes do mundo todo a pensar no futuro com novos olhos.

Inteligência Competitiva Tecnológica: para 85% dos profissionais, reuniões remotas já oferecem experiência tão positiva quanto presenciais, revela pesquisa

Estudo encomendado pela Microsoft ao IBOPE Conecta mostra que 90% dos profissionais consideram que um ambiente de trabalho moderno influenciaria decisão ao analisar uma proposta de emprego

São Paulo, julho de 2018 – Um estudo inédito encomendado pela Microsoft ao IBOPE Conecta revela que para 85% dos profissionais brasileiros a experiência de realizar uma reunião remotamente já não deixa nada a desejar em relação a encontros presenciais. Segundo a pesquisa, realizada com internautas, profissionais que têm entre 25 e 34 anos são os que mais fazem reuniões à distância (52%). Na análise geral, 47% dos respondentes dizem participar de reuniões de trabalho remotamente.

Com o objetivo de analisar a percepção do brasileiro em relação à transformação do ambiente de trabalho a partir do uso de novas tecnologias, o estudo ouviu durante os meses de maio e junho 1.500 profissionais de diferentes níveis hierárquicos, mercados e profissões. Foram entrevistados homens e mulheres, de 18 a 55 anos, das classes ABC, que trabalham nos setores público e privado, em todas as regiões do país. Os dados foram divulgados hoje, em evento realizado em um dos escritórios da WeWork em São Paulo.

De acordo com a pesquisa da Microsoft, a flexibilidade de horário e a possibilidade de fazer home office e/ou trabalhar a partir de outros ambientes que não necessariamente o escritório figuram no topo da lista de elementos que mais caracterizam um ambiente de trabalho moderno para os profissionais brasileiros. O primeiro item é mencionado por 68% dos entrevistados, enquanto o segundo aparece em 62% das respostas.

O estudo ainda indica que 41% dos profissionais acreditam que suas empresas poderiam melhorar o uso da tecnologia para trazer mais flexibilidade à rotina de trabalho e permitir a prática de home office. Apesar de enxergarem espaço para melhorias nesses aspectos, praticamente metade das pessoas entrevistadas diz trabalhar remotamente pelo menos uma vez por semana, sendo que os homens (50%) são mais adeptos da prática do que as mulheres (44%).

“Um ambiente de trabalho moderno é aquele que de fato permite que cada colaborador possa ter o melhor desempenho em seu trabalho, sendo mais produtivo e interagindo de forma mais rápida e eficiente no seu time e com outras equipes na empresa. É o que temos em mente ao desenvolver nossas soluções, e a tecnologia hoje já é capaz de remover uma série de barreiras, permitindo não apenas que cada profissional possa trabalhar independentemente de onde estiver, como também compartilhando informações em tempo real com sua equipe ou como parte de um time multifuncional em projetos com toda a segurança”, diz Loredane Feltrin, diretora de produtividade da Microsoft Brasil.

Diante dessa nova realidade possibilitada pelo uso de tecnologia, o estudo indica que 90% dos profissionais entrevistados consideram que um ambiente de trabalho moderno influenciaria a sua decisão ao analisar uma proposta de emprego.

A maior facilidade na comunicação com colegas e gestores é o benefício mais citado pelos entrevistados no que diz respeito ao impacto da tecnologia na rotina profissional (70%). Já o acesso e compartilhamento de informações importantes, que possibilitem a tomada de decisão de forma mais assertiva, é citado por 62% das pessoas. Para 67% dos profissionais ouvidos pelo IBOPE Conecta, a forma de obter informações para realizar bem o seu trabalho está ficando mais fácil graças ao uso de recursos tecnológicos.

No dia a dia de trabalho, a sala de reunião ainda se mostra como o local onde mais ocorre trabalho em equipe, especialmente entre entrevistados de 25 a 34 anos (65%). A pesquisa evidencia, entretanto, que novos espaços começam a ser utilizados pelos profissionais para essas interações: 16% dizem que o local onde o trabalho em equipe e a colaboração mais acontecem é na cozinha/copa das empresas. Os diretores são os que mais acreditam que a colaboração ocorre em trânsito (no carro, a caminho do aeroporto, por exemplo), com esse local tendo sido citado por 18% dos profissionais que ocupam o cargo.

“Assim como o modelo de negócios das empresas, a forma de trabalhar também passa por uma grande transformação, criando novas formas de interação entre pessoas e equipes, sobretudo considerando o convívio cada vez mais intenso entre diferentes gerações que preferem se comunicar de formas distintas, com recursos que vão desde um e-mail até o Teams (hub de colaboração entre times), por exemplo. Outro ponto fundamental é como a tecnologia permite que as pessoas tenham mais flexibilidade, podendo trabalhar remotamente”, diz Loredane.

Inteligência Artificial no escritório

A pesquisa também verificou como os profissionais interagem com recursos de Inteligência Artificial (IA) no dia a dia de trabalho. Segundo o estudo, 25% afirmam usar IA ao trabalhar, enquanto aproximadamente 40% dos profissionais dizem não ter certeza se utilizam. A faixa etária que mais afirma adotar a tecnologia é a de profissionais de 25 a 34 anos (30%), bem como profissionais de Tecnologia da Informação (45%), seguidos por entrevistados que atuam na área financeira (39%). O levantamento aponta que o uso de IA aparece de forma mais latente para os cargos de alto escalão, como CEOs, VPs e diretores.

Recursos de tradução automática de texto/áudio em outros idiomas, transcrição de áudio para texto, assistentes virtuais, ferramentas para priorizar seus e-mails mais importantes e outras que ajudam, por exemplo, a criar o design de uma apresentação a partir de ideias iniciais são alguns casos de uso de Inteligência Artificial que hoje já estão disponíveis para muitos profissionais que utilizam um computador para executar suas atividades, mas muitas vezes não têm total clareza em relação à conexão entre esse recursos e a IA.

Público versus Privado

De um modo geral, a pesquisa mostra que profissionais do setor público têm sido menos impactados pelo uso de tecnologia para a criação de um ambiente de trabalho mais moderno. Entre os profissionais do serviço público ouvidos, 68% afirmam nunca fazer home office. Somente 13% dizem usar algum recurso de Inteligência Artificial no dia a dia de trabalho. Em contrapartida, 60% dos entrevistados do setor público acreditam que a tecnologia está tornando mais fácil o acesso a informações para fins profissionais.

Entre profissionais do setor público, 62% dos profissionais enxergam o acesso e o compartilhamento de informações como o benefício mais importante trazido pelo uso de tecnologia no ambiente profissional. No que diz respeito àquilo que a tecnologia ainda pode contribuir para melhorar, a flexibilidade na rotina de trabalho e a possibilidade de home office aparecem em 46% das respostas dos entrevistados do serviço público.

No setor público, 41% dos entrevistados dizem ter um ambiente de trabalho moderno em suas empresas, enquanto na análise geral da pesquisa esse percentual é de 62%.

“A transformação do ambiente de trabalho é uma jornada. Ficamos entusiasmados ao ver os espaços que ainda há para evolução e o quanto é possível impactar a inovação nas companhias ao fazer com que as informações circulem de maneira mais fluida entre todos os níveis”, diz Loredane.

Fonte: Microsoft News Center Brasil

Inteligência Competitiva Tecnológica: Empoderando nossos clientes: a história de inovação por trás dos resultados da Microsoft, por Judson Althoff

Com os resultados financeiros do quarto trimestre fiscal da Microsoft (abril a junho de 2018), entregamos expansão de receita de dois dígitos em todos os segmentos, baseada no crescente sucesso de nossa nuvem comercial, à medida que a tecnologia ajuda nossos clientes a impulsionar sua inovação. Recentemente, organizações como GE, PGA, NBA, Marks & Spencer, Starbucks, InMobi, Bayer e Telefónica compartilharam como estão aproveitando a inteligência artificial (IA) e a nuvem para apoiar o crescimento e oferecer excelentes experiências para funcionários e clientes. Apresentamos aqui alguns dos exemplos mais recentes, entre os diversos setores e áreas de soluções.

Na semana passada, apresentamos uma parceria estratégica com o Walmart, como o provedor de nuvem e parceiro estratégico da empresa para acelerar sua transformação digital no varejo. Por meio de um contrato de cinco anos, o Walmart selecionou toda a gama de soluções em nuvem da Microsoft, incluindo o Microsoft Azure e o Microsoft 365 para uso em toda a empresa, com o objetivo de ajudar a padronizar toda a família de marcas da organização. Usando uma ampla base de soluções de nuvem, IA e Internet das Coisas (IoT), a empresa planeja promover sua missão criando formas convenientes para os clientes comprarem e para capacitar os funcionários a fazer o melhor trabalho possível.

Anunciamos a escolha da Campbell Soup Company pelo Microsoft Azure. A amada fabricante de sopas e salgadinhos anunciou planos para impulsionar a transformação da TI com a ajuda de uma solução global de nuvem híbrida. A Campbell escolheu o Azure para aumentar flexibilidade, agilidade e resiliência de sua TI sempre ativa, fornecer aos funcionários acesso em tempo real a informações e insights personalizados e otimizar sua complexa cadeia de suprimentos.

No Microsoft Inspire, na última semana, fiquei feliz em apresentar no palco a Carlsberg e sua transformação digital em curso. Por 171 anos, o Grupo Carlsberg vem se preparando para um presente e um amanhã melhores. Agora, o icônico grupo cervejeiro está usando todo o potencial da IA e do IoT no Azure para levar mais ciência à fabricação da cerveja, aumentando a velocidade de comercialização e melhorando o controle de qualidade por meio do “Beer Fingerprinting Project”.

Também no palco da Inspire, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, compartilhou como as equipes de tecnologia e conservação do Walt Disney World se juntaram à Microsoft para ajudar a desenvolver as “menores casas inteligentes” para uma espécie de pássaro, o Martin Roxo. Os Martins Roxos viajam entre a América do Sul e do Norte todo ano para criar uma família, mas infelizmente sua população está diminuindo. Ao equipar as casas de pássaros no Animal Kingdom, da Disney, usando o Azure IoT Edge com visão computacional e criando modelos para reconhecer eventos importantes, os cientistas da Disney podem aprender mais sobre as espécies e ajudar a inspirar uma nova geração de conservacionistas nos parques. Os cientistas têm uma visão sobre o comportamento de nidificação dos Martins Roxos. Eles também estão criando novas experiências para os convidados e até construíram um jogo de realidade aumentada em um tablet para ajudar os hóspedes a aprender sobre o que é preciso para ser um grande pai Martin Roxo.

Estamos vendo um momento positivo no Azure IoT com um dos nossos primeiros clientes para o novo Azure Sphere. Por mais de 70 anos, a Sub-Zero and Wolf construiu um legado de inovação na preservação e preparação de alimentos. Enquanto a empresa olha para a próxima onda de inovação, junto com sua nova marca de lava-louças Cove, a Sub-Zero vê a oportunidade de criar experiências mais personalizadas por meio de produtos conectados. Proteger esses produtos durante a vida útil do dispositivo é uma prioridade máxima, e eles planejam usar o Azure Sphere como uma solução abrangente para futuros produtos a fim de abordar a segurança de maneira holística em todas as camadas.

Quando se trata da solução de ambiente de trabalho moderno, estamos vendo um impulso contínuo entre os clientes da empresa. Os quase 40 mil funcionários da Eli Lilly têm a missão de produzir remédios que ajudem as pessoas a viver vidas mais longas, saudáveis e ativas. É por isso que a Lilly adota uma abordagem colaborativa para descobrir e desenvolver novos medicamentos – entre pesquisadores de laboratório e o resto da empresa, além de uma rede global de médicos, pesquisadores e organizações de saúde – e escolheu o Microsoft 365 para reunir cientistas em centenas de locais e organizações e capacitar a força de trabalho.

Em todos os nossos negócios do Windows 10 e do Surface, vemos clientes entendendo como o dispositivo certo pode iluminar o ambiente de trabalho moderno dos funcionários. O líder em infraestrutura, construção e trilhos de Melbourne, John Holland, selecionou 1.200 Surface Pros com LTE para equipar seus funcionários de campo em grandes áreas geográficas de construção. Usando o celular e o Wi-Fi, os dispositivos Surface conectam os funcionários com informações importantes, como plantas e documentos, nos locais dos projetos. Como cliente do Microsoft 365 E5, a empresa também implantou os dispositivos Surface Hub e Surface Book 2. Ao padronizar o ambiente de trabalho moderno com a Microsoft, a John Holland está ajudando a oferecer uma experiência melhor aos funcionários e um padrão mais alto para os clientes.

Com investimentos crescentes no Dynamics 365 como nossa terceira nuvem, continuamos a gerar valor para os clientes em vários setores. A National Oilwell Varco (NOV), fornecedora líder de tecnologia, equipamentos e serviços para a indústria global de petróleo e gás, está implantando o Dynamics 365 em suas redes de vendas e serviços de campo em todo o mundo. Essa implantação permite que a NOV otimize a produtividade e minimize o tempo de inatividade, simplificando os processos de negócios e fornecendo uma abordagem de primeiro nível para as operações de serviços em campo. A NOV está investindo em tecnologia de ponta e serviços em nuvem para oferecer experiências personalizadas e de alto nível aos clientes.

Em todos os setores, as empresas estão expandindo seus negócios digitais. Esses são apenas alguns dos exemplos mais recentes de empresas líderes que escolhem as soluções da Microsoft para ajudá-las a transformar as experiências dos clientes, estimular a criatividade e a colaboração dos funcionários, inovar nas operações e trazer novos produtos ao mercado.

Judson Althoff é vice-presidente executivo global da organização de negócios comerciais. Ilustração: Eli Neugeboren

Fonte: Microsoft News Center Brasil

Xbox Brasil se aproxima de fãs em todo o país com a Xbox Experience

Curitiba foi a primeira cidade a receber estações de jogos e experiências exclusivas no Shopping Palladium

O Shopping Palladium Curitiba, em parceria com a Xbox Brasil, foi o primeiro estabelecimento brasileiro a receber a Xbox Experience.

A ação vai percorrer shoppings em todo o país durante os próximos meses para levar a experiência de jogar seus games preferidos no Xbox One S e Xbox One X, o console mais moderno e poderoso do mundo. E, para que os gamers experimentem tudo o que o console da Microsoft oferece, a qualidade gráfica e sonora será complementada por televisões 4K e três home theaters.

O estande da Xbox Experience terá mais de 128 metros quadrados e 26 estações de jogos no total, sendo 12 Xbox One X, 9 Xbox One S e 5 PCs, nos quais os fãs poderão jogar os mais recentes lançamentos para o console como State of Decay 2, Sea of Thieves, Playerunknown’s Battlegrounds e Forza 7. Além dos títulos exclusivos, os visitantes poderão jogar alguns jogos do Game Pass e de publishers parceiros (Assassin´s Creed, Far Cry 5, PES e FIFA).

Por muito tempo, as grandes ações do mercado de games ficaram centralizadas entre Rio de Janeiro e São Paulo. Mas nem sempre os gamers de outros lugares do país conseguem ter acesso a essas ações. Então, para mostrar aos fãs de Xbox de todo Brasil o quanto eles são importantes para nós, resolvemos pegar a estrada e levar toda a experiência de Xbox para mais de dez cidades diferentes até o fim de 2019”, explica Bruno Motta, gerente de categoria Xbox no Brasil.

A expectativa é de que, além de Curitiba, mais três cidades, que serão anunciadas em breve, sejam visitadas pela Xbox Experience este ano e outras seis em 2019. Todas as localidades foram escolhidas levando em conta as comunidades locais de Xbox e os principais parceiros das regiões que acreditam no potencial dos games de unir as pessoas e ofereceram investimentos, estrutura e suporte.

Sabemos que 75,5% da população brasileira é jogadora de games e, sem dúvida, Curitiba desponta como um dos grandes centros consumidores da cultura geek. O Palladium sempre procura receber e trazer atrações que proporcionem experiências únicas às pessoas, e temos orgulho em oferecer um evento como esse”, afirma Maria Aparecida de Oliveira, gerente de Marketing do Palladium.

Sobre a Microsoft Brasil

A Microsoft habilita a transformação digital na era da nuvem inteligente e da fronteira inteligente.  Sua missão é empoderar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais. A empresa está no Brasil há 29 anos e é uma das 110 subsidiárias da Microsoft Corporation, fundada em 1975. Desde 2003, a empresa investiu mais de R$ 600 milhões levando tecnologia gratuitamente para 3.191 ONGs no Brasil, beneficiando vários projetos sociais. Entre 2011 e 2017, a Microsoft já apoiou mais de 6.200 startups no Brasil, com investimento superior a US$ 219 milhões em créditos em nuvem.

Fonte: Microsoft News Center Brasil

Inteligência Competitiva Tecnológica: Unicamp lidera ranking de instituições brasileiras em nº de pedidos de patentes: ‘Inéditos e promissores’

A Unicamp, em Campinas (SP), é a instituição sediada no Brasil que mais depositou patentes de invenção em 2017 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Foram 77 pedidos, ao todo, 15 a mais que em 2016, quando a universidade ocupava a 2ª posição. Instituto tem investido para reduzir tempo de análise das patentes, mas espera média ainda é de 10 anos.

“Mostra que a Unicamp está preparada para atender demandas tecnológicas do mercado. Isso mostra que a universidade é capaz de desenvolver projetos realmente inéditos e promissores”, afirma Patrícia Leal Gestic, diretora de propriedade intelectual da agência de inovação Inova Unicamp.

O ranking foi divulgado no estudo “Indicadores de Propriedade Industrial 2018”, do INPI. [Veja as dez instituições que mais pediram patentes na tabela, abaixo]

A agência Inova Unicamp é o órgão responsável pela gestão da propriedade intelectual e da transferência de tecnologia da universidade, e conta com uma seleção interna de patentes rígida para garantir o ineditismo e que as ideias sejam aplicáveis no mercado.

Segundo Patrícia, em 2017 foram recebidos pela agência entre 120 e 130 pedidos, mas 81 foram enviados ao INPI, que reconheceu 77 deles.

“A propriedade intelectual – basicamente as patentes – é a infraestrutura invisível da inovação. É aquele valor que se precisa dar e investir para que se tenham produtos e processos inovadores e competitivos. A Unicamp está no caminho certo”.

Em 2017 foram 25.658 pedidos ao INPI, de instituições residentes e não residentes no Brasil. Só as sediadas no país pediram 5.480 patentes no ano passado, sendo o estado de São Paulo o maior solicitante, com 30%.

Transferência de propriedade intelectual

A diretora destaca que a Unicamp é uma das universidades que mais transferem propriedade intelectual para o mercado atualmente. Isso significa a aplicação da inovação nas indústrias para que os produtos possam ser consumidos pela população.

“A gente teve casos de patentes que geraram produtos saudáveis, com baixo teor de gordura trans e saturada, e que hoje estão em inúmeros ingredientes da indústria de alimentos e que o consumidor usa”.

Foram 25 transferências em 2017 número que vem crescendo nos últimos anos. Antes de 2013, a média era de cerca de seis por ano, afirma Patrícia.

“A gente teve também em 2017 o recorde de patentes concedidas, mostra que as patentes são robustas o suficiente para serem transferidas para o mercado. Cada nova patente é uma nova oportunidade de negócio e de agregar valor com o conhecimento, e isso a gente acaba vendo na prática na sociedade”, diz.

Foram 62 patentes concedidas, numa realidade de demora na análise dos pedidos pelo INPI. Segundo Patrícia, em média, leva sete anos e meio para as análises nas áreas de cosméticos e odontologia e até 14 anos para tecnologia da informação.

No entanto, com o respaldo do conhecimento dos pesquisadores e por meio de contrato, a Unicamp pode transferir a propriedade quando o processo está em andamento no INPI. As empresas recebem o pedido de patente e são avisadas de que ainda não se trata do registro final. Assim, já podem dar continuidade ao desenvolvimento da tecnologia.

“As universidades geram conhecimento e tecnologia, e o mais importante é a transferência para o mercado. É ele que vai fazer com que essas tecnologias sejam utilizadas. A gente completa o ciclo da inovação, fazendo com que as empresas se tornem mais competitivas”, explica.

Ranking

Apenas uma empresa conseguiu uma posição entre as dez instituições que mais depositaram pedidos de patentes em 2017.

Três universidades que não estavam no ranking anterior ganharam espaço: a Universidade Federal de Campina Grande (PB), que alcançou o 2º lugar, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Associação Paranaense de Cultura, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Ranking de instituições residentes no Brasil que mais registraram pedidos de patentes no INPI

Posição Instituições Pedidos de patentes
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 77
Universidade Federal de Campina Grande 70
Universidade Federal de Minas Gerais 69
Universidade Federal da Paraíba 66
Universidade de São Paulo 53
Universidade Federal do Ceará 50
CHN Industrial Brasil 35
Universidade Federal do Rio Grande do Sul 34
Pontifícia Universidade Católica do Paraná 31
Universidade Federal do Paraná 31
Total 10 516

“Além de identificarmos e prospectarmos a oportunidade de tecnologia nos laboratórios, nós recebemos dos professores e dos alunos o que a gente chama de comunicação de invenção. Quando eles acham que tem alguma coisa promissora, eles nos avisam”, afirma Patrícia sobre o estímulo na Unicamp.

Investimentos X Espera longa

No último ano, o INPI investiu em profissionais para agilizar as análises das patentes, reduzindo o tempo de espera. Foram contratados 140 examinadores em 2017. Medidas administrativas também têm sido adotadas para agilizar o processo.

O número de pedidos na fila teve uma redução de 7,6% no ano passado em relação a 2016, o percentual equivale a 18.705 patentes analisadas ou arquivadas. Eram 243.820, em 2016, e passou a 225.115, em 2017, de acordo com a Instituição.

Desde o ano passado, examinadores foram estimulados a trabalhar de casa, com aumento de produtividade. São 96 profissionais com produção, em média, 50% acima da meta contratada, sendo que o compromisso para se manter do programa era produzir 30% acima da média.

E as medidas aplicadas também já refletem nos resultados deste ano do INPI. Foram 3.854 decisões – conclusão dos processos – de janeiro a abril de 2018, contra 1.608 no mesmo período de 2017, um incremento de 139%.

No entanto, o prazo para concluir um processo continua longo, 10 anos, em média. No ano passado, o G1divulgou que pesquisadores de Campinas procuravam alternativas fora do Brasil, diante da demora.

Um Acordo de Cooperação Técnica entre INPI, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) busca investimento de R$ 40 milhões no Instituto, dividido em três anos.

Desse montante, o MDIC aprovou o aporte de R$ 20 milhões em 2018.

O recurso, segundo o INPI, permitiria avanços na infraestrutura tecnológica do órgão, com revisão e atualização de processos, além da geração de inteligência competitiva e análise de novas oportunidades no campo de patentes.

Aproveite para ler novo livro sobre Inteligência (grátis)

Inteligencia Central: Origem e Evolução por [Passos, Alfredo]

A Amazon está promovendo a leitura do novo livro de Alfredo Passos, Inteligencia Central: Origem e Evolução por alguns dias, gratuitamente.

O livro conta que em maio de 2001, O Presidente George W. Bush determinou ao Diretor da Inteligência Central (DCI) comissionasse o primeiro estudo em profundidade, em três décadas, sobre a Comunidade de Inteligência da nação.

Os grupos de trabalho designados pelo DCI George Tenet encaminhou ao Presidente, seus achados sobre a forma como está mudando a ordem mundial e sobre a habilidade da Comunidade de Inteligência de responder aos desafios à segurança nacional e às oportunidades do Século 21.

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Novo livro: Inteligencia Central: Origem e Evolução eBook Kindle, por Alfredo Passos

Inteligencia Central: Origem e Evolução por [Passos, Alfredo]

Quem pretende implantar uma área de Inteligência, quer seja nominada de Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, Inteligência Empresarial, entre outros sobrenomes para um departamento ou profissional contratado, tem agora a disposição um livro digital que apresenta a origem e evolução da Inteligência, por quem a pratica.

Síntese

Em maio de 2001, O Presidente George W. Bush determinou ao Diretor da Inteligência Central (DCI) comissionasse o primeiro estudo em profundidade, em três décadas, sobre a Comunidade de Inteligência da nação. Os grupos de trabalho designados pelo DCI George Tenet encaminhou ao Presidente, seus achados sobre a forma como está mudando a ordem mundial e sobre a habilidade da Comunidade de Inteligência de responder aos desafios à segurança nacional e às oportunidades do Século 21.

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Inteligência Competitiva Carreira: Questões comportamentais e sociais fazem busca por Psicologia crescer 25%

Lucas Kuniton, de 21 anos, já prestou vestibular para Medicina e Direito, mas neste ano vai tentar entrar no que sempre quis: Psicologia. Como ele, muitos jovens têm trocado as carreiras mais tradicionais para estudar o comportamento humano. Nos últimos anos, o curso atraiu, proporcionalmente, mais ingressantes do que outras graduações por questões comportamentais e sociais.

Os dados mais recentes do Censo da Educação Superior mostram que, entre 2012 e 2016, o número de ingressantes em Psicologia cresceu 25,8%. O aumento é superior ao de cursos como Direito (que avançou 14,5%), Engenharia (1,2%), Pedagogia (19,7%) e Administração (que teve queda de 17,2%).

Para especialistas de entidades que representam o setor, o aumento na procura dos jovens pelo curso é um reflexo do momento conturbado vivido pelo País, com problemas políticos, econômicos e sociais. Eles também dizem que a mudança de abordagem em algumas escolas, com maior abertura para debater questões comportamentais e emocionais, pode contribuir para despertar o interesse.

No Colégio Santa Maria, na zona sul da capital paulista, pela primeira vez o curso com maior procura pelos alunos do 3.º ano do ensino médio é a Psicologia. Dos 129 estudantes, 29 disseram que desejam ser psicólogos. Em outros anos, o foco maior era Engenharia, Medicina e Direito. O diretor Silvio Freire diz que o interesse pode ter surgido pelo maior contato dos jovens com assuntos da saúde mental e comportamental.

“A escola deixou de ter uma visão de ser uma mera reprodutora de conhecimento.Outras questões são abordadas e tratadas com a mesma importância, como a sua relação com o outro. Trabalhar esses aspectos pode ter despertado o interesse”, diz.

Foi depois de assistir a um documentário sobre bullying na aula de Língua Portuguesa que Maria Fernanda Marolla, de 16 anos, decidiu pela carreira. “O documentário questionava alguns comportamentos que vemos como naturais. Fiquei apaixonada pela forma como era feita essa análise, como isso molda quem somos e nos relacionamos”, conta. “Estudar sobre como a mente funciona, como nossos comportamentos e relacionamento são moldados, é muito atraente”, completa a colega Maria Fernanda Oliveira.

Fatores

João Coin, diretor da Associação Brasileira de Ensino da Psicologia (Abep), diz que a entrada da temática de saúde mental e relações humanas no ensino médio explica em parte a opção. Ele ainda destaca um maior entendimento da sociedade sobre a necessidade do “autocuidado”. “Muita gente procura o curso porque quer cuidar das próprias questões, vê que é uma área em que o sujeito pode se conhecer melhor.”

Para Coin, a escolha por uma graduação pelo benefício pessoal antes do profissional é também uma característica de parte dessa geração de adolescentes, que busca primeiro satisfação no trabalho ao reconhecimento social ou financeiro. “Muitos jovens pensam no trabalho como algo que prioritariamente traga satisfação.”

Em outro colégio paulistano, o Pio XII, também na zona sul, em dois anos a procura pelo curso cresceu 30%. Dos 200 alunos que estão no ensino médio, 30 querem a área – atrás de Medicina (com 35) e Engenharias (38).

Segundo a coordenadora Viviane Direito, a rotina de sala leva a discussões da área. “É fundamental que as pessoas saibam se relacionar, sejam mais resilientes, assertivas, criativas. Para isso, é preciso falar sobre o comportamento humano. Assuntos que antes eram tabu, hoje fazem parte da aula.”

Deisy das Graças de Souza, diretora da Associação Brasileira de Psicologia (ABP), diz que a busca pelo autoconhecimento é intensificada em momentos em que há uma “sensação de medo” na geração. “O jovem tem medo e, por isso, está pedindo ajuda. Seja pedindo para falar sobre o assunto ou buscando respostas com o estudo”, diz.

Mercado

A tendência também se reflete nos vestibulares. Na Fuvest, por exemplo, o curso teve a terceira maior relação candidato/vaga no ano passado, 61,10, atrás apenas de Medicina e Audiovisual. Em 2012, eram 31,4 por vaga.

Nas particulares, observa-se efeito semelhante – no Mackenzie, a procura avançou 35,4% em cinco anos. E o movimento também foi notado pelo mercado: o número de instituições com o curso cresceu 32% entre 2012 e 2016, passando de 419 para 531.

Fonte: Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo, 04 Junho 2018 | 03h00 

Uma ferramenta simples para começar a tomar decisões com a ajuda da IA, por Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb

O impacto significativo que a inteligência artificial (IA) terá nos negócios no futuro próximo desperta críticas acaloradas. Pouco se diz, porém, sobre como, exatamente, as empresas devem se iniciar no assunto. Em nossa pesquisa e em nosso livro, começamos fazendo uma análise dos elementos econômicos mais simples da IA, e explicamos como dar o primeiro passo.

Começamos com um insight simples: os desenvolvimentos recentes da IA estão relacionados com a redução do custo da previsão. A IA torna a previsão melhor, mais rápida e mais barata. Não apenas você pode prever com mais facilidade o futuro (como será o tempo na próxima semana?), Mas também pode prever o presente (qual é a tradução em português deste site em espanhol?). A previsão permite usar informações que você tem para gerar informações que você não tem. Sempre que você tem muita informação (dados) e quer filtrá-la, espremê-la ou classificá-la de forma que facilite a tomada de decisões, a previsão ajudará a fazer isso. E agora as máquinas podem fazer isso também.

Melhores previsões são importantes quando você toma decisões em face da incerteza, como todo negócio faz, constantemente. Mas como você pensa no que seria necessário para incorporar uma máquina de previsões em seu processo de tomada de decisão?

Lecionando esse assunto a graduados em MBA na Rotman School of Management da University of Toronto, introduzimos uma ferramenta simples de tomada de decisão: o AI Canvas. Cada espaço na tela contém um dos requisitos para tomada de decisão assistida por máquina, começando com uma previsão.

Para explicar como o AI Canvas funciona, usaremos um exemplo elaborado durante um de nossos workshops de estratégia de inteligência artificial, realizado por Craig Campbell, CEO da Peloton Innovations, um empreendimento que aplica a inteligência artificial no setor de segurança. (É um exemplo real, baseado em um produto que a Peloton está comercializando, chamado RSPNDR.ai.)

Mais de 97% das vezes em que um alarme de segurança doméstica dispara, é um alarme falso. Ou seja, algo diferente de um intruso desconhecido (uma ameaça) o desencadeou. Isso requer que as empresas de segurança tomem uma decisão sobre o que fazer: aciona a polícia ou um guarda? Telefona para o proprietário? Ignora o fato? Quando a empresa de segurança decide agir, em mais de 90 de 100 vezes acabará descobrindo que a ação era desnecessária. No entanto, responder sempre em resposta a um sinal de alarme garante que, quando uma ameaça realmente está presente, a empresa de segurança respondeu de forma apropriada.

Como você pode decidir se empregar uma máquina de previsão melhorará as coisas? O AI Canvas é uma ferramenta simples que ajuda você a organizar o que precisa saber em sete categorias para fazer essa avaliação de forma sistemática. Fornecemos abaixo um exemplo para o caso de alarmes de segurança.

Primeiro, você especifica o que está tentando prever. No caso do alarme, você quer saber se um alarme é acionado por uma pessoa desconhecida ou não (alarme verdadeiro versus falso). Uma máquina de previsões pode lhe dizer isso — afinal, um alarme com um simples sensor de movimento já é uma espécie de máquina de previsão. Com o aprendizado de máquina, você pode usar uma gama mais rica de informações dos sensores para determinar o que realmente deseja prever: se o movimento foi causado especificamente por uma pessoa desconhecida. Com os sensores certos —digamos, uma câmera em casa para identificar rostos conhecidos ou animais de estimação, uma chave da porta que reconhece quando alguém está presente, e assim por diante — as técnicas atuais de IA podem fornecer uma previsão mais sutil. A previsão não é mais “movimento = alarme” mas, por exemplo, “movimento + face não reconhecida = alarme”. Essa previsão mais sofisticada reduz o número de falsos alarmes, facilitando a decisão de enviar alguém, em vez de tentar entrar em contato com o proprietário.

Nenhuma previsão é 100% precisa. Assim, para determinar o valor do investimento em melhores previsões, você precisa saber o custo de um alarme falso, em comparação com o custo de desconsiderar um alarme quando ele é verdadeiro. Isso dependerá da situação e requer uma ponderação. Qual é o custo de uma chamada telefônica para verificar o que está acontecendo? Quanto custa enviar um guarda de segurança em resposta a um alarme? Vale a pena responder rapidamente? Quanto custa não agir quando há um intruso em casa? Existem muitos fatores a considerar, e determinar seus pesos relativos requer uma ponderação.

Essa ponderação pode mudar a natureza da sua máquina de previsões. No caso do alarme, ter câmeras em toda a casa pode ser a melhor maneira de determinar a presença de um intruso desconhecido. Mas muitos ficariam desconfortáveis com isso. Algumas pessoas preferem arcar com o custo de mais alarmes falsos por uma maior privacidade. A ponderação, por vezes, requer determinar o valor relativo de fatores que são difíceis de quantificar e, portanto, comparar. Embora o custo dos falsos alarmes possa ser fácil de quantificar, o valor da privacidade não o é.

Em seguida, você identifica a ação que depende das previsões geradas. Essa pode ser uma decisão simples de “acionar/não acionar” ou pode ter mais nuances. Talvez as opções de ação incluam não apenas acionar alguém, mas também permitir monitoramento remoto imediato de quem está em casa ou alguma forma de contato com o dono da casa.

Uma ação leva a um resultado. Por exemplo, a empresa de segurança aciona um segurança (ação) e o guarda descobre um intruso (resultado). Em outras palavras, para cada decisão, podemos ver, retroativamente, se a resposta correta ocorreu. Saber disso é importante para avaliar se é possível melhorar as previsões ao longo do tempo. Se você não sabe qual resultado deseja, essa melhora é mais difícil, ou mesmo impossível.

A linha superior da tela – previsão, julgamento, ação e resultado — descreve os aspectos críticos de uma decisão. Na linha inferior da tela, há três considerações finais. Todas elas estão relacionadas com dados. Para gerar uma previsão útil, você precisa saber o que está acontecendo no momento em que uma decisão precisa ser tomada — nesse caso, quando um alarme dispara. No nosso exemplo, isso inclui dados de movimento e dados de imagens coletados em casa em tempo real. Esses são os dados básicos de entrada.

Mas, para desenvolver a máquina de previsão, é preciso, em primeiro lugar, treinar um modelo de aprendizado de máquina. Os dados de treinamento correspondem aos dados históricos do sensor com resultados anteriores para calibrar os algoritmos no coração da máquina de previsões. Nesse caso, imagine uma planilha gigante em que cada linha é um horário em que o alarme disparou, se de fato havia um intruso e um monte de outros dados, como local e hora do dia. Quanto mais ricos e variados forem os dados de treinamento, melhores serão as suas previsões. Se esses dados não estiverem disponíveis, talvez seja necessário implantar uma máquina de previsão medíocre e esperar que ela melhore com o tempo.

Essas melhorias vêm de dados de feedback, que são dados coletados quando a máquina de previsão está operando em situações reais. Os dados de feedback geralmente são gerados a partir de um conjunto mais rico de ambientes do que os dados de treinamento. Em nosso exemplo, você pode correlacionar resultados com dados coletados de sensores através de janelas, o que afeta a forma como os movimentos são detectados e as câmeras capturam uma imagem facial — o que talvez seja mais realista do que os dados usados para treinamento. Assim, você pode melhorar ainda mais a precisão das previsões com o treinamento contínuo usando dados de feedback. Às vezes, os dados de feedback serão adaptados a uma residência individual. Outras vezes, pode agregar dados de muitas casas.

Esclarecer esses sete fatores para cada decisão crítica em sua empresa ajudará você a começar a identificar oportunidades para a IA reduzir custos ou melhorar o desempenho. Aqui, discutimos uma decisão associada a uma situação específica. Para começar com a IA, seu desafio é identificar as principais decisões em sua empresa em que o resultado depende da incerteza. Preencher o AI Canvas não vai definir se você deve fazer sua própria IA ou comprar uma de um fornecedor, mas ajudará a esclarecer em que a IA vai contribuir (a previsão), como ela irá interagir com os humanos (ponderação), como ela será usada para influenciar as decisões (ação), como você medirá o sucesso (resultado) e os tipos de dados que serão necessários para treinar, operar e melhorar a IA.

O potencial é enorme. Por exemplo, os alarmes comunicam previsões a um agente remoto. Parte do motivo dessa abordagem é grande número de sinais falsos. Mas pense: se a nossa máquina de previsão se tornasse tão boa que não houvesse alarmes falsos, será que acionar alguém ainda seria a resposta correta? É possível imaginar respostas alternativas, como um sistema de captura de intrusos no local (como nos desenhos animados!), o que talvez fosse mais viável com previsões significativamente mais acuradas e de alta precisão. Em geral, previsões melhores criarão oportunidades para maneiras inteiramente novas de abordar a segurança, podendo, potencialmente, prever a intenção dos intrusos antes mesmo de eles entrarem.
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Fontes/Autores:
Ajay Agrawal é detentor da cátedra Peter Munk de empreendedorismo da Rotman School of Management, na University of Toronto’s, e pesquisador associado da National Bureau of Economic Research, em Cambridge, Massachusetts. Ele é fundador da Creative Destruction Lab, co-fundador da The Next AI e co-fundador da Kindred. Ele é o co-autor de Prediction machines: the simple economics of artificial intelligence (Harvard Business School Press, abril de 2018).
Joshua Gans é o presidente Jeffrey S. Skoll de inovação técnica e empreendedorismo da Rotman School of Management e da University of Toronto. Atua como economista-chefe na Creative Destruction Lab. É co-autor de Prediction machines: the simple economics of artificial intelligence (Harvard Business School Press, abril de 2018). Seu livro, The disruption dilemma, foi publicado pela MIT Press.
Avi Goldfarb é dentora da cátedra Ellison de marketing da Rotman School of Management, na University of Toronto. Ele também é pesquisador associado do National Bureau of Economic Research, cientista-chefe de dados da Creative Destruction Lab e editor sênior da Marketing Science. Ele é co-autor de Prediction machines: the simple economics of artificial intelligence (Harvard Business School Press, abril de 2018).

Publicado 25 de Maio de 2018, HBR Brasil.