Livros sobre Inteligência Competitiva escritos por Alfredo Passos

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Alfredo Passos – Artigos Científicos

  1. INTELIGÊNCIA COMPETITIVA: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS NAS EMPRESAS DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES 

Alfredo Passos, Dolores Mota Ferreira

Resumo 

A inteligência competitiva é um conceito que ganhou importância no âmbito da literatura dedicada à gestão organizacional quer pelo aumento da competitividade dos mercados, quer pela atual conjuntura económica mundial. Porém, carece ainda de sistematização, consenso e uniformização de conceitos bem como de uma avaliação mais profunda e alargada das práticas empresariais e organizacionais. Este trabalho procura contribuir para colmatar estes hiatos avaliando as percepções e práticas de inteligência competitiva nas empresas da Região Autónoma dos Açores. Nesta investigação o estudo centrou-se nas 200 Maiores empresas da Região.

Palavras-chave 

Inteligência Competitiva. Estratégia. Inovação. Administração. Gestão do Conhecimento.

http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pgc/article/view/27383/14773

Perspectivas em Gestão & Conhecimento, João Pessoa, v. 6, Número Especial, p. 72-86, jan. 2016. http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc. ISSN: 2236-417X.

 

  1. UMA VISÃO SOBRE A TERCEIRA IDADE E AS MARCAS DE ALIMENTOS / A VISION OF THE ELDERLY AND THE MARKS OF FOOD

Marianna Sarno Carlini e Magnoni, Alfredo Passos

Resumo 

A melhor forma de compreender como a terceira idade brasileira se relaciona com as marcas de alimentos é através do diálogo com os idosos. Por isso, o objetivo da pesquisa foi o de compreender, por meio da ótica do consumidor de terceira idade, qual é a importância da marca de alimento e quais os fatores que interferem na escolha do produto alimentício. Foram analisadas as diferenças comportamentais em idosos de diferentes grupos demográficos e como as diferenças modificam a forma como eles interagem e compreendem as marcas de alimentos. A terceira idade é um segmento de mercado em que existem grandes possibilidades de investimento em pesquisa, comunicação e focalização conceitual. No entanto, campanhas e desenvolvimento de novos produtos devem sempre seguir um horizonte de identificação com as características de consumo, necessidades individuais e sinergia com as indicações e orientações dos profissionais de saúde.

Palavras-chave: Terceira Idade. Marcas Comerciais. Alimentos.

http://www4.fsanet.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/321

 

  1. Sistema de Prospecção da Informação em Ambiente Multifacetado: O Caso do Parque Tecnológico Nonagon, Açores, Portugal

A globalização e o aumento da competição entre países e empresas aumentam a busca constante por inovação e cada vez mais pela inovação dentro das premissas da inovação aberta. Um dos fatores que dá espaço para que a inovação aberta dê seus frutos nas organizações é um Parque Tecnológico. Para isso, no entanto, é necessário que o parque detenha um eficiente sistema de inteligência tecnológica. Nesse contexto, a presente pesquisa ocupa-se com o sistema de inteligência competitiva tecnológica de parque tecnológico selecionado, o Nonagon, Parque Tecnológico de São Miguel, Açores, Portugal é aqui percebido como uma organização de múltiplos componentes (empresas residentes) para os quais disponibiliza informações de caráter técnico. O objetivo geral dessa pesquisa é caracterizar o processo de prospecção de informações tecnológicas, no NONAGON, propondo contribuições aos processos formais de prospecção tecnológica compatíveis com a natureza multifuncional do parque. Para tanto, desenhou-se essa pesquisa como qualitativa exploratória, utilizando-se do estudo de caso único. Os principais resultados indicaram que o sistema de prospecção de informações tecnológicas é reconhecidamente existente, mas não percebido como um sistema formal dentro do parque. Conclui-se que embora a organização possua uma visão global de um sistema de prospecção da inovação para um ambiente multifacetado, caso de um parque tecnológico, o sistema de informações ainda não é tão ágil, pois essas informações nem sempre estão disponibilizadas para acesso imediato.

http://sistema.semead.com.br/15semead/resultado/an_resumo.asp?cod_trabalho=185

Palavras-Chave: Inteligência Competitiva Tecnológica, Inovação, Prospecção Informações Tecnológicas, Nonagon – Parque Tecnológico de São Miguel – Açores – Portugal, Estudo de Caso.

 

4.       O Papel da Inteligência Competitiva de Negócios Na Indústria Farmacêutica: O Estudo de Caso da Alcon Labs 

A indústria farmacêutica brasileira, com faturamento atingindo a marca de US$ 5,2 bilhões em 2002, ao longo dos últimos anos, vem experimentando alterações profundas em seu ambiente que contribuíram para acirrar a sua competitividade: a abertura econômica e a liberação dos preços dos medicamentos; a aprovação da Lei de Patentes em 1996; a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 1999 e, principalmente, a promulgação da Lei dos Genéricos regulamentada em agosto de 1999. Além disso, nenhuma empresa isoladamente possui parcela expressiva de mercado, não sendo forte o suficiente para influenciar de maneira significativa o resultado da indústria como um todo. Diante disto, este artigo busca identificar o papel da Inteligência Competitiva de Negócios na indústria farmacêutica brasileira. Para tanto, realizou-se um estudo de caso na Alcon Labs do Brasil, empresa do segmento químico-farmacêutico que figura entre as 50 maiores empresas do segmento. Foram identificadas as principais características de um modelo de Inteligência Competitiva de Negócios, o posicionamento do departamento de inteligência dentro da estrutura empresarial e também os resultados que este departamento vem obtendo juntamente com a área comercial da organização estudada.

Palavras Chave: Inteligência Competitiva de Negócios; Indústria Farmacêutica; Competitividade

  1. Um Estudo Exploratório Sobre Inteligência Competitiva no Brasil

Este estudo, de caráter exploratório, visou analisar as ações diárias dos profissionais de Inteligência Competitiva, analistas e gestores, no Brasil. Foi desenvolvido através de uma amostra aleatória de 79 empresas entre as 500 maiores do Guia das Maiores e Melhores – Exame 2007, por meio de um questionário estruturado fechado e um roteiro de entrevistas semiestruturado. Procurou-se identificar o lócus funcional, processos e objetivos das organizações. Os principais resultados indicam que a maioria das empresas acompanham diariamente a atuação dos competidores, que a equipe de coleta é interna em sua grande maioria, que o nome da área recebe nomes diversificados e que parte representativa das unidades está subordinada ao departamento de marketing. O artigo apresenta ainda, uma pesquisa bibliográfica sobre estratégia, vantagem competitiva, fontes de vantagem competitiva; inovação em gestão; metodologia; resultados, limitações e recomendações para estudos futuros. Tendo em vista que o país vive o melhor momento econômico em três décadas, combinando estabilidade, aumento do consumo e da renda e investimentos recordes na produção, o presente estudo levanta questões práticas e importantes, para serem consideradas na utilização de Inteligência Competitiva como suporte à inovação em gestão.

http://sistema.semead.com.br/11semead/resultado/trabalhosPDF/623.pdf

 

  1. Um Estudo Exploratório Sobre A Relação Entre O Aumento da Concorrência e Orçamento de Marketing

Este estudo, de caráter exploratório, visou analisar se na maioria das empresas, o orçamento de marketing é baseado nas vendas ou em um percentual do lucro líquido, independente às vezes dos acontecimentos de mercado, com o aumento do ambiente competitivo, ou aumento da intensidade da concorrência. Foi desenvolvido através de uma amostra aleatória de 50 empresas, por meio de um questionário estruturado fechado. Os principais resultados indicam que a totalidade das empresas deste estudo reconhecem que a reação dos competidores é um problema e um assunto de preocupação da empresa, que não existe vínculo entre o aumento da competição e o aumento do investimento em marketing, que a competição será mais intensa e que o orçamento de marketing aumentou nos últimos 5 anos. O artigo apresenta ainda, uma pesquisa bibliográfica sobre estratégia e inovação em gestão; metodologia; resultados, limitações e recomendações para estudos futuros. Tendo em vista que o país vive o melhor momento econômico em três décadas, combinando estabilidade, aumento do consumo e da renda e investimentos recordes na produção, o presente estudo levanta questões práticas e importantes, para serem consideradas quando da elaboração de um orçamento de marketing.

http://sistema.semead.com.br/11semead/resultado/trabalhosPDF/641.pdf

 

  1. Legitimando A Inteligência Competitiva no Brasil: Reflexões e Encaminhamentos

O objetivo deste artigo é problematizar a seguinte questão: será a Inteligência Competitiva (IC) uma nova profissão no Brasil?, ou seja, buscou-se analisar elementos do processo de institucionalização da profissão de Inteligência Competitiva no Brasil via um ensaio teórico. Para tanto foi realizado um levantamento acerca dos conceitos centrais de IC, sua utilização em diversos paises do mundo, e um detalhamento sobre o desenvolvimento da utilização de IC no Brasil. Complementarmente foi realizado um levantamento bibliográfico sobre a teoria neo-institucional para realizar a análise do caso. As propostas de autores internacionais como Martinet e Marti (1995), Prescott e Miller (2002), apresentam fatos relacionados a história da atividade, bem como de seus principais autores nos primórdios da profissão, notadamente em outros países, com destaque para os Estados Unidos da América. Por outro lado, autores nacionais como Rodrigues & Riccardi (2007), buscam embasar suas observações em pesquisas exploratórias, onde o lócus funcional, objetivos, motivos, fontes, processos, usos, papel da TI e disciplinamento ético da IC foi estudado em organizações no Brasil. Verificou-se que no Brasil a IC pode ser classificada, conforme proposta metodológica de Tolbert e Zucker (1998), como estando na fase da objetificação, carecendo ainda de maiores esforços para sua institucionalização.

http://sistema.semead.com.br/11semead/resultado/trabalhosPDF/787.pdf

Livro Marketing 3.0 de Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan – Marketing 2

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O novo modelo de marketing – Marketing 3.0 – trata os clientes não como meros clientes, mas como os seres complexos e multifacetados. Estes, por sua vez, estão escolhendo produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades de participação, criatividade, comunidade e idealismo.
Neste livro, Philip Kotler, o mais influente pensador da área de marketing de todos os tempos, mostra porque o futuro do marketing está em criar produtos, serviços e empresas que inspirem, incluam e reflitam os valores de seus consumidores-alvo. Ele também explica o futuro do marketing e porque a maioria de seus profissionais está presa ao passado.

Prefácio à Edição Brasileira, clique aqui

Prefácio

Segundo Alvin Toffler, a civilização humana pode ser dividida em três ondas na economia.

A primeira é a das sociedades agrícolas, em que o capital mais importante é a terra para uso agrícola. Meu país, a Indonésia, sem dúvida alguma, é rico nesse tipo de capital.

A segunda é a Era Industrial, que se seguiu à Revolução Industrial na Inglaterra e no restante da Europa. Os tipos essenciais de capital dessa era são as máquinas e as fábricas.

A terceira é a Era da Informação, em que mente, informação e alta tecnologia são tipos de capital essenciais ao sucesso. Hoje, com a humanidade se vendo diante do desafio do aquecimento global, estamos ingressando na quarta onda, voltada para a criatividade, a cultura, a tradição e o meio ambiente.

Na qualidade de presidente, é nessa direção que pretendo seguir. Quando li este livro, vi que o marketing também está seguindo na mesma direção.

O Marketing 3.0 se baseia na capacidade de os profissionais de marketing detectarem as ansiedades e os anseios humanos, profundamente enraizados na criatividade, cultura, tradição e meio ambiente. Isso é ainda mais importante no caso da Indonésia, uma vez que nosso país é conhecido pela diversidade e a tradição cultural.

A Indonésia é também um país de valores sólidos. A espiritualidade sempre fez parte de nossa vida.

Fico feliz com os exemplos, apresentados no livro, de multinacionais de sucesso que apoiam Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para a redução da pobreza e do desemprego nos países em desenvolvimento.

Acredito que as parcerias público-privadas sempre foram fundamentais para o crescimento econômico, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Este livro também vem ao encontro da minha missão de deslocar os pobres da base da pirâmide para o meio da pirâmide na Indonésia. Também vem ao encontro dos esforços de meu país no sentido de preservar o meio ambiente, nosso maior ativo. Em suma, estou orgulhoso ao ver que dois renomados gurus do marketing dedicaram energia e esforços à elaboração de um livro que pode tornar o mundo melhor.

Parabéns a Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, por este livro instigante. Espero que todos os seus leitores se animem a fazer diferença no mundo em que vivemos.

Susilo Bambang Yudhoyono

Presidente da República da Indonésia

Marketing 2: Kotler diz o que faria se estivesse começando hoje

O pesquisador Philip Kotler

Philip Kotler: “Mesmo com os avanços da tecnologia, as leis básicas do marketing nunca perderão a validade” (Divulgação)

São Paulo – O americano Philip Kotler, professor de marketing internacional na escola de negócios Kellogg, da Universidade Northwestern, transformou o ensino de administração. Antes de ele publicar o livro Administração de Marketing no fim dos anos 60, os currículos de negócios contavam, em sua maioria, com cursos sobre vendas e comércio.

Depois da chegada da obra nas livrarias, o conceito de marketing se disseminou em escala global e ganhou o respeito da academia. Mesmo passados quase 50 anos da publicação da primeira edição, o livro continua sendo usado em universidades dos quatro cantos do mundo.

Aos 83 anos, Kotler se prepara para uma série de palestras organizadas pela HSM em várias capitais brasileiras. Antes de embarcar, ele deu a seguinte entrevista a EXAME.

EXAME – O mundo mudou muito desde que o senhor escreveu Administração de Marketing. O marketing também mudou?

Philip Kotler – Os profissionais de marketing usam três conceitos centrais. Primeiro, foco no consumidor e em suas necessidades. Quem manda é o cliente.

Em segundo lugar, criar, comunicar e entregar valor sabendo de antemão quais são seus valores, necessidades, percepções e crenças. Por fim, lembrar que o objetivo final é ter um consumidor satisfeito e encantado. É assim que se conquistam e se mantêm clientes. Isso não mudou e nunca vai mudar.

EXAME – Se o senhor fosse começar a carreira hoje, em qual área do marketing iria se concentrar?

Philip Kotler – Como entramos na era digital, iria me dedicar à mídia digital. Um profissional precisa conhecer intimamente segmentos de seu mercado, mas também seus clientes individualmente. Temos de aumentar nosso entendimento de como usar YouTube, Instagram, Pinterest, Twitter, LinkedIn e Facebook. Não adianta apenas usar esses canais digitais.

É preciso aprender a medir o valor de cada um. A oportunidade está em aperfeiçoar o uso dessas ferramentas sem esquecer de outras áreas promissoras, como o neuromarketing, a análise da atividade cerebral de consumidores expostos a fotos e vídeos de produtos.

EXAME – O senhor acredita que tudo vai se resumir ao digital?

Philip Kotler – Minha previsão é que os orçamentos destinados à comunicação serão divididos ao meio entre a mídia digital e a tradicional. As duas podem ser perfeitamente combinadas. A mídia tradicional deve ser usada para que todos conheçam sua marca ou produto e a digital para que haja um engajamento individual.

EXAME – Mesmo em meio a tantas mudanças, há avanços em áreas nada tecnológicas. O que o senhor acha dos pesquisadores que moram um tempo na casa de consumidores? 

Philip Kotler – Companhias como a multinacional americana Procter&Gamble investem no chamado marketing antropológico. Isso pode ser feito nos locais de venda ou até mesmo na casa das pessoas. Observar os consumidores onde eles fazem as escolhas ou usam os produtos pode dar insights que não surgiriam de outra forma. A conversa de uma família à mesa pode ser reveladora.

EXAME – Como o senhor quer que seu nome seja lembrado no futuro? 

Philip Kotler – Como um profissional de marketing apaixonado e um economista. No marketing, tive dois grandes objetivos. Primeiro, deixar claro que a ideia central é melhorar a vida dos consumidores, não apenas vender algo para eles. Marketing é muito mais do que saber usar técnicas de pesquisa e de promoção.

É a melhor maneira para desenvolver um entendimento profundo das aspirações das pessoas, as explícitas e as latentes. Meu segundo objetivo foi ampliar o uso do marketing para além de produtos e serviços. O jovem que se sente predestinado a atingir grandes metas na vida deve fazer marketing.

Quem quiser conquistar o amor de sua vida também deverá fazer marketing. O mesmo vale para museus, prefeituras e celebridades. Até bancos de sangue precisam de um bom marketing.

EXAME – Qual foi a importância de sua formação como economista?

Philip Kotler – Como economista, sempre tive interesse em como as sociedades se desenvolvem, fazem a alocação dos recursos e dividem os ganhos entre todos.

Atual­mente estou preocupado com a perspectiva de que o 1% da população fique com uma fatia muito grande dos ganhos e que os 99% restantes não tenham o suficiente para aproveitar a vida. Meu próximo livro, que deverá ser lançado em 2015 nos Estados Unidos, será sobre essa importante questão.

Fonte: Eduardo Salgado, Exame, 6 ago 2014, 08h23