Inteligência Competitiva Empresas: livraria Lello completa 113 anos com recorde de venda de livros

Mesmo sendo um dos principais pontos turísticos do Porto, e frequentemente aparecendo nas listas internacionais de “livrarias mais bonitas do mundo”, a centenária Lello esteve muito próxima da falência. A virada aconteceu em 2015, quando os donos decidiram cobrar pela entrada, mas oferecendo o valor do ingresso como um vale-desconto na compra de livros.

O esforço deu resultados rápidos. De lá para cá, a venda de livros aumentou quase 584%, colocando a livraria como uma das campeãs de negócios em Portugal. E mais: a verba extra permitiu a restauração das instalações, que já andavam deterioradas pelo tempo, e o investimento em novos horizontes literários.

Por isso, a Lello fez uma grande festa para comemorar seu aniversário de 113 anos, no último dia 13.

Na ocasião, a livraria aproveitou para anunciar uma oferta pública para comprar exemplares da primeira edição de três obras, com destaque para “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, maior clássico da literatura lusitana. Pelo livro, publicado em 1537, a Lello está disposta a pagar 250 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão).

Harry Potter

A livraria também está disposta a comprar por 70 mil euros (aproximadamente R$ 300 mil) a primeira edição, em inglês, de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, de J. K. Rowling.

Ator vestido de Harry Potter anima a longa fila para entrar na livraria | Foto: Pedro Sardinha/Divulgação/Lello
Ator vestido de Harry Potter anima a longa fila para entrar na livraria | Foto: Pedro Sardinha/Divulgação/Lello

A oferta tem uma explicação simbólica: a Lello e sua escadaria vermelha fazem parte do universo do bruxo de Hogwarts. A autora, apesar de britânica, viveu durante alguns anos no Porto e se inspirou na livraria para compor a atmosfera da biblioteca da escola de magia.

Os fãs da saga de Harry Potter costumam lotar a livraria. Não é raro ver alguém fantasiado ou mesmo ostentando símbolos ligados à saga internacional.

Planos

Segundo a direção da Lello, cerca de 40% dos visitantes da livraria acabam comprando livros, o que, em 2017, garantiu uma média de 1.300 obras vendidas por dia. Antes da cobrança de entrada –atualmente em 5 euros (R$ 21,3)– a média era de 190 livros por dia.

Os números de 2018 ainda não foram fechados, mas os dados preliminares já indicam expansão.

“Somos provavelmente a única livraria do mundo que cobra entrada, mas não nos afastamos da nossa vocação livreira. Pelo contrário, somos grandes divulgadores da literatura”, diz Amélia Martinho, presidente da empresa, que defende que os vouchers com o preço da entrada ajudam a transformar os visitantes em leitores.

Amélia Pinto, presidente da Lello | Foto: José Caldeira/Divulgação/Lello
Amélia Pinto, presidente da Lello | Foto: José Caldeira/Divulgação/Lello

A administradora da Lello destaca o papel da livraria na divulgação da cultura portuguesa. “Temos obras portuguesa traduzidas em várias línguas. Somos o maior exportador de cultura e de literatura nacional”, completa.

Como a maior parcelo do público é composta por turistas, a Lello investe também em livros escritos em outras línguas, sobretudo em inglês, espanhol, francês e alemão.

As traduções de autores portugueses para esses idiomas fazem sucesso. Embora nesse quesito o poeta Fernando Pessoa lidere com folga, o aumento da demanda pela obra de vários escritores deu novo fôlego à edição de traduções, resgatando livros que há muito tempo não eram editados.

Fonte: Giuliana Miranda, Folha de S.Paulo, 20.jan.2019 às 7h00

Sinais de Mercado: Renda de escritores com livros caiu 42% desde 2009, mostra estudo

Ernest Hemingway
O escritor Ernest Hemingway Foto: Gatsbe Exchange

Escrever nunca foi uma escolha de carreira lucrativa, mas um estudo recente da The Authors Guild, uma organização profissional para escritores, mostra que talvez nem mesmo seja mais aceitável. De acordo com os resultados da pesquisa, o salário médio para os escritores em tempo integral foi de US$ 20,3 mil em 2017, e esse número diminuiu para US$ 6,08 mil, quando os escritores de meio período foram considerados. Este último número reflete uma queda de 42% desde 2009, quando a mediana foi de US$ 10,5 mil. Essas descobertas são o resultado de um extenso estudo de 2018 de mais de 5 mil autores de livros publicados, através de gêneros e incluindo escritores tradicionais e os que publicaram seus próprios livros.

O declínio nos ganhos também se deve em grande parte à participação do leão da Amazon no mercado de publicações próprias, e-book e revenda, segundo Rasenberger. O conglomerado cobra comissão e taxas de marketing para os editores que, segundo Rasenberger, essencialmente impedem que seus livros sejam escondidos no site. Editores pequenos e independentes, que têm menos recursos e poder de barganha, foram particularmente atingidos. As editoras estão passando essas perdas para os escritores na forma de royalties e adiantamentos mais baixos, e os autores também perdem receita com livros revendidos na plataforma.

De certa forma, essas mudanças estão de acordo com uma mudança geral em direção a uma economia de “bicos” ou “venda sob pressão”, nas quais as pessoas viram-se com uma variedade de empregos para compensar a falta de uma renda estável. Mas a indústria da escrita como um todo sempre escapou à padronização nos salários. Em uma conversa com Manjula Martin no livro Scratch: Writers, Money, and the Art of Making a Living(Trabalho duro: escritores, dinheiro e a arte de ganhar a vida, em tradução literal), editado por Martin, Cheryl Strayed disse: “Não há outro emprego no mundo onde você obtém seu mestrado nesse campo e onde, bem, eu poderia ganhar nada ou eu poderia ganhar US$ 5 milhões! “

Em um telefonema recente, Martin disse que “as pessoas que são capazes de praticar o comércio de ‘autoria’ são pessoas que têm outras fontes de renda”, acrescentando que isso cria barreiras de entrada e limita os tipos de histórias que atingem um público amplo. Há também, acrescentou, uma desvalorização da escrita que é frequentemente encarada como um hobby em oposição a uma valiosa vocação.

“Todo mundo acha que pode escrever, porque todo mundo escreve”, disse Rasenberger, referindo-se à proliferação de mensagens de texto casuais, e-mails e tuítes. Mas distingue esses dos escritores profissionais “que trabalham em seu ofício e arte de escrever há anos”.

“O que um escritor profissional pode transmitir em palavras escritas é muito superior ao que o restante de nós pode fazer”, disse Rasenberger. “Como sociedade, precisamos disso, porque é uma maneira de cristalizar ideias, fazer com que vejamos as coisas de uma maneira nova e criar uma compreensão de quem somos como pessoas, onde estamos hoje e para onde estamos indo.” / Tradução de Claudia Bozzo 

Extinção do escritor?

O relatório final da 2018 Author’s Income Survey, pesquisa realizada pelo Sindicato de Autores dos EUA, aponta para o “perigo de extinção” da profissão de escritor. De acordo com o documento, disponível no site da organização, entre os participantes que se dedicam exclusivamente ao ofício de escrever e que já foram publicados anteriormente, 57% colheram toda sua renda de atividades relacionadas à escrita no ano de 2017. No entanto, boa parte desses ganhos não vieram dos direitos autorais ou da venda de exemplares, mas sim de palestras, cursos ministrados, ghostwriting, edição e tradução de outros autores. Os que não dependeram de nada além de seus próprios livros para viver em 2017 somam apenas 21% dos entrevistados. 

A pesquisa mostra que, embora a quantidade de publicações impressas venha decrescendo – hoje há cerca de 60% menos jornalistas trabalhando exclusivamente nesse tipo de veículo em relação à década de 1990, de acordo com o Bureau of Labor Statistics –, os escritores não conseguem converter sua renda para a escrita na internet. A renda dos autores com conteúdo online não superou o salário mínimo americano (US$ 7,25 por hora), apesar de 52% dos escritores terem diplomas de ensino superior nos EUA.

Graças a esses fatores, o relatório indica que os autores têm cada vez menos tempo disponível para dedicar à escrita de suas obras literárias. Apenas com o marketing dos livros, os entrevistados gastaram, em média sete horas e meia por semana, 14% a mais do que em 2013, sendo que nesse intervalo de tempo, apenas 8% dos autores entrevistados relataram aumentos em seus ganhos com livros.

Por volta de 25% dos escritores afirmaram não ter tido nenhum centavo de lucro com livros no ano de 2017. Levando-se em consideração apenas os que se dedicam em tempo integral ao ofício literário, esse número cai para 18%.

O único grupo que passou por um aumento significativo nos ganhos foi o de autores autopublicados, que ganharam 95% a mais com seus livros entre 2013 e 2017. Apesar disso, esses escritores ainda faturam 58% a menos diante dos autores publicados por editoras tradicionais. /André Cáceres

Fonte: Concepción de León, The New York Times/ESTADÃO,12 Janeiro 2019 | 16h00


A crise que rouba livros

Atoladas em dívidas, a Livraria Cultura e a Saraiva pressionam o mercado de livros. O futuro das editoras, que dependem das duas grandes redes, é incerto

Quando a septuagenária rede de livrarias Laselva entrou com um pedido de recuperação judicial em 2013, com dívidas acumuladas em R$ 120 milhões, poucos imaginavam que aquilo seria um presságio de maus tempos para o setor editorial brasileiro.

A empresa, que chegou a ter 83 pontos de venda – a maioria em aeroportos –, não conseguiu arcar com o plano traçado para a sua recuperação, deixando mais de 600 credores e centenas de funcionários na mão. Como consequência, a Laselva teve de fechar suas últimas três lojas em março deste ano, data em que a Justiça de São Paulo decretou sua falência.

Durante esse mesmo período de declínio da tradicional rede, os dois principais nomes do mercado, Cultura e Saraiva, experimentavam uma expansão acelerada pelo País, financiada por linhas de crédito do BNDES e empréstimos com os bancos privados.

A aposta no crescimento, no entanto, deu errado. Desde o fim de 2013, o setor editorial acumula perdas consecutivas, com um decréscimo de R$ 1,73 bilhão em suas receitas. Com dívidas elevadas, Saraiva e Cultura lutam para manter as portas abertas. “Isso era uma crise anunciada, pois existe uma pressão de custos que é insuportável, tanto fiscal quanto operacional”, diz Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional das Livrarias (ANL).

“O mercado de livros vai ter que voltar às origens. Esse efeito sanfona de expansão e retração está mostrando os seus limites.” Voltar às origens significa trabalhar com menos lojas e com espaços reduzidos, mas mantendo o foco em livros, uma alternativa possível para voltar a crescer.

A Saraiva, por sua vez, também apresenta problemas financeiros de longa data. Uma análise dos resultados trimestrais dos últimos dez anos mostra que as margens da atividade principal vêm encolhendo de maneira gradual, mas irreversível. No segundo trimestre de 2008, ao faturamento – corrigido pela inflação – de R$ 343 milhões corresponderam um lucro bruto de R$ 140 milhões, com margem de 40,8%. A última linha do balanço, porém, já mostrava um prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões, decorrente de um salto nas despesas administrativas naquele trimestre.

Fonte: ISTOÉ Dinheiro, Felipe Mendes, 

Inteligência Competitiva: Livro de Satya Nadella, CEO da Microsoft, é lançado no Brasil

O presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, autor de ‘Aperte o F5’, durante conferência em Paris – AFGerard Julien – 24.mai.2018/AFPP

Ao se tornar o terceiro presidente-executivo da história da Microsoft, em fevereiro de 2014, o indiano Satya Nadella assumiu o dever de reconstruir a cultura da empresa e dar novos rumos para seus negócios.

A companhia sofria, de um lado, com o acúmulo de burocracias internas e disputas pelo poder, e, de outro, com o encolhimento do mercado de computadores, que perdiam espaço para smartphones.

O executivo, que já estava na empresa há mais de duas décadas, narra como enfrentou esses desafios durante sua ainda curta jornada à frente da companhia no livro “Aperte o F5”, em referência a tecla do computador usada para atualizar páginas na internet.

Na obra, Nadella descreve a busca da Microsoft por deixar de estar apenas associada ao Windows e mostra como a empresa procura destaque em áreas emergentes como computação em nuvem, inteligência artificial, realidade aumentada e computação quântica.

Aperte o F5

Para apresentar as oportunidades futuras, Nadella segue um formato bem desenhado e pouco empolgante.

Talvez para agradar a clientes e a funcionários, o autor faz uma breve apresentação de cada assunto, trata da importância dele para a Microsoft, cita projetos e conta que determinado executivo trabalha com isso na empresa.

Não há grandes revelações sobre os bastidores dessas transformações, relatos de discussões acaloradas na empresa nem explicações convincentes sobre negociações bilionárias da Microsoft, como a compra da Nokia (que Nadella foi contra) e do LinkedIn.

O que o livro tem em abundância são jargões insossos do mundo corporativo, como “criar uma cultura de crescimento”, “conectar a empresa com a missão de empoderar pessoas” e “redescobrir a alma da Microsoft”.

O relato de Nadella sobre sua vida pessoal também parece deixar muito de fora. Sem fatos extraordinários, o autor escreve sobre sua família, seus estudos na Índia e sua paixão pelo críquete, esporte popular em seu país natal.

A exceção fica para os trechos em que o executivo trata de seu filho, que nasceu paralisia cerebral..

A experiência deu ao executivo um senso de responsabilidade ao mostrar o impacto que tecnologias podem ter para melhorar a vida de pessoas, em especial as com limitações físicas. Também auxilia o autor em uma defesa enfática e convincente a respeito da importância da empatia em relação aos clientes na hora de fazer negócios.

Nadella é da mesma forma contundente quando deixa de fazer propaganda de si e da empresa e trata do equilíbrio delicado entre privacidade de usuários e tentativas de governos de obter esses dados para investigações criminais.

Ele defende a criação de leis para reger essas solicitações de informações, que só devem ser atendidas quando há provas de crimes e devem ser acompanhadas por órgãos independentes, escreve.

Também fica acima da média o capítulo em que o executivo trata da ambiguidade na relação das empresas de tecnologia. Mostrando que as mesmas companhias podem ser rivais e parceiras em negócios diferentes, Nadella escreve sobre o lançamento de aplicativos da Microsoft para iPhones e como isso teria sido uma quebra de paradigma.

Causa estranheza que, mesmo com as críticas duras de Nadella ao estado em que encontrou a Microsoft, seus predecessores, Bill Gates e Steve Ballmer, saiam praticamente ilesos após a leitura do livro.

Nadella pode estar se arriscando em várias frentes e fazendo um bom trabalho no comando da empresa. Porém seu texto pouco arrojado indica que a maior parte da história ainda está por ser escrita.

Aperte o F5: A transformação da Microsoft e a busca de um futuro melhor para todos

Preço R$ 39,90 (264 págs.), Autor Satya Nadella, Editora Benvirá

Fonte: Filipe Oliveira, 28/7/2018 

Sinopse

Transformação. Essa é a palavra-chave que permeia todas as páginas deste livro. “Aperte o F5” aborda tanto a transformação pessoal pela qual passou Satya Nadella – atual CEO da Microsoft, que sucedeu Steve Ballmer e Bill Gates e teve que aprender a ser líder – quanto todas as mudanças de valores e estratégia de uma das empresas mais conhecidas e renomadas do mundo. Em meio a tudo isso, fala ainda da empolgante transformação tecnológica que estamos prestes a vivenciar: inteligência artificial, realidade mista e computação quântica não são mais conceitos restritos à ficção científica e prometem alterar completamente as relações entre pessoas e máquinas.

Como a humanidade lidará com essas mudanças? Será que a desigualdade vai ser eliminada ou vai se agravar ainda mais? Qual o papel da Microsoft nesses tempos de inovação? E qual o papel do próprio Nadella como líder da empresa que pode revolucionar nossa vida? “Aperte o F5” traz as reflexões de um improvável mas dedicado líder em busca de melhorias – para ele próprio, para a Microsoft e para a sociedade, motivando líderes do mundo todo a pensar no futuro com novos olhos.

Referências Bibliográficas Clássicas para ler e produzir conhecimento sobre Inteligência Competitiva

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10 Must-Read Design Books To Get You Ready For 2018

[Cover Image: Foundation Capital]

The Way To Design, by Steve VassalloIn his book, entrepreneur and former Ideo design engineer Steve Vassallo outlines how designers can launch their own businesses and how startup founders can make design the foundation of their operation. One of his strategies? Move beyond empathy. The book is available as a free download here.

[Cover Image: Princeton Architectural Press]

Never Use Futura, by Douglas ThomasHelvetica might be the typeface everyone knows by name, but it’s Futura–and its myriad derivatives–that’s more storied and conspicuous. Douglas Thomas charts the typeface’s history, from its philosophical origins to its rip-offs, in this book, available on Amazon.

[Image: The Monacelli Press]

SuperDesign: Italian Radical Design, by Maria Cristina Didero et. al.2017 was filled with social unrest and designers lent their expertise to communicate the cultural pulse. In the 1960s and 1970s, Italian designers were doing the same by protesting fascism, consumerism, and inequality through art-led designSuperDesignavailable from the Monacelli Press, chronicles this movement.

[Image: Batsford]

Post-Modern Buildings In Britain, by Geraint Franklin and Elain HarwoodThe whimsical, irreverent, and often wacky architecture of the late 1970s and 1980s was a refreshing break from the rigid modernist buildings that preceded them. Now, they’re under threat of erasure as redevelopment plans put many of these structures in jeopardy. Reading about the movement, and how architects broke with the past, is apt for today. For more, visit pavilionbooks.com.

[Cover: Basic Books]

The New Urban Crisis, Richard FloridaThe title of urbanism theorist Richard Florida’s latest book–The New Urban Crisis: How Our Cities are Increasing Inequality, Deepening Segregation, and Failing the Middle Class and What We Can Do About It–outlines the defining tensions in our cities today. In earlier writing, Florida defined many of the progressive notions about how the creative class could drive social and economic progress, but these notions have fallen short. In this book, he reckons with the failings and promise of his theories, and suggests course corrections to help cities become more equitable.

[Image: Princeton Architectural Press]

Now You See It–And Other Essays In Design, by Michael BierutThe way a creative’s brain works is an enigmatic mix of impulse, process, and intuition. In his latest book, Pentagram partner Michael Bierut, one of the most respected designers and design writers of his generation, invites readers to peek into his mind. Through 50 essays that explain how he picks a typeface and how he created Hillary Clinton’s presidential campaign logo, Bierut demystifies design. The book, available from Princeton Architectural Press, stands to teach other designers new strategies and design fans new appreciation for the craft.

[Image: courtesy MIT Press]

The Strip: Las Vegas And The Architecture of the American Dream, by Stefen AlThe cities and structures we build both reflect and shape culture. In The Strip, University of Pennsylvania professor Stefan Al argues that the most distinctly American city is Las Vegas and its evolution embodies the metamorphosis of the American dream. Truly understanding the state of the United States could begin by dissecting Vegas.

[Cover Image: courtesy Visual Editions]

A Universe Explodes, by Tea UglowThanks to the ever-rising value of Bitcoin, the blockchain–a secure technology that enables transactions–is becoming common parlance. This experimental e-book from Tea Uglow, a creative director at Google Creative Lab Sydney, explains how it works in an artful format. The blockchain will likely define even more innovations in the future and mastering its underpinnings will be important.

[Cover Images: Melville House]

Brolliology: A History of the Umbrella in Life and Literature, by Marion RankineWhen it rains, people whip out umbrellas, and they are more or less identical in function and construction. But within this helpful invention lies a hidden story about class warfare, bigotry, and urban design. The way our world looks and works today is a function of societal values, from the seemingly small moments, like umbrellas, to larger systems, like cities. By analyzing values through an object most of us use, Marion Rankine arms us with questions we should be asking about every other element of the designed world. Find the book on Amazon.

[Cover Image: Chronicle Books]

I Fought The Law, by Olivia LocherOur legal system is plagued with enormous injustices and is due for reform. And as photographer Olivia Locher documents in I Fought The Law, there are plenty of small obscure laws that deserve an overhaul, too. She researched little known laws in all 50 states and photographed people breaking them for her book. For example, it’s illegal in Kentucky and Georgia to have an ice cream cone in your back pocket, a holdover from a trick thieves in the 1800s used to steal horses. The book is a cheeky look at how out of date and out of touch our justice system can be.