Inteligência Competitiva: Livro de Satya Nadella, CEO da Microsoft, é lançado no Brasil

O presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, autor de ‘Aperte o F5’, durante conferência em Paris – AFGerard Julien – 24.mai.2018/AFPP

Ao se tornar o terceiro presidente-executivo da história da Microsoft, em fevereiro de 2014, o indiano Satya Nadella assumiu o dever de reconstruir a cultura da empresa e dar novos rumos para seus negócios.

A companhia sofria, de um lado, com o acúmulo de burocracias internas e disputas pelo poder, e, de outro, com o encolhimento do mercado de computadores, que perdiam espaço para smartphones.

O executivo, que já estava na empresa há mais de duas décadas, narra como enfrentou esses desafios durante sua ainda curta jornada à frente da companhia no livro “Aperte o F5”, em referência a tecla do computador usada para atualizar páginas na internet.

Na obra, Nadella descreve a busca da Microsoft por deixar de estar apenas associada ao Windows e mostra como a empresa procura destaque em áreas emergentes como computação em nuvem, inteligência artificial, realidade aumentada e computação quântica.

Aperte o F5

Para apresentar as oportunidades futuras, Nadella segue um formato bem desenhado e pouco empolgante.

Talvez para agradar a clientes e a funcionários, o autor faz uma breve apresentação de cada assunto, trata da importância dele para a Microsoft, cita projetos e conta que determinado executivo trabalha com isso na empresa.

Não há grandes revelações sobre os bastidores dessas transformações, relatos de discussões acaloradas na empresa nem explicações convincentes sobre negociações bilionárias da Microsoft, como a compra da Nokia (que Nadella foi contra) e do LinkedIn.

O que o livro tem em abundância são jargões insossos do mundo corporativo, como “criar uma cultura de crescimento”, “conectar a empresa com a missão de empoderar pessoas” e “redescobrir a alma da Microsoft”.

O relato de Nadella sobre sua vida pessoal também parece deixar muito de fora. Sem fatos extraordinários, o autor escreve sobre sua família, seus estudos na Índia e sua paixão pelo críquete, esporte popular em seu país natal.

A exceção fica para os trechos em que o executivo trata de seu filho, que nasceu paralisia cerebral..

A experiência deu ao executivo um senso de responsabilidade ao mostrar o impacto que tecnologias podem ter para melhorar a vida de pessoas, em especial as com limitações físicas. Também auxilia o autor em uma defesa enfática e convincente a respeito da importância da empatia em relação aos clientes na hora de fazer negócios.

Nadella é da mesma forma contundente quando deixa de fazer propaganda de si e da empresa e trata do equilíbrio delicado entre privacidade de usuários e tentativas de governos de obter esses dados para investigações criminais.

Ele defende a criação de leis para reger essas solicitações de informações, que só devem ser atendidas quando há provas de crimes e devem ser acompanhadas por órgãos independentes, escreve.

Também fica acima da média o capítulo em que o executivo trata da ambiguidade na relação das empresas de tecnologia. Mostrando que as mesmas companhias podem ser rivais e parceiras em negócios diferentes, Nadella escreve sobre o lançamento de aplicativos da Microsoft para iPhones e como isso teria sido uma quebra de paradigma.

Causa estranheza que, mesmo com as críticas duras de Nadella ao estado em que encontrou a Microsoft, seus predecessores, Bill Gates e Steve Ballmer, saiam praticamente ilesos após a leitura do livro.

Nadella pode estar se arriscando em várias frentes e fazendo um bom trabalho no comando da empresa. Porém seu texto pouco arrojado indica que a maior parte da história ainda está por ser escrita.

Aperte o F5: A transformação da Microsoft e a busca de um futuro melhor para todos

Preço R$ 39,90 (264 págs.), Autor Satya Nadella, Editora Benvirá

Fonte: Filipe Oliveira, 28/7/2018 

Sinopse

Transformação. Essa é a palavra-chave que permeia todas as páginas deste livro. “Aperte o F5” aborda tanto a transformação pessoal pela qual passou Satya Nadella – atual CEO da Microsoft, que sucedeu Steve Ballmer e Bill Gates e teve que aprender a ser líder – quanto todas as mudanças de valores e estratégia de uma das empresas mais conhecidas e renomadas do mundo. Em meio a tudo isso, fala ainda da empolgante transformação tecnológica que estamos prestes a vivenciar: inteligência artificial, realidade mista e computação quântica não são mais conceitos restritos à ficção científica e prometem alterar completamente as relações entre pessoas e máquinas.

Como a humanidade lidará com essas mudanças? Será que a desigualdade vai ser eliminada ou vai se agravar ainda mais? Qual o papel da Microsoft nesses tempos de inovação? E qual o papel do próprio Nadella como líder da empresa que pode revolucionar nossa vida? “Aperte o F5” traz as reflexões de um improvável mas dedicado líder em busca de melhorias – para ele próprio, para a Microsoft e para a sociedade, motivando líderes do mundo todo a pensar no futuro com novos olhos.

LinkedIn Analyzed the Class of 2017. These Were the Top 10 Skills That Got Them Hired

Landing a job fresh out of college is no easy feat. Although a vast majority of graduates feel they are ready to start their careers, the truth is that only 50 percent of managers agree, according to a PayScale report.

This disparity in confidence is caused by a skills gap that is making securing a desired job upon graduation more challenging than many graduates anticipate.

Luckily, LinkedIn took a look at what made the class of 2017 successful and published a guide to getting hired in 2018. These were the top 10 skills that helped new grads land their first job. I’ve added my personal observations on each.

1. Microsoft Office

Most business programs offer a Microsoft Office class as part of the curriculum. Regardless, everyone should take one as an elective. I spend 80 percent of my day in programs like Outlook, Word, and Excel.

Taking a class now to pick up the basics will shave weeks off the learning curve and allow a new graduate to focus on learning other aspects of the job.

2. Customer Service

Every job has a customer service component. Whether it’s behind a customer service kiosk or managing internal employee issues, every role requires you to provide some sort of satisfactory service to internal or external customers.

Effective communication, problem-solving, and listening skills are vital to delivering excellent customer services and are transferable abilities regardless of what career path.

3. Leadership

When I interview new graduates, this is one of those skills that most have a hard time conveying. I get it. You just graduated and haven’t had many opportunities to “lead” yet. However, if you take the time to break down leadership, you’ll notice that you’ve had plenty of opportunities to practice. Campus leadership experience counts — consider where you took a leadership role in a student organization or a group project.

When I sit down with new graduates, I’m looking for glimpses of leadership abilities like initiative, an attitude of servitude, persistence, and reliability.

4. Public Speaking

It’s hard to build a personal brand and succeed in the workplace if you can’t convey your ideas to others. If you want to fast-track your career, then focus on developing presentation skills and get comfortable speaking in front of others.

In my experience, possessing this skill is one of the easiest ways to secure additional opportunities. Public speaking remains one of the biggest fears for most people. If you can overcome the anxiety in school, it will position you well for early career success.

5. Social Media

Social media proficiency is like knowing a second language. It doesn’t matter which industry you work in (retail or health care), platforms like LinkedIn, Facebook, Snapchat, and Instagram have become some of the most effective ways to build a brand and interact with customers.

In addition to knowing how to operate multiple platforms, take a look at hard skills like social media listening, writing skills, and content creation to help boost your social media competency.

6. Teamwork

Working in a team combines many vital skills. To be successful in a group, you’ll need to: communicate effectively, listen intently, pay attention to the details, hold up your end of the bargain and be reliable, and problem solve.

Most important, you’ll have to learn that it’s not all about you. Collaboration is key to being a supportive and successful team member.

7. Time Management

Unlike school, the work environment (depending upon the job) can be a little less structured than what most graduates are used to. Managers will assign work and trust that you’ll get it done.

Time management skills that can set you apart include prioritization, planning, ability to focus, decision making, self-motivation, and organization skills.

8. Research

While you’re developing hard skills, many managers will rely on new graduates for research. Learning how to find useful information and presenting it succinctly is the first step to eventually managing a project.

Fundamental skills here are critical thinking and analysis, report writing, and presentation skills.

9. Management

Although you may not be a manager for a few years, that doesn’t mean you can start practicing now.

Early management skills include communication, execution, innovation, and motivating or galvanizing others. You can practice by assisting your supervisor with project management or coordinating work on a cross-functional initiative.

10. Event Planning

Planning a work event is one of the earliest opportunities new graduates have at showcasing abilities such as organization, multitasking, and problem-solving skills.

Whether it’s team meetings, interviews, or internship initiatives, taking on event planning is a quick way to demonstrate your versatility and ability to take something through from concept to fruition.

Landing a great job directly after college is a formidable task. However, focusing on developing this list of 10 transferable skills will position you well for early success.

Source:  Michael Schneider, Human capital specialist, Inc.

How AI Can Support the World of Work, by Marla Gottschalk

On the surface, preparing for the integration of AI and machine learning into the world of work can sound like a formidable proposition. While we might have reservations concerning their integration, the more balanced question centers on how we might integrate these tools to improve our own capabilities — and in turn the heath and capabilities of organizations.

Most of us would concede that as human beings we are prone to biases that lead to less informed decisions.

As Erik Brynjolffson of MIT points out in a recent HBR interview:

“…the benchmark for most entrepreneurs and managers is: who’s going to be better for solving this particular task or better yet can we create a system that combines the strengths of both humans and machines and does something better than either of them would do individually.”

Interestingly there has been much discussion about AI’s application to HR and work life.

Here are just a few topics:

  • Chatbots. In the HR world, chatbots, can be utilized to address and improve the employee experience. Chat bots can facilitate numerous processes including, job search, on-boarding and coaching. (See how AI has impacted “summer melt” in college settings here.)
  • Job listings. A better informed candidate is the first step to secure the right fit for the role in questions. The augmented writing platform Textio, for example, utilizes AI to improve the quality of information within job postings — potentially reducing bias and attracting a broader, more diverse pool of applicants.
  • Interviewing. Google has developed the automated tool qDroid based upon the seminal meta-analytic selection research completed of Frank Schmidt and John Hunter. This work illustrated that a work sample was the best predictor of candidate success, followed by tests of cognitive ability and structured interviews. The tool generates behaviorally based questions, that are specifically tailored to the job in question.

We cannot overlook the fact that a mindset that embraces progress, will hasten the integration of AI into the world of work. Simply engaging with AI is the best start to determine if it might help your organization. In fact, organizations can (and should) begin utilizing AI at little or no cost. (See the access options to Watson here. Please note, as referenced in this discussion there are other AI alternatives for voice recognition, for example, driven by the specific need).

For organizations that may not have a skilled data analyst on hand — and may not require one on a full-time basis — these AI options can become vital. For those more skilled in data analysis, the notion that an insight might be left undiscovered, leaves me quite curious as to how the work can be improved. (In fact, training employees to utilize AI and ML has opened up recently.)

Not unlike Andrew McCaffe’s 2011 discussion of Enterprise 2.0, the deciding factor rests in the following questions:

“During times of great business change, two fundamental questions are: what kinds of companies are able to make the transition, and what happens when they do?”

Has your organization embraced AI? How has it impacted the work at hand?

Source and author: Dr. Marla Gottschalk is an Industrial/Organizational Psychologist. She is a charter member of the LinkedIn Influencer Program. Her thoughts on work life have appeared in various outlets including Talent Zoo, Forbes, Quartz and The Huffington Post.

The article was published at the marlagottschalk.wordpress.com/

Como você quer ser lembrado?

Sou um escritor. Por isso, meu legado é minha obra. Meu legado são meus livros. Naquilo que me diz respeito, considero meus livros meu legado, e não uma instituição. Estou satisfeito; os livros estão aí; ou eles vão sobreviver ou não, e há razões para que continuem em catálogo. Fiz o planejamento necessário para manter meus livros importantes em catálogo durante muito tempo. A editora da Harvard Business School concordou em editá-los, caso um dia a HarperCollins deixe de publicá-los. A Harvard Business School Press vai mantê-los em catálogo durante pelo menos dezessete anos após minha morte. Foi a única medida que adotei. Isso não me preocupa“. Diálogo Drucker – Buford, 29 set.2005.

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O estado da arte em Inteligência nos Estados Unidos da América

111McMahon Hall at Catholic University of America, in Washington D.C. (Courtesy CUA)

O professor assistente de política e diretor do programa em estudos de inteligência na Catholic University of America em D.C., Nicholas Dujmovic, escreveu recentemente um artigo para o The Washington Post chamado “Colleges must be intelligent about intelligence studies”, onde procura mostrar o atual estágio dos cursos de Inteligência nos Estados Unidos da América.

A primeira constatação do autor, vem de estudos que mostram o crescimento no número de cursos de Inteligência nos colégios, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Para ser exato, entre 2001 e 2008, os cursos triplicaram, e uma pesquisa de 2015 mostra que mais de 24 universidades organizaram programas de Inteligência.

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Presidente Temer escute Steve Wozniak

Existem dois temas que se falam muito no Brasil: educação e tecnologia. Mas, na prática são as duas maiores deficiências que o país tem. É o que mostra a mais recente edição do ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial, elaborado em parceria com a Fundação Dom Cabral, que mostra a queda do Brasil em seis posições, e agora para o 81º lugar.

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Inteligência Competitiva Empresas: Microsoft pode avançar em área da Totvs

O Brasil é o terceiro maior mercado para o LinkedIn em número de usuários, só atrás dos Estados Unidos e da Índia

A compra do LinkedIn pela Microsoft por US$ 26 bilhões pode ajudar a dona do Windows a avançar em um segmento em que ela tenta, há anos, ganhar mais relevância no Brasil: o dos sistemas de gestão para empresas.

A companhia é dona do Dynamics, um programa que funciona nos moldes de produtos da alemã SAP, da americana Salesforce e da brasileira Totvs.

Na avaliação de Donald Feinberg, vice-­presidente e analista emérito da empresa de pesquisa Gartner, até hoje, a Microsoft não conseguiu avançar nesse segmento por conta da Totvs, que domina o segmento entre as empresas de pequeno e médio porte.

Para ele, a Microsoft poderá integrar o Dynamics aos dados do LinkedIn para melhorar suas ofertas e ganhar espaço. “O Dynamics agora está todo adaptado para o Brasil e é oferecido no modelo de nuvem, modalidade que a Totvs está começando a investir”, diz.

Sob o comando do CEO Satya Nadela, a Microsoft tem investido pesado para aprofundar seu posicionamento com uma empresa de sistemas oferecidos pela internet com cobrança de acordo com o uso, modelo conhecido como computação em nuvem.

Feinberg afirma que a Microsoft também pode capitalizar a integração do LinkedIn com outros produtos, como o Skype, o buscador Bing e o Office 365. “Quando a economia começar a voltar [a crescer], ela estará em boa posição no Brasil”, diz.

O Brasil é o terceiro maior mercado para o LinkedIn em termos de número de usuários. São 25 milhões dos 443 milhões de cadastros, atrás apenas dos EUA e da Índia.

Em termos de receita, a estimativa é que o valor tenha sido de aproximadamente US$ 30 milhões em 2015. Globalmente, a companhia registrou receita de US$ 3 bilhões, alta de 35%.

No escritório em São Paulo, o LinkedIn tem, atualmente, 150 funcionários. Boa parte deles veio da própria Microsoft, como o atual presidente para América Latina, Osvaldo Barbosa de Oliveira, que deixará o posto em agosto e terá parte de suas funções assumidas por Milton Beck, também ex­-Microsoft.

Pelos termos do acordo entre as companhias, as operações serão mantidas independentes. A rede é muito conhecida pelas ferramentas que oferece para quem está procurando emprego, mas também tem muitos recursos para empresas que estão buscando candidatos para vagas em aberto.

Uma outra área em que a companhia vem investindo é a conexão entre pessoas de empresas diferentes interessadas em fazer negócios. Um exemplo disso seria um vendedor buscando falar com alguém responsável pela área de compras de uma outra companhia.

Por meio do LinkedIn, esses profissionais podem se conectar e, assim, eventualmente, fechar negócio. Na avaliação de Freinberg, as informações que o LinkedIn tem de seus usuários e os cruzamentos de dados que ele pode fazer não têm paralelo em outras empresas, o que abre uma nova possibilidade de atuação para a Microsoft: vender informação como serviço.

A ideia é tirar informações que possam identificar as pessoas individualmente e oferecer a outras companhias leituras geradas pelo cruzamento dos dados. Google e Facebook já usam esse expediente para a venda de publicidade.

O Gartner estima que nos próximos cinco anos, 80% das empresas no mundo vão ganhar dinheiro com a venda de informações de suas bases de dados.

Fonte: Gustavo Brigatto, 14/06/2016, 05:00. Foto: AP

Inteligência Competitiva: Por que a Microsoft pagou US$ 26 bilhões pelo LinkedIn?

Nunca antes em sua história, a Microsoft desembolsou uma quantia tão alta por uma empresa. Nessa segunda-feira (13/06), a fabricante do Windows revelou que pagaria US$ 26,2 bilhões pelo LinkedIn. Mas, por que fez isso? A resposta a essa pergunta pode estar em adicionar poder ao Cortana.

A aquisição deve fortalecer de maneira intensa as ferramentas de produtividade da gigante de software. Além disso, traz a possibilidade de adicionar mais inteligência aos processos corporativos.

Pense na seguinte situação: um vendedor precisa conhecer seus clientes antes de ir oferecer algo a ele. Esse processo de identificação/mapeamento do perfil de seus interlocutores toma um esforço considerável. Por que, então, não delegar essa tarefa a um ajudante?

É aí que entra o assistente virtual. Atualmente, o Cortana é capaz de oferecer informações básicas. Integrando a ferramenta ao banco de dados da rede social corporativa pode garantir um poder extra a rotinas comerciais de praticamente toda organização.

O futuro digital da Microsoft indica que o assistente será capaz de trazer mais valor para aprofundar o relacionamento corporativo, entregando informações poderosas para sedimentar conexões entre executivos.

Com um volume mais robustos de dados (vamos lembrar que o LinkedIn agrupa dados profissionais com mais de 400 milhões de pessoas, sendo que muitas delas são executivos com poder de compra e influencia) o contexto aponta para poder mais intenso de sugestão.

A Microsoft já conhece nossos calendários, os horários de nossas reuniões, quem trabalha conosco e algumas de nossas expertises, tudo isso através do Outlook, do Dynamics CRM e do Delve. Esse conjunto de ferramentas forma o Office Graph.

Somando isso a um conjunto mais amplo de dados, é possível alimentar as ferramentas de inteligência e aprendizado de máquinas. “Ao conectar esses dois mundos a mágica acontece”, sentenciou Satya Nadella, CEO da Microsoft.

Fonte: PC World / EUA, 14 de junho de 2016 – 09h00

Inteligência Competitiva: Dez regras para se apresentar no perfil do LinkedIn, por Lucy Kellaway, Financial Times

Demorei 13 anos e 414 milhões de pessoas chegaram lá antes de mim, mas na semana passada finalmente separei um tempo para compor meu resumo na rede social profissional LinkedIn. O bom de ser um adotante tardio é que tudo o que você precisa fazer é encontrar uma pessoa que domina esse formato praticamente impossível de composição e copiá-­la.

Minha primeira parada foi o resumo de uma mulher que, eu acredito, em breve será a mais importante do mundo. O esforço de Hillary Clinton segue assim: “Esposa, mãe, avó, defensora das mulheres e das crianças, primeira­dama dos Estados Unidos, primeira­dama do Arkansas, senadora, secretária de Estado, gosta de cães, referência em cabelos, aficcionada por terninhos, candidata à presidência em 2016.”

Será isso uma brincadeira? Pode a ex­primeira­dama dos Estados Unidos realmente achar que seu papel de avó (das quais há estimadas 35 milhões somente nos EUA) é mais interessante para os membros do LinkedIn do que seu papel na Casa Branca? Quanto aos cachorros e aos terninhos, posso ver que ela está tentando ser engraçada, mas não funciona. Eu não deveria estar copiando a senhora Clinton, mas ela me ensinou as duas primeiras lições: nada de piadas e mantenha o foco.

Em seguida, tentei Reid Hoffman. Como ele fundou o LinkedIn, deveria realmente saber como fazer isso. Seu resumo começa assim: “Todos os aspectos da internet e dos softwares voltados para o consumidor. Foco no desenvolvimento de produtos, inovação, estratégia de negócios e finanças, mas inclui administração geral, operações, operações comerciais, desenvolvimento de negócios, gerenciamento de talentos e marketing”. Ele me perdeu após uma dúzia de palavras, mas pelo menos me ensinou a lição número três: não seja chato.

Depois disso, pulei de um perfil para outro e descobri que ninguém tem a menor ideia de como escrever um resumo. Alguns são maximalistas, outros minimalistas. Lá está Arianna Huffington enchendo linguiça com um parágrafo inteiro sobre todos os programas de TV em que ela já foi, de Charlie Rose a The O’Reilly Factor. Há mais uma lição aqui: não seja indulgente consigo mesmo.

Bill Gates, por outro lado, é sucinto. “Vice­presidente da Fundação Bill & Melinda Gates. Presidente do conselho de administração da Microsoft Corporation. Leitor voraz. Blogueiro ativo”. Ele ensina a lição número cinco: você só pode mencionar seus hobbies se, assim como Gates, você fez deles sua vida.

Nesse processo, não só não existe um acordo sobre o tamanho que o resumo deve ter, como também não há um sobre algo ainda mais básico: escrever na primeira pessoa ou na terceira? Quase todos os grandes nomes do mundo dos negócios optam pela terceira pessoa, colocando em suas biografias oficiais: “Jack Welch é um dos mais respeitados e celebrados CEOs do mundo, conhecido por seu histórico de sucesso sem paralelos, amor imenso pelas pessoas, uma paixão aguerrida pela vitória e desejo desenfreado de mudar o mundo para melhor…”

Do ex­executivo­chefe da GE tiro as lições seis e sete. A terceira pessoa é algo formal demais para uma rede social. E se vangloriar desse jeito não é só uma coisa vergonhosa, mas também beira à fraude. Histórico sem paralelos? Amor imenso pelas pessoas? Quem disse?

David Cameron, por outro lado, opta pela primeira pessoa. “Tornei­me primeiro­ ministro [do Reino Unido] após as eleições gerais de maio de 2010”, começa ele de uma maneira simples, encerrando assim: “Sou casado com Samantha e temos três filhos pequenos, Nancy, Elwen e Florence.” Isso estabelece a regra número oito, que diz que você somente pode se referir à sua família no LinkedIn se for um primeiroministro, caso em que sua desafortunada esposa e filhos são parte do pacote. Caso contrário, deixe ­os de fora.

A coisa é fácil para todas essas pessoas famosas, uma vez que já sabemos quem elas são, enquanto que o resto de nós precisa tentar se destacar. Steven Burda, um consultor desconhecido, tornou­se o homem mais conectado do site em 2013 com um resumo que dizia: “Movo montanhas… Um dia dominarei o mundo. Nada é impossível para mim”. Isso me leva à regra número nove. Muita gente no LinkedIn deve ser idiota.

A única coisa que tenho certeza é sobre a manchete; vou simplesmente usar o cargo que tenho no “Financial Times”. Para aqueles que acharem que isso é bobo demais, eu os encaminho para o horror composto por um banqueiro graduado do Lloyds: “Formador cultural com forte comportamento de Negociante Adaptativo.”

Quanto ao resto, ainda estou mastigando meu lápis. Mas isso pode estar acontecendo porque não sei para que serve o LinkedIn Algumas pessoas o usam para encontrar emprego. Outras, para se conectar­ mas algumas não fazem nem mesmo isso.

Michael Dell encerra seu resumo oficial em terceira pessoa com o seguinte pedido em primeira pessoa: “Por favor, não peça para estabelecer contato comigo a menos que nos conheçamos ou tenhamos trabalhado juntos”. Para ele, o site não é um meio de conexão e sim uma coisa individualista. Nesse caso, há uma maneira melhor de fazer isso: fique longe.

Entre os que se recusam a entrar no LinkedIn estão a rainha da Inglaterra, o presidente do Banco da Inglaterra, Philip Green, Warren Buffett, o Papa, o editor do “Financial Times”­ e um homem que eu sinceramente espero que não se transforme em pouco tempo na pessoa mais importante do mundo: Donald Trump.

Fonte: Lucy Kellaway é colunista do “Financial Times”. Sua coluna é publicada às segundas-­feiras na editoria de Carreira do Jornal Valor Econômico, 11/04/2016,­ 05:00

Fabricante de fogões e geladeiras Mabe: a culpa não é do governo!

Fabricante de fogões e geladeiras Mabe: a culpa não é do governo!

A Justiça de São Paulo decretou, no fim da semana passada, a falência da fabricante de fogões e geladeiras Mabe.

Com a decisão, a empresa demitiu 1,5 mil funcionários e fechou duas fábricas nas cidades de Campinas e Hortolândia, em São Paulo. Em janeiro, a organização já havia demitido outros 342 profissionais em função da baixa demanda pelos produtos das marcas “Continental e Dako”.

A leitura será pela crise econômica que passa o Brasil e os mais críticos pela política do Governo Dilma, mas uma análise mais atenta desse setor ou indústria no conceito de Porter, chega-se a conclusão, que a leitura de mercado dessa empresa, não foi das melhores, ou no mínimo, a gestão deixou a desejar, para falar o mínimo.

Como duas marcas como “Continental e Dako” podem ter demanda baixa no mercado brasileiro? O que foi feito, ou que não foi feito para isso acontecer???

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Foto: Divulgação MABE