IBGE: 1º trimestre é pior momento do mercado de trabalho na pandemia

IBGE: 1º trimestre é pior momento do mercado de trabalho na pandemia
Foto: Dado Galdieri/Bloomberg, Valor

O primeiro trimestre de 2021 se mostra como o pior momento do mercado de trabalho ao longo da pandemia, afirma a gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), Adriana Beringuy. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra diferentes recordes negativos para o mercado neste início de ano: taxa de desemprego (14,7%), número de desempregados (14,8 milhões), de trabalhadores subutilizados (33,202 milhões) e de desalentados (5,970 milhões).

“Sim, é o pior momento do mercado de trabalho. Aumentar a desocupação no primeiro trimestre de cada ano não é específico de 2021, mas é um comportamento relativamente esperado para este momento do ano. O que a gente tem é que essa sazonalidade pode estar sendo reforçada com o acúmulo [das perdas] ao longo de 2020. À medida que o tempo vai passando, as pessoas passam a pressionar mais o mercado de trabalho”, diz ela.

Mesmo num momento de piora da pandemia, ressalta Adriana, com avanço das medidas restritivas em fevereiro e especialmente em março, há um contingente de 14,8 milhões de pessoas em busca de trabalho.

“Temos 14,8 milhões de pessoas procurando trabalho no meio de uma pandemia. Diferente do ano passado, quando a primeira onda foi mais pontual, dessa vez em fevereiro e março foi uma onda mais uniforme, de norte e sul do país. Há um crescimento da desocupação, mostrando que esse acúmulo de perdas de 2020 acabam sendo represadas e potencializadas”, afirma.

Adriana Beringuy afirma que não é possível avaliar o impacto da ausência de pagamento do auxílio emergencial na maior pressão por vagas de trabalho no primeiro trimestre de 2021, mas explica que, na análise geográfica, é possível observar que maior a busca por trabalho foi puxada principalmente pelas regiões Norte e Nordeste.

“O que a gente observou é o que o avanço da taxa de desocupação, que passou de 13,9% para 14,7%, foi impulsionado pelas regiões Norte e Nordeste do país. É onde realmente tem mais pessoas desocupadas, um contingente grande de pessoas sem ocupação. Foram essas regiões que tiveram maior pressão no mercado de trabalho”, aponta.

Fonte: Lucianne Carneiro, Valor — Rio, 27/05/2021.

Pandemia levou desemprego a recorde em 19 estados e no DF, diz IBGE

A pandemia do novo coronavírus levou a taxa de desemprego a recordes em 19 estados e no Distrito Federal, informou nesta quarta (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As maiores taxas foram verificadas em estados do Nordeste e as menores, no Sul.

Os dados do IBGE confirmam também que mulheres e negros foram mais penalizados pela crise no mercado de trabalho. Jovens e brasileiros com menor escolaridade também tiveram taxa de desemprego superior à média nacional.

No ano, a taxa de desemprego ficou em 13,5%, a maior desde 1993, segundo levantamento da consultoria iDados. No quarto trimestre, a taxa de desemprego no país foi de 13,9%, a maior para o período de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 2002.

Em termos absolutos, a população desocupada (que não trabalha mas busca uma vaga) em 2020 atingiu a média de 13,4 milhões de brasileiros, 840 mil a mais do que o observado em 2019 e a maior marca da série histórica da Pnad.

No ano, 7,3 milhões de pessoas perderam o emprego no país, com a população ocupada chegando a 86,1 milhões, o menor número da série. Pela primeira vez, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país.

Segundo o IBGE, as maiores taxas de desocupação em 2020 foram verificadas na Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e Rio de Janeiro (17,4%), enquanto as menores com Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).

Em São Paulo, a taxa foi de 13,9%, também recorde para o estado, mas bem mais próxima da média do país.

Os dados do último trimestre reforçaram a desigualdade nos impactos da pandemia no mercado de trabalho. Enquanto a taxa de desemprego entre os homens foi de 11,9%, entre as mulheres foi de 16,4%. A diferença entre a taxa dos dois casos se ampliou em relação aos trimestres anteriores.

Já entre as pessoas pretas, a taxa foi de 17,2%, enquanto a dos pardos foi de 15,8%, ambas acima da média nacional. Já a taxa dos brancos (11,5%) ficou abaixo da média, disse o instituto.

Entre os grupos etários, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego no quarto trimestre. No grupo das pessoas de 18 a 24 anos, por exemplo, a taxa de desemprego ficou em 29,8%.

Brasileiros com ensino médio incompleto também tiveram desemprego maior do que a média, com 23,7%. Na outra ponta, a taxa do grupo de pessoas com nível superior completo foi de apenas 6,9%.

O quarto trimestre de 2020 foi o último em que houve liberação do auxílio emergencial. Desde setembro, porém, o valor foi reduzido para R$ 300, ante os R$ 600 pagos nos meses anteriores. Com a redução, a taxa de desemprego passou a sofrer maior pressão, com mais gente em busca de uma vaga.

No quarto trimestre, o rendimento médio real dos brasileiros foi de R$ 2.507, queda de 4,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.616) e aumento de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020 (R$ 2.240).

Fonte: Nicola Pamplona, Folha de S.Paulo, 10.mar.2021 às 9h39.

IBGE atualiza lista de municípios, distritos e subdistritos municipais do país

Logo do IBGE

O IBGE realizou mais uma atualização na lista de subdivisões municipais do país. Em relação ao ano anterior, o atual levantamento, referente a 2020, traz o acréscimo de um novo distrito municipal e seis novos subdistritos. As tabelas com essas informações podem ser acessadas pelo Portal do IBGE, clicando aqui.

A Divisão Territorial Brasileira detalha a estrutura territorial do país, enumerando as Macrorregiões, Unidades da Federação, Mesorregiões, Microrregiões, Regiões Geográficas Imediatas, Regiões Geográficas Intermediárias e Municípios, além de suas subdivisões internas, os distritos e subdistritos ou regiões administrativas. O IBGE sistematiza todas essas informações, monitorando eventuais alterações na Divisão Político-Administrativa, através de atualizações anuais.

No levantamento mais recente, referente a 2020, a estrutura territorial brasileira mantém 5.568 municípios desde 2013. Somam-se a esses municípios um distrito federal (Brasília) e um distrito estadual em Pernambuco (Fernando de Noronha).

Já as divisões intramunicipais passam por mudanças com maior dinamismo. Em 2020, totalizavam 10.631 distritos municipais e 683 subdistritos, contra 10.630 distritos e 689 subdistritos em 2019. As diferenças estão relacionadas a extinção pelos municípios dessas estruturas territoriais que se refletem nos cadastros do IBGE.

Como parte de sua missão institucional, o IBGE efetua o cadastro dos eventos ocorridos na Divisão Territorial Brasileira – DTB com a finalidade de atualizar o conhecimento do território do País para estruturar os estudos geocientíficos e a atualização da Base Territorial para fins operacionais de Pesquisas, de Censos e na Divulgação de Dados estatísticos.

Fonte: IBGE

IBGE divulga rendimento domiciliar per capita 2020

Logo do IBGE

O IBGE divulgou os valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2020, para o Brasil e unidades da federação, calculados com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU). Esta divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares, em termos nominais, pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar trimestral que capta informações socioeconômicas e demográficas em cerca de 211.000 domicílios, em mais de 3.500 municípios do país. Desde março de 2020, devido à pandemia provocada pela Covid-19, a coleta das informações da PNAD Contínua, tradicionalmente realizada de forma presencial nos domicílios selecionados, passou a ser feita completamente por telefone.

A pesquisa abrange todo o país, exceto áreas especiais como aldeias indígenas, quartéis, bases militares, alojamentos, acampamentos, embarcações, barcos, navios, penitenciárias, colônias penais, presídios, cadeias, asilos, orfanatos, conventos, hospitais e agrovilas de projetos de assentamentos rurais ou setores censitários localizados em terras indígenas. As embaixadas, consulados e representações do Brasil no exterior também não são abrangidos pela pesquisa.

A PNAD Contínua tem como população-alvo os moradores em domicílios particulares permanentes. Não são investigados os moradores em domicílios particulares improvisados, isto é, aqueles que residem em edificações sem dependências destinadas exclusivamente à moradia ou em locais inadequados para uma habitação.

Fonte: IBGE

PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 13,9%

taxa de desocupação (13,9%) no trimestre de outubro a dezembro de 2020 caiu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de julho a setembro de 2020 (14,6%) e cresceu 3,0 pontos percentuais frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2019 (11,0%). Já a taxa média anual aumentou de 11,9%, em 2019, para 13,5%, em 2020, a maior da série iniciada em 2012.

população desocupada (13,9 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior (14,1 milhões de pessoas) e cresceu 19,7% (2,3 milhões de pessoas a mais) em relação ao mesmo trimestre de 2019 (11,6 milhões). A média anual de desocupados ficou em 13,4 milhões, a maior da série anual, e aumentou 6,7% (mais 840 mil pessoas) em relação a 2019.

população ocupada (86,2 milhões) aumentou 4,5% (mais 3,7 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior e caiu 8,9% (menos 8,4 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019. Na média anual, a população ocupada chegou a 86,1 milhões, o menor contingente da série anual, e ficou 7,9% abaixo (menos 7,3 milhões de pessoas) da média de 2019.

No trimestre de outubro a dezembro de 2020, havia 32 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Esse contingente recuou 3,5% (menos 1,1 milhão de pessoas) frente ao trimestre móvel anterior. Já em relação ao mesmo trimestre de 2019, houve aumento de 22,5% nesse contingente (ou mais 5,9 milhões de pessoas subutilizadas). Na média anual, esse contingente chegou a 31,2 milhões, o maior da série anual, com alta de 13,1% (ou mais 3,6 milhões de pessoas subutilizadas) em relação a 2019.

taxa composta de subutilização (28,7%) caiu 1,6 p.p. em relação ao trimestre móvel anterior (30,3%) e aumentou 5,8 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (23,0%). A taxa média de subutilização ficou em 28,1%, a maior da série anual, com crescimento de 3,9 p.p. em relação à de 2019 (24,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 29,9 milhões de pessoas, cresceu 1,8% (mais de 519 mil pessoas) frente ao trimestre anterior. Já no confronto com o trimestre de outubro a dezembro de 2019, o contingente caiu 11,2% (menos 3,8 milhões de pessoas). A média anual ficou em 30,6 milhões de pessoas, menor contingente da série anual, e recuou 7,8% (menos 2,6 milhões) em relação a 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (10,0 milhões de pessoas) subiu 10,8% (mais 973 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e recuou 15,8% (menos 1,9 milhão) ante o mesmo trimestre de 2019. A média anual foi de 9,7 milhões de pessoas, menor contingente da série anual, e caiu 16,5% (menos 1,9 milhão) em relação a 2019.

O número de trabalhadores por conta própria (23,3 milhões de pessoas) subiu 6,8% (mais 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre móvel anterior. Já em relação ao mesmo período de 2019, houve uma redução de 5,2% (menos 1,3 milhão de pessoas). A média anual chegou a 22,7 milhões e caiu 6,2% (menos 1,5 milhão de pessoas) em relação a 2019.

taxa de informalidade chegou a 39,5% da população ocupada (ou 34,0 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi 38,4% e, no mesmo trimestre de 2019, 41,0%. A taxa média de informalidade passou de 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020.

rendimento médio real habitual (R$ 2.507) no trimestre terminado em dezembro caiu 4,2% frente ao trimestre anterior e cresceu 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2019. A média anual ficou em R$ 2.543, com crescimento de 4,7% em relação a 2019.

massa de rendimento real habitual (R$ 210,7 bilhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 6,5% (menos R$ 14,8 bilhões) contra o mesmo trimestre de 2019. A média anual (R$ 213,4 bilhões) caiu 3,6% em relação a 2019.

O número de empregadores (3,9 milhões de pessoas) ficou estável em comparação ao trimestre móvel anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve redução de 11,7% (menos 521 mil pessoas). A média anual (4,0 milhões) recuou 8,5% frente a 2019.

O número de trabalhadores domésticos (4,9 milhões) aumentou 6,3% no confronto com o trimestre móvel anterior e caiu 22,9% frente ao mesmo período do ano anterior (menos 1,5 milhão de pessoas). A média anual (5,1 milhões) caiu 19,2% em relação a 2019, sendo a maior retração dessa população na série histórica.

nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 48,9% no trimestre de outubro a dezembro de 2019, com alta de 1,8 ponto percentual frente ao trimestre de julho a setembro de 2020 (47,1%). Em relação a igual trimestre de 2019, houve queda de 6,2 pontos percentuais. Nas médias anuais, o nível da ocupação chegou a 49,4% em 2020, abaixo de 2019 (54,6%) e de 2014 (56,9%), sendo o menor da série anual.

contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de outubro a dezembro de 2020, foi estimado em 100,1 milhões de pessoas e aumentou 3,7% (mais 3,5 milhões de pessoas) comparado ao trimestre de julho a setembro de 2020. Frente ao mesmo trimestre de 2019, houve queda de 5,7% (menos 6,1 milhões). Na média anual, o contingente foi estimado em 99,5 milhões, com queda de 6,1% (menos 6,5 milhões de pessoas) em relação a 2019.

contingente fora da força de trabalho (76,3 milhões de pessoas) caiu 2,9% (menos 2,3 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior. Frente ao mesmo trimestre de 2019, houve expansão de 16,5% (mais 10,8 milhões de pessoas). Na média anual, esse contingente chegou a 75,0 milhões, com alta de 15,2% em relação a 2019.

força de trabalho potencial, no trimestre de outubro a dezembro de 2020, foi estimada em 11,3 milhões de pessoas. Houve queda de 12,1% (menos 1,6 milhão de pessoas) frente ao trimestre móvel anterior e expansão de 46,3% (mais 3,6 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019. Na média anual, esse contingente chegou a 11,5 milhões, com alta de 43,5% em relação a 2019.

O contingente de pessoas desalentadas foi estimado em 5,8 milhões no trimestre de outubro a dezembro de 2020. Houve estabilidade na comparação com o trimestre móvel anterior. Já em relação ao mesmo trimestre de 2019, houve expansão de 25,3%. À época, havia no Brasil 4,6 milhões de pessoas desalentadas. Na média anual, esse contingente chegou a 5,5 milhões e cresceu 16,1% em relação a 2019.

percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi de 5,5% no trimestre móvel terminado em dezembro e variou -0,3 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (5,7%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2019 (4,2%), houve aumento de 1,3 ponto percentual. Na média anual, esse percentual foi de 5,3%, variando 1,0 ponto percentual em relação a 2019.

A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de outubro a dezembro de 2020 em relação ao trimestre móvel anterior, mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria. Houve redução nos seguintes grupamentos: Indústria geral (6,4%, ou menos R$ 173), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (5,5%, ou menos R$ 113) e Serviços domésticos (4,3%, ou menos R$ 40). Também não houve crescimento na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2019, havendo redução nos seguintes grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (7,5%, ou menos R$ 175) e Serviços domésticos (4,9%, ou menos R$ 46).

A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo a posição na ocupação, do trimestre móvel de outubro a dezembro de 2020, em relação ao trimestre móvel anterior, mostrou que também não houve crescimento em qualquer categoria. Houve redução nas seguintes categorias: Empregado sem carteira de trabalho assinada (7,0%, ou menos R$ 120), Trabalhador doméstico (4,3%, ou menos R$ 40) e Empregador (10,9%, ou menos R$ 754). A comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2019 indicou que não houve crescimento em qualquer categoria.

Grupamentos de atividade – trimestre out-nov-dezembro de 2020

A análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de julho a setembro de 2020, mostrou aumento nos grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,4%, ou mais 280 mil pessoas), Indústria Geral (3,1%, ou mais 333 mil pessoas), Construção (5,2%, ou mais 296 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (5,2%, ou mais 792 mil pessoas), Alojamento e alimentação (6,5%, ou mais 249 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,8%, ou mais 573 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 468 mil pessoas), Outros serviços (5,9%, ou mais 234 mil pessoas) e Serviços domésticos (6,7%, ou mais 314 mil pessoas). Apenas o grupamento Transporte, armazenagem e correio apresentou estabilidade estatística.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2019, não houve crescimento em qualquer grupamento. Houve redução nos seguintes grupamentos: Indústria Geral (10,3%, ou menos 1,3 milhão de pessoas), Construção (11,8%, ou menos 803 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (10,9%, ou menos 2,0 milhões de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (12,8%, ou menos 627 mil pessoas), Alojamento e alimentação (27,7%, ou menos 1,6 milhão de pessoas), Outros serviços (18,5%, ou menos 955 mil pessoas) e Serviços domésticos (22,3%, ou menos 1,4 milhão de pessoas).

Grupamentos de atividade – média 2020

No cenário de perdas generalizadas na ocupação em 2020, a Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi a atividade com menor percentual (2,5%) de redução da população ocupada e passou a registrar 8,3 milhões de trabalhadores. Esse contingente é o menor de toda série dessa atividade, porém vale ressaltar que a perda de ocupação precede a crise de 2020, na medida em que esse grupamento registra retração desde 2012. No primeiro ano da série, essa atividade contava com 10,3 milhões de pessoas.

O grupamento formado pelas atividades da Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, também teve uma das menores perdas em 2020, de 2,6%, e com isso, o contingente ficou em 10,3 milhões de trabalhadores. O ano de 2020 interrompeu a sequência de três anos de crescimento da ocupação.

Embora tenha registrado uma melhora no segundo semestre do ano, a Construção fechou 2020 com perda de 12,5% e a população ocupada nessa atividade baixou para 5,9 milhões de pessoas. A perda de trabalhadores na construção vem ocorrendo desde 2014, quando havia 7,8 milhões de trabalhadores. Frente a 2012, a atividade acumula perda de 21,3%, a maior em oito anos de série da Pesquisa.

Indústria geral no Brasil registrou no ano de 2020 cerca de 11,0 milhões de trabalhadores, correspondendo a perda de 8,0% (menos 952 mil pessoas) em relação a 2019. Essa retração contribuiu para aprofundar as perdas que já vinham ocorrendo em anos anteriores, sendo em 2016 a principal queda (10,1%) dessa atividade. Dessa forma, de 2014 para 2020, a indústria geral teve perda de 2,2 milhões de trabalhadores.

Mesmo com expressivo crescimento sazonal no último trimestre de 2020, o Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas acumulou perda de 9,6% nesse ano e sua população ocupada foi estimada em 16,0 milhões de pessoas. Em relação a 2019, a retração foi de 1,7 milhão de pessoas, o que fez com que essa atividade tivesse a maior redução anual em termos de contingente de trabalhadores em 2020.

A exemplo do comércio, as atividades dos serviços foram as mais afetadas durante a pandemia da Covid-19 no ano de 2020. Dentre os grupamentos dos serviços, destacou-se o de Alojamento e alimentação, que teve a maior queda (estimada em 21,3% no confronto com 2019 ou 1,2 milhão de pessoas a menos) e passou a ter 4,3 milhões de pessoas. Antes da pandemia essa atividade tinha crescimento médio anual de 5,3% e respondia por parte importante da ocupação entre os trabalhadores informais no segmento de serviços de alimentação. Mesmo com a queda recorde em 2020, o crescimento nos anos anteriores permitiu que a ocupação nessa atividade mantivesse saldo positivo (13,0%) frente a 2012.

Dentre as atividades de serviços, os Serviços domésticos tiveram a segunda maior queda (19,0%) em 2020, perdendo apenas para o grupamento de Alojamento e alimentação. A atividade passou a contar com 5,1 milhões de trabalhadores em 2020, o que representa redução de 1,2 milhão de pessoas em relação a 2019.

O grupamento do Transporte, armazenagem e correio, em 2020, contava com de 4,4 milhões de trabalhadores, representando queda de 9,4% em relação a 2019. Frente a 2012, essa atividade ainda mantém saldo positivo de 7,3% na comparação com 2012. Este grupamento tem apresentado elevação em seu contingente nos últimos anos, devido, principalmente, à expansão do transporte terrestre de passageiros.

Nos Outros serviços estavam inseridos, em 2020, cerca de 4,3 milhões de trabalhadores, contingente 13,8% inferior ao de 2019 (5,0 milhões de pessoas). Essa atividade não registrava queda desde 2016, o que permitiu saldo positivo (12,8%) na comparação com o início da série (2012).

Na Administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais, havia 16,5 milhões de trabalhadores em 2020, apontando crescimento de 1% (mais 172 mil pessoas) em relação a 2019. A leve expansão em 2020 foi impulsionada pelos segmentos de educação e saúde. Frente a 2012, a atividade acumula crescimento de 14,4%.

Fonte: IBGE

Em janeiro, IBGE prevê safra recorde de 262,2 milhões de toneladas para 2021

Em janeiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 é de mais um recorde, somando 262,2 milhões de toneladas, com alta de 3,2% (8,1 milhões de toneladas) em relação a 2020 (254,1 milhões de toneladas) e de 1,7 milhão de toneladas (0,7%) frente ao prognóstico anterior. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) aponta que a área a ser colhida é de 66,8 milhões de hectares, com alta de 2,1% frente à área colhida em 2020 (mais 1,4 milhão de hectares) e de 149 mil hectares (0,2%) frente ao mês anterior.

Estimativa de JANEIRO para 2021262,2 milhões de toneladas
Variação JANEIRO 2021/ DEZEMBRO 2020(0,7%) 1,7 milhão de toneladas
Variação safra 2021/ safra 2020(3,2%) 8,1 milhões de toneladas

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 93,4% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Em relação a 2020, houve acréscimos de 3,2% na área do milho (3,0% na primeira safra e de 3,3% na segunda); de 3,0% na área da soja e de 0,6% na área do arroz, ocorrendo declínio de 11,3% na área do algodão herbáceo.

Na comparação com 2020, esperam-se altas na produção de 7,2% para a soja, totalizando 130,3 milhões de toneladas, e de 0,4% para o milho, totalizando um recorde de 103,7 milhões de toneladas. Já o algodão herbáceo e o arroz em casca apresentaram declínios de 16,5% e 0,6%, devendo a produção alcançar 5,9 e 11,0 milhões de toneladas, respectivamente.

informação de janeiro para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2021 alcançou 262,2 milhões de toneladas e uma área colhida de 66,8 milhões de hectares. Em relação a 2020, houve aumento de 1,4 milhão de hectares na área a ser colhida (2,1%). Frente ao que fora previsto no mês anterior, o acréscimo foi de 149 mil hectares (0,2%).

As regiões Sul (13,3%) e Nordeste (0,4%) tiveram acréscimos em suas estimativas. Por outro lado, Centro-Oeste (-1,1%), Sudeste (-0,7%) e Norte (-2,1%) tiveram queda. E as participações de cada região são: 45,9% do Centro-Oeste, 31,6% do Sul, 9,8% do Sudeste, 8,6% do Nordeste e 4,1% do Norte.

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 27,3%, seguido pelo Paraná (15,6%), Rio Grande do Sul (13,4%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,6%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representaram 80,7% do total nacional. Em relação ao mês anterior, acorreram acréscimos nas estimativas do Paraná (1,2 milhão de toneladas), de Minas Gerais (439,2 mil toneladas), do Maranhão (156,0 mil toneladas), do Piauí (46,2 mil toneladas), do Pará (33,9 mil toneladas), no Amazonas (4,0 mil toneladas), no Tocantins (473 toneladas). Já em Goiás (-72,7 mil toneladas), no Mato Grosso (-27,2 mil toneladas), no Ceará (-6,9 mil toneladas), na Bahia (-2,0 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (-1,2 mil toneladas) houve redução.

Destaques na estimativa de janeiro de 2021 em relação a dezembro

Em janeiro, destacaram-se as variações positivas nas seguintes estimativas de produção em relação a dezembro: feijão 2ª safra (21,5% ou 206,0 mil toneladas), batata-inglesa 2ª safra (5,4% ou 61,7 mil toneladas), cacau (4,4% ou 11,4 mil toneladas), milho 2ª safra (2,9% ou 2,2 milhões de toneladas), tomate (2,0% ou 77,9 mil toneladas), feijão 3ª safra (1,6% ou 8,9 mil toneladas), soja (0,4% ou 574,2 mil toneladas), arroz (0,2% ou 25,5 mil toneladas), café canéfora (0,1% ou 1,1 mil toneladas).

Por outro lado, são esperados declínios na produção da batata-inglesa 1ª safra (-0,5% ou 8,2 mil toneladas), do milho 1ª safra (-0,6% ou 170,1 mil toneladas), do feijão 1ª safra (-0,8% ou 10,0 mil toneladas), do sorgo (-1,5% ou 40,9 mil toneladas), do algodão herbáceo (-2,8% ou 172,0 mil toneladas), e do café arábica (-11,1% ou 237,0 mil toneladas).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa de produção foi de 5,9 milhões de toneladas para o algodão herbáceo em caroço, com declínio de 2,8% em relação ao 3º prognóstico (dezembro), e uma redução de 16,5% em relação a 2020. A área plantada deve alcançar 1,5 milhão de hectares, queda de 11,3% e o rendimento médio 4.077 kg/ha, redução de 5,8%.

Nos últimos três anos, o Brasil alcançou recordes na produção de algodão para atender a demanda internacional. Contudo, com a pandemia da covid-19 essa demanda diminuiu, influenciando na decisão de plantio da próxima safra. O Mato Grosso, que produz 68,8% do total nacional reduziu sua produção em 16,8% frente à de 2020, e a Bahia, segundo maior produtor com 20,3% do total, reduziu em 18,5%. E, comparado com o 3º prognóstico ocorreu uma queda de 3,6% na produção mato-grossense.

ARROZ (em casca) – A estimativa da produção foi de 11,0 milhões de toneladas, aumento de 0,2% em relação ao 3º prognóstico e declínio de 0,6% em relação a 2020, com queda de 1,3% no rendimento médio. Essa produção deve ser suficiente para abastecer o mercado interno brasileiro. Para a safra 2021, a tendência é de que haja maior equilíbrio nos preços do cereal, que alcançou patamares históricos em 2020 alavancados pelo aumento do consumo interno em decorrência da pandemia do coronavírus e do aumento das exportações dado o estímulo cambial. Em janeiro, tivemos aumento das estimativas de produção no Mato Grosso (5,6%), no Piauí (9,3%) e em Goiás (3,2%).

BATATA-INGLESA (tubérculo) – A primeira estimativa da produção de batata-inglesa apresenta um aumento de 1,5% em relação ao 3º prognóstico (dezembro), mas um declínio de 0,8% em relação ao ano de 2020. Ao todo, o país deve produzir 3,7 milhões de toneladas, em uma área a ser colhida de 115,9 mil hectares. A área a ser colhida apresenta aumento de 0,3% e o rendimento médio cresceu 1,1%.

primeira safra apresenta retração de 0,5% frente ao 3º prognóstico. Ao todo, devem ser colhidas 1,8 milhão de toneladas de batata-inglesa, resultado influenciado pela redução de 1,7% na estimativa de produção do Paraná. Mas, em relação ao ano anterior houve aumento de 10,2% para a estimativa de produção.

Já para a segunda safra, a produção estimada é 5,4% maior que a do 3º prognóstico, totalizando 1,2 milhão de toneladas, com destaque positivo para o Paraná, que elevou em 20,9% sua estimativa de produção. Comparada ao ano anterior, a estimativa total dessa safra é 11,9% superior.

Para a terceira safra, não houve reavaliação neste mês de janeiro, permanecendo a estimativa do 3º prognóstico, ou seja: 663,4 milhões de toneladas.

CACAU (em amêndoa) – A estimativa de produção encontra-se em 269,9 mil toneladas, crescimento de 4,4% em relação ao mês anterior. E o rendimento médio encontra-se 4,2% superior. O Pará e a Bahia, os maiores produtores, devem responder por 94,2% da produção nacional este ano. Em relação ao ano anterior, a produção brasileira de cacau encontra-se 3,8% menor, havendo declínios de 0,3% no Pará e de 6,8% na Bahia.

CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção brasileira de café para 2021 foi de 2,7 milhões de toneladas, declínio de 27,3% em relação ao ano anterior, com o rendimento médio, de 1 509 kg/ha, decrescendo 23,3%. A área plantada apresenta declínio de 5,0% e a área a ser colhida, de 5,2%.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 1,9 milhão de toneladas, com declínio de 33,6% em relação ao ano anterior. Em 2020, a safra brasileira de café arábica foi de bienalidade positiva, sendo a maior verificada na série histórica do IBGE. Já 2021 será ano de bienalidade negativa, o que deve resultar em uma retração expressiva da produção. Minas Gerais, o maior produtor de café arábica (68,9% do total) estimou sua produção em 1,3 milhão de toneladas, que representa um declínio de 35,9% em relação ao ano anterior.

Para o café canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produção, de 807,2 mil toneladas, apresenta declínio de 6,7% em relação ao ano anterior. No Espírito Santo, maior produtor brasileiro (64,5% do total), a estimativa encontra-se em 520,7 mil toneladas, com declínio de 7,3% na estimativa da produção.

FEIJÃO (em grão) – A primeira estimativa da produção total nacional de feijão para 2021 foi de 3,0 milhões de toneladas, sendo 7,3% maior que a do 3º Prognóstico. A área a ser colhida aumentou 0,7% e o rendimento médio 6,6%.

primeira safra, que participa com 42,9% da produção total de feijão em grão, foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, diminuição de 0,8% frente à estimativa do 3º prognóstico. Destaque negativo para o Paraná, com uma diminuição de 4,9% na estimativa de produção. Em relação ao ano anterior, houve redução de 1,5% na estimativa da produção total do país para a primeira safra.

Já a segunda safra, que 38,7% do total de feijão produzido no país, foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, aumento de 21,5% frente à estimativa do 3º prognóstico e de 15,4% em relação a 2020. Destaque positivo para o Paraná, com aumento de 74,5% em sua estimativa de produção frente a 2020.

Com relação à terceira safra, a estimativa de produção foi de 554,5 mil toneladas, aumento de 1,6% frente ao 3º prognóstico. Os estados responsáveis por esse aumento na estimativa de produção foram Mato Grosso (8,2%) e Paraná (36,4%). Em relação ao ano anterior, a estimativa da produção sofreu redução de 2,8%.

MILHO (em grão) – Em relação à última informação, a estimativa da produção cresceu 2,0%, totalizando 103,7 milhões de toneladas, recorde da série histórica do IBGE. A estimativa da área a ser colhida foi de 18,8 milhões de hectares, tendo o rendimento médio crescido 1,3%. Em relação ao ano anterior, a produção deve ser 0,4% maior. A primeira safra deve participar com 25,3% da produção brasileira de 2020 e, a segunda, com 74,7%.

Na primeira safra, a produção estimada foi de 26,3 milhões de toneladas, declínio de 0,6% em relação ao mês anterior e de 1,2% frente a 2020. Mas, para a segunda safra, a estimativa da produção (77,4 milhões de toneladas) cresceu 2,9% em relação ao mês anterior e ficou 1,0% maior em relação ao ano anterior.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção da soja foi de 130,3 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior e de 7,2% em relação à produção de 2020, sendo novo recorde da série histórica do IBGE. A área plantada, de 38,2 milhões de hectares, encontra-se 0,3% maior.

Apesar do atraso no plantio, devido à falta de chuvas nas principais unidades da federação produtoras, havendo até mesmo notícias de replantio em algumas áreas no Mato Grosso, de uma forma geral, o clima tem beneficiado as lavouras da leguminosa. O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja, devendo sua produção alcançar 34,6 milhões de toneladas em 2021, 26,6% do total nacional. Já o Paraná, segundo maior produtor, deve produzir 20,5 milhões de toneladas em 2021 (15,7% da safra nacional).

SORGO (grão) – A estimativa da produção foi de 2,8 milhões de toneladas, declínio de 1,5% em relação ao mês anterior. A área plantada e a ser colhida também apresentou redução, de 2,3%, mas o rendimento médio aumentou 0,8%. Goiás, o maior produtor (47,4% do total nacional), reduziu sua estimativa de produção em 0,7%. A estimativa de produção do sorgo foi 0,1% superior à de 2020, tendo a área plantada declinado 2,1% e o rendimento médio crescido 2,2%. A produção deve crescer 13,1% em Goiás e declinar em Minas Gerais 3,2% e na Bahia 45,1%.

TOMATE – A produção nacional de tomate foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, com crescimento de 2,0% em relação ao último levantamento. Com a colheita em andamento, o Paraná atualizou suas estimativas, passando a 215,4 mil toneladas, aumento de 63,4% em relação ao mês anterior, mas declínio de 12,9% em relação ao que foi produzido em 2020.

A cultura depende de vários insumos externos, como fertilizantes, defensivos e sementes, que são importados e, que com a elevação do dólar, aumentaram o custo de produção. Apesar disso, segundo as primeiras estimativas, a área plantada no Brasil deve subir 2,2% atingindo 56,9 mil hectares. Goiás e São Paulo são os maiores produtores nacionais, responsáveis, respectivamente, por 28,9% e 25,6% da produção.

Fonte: IBGE, 11/02/2021.

Serviços registram estabilidade em dezembro e acumulam queda de 7,8% em 2020

Em dezembro de 2020, o volume de serviços ficou estável (-0,2%) frente a novembro, na série com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de seis taxas positivas.

PeríodoVariação (%)
VolumeReceita
Nominal
Dezembro 20 / Novembro 20*-0,20,7
Dezembro 20 / Dezembro 19-3,3-2,3
Acumulado Janeiro-Dezembro-7,8-7,1
Acumulado nos Últimos 12 Meses-7,8-7,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*série com ajuste sazonal

Na série sem ajuste sazonal, frente a dezembro de 2019, o setor recuou 3,3%, sua décima taxa negativa seguida nessa comparação. O acumulado no ano caiu 7,8% frente ao mesmo período de 2019, superando, com isso, o ano de 2016 (-5,0%), que registrava até então, a queda mais intensa neste tipo de indicador.

A taxa dos últimos 12 meses recuou 7,8% em dezembro de 2020, mantendo a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2020 e chegando ao resultado negativo mais intenso da série deste indicador, iniciada em dezembro de 2012.

De novembro para dezembro de 2020, apenas duas das cinco atividades investigadas tiveram queda: os serviços prestados às famílias (-3,6%) e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,7%). Tais setores foram os mais afetados pela pandemia de Covid-19 em razão da necessidade de isolamento social, o que acabou provocando o fechamento de estabelecimentos considerados não essenciais e uma redução significativa no fluxo de pessoas em circulação. Dessa forma, os serviços prestados em caráter presencial, sobretudo os voltados às famílias (restaurantes, hotéis, academias, salões de beleza, etc.) e o de transportes de passageiros (aéreo, rodoviário e metroferroviário) encontraram maiores dificuldades em retornar ao patamar de fevereiro de 2020.

Por outro lado, a expansão mais relevante veio de outros serviços (3,0%), que ao acumular um ganho de 3,9% no período novembro-dezembro, recupera-se da retração verificada em outubro (-3,3%). Os demais resultados positivos ficaram com os serviços de informação e comunicação (0,3%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,1%), com o primeiro avançando 4,5% entre setembro e dezembro de 2020; e o segundo crescendo 3,5% nos últimos 3 meses.

média móvel trimestral cresceu 1,3% no trimestre encerrado em dezembro, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho último.

Todas as cinco atividades mostraram resultados positivos em dezembro, com destaque para serviços prestados às famílias (3,1%), seguido pelos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,1%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,9%), informação e comunicação (0,8%) e outros serviços (0,1%).

Frente a dezembro de 2019, o volume dos serviços caiu 3,3%, sua décima taxa negativa seguida para esta comparação. Houve queda em três das cinco atividades e crescimento em pouco menos da metade (42,2%) dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os serviços prestados às famílias (-25,4%) exerceram a influência negativa mais importante sobre o volume total de serviços, pressionados, em grande medida, pela queda nas receitas das empresas que atuam nos ramos de restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e atividades de condicionamento físico.

Os demais recuos vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-7,4%) e dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,1%), explicados, principalmente, pela queda de receita das empresas de gestão de ativos intangíveis; agências de viagens; administração de programas de fidelidade; soluções de pagamentos eletrônicos; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; e atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia, no primeiro ramo; e de transporte aéreo, rodoviário coletivo e metroferroviário (todos de passageiros); e de correio nacional.

Em contrapartida, as contribuições positivas nesse mês vieram de outros serviços (8,6%) e de serviços de informação e comunicação (1,5%), impulsionados, sobretudo, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de corretoras de títulos e valores mobiliários; recuperação de materiais plásticos; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; consultoria em investimentos financeiros; e corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde, no primeiro setor; e de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; e atividades de TV aberta, no último.

No acumulado do ano, frente a igual período de 2019, o setor de serviços recuou 7,8%, com queda em quatro das cinco atividades de divulgação e com expansão em apenas 28,9% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os serviços prestados às famílias (-35,6%) exerceram a influência negativa mais relevante, pressionados, especialmente, pela queda nas receitas de restaurantes; hotéis; e de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e de atividades de condicionamento físico. Esse setor ainda retoma lentamente suas atividades, em função dos efeitos da pandemia.

Outras pressões negativas vieram de serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,7%), explicados, principalmente, pela redução na receita das empresas de gestão de ativos intangíveis; administração de programas de fidelidade; soluções de pagamentos eletrônicos; limpeza geral; agências de viagens; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; atividades técnicas relacionadas à arquitetura e à engenharia; e aluguel de máquinas e equipamentos, no primeiro ramo; e de transporte aéreo de passageiros; rodoviário coletivo de passageiros; rodoviário de cargas; correio nacional; e metroferroviário de passageiros, no último. Com menor impacto no índice geral, comparativamente às demais atividades, os serviços de informação e comunicação (-1,6%) apresentaram perdas de receita especialmente nos segmentos de telecomunicações; programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura; atividades de exibição cinematográfica; operadoras de TV por satélite; e consultoria em tecnologia da informação.

A única contribuição positiva no acumulado de janeiro a dezembro de 2020, frente a igual período do ano anterior, ficou com o setor de outros serviços (6,7%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades de administração de fundos por contrato ou comissão; recuperação de materiais plásticos; e corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde.

Serviços caíram em oito das 27 unidades da federação em dezembro

Regionalmente, oito das 27 unidades da federação registraram retração no volume de serviços em dezembro de 2020, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando a variação negativa (-0,2%) observada no Brasil – série ajustada sazonalmente. Entre os locais que apontaram queda nesse mês, São Paulo (-0,4%) exerceu o recuo mais importante, seguido por Minas Gerais (-1,7%).

Em contrapartida, Rio de Janeiro (1,8%) e Distrito Federal (4,0%) registraram as principais expansões em termos regionais.

Frente a dezembro de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-3,3%) foi acompanhado por 16 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com São Paulo (-3,8%), seguido por Rio de Janeiro (-5,5%), Distrito Federal (-14,2%) e Rio Grande do Sul (-7,9%).

Por outro lado, Santa Catarina (4,3%) e Minas Gerais (1,7%) assinalaram os resultados positivos mais relevantes.

Já no acumulado de 2020, frente a igual período do ano anterior, a queda do volume de serviços no Brasil (-7,8%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 25 das 27 unidades da federação também mostraram retração na receita real de serviços.

O principal impacto negativo em termos regionais veio de São Paulo (-7,4%), seguido por Rio de Janeiro (-7,3%), Rio Grande do Sul (-12,7%), Paraná (-9,5%), Minas Gerais (-6,1%) e Bahia (-14,8%).

Índice de atividades turísticas fica estável (0,0%) em dezembro

Em dezembro de 2020, o índice de atividades turísticas apontou estabilidade (0,0%) frente ao mês anterior, após sete meses de taxas positivas seguidas, período em que acumulou ganho de 120,8%.

O segmento de turismo ainda necessita avançar 42,9% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020 (mês que antecedeu aos efeitos da pandemia). As medidas contra a COVID-19 (como o estímulo ao isolamento social) atingiram de forma mais intensa e imediata boa parte das atividades turísticas, principalmente ao transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

Regionalmente, houve equilíbrio entre os locais que apresentaram taxas positivas e negativas. Entre os primeiros, destaque para Distrito Federal (16,6%) e Bahia (7,6%); enquanto São Paulo (-4,3%) e Rio de Janeiro (-2,8%) assinalaram as retrações mais relevantes.

Frente a dezembro de 2019, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil caiu 29,9%, décima taxa negativa seguida, pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; agências de viagens; serviços de bufê; e locação de automóveis.

Todas as 12 unidades da federação investigadas mostraram recuo nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (-37,4%), seguido por Rio de Janeiro (-29,1%), Minas Gerais (-30,4%), Rio Grande do Sul (-37,3%), Paraná (-24,6%) e Santa Catarina (-31,8%).

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 36,7% frente a igual período de 2019, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes; transporte aéreo; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e agências de viagens.

Todas as 12 unidades da federação investigadas registraram taxas negativas, com destaque para São Paulo (-40,0%), seguido por Rio de Janeiro (-30,9%), Minas Gerais (-35,2%), Bahia (-37,2%) e Rio Grande do Sul (-43,3%).

Fonte: IBGE, 11/02/2021.

IBGE: Produção industrial cai 4,5% em 2020 ante 2019, pior desempenho desde 2016

 — Foto: Divulgação/Ford
Foto: Divulgação/Ford

A produção da indústria brasileira recuou 4,5% em 2020 frente a 2019, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo ano seguido de perda – em 2019 o indicador havia recuado 1,1% – e a maior queda desde 2016 (-6,4%).

Em dezembro, o indicador teve alta de 0,9%, a oitava variação positiva frente ao mês anterior. Com a expansão de dezembro, a indústria acumula alta de 41,8% em oito meses e elimina a perda de 27,1% em março e abril. Assim, a indústria está 3,4% acima do patamar de fevereiro de 2020. O nível de produção atual, no entanto, ainda está 13,2% abaixo do seu recorde (alcançado em maio de 2011).

O desempenho ficou acima da mediana das estimativas de 30 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de um recuo de 0,3%, livre dos efeitos sazonais. As projeções iam de queda de 1,5% a um aumento de 1%. De 30 estimativas, 19 eram de queda.

Na comparação com igual mês em 2019, a produção industrial subiu 8,2% em dezembro de 2020. Por essa base de comparação, a expectativa mediana do mercado era de que o indicador tivesse subido 5,6%, conforme levantamento do Valor Data.

O IBGE revisou, ainda, o dado referente a novembro de 2020, na comparação com outubro, de aumento de 1,2% para alta de 1,1%.

Categorias

Todas as quatro grandes categorias do setor industrial pesquisadas pelo IBGE tiveram queda na atividade em 2020, frente a 2019.

Segundo a PIM, a produção de bens intermediários apresentou perda de 1,1% em 2020. Na passagem entre novembro e dezembro, a alta foi de 1,6%. Na comparação com dezembro de 2019, a atividade de bens intermediários sobe 8,2% em dezembro de 2020. A categoria representa 55% da indústria.

A produção de bens duráveis, por sua vez, caiu 19,8% em 2020, frente a 2019. Em dezembro de 2020, o indicador teve alta de 2,4% frente a novembro e de 14,1% em relação a dezembro de 2019.

O resultado de bens semi e não duráveis também ficou no campo negativo em 2020. A categoria teve baixa de 5,9% na produção no ano passado, frente a 2019, segundo os dados do IBGE. Em dezembro de 2020, teve queda de 0,5% frente a novembro e ganho de 1,8% em relação a dezembro de 2019.

Os fabricantes de bens de capital registraram queda de 9,8% no ano passado, frente a 2019. Na passagem entre novembro e dezembro, houve alta de 2,4%. Na comparação com dezembro de 2019, a produção sobe 35,4%.

Fonte: Lucianne Carneiro, Valor — Rio, 02/02/2021. Atualizado 2021-02-02T12:32:53.425Z

Em 2019, havia 1,8 milhão de crianças em situação de trabalho infantil no país

No Brasil, em 2019, havia 38,3 milhões de pessoas com entre 5 a 17 anos de idade.

Deste total, 1,8 milhão estavam em situação de trabalho infantil. Houve uma redução de 16,8% no contingente de crianças e adolescente em trabalho infantil frente a 2016, quando tínhamos 2,1 milhões de crianças trabalhando.

No mesmo período, a população nesse grupo etário teve redução de 4,1%.

Proporcionalmente, o Brasil tinha 5,3% de suas crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em 2016, percentual que caiu para 4,6% em 2019.

É o que mostra a PNAD Contínua sobre Trabalho de Crianças e Adolescentes, que integra as estatísticas experimentais do IBGE.

Entre as crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, 66,4% eram homens e 66,1% eram pretos ou pardos, proporção superior à dos pretos ou pardos no grupo etário dos 5 aos 17 anos de idade (60,8%%).

Na população de 5 a 17 anos de idade, 96,6% estavam na escola, mas entre as crianças e adolescentes em trabalho infantil, essa estimativa diminui para 86,1%.

Entre as pessoas em situação de trabalho infantil, 53,7% estavam no grupo de 16 e 17 anos de idade; 25,0% no grupo de 14 e 15 anos e 21,3% no de 5 a 13 anos de idade.

A Agricultura e o Comércio e reparação eram os grupamentos de atividade que reuniam, respectivamente, 24,2% e 27,4% dessas crianças e adolescentes.

Em 2019, havia 706 mil pessoas de 5 a 17 anos de idade ocupadas nas piores formas de trabalho infantil (Lista TIP).

Do 1,8 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil, 1,3 milhão estavam em atividades econômicas e 463 mil em atividades para consumo próprio.

O rendimento médio real das pessoas de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil que realizavam atividade econômica foi estimado em R$ 503.

Fonte: IBGE.

Oito municípios detinham 25% do PIB do país em 2018

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O setor privado, como gerador de riqueza e emprego, ainda tem muito para avançar pelo Brasil. Em quase metade dos municípios brasileiros, 49,2%, a administração pública permanecia como a principal atividade econômica em 2018. No total, 2.739 cidades estavam nessa situação.

Os dados, divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (16), fazem parte do PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios. Apesar de serem referentes ao ano de 2018, traçam um retrato considerado atual, uma vez que mudanças estruturais, capazes de impactarem os indicadores, evoluem mais lentamente.

Em cinco unidades da federação –Distrito Federal, Acre, Roraima, Amapá e Piauí– esse percentual passou de 90%. O contrário ocorre em alguns casos mais emblemáticos. Em São Paulo, por exemplo, apenas 9,6% das cidades apresentavam dependência do setor público.

Se a administração pública for excluída da análise, a atividade de demais serviços foi o maior destaque entre 3.832 municípios brasileiros, seguida pela agricultura, em 862 cidades.

A divulgação mostra também que, apesar de algumas mudanças em curso, persistia a concentração na geração de riqueza.

Apenas oito deles responderam por quase um quarto do PIB do Brasil, sendo que São Paulo (10,2%), Rio de Janeiro (5,2%) e Brasília (3,6%) concentravam quase 20%. Os outros cinco são Belo Horizonte (1,3%), Curitiba (1,2%), Manaus (1,1%), Porto Alegre (1,1%) e Osasco (1,1%).

Essas oito cidades, juntas, apesar de quase 25% do PIB, abrigavam 14,7% da população do país. Em contrapartida, os 1.346 municípios com os menores PIBs representavam, em 2018, cerca de 1% do PIB do Brasil, mas 3,1% da população nacional.

“Entre esses, os situados nos estados do Piauí (156), Paraíba (134), Rio Grande do Norte (79) e Tocantins (69), representavam cerca de 50% das municipalidades de seus respectivos estados”, destacou o IBGE.

Quando são consideradas sérias de dados mais longas, é possível identificar que a desconcentração de riqueza tem ocorrido em compasso muito lento e motivada por fatores muito particulares.

Na comparação com 2002, 1.383 cidades correspondiam a 1% do PIB e somavam 3,7% da população nacionais. Por outro lado, apenas quatro municípios somavam quase um quarto da economia nacional.

Nesse período, São Paulo e Rio tiveram perdas de 2,5 e 1,1 pontos percentuais, as maiores quedas de participação entre os municípios brasileiros, o que indica uma tendência de descontração do PIB em nível municipal, segundo o IBGE.

A queda paulista foi motivada, principalmente, pela redução relativa de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados. Por outro lado, na capital fluminense, a perda ocorreu pela diminuição do peso local na indústria brasileira.

O maior ganho em participação no PIB desde 2002 foi em Maricá, um aumento de 0,4 ponto percentual.

A cidade foi a que teve o maior acréscimo absoluto entre 2017 e 2018, com 0,2 p.p., ao lado de Niterói e Campos dos Goytacazes. Todas elas tiveram aumento de participação atrelado à extração de petróleo, que teve aumento dos preços internacionais.

O petróleo também foi o responsável pelos maiores PIB per capita, registrados nos municípios de Presidente Kennedy (R$ 583.171,85), no Espírito Santo, e na paulista Ilhabela (R$ 419.457,22).

Selvíria (MS) ocupou a terceira posição, graças à geração de energia hidrelétrica, enquanto o quarto colocado, São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), pode creditar o resultado à extração de minério de ferro.

Fonte: Folha de S.Paulo, Diego Garcia, 16.dez.2020.