Inteligência Competitiva Embalagens: Retrospectiva 2017 e Perspectivas 2018

A ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, anunciou na última quarta-feira os resultados do “Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV: retrospecto de 2017 e perspectivas para 2018”.

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Com volume bruto de produção fechado em R$ 71,50 bilhões, o setor apresentou crescimento de 1,96% na produção física de embalagem no ano de 2017 em relação a 2016 e prevê para o ano de 2018 um crescimento maior calcado na recuperação dos indicadores de consumo, comércio, serviços e industrial.

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Os números são tradicionalmente apurados pela ABRE há 21 anos, sob a chancela do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV).

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Na opinião de Paulo Picchetti, Economista responsável pelo estudo, os números refletem o cenário de retomada da economia brasileira. “Nesse contexto, podemos perceber um clima mais positivo entre os empresários que se mostram mais dispostos a investir em seu parque tecnológico e também na contratação de pessoal”, analisa o Economista.

Aliás, isso já se reflete na geração de empregos no setor de embalagem. Em relação a empregos diretos e formais, a posição em dezembro de 2017 ficou em 218.146 profissionais com carteira assinada, apontando um crescimento de 1,12% em relação a 2016.

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Das 5 classes de embalagem, 4 registraram crescimento em 2017. O desempenho de cada setor está diretamente atrelado ao desempenho dos mercados a que atende prioritariamente, variando entre produtos de consumo não duráveis, de rápido consumo, até segmentos de produtos duráveis, como eletroeletrônicos ou mesmo da construção civil.

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O crescimento no número de empregos diretos e formais contribui para o entendimento de uma recuperação da economia brasileira.

De acordo com Gisela Schulzinger, Presidente da ABRE, o estudo é um balizador para o mercado de embalagem. “Nosso objetivo é oferecer ao setor um termômetro do segmento e indicar um norte para ações da indústria”, comenta. “Estamos presenciando o aumento do consumo das famílias e o aumento da confiança em relação ao país sendo, portanto, um importante momento para buscar novas oportunidades. O período de crise que vivemos até o ano passado também deixou um legado positivo que se traduz em novos aprendizados como mais eficiência operacional, a busca por desenvolver novas funcionalidades e a exploração de nichos do mercado que entreguem maior valor para o consumidor”, destaca Gisela.

As principais indústrias de bens de consumo também apresentaram crescimento o que reflete a recuperação, ainda que lenta, da economia do país.

O Estudo da ABRE também aponta a previsão da produção física de embalagem para 2018

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(Fonte: ABRE, 02 de março de 2018) 

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O futuro do design de embalagens de amostras para o setor de beleza

Foram-se os dias em que as amostras na indústria de saúde e beleza se limitavam às administradas gratuitamente por um empregado da loja, ou a amostras de perfume em tiras de papel.
Hoje, os clientes mais exigentes estão respondendo a um crescente mercado de diversos produtos de saúde e beleza, exigindo maior liberdade para experimentar diferentes produtos no conforto de suas próprias casas antes de se comprometerem a comprar o produto final.
Amostras de varejo de uso único
Semelhante aos pacotes de amostras tradicionais que continham produtos suficientes para uso único e eram entregues em locais de varejo, muitas empresas vendem atualmente seus produtos em tamanhos de uso único ao lado de suas contrapartes em tamanho real.
Esta tendência é particularmente popular com as máscaras faciais e expandiu-se para outros tipos de produtos também. Como os clientes estão agora pagando para experimentar um produto, essas amostras de varejo normalmente possuem maior quantidade dele do que uma amostra gratuita e permitem que o cliente tente o produto uma vez antes de se comprometer com a opção de tamanho completo.
Amostragem cruzada de um produto complementar
Outra maneira de introduzir amostras para os consumidores é incluir uma amostra com a compra de um produto relacionado, especialmente aqueles que foram desenvolvidos para serem usados em conjunto. Esta estratégia permite ao fabricante orientar o consumidor em um momento-chave, quando estão entusiasmados e se sentindo positivamente em relação à marca, a comprometer-se a comprar um produto em tamanho real.
Ele também visa à um público alvo de clientes que já possuem uma relação estabelecida com a marca, pelo menos através de uma única compra. A área mais comum de amostragem cruzada inclui uma amostra de loção perfumada com a compra de uma fragrância, uma vez que as duas se destinam a ser usadas em conjunto e combinam bem.
Kits de teste de produtos múltiplos
Muitas marcas de saúde e beleza oferecem linhas de produtos que se destinam a ser usadas como um conjunto, particularmente os de pele e cabelo. A compra de um conjunto de três ou quatro produtos separados para ser usado como parte de um regime diário de cuidados da pele é um compromisso significativo, e os fabricantes agora oferecem pacotes de amostra que incluem recipientes de amostra ou de tamanho de viagem com vários elementos, juntamente com instruções sobre o uso do produto.
Para amostras promocionais de shampoo e condicionador, um kit pode ser tão simples como dois pacotes rotulados anexados a um cartão de instruções. Essa abordagem permite aos potenciais clientes experimentar a rotina completa antes de decidir comprar o produto.
O papel da embalagem em amostras de beleza
Uma nova abordagem para produtos de saúde e beleza no formato de amostras e tamanho viagens também significa criar uma nova estratégia de empacotamento. Além da embalagem das próprias amostras, os displays do ponto de venda também podem desempenhar um papel vital para que as amostras sejam notadas e compradas.
Uma opção popular para pequenos pacotes de amostras é o dispensador de papelão, que pode ficar facilmente no contador de pagamento ou ser posicionado perto dos produtos em tamanho real. Para a amostragem cruzada, deve ser desenvolvida uma embalagem que permita a incorporação da amostra adicionada sem comprometer a integridade do design de embalagem do produto original.
Michael Di Franco
*Michael Di Franco é um profissional experiente que trabalha no setor de embalagens. Ele é vice-presidente da Johnsbyrne.

Inteligência Competitiva Empresas: Klabin foca mercado local com o real valorizado

Desde 2015, a Klabin vem ampliando vendas ao mercado externo, com o objetivo de se beneficiar do câmbio e driblar a fraqueza da economia local. Agora, diante da tendência de valorização do real e de alguns sinais de melhora, a maior fabricante de papéis para embalagens do país avalia voltar o foco ao mercado doméstico e acelerar esse processo à medida que a moeda brasileira se valorize mais.

“O cenário começa a se alterar a partir do terceiro trimestre por uma soma de fatores. O câmbio tem voltado um pouco, concomitantemente a um mercado interno que apresenta alguns sinais de melhora”, disse o diretor ­geral da companhia, Fábio Schvartsman, em teleconferência com analistas.

De abril a junho, 50% das 631 mil toneladas de produtos vendidas (sem incluir madeira) ficaram no país, ante 68% um ano antes. O início das vendas da celulose produzida em Ortigueira (PR) também contribuiu para essa mudança. Praticamente toda a matéria ­prima é exportada.

O executivo disse que as vendas de celulose, de 181 mil toneladas no segundo trimestre, devem subir 80% neste trimestre com o avanço na curva de aprendizagem da nova fábrica.

Do total produzido, cerca de 25% deve ser de celulose de fibra longa e 7 5%, fibra curta, e um terço desses 25% deve ser convertido em fluff. “Isso nos leva a 900 mil toneladas de produção e vendas dentro desse exercício”, disse o executivo. Antes, a Klabin indicava que a produção em Ortigueira ficaria em 810 mil toneladas no ano.

Em relação à celulose fluff, usada em fraldas descartáveis e absorventes, a Klabin já obteve aprovação de 80% de seus consumidores no Brasil. O maior volume de celulose para venda, esforços para ampliar a produção de papéis nas máquinas existentes e iniciativas de redução de custos devem levar a Klabin a mais um trimestre de expansão do resultado operacional. A empresa registrou o 20º trimestre consecutivo de crescimento do resultado (Ebitda), que subiu 37 % na comparação anual, a R$ 538 milhões.

“Com esse conjunto de ações, a Klabin espera continuar apresentando crescimento substancial de Ebitda, assim como ocorreu no segundo trimestre”, disse o executivo.

Por outro lado, a alavancagem financeira deve seguir em queda e chegar a 4,2 vezes no fim do ano (5,2 vezes me junho). Uma das iniciativas é a análise da mudança de foco das vendas do mercado externo para o doméstico, assim como o reforço do mix de produtos e continuidade dos esforços na redução de custos.

A empresa segue avaliando o projeto da nova máquina de cartões e há expectativa de que seja encaminhado à aprovação do conselho de administração ainda em 2016. Antes, a previsão era meados deste ano.

“A máquina 10 de cartões segue em processo acelerado [de conversas] com nossos fornecedores, visando otimizar o ‘capex'”, disse o executivo. Um equipamento para 500 mil toneladas pode custar até US$ 800 milhões.

Fonte: Stella Fontes, Valor Econômico, 28/07/2016, 05:00