Nielsen: a vida além da covid19

Analisando a ocorrência de infecções em todo o mundo e as medidas tomadas pelos governos em diferentes países para prevenir e proteger a população, a Nielsen identificou três diferentes cenários para a regeneração do mercado global. Este quadro descreve como tende a ser o estilo de vida e os comportamentos de consumo em cada um dos três cenários, com base na entrada antecipada, tardia e prolongada no “novo normal” e como a duração da quarentena tem influência no desenvolvimento econômico geral, na situação financeira do indivíduo, no mercado de trabalho, na vida social e no clima de consumo.

Se a transição para o ‘novo normal’ progredir rapidamente – até o final do terceiro trimestre de 2020 – consumidores e empresas tendem a retomar seus hábitos, padrões e comportamentos antigos em grande medida (retomar). No entanto, se os consumidores passarem mais tempo em uma situação de quarentena, digamos até o final do quarto trimestre de 2020, as conseqüências econômicas, financeiras e sociais serão maiores e novas estratégias deverão ser desenvolvidas para revitalizar o consumo e a economia (reiniciar). Se as restrições durarem de 12 a 18 meses, os governos serão forçados a compensar as graves conseqüências econômicas, financeiras e sociais e as empresas deverão repensar fundamentalmente seus portfólios de produtos para atender às mudanças nas demandas dos consumidores (reinventar).

1. MUDANÇAS NOS PADRÕES DE GASTOS EM FUNÇÃO DA MENOR RENDA DISPONÍVEL

Apesar do aumento da pressão financeira e da instabilidade do emprego, nesta como em outras crises, podemos esperar que a indústria de produtos bens de consumo de giro rápido (FMCG) e, principalmente, a indústria alimentícia sejam pouco afetadas, o que a curto prazo continua sendo evidenciado por aumentos substanciais nas vendas de FMCG.

As mudanças nos padrões de consumo também afetarão a dinâmica dos canais em diferentes países, que, dependendo das restrições e da dinâmica do consumidor em cada país, pode se traduzir em viagens de compras com um maior número de produtos para abastecer a despensa do supermercado ou um aumento na frequência de compras de reposição em canais como as lojas tradicionais ou de desconto.

2. MUDANÇA DE CESTAS DE COMPRAS NO SETOR DE BENS DE CONSUMO DE GIRO RÁPIDO (FMCG)

De acordo com o que encontramos em nossas análises mais recentes, muitos consumidores irão redistribuir seus gastos ou buscar economia em atividades fora de casa, impactando a indústria da moda, restaurantes, take-out, viagens ou férias.

Em muitos casos, essas economias estão transferindo parte desse consumo para o lar, por exemplo: o consumo de 58% dos latinos que relataram comer mais em casa e os 78% desses que pretendem continuar a fazê-lo pelo menos durante os próximos 3 meses continuarão a abrir oportunidades para as categorias de alimentos e bebidas nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, os grupos de produtos que provavelmente estarão no segmento “luxo/indulgência” terão uma chance de crescimento adicional com base no pensamento: “Já que estou economizando dinheiro de alguma forma, pelo menos estou me oferecendo algo especial em casa” ou as mudanças nas bebidas alcoólicas que serão refletidas no “novo normal” dos encontros sociais.

Por outro lado, o comportamento de compra de produtos de Higiene & Beleza continuará a desempenhar um papel importante no consumo doméstico, porém, os momentos de consumo se transformam e geram crescimento para as categorias de cuidados pessoais, por exemplo, tinturas de cabelo que crescem como um reflexo da diminuição das visitas aos salões de beleza da região.

3. MECANISMOS DE MUDANÇA DE PREÇOS

De acordo com um estudo recente sobre o consumidor, 57% das pessoas estão cientes dos preços que normalmente pagam. 49% dos consumidores pesquisados mencionaram que comparam os preços das marcas líderes com os de marca própria, o que mostra claramente que há uma alta sensibilidade ao preço no mercado, que foi agravada pela pandemia e permitiu a evolução acelerada de marcas próprias em muitos países da região.

Segundo Fabiola de la Portilla, Diretora Regional de Inteligência da Nielsen, “Diante da nova realidade, tanto na América Latina como no mundo inteiro, os consumidores terão uma tendência significativa de substituir as commodities por marcas próprias ou opções de preços mais baixos, portanto, as marcas corporativas terão que repensar suas estratégias promocionais e propostas de valor para incentivar a compra de produtos que não sejam commodities e justificar o preço”.

4. VALORES MODIFICADOS

Alguns varejistas e fabricantes no país e no exterior reagiram rapidamente às normas mais rígidas de higiene com novas ideias. Controles eletrônicos de entrada, entregas sem contato por veículos sem motorista, novos aplicativos para compras mais seguras e desinfecção de carrinhos de compras são apenas alguns exemplos.

Além disso, devido ao aumento da consciência sobre saúde e higiene, os consumidores estão cada vez mais focados em produtos “saudáveis” com ingredientes especiais que têm um efeito positivo sobre o sistema imunológico. Produtos naturais e sustentáveis como “orgânicos” ou “livres de” eram muito populares entre os consumidores antes da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), mas se tornaram menos desejáveis. Agora, reivindicações de produtos relacionados à saúde, como “germicida”, “fortalecimento do sistema imunológico” e “promoção da saúde”, estão ganhando enorme importância.

Especialmente para as categorias de cuidados pessoais e cuidados domiciliares, atributos como higiene e saúde se tornarão o novo padrão. Os fabricantes devem se preparar para isso, a fim de (continuar a) reter clientes. Os consumidores costumam estar dispostos a pagar um preço mais alto pelos produtos de assistência domiciliar com reivindicações como “fortalecimento do sistema imunológico” ou “pela proteção da família”.

A importância das reclamações dos produtos variará por categoria e alguns terão uma ressonância mais forte do que outros. Portanto, é fundamental que as marcas entendam quais reivindicações são apropriadas para quais produtos, para garantir que 1) satisfaçam as necessidades dos consumidores e 2) tenham a capacidade de cobrar um preço mais alto se puderem diferenciar sua oferta no mercado – o que será mais atraente para os consumidores com renda inalterada que podem pagar esse “luxo”.

5. E-COMMERCE

Não é novidade que a pandemia reforçou a presença de produtos de bens de consumo de giro rápido no e-commerce. De acordo com nosso mais recente estudo sindicalizado sobre o consumo frente à pandemia, observamos que a esta  contribuiu para uma adoção muito mais rápida do canal, atraindo mais consumidores a cada dia, a maioria dos quais pretende manter o consumo mesmo após a COVID-19.

O crescimento deste canal no futuro dependerá principalmente da satisfação do consumidor em relação à facilidade de encontrar produtos nas diversas plataformas, a preços competitivos e, ao mesmo tempo, que ofereçam flexibilidade e qualidade de entrega.

Fonte: Nielsen

PREVISÃO SOBRE A REPROGRAMAÇÃO DO COMPORTAMENTO EM RELAÇÃO À COVID-19

Além de nos manterem informados, os veículos de notícias podem, muitas vezes, inspirar mudanças de comportamento rápidas, por vezes direcionadas, especialmente em tempos de crise. Mas na atual linha temporal prolongada de crise, existem outros fatores que impulsionam a transformação do comportamento dos consumidores.

Embora de natureza muito mais ampla e sem fronteiras, o ciclo de notícias sobre o novo coronavírus (COVID-19) no primeiro trimestre deste ano desencadeou mudanças globais de compra que estavam claramente ligadas ao que estava sendo noticiado nos veículos de comunicação. As vendas de higienizadores de mãos, alimentos básicos e produtos de limpeza dispararam após as notícias da imprensa sobre a propagação do vírus. No entanto, com o tempo, a correlação desvaneceu-se e os consumidores deixaram, em muitos casos, de responder ao ciclo de notícias com as suas carteiras.

Isso não significou, contudo, que os consumidores tenham recuado na compra de bens de consumo de giro rápido (FMCG). A sua compra já não espelha as notícias dos meios de comunicação sobre o aumento das taxas de transmissão do vírus. Mesmo em países que sofreram novos surtos ou sempre crescentes do vírus, tais como os EUA, Brasil e Rússia, as compras de produtos de giro rápido permanecem relativamente estáveis. E, em alguns casos, o aumento das compras de FMCG passa a estar relacionado a fatores momentâneos, que vão além do próprio vírus, tais como reaberturas de empresas locais e mudanças nas condições de vida restritas.

Fonte: FMCG E VAREJO, 01-09-2020

REFERÊNCIAS

1 The Conference Board® Global Consumer Confidence Survey conduzida em colaboração com a Nielsen, Q2 2020
2 Nielsen Global Survey “The New Shopper Normal” conduzida em Maio 2020

Pandemia mudou forma de como se compra

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Consumidores dizem em pesquisa que serão mais conscientes nas compras no pós-covid Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O isolamento social provocado pela pandemia da covid-19 não mudou apenas o tipo de produto comprado pelos consumidores. As pessoas também mudaram a forma de comprar. Em pouco mais de cem dias, 16,5 milhões de pessoas começaram a usar serviços de entrega em casa (delivery) e 46 milhões que já usavam esses serviços aumentaram a frequência, aponta levantamento feito pelo Instituto Locomotiva.

Outra novidade que surgiu com força nos últimos meses foi o consumo por meio de mensagens de WhatsApp: 18% dos internautas informaram que começaram a comprar usando essa ferramenta. E os pequenos comércios e os mercadinhos de bairros ganharam a preferência, pela proximidade da casa dos clientes – o que facilita a entrega.

Daqui para a frente, 63% dos consumidores revelaram que farão mais pesquisas de preços e 42% disseram que darão mais importância às marcas que vão consumir, de acordo com o levantamento do Locomotiva.

“Isso é uma clara demonstração de que as pessoas estão mais próximas de um consumo consciente e vão cobrar as marcas pelo posicionamento que tiveram durante a pandemia”, diz Renato Meirelles, presidente do instituto e responsável pela pesquisa. Afinal, 93% dos entrevistados acreditam que, mesmo após o fim do isolamento social, a vida não voltará a ser como era antes.

Fonte: Márcia De Chiara e Douglas Gavras, O Estado de S.Paulo, 20 de julho de 2020

Compras em mercadinhos de bairro e pequenos varejos crescem em meio à pandemia, segundo Kantar

Supermercado em Campinas, que montou uma estrutura para proteger funcionários e clientes do novo coronavírus (foto: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Influenciado pelas medidas restritivas impostas para conter o avanço da pandemia, o consumidor brasileiro passou a fazer compras em mercadinhos de bairro, pequenos varejos e varejos tradicionais (mercearias, bares e padarias) para evitar aglomeração, de acordo com o estudo Consumer Insights, da consultoria Kantar.

Mais de 2 milhões de lares passaram a comprar em pequenos comércios e pouco mais de 1,2 milhão em varejos tradicionais, no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o último de 2019. O crescimento nas compras também foi verificado nos supermercados de bairro: pouco mais de 200 mil entrevistados direcionaram seu consumo para esses estabelecimentos.

Para 60% dos consumidores, a mudança aconteceu para evitar aglomerações; 59,6% recorreram às lojas de bairro e ao pequeno comércio para não ter grandes deslocamentos, e 53,5% para buscar preços mais acessíveis. Antes da pandemia, as compras se concentravam principalmente em atacarejos.

O estudo revelou também que na comparação anual, o primeiro trimestre de 2020 registrou um crescimento de 7,7% no gasto médio em bens de consumo massivos (bens não duráveis, como alimentos, enlatados, produtos de higiene) e um aumento de preços de 4,8%. No período, o consumidor foi mais vezes aos pontos de venda – um aumento de 4,6% na frequência, enquanto a quantidade de unidades compradas por viagem diminuiu 1,7%.

Cestas

Com a mudança no hábito de consumo do brasileiro, os produtos mais adquiridos durante a pandemia também registraram mudanças.

No pré-isolamento, a Kantar identificou uma preferência por produtos de limpeza e alimentos, com uma característica peculiar ao momento já que o consumidor buscava fazer uma grande estocagem. Mas já no final do mês de abril, a cesta de alimentos e bebidas se destacou e o setor de higiene e beleza passou para segundo plano.

Na semana de 4 de maio, em comparação com a de 9 de março, os brasileiros preferiram opções mais indulgentes dentro de casa. O consumo de produtos das categorias de doces e bebidas alcoólicas cresceu, com destaque para: leite condensado (61%), creme de leite (45%), cerveja (42%) e leite (39%). Na outra ponta, os itens que registraram queda de vendas foram: queijo, fraldas e frangos.

O fechamento de bares, restaurantes e lanchonetes impulsionou a compra de cervejas, que cresceu 9% durante os finais de semana no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Já o consumo de vinhos cresceu ainda mais: subiu 19% durante a semana e 6% aos sábados e domingos.

Fonte: InfoMoney, Pablo Santana, 9 jun 2020, 18h00.

Quase 85% dos brasileiros descartam se endividar para comprar veículos ou imóvel, diz Febraban

Fair Contabilidade - Onde achar as novas informações de carro e ...

Levantamento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostra que 84% das pessoas com conta em banco descartam contrair financiamento para aquisição de carros e motos. São 83% quando se trata de aquisição de imóveis e 82% que não irão tomar crédito para comprar material de construção para reformas.

Os números são parte da pesquisa Observatório Febraban, que passará a ter divulgação mensal a partir desta sexta-feira (12).

Apenas 14% dos entrevistados pretende aumentar o volume de compras. Outros 44% vão manter e 39% diminuir. Há também preferência pelo comércio de rua em relação aos shoppings.

O levantamento foi realizado de 1º a 3 de junho, com 1.000 entrevistados de 18 anos ou mais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,5%.

Em relação à tendência de consumo, 78% manterão ou vão aumentar a frequência em supermercados e 55% manterão ou vão aumentar a frequência no comércio de rua.

O percentual é de 47% para bares/restaurantes e shoppings. Praticamente o mesmo que pretende diminuir a frequência nesses dois tipos de estabelecimento.

A pesquisa mostra ainda que cerca de 30% pretendem aumentar as compras feitas pela internet, usar mais os serviços de delivery e aumentar o trabalho na modalidade homeoffice.

O levantamento mostra também que 49% da população avalia que suas finanças voltarão ao patamar de antes da pandemia em até um ano. Para 21% dos entrevistados, a retomada poderá se dar ainda mais rápida, em até seis meses.

Em relação à economia do país, o otimismo é menor: 24% esperam recuperação em até um ano e 43% consideram que a economia brasileira se recuperará após dois anos.

Quanto ao atendimento bancário, 46% irão priorizar o digital e 14% vão dar prioridade ao presencial.

“O Observatório pretende se tornar uma relevante fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores”, afirma o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Fonte: Eduardo Cucolo, Folha de S.Paulo, 12.jun.2020 às 9h00.

Paulistanos fazem fila para matar saudade de shopping

Antes mesmo de as portas serem abertas, consumidores já formavam fila em frente ao Shopping Metrô Santa Cruz – Adriano Vizoni/Folhapress

Pelo comportamento, o paulistano estava com saudade dos shoppings. No primeiro dia de reabertura na capital paulista, consumidores fizeram fila para entrar e bater perna nos centros de compras mais populares, enquanto nas lojas de alta renda, as vendas chegaram a superar às registradas em dias normais.

Segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), 53 estabelecimentos abriram nesta quinta-feira (11) na capital.

Dos 182 shoppings do estado de São Paulo, 76 já estavam abertos, 44 abrem a partir do dia 15 em municípios que passam da fase 1 para a fase 2 na Grande São Paulo e na Baixada Santista e outros 8 em municípios como Barretos, Presidente Prudente, Bebedouro e Ribeirão Preto ainda não estão autorizados a abrir.

Ainda segundo a associação, um shopping em Paulínia também não abriu ainda, apesar de já estar na fase 2.

No Shopping Metrô Tatuapé, na zona leste, por exemplo, filas de consumidores já se formavam nos primeiros minutos de reabertura. O complexo tem acesso ao metrô, o que facilita a chegada de um grande número de pessoas.

Como se costuma fazer em shows, faixas da isolamento marcaram o caminho em ziguezague para colocar ordem na entrada. No início da fila, um segurança controlava o distanciamento mínimo de um metro entre as pessoas, na porta, outro funcionário direcionava consumidores para medir a temperatura e receber sua máscara e sachês de álcool em gel.

Apesar do movimento nos corredores, as lojas estavam parcialmente vazias nos primeiros 20 minutos. A exceção eram as grandes varejistas de moda. O segurança na porta das Lojas Renner já contabilizava 150 pessoas no estabelecimento. Outros 40 formaram fila para esperar a C&A abrir.

As jovens Andressa Martins, 22, e Juliane Tocachellis, 26, de sacolas nos braços e máscaras com estampa de camuflagem, afirmaram ter ido no shopping para fazer uma compra específica, mas acabaram levando outras coisinhas pelo caminho.

“Viemos principalmente para gastar e bater perna, mas também para ver a movimentação. Temos algumas compras específicas para fazer, mas vamos vendo as outras lojas”, diz Tocachellis.

Em algumas lojas, os clientes foram atrás de presentes para o Dia dos Namorados. Segundo Elen Guimarães, 27, gerente da loja do Boticário, boa parte de quem entrou e comprou foi para presentear a pessoa amada nesta sexta-feira (12).

“Logo nos primeiros minutos de shopping aberto, já fizemos três vendas. O dia teve um momento menor que em um dia normal, mas esperamos que termine bem. As pessoas vão voltando gradualmente”, afirmou. Na loja, apenas metade dos funcionários estão trabalhando.

Nos Shoppings Cidade São Paulo e Eldorado, as medidas de prevenção na entrada dos estabelecimentos eram as mesmas, com aferição de temperatura e álcool em gel em mãos. O movimento, no entanto, já era bem menor.

“Nunca vi um shopping tão vazio”, disse Marcelo Latres, 19.

Ele, que também foi ao shopping para compras pessoais, afirmou que se sentiu seguro.

“Eu precisava comprar algumas coisas pra mim e aproveitei para vir aqui. Ainda não me sinto seguro em andar na rua por causa do coronavírus, mas aqui é outra história. A percepção que eu tenho é que os shoppings vão voltar a ser o que eram em um pulo”, afirmou.

Nas lojas, não havia consenso na percepção de volta à normalidade.

“Eu fiz duas vendas nas duas primeiras horas de abertura. Esperava bem menos hoje, tanto que a meta diária que temos normalmente foi extinta nesse primeiro momento, exatamente para ver como vai ser a volta do consumidor”, disse Patrícia Lima, 26, vendedora da loja Melissa no Cidade São Paulo.

No Eldorado, apesar de algumas lojas ainda estarem fechadas, as compras também começam a voltar ao normal.

“Vim fazer uma compra para o dia dos namorados e também ver como estaria esse retorno. Não tive receio de vir” afirmou o consultor Felipe Costa, 33.

No Shopping Iguatemi, dedicado à alta renda, os clientes voltaram com vontade e surpreenderam os gestores, que escalaram equipes menores à espera de um movimento mais tímido no primeiro dia.

Vendedores de lojas de marcas de luxo, como Gucci e Chanel, afirmaram que o movimento foi bem maior do que o esperado, chegando a superar as vendas de dias normais.

Uma vendedora da Chanel disse ainda que além da demanda voltada para o dia dos namorados, também houve uma busca por reposição de produtos.

Um consumidor do Shopping Iguatemi que preferiu não se identificar disse acreditar que apesar de ter presenciado alguma confusão entre funcionários sobre os horários de funcionamento do shopping e abertura das lojas, a tendência é que a volta seja bem mais rápida do que o esperado.

O casal Fábio Eduardo Nogueira, 37, e Fernanda Antonnini, 31, também alimentam a esperança de uma volta tranquila à normalidade.

“Nós viemos ao shopping pra sair de casa, não aguentávamos mais. Fizemos a compra do Dia dos Namorados antes, pela internet, mas nada mais me impede de ir aos shoppings, agora que reabriram. A economia precisa girar”, disse Nogueira.

Fonte: Isabela Bolzani, Folha de S.Paulo, 11.jun.2020 às 23h15.

Medo de contágio inibe consumo mesmo sem isolamento social

No fim de março, os decretos de quarentena praticamente esvaziaram as ruas em São Paulo – Eduardo Knapp-22.mar.20/Folhapress

O relaxamento de medidas de distanciamento social pode ser incapaz de eliminar os efeitos econômicos negativos da Covid-19 se a propagação do vírus não estiver sob controle.

Dois estudos recentes que analisaram dados de diferentes países concluíram que, em situações de taxas de contágio elevadas –como ainda é o caso do Brasil–, o impacto recessivo da crise sanitária é alto, mesmo sem quarentenas ou lockdowns.

O artigo “Covid-19 doesn’t need lockdowns to destroy jobs: the effect of local outbreaks in Korea” se debruçou sobre a realidade da Coreia do Sul, um dos primeiros países afetados pela pandemia.

Escrito pelos economistas Sangmin Aum, Sang Yoon Lee e Yongseok Shin, o trabalho foi publicado como texto para discussão pelo centro de pesquisa americano NBER (National Bureau of Economic Research).

Segundo os autores, apenas o medo do contágio faz com que um aumento de 0,1% nos casos de infecções confirmadas leve a uma queda de dois a três pontos percentuais no nível de emprego local.

Isso ocorre porque, quando o receio de contaminação é alto, a população reduz o tempo fora de casa –mesmo sem ser obrigada a isso–, derrubando a demanda por bens e serviços na economia, o que afeta o retorno dos negócios e aumenta o desemprego.

A tendência de maior reclusão espontânea tem sido identificada em países como a Suécia, uma das poucas nações ocidentais que não adotaram regras rígidas de distanciamento social.

O artigo “Pandemic, Shutdown and Consumer Spending: Lessons from Scandinavian Policy Responses to COVID-19”, de pesquisadores da Universidade de Copenhague, comparou consumo na Suécia com o da vizinha Dinamarca, que respondeu ao coronavírus com regras bem mais severas de isolamento.

O estudo ressalta que a lógica de que “severas restrições ajudam a conter o vírus e diminuem o número de mortes, mas causam mais dano econômico” pode não se confirmar, pois, mesmo sem obrigação, “os indivíduos talvez escolham restringir sua atividade econômica com base no risco de saúde”.

Seus resultados indicam que é exatamente isso que a população sueca fez. O comportamento mais recluso da população do país explicaria, segundo os economistas, o fato de os 25% de queda do consumo causada inicialmente pela pandemia na Suécia não ter sido muito inferior aos 29% registrados na Dinamarca.

“Isso sugere que a maior parte da contração econômica é causada pelo vírus em si e ocorre independentemente de governos imporem distância social”, diz o estudo.

Embora as conclusões desses trabalhos sejam preliminares, podem ajudar a orientar políticas públicas, principalmente em nações atingidas mais tarde pelo vírus.

Se os resultados aferidos na Coreia e na Escandinávia se repetirem em outros países, o recente relaxamento da quarentena em estados do Brasil onde o contágio permanece alto pode, por exemplo, ter efeito limitado sobre a reativação da economia.

O comércio de rua de São Paulo reabre nesta quarta, e os shoppings, na quinta.

Segundo cálculos do Covid-19 Analytics, modelo criado por economistas da PUC-Rio em conjunto com pesquisadores de outras instituições, o Brasil ainda está na etapa de disseminação da doença.

Essa fase é superada apenas quando a taxa de reprodução do vírus –que indica quantas pessoas um infectado contamina– cai abaixo de 1.

Entre as 27 unidades da federação brasileiras, nenhum estava nesse patamar no domingo (7), último dia para o qual há dados atualizados.

O economista Marcelo Fernandes, professor da EESP-FGV associado ao grupo, explica que a metodologia do modelo permite atenuar a instabilidade de novas notificações. Ao atualizar os dados diariamente, os economistas verificam se suas projeções têm sido confirmadas pela série histórica.

“Sem essa correção, que suaviza os sobes e desces da série, os dados seriam de pouca utilidade para políticas públicas”, diz Fernandes.

As estimativas do Covid-19 Analytics revelam que a taxa de contágio no Brasil está em trajetória descendente, mas ainda não indica que a epidemia atingiu seu pico no país.

O cenário de São Paulo, que começou a afrouxar recentemente a quarentena em vigor desde meados de março, se assemelha ao da média do país.

Segundo Fernandes, embora os dados mostrem que nem o estado nem o país estejam em uma situação confortável, decisões de políticas públicas se pautam em um conjunto amplo de indicadores.

“Os gestores podem se sentir confortáveis em relaxar a quarentena com base na evolução de outros dados aos quais não temos acesso, como a taxa de utilização de leitos de UTIs”, diz.

Portanto, de acordo com Fernandes, não cabe ao grupo de pesquisadores julgar se o ajuste de medidas em estados como São Paulo é correto.

“O que podemos dizer é que a taxa de contágio permanece elevada e pode aumentar no com uma reabertura”, diz.

Em situações como essa, estudos como o da Coreia e da Escandinávia mostram que os efeitos da Covid-19 tendem a permanecer elevados pelo temor de contaminação.

Os economistas que analisaram a situação do país asiático conseguiram isolar o efeito recessivo do medo do coronavírus devido a uma peculiaridade no desenvolvimento da epidemia na Coreia.

Desde o surgimento dos primeiros casos, o governo sul-coreano respondeu à crise testando massivamente a população, identificando os infectados e as pessoas com quem eles tiveram contato e isolando apenas esses grupos.

A estratégia se mostrou eficaz, mantendo a taxa de infecção no país baixa.

Mas em uma única região, chamada Daegu-Gyeongbuk (DG), a situação fugiu ao controle devido à contaminação de um número grande de pessoas que participaram de um culto religioso, no qual havia um infectado. Sozinha, essa área concentrou 86,5% do número de contagiados pelo coronavírus no país entre o fim de janeiro e o fim de fevereiro.

Embora tenha permanecido sujeita às mesmas políticas públicas que o restante da Coreia, a região respondeu por parte substancial do aumento do desemprego no país.

No período analisado, o nível de emprego na nação asiática como um todo –que crescia mensalmente a uma taxa de 0,23% desde o início de 2018– caiu 0,89%. Em DG, o recuo foi mais do que o dobro, atingindo 1,91%.

Essa tendência se repetiu em diferentes setores econômicos e tipos de ocupação.

O contraste entre a região de DG e o restante da Coreia criou uma espécie de laboratório natural. Nessas situações, é possível isolar e mensurar os efeitos de um acontecimento ou de uma política, com um risco baixo de que as conclusões sejam contaminadas por outros fatores.

A análise da Coreia permitiu aos economistas comparar os resultados do país asiático ao de outras nações como Estados Unidos e Inglaterra.

Pesquisas recentes haviam mostrado que, após a adoção de quarentenas nos dois países ocidentais, um aumento de 0,1% na taxa de infecção pela Covid-19 resultava em uma queda entre 5 e 6 pontos percentuais em seus níveis de emprego.

Segundo os economistas coreanos, aproximadamente metade dessa redução –os cerca de 2% a 3% de queda aferidos na Coreia– se deveu apenas ao temor do contágio. A outra metade seria explicada pela queda na atividade causada pelo distanciamento social em si.

Embora o estudo da Escandinávia foque em outra variável –consumo–, traz uma conclusão semelhante.

Os economistas exploraram o fato de que Suécia e Dinamarca foram atingidas pela epidemia exatamente no mesmo momento e registraram comportamentos iniciais similares em suas taxas de mortalidade pelo vírus.

Mas os governos reagiram de forma diferente. Na Dinamarca, foram impostas medidas restritivas. Na Suécia, as autoridades focaram em orientações voluntárias.

O medo do contágio, no entanto, fez com que a população sueca tenha reduzido sua circulação e consumo em intensidade não muito inferior à verificada no país vizinho.

Os números que permitiram a comparação das tendências de consumo em Suécia e Dinamarca foram cedidos pelo Danske Bank, que atua em ambos os países.

Com base em dados como despesas com cartões e saques, foi construída uma medida de gasto por consumidor.

A conclusão dos pesquisadores é que –assim como em Daegu-Gyeongbuk– o medo de contaminação foi a principal força negativa sobre a economia na Suécia, indicando que, com contágio elevado, o consumo pode permanecer deprimido mesmo com distanciamento social relaxado.

Fonte: Érica Fraga, Folha de S.Paulo, 9.jun.2020 às 23h15

Classe Média evita supérfluos e reduz 12% no consumo

Os últimos 10 anos foram de extrema mudança para a Classe Média – da ascensão à queda, passando uma ligeira retomada até viver a chegada da pandemia. O pós-crise, que mostrou um amadurecimento do consumidor, fez com que a experiência de viver um isolamento social sofresse menos impacto. Isso porque a população da classe C desde o início cortaram gastos e seguem evitando supérfluos.

De acordo com um levantamento da Superdigital, fintech do Grupo Santander com foco em inclusão financeira, o padrão de consumo das classes C e D reduziu 12%. O levantamento dividiu as compras em três períodos: 15 de fevereiro a 15 de março (30 dias antes da quarentena), 16 de março a 15 de abril (30 primeiros dias da quarentena) e 16 de abril a 15 de maio (segundo mês de quarentena).

Analisando o primeiro e segundo período, os clientes das classes C e D gastaram 33% menos em restaurantes, 37% menos com transporte, 28% menos com combustível e 74% menos com hospedagem. Por outro lado, os gastos no e-commerce cresceram 60% enquanto em supermercados aumentaram 40%.

Mesmo com o tempo de isolamento avançando, o comportamento seguiu equivalente – queda de 31% em gastos com restaurante, 47% com transporte; 37% com combustível e 74% com hospedagem. O e-commerce continuou com alta (62%) assim como supermercados (29%). O gasto nesses setores também aumentou: nas compras de mercado o salto foi de R$ 142,00 para R$170,00, enquanto no online o volume aumentou de R$ 113,00 para R$ 130,00.

Cortes e reduções

Essa redução de gastos está associada a perdas de emprego, redução salarial e maior controle financeiro – muitos não querem mexer na poupança por enquanto. Analisando o recorte social feito pela Proteste no Rio de Janeiro, é possível analisar o quanto a pandemia impactou as questões financeiras do Estado. O estudo apontou que 86,9% das famílias fluminense tiveram perda de dinheiro durante a quarentena. A média de dinheiro perdida foi de R$ 3,5 mil por pessoa.

A principal causa da perda de renda deles é o desemprego, com 61,8%, seguida de cancelamento ou eventos culturais (41%), cancelamento de eventos esportivos (34,7%), cancelamento de cerimônias familiares (36,9%) e cancelamento de viagens, com (35,2%). A pesquisa também apontou que 47% das pessoas que trabalhavam antes da pandemia tiveram algum tipo de prejuízo: 16,2% demitidos devido à crise, 31% mantiveram empregos com perda salarial. Apenas 28% não foram impactados.

Com relação às dificuldades financeiras, a pesquisa mostrou que 40% dos entrevistados possuem problemas para pagar as parcelas do cartão de crédito, 30,9% enfrentam dificuldades para manter assistência médica e 29,7% encontram problemas para quitar necessidades básicas. Outros 26,7% têm dificuldade de pagar contas de água, luz e gás e outros 22,3%, o aluguel.

Fonte: Mundo do Marketing, Priscilla Oliveira – 09/06/2020.

Consumo das famílias deixa de sustentar economia e tem primeira queda desde 2016

Base da recuperação econômica após a recessão iniciada em 2014, o consumo das famílias brasileiras caiu 2% no primeiro trimestre de 2020, em relação aos três meses anteriores. É a primeira queda desde 2016 e o pior resultado desde 2001.

O dado foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e explica parte da queda de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) no período.

consumo das famílias é o principal componente do PIB sob a ótica da demanda, respondendo por quase 70% do cálculo do indicador, e vinha sustentando a lenta retomada da economia nos últimos anos, enquanto investimentos e mercado externo oscilavam.

“Esse resultado pode ser explicado pela pandemia aliada ao distanciamento social que afetou negativamente o mercado de trabalho, prejudicando a demanda, além dos efeitos sobre a oferta”, afirmou o IBGE.

A queda do consumo das famílias levou o setor de serviços, principal motor da economia brasileira pela ótica da produção, a cair 1,6%, na maior retração desde a crise de 2008. Puxou também setores industriais mais voltados ao consumo interno, como a produção de vestuário.

“Os serviços sofreram mais porque foram paralisadas temporariamente mais rápido”, disse a coordendadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Eles representam 50% dos gastos das famílias brasileiras.https://s.dynad.net/stack/928W5r5IndTfocT3VdUV-AB8UVlc0JbnGWyFZsei5gU.html

Em 2015, em meio ao período recessivo iniciado em 2014, o consumo das famílias chegou a cair em intensidade parecida com a do primeiro trimestre de 2020. No segundo e no terceiro trimestres daquele ano, as quedas foram de 1,9% e 1,8%, respectivamente.

Mas queda mais intensa do que a verificada agora foi registrada pela última vez no terceiro trimestre de 2001, quando houve recuou de 3,1%. Até o primeiro trimestre de 2020, o indicador acumulava 12 trimestres de alta.

Os números do PIB mostram que os investimentos públicos e privados na economia brasileira, que haviam despencado no final de 2019, voltaram mesmo em meio à pandemia.

A chamada formação bruta de capital fixo, que mede o desembolso em novos projetos e a expansão da capacidade de produtiva, teve alta de 3,1% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior.

O avanço, porém, é explicado pela maior importação de máquinas e equipamentos, principalmente para o setor de petróleo, que compensoui a queda na da construção e da produção nacional de bens de capital.

construção civil é hoje o principal componente do investimento no país, com participação de quase 50%. O segmento de máquinas e equipamentos responde por cerca de 40%. O setor teve queda de 1% no trimestre.

O consumo do governo avançou 0,2% no trimestre, segundo o IBGE. O resultado é influenciado por fatores como números de matrículas nas escolas públicas, internações no SUS (Sistema Único de Saúde) e gastos com salários do funcionalismo.

Outros dois componentes da demanda são as exportações e as importações. As importações cresceram 2,8% e as vendas de bens e serviços para o exterior caíram 0,9%.

Fonte: Nicola Pamplona e Eduardo Cucolo, Folha de S.Paulo, 29.mai.2020 às 9h25. Atualizado: 29.mai.2020 às 10h02.

Público está cansado de marcas que dizem “estamos com você”

Consumidores norte-americanos esperam que marcas falem de assuntos essenciais e que tirem a cabeça delas da pandemia (Crédito: Divulgação)

Mais de um terço dos anunciantes optaram por pausar os investimentos em publicidade durante a pandemia. No entanto, uma pesquisa lançada na quinta-feira, 21, sugere que os consumidores norte-americanos ainda querem propaganda – mas somente se for executada da maneira certa.

Comissionado pela Adobe Advertising Cloud, o estudo descobriu que somente 12% dos consumidores querem que as marcas parem de anunciar, enquanto mais da metade (51%) ainda esperam anúncios customizados segundo suas necessidades. O relatório entrevistou mais de mil pessoas sobre os tipos de publicidade sobre os tipos de experiências que estão dispostas a ter (e a evitar), seus padrões de compra e como estão recebendo o conteúdo das marcas sobre a pandemia.

“Antes da Covid-19, uma infraestrutura robusta para permitir uma atualização em tempo real sobre o perfil do consumidor eram, junto com segmentação e personalização, algo visto como importante, mas às vezes era colocado de canto por marcas à procura de soluções fáceis. Uma solução que cabe em todas as situações não é mais uma opção”, diz Ryan Fleisch, head de product marketing da Adobe Advertising Cloud.

Embora a pesquisa apresente várias conclusões (os consumidores foram impactados negativamente pela pandemia; as pessoas estão mais tempo conectadas), também encontrou outras que vão contra a ideia de marketing tradicional.

O estudo sugere que os consumidores já se cansaram das mensagens no tom “estamos com você”. Os CMOs acreditam que os consumidores querem comerciais que mostrem como estão engajados com as comunidades e ajudando as pessoas, mas o estudo mostra que seria melhor se as marcas focassem no essencial do dia a dia e peças que façam o consumidor a pensar em outra coisa que não a crise.

Também houve aumento no consumo entre homens millenials e pessoas que estão trabalhando em tempo integral. Mais da metade dos millenials do sexo masculino estão comprando e gastando mais dinheiro online do que antes da pandemia. E quase metade (48%) dos que estão trabalhando em turnos integrais estão fazendo o mesmo.

As marcas de luxo deveriam voltar suas atenções para a geração Z: mais de 40% deles querem ser impactados por mensagens de marcas de luxo e de itens não essenciais. Esse grupo é, porém, o mais afetado pela crise econômica, aponta a pesquisa. Cerca de 67% de empresas do segmento puxaram o freio em seus investimentos de marketing.

O estudo também sugere que as marcas podem encontrar valor significativo em contar histórias relacionadas ao coronavírus, apesar das rejeições a esse tipo de conteúdo. O levantamento indica que os norte-americanos estão buscando mais conteúdo confiável do que antes da Covid-19. “Marcas que miram nos consumidores mais velhos ou mais tradicionais se darão bem se anunciarem em sites de notícia que veiculam notícias negativas sobre a pandemia, porque essas pessoas estarão menos propensas a associar a marca a mensagens negativas”.

Fonte: George P. Slefo, do Advertising Age, 22 de maio de 2020 – 6h00. Publicado pelo Meio e Mensagem.