Inteligência Competitiva e a Construção de Mini Cenários: 3 Etapas para Minimizar os Impactos nos Negócios e Voltar a Crescer

Mehmood Yousafzai/Pexels

“Não podemos prever o futuro, mas podemos cria-lo”. Peter Drucker

A Covid19 trouxe de imediato o questionamento sobre a eficiência de um planejamento estratégico e a construção de cenários.

Fazendo esse trabalho há mais de duas décadas, a ideia de bola cristal e a “precisão” do que é discutido, sempre estiveram nas mentes dos executivos.

Sempre foi preciso insistir muito que especialmente a construção de cenários, nos prepara para enfrentar melhor as dificuldades imprevistas e as oportunidades inesperadas.

Acima de tudo, o plano não deve dificultar a mobilidade da empresa, mas sim, estimular a inovação e o aproveitamento das oportunidades do mercado. Mais do que um instrumento de previsão do crescimento, com inúmeras cifras, o plano deve ter uma definição clara de nossas vantagens competitivas e de nossas metas e objetivos de longo prazo.

A crise de 2008

Considerada a pior crise desde a Grande Depressão de 1929, a crise de 2008 teve seu ápice quando o banco Lehman Brothers, o quarto maior dos Estados Unidos, declarou à falência. Naquele dia, ex-funcionários, recém-desempregados, deixavam o prédio do banco incrédulos com o que estava acontecendo. Foram várias as declarações de ex-funcionários que ninguém no banco poderia imaginar esse desfecho. O Lehman Brothers não recebeu ajuda do governo e não encontrou nenhuma outra instituição disposta a lhe estender a mão. Fechou.

Nessa época conheci, através da SCIP – Strategic & Competitive Intelligence Professionals, um grupo de profissionais americanos que trabalhavam a construção de “mini cenários”. Ou seja, em vez de pensar cenários para 5, 10, 15, 20 anos, eles faziam estudos de 6, 18 e 36 meses. E foram adaptando as melhores práticas de empresas (Shell), conceitos acadêmicos (Mintzberg) e a Estratégia do Oceano Azul, a esse trabalho.

Por isso, nesse momento de uma crise maior ainda que a de 2008, elaboramos esse resumo para que outros profissionais e empresas possam desenvolver esse trabalho para reconstruir e aumentar as vendas, reduzir os custos e analisar os riscos empresariais para os próximos meses.

Inteligência Competitiva é Estratégia

Na atualidade, as mudanças nos panoramas político, econômico, social, tecnológico, cultural, demográfico e ecológico têm inspirado grandes transformações nas estratégias das organizações.

A literatura organizacional há muito tempo busca compreender como essas mudanças ocorrem. Na busca pela competitividade as organizações cada vez mais tem buscado alternativas para estar à frente em termos tecnológicos e de gestão, sendo que práticas de inteligência competitiva – IC cada vez mais são utilizadas pelas organizações como ferramenta na busca por diferenciais competitivos.

O que é Inteligência Competitiva?

A inteligência competitiva tem como principal função suprir as organizações de informações, a fim de prepará-las para a concorrência, competição, mercados e os segmentos em que atual.

Em outras palavras, é um programa sistemático de coleta e análise da informação sobre atividades dos competidores, concorrentes e tendências gerais dos negócios, visando atingir as metas da empresa.

Planejamento de Cenários

Com origem militar, o planejamento de cenários, teve seu avanço a partir da Segunda Guerra Mundial, com Herman Kahn na Rand Corporation. O objetivo foi desenvolver “cenários” sobre conflitos que poderiam ocorrer no futuro.

As ideias de Kahn foram adotadas no fim dos anos 1960 pela equipe da Shell, liderada por Ted Newland e Pierre Wack.

Em 1972, a equipe de planejamento de cenários tinha criado seis cenários, com foco no preço do petróleo e no provável comportamento futuro dos produtores, consumidores e governos. A alta administração da empresa, ao ver esses cenários, percebeu a mudança no mundo, a partir da disparada no preço do petróleo.

No ano seguinte, ou seja, em 1973 que a primeira crise ocorreu, após a formação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP no Oriente Médio. E grandes aumentos nos preços do petróleo, ocorreram. Só uma empresa estava preparada para essa situação: Shell e mais nenhuma outra companhia.

O que é

O planejamento de cenários não é uma adivinhação. É a busca de resolução de incertezas admitindo explicitamente a existência de muitos futuros possíveis. Não pressupõe que o mundo será de determinada maneira, ou no caso o Brasil, após essa pandemia. O que deve ser feito é a identificação de pelo menos cenários prováveis e analisar os pressupostos que fundamentam cada um deles. Também não é a realização de três cenários: um otimista, um mediano e outro pessimista, para completar três cenários.

Como usar

Empresas como a Shell tem equipes de planejamento de cenários extremamente sofisticadas, com processos de desenvolvimento de cenários que levam meses. Porém, é possível que outras empresas possam fazer um planejamento em menos tempo, mas com alguma metodologia.

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A Construção de Cenários e a Inteligência Competitiva

SKY - Cenários Shell
SKY – Cenários Shell

“Não podemos prever o futuro, mas podemos cria-lo”Peter Drucker

Na atualidade, as mudanças nos panoramas político, econômico, social, tecnológico, cultural, demográfico e ecológico têm inspirado grandes transformações nas estratégias das organizações.

A literatura organizacional há muito tempo busca compreender como essas mudanças ocorrem, com ou sem pandemia. Na busca pela competitividade as organizações cada vez mais tem buscado alternativas para estar à frente em termos tecnológicos e de gestão, sendo que práticas de Inteligência Competitiva – IC, são cada vez mais utilizadas pelas organizações como ferramenta na busca por diferenciais competitivos.

O que é Inteligência Competitiva?

A Inteligência Competitiva tem como principal função suprir as organizações de informações, a fim de prepará-las para a concorrência, competição, mercados e os segmentos em que atua.

Em outras palavras, é um programa sistemático de coleta e análise da informação sobre atividades dos competidores, concorrentes e tendências gerais dos negócios, visando atingir as metas da empresa.

E entre os trabalhos que podem ser desenvolvidos por um profissional de Inteligência Competitiva, está a construção de cenários. Futuros possíveis, não adivinhação, previsão ou precisão.

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