General Motors vai interromper produção em diversas fábricas por falta de chips

 — Foto: Paul Sancya / Associated Press
Foto: Paul Sancya / Associated Press

General Motors afirmou que vai interromper a produção de veículos em algumas de suas fábricas da América do Norte, além de estender as paralisações em outras plantas por causa da escassez de chips, que está piorando para os gigantes automotivos dos Estados Unidos e que representa uma ameaça para uma forte recuperação nas vendas.

A GM anunciou nesta sexta-feira que três fábricas anteriormente não afetadas por problemas de fornecimento de semicondutores ficarão inativas ou terão a produção reduzida por uma ou duas semanas, incluindo uma fábrica no Tennessee e outra em Michigan. Os modelos afetados incluem o Chevrolet Traverse SUV e os Cadillac XT5 e XT6 SUVs.

Os movimentos seguem as notícias da semana passada de que a Ford Motor aprofundaria os cortes de produção na América do Norte, incluindo a paralisação por duas semanas de uma fábrica perto de sua sede em Dearborn, Michigan, que torna a picape F-150, sua maior fonte de receita.

Desde o final do ano passado os fabricantes de automóveis estão lutando contra a escassez de chips semicondutores, que vão para módulos de software usados para controlar o carro, desde freios a telas sensíveis ao toque do painel.

As empresas vêm cortando a produção há meses à medida que se mudam para alinhar os suprimentos de chips, com executivos dizendo que a escassez pode durar mais meses.

A escassez de chips, que também afeta outros mercados, como videogames, está entre uma série de fatores que atrapalham o comércio global nos últimos meses, incluindo backups em portos da Califórnia, fechamentos de fábricas devido ao congelamento do Texas em fevereiro e o navio preso no Canal de Suez no mês passado.

O gargalo da falta de chips prejudicou a produção de praticamente todas as grandes montadoras nos últimos meses, incluindo a Toyota Motor, a Volkswagen, a Honda Motor e a Stellantis.

O presidente Joe Biden ordenou uma revisão da cadeia de suprimentos e se reuniu com um grupo bipartidário de legisladores para tratar do assunto, disse o secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, na última quinta-feira. Na próxima semana, funcionários do alto escalão devem se reunir com fabricantes de chips para discutir o que pode ser feito.

O problema contrasta com outros aspectos positivos para a indústria automobilística. Taxas de juros mais baixas, uma nova rodada de estímulos federais e demanda reprimida têm atraído consumidores para as concessionárias em grande número, apesar da perturbação econômica da pandemia da covid-19, disseram os concessionários.

Fontes: Valor, Dow Jones Newswires — Detroit, 09/04/2021

Preços dos carros novos disparam no Brasil

vendas
PREÇOS DOS CARROS NOVOS SUBIRAM ALÉM DO ESPERADO NOS ÚLTIMOS 12 MESES. PRODUZIDO NO PARANÁ, O VW T-CROSS JÁ ESTÁ R$ 14 MIL MAIS CARO DO QUE HÁ UM ANO. Crédito: Volkswagen/Divulgação

Os preços dos carros novos dispararam no Brasil. Em 12 meses, 26 dos modelos mais vendidos tiveram as tabelas reajustadas em 17,12%, em média. A alta é bem maior que a inflação de 2020, que foi de 4,52%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dos hatches, o Gol, da Volkswagen, por exemplo, ficou 19,5% (R$ 9.170) mais caro em um ano. O novo Chevrolet Onix, carro mais vendido do País, encareceu 22,94% (R$ 11.400). Para comparação, o IPCA do carro novo em 2020 foi de 4,03% e o do usado, de 2,8%.

O levantamento foi feito pela Kelley Blue Book (KBB), multinacional do setor de avaliação de veículos, em parceria com o Jornal do Carro. Comparamos os preços sugeridos pelas fabricantes em meados de fevereiro de 2020 com as tabelas do mesmo período de 2021. Os preços utilizados são os das versões de entrada, as mais simples, dos respectivos modelos.

Causa e efeito

Segundo as fabricantes de veículos, a alta resulta, portanto, da desvalorização do real e do aumento dos preços de matérias primas e outros insumos no mercado internacional. Da mesma forma, as montadoras também se queixam dos altos impostos e da burocracia no País.

No caso do Onix, a versão de entrada da nova geração custava a partir de R$ 49.690 em fevereiro de 2020. Agora, o mesmo modelo, com motor 1.0 e câmbio manual, tem tabela a partir de R$ 61.090.

Já o Volkswagen Gol 1.0, também com câmbio manual, cuja tabela começava em R$ 47.020 em fevereiro de 2020, atualmente está à venda por R$ 56.190. Até mesmo o Ford Ka, que deixou de ser produzido no Brasil, teve o preço reajustado acima da inflação – confira as altas dos 26 modelos na tabela abaixo.

SUVs e sedãs: alta de dois dígitos

Novo Virtus
Volkswagen/Divulgação

Assim como os hatches, em todos os demais segmentos os veículos vendidos no Brasil ficaram (bem) mais caros. Dos sedãs, o Onix Plus, que está no topo do ranking de vendas, ficou 18,38% (R$ 10.330) mais caro em um ano.

Ao mesmo tempo, a versão sedã do Yaris que a Toyota produz em Sorocaba (SP), teve o preço reajustado em 17,08%. Com a alta de R$ 11.700, a tabela passou de R$ 68.490, em fevereiro de 2020, para R$ 80.190 atualmente.

A tabela do Volkswagen Virtus (com 14,58%) também subiu muito além da inflação. No caso da versão 1.6 MSI com câmbio manual, o aumento foi de R$ 9.975. Ou seja, o preço sugerido subiu de R$ 68.415 para R$ 78.390.

Entre os SUVs compactos, o líder de vendas é o T-Cross. E foi justamente o Volkswagen que mais encareceu em 12 meses. A alta da versão de entrada no período foi de 16,5%. Ou seja, a tabela saltou de R$ 84.990, há um ano, para R$ 99.070 agora. Dessa forma, está R$ 14.080 mais alta.

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Chevrolet/Divulgação

Já o Honda H-RV teve o preço da versão de entrada reajustado em 13% no mesmo período. Dessa maneira, agora o carro parte de R$ 105.100.

Nem mesmo os lançamentos mais recentes escaparam da agressiva inflação do automóvel. A nova geração do Chevrolet Tracker, por exemplo, estreou no Brasil em março de 2020 com tabela a partir de R$ 82.000. Contudo, após 12 meses o mesmo SUV compacto custa a partir de R$ 92.850. E assim, em menos de um ano, o modelo feito em São Caetano do Sul (SP) ficou 13,23% mais caro.

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Fiat/Divulgação

Picapes agora beiram o luxo

Com curva de vendas em alta, as picapes estão se transformando nas queridinhas do consumidor no mundo todo. E no Brasil não é diferente. Mas nem por isso elas foram poupadas das sucessivas altas nas tabelas.

Fiat Strada é, disparado, o modelo mais vendido do segmento no País. A nova geração do modelo, que chegou às lojas há cerca de sete meses, teve o preço reajustado em 9,58% desde antão. A picapinha produzida em Betim (MG) foi lançada com tabela a partir de R$ 63.590. Mas após vários reajustes, que somam R$ 6.095, a tabela agora parte de R$ 69.685.

Nem mesmo a geração antiga, que foi mantida em linha, escapou de reajustes. Há um ano, a Strada tinha várias versões com preços a partir de R$ 59.990. Entretanto, agora há apenas a configuração Hard Working com cabine simples. O preço sugerido pela Fiat é de R$ 65.490. Ou seja, houve alta de 9,16%, ou R$ 12.490 em 12 meses.

GM/Divulgação

S10 e Hilux têm os maiores aumentos

Com reajustes ainda maiores, as picapes médias, como Chevrolet S10 e Toyota Hilux, estão entre os modelos com os preços mais salgados entre os carros vendidos no Brasil. Vale lembrar que as duas foram atualizadas em meados de 2020. Assim, receberam mudanças no visual, além de novas versões e mais equipamentos.

Mesmo assim, as altas nas tabelas impressionam. No caso da S10, que é feita em São José dos Campos (SP), o reajuste em 12 meses chega a 33,14%. Em valores absolutos, estamos falando de um acréscimo de R$ 37.550 para a versão de entrada, Advantage, com cabine dupla e motor 2.5 flexível. Assim, o preço sugerido para o modelo era de R$ 113.290 há um, e agora começa em R$ 150.840.

No caso da Hilux, que é feita pela Toyota na Argentina, a alta do preço da versão de entrada em 12 meses foi de 26,98%. Dessa forma, o aumento chega a R$ 34.000. A picape média mais vendida do mercado brasileiro tinha preço a partir de R$ 125.990 em fevereiro de 2020. Agora, a mesma versão, SR com cabine dupla e motor 2.7 flexível, parte de R$ 159.990.

Toyota/Divulgação

Indústria culpa alta do dólar, impostos e burocracia

Já faz alguns meses que as fabricantes de veículos tentam explicar os sucessivos aumentos de preços aplicados às tabelas dos modelos oferecidos no Brasil. Como justificar, por exemplo, a alta de 16,53% (mais de R$ 19 mil) no preço do Jeep Compass?

O SUV, campeão de vendas entre os médios, é produzido em Goiana (PE) e tinha preço sugerido a partir de R$ 116.990 há 12 meses. Agora, o modelo tem tabela inicial de R$ 136.285. E deve ficar ainda mais caro. Isso porque o Compass será reestilizado em breve, e essa atualização chegará ao mercado ainda neste ano.

Segundo a Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil, a desvalorização do real ante o dólar é uma das principais responsáveis pelo encarecimento dos veículos no País. Isso porque, após o início da pandemia, a cotação da moeda norte-americana chegou a patamares jamais vistos por aqui, a ponto de beirar os R$ 6, em maio de 2020. Assim, os preços de matérias-primas, como o aço, além de componentes eletrônicos e insumos importados, que são cotados em dólar, dispararam.

Mas não foi só isso. A pandemia também trouxe desafios na logística e afetou a produção de peças e insumos básicos, como borracha e plástico. Além disso, os custos de frete subiram. Ou seja, está mais caro produzir veículos no Brasil. Nesse sentido, o gastos extras atingiram sobretudo os modelos que ficam nos extremos das linhas de produtos. Ou seja, de baixo e de alto conteúdo tecnológico.

Anfavea pede fim do ‘custo Brasil’

Para arrematar, há pressão do governo para aumentar impostos, de modo a recuperar a queda na arrecadação. Em São Paulo, por exemplo, o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) subiu em 2021. Segundo levantamento feito pela Anfavea, a carga tributária sobre o automóvel no Brasil chega a 44% do valor do veículo. Isso em modelos com motor acima de 2 litros, que pagam mais IPI.

“Isso está prejudicando apenas as montadoras? Não. Está prejudicando toda a cadeia”, diz o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Segundo ele, quem está pagando por isso é o consumidor. “Como cidadãos, pagamos uma carga tributária absurda para comprar um carro”, diz o executivo.

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EPITÁCIO PESSOA/ESTADÃO

O que dizem as fabricantes

Em entrevista exclusiva ao Estradão, o presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Karl Deppen, diz que, com a crise causada pela covid-19, problemas que o País já enfrentava, como a pressão de alta de custos, ficaram mais graves. Assim, segundo ele, é preciso fazer reformas urgentemente de modo que a garantir que a indústria, assim como outras áreas fundamentais para a economia, sejam mais competitivas.

“Estabilidade político-econômica é vital para os negócios de veículos comerciais, que dependem da confiança dos empresários e dos consumidores. E, consequentemente, contribuem de forma muito importante para o crescimento do Brasil”, diz Deppen.

A opinião é compartilhada pelo presidente da Volkswagen do Brasil, Pablo Di Si. Em live transmitida há cerca de um mês, ele disse que reduzir o imposto na cadeia automotiva é o principal caminho para o desenvolvimento da indústria.

Segundo o executivo, não é preciso haver benefícios fiscais concedidos pelo governo. Mas, de acordo com ele, a redução da carga tributária é fundamental. Di Si afirma que 54% do valor de um automóvel vendido no Brasil corresponde a impostos. Assim, diz ele, apenas essa redução seria capaz de gerar condições para que as montadoras permaneçam no Brasil e programem outros investimentos, como em carros elétricos.

Fonte: Jornal do Carro, Diogo de Oliveira, Especial para o Estado, 17/02/2021.

Saída da Ford impacta vários setores

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O fim da produção da Ford no Brasil pode representar perda de até 0,06% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2021 – o que representa R$ 3,8 bilhões – e de 0,28% no resultado acumulado ao longo de 20 anos até 2040 (R$ 16 bilhões). Os cálculos são de pesquisadores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG).

As estimativas não consideram eventual substituição da produção da Ford por concorrentes nem a incorporação de suas fábricas por outras empresas. Mas, mesmo que isso ocorra, as perdas para a economia ainda seriam significativas e não há cenário de impacto neutro, dizem os pesquisadores.

O estudo aponta destruição de mais de 50 mil vagas formais de trabalho diretas e indiretas só neste ano devido à decisão da Ford, considerando toda a cadeia produtiva. As perdas de postos de trabalho se acentuariam até 2025 (com mais de 70 mil), mas aos poucos vão sendo reduzidas, até pouco mais de 11 mil em 2040.

É este um dos aspectos que tornam mais grave a decisão da Ford, segundo especialistas: o efeito cascata em outros ramos da cadeia de suprimentos de uma montadora de peso, sobretudo siderurgia, plástico, borracha e química. Há quem acredite, no entanto, na tendência de substituição dessa produção por concorrentes em um cenário de alta capacidade ociosa do setor no Brasil, em torno de 40%.

O estudo é feito a partir de um modelo de simulação que contempla a relação entre os setores da economia (matriz de insumo-produto do IBGE) e usa outros indicadores como a Relação Anual de Informações Sociais (Rais). É considerado um crescimento médio anual do PIB de 2,2% nos próximos 20 anos.

“A saída da Ford fatalmente vai encolher a produção do setor em 2021 e no médio prazo, com impacto na cadeia produtiva e no emprego. É um setor que tem muitos encadeamentos industriais. O modelo também capta queda de geração de renda desses trabalhadores, que afeta outros setores como serviços e agricultura”, diz um dos autores, o professor de economia da UFMG Edson Domingues.

Fonte: Lucianne Carneiro e Gabriel Vasconcelos, Valor, 15/01/2021.

Com dólar alto, GM tira modelos da produção

Carlos Zarlenga, presidente da General Motors na América do Sul
Carlos Zarlenga, presidente da General Motors (GM) na América do Sul Foto: Taba Benedicto/Estadão

Mesmo com a pandemia do coronavírus, que resultou em queda de quase 40% nas vendas até maio em relação ao mesmo período de 2019, os preços dos carros novos em geral subiram, até agora, 6% a 7%, em média. Os reajustes são decorrentes da desvalorização do real e levou a General Motors a suspender a produção de algumas versões de modelos para os quais não consegue repassar custos, em especial os mais baratos.

“Estou no Brasil há sete, oito anos e nunca tinha visto aumentos como estes num período de seis meses”, afirma o presidente da General Motors na América do Sul, Carlos Zarlenga. Só neste ano, a moeda americana teve valorização de 32,5%. Já no período de 12 meses, a cotação passou de R$ 3,70 em julho de 2019 para R$ 5,31 na sexta-feira. “Isso significa um impacto violento e tem atrapalhado os negócios quase tanto quanto a queda de volume de vendas”.

O executivo informa que a GM, assim como outras fabricantes, tem repassado parte dessa alta aos preços. Os veículos têm vários componentes importados, principalmente os eletrônicos e sistemas de elevada tecnologia. “Mas há muitos produtos que não são rentáveis, mesmo com reajuste, e é melhor não produzir e não vender pois, quanto mais se produz e vende, mais dinheiro se perde.”

Zarlenga não quis revelar quais produtos a GM deixou de produzir neste momento, mas afirma que as versões de entrada (as mais baratas de cada modelo) são as que têm mais problemas de repasse de custos.

Retorno

Desde a semana passada, as cinco fábricas da GM no Brasil voltaram a operar, mas com metade do pessoal e produção adequada à previsão de demanda para este ano que, na opinião de Zarlenga, deve ficar em 1,9 milhão de veículos. No início do ano a previsão do setor era de vendas de 3 milhões de veículos, 9% a mais que em 2019.

Todas as fábricas voltaram a operar com apenas um turno. Dos cerca de 15 mil funcionários, metade está em casa, com contratos suspensos (lay-off). O governo deve prorrogar a MP 936, que trata do lay-off e da redução de jornada de trabalho, mas Zarlenga vai avaliar se o grupo vai renovar sua adesão.

“Tudo vai depender de como será a retomada do mercado. Com os níveis de volume previstos, em algum momento vamos ter de decidir se vamos estender o lay-off ou se haverá redução do emprego, que é uma opção para nós e toda a indústria”, diz o executivo. “Evidentemente, o impacto da demanda vai se refletir no emprego na indústria, mas quanto e em que momento veremos mais para a frente. Até agora, estamos tentando segurar os empregos o máximo possível.”

Investimentos

O executivo afirma que o setor como um todo duplicou o patamar de dívidas para cobrir a queda no fluxo de caixa, e algumas empresas de autopeças que não conseguiram empréstimos “não vão conseguir sair da crise”.

Os investimentos planejados para os próximos anos vão ser bem menores pois, segundo ele, o impacto da covid-19 não será só de curto prazo, mas de médio e longo prazos. O plano da GM de aplicar R$ 10 bilhões até 2014 continua congelado, “e agora vamos avaliar quais projetos vamos retornar”, diz Zarlenga.

Fonte: Cleide Silva, O Estado de S.Paulo, 21 de junho de 2020 | 05h00.

Sinais de Mercado: venda de carros deve cair 40% este ano, projeta Fiat

Antonio Filosa
Famílias vão recompor renda, diz Filosa, da Fiat. Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O mercado de carros novos deve registrar um tombo de 40% neste ano em relação a 2019, segundo prevê o presidente para a América Latina da FCA Fiat ChryslerAntonio Filosa. Para ele, mesmo que a pandemia da covid-19 seja controlada a partir do segundo semestre, muitos pequenos empreendedores e mesmo as famílias vão priorizar a recomposição financeira antes de decidir pela compra de um automóvel zero quilômetro.

O mercado de carros novos deve registrar um tombo de 40% neste ano em relação a 2019, segundo prevê o presidente para a América Latina da FCA Fiat ChryslerAntonio Filosa. Para ele, mesmo que a pandemia da covid-19 seja controlada a partir do segundo semestre, muitos pequenos empreendedores e mesmo as famílias vão priorizar a recomposição financeira antes de decidir pela compra de um automóvel zero quilômetro.

O executivo também afirma que, em razão da crise provocada pela novo coronavírus, a empresa adiou projetos e investimentos previstos para este ano. “Nosso plano de investir R$ 16 bilhões até 2024 será estendido até 2025”, informa. O lançamento da nova picape Strada, considerada estratégica para a marca, estava agendado para abril mas só deve ocorrer entre junho ou julho.

Recentemente, a General Motors também afirmou que o investimento de R$ 10 bilhões para o período 2020-2024 foi adiado.

A previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), era de alta de 9% em relação aos 2,665 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos em 2019. Nos próximos dias é provável que a expectativa seja revista.

Em março as vendas somaram cerca de 154 mil automóveis e comerciais leves, a maior parte ocorrida até o dia 20. Depois, com o fechamento da maioria das lojas e dos postos de emplacamentos, a média de vendas diárias ficou em 1 mil unidades. “Houve retração de 90% nos negócios a partir da segunda quinzena do mês”, diz Filosa. Em relação a fevereiro, a queda total foi de 20% e, na comparação com março de 2019, de 23%. No trimestre a retração é de 8,6%, para 531,7 mil unidades.

Foi o período em que se intensificaram as medidas de restrição e isolamento para evitar a propagação da covid-19 e quanto as montadoras suspenderam a produção e deram férias coletivas aos funcionários. Filosa acredita que as vendas continuarão em queda drástica neste segundo trimestre. “Abril deve cair 90% em relação a abril de 2019; maio deve cair 60% e junho talvez 50%”, prevê. “Nossa expectativa é que 2021 seja um ano de grande aceleração nas vendas.”

Mais paradas

Já prevendo que a crise vai se prolongar, montadoras começam a negociar a extensão do período de paralisação. A GM negocia com trabalhadores de suas cinco fábricas um período de lay-off (suspensão de contratos de trabalho) por até quatro meses após o fim das férias coletivas.

 A proposta prevê redução de salário de 5% a 25%, dependendo da faixa salarial. O presidente do sindicato dos Metalúrgicos do ABCWagner Santana, também avalia com empresas e governo do Estado medidas a serem adotadas após o fim das férias coletivas na região. “É preciso pensar em alternativas, mas sem reduzir salários.”

Fonte: Cleide Silva, O Estado de S.Paulo, 01 de abril de 2020 | 06h00.

Inteligência Competitiva: Os produtos mais vendidos no mundo em 10 categorias

São Paulo – Números tão grandes que assustam. Poderiam dar uma volta na Terra, encher centenas de estádios de futebol e por aí.

Assim são dez dos produtos mais vendidos do mundo em diferentes categorias, campeões de preferência e consumo.

A Ruby Media Corporation criou um pequeno estudo que mostra dez produtos que são campeões absolutos de vendas.

Confira, na galeria de imagens, os campeões em cada categoria.

1. Coca-Cola

Latas de Coca-Cola
Chris Ratcliffe/Bloomberg

1, 8 bilhão de cocas vendidas diariamente.

Isso significa que, por dia, 2 em cada 8 pessoas no mundo bebem Coca.

2. Lay’s
Batata Lay's está de volta ao mercado brasileiro
Divulgação

633 milhões de pacotes de batatas Lay’s por ano, somente nos EUA.

Esses pacotes juntos pesam mais que um porta-aviões.

3. PlayStation
PlayStation 3
Divulgação

344 milhões de consoles vendidos desde sua criação, em 1995.

Se juntar todos esses aparelhos, dá duas vezes o peso da Golden Gate Bridge, famosa ponte de San Francisco.

4. Toyota Corolla
Corolla
Divulgação

Desde 1966, foram 40,7 milhões de modelos vendidos.

Se você enfileirar todos esses carros, dá 48 vezes a distância entre Nova York e Los Angeles (cada uma em um extremo dos EUA).

5. iPad
iPad Air 2
Divulgação

211 milhões de tablets vendidos desde 2010.

Se você colocar todos lado a lado, dá uma volta na Terra.

6. Angry Birds
Angry Birds
Divulgação

2 bilhões de downloads do game, desde sua criação.

Praticamente, 29% da população mundial já baixou o jogo.

7. Álbum Thriller, de Michael Jackson
Michael Jackson
Contigo

70 milhões de cópias já foram vendidas desde o lançamento, em 1982.

Uma banda popular atual, como One Direction, vendeu 15 vezes menos isso com seu primeiro sucesso.

8. Harry Potter
A autora britânica J.K Rowling e seu personagem, Harry Potter, comemoram seus aniversários em 31 de julho
Reprodução

450 milhões de livros da saga vendidos desde 1997.

Isso seria 93% do total de livros vendidos no mundo em um ano.

9. iPhone
iPhone 5c
Getty Images

516 milhões de aparelhos vendidos desde 2007.

É mais celular que gente se contar a população da União Europeia.

10. Cubo mágico
Cubo mágico
Laszlo Balogh/Reuters

350 milhões de cubos oficiais (da marca Rubik’s Cube) desde 1980.

35 vezes mais que o total da população da Hungria (país de origem do brinquedo).

Fonte: Guilherme Dearo, EXAME.com, 22/10/2015, 15:30