As entrevistas de Alfredo Passos com Gisela Schulzinger – Presidente da ABRE

Resultado de imagem para Gisela Schulzinger

A presidente da ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, Gisela Schulzinger, foi a entrevistada do Canal das Empresas, o primeiro “Canal no YouTube” a tratar o tema “competitividade” do Brasil, por Alfredo Passos. A entrevista foi dividida em quatro partes.

  1. Primeiro vídeo – Tema “Inovação”, clique aqui
  2. Segundo vídeo – Tema “Missões ABRE, academia”, clique aqui
  3. Terceiro vídeo – Tema “Projetos ABRE”, clique aqui
  4. Quarto vídeo – Tema “Empresas, consumo”, clique aqui

Maiores informações sobre a ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, clique aqui.

Advertisements

Alfredo Passos entrevista Gisela Schulzinger – Presidente da ABRE (parte 2)

Nesta segunda parte da entrevista foi abordada as missões da ABRE para Minas Gerais e as experiências das viagens ao Vale do Silício.

Para assistir a entrevista no Canal das Empresas clique aqui

Canal das Empresas vai discutir a competitividade do país: Brasil ocupa a antepenúltima posição em Ranking Mundial de Competitividade

O Brasil ocupa a 61ª colocação dentre as 63 nações mapeadas pelo Índice de Competitividade Mundial 2017 (World Competitiveness Yearbook – WCY), divulgado pelo International Institute for Management Development (IMD), com sede na Suíça, e pela Fundação Dom Cabral (FDC), escola de negócios brasileira com atuação internacional. O país caiu quatro posições em relação ao ano passado.

O resultado consolida uma tendência gradativa de perda de espaço no cenário competitivo internacional. Em sete anos, o Brasil perdeu 23 posições no relatório global do IMD. O estudo é publicado desde 1989 pelo IMD e, no Brasil, conta com a parceria da FDC. Depois de atingir sua melhor posição em 2010 (38º lugar) o Brasil figura agora como um dos países menos competitivos do mundo, ao lado de Ucrânia (60ª), Mongólia (62ª) e Venezuela (63ª), nas últimas posições.

Classificação geral do Índice de Competitividade Mundial 2017

Fonte: IMD Competitiveness Yearbook 2017

No topo do ranking, Hong Kong lidera pelo segundo ano consecutivo, seguido por Suíça e Cingapura, que ao subir uma posição, levou os EUA a sair das três primeiras posições pela primeira vez na década. Para o professor Arturo Bris, diretor do Centro Mundial de Competitividade do IMD, os indicadores de Hong Kong, Cingapura e Suíça que mais tiveram destaque estão relacionados à eficiência do governo e dos negócios e à produtividade. “Esses países mantiveram um ambiente favorável às empresas, e incentivam a produtividade. A China, por exemplo, teve melhorias em diversos fatores atribuídas à sua dedicação ao comércio internacional. Isso continua a impulsionar a economia e a melhoria da eficiência do governo e dos negócios”, afirma.

Este ano é a primeira vez que o IMD publica um relatório separado com a classificação da competitividade digital dos países. Indicadores de tecnologia e infraestrutura científica já estão incluídos no ranking geral. No entanto, o novo Ranking traz novos critérios de mensuração da capacidade dos países de adotar e explorar tecnologias digitais que levem à transformação das práticas governamentais, dos modelos de negócios e da sociedade em geral.

Brasil em 2017: crise e necessidade de reformas

O Brasil obteve, em 2017, 55.829 pontos no índice agregado de competitividade, o que representa um avanço de 4.153 pontos em relação a 2016. O aumento, entretanto, foi insuficiente para gerar avanços no ranking geral.

“Em comparação a 2010, ano em que ocupou a sua melhor posição (38ª), o Brasil apresentou uma perda de aproximadamente 10% em competitividade. A queda apresentada em 2017 não é apenas relativa, mas também absoluta se observada no longo prazo”, explica um dos autores do estudo, o professor Carlos Arruda, da FDC.

Mais informações Fundação Dom Cabral, clique aqui, fAssessoria de imprensa 

Canal das Empresas

O Canal das Empresas nasce a partir do trabalho de pesquisa e práticas reais de Inteligência Competitiva nas organizações desde os anos 2000.​

Desde a dissertação de mestrado, tese de doutorado, 7 livros, comunidades no LinkedIn, Facebook, Twitte e a Revista Inteligência Competitiva.

Hoje muitos profissionais e acadêmicos sabem o que é IC, para o que é, e como aplicar.

​Conquistamos o primeiro SCIP Catalyst Award. Não fomos únicos, mas os pioneiros!

A audiência do canal das das empresas foi formada há duas décadas pelo trabalho de Inteligência Competitiva construído pelo blog inteligência Competitiva, 7 livros, as comunidades no Brasil e no exterior no LinkedIn, em seguida pela revista Inteligência competitiva e agora pelo Canal no YouTube.

E a audiência, continua a crescer!

A competitividade do Brasil será discutida agora no YouTube: Canal das Empresas

Pelo sétimo ano seguido, o Brasil perdeu posições no ranking mundial de competitividade e, agora, só está à frente de Mongólia e Venezuela na lista de 63 países analisados pelo IMD (International Institute for Management Development) em parceria com a Fundação Dom Cabral.

O país aparece no 61º lugar. No ano passado, ocupava a 57ª colocação. Em seu melhor ano, 2010, o país chegou a ficar na 38ª posição —em sete anos, perdeu 23 posições.

A queda se traduziu em piora de indicadores de desempenho econômico, infraestrutura e eficiência do governo, mas também na percepção menos favorável que os investidores têm do país, afirma Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral, responsável pela captação e avaliação dos dados brasileiros para o estudo, divulgado nesta quarta-feira (31).

Para ele, foi uma surpresa o país ter caído tanto entre 2016 e 2017, principalmente porque o estudo não capturou as recentes turbulências políticas que colocaram em xeque a aprovação da reforma da Previdência e das mudanças na legislação trabalhista, consideradas essenciais para equilibrar as contas do governo.

“Havia uma expectativa de que as reformas estruturais seriam aprovadas, então a opinião dos investidores deveria ter sido melhor, o que não aconteceu”, ressalta.

O país, porém, não corre risco imediato de ocupar as duas últimas colocações, segundo Arruda. Isso porque Mongólia e Venezuela estão muito abaixo do Brasil em competitividade.

O Brasil tem ficado para trás nos quesitos que poderiam garantir posições melhores no ranking. “Vimos uma certa lógica do relatório, pois outros países têm oferecido condições para que as empresas operem, gerem renda para as famílias e melhorias para a sociedade.”

Segundo ele, o Brasil não conseguiu, nos últimos anos, simplificar seu marco regulatório, que continua burocrático, “com barreiras para as empresas e cheio de regras tributárias complexas.” “O marco institucional é o que o Brasil tem historicamente de pior, não tinha como piorar e cair muito mais”, indica.

Quando analisados os subfatores de competitividade brasileira, o resultado mostra que houve melhora em eficiência empresarial. “Mas esse ganho foi devido à queda de Peru e Colômbia, que perderam posições nesses indicadores”, ressalta Arruda.

O desemprego recorde fez o país perder 23 posições no fator desempenho da economia. Em infraestrutura, o Brasil não soube aproveitar os eventos que sediou nos últimos anos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. “Houve um movimento do governo de fazer concessões de aeroportos, rodovias, mas por causa das recentes turbulências políticas as concessões devem cair muito”, diz.

CENÁRIO INCERTO

Apesar do retrato pior da competitividade, o Brasil continua atraente para os investidores estrangeiros, seja pelo tamanho, localização ou porque vende uma imagem melhor que a que os brasileiros têm do país, afirma o professor da Fundação Dom Cabral.

“Os estrangeiros continuam acreditando no Brasil, há uma expectativa de investimento positiva neste ano. Mas já se começa a ter uma mudança no perfil dos investidores”, diz Arruda. “Os europeus, como alemães, suecos, suíços, ficam menos assíduos e entram chineses, indianos e russos, que veem o país como forma de complementar uma capacidade produtiva que não têm.”

Arruda não está otimista quanto à capacidade de o Brasil recuperar posições no curto e no médio prazos. “O momento é de criar agendas nacionais. Se as reformas não forem aprovadas, a recuperação do Brasil pode se tornar mais lenta e ameaçar a competitividade futura”, ressalta.

Enquanto o Brasil perdeu posições, comenta, a China avançou no ranking, ao investir em tecnologia e soluções competitivas para o mercado. “As mudanças estão acontecendo muito rapidamente, e o Brasil está paralisado. Já a China manteve as características de um país emergente, mas avançou nos indicadores tecnológicos”, diz.

O líder em competitividade, pelo segundo ano, foi Hong Kong, seguido por Suíça e Cingapura.

Outra surpresa foi a queda de uma colocação dos Estados Unidos, que saiu do top 3 do ranking pela primeira vez em anos. “É um sinal de que alguma coisa está acontecendo lá. Essa perda de posição está muito associada à diminuição da confiança e à percepção do futuro”, avalia. “Mas é coisa para se observar nos próximos dois ou três anos.”

Posição 2017 Variação
1 China Hong Kong 0
2 Suíça 0
3 Cingapura 1
4 Estados Unidos -1
5 Holanda 3
6 Irlanda 1
7 Dinamarca -1
8 Luxemburgo 3
9 Suécia -4
10 Emirados Árabes 5
60 Ucrânia -1
61 Brasil -4
62 Mongólia -2
63 Venezuela -2

O Canal das Empresas nasce a partir do trabalho de pesquisa e práticas reais de Inteligência Competitiva nas organizações desde os anos 2000.

Desde a dissertação de mestrado, tese de doutorado, 7 livros, comunidades no LinkedIn, Facebook, Twitter, a Revista Inteligência Competitiva, que hoje muitos profissionais e acadêmicos sabem o que é IC, para o que é, e como aplicar, para ganhar vantagem competitiva, além da honra do primeiro profissional da América Latina a conquistar o SCIP Catalyst Award. Não fomos únicos, mas os pioneiros!