Revista Brasileira de Inteligência – Agência Brasileira de Inteligência

Eis o editorial da 12ª edição da Revista Brasileira de Inteligência

A demanda por Inteligência vem crescendo substancialmente por parte dos mais diversos segmentos do Estado brasileiro, o que inclui das Forças Armadas e polícias a órgãos do Judiciário e áreas específicas, a exemplo da penitenciária.

Nota-se que, pouco a pouco, o sistema universitário brasileiro vem adotando a Inteligência como disciplina ou objeto de estudo, algo já consolidado em várias partes do mundo. Assim como cresce o interesse pela Inteligência, também aumenta a necessidade de integração entre órgãos do aparato estatal e da sociedade civil nessa matéria.

Esse desafio de maior e efetiva cooperação se refletiu, neste ano, no trabalho conjunto do Sistema Brasileiro de Inteligência para elaboração da Estratégia Nacional de Inteligência e do Plano Nacional de Inteligência.

Nesse contexto, a 12ª edição da Revista Brasileira de Inteligência traz novas e estimulantes contribuições para o estudo e o debate dessa atividade e para o reconhecimento do papel da Atividade de Inteligência em prol do bem-estar da sociedade e dos interesses nacionais.

Este periódico existe para contribuir no desenvolvimento dessa percepção da Inteligência como ferramenta imprescindível para o país. Os textos reunidos neste número retratam essa intenção.

O presente número é inaugurado por um texto que representa uma visão analítica da Operação Hashtag, que, sob a nova lei de antiterrorismo no Brasil, atuou sobre os chamados atos preparatórios de terrorismo, no contexto das Olimpíadas Rio 2016.

Já para o fechamento desta edição, selecionamos um ensaio que contempla, sob a perspectiva da diplomacia brasileira, avanços e desafios institucionais da Atividade de Inteligência, a partir da recente Política Nacional de Inteligência.

Dois outros textos abordam a relação da Atividade de Inteligência com o regime democrático brasileiro. Um deles trata da compatibilização do sigilo, característico da Atividade, com o direito de acesso à informação presente na democracia.

O outro demonstra as possibilidades que a análise em ciência política tem para tornar as agências de Inteligência conhecidas e compreendidas pela sociedade. A perspectiva de Inteligência como elemento de capacitação é contemplada de duas formas: num texto, como objeto de estudo em programas acadêmicos de ensino; noutro, como conteúdo necessário à formação de servidores no setor de segurança pública.

Ratificando a percepção do crescente papel da Atividade de Inteligência na sociedade, um dos artigos demonstra como os limites na utilização desse recurso têm sido estendidos do campo típico das ameaças à segurança do Estado para um paradigma relacionado às múltiplas ameaças à população.

Por fim, outro artigo atrela a Inteligência à Economia, apontando indicadores para a avaliação da situação econômica de um país. Para além de informar e esclarecer, desejamos que este número contribua para a ampliação de um profícuo debate sobre Inteligência.

Fonte: Revista Brasileira de Inteligência, ABIN, Número 12, dezembro 2017, ISSN 1809 – 2632