Leia: “Abertura Comercial para o Desenvolvimento Econômico”

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Buscando estimular o debate qualificado sobre um tema que vem ganhando espaço na mídia nas últimas semanas, a SAE/PR recentemente lançou o seu terceiro Relatório de Conjuntura intitulado “Abertura Comercial para o Desenvolvimento Econômico”.

O documento explora os caminhos, vantagens e desafios que o processo de maior liberalização da economia brasileira enseja e foca em proposições para as políticas comercial, industrial e de mercado de trabalho no Brasil.

O estudo tem sido destaque na imprensa nacional e internacional, merecendo análises positivas nos jornais americanos The New York Times e The Wall Street Journal.

Produzido ao longo dos últimos seis meses pela equipe da SAE/PR, o relatório baseia-se não apenas no que há de mais recente na literatura mundial sobre economia internacional e políticas ativas de mercado de trabalho, mas principalmente em evidências empíricas sobre esses assuntos.

Ao comparar o Brasil com países com níveis de renda e população semelhantes, percebe-se que ainda há muito o que avançar para que o País efetivamente se integre às cadeias globais de valor, gerando ganhos de produtividade e aumento do poder de compra dos brasileiros.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Fonte: Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. 

Inteligência Competitiva Análise: Eles treinam robôs que vão substituir os humanos

E se parte do seu trabalho fosse dedicada a ensinar a um robô como realizar a tarefa de uma pessoa – talvez a sua própria? Antes de as máquinas se tornarem inteligentes o bastante para substituir os humanos, como muita gente teme, elas precisarão de professores. E agora algumas empresas começam a dar os primeiros passos nessa direção, trazendo a inteligência artificial para o ambiente de trabalho e encarregando pessoas do treinamento dessa inteligência artificial para se tornar mais humana.

Conversamos com três pessoas que se colocaram nesta peculiar posição. Mais do que muita gente, elas conhecem as forças (e fraquezas) da inteligência artificial e também como a tecnologia vem mudando a natureza do trabalho. Eis as histórias delas.

Rachel Neasham. Foto: Shiho Fukada/The New York Times

“Fiquei mais competitiva”
Rachel Neasham, agente de viagem

Rachel integra um grupo de 20 agentes que trabalha para o serviço de reservas de viagens Lola, com sede em Boston, e sabia que o sistema de computação de inteligência artificial da companhia – seu nome é Harrison – acabaria assumindo parte do seu trabalho. Mas surgiram dúvidas quando ficou decidido que Harrison começaria a recomendar e reservar hotéis.

Num encontro de funcionários no final do ano passado, os agentes debateram o que isso significaria para os agentes de carne e osso, e o que eles poderiam fazer que a máquina não conseguiria. Embora Harrison conseguisse esquadrinhar dezenas de opções de hotéis num piscar de olhos, não superaria a experiência de um agente humano com anos de experiência reservando férias de família para a Disney World. O humano é mais sagaz, sabe como orientar uma família que sonha em tirar uma foto sem turistas à sua volta, diante do castelo da Cinderela, a reservar um café da manhã no parque antes de os portões abrirem.

Rachel, 30 anos, encarou a situação como uma disputa: conseguiriam os agentes humanos encontrar novas maneiras de se tornar peça importante e valiosa tão rápido quanto os robôs se aperfeiçoam na realização de parte do seu trabalho? “Eu me tornei mais competitiva, tive de recuperar o ritmo e me manter à frente da máquina”, disse ela. Por outro lado, usar Harrison para fazer algumas coisas “me deixaria tempo livre para fazer alguma coisa criativa”, acrescentou.

No início, Harrison recomendaria hotéis com base nas preferências óbvias do cliente, como marcas associadas a programas de fidelidade. Mas depois começaria a encontrar preferências que nem mesmo os clientes sabiam que tinham. Algumas pessoas, por exemplo, preferiam um hotel na esquina de uma rua e não no meio dela.

Numa próxima mudança de software, Lola fará perguntas ligadas a estilo de vida como: “Você usa o Snapchat?”, para obter algumas pistas sobre preferências de hotel. Os usuários do Snapchat em geral são mais jovens e preferem hotéis modernos, mas baratos, em vez de marcas estabelecidas como o Ritz-Carlton.

Embora Harrison faça reservas, o fato é que o agente humano auxilia seu cliente também durante a viagem. Quando o quarto é reservado, ele telefona para o hotel tentando um upgrade do quarto ou recomendando como aproveitar o máximo das férias.

“Isto é algo que uma Inteligência Artificial não consegue fazer”, disse Rachel.

Diane Kim. Foto: Hiroko Masuike/The New York Times

Como melhorar com elegância?
Diane Kim, especialista em design interativo digital

Diane é categórica: seu assistente não usa gíria nem emojis

O assistente, Andrew Ingram, também evita fofocas e não perde tempo com outros assuntos além de marcar as reuniões dela.

Diane não é tirânica. Apenas conhece seu assistente melhor do que muitos chefes, porque ela o programou.

Diane, 22 anos, trabalha como designer de interatividade na área de Inteligência Artificial na X.ai, startup com sede em Nova York, que oferece assistentes de Inteligência Artificial para auxiliar as pessoas na marcação de reuniões. A X.ai atrai os clientes com a ideia de que, por meio da AI, eles têm os benefícios de um assistente humano, sem perder tempo e sem a amolação de marcar suas reuniões – e isto a uma fração do custo.

O trabalho de Diane é criar respostas para os assistentes da companhia, cujos nomes são Andrew e Amy Ingram, robôs que parecem tão naturais que a troca de e-mails com eles não é nada diferente das trocas de e-mails com um assistente humano.

O trabalho de Diane, que em parte é de roteirista, programadora e linguista – não existia antes de Alexa, Siri e outros assistentes digitais. Ela tem de ajudar os humanos a acessarem as capacidades super-humanas dos sistemas de IA disponíveis 24 horas por dia e sete dias da semana, e com uma memória infalível, sem se equivocarem por causa da linguagem complicada ou robótica.

Mesmo dentro dos estreitos parâmetros de uma marcação de reuniões, demora para um robô aprender a dissecar os e-mails. Por exemplo marcar um encontro para “quarta-feira” é diferente de marcar uma reunião para “uma quarta-feira” A X.ai disseca os e-mails em suas partes componentes para perfeita compreensão da ideia.

A resposta automática é o ponto em que Diane interfere. Sua tarefa é imaginar como um assistente humano organizaria uma reunião para o chefe. Para uma tarefa específica, ela imagina situações diferentes – por exemplo, se a reunião terá cinco participantes versus dois – para então criar um fluxograma de como a troca de e-mails se encaminhará.

O objetivo é marcar uma reunião com o mínimo de e-mails possível. Com isto em mente a X.ai estabeleceu alguns traços de personalidade para seus assistentes: polidos, profissionais, simpáticos e claros.

A X.ai não pretende que os assistentes sejam como os humanos. Mas Diane ainda desfruta de satisfação quando as pessoas não percebem que os seus assistentes são robôs. As pessoas os convidam para sair. Eles recebem e-mails de agradecimento de clientes satisfeitos mesmo que, como robôs, não necessitem disto.

“Elas ficam chocadas e surpresas quando sabem que estão falando com uma Inteligência Artificial”, disse ela.

linguagem legal
Dan Rubins, diretor executivo

Suas queixas contra advogados são muitas. Ele lembra quando, no seu emprego anterior, seis advogados da empresa, cada um faturando centenas de dólares por hora, analisaram um contrato procurando erros de capitalização. Isto levou-o a criar a Legal Robot, startup que utiliza inteligência artificial para traduzir o jargão legal em linguagem comum.

Tendo revisado quase um milhão de documentos legais, a startup também assinala as anomalias (linguagem ou cláusulas estranhas) em contratos. “Os advogados tiveram 400 anos para inovar e mudar a profissão e não o fizeram. Está na hora de uma ajuda de fora”, disse ele.

Segundo Dan, documentos legais são bem adequados ao aprendizado de máquina porque são muito estruturados e repetitivos. O robô da Legal Robot acessa um enorme tesouro de contratos preparados por advogados humanos em processos junto à Comissão de Valores Mobiliárias (uma cloaca de linguagem legal, diz ele) como também documentos passados de escritórios de advocacia que contribuem para o treinamento do robô.

Depois de examinar um grande número de documentos, os sistemas de aprendizado de máquina da empresa começam a reconhecer os padrões indicando as palavras que tendem a estar sempre juntas e aquelas que não. Mas Dan se preocupa quando a máquina confia demais nos seus resultados. O que costuma ser uma consequência de treinar o computador num conjunto muito reduzido de contratos.

Dan não acha que o sistema de IA deixará os advogados para trás. Mas poderá mudar a maneira como eles trabalham e ganham dinheiro. Quanto menos tempo precisarem para analisar contratos, mais tempo terão para uma consultoria ou atuar numa ação.

“Na verdade não acho que vamos nos ver livre dos advogados. Infelizmente ainda necessitaremos deles”, diz ele.

Fonte: Daisuke Wakabayashi, The New York Times, Estadão, 05 Maio 2017 | 06h51. Tradução de Terezinha Martino. Ilustração: Minh Uong/The New York

Inteligência Competitiva Empresas: Novelprint cria solução para Bazooka Candy Brands Brasil

Novelprint cria solução completa para o pirulito Zé Mola conquistar a criançada

Colecionar figurinhas é sempre um atrativo, sobretudo quando o desejo é chamar a atenção do público infantil. E juntar figurinha com um delicioso pirulito foi a ideia da Bazooka Candy Brands Brasil para conquistar definitivamente a criançada. Coube à Novelprint, indústria pioneira na fabricação de rótulos adesivos, oferecer a solução completa para a empresa atingir seu objetivo.

De acordo com Luiz França, Supply Chain Manager da Bazooka, a empresa desejava produzir 5 milhões de figurinhas autoadesivas com os personagens do filme Petz para aplicá-las na parte interna da embalagem do pirulito Zé Mola. “A ideia é motivar a criança a juntar as 64 imagens que completam um álbum, distribuído gratuitamente”, explica.

Foi um parceiro da Bazooka que indicou estas soluções, destacando a qualidade dos seus produtos e serviços. “Nem procuramos outras empresas, acreditamos de imediato na competência da empresa conta França. “Até conversar com o novo fornecedor, o marketing da Bazooka não tinha ideia, por exemplo, de como fixar a figurinha na embalagem. A indústria nos mostrou as possibilidades e conseguiu concretizar o que antes só imaginávamos”, destaca.

No que tange à fabricação das figurinhas, a Novelprint indicou que elas tivessem um duplo liner para facilitar a retirada – lembrando que a manipulação seria feita por uma criança e não deveria apresentar qualquer dificuldade no processo. Em seguida, fez uma adaptação em sua máquina aplicadora, a Noveltech, a fim de que atingisse uma alta velocidade de aplicação – no caso 1,2 mil figurinhas por minuto.

O processo aconteceu em ambiente sanitizado, seguindo todas as normas reguladoras. “Entregamos para o cliente rolos de filme flexível já com o adesivo aplicado, prontinho para embalar o pirulito”, diz Guido Raccah, diretor Comercial da Novelprint.

O diretor destaca que apresentar a solução completa ao cliente é uma das características da empresa fornecedora, que vem se destacando no segmento de marketing promocional – promissor e de extrema importância para quem ser se diferenciar no ponto de venda. “Há uma demanda crescente por soluções inovadoras e temos tecnologia e conhecimento para atender empresas dos mais variados segmentos”.

A Bazooka, por meio de Luiz França, vem apreciando o resultado da ação promocional no mercado. E avisa que tem novos projetos que também envolvem autoadesivos e já convidou a Novelprint para desenvolver mais esta solução. “Fomos atendidos por profissionais dedicados e recebemos um material de qualidade. A parceria tem tudo para ser duradoura”, finaliza.

(Fonte: Em Pauta Comunicação, 09 de novembro de 2016)

Inteligência Competitiva Tecnológica: Talvez você não precise mais de emprego! Veja seis previsões tecnológicas para nosso futuro

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A tecnologia está avançando tão rapidamente que experimentaremos mudanças radicais na sociedade nos próximos anos. Já começamos a enxergar maneiras pelas quais a computação, os sensores, a inteligência artificial e as ciências genéticas estão remodelando indústrias inteiras e nosso cotidiano.

À medida que sofremos essa rápida mudança, muitas das velhas premissas nas quais confiávamos não se aplicam mais. A tecnologia está criando um novo conjunto de regras que mudarão nossa própria existência. Aqui estão seis delas:

1) Qualquer coisa que puder se tornar digital, se tornará

A digitalização começou com palavras e números. Em seguida, mudou para os jogos e, mais tarde, para outras mídias – como filmes, imagens e música. Também migramos funções complexas dos negócios, ferramentas médicas, processos industriais e sistemas de transporte para o domínio digital. Agora, estamos digitalizando tudo sobre nossas vidas diárias: nossas ações, palavras e pensamentos.

O sequenciamento de DNA [métodos que decifram e interferem em nosso DNA] a baixo custo e as técnicas de machine learning [aprendizado de máquina – quando o computador aprende observando padrões de comportamento] estão desbloqueando as senhas dos sistemas da vida. Sensores onipresentes e de baixo custo estão documentando tudo o que fazemos e criando registros digitais completos de nossa vida.

2) Seu trabalho tem chance significativa de ser eliminado

Em vários campos, as máquinas e robôs estão começando a fazer o trabalho dos humanos. Vimos isso acontecer primeiro na Revolução Industrial, quando a produção manual deu lugar às fábricas e muitos milhões de pessoas perderam seus meios de subsistência. Novos empregos foram criados, mas foi um período terrível, e houve um deslocamento social significativo (da qual surgiu o movimento ludita – que lutava contra a mecanização do trabalho).

O movimento de transformar os empregos em digitais está bem encaminhado nas indústrias que têm baixos salários. A Amazon confia em robôs para fazer uma parte significativa de seu trabalho de armazenamento. A Safeway (cadeia de supermercados) e a Home Depot (rede de materiais de construção e para casa) estão expandindo rapidamente o autoatendimento na hora de pagar. Logo, os carros autônomos vão eliminar milhões de empregos de motoristas.

Também estamos vendo desaparecerem funções no Direito, com softwares especializados eliminando a necessidade de legiões de advogados associados para vasculhar papeis e documentos digitais. oS diagnósticos automatizados irão substituir médicos em campos como radiologia, dermatologia e patologia.

O único refúgio será em segmentos que são criativos de alguma forma, como marketing, empreendedorismo, estratégia e áreas técnicas avançadas. Novos empregos que não podemos imaginar hoje surgirão, mas não substituirão todos os empregos perdidos. Devemos estar prontos para um mundo de elevada taxa de desemprego. Mas não se preocupe, porque…

3) A vida será tão acessível que para sobreviver não será preciso ter um emprego

Note como os minutos das ligações via celular são quase gratuitos e como nossos computadores passaram a ser mais baratos e poderosos nas últimas décadas. À medida que avançam, tecnologias como computação, sensores e energia solar diminuirão seu custo. A vida como a conhecemos se tornará radicalmente mais barata. Já estamos vendo os primeiros sinais disso: graças aos avanços no mercado de carros compartilhados e a serviços de aplicativos como o Uber, toda uma geração está crescendo sem a necessidade ou mesmo o desejo de possuir um veículo.

Saúde, alimentação, telecomunicações, eletricidade e computação vão ficar mais baratos rapidamente, assim que a tecnologia reinventar estas indústrias.

4) Seu destino estará em suas mãos como nunca antes

O benefício da queda nos custos de vida será que a tecnologia e as ferramentas para nos manter saudáveis, felizes, bem-educados e bem informados serão baratas ou gratuitas. O aprendizado online em praticamente qualquer área já é gratuito. Os custos também estão caindo com dispositivos médicos embarcados em dispositivos móveis. Seremos capazes de fazer autodiagnósticos sofisticados e tratar uma porcentagem significativa de problemas de saúde usando apenas um smartphone e um software inteligente.

Kits modulares e de código aberto estão tornando o “faça-você-mesmo” mais fácil. Assim, você cria seus próprios produtos. O DIYDrones.com, por exemplo, permite que qualquer um mescle ou combine componentes, com instruções relativamente simples, e assim construa seu próprio dispositivo voador não-tripulado. Com impressoras 3D, você pode criar seus próprios brinquedos. Em breve, elas permitirão que você “imprima” itens domésticos comuns – e até eletrônicos.

A tecnologia que impulsiona estas melhorias em eficiência também tornará a personalização de massa e a melhor distribuição da produção uma realidade. Sim, você talvez tenha uma pequena fábrica em sua garagem, e seus vizinhos também.

5) A abundância se tornará um problema muito maior do que a escassez

Com a tecnologia tornando tudo mais barato e abundante, nossos problemas estarão mais no consumir em excesso do que na escassez. Isso já é evidente em algumas áreas, especialmente no mundo desenvolvido, onde as doenças de afluência – obesidade, diabetes, parada cardíaca – são as maiores assassinas.

Estas pragas rapidamente chegaram, junto com a dieta ocidental, ao mundo em desenvolvimento. Os genes humanos adaptados às condições de escassez são lamentavelmente despreparados para condições de excesso calórico. Podemos esperar que este processo só piore com a queda dos preços do Big Mac, e de outros produtos dos quais nossos corpos não precisam, tornando tudo isso acessível para mais gente.

O crescimento da mídia social, a era da internet e as conexões constantes são outras fontes de excesso. Os seres humanos têm evoluído para gerenciar as tarefas em série. A degradação de nossa atenção e o aumento precipitado dos problemas de déficit dela, que já experimentamos, são em parte atribuíveis a esse espalhar rarefeito de nossa concentração.

Como o número de entradas de dados e opções para a atividade mental continuam crescendo, só vamos dividir mais e mais nossa atenção. Então, mesmo que tenhamos as ferramentas para fazer o que precisamos, forçar nossos cérebros a se comportar bem o suficiente para finalizar as coisas se tornará uma tarefa cada vez mais árdua.

6) A diferença entre homem e máquina ficará cada vez mais obscura

A controvérsia sobre o Google Glass mostrou que a sociedade continua inquieta sobre a fusão entre homem e máquina. Lembra-se daqueles óculos estranhos que as pessoas usavam, que gravavam tudo ao redor? O Google parou de vendê-los por causa da frenesi, mas versões miniaturizadas deles logo estão em toda parte. Os implantes de retina já usam silício para substituir ligações nervosas.

As próteses que operam com a ajuda de softwares são extensões personalizadas e altamente específicas de nossos corpos. Exoesqueletos guiados por computador serão usados pelas forças armadas nos próximos anos e deverão se tornar ferramentas comuns de mobilidade para deficientes e idosos.

Vamos tatuar sensores em nossos corpos para monitorar indicadores básicos de saúde e transmitir esses dados para os nossos telefones. Isso se soma aos numerosos dispositivos que interagem diretamente com nossos corpos e dão feedbacks informativos e biológicos. Como resultado, a própria ideia do que significa ser um humano mudará. Será cada vez mais difícil traçar uma linha entre o humano e a máquina.

*Esta coluna é baseada no próximo livro de Vivek Wadhwa, “Driver in the Driverless Car: How Our Technology Choices Will Create the Future” [“Motorista em um Carro Sem Motorista: Como Nossas Escolhas Tecnológicas Vão Moldar o Futuro”, em tradução livre]”, que será lançado nos próximos meses nos Estados Unidos. Wadhwa é professor da Carnegie Mellon University Engineering no Vale do Silício (Califórnia) e diretor de Centro de Empreendedorismo e Pesquisa de Mercado da Duke University (Carolina do Norte).

Fonte: Vivek Wadhwa, Washington Post, Gazeta do Povo, 17/11/2016, 14h13

Inteligência Competitiva: fontes de informação

Há muitas fontes de informação, como clientes, concorrentes, associações, funcionários e registros empresariais.

No caso de algumas dessas fontes, a informação é buscada ativamente; em outros casos, ela é encontrada acidentalmente (PRESCOTT & MILLER, 2002).

Inteligência Competitiva como diferencial “definitivo” para os negócios!

O mundo passa por um período de mudanças rápidas e avassaladoras, comandadas, principalmente, pela revolução digital e a integração de pessoas e negócios por meio da Internet e das redes sociais.

O poder maior, das organizações modernas e por consequência das nações de origem, proporcionado pelo TI, pelo acesso às informações e inovações em processos, produtos e serviços não reconhece a força econômica dos países ricos, e abre oportunidades a todos que decidem lançar mão dos novos instrumentos de desenvolvimento tecnológico, econômico e social.

As novas condições de igualdade têm feito com que os países desenvolvidos, apresentem taxas de crescimento inferiores àquelas de países em desenvolvimento e o poder econômico está rapidamente passando às mãos destes últimos.

A tecnologia está se sofisticando e ficando mais complexa, e dessa forma, criando profundos impactos nos processos transacionais dos negócios, em seu posicionamento e suas estratégias.

Como consequência, o ambiente de negócios no qual as empresas operam está se tornando cada vez mais complexo e mutante. As empresas sentem crescentes pressões competitivas forçando-as a responder rapidamente às novas condições de operação e de se obrigarem a inovar na maneira como operam.

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Inteligência Competitiva: Crise chega aos restaurantes da classe A

Foto: Sergio Castro/Estadão. Rua Amauri, no Itaim Bibi, SP, vazia em pleno horário de almoço; quatro restaurantes fecharam as portas

O tombo de quase 4% no Produto Interno Bruto no ano passado e uma nova retração – quase do mesmo tamanho – esperada para este ano dizimaram restaurantes onde empresários que comandam a economia do País fecham negócios, geralmente em refeições regadas do bom e do melhor.

A rua Amauri, no bairro paulistano do Itaim, que concentrava boa parte desses estabelecimentos, está bem mais vazia. Em apenas uma quadra, há pelo menos quatro restaurantes fechados. Manobristas, que antes corriam para dar conta do entra e sai de carrões importados, hoje passam o tempo jogando conversa fora à espera de clientes.

Na última quarta-feira, em pleno meio de semana, perto das 13 horas, que em épocas normais seria um horário de pico, a tranquilidade predominava nesse reduto de restaurantes de luxo. “Em outras épocas, neste horário, teria uma hora de espera. Hoje o cliente entra e já senta”, disse João Santos, que há 13 anos cuida do estacionamento dos carros dos clientes da Forneria San Paolo.

“O fechamento dos restaurantes foi uma combinação de aluguel alto com queda no movimento, com certeza”, afirmou Denise Schirch. Ela preside a Associação de Moradores e Empresários da Rua Amauri e é sócia da holding Componente, do empresário João Paulo Diniz, que tem três estabelecimentos na Amauri, dos quais dois fechados.

Um deles é o Dressing, que parou de atender como restaurante em 2014. No ano passado, virou um espaço para eventos. Agora, nem isso funciona e o local está em reforma. O outro restaurante de luxo é o Ecco, que encerrou as atividades no fim do ano passado. Nos dois casos, Denise ressaltou que os pontos comerciais não foram entregues e que há projetos para o futuro. Estamos esperando as coisas se assentarem para desenhar uma nova proposta.”

Do grupo, o único que está em operação na rua Amauri é a Forneria San Paolo. “A Forneria é uma exceção porque tem um tíquete médio intermediário para a rua, entre R$ 90 e R$ 100”, disse Denise. Ela contou que, neste caso, o movimento do restaurante até cresceu, cerca de 5%, favorecido pelo fechamento dos concorrentes.

Já no Yellow, outro sobrevivente que também tem um tíquete médio menor, o movimento caiu entre 20% e 30%, calcula o gerente, Pedro Meirelles. “Esta é a pior crise”, disse ele, que trabalha há 27 anos no estabelecimento. Por ora, o plano de abrir filiais foi cancelado por causa da retração da economia.

Para contrabalançar a queda no movimento, o gerente contou que cortou o preço do estacionamento, começou a preparar refeições para eventos e entregar pratos em domicílio. “Até criamos um prato executivo no valor de R$ 42. O problema é o gasto. Ninguém sai de casa mais”, disse Meirelles.

Bonança. Para Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH, consultoria especializada no setor imobiliário, os aluguéis dos imóveis da rua Amauri eram caros demais mesmo nas épocas de vacas gordas, mas a situação estava encoberta porque saía um inquilino e entrava outro. “Mas, com a crise e a queda no movimento dos restaurantes, a situação ficou insustentável e muitos imóveis, vazios. A ganância dos proprietários foi um tiro no pé”, ressaltou.

Denise Schirch ponderou que a inflação interna dos restaurantes, que envolve não apenas o aluguel, mas mão de obra e o custo dos alimentos e bebidas, é muito maior que a estampada no índice oficial de inflação, o IPCA. Além disso, no momento atual, não há espaço para os restaurante de luxo aumentarem os preços, mesmo atendendo a clientes classe A e pessoas jurídicas. “Há empresas impondo limites nos gastos.”

Paulista. Fora da rota do luxo, o centenário Rei do Filet, que fica na Alameda Santos, a uma quadra da Paulista e também é frequentado por executivos, políticos e jogadores de futebol, sentiu a queda no movimento. Nas contas do gerente Vandy Freitas, que trabalha na casa há 29 anos, a retração foi de cerca de 40%. “Nunca vi uma crise assim.”

Para reverter a queda, o restaurante criou um prato executivo, batizado de “filé do chefe”. O prato serve três pessoas, com 500 gramas de carne, dois acompanhamentos, salada e sobremesa por R$ 132,30. “Mas tem gente que pede esse prato para cinco. São poucos pedidos a la carte”, reclamou Freitas.

Segundo o gerente, a pressão de custos dos alimentos usados para preparar os pratos é muito grande e seria necessário um reajuste na faixa de 15% para reequilibrar os custos com os preços. Mas, na atual conjuntura, um aumento de preço do cardápio é inviável. O último reajuste ocorreu oito meses atrás.

Fonte: MÁRCIA DE CHIARA – O ESTADO DE S.PAULO, 09 Abril 2016 | 05h 00 – Atualizado: 09 Abril 2016 | 05h 00