Inteligência Competitiva Tecnológica: Como inovar para gerar 61 patentes? A cientista Jayshree Seth mostra o caminho

A cientista Jayshree Seth, da 3M, mostra o caminho para a inovação

Primeira pessoa a ocupar o cargo de Chief Science Advocate na 3M, ela conta como trabalha todos os dias para criar novas soluções

Não existe uma fórmula pronta que garanta a inovação, mas há um caminho estruturado capaz de facilitar este processo. É o que indica Jayshree Seth, 50, a engenheira é a primeira pessoa a ocupar o cargo de Chief Science Advocate da 3M, criado em março deste ano. Ela atua ainda como cientista corporativa da empresa, com o desafio de desenvolver novos produtos constantemente. O fato da organização já ter um portfólio imenso, que supera os 50 mil itens, não parece intimidar a executiva a criar soluções: ela é autora de nada menos do que 61 patentes.

Na entrevista em vídeo ela fala de seu processo de inovação, comenta o interesse dos brasileiros por ciência – que supera o de pessoas de outros países entrevistadas para o índice Estado da Ciência – e, por fim, diz que somos todos cientistas dispostos a testar hipóteses e descobrir novos caminhos.

Fonte: 3M Inovação

O que a 3M descobriu ao realizar uma Post-It War entre seus colaboradores no Brasil?

Foto: divulgação

O que a 3M descobriu ao realizar uma Post-It War entre seus colaboradores no Brasil?

Com a batalha de artes feitas com os famosos papéis de recado, a companhia viu equipes inteiras colocarem a mão na massa juntas, engajadas no espírito da curiosidade.

Imagine estar no trabalho e receber o seguinte convite: formar um time para criar uma arte com Post-It® na parede do escritório. O mural mais bonito, eleito pelo voto popular, ganharia.

A improvável missão poderia ser uma empreitada divertida, mas também corria o risco de terminar como um baita mico. E se ninguém se interessasse? Bom, foi esta reflexão que o time de comunicação e marketing da 3M fez enquanto planejava uma campanha de engajamento com os 3.4 mil colaboradores no Brasil. As dúvidas ficaram de lado quando, pouco depois de lançarem o desafio, verem os corredores da empresa serem tomados pelos papéis coloridos de recado.

“Você andava pela fábrica e via gente sentada no chão e subindo em cima das cadeiras para colar Post-It. Era gerente trabalhando com estagiário, todo mundo junto, construindo em colaboração”, conta Eligio de Santis, especialista de Relações Públicas da 3M e um dos idealizadores da campanha ao lado de Luiz Serafim, head de marketing da companhia no Brasil. Promover uma batalha do gênero era uma vontade antiga do time, mas que sempre ficava adormecida, esperando o momento perfeito. Ele aconteceu quando a filial nacional da 3M recebeu da matriz nos Estados Unidos o pedido de realizar uma ação da campanha Wonder, iniciativa desenhada globalmente para valorizar o espírito curioso e colaborativo que todo funcionário da empresa deve ter, um aspecto cultural bastante pulsante na organização.

O departamento de comunicação local olhou para a tarefa com certo receio, mas liberdade para desenvolver a ativação que achassem mais pertinente. “Queríamos fazer algo muito legal, mas historicamente as campanhas internas geram pouco engajamento, principalmente quando replicamos aqui ações que eles fazem lá fora”, conta Eligio, citando o exemplo de um painel para tirar selfies que instalaram recentemente na companhia e foi subutilizado pelos funcionários. Diante da possibilidade de fazer uma campanha inócua, eles decidiram arriscar: Serafim jogou na roda a ideia de realizar uma Post-It War e eles foram em frente no projeto.

SOBRE PAPEIS COLORIDOS E COLABORAÇÃO

O Post-It é um dos mais icônicos produtos do enorme portfólio de 50 mil itens da 3M. Os papéis de recado chegaram ao mercado em 1980 e são até hoje vistos como símbolo de inovação corporativa. Em resumo, a história é a seguinte: Um cientista estava pesquisando novas colas e inventou uma solução que não era lá muito eficiente, já que não grudava nada com tanta firmeza.

O projeto foi engavetado por cinco anos até que outro pesquisador da companhia, Art Fry, achou que poderia usar o adesivo em outra iniciativa. Ele queria fazer um marcador de páginas que funcionasse bem, mas não rasgasse a partitura – sim, ele cantava em um coral de igreja – ao ser arrancado. Montou protótipos com a tal cola duvidosa e, ao longo do desenvolvimento, notou que a novidade poderia ter uma série de outras funções, como bloco de recados e de lembretes. Pronto, nascia o Post-It como conhecemos. Serafim fala a respeito:

“Mais do que uma invenção legal a partir de um fracasso anterior, o produto é uma expressão importante da cultura de inovação da 3M, que cria um caminho para que novas ideias evoluam”

Uma vez no mercado, o Post-It continuou a ser ressignificado por quem o utilizava. Virou ferramenta em reuniões de brainstorm e sessões de design thinking, além de um meio de expressão, um produto cultural, como conta Elígio. “Nos anos 2000 começou em Nova York uma competição entre funcionários de escritórios que ficavam em prédios próximos. As pessoas faziam arte com Post-It na janela e, na construção da frente, aparecia uma resposta. Tudo de forma orgânica. ” Nascia ali a Post-It War, uma prática que, como tantas outras, se vale dos papeizinhos coloridos, mas não foi inventada pela 3M.

A companhia, na verdade, acompanha o movimento do mercado para adaptar o produto se for necessário, mas atua em geral como mais uma simples adepta da brincadeira. A ideia de levar a prática aos funcionários da operação no Brasil foi, inclusive, uma decisão tomada com certo receio, como lembra Eligio:

“Poderia dar muito errado. E se as pessoas não se engajassem? E se não conseguissem fazer artes legais?”

Antes de divulgar a ação, o time de comunicação pensou até em deixar prontos alguns templates para que os funcionários usassem. Quando a iniciativa começou a rodar, entre setembro e outubro deste ano, agradeceram por não terem seguido este caminho: “Deixamos todos os times completamente livres para pensar no mural e a coisa viralizou de um jeito… Ficamos muito surpresos. ”

A campanha teve aceitação imensa na companhia. Mais de 500 colaboradores entraram na brincadeira na fábrica de Sumaré. As equipes tomaram os corredores da sede da 3M no Brasil com uma série de imagens coloridas. No total, foram 121 artes feitas com tanto capricho que ficou difícil escolher o vencedor. “Antes de colocar nas paredes as pessoas faziam modelos em planilhas do Excel, descobriram aplicativos para pixelar fotos e ver como fazer. Foi muito legal assistir ao engajamento e interesse em participar de todo mundo”, conta Eligio.

ARTE COM EFEITO VIRAL

Cada time recebia cerca de 300 folhas de Post-It de diversas cores. Logo um mercado paralelo começou a surgir na empresa para trocar páginas desta por aquela cor ou para aproveitar papéis que não seriam utilizados. O Post-It preto, que não é vendido no Brasil, virou item de luxo. O branco, também inexistente no mercado local, foi alvo de disputa no laboratório da companhia. Surgiram murais com 3 mil folhas e paredes tomadas por cores.

“Os times fizeram desenhos muito complexos, coisas que eu jamais conseguiria ter realizado”, admite Elígio, reconhecendo um ponto bastante relevante da brincadeira: ela não deu certo pelos dotes artísticos individuais, mas pelo trabalho em equipe. Se era para mostrar como a colaboração e a curiosidade funcionam, parece que os idealizadores da campanha conseguiram provar seu ponto.

“A 3M tem cultura de criatividade e trabalho em equipe muito forte, mas foi muito impressionante ver isso na prática, observar todo mundo se juntar por um objetivo artístico, totalmente lúdico”, diz Serafim.

NADA MAIS JUSTO DO QUE O TROFÉU SER EM FORMA DE POST-IT

Se tudo fluiu tão bem na hora da ação, o mais trabalhoso foi mesmo escolher o vencedor, segundo os organizadores. Em votação aberta aos colaboradores, ganhou em primeiro lugar o mural que reproduz a imagem da Frida Kahlo, feito por um time da área de Recursos Humanos. O personagem Mestre Kame, do Dragon Ball, e uma arara azul ocuparam a segunda e a terceira posição, respectivamente. Os troféus, como não poderia deixar de ser, reproduzem blocos de Post-It e foram feitos em impressoras 3D da empresa, acompanhando o clima criativo da competição. “Demorou 20 horas para imprimir cada um”, conta Eligio, valorizando o prêmio simbólico.

Ele acredita que o segredo para o sucesso da iniciativa foi oferecer uma experiência lúdica e construtiva, não simplesmente entregar coisas prontas. “Foi uma ação com investimento baixo, mas que provocou nas pessoas a capacidade de pensar e criar, de assumir o protagonismo”, complementa.

Com a Post-It War concluída, a 3M considera a possibilidade de perenizar algumas das artes para que elas fiquem por ali por bastante tempo. “Também estamos estudando formas de reutilizar o material usado nos murais”, diz Eligio, citando uma técnica que usa os papéis amassados para fazer móveis como puffs ou mesas. Assim como no processo de invenção do próprio Post-It, nada se descarta. Para chegar longe, o segredo é seguir criando – em equipe, de preferência.

Fonte: 3M Inovação, Giovanna Riato

Que tal aplicar o design thinking na prática?

Desde a década de 60 diversos campos de estudo (design, administração, engenharia e antropologia) começaram a entender melhor a forma de usar a abordagem de design para resolver problemas. Durante a década de 90 e 2000 os métodos relacionados ao “pensamento do design” foram expandidos para diversos campos e em 2005 e 2007 as primeiras escolas de “design thinking” foram criadas.

Saiba mais aqui, 3M Inovação

Inteligência Competitiva em Revista

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O PODER DOS NOVOS ESCRITÓRIOS

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Os ambientes corporativos têm hoje função estratégica. O modo como uma empresa organiza seu espaço pode determinar o sucesso (ou o fracasso) dos negócios

Recém-formado em engenharia mecânica pela Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo, Milton Beck foi trabalhar na indústria automobilística, em uma empresa de autopeças. Tinha 21 anos.

Ficou lá até os 24, e uma das lembranças mais vívidas do primeiro emprego é a antessala de seu então chefe. “Para falar com ele, eu tinha de passar por uma secretária. E, em geral, me faziam esperar de 10 a 15 minutos para ser recebido”, conta. “Sempre achei que, muitas vezes, ele demorava a me atender para demonstrar poder, reforçar a hierarquia…”

Hoje, aos 55 anos, Milton é o diretor-geral do LinkedIn na América Latina. Sob seu comando estão cerca de 250 pessoas, mas ele não tem sala. No 23º andar de um moderno prédio de escritórios, o executivo está alojado em um agrupamento de oito mesas, dispostas em duas fileiras — quatro de um lado, quatro de outro; uma de frente para a outra.

O mobiliário, independentemente do cargo, é o mesmo para todos. E que móveis! Mesas de 1,8 metro de comprimento, com controle de altura, permitindo que os funcionários até trabalhem de pé. As cadeiras são da linha Aeron, da Herman Miller — além de ultraergométricas, belíssimas. Na frente de Milton, hoje, o lugar está vazio, mas até recentemente era ocupado por uma jovem de 18 anos, integrante do programa Menor Aprendiz. Do lado direito, fica sua assistente. E do esquerdo, Alexandre Ullmann, diretor de Recursos Humanos.

Foi Alexandre, aliás, quem pediu para ficar ao lado do chefe. “Facilita muito a minha vida: às vezes, tenho de resolver um assunto rápido com ele e essa proximidade ajuda”, diz Alexandre, de 41 anos. “Nem tudo precisa de reunião.” De fato. Os escritórios abertos eliminam, em grande parte, a formalidade dos processos. Mas, como tudo na vida, bom senso é imprescindível. “É preciso ter cuidado para não extrapolar e fazer reunião na beira da mesa”, pondera Milton.

Fonte: Época Negócios

Sinais de Mercado: 40% da indústria fechou o ano passado em crise

RIO – Depois que a recessão ficou para trás, a recuperação gradual da atividade econômica em 2017 trouxe esperança de dias melhores no setor industrial. Mas 2018 revelou-se como uma sucessão de baldes de água fria. Quatro em cada 10 segmentos da indústria de transformação encerraram o ano em crise, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) obtido com exclusividade para o Estadão/Broadcast.

Dos 93 subsetores industriais investigados, 37 enfrentavam uma crise de moderada a fulminante, ou seja, 40% dos segmentos industriais acumularam uma queda na produção maior que 1% no ano em relação a 2017. Outros 14 segmentos ficaram estagnados.

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Iedi, 2018 trouxe maior fragilidade para a recuperação industrial, com uma desaceleração bastante disseminada entre os segmentos pesquisados.

Segundo Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi, os segmentos que fecharam em queda são muito ligados aos fluxos de renda e à desaceleração do setor industrial como um todo. “Entre os que estão com melhor desempenho, há vários que tinham uma base de comparação muito baixa ou com perfil muito exportador, como fabricantes de papel e celulose, produtos de carnes, caminhões e ônibus, tratores e equipamentos agrícolas.”

Pelo menos cinco dos 37 subsetores em crise em 2018 pertenciam à indústria têxtil. “Os anos de 2015 e 2016 foram uma catástrofe. Em 2017, crescemos. Terminamos o ano numa trajetória positiva, e nosso prognóstico para 2018 era um PIB com crescimento em torno de 3%”, lembrou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel.

Segundo Pimentel, 2018 ia razoavelmente bem até abril. Em maio, a greve de caminhoneiros começou a mudar o rumo do setor. “Esse quadro foi muito frustrante”, definiu Pimentel.

A greve dos caminhoneiros provocou uma desorganização da produção industrial brasileira, reforçou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE. “Além disso, as incertezas eleitorais prejudicaram as decisões tanto de consumo quanto de investimentos.”, enumerou Almeida.

A indústria nacional cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo semestre, a conjuntura menos favorável se traduziu num freio na produção, houve apenas ligeira alta de 0,1%, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE.

Almeida lembra que a indústria encerrou o ano com avanço de 1,1%, mas ainda sustentada pelo desempenho positivo do início de 2018. “Nós corremos o risco de trocar um processo de recuperação por um processo de banho-maria, de andar de lado”, alertou Rafael Cagnin, do Iedi. “A contar pelo quarto trimestre de 2018, o primeiro trimestre de 2019 vai ser difícil, há um ajuste. Foi um freio muito forte ao longo do ano passado inteiro. O ano de 2019 vai depender muito de quais indicativos que a equipe econômica vai dar. Apesar dos indicadores econômicos mais favoráveis, ainda há incertezas no cenário doméstico”, acrescentou.

As perspectivas para este ano, porém, ainda são otimistas. Em 2019, o mercado externo deve atrapalhar menos a indústria, enquanto a demanda doméstica pode ajudar mais, prevê o superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo.

“O desempenho deve ser melhor do que no ano passado ao longo dos trimestres, mas não será exuberante, até porque a Pesquisa Industrial Mensal traz um carregamento estatístico negativo”, disse Campelo. “No segundo semestre, a indústria pode ganhar um pouco mais de ritmo, dependendo da aprovação das reformas que estão sendo apresentadas pelo governo”, reforçou.

Crise prolongada

Uma das mais tradicionais confecções de Sorocaba, no interior de São Paulo, a Rota Uniformes está desde 2014 com quase a metade de suas máquinas paradas. “Naquele ano, quando as vendas começaram a despencar, estávamos com 93 funcionários. Hoje, temos 47 e só conseguimos sobreviver porque demitimos no momento certo. Se a gente esperasse mais, talvez não tivesse como pagar os encargos trabalhistas”, diz o empresário João Francisco Guariglia.

O dono da Rota conta que a expectativa era de que a retomada fosse mais rápida, mas a crise se prolongou. “Em 2017, havia expectativa de melhora, mas no setor de confecções ela não ocorreu. Depois de atingir o fundo do poço em 2016, conseguimos estabilizar, mas não houve crescimento em 2017 nem no ano passado.” A queda nas vendas das confecções reduziu a produção e atingiu também as indústrias de tecidos. “Apenas as grandes indústrias têxteis sobreviveram à duras penas”, diz.

Este ano, a Rota espera crescer 5% em produção e vendas. “É uma meta que temos de alcançar para manter o quadro de funcionários e a saúde da empresa. Estamos vivos, mas na UTI. Para voltar ao quarto ainda leva um tempo.” A empresa produz em média 15 mil peças por mês, volume que, no pico da produção, em 2014, era de 25 mil peças. Do total, 40% são uniformes escolares e 60% são vestimentas profissionais.

A Rota trabalha só com tecidos nacionais, em razão da melhor qualidade, segundo Guariglia. Muitos uniformes têm o selo antipilling (bolinhas) e proteção contra raios ultravioletas.

O empresário afirma que um lance de sorte, em 2014, ajudou a empresa a sobreviver. “Numa feira, em Santa Catarina, encontrei uma máquina de corte e enfestadeira automática de R$ 1,1 milhão. Estava quase pegando dinheiro a juros bancários, quando vi uma linha de crédito no BNDES. Foi sacramentar o negócio e, dias depois, a linha foi suspensa. Quem financiou em banco não aguentou”. 

Segundo o empresário, se houver retomada rápida, vai faltar mão de obra. “Preciso de costureira e não acho. Como a crise foi longa, quem saiu foi para outra atividade. Procurei um mecânico que trabalhou com a gente, mas agora ele faz transporte escolar. Começou com uma van e está com três, não tem como voltar para o setor.”

A tradição da família Guariglia em confecção começou há 60 anos, quando a mãe de João começou a bordar enxovais para recém-nascidos. Logo ela e o marido montaram uma pequena loja, no centro de Sorocaba, que se transformou na Cirandinha, com foco na confecção de enxovais para batizados. Em 1986, João e seu irmão, ambos engenheiros, começaram a produzir uniformes profissionais. Em 2000, ele deixou a sociedade para fundar a Rota, a maior do segmento na região. “Passamos por muitas situações difíceis, mas nenhuma crise foi tão séria quando esta”.

Fontes: Daniela Amorim e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo,12 Fevereiro 2019 | 04h00

Toyota vai produzir primeiro carro híbrido a etanol ainda neste ano

9 - TOYOTA COROLLA - 18.197 UNIDADES
O modelo que receberá a tecnologia será o Corolla fabricado na unidade de Indaiatuba (SP).

Toyota vai iniciar a produção do primeiro carro híbrido a etanol no último trimestre do ano. Embora não confirme oficialmente, o modelo que receberá a tecnologia por enquanto exclusiva para o Brasil será o Corolla fabricado na unidade de Indaiatuba (SP).

“Além do mercado interno, nossa intenção é exportar a tecnologia pois há outros locais no mundo que usam etanol, mesmo que não seja de cana de açúcar”, disse Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil.

O grupo também aguarda aval da matriz japonesa para a produção local de um utilitário-esportivo (SUV). Para isso, a empresa precisará de novos investimentos.

A Toyota espera para este ano um crescimento de 9,5% em suas vendas, abaixo do esperado para o mercado total de automóveis e comerciais leves, de 11,3%. Em 2018, a marca japonesa vendeu 200,9 mil veículos – o melhor desempenho de sua história. O volume representou alta de 5,4% em relação ao ano anterior, índice também inferior ao mercado, que cresceu 13,8%. “Temos problemas de capacidade, pois estamos trabalhando no limite das duas fábricas”, justificou Chang.

A produção deve crescer 7,6%, para 225 mil veículos, dos quais 28% serão exportados para a América Latina. Segundo Chang, as duas fábricas do grupo em São Paulo operam em capacidade plena. A de Sorocaba, onde são produzidos o Etios e o Yaris, trabalha em três turnos, assim como a unidade de motores em Porto Feliz. A fábrica de Indaiatuba, que faz o Corolla, opera em dois turnos. Ao todo, emprega quase 7 mil trabalhadores.

Em toda a América Latina a Toyota vendeu 400 mil veículos no ano passado, 5% a mais do que em 2017. Esse volume representa apenas 3,8% das vendas globais da marca, que somaram 10,5 milhões de unidades.

Em 2018, a Toyota celebrou 60 anos no Brasil. Nos últimos três anos a marca concluiu um ciclo de mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos para produção do modelo Yaris e modernização das fábricas de carros e motores.

Fonte: Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

Artigos – Revista Inteligência Competitiva

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