Inteligência Competitiva Brasil: Com dois anos de recessão, PIB brasileiro encolhe 7,2%

A economia brasileira encolheu pelo segundo ano consecutivo em 2016, confirmando a pior recessão desde 1930. O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, caiu 3,6% no ano passado, segundo divulgou o IBGE nesta terça-feira, 7. Com dois anos de recessão, o PIB brasileiro acumula retração de 7,2%.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que “a queda do PIB em 2016 é o espelho retrovisor.” 

Pelos dados do IBGE, é a maior retração desde 1948, mas séries históricas mais antigas, como as do Ipea, apontam para a maior recessão desde 1930, quando o mundo vivia a Grande Depressão, provocada pela quebra da Bolsa da Nova York.

O resultado veio um pouco abaixo do recuo de 2015, de 3,8%, e dentro das expectativas dos analistas. O tombo foi generalizado entre todas as atividades econômicas, com a agropecuária liderando os recuos (-6,6%), seguida pela indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%).

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, relutou em afirmar que se trata da pior recessão da história, por causa da falta de dados sobre antes de 1948. Ainda conforme os cálculos do IBGE, o PIB encerrou 2016 no mesmo nível do terceiro trimestre de 2010. “É meio como se estivesse anulando 2011, 2012, 2013, 2014, que tinham sido positivos”, afirmou Rebeca.

Empobrecimento. “A população empobreceu”, afirmou Rebeca ao analisar a divisão do PIB pelo número de habitantes, o PIB per capita. De 2014 a 2016, o PIB per capita caiu 9,1%. No mesmo período, a população cresceu 0,9% ao ano. A queda de 9,1% é “bastante relevante”, de acordo com a pesquisadora. “Nos três últimos anos, como a população continua crescendo, a queda do PIB per capita amplificou. O bolo encolheu e a quantidade de pessoas aumentou. Tem que colocar muita água no feijão.”

No quarto trimestre, a queda do PIB foi de 0,9% em relação aos três meses anteriores, a oitava nesta comparação. Nesta análise, a agropecuária cresceu 1%, enquanto a indústria (-0,7%) e os serviços (-0,8%) recuaram.

Depois de dois anos de contração do PIB, os analistas afirmam que já há sinais de melhora, como a queda da inflação e juros, e o crescimento da confiança de consumidores e empresários. Mas a indicação é que a recuperação ainda será frágil diante da alta taxa de desemprego, que compromete  a retomada do consumo, um dos motores do crescimento nos últimos anos.

Pelos dados do PIB, o consumo das famílias caiu 4,2% em relação a 2015, enquanto a despesa do governo caiu 0,6%.

Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), caíram 10,2%, o terceiro recuo seguido. O dado é olhado pelos economistas para medir a capacidade da economia de crescer.

Apesar do tombo generalizado entre todas as atividades, as exportações mostraram alta de 1,9%, impedindo um declínio maior do PIB.

O governo tem adotado o discurso de que o PIB vai mostrar crescimento já no primeiro trimestre deste ano. De acordo com as projeções dos analistas ouvido pelo Banco Central, a economia deve ter alta de 0,49% em 2017 e de 2,39% em 2018.

Em 2015, o quadro já fora ruim, quando houve declínio de 3,8%. Em 2014, o PIB cresceu apenas 0,5% – dado revisado após taxa positiva original de 0,10%.

 Fontes: Daniela Amorim, Fernanda Nunes, Mariana Sallowicz, Vinicius Neder, André Ítalo Rocha, Lorenna Rodrigues e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo, 07 Março 2017 | 09h01

Revista Inteligência Competitiva: 2011 – 2016

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Atualidade em Inteligência Competitiva – Revista Inteligência Competitiva, v. 6, n. 4

Sumário

Editorial

outubro a dezembro PDF
Alfredo Passos
Artigos
ORGANIZAÇÕES VISTAS COMO PRISÕES PSÍQUICAS: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA PDF
Fernanda Rocha Bortoluzzi, Greice Daniela Back, Janine Cardoso Rocha, Éric Dorion 1-19
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO: UMA ANÁLISE EMPÍRICA SOB O MODELO DE WALTON PDF
Tayne Gonçalves Silva, Claudia Lehnemann Tannhauser, Uiliam Hahn Biegelmeyer, Danielle Nunes Pozzo, Rosecler Maschio Gilioli, Maria Emilia Camargo, Gabriela Zanandrea 20-54
A PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA SOBRE APLICAÇÃO DE MINERAÇÃO DE DADOS PARA O AGRONEGÓCIO PDF
José Vinícius Santos Barboza, Sandra Mara Stocker Lago, Jerry Adriani Johann 55-80
TALENTOS GLOBAIS E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS: UMA ANÁLISE SOBRE AS EXPECTATIVAS DO INTERCÂMBIO SOCIAL DA AIESEC PDF
João Pedro Luz e Barros, Claudia Lehnemann Tannhauser, Uiliam Hahn Biegelmeyer, Danielle Nunes Pozzo, Alice Munz Fernandes, Tânia Craco, Rejne Remussi 81-114
FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O DESLIGAMENTO DOS FUNCIONÁRIOS DE UM HOSPITAL DA SERRA GAÚCHA PDF
Ariane Vanessa de Oliveira Souza, Juliana Alano, Maria Emilia Camargo, Marta Elisete Ventura da Motta 115-140
M -MARKETING Y EL MARKETING TRADICIONAL: UN ENSAYO PDF (ESPAÑOL)
luciano augusto toledo, adriana beatriz madeira, marcos Fernando Garber 141-160
A INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS BRASILEIRAS COMO FORMA DE VANTAGEM COMPETITIVA NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO PDF
Alexandre Pinchemel Cerqueira Costa, Luiz Carlos Gambetta 161-195
OTIMIZAÇÃO DO CONTROLE ESTATAL ATRAVÉS DAS ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA: O CASO CGA PDF
Herbert Gonçalves Espuny, Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto 196-223
 Estudo de Caso
MODELO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA: UMA PROPOSTA PARA MONITORAMENTO E PROSPECÇÃO DE CLIENTES NA COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS – CEMIG PDF
Frederico Giffoni de Carvalho Dutra 224-243
 Relato Técnico-Científico
DIAGNÓSTICO E PROPOSTA DE ADEQUAÇÕES PARA MELHORIA NA ADMINISTRACAO DE UMA EMPRESA INDIVIDUAL DE CONFECÇÃO PDF
Leonardo de Carvalho, Claudio Antonio Rojo 244-258

Chamada para publicação na Revista Inteligência Competitiva

A Revista Inteligência Competitiva recebe artigos, relatos técnicos, de experiências, de pesquisas, entrevistas, resenhas e estudos de casos em regime de fluxo contínuo, ou seja, os materiais são avaliados à medida que são recebidos.

A submissão é realizada pelo link

Nós agradecemos muito a colaboração de todos e contamos com os autores que vêm contribuindo com pesquisas voltadas à Inteligência Competitiva.

Prof. Dr. Alfredo Passos
Editor Chefe

Revista Inteligência Competitiva

Apresentação

A Revista Inteligência Competitiva tem como proposta ser um veículo acadêmico para a produção na área de Inteligência Competitiva, Competição e Competitividade. Está aberta a professores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação para a divulgação de artigos científicos, ensaios e estudos de caso didáticos, cujos temas sejam de interesse à Inteligência Competitiva, Competição, Competitividade tais como:

– Estratégia e Inteligência Competitiva
– Campos e Armas da Competição – CAC
– Análise da Cadeia de Valor
– Análise de Cenários
– Criação e implantação de Programas de Inteligência de Classe Mundial
– Fontes de Inteligência e Técnicas de Coleta
– Inteligência Tecnológica
– Pontos Cegos (Competitive Blindspots)
– War Game

A lista tem como objetivo ilustrar, não restringir. A revista abre espaço para artigos de discussão teórica, de caráter bibliográfico ou ensaístico, entendendo que a reflexão crítica na área é tão importante quanto a pesquisa empírica.
Pelo trabalho voluntário iniciado e premiado pela Strategic and Competitive Intelligence Professionals – SCIP em 2003 no Brasil, a revista disponibiliza os artigos à comunidade sem ônus para o leitor.

Os artigos submetidos sofrem avaliação de pares titulados pelo sistema blind review. A revista publicará artigos em Português. Esperando com isto contribuir com o aprofundamento da discussão nesse campo de estudos tão importante para o país, os editores e o comitê científico aguardam as submissões dos colegas da área.

Prof. Dr. Alfredo Passos
Editor Chefe

Turning to artificial intelligence for competitive differentiation by Martyn Whistler, Associate Director, Knowledge, Ernst & Young LLP

Very often these days, we hear people expressing fear about how artificial intelligence (AI) will take over the world and rule humanity – or at least business life. Most of these conversations validate my own fears: that our own understanding of AI – both soft AI (which aids us in tasks such as sending texts, booking hotels or restaurant reservations and ordering taxis) and hard AI (which makes decisions on its own and mimics or even replaces human intelligence) – is inaccurate or incomplete.

We might not have realized it, but AI has become almost omnipresent now. It is part of virtual personal assistants, voice recognition software, call centers, weather forecasting, power grids and even large industrial processes. If you look at the conversations around digital in recent years, they have been mostly about connecting devices, networks and data to create a digital environment from where data can be collected and manipulated. By introducing AI into these connected environments, I believe it is possible to achieve results that have previously been considered impossible.

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