Revista Inteligência Competitiva classificada no Portal de Periódicos CAPES/MEC

É com muita honra e orgulho que informo aos nossos autores, autoras, professores, pesquisadores, profissionais, interessados e estudantes de graduação e pós-graduação que a Revista Inteligência Competitiva está classificada no Portal de Periódicos CAPES/MEC, para a área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo.

O Portal de Periódicos atende às demandas dos setores acadêmico, produtivo e governamental e propicia o aumento da produção científica nacional e o crescimento da inserção científica brasileira no exterior. É, portanto, uma ferramenta fundamental às atribuições da Capes de fomento, avaliação e regulação dos cursos de Pós-Graduação e desenvolvimento da pesquisa científica no Brasil.

A Revista Inteligência Competitiva tem como proposta ser um veículo acadêmico para a produção na área de Inteligência Competitiva, Competição e Competitividade. Está aberta a professores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação para a divulgação de artigos científicos, ensaios e estudos de caso didáticos, cujos temas sejam de interesse à Inteligência Competitiva, Competição, Competitividade tais como:

– Estratégia e Inteligência Competitiva
– Campos e Armas da Competição – CAC
– Análise da Cadeia de Valor
– Análise de Cenários
– Criação e implantação de Programas de Inteligência de Classe Mundial
– Fontes de Inteligência e Técnicas de Coleta
– Inteligência Tecnológica
– Pontos Cegos (Competitive Blindspots)
– War Game

O Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional.

Prof.Dr.Alfredo Passos, Editor-Chefe

Fonte: Portal periódicos CAPES, Alice Oliveira dos Santos

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Inteligência Competitiva – Sinais de Mercado: 2 milhões de jovens nos EUA vão deixar Facebook, prevê estudo

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, em evento nos EUA

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, em evento nos EUA – 18.abr.2017/AFP

O Facebook perdeu 2,8 milhões de usuários com menos de 25 anos nos EUA no ano passado e 2018 não promete ser mais auspicioso, segundo estudo da consultoria americana eMarketer.

A consultoria estima que a rede comandada por Mark Zuckerberg vai crescer 1% neste ano nos EUA, mas esse esse aumento vai estar concentrado em quem é mais velho.

De acordo com a eMarketer, o número de usuários que têm no máximo 11 anos de idade e acessam o Facebook ao menos uma vez por mês vai cair 9,3% neste ano. Nos grupos de 12 a 17 anos e de 18 a 24 anos, as quedas serão, respectivamente, de 5,6% e 5,8%.

No total, a previsão é a de que 2 milhões de pessoas com até 24 anos deixarão de usar nos EUA a principal rede social global.

O caso que chama mais atenção é o do grupo de 12 a 17 anos, já que a previsão é que, pela primeira vez, menos da metade deles usarão o Facebook regularmente.

O grande vencedor nessa disputa, de acordo com a eMarketer, é o Snapchat, que vai ganhar 1,9 milhão de usuários com menos de 25 anos, ante 1,6 milhão que vai ingressar no Instagram (que também pertence ao Facebook).

O mercado americano é o mais importante para a rede social. Apesar de 11% dos seus usuários estarem localizados nos EUA e no Canadá, a região foi responsável por 49,3% do seu faturamento total no quarto trimestre de 2017, quando teve receita de US$ 13 bilhões.

Fonte: Folha de S.Paulo, 13.fev.2018 às 20h16

Inteligência Competitiva Empresas: Produtora de laticínios Mococa fecha fábrica e demite 157

Três bois no pasto

Criação de gado em Mococa, cidade do interior de São Paulo que é berço da empresa homônima – Pierre Duarte/Folhapress

A Mococa, uma das mais tradicionais produtoras de laticínios no interior de São Paulo, fechou a fábrica de leite UHT em Cerqueira César (SP).

O fechamento ocorreu na última semana e, com isso, foram deixados de produzir cerca de 500 mil litros de leite longa vida por dia. Foram demitidos 157 funcionários, segundo a empresa.

A produtores, a empresa alegou ter tomado uma decisão estratégica e que a unidade será vendida. A produção de leite em Mococa (SP), berço da empresa, continuará sem nenhuma alteração. A intenção é investir em uma nova unidade em Alagoas.

“Foi uma decisão de negócio, estratégica, de mudança de segmento. Entendemos que o leite UHT hoje não estaria dentro de uma visão de futuro da empresa. Não que o negócio não seja bom, é bom, mas para a empresa seria melhor migrar para outros produtos do segmento lácteo”, afirmou o diretor de administração e finanças da Mococa, Max Schaefer.

A unidade de Cerqueira César produzia apenas leite longa vida. Em Mococa, são fabricados outros produtos. Em Alagoas, a operação deve começar nos próximos meses, produzindo achocolatados.

“Faremos uma operação terceirizada, caminho que empresas como Danone e Piracanjuba adotaram.”

O encerramento das atividades da fábrica surpreendeu a prefeitura local, de acordo com José Airton Cardoso, secretário de Governo de Cerqueira César.

“Não fomos procurados em momento algum. Simplesmente fecharam e ficamos sabendo por meio das redes sociais. Não pediram incentivo, não vieram atrás de nada”, afirmou.

De acordo com ele, fornecedores ficaram sem receber pelas últimas vendas de leite e os funcionários demitidos deverão receber as rescisões trabalhistas em até dez parcelas. “Teve até produtor que jogou leite no pasto, já que não tinha para quem entregar.”

A empresa era uma das três maiores da cidade. Parte dos produtores passou a fornecer leite para outra empresa.

Schaefer disse que a saída da fábrica foi informada aos produtores e a empresa, gradativamente, diminuiu nos últimos meses o volume de captação de leite.

“Eventualmente uma pessoa ou outra pode ter ficado incomodada, mas de qualquer maneira tudo está sendo negociado, acertado, não há risco de ninguém ficar sem recebimento. É realmente uma decisão de negócio, estratégica”, disse o diretor.

A captação de leite na região de Cerqueira César foi encerrada no último dia 6 e a interrupção da fábrica ocorre num momento em que o leite está desvalorizado em relação a 2017.

Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que o preço médio do litro, que em janeiro de 2017 foi de R$ 1,2321, atingiu R$ 1,0709 no mês passado, ou 13,08% menos.

Os preços têm apresentado queda contínua: em agosto do ano passado, o litro era vendido em São Paulo a R$ 1,2593, valor que caiu para R$ 1,1885 em setembro, R$ 1,1201 (outubro), R$ 1,1122 (novembro) e R$ 1,0915 (dezembro).

A Mococa foi fundada em 1919 levando o nome de sua cidade de origem, com a produção de manteiga artesanal. Onze anos depois, a produção atingiu escala industrial.

Em 1950, fundou a fábrica em Mococa, que opera no mesmo endereço até hoje. Em 2003, a empresa foi comprada pelo grupo goiano Kremon.

Fonte: Marcelo Toledo, Folha de S.Paulo, RIBEIRÃO PRETO (SP), 16.fev.2018 às 18h13 

How AI Can Support the World of Work, by Marla Gottschalk

On the surface, preparing for the integration of AI and machine learning into the world of work can sound like a formidable proposition. While we might have reservations concerning their integration, the more balanced question centers on how we might integrate these tools to improve our own capabilities — and in turn the heath and capabilities of organizations.

Most of us would concede that as human beings we are prone to biases that lead to less informed decisions.

As Erik Brynjolffson of MIT points out in a recent HBR interview:

“…the benchmark for most entrepreneurs and managers is: who’s going to be better for solving this particular task or better yet can we create a system that combines the strengths of both humans and machines and does something better than either of them would do individually.”

Interestingly there has been much discussion about AI’s application to HR and work life.

Here are just a few topics:

  • Chatbots. In the HR world, chatbots, can be utilized to address and improve the employee experience. Chat bots can facilitate numerous processes including, job search, on-boarding and coaching. (See how AI has impacted “summer melt” in college settings here.)
  • Job listings. A better informed candidate is the first step to secure the right fit for the role in questions. The augmented writing platform Textio, for example, utilizes AI to improve the quality of information within job postings — potentially reducing bias and attracting a broader, more diverse pool of applicants.
  • Interviewing. Google has developed the automated tool qDroid based upon the seminal meta-analytic selection research completed of Frank Schmidt and John Hunter. This work illustrated that a work sample was the best predictor of candidate success, followed by tests of cognitive ability and structured interviews. The tool generates behaviorally based questions, that are specifically tailored to the job in question.

We cannot overlook the fact that a mindset that embraces progress, will hasten the integration of AI into the world of work. Simply engaging with AI is the best start to determine if it might help your organization. In fact, organizations can (and should) begin utilizing AI at little or no cost. (See the access options to Watson here. Please note, as referenced in this discussion there are other AI alternatives for voice recognition, for example, driven by the specific need).

For organizations that may not have a skilled data analyst on hand — and may not require one on a full-time basis — these AI options can become vital. For those more skilled in data analysis, the notion that an insight might be left undiscovered, leaves me quite curious as to how the work can be improved. (In fact, training employees to utilize AI and ML has opened up recently.)

Not unlike Andrew McCaffe’s 2011 discussion of Enterprise 2.0, the deciding factor rests in the following questions:

“During times of great business change, two fundamental questions are: what kinds of companies are able to make the transition, and what happens when they do?”

Has your organization embraced AI? How has it impacted the work at hand?

Source and author: Dr. Marla Gottschalk is an Industrial/Organizational Psychologist. She is a charter member of the LinkedIn Influencer Program. Her thoughts on work life have appeared in various outlets including Talent Zoo, Forbes, Quartz and The Huffington Post.

The article was published at the marlagottschalk.wordpress.com/

Inteligência Competitiva Tecnológica: Brasil passa Canadá e é 8ª maior capacidade de energia eólica do mundo

Energia eólica

O Brasil tem mais de 500 parques eólicos e abastece cerca de 10% de toda a energia consumida no País. Foto: Helvio Romero/Estadão – 20/9/2012

O Brasil passou o Canadá e subiu mais uma posição no ranking de capacidade instalada de energia eólica elaborado pelo Global World Energy Council (GWEC), ocupando agora o oitavo lugar. Em 2017, foram adicionados 52,57 gigawatts (GW) de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada. Desse total, 12,76 GW estão instalados no Brasil, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

“O Brasil vem galgando posições no Ranking Mundial de Capacidade Instalada Total de Energia Eólica de forma consistente. Em 2015, nós entramos no Ranking em 10º lugar e, desde então, subimos uma posição por ano”, explica Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica.

Já no ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em sexto lugar, informa a Abeeólica, tendo instalado 2,02 GW de nova capacidade em 2016. Nesta categoria, o Brasil caiu uma posição, já que o Reino Unido subiu do nono para o quarto lugar, instalando 4,27 GW de capacidade de energia eólica em 2017.

O Brasil tem mais de 500 parques eólicos e abastece cerca de 10% de toda a energia consumida no País. Considerados todos os leilões realizados, até 2020 o Brasil terá 18,63 GW instalados.

“Nos últimos anos, e especialmente no ano passado, as eólicas salvaram o Nordeste de um racionamento em tempos de reservatórios baixos e com bandeira vermelha. O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo para produção de energia eólica e nosso fator de capacidade, que é a medida de produtividade do setor, passa do dobro da média mundial”, disse Elbia.

Na mensagem divulgada pelo GWEC junto com o relatório, a organização avalia como tem se dado o crescimento da energia eólica no mundo. “A energia eólica é a tecnologia com preços mais competitivos em muitos mercados pelo mundo, se não for na maioria deles, e o surgimento dos parques híbridos com energia eólica e solar, um gerenciamento de grid mais eficiente e tecnologias de armazenamento cada vez mais acessíveis começam a pintar uma imagem do que será um setor de energia completamente livre de fósseis”, avalia Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC.

Fonte: Denise Luna, O Estado de S.Paulo, 15 Fevereiro 2018 | 17h34

Inteligência Competitiva Empresas: Suzano e Fibria voltam a discutir possível fusão

Papel e celulose

Eventual negócio com a Fibria teria de passar pelo crivo de acionistas Foto: Tasso Marcelo/Estadão

As duas maiores produtoras de celulose do País voltaram a conversar sobre uma possível fusão para criar uma gigante mundial do setor. A Suzano Papel e Celulose, segunda no ranking, procurou a líder Fibria para discutir a possibilidade de combinar ativos ou até mesmo propor uma aquisição, apurou o Estado com três pessoas a par do assunto. As conversas, que põem frente a frente duas das mais tradicionais famílias industriais do País – Feffer, dona da Suzano, e Votorantim, acionista da Fibria – estão em andamento, mas não há ainda uma proposta oficial na mesa.

Segundo uma pessoa ligada à Suzano, que preferiu não se identificar, as conversas tiveram início há cerca de três meses. Embora ainda não haja uma negociação oficial, representantes dos controladores das duas companhias se encontraram e se propuseram a discutir qual seria o melhor modelo de associação entre as duas empresas. Não há, contudo, um formato fechado sobre o possível negócio.

Maior empresa de celulose de eucalipto do mundo, a Fibria tem entre seus acionistas o grupo Votorantim e o braço de participação do BNDES, o BNDESPar. As negociações teriam de ser submetidas a esses acionistas, que fazem parte do bloco de controle do grupo. A companhia, com faturamento de R$ 11,7 bilhões em 2017, é avaliada em R$ 29,7 bilhões no mercado.

Já a Suzano, que tem o BNDESPar como acionista minoritário, teve receita líquida de R$ 10,5 bilhões em 2017 e seu valor de mercado é de R$ 22,15 bilhões, segundo Economática.

Segundo fontes ligadas ao banco de fomento, as duas empresas consultaram separadamente o BNDES sobre a parceria entre elas e não encontraram objeção. As empresas já teriam entrado em contato com bancos para assessorá-los em uma possível condução do negócio, afirma uma fonte do mercado financeiro.

Procurada, Fibria e seus acionistas informaram que “não estão cientes de qualquer negociação envolvendo a companhia. Não existe, no momento, nada em andamento”. Já a Suzano não quis comentar o assunto. O BNDES não retornou os pedidos de entrevista.

Consolidação. A aquisição do grupo Eldorado, de Três Lagoas, pela PE, por R$ 15 bilhões, voltou a movimentar o mercado de papel e celulose no Brasil. Quando a família Batista decidiu colocar sua companhia à venda, vários grupos nacionais e estrangeiros fizeram propostas para levar o negócio.

A empresa dos irmãos Batista chegou a assinar um memorando de entendimentos com a chilena Arauco, mas as negociações não foram para frente. Fibria e Suzano também tinham interesse pela Eldorado, mas a Paper Excellence fez a melhor proposta aos controladores, que venderam diversos ativos no ano passado, após se tornarem delatores.

Fontes de mercado afirmaram que a PE teria interesse em expandir ainda mais seus negócios no Brasil por novas aquisições. Procurada, a PE, por meio de sua assessoria, informou que o grupo está focado em concluir a aquisição da Eldorado.

Um dos maiores consumidores globais de celulose, grupos asiáticos estão olhando ativos no Brasil e América Latina como forma de garantir oferta de matéria-prima.

Fonte: Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo, 16 Fevereiro 2018 | 05h00

Entrevista com Delfim Netto sobre a Reforma da Previdência

Reforma da Previdência

Aprovar idade mínima já seria importante na reforma da Previdência, diz Delfim Netto Foto: Werther Santana/Estadão

reforma da Previdência deveria ser aprovada agora, mesmo que de forma desidratada, avalia o economista Antônio Delfim Netto. Uma eventual aprovação, mesmo que apenas da idade mínima para a aposentadoria, seria uma “batalha a menos” para o novo governante do País e reforçaria o poder do atual governo para fazer outras reformas, como a tributária. Porém, o ex-ministro admite que está mais difícil ver a reforma passar no Congresso em 2018, uma vez que os parlamentares já extraíram todos os benefícios que podiam do atual presidente. Para ele, não há plano B e, sem reforma, a conta já não fecha no próximo governo. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Na sua avaliação, a reforma da Previdência será aprovada?

Está mais difícil de passar. Os (parlamentares) já extraíram do governo os benefícios que podiam e sabem que o próximo presidente não terá maioria e portanto poderão extrair mais vantagens. Se passar, vai ser um negócio tão leve que não vai resolver e quando chegar em 2020 o País terá problema. Porém, seria melhor se passasse agora, pois reforçaria o poder do governo para fazer outras reformas. Mas se for muito leve, o próximo presidente terá de fazer outra.