Casos de Centrais de Negócios em livro

Belo Horizonte – O Sebrae em Minas Gerais lança na tarde desta terça-feira (29), em Belo Horizonte, o livro ‘Centrais de Negócios’, que reúne histórias de sucesso e exemplos de bons resultados obtidos por meio de parcerias em diversos setores apoiados pela Instituição.

São casos de empresários que conseguiram reduzir custos e aumentar as vendas trabalhando em conjunto. A publicação será lançada durante o 2º Encontro Mineiro de Centrais de Negócios.

O livro é composto por 11 casos de Centrais de norte a sul do Estado de Minas nos segmentos de farmácia, fruticultura, mineração, café, material de construção, moda íntima, supermercados e indústria têxtil. Elas estão entre os 26 grupos apoiados pelo Sebrae/MG, que recebem capacitação em gestão, finanças e vendas.

Apesar de ser nova no Brasil, a iniciativa vem ganhando adeptos em tempos de concorrência acirrada. Em 2005 eram 257 Centrais no País, hoje já existem 841 grupos. Desses, 88 grupos são Centrais mineiras, tornando Minas o terceiro maior estado em número de Centrais do Brasil, perdendo somente para o Rio Grande do Sul e São Paulo.

Entre as vantagens do trabalho em conjunto está a ampliação de mercados e o aumento da competitividade das micro e pequenas empresas. Os empresários podem fazer compras coletivas, vender, criar planos de marketing, treinar equipes, desenvolver marcas ou projetos de design, construir depósitos de distribuição e barganhar nas negociações.

O resultado é a redução nos custos de compras de matéria-prima, maior prazo de pagamento, descontos, embalagens melhores, fretes, ampliação de mercado e oportunidade de competir com as grandes empresas.

Serviço:
2ª Encontro Mineiro de Central de Negócios e
Lançamento do livro Central de Negócios
Dia 29 de setembro, a partir das 13h
Hotel Ouro Minas ( Avenida Cristiano Machado, 4001)
Belo Horizonte/MG
Sebrae/MG – (31) 3371-9060

Fonte: Simone Guedes, Agência Sebrae de Notícias. Foto: João dos Reis Gonçalves.
Na foto;
Rosana Marques participa da Central de Negócios de Moda Íntima de Juruaia.

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Os pequenos negócios respondem por um quarto do PIB

Antes da crise, a expectativa era que a economia movimentada por pequenas empresas cresceria 7% em 2009, segundo o Sebrae-RJ.

A previsão foi revista, e agora se espera expansão de 3%. A taxa é o triplo do que o governo estima para o PIB.

Os pequenos negócios respondem por um quarto do PIB.

Um fator que pode contribuir é a entrada em vigor, neste mês, da lei do microempreemprendedor individual.

Pelas novas regras, autônomos como costureiras e encanadores, que faturem até R$ 36 mil por ano, podem sair da informalidade, pagando até R$ 57,15 ao mês de tributação total, o que os habilita aos benefícios da Previdência.

O governo estima que tirará 1,1 milhão de pessoas da informalidade em um ano.Pesquisa do Sebrae-RJ com a FGV mostra que 46% das micro e pequenas empresas do Rio avaliam o cenário como bom para os próximos meses.

As que veem o futuro como razoável são 41%.Há cinco anos, metade dos novos negócios fechava antes de três anos. Em 2008, eram 20%.

O Sebrae acredita que esse percentual pouco mudará. “O perfil do empreendedor vem mudando.

Ele tem escolaridade e mais acesso à informação e, por isso, é mais preparado”, afirma Sérgio Malta, superintendente do Sebrae-RJ.

Velhas dificuldades persistem.

Dos quatro empresários ouvidos, todos expandiram os negócios com recursos próprios e nem pensaram em financiamento. “O juro ainda é muito alto”, diz o microempresário Zeca Bastos.

Pequeno empresário se mantém firme na crise e investe

Micro e pequenas empresas criaram 450 mil empregos no 1º semestre, enquanto as médias e grandes eliminaram 150 mil.

Voltados para o mercado interno e com estrutura mais enxuta, empreendimentos de menor porte sentem menos os efeitos da crise econômica.

Selma Frazão, 49, e Ilana Moniz, 47, estão investindo R$ 150 mil em uma escola de idiomas.

Paulo Henrique Magalhães, 32, prevê expansão de 35% neste ano em sua empresa de tecnologia.

Zeca Bastos, 43, acabou de abrir uma loja de depilação e criou oito empregos.Os relatos mostram que o vigor do pequeno empreendedor resistiu ao pior da crise.

As estatísticas refletem: micro e pequenas empresas criaram 450 mil empregos no ano, enquanto médias e grandes eliminaram 150 mil, segundo dados do Ministério do Trabalho.

O saldo de vagas nas empresas menores em 2009 equivale assim a uma vez e meia o saldo total de postos formais no país no primeiro semestre (300 mil).

No Brasil, há 4,6 milhões de empresas, das quais 98% são micro e pequenas. Tradicionalmente, elas empregam 60% da mão de obra formal do país.

Ao BNDES as micro e pequenas pediram R$ 4,3 bilhões neste ano -22% mais do que no primeiro semestre de 2008.Empresários e especialistas concordam que pequenas empresas não estão imunes à crise, mas sentiram menos os efeitos do que as de maior porte.

Micro e pequenas empresas têm até 49 funcionários, de acordo com o Sebrae, e receita até R$ 10,5 milhões, segundo o BNDES.

“É um fenômeno curioso da crise, e seus efeitos não podem ser ignorados”, diz o diretor do BNDES João Ferraz.As explicações são muitas.

“São empresas mais voltadas para o consumidor do mercado interno, que sustentou a economia no primeiro semestre”, diz Sérgio Malta, diretor do Sebrae-RJ.

“Elas atendem um mercado que ainda sente os efeitos positivos do crescimento dos salários no passado recente”, diz Ferraz.

Malta lembra que a crise foi mais forte entre as exportadoras e, entre as micro e pequenas, poucas vendem para o mercado externo.

A estrutura geralmente enxuta também ajuda. “As grandes sempre têm onde cortar. As pequenas têm estrutura mínima porque não suportam custos altos”, diz Marcelo Salim, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Ibmec-RJ.

Alguns dos empresários ouvidos chegaram a temer a crise, mas não viram motivos suficientes para não ir em frente.Dono de lojas de acessórios e de uma temakeria, Bastos resolveu testar o setor de serviços porque estava cansado de “prender dinheiro em estoque“.

Com a mulher, Lúcia, criou a Deleve, de serviços de depilação, onde funcionava uma de suas lojas, no Shopping da Gávea, na zona sul do Rio.Agora, o casal emprega oito pessoas, três a mais do que antes. “Sei que é uma boa oportunidade. As cariocas não vão deixar de se depilar.”

A empresa Fidelize, de Magalhães e mais três sócios, fornece tecnologia para empresas de alimentos e farmácias.

Quando a crise veio, tinha dez empregados. Os negócios travaram.

Depois de fevereiro, conta Magalhães, a empresa retomou o ritmo.

Criamos produtos ligados à redução de custo para os clientes.” O faturamento cresceu 7% ante o primeiro semestre de 2008.

Quatro pessoas foram contratadas.A retração também empurra o empreendedorismo…leia mais ao clicar aqui.

Fonte: Samantha Lima/Folha de S.Paulo.

Twitter e as pequenas empresas

Microblog vira meio para companhias de menor porte conquistar clientes, divulgando serviços e até promoções.

Twitter desenvolve recursos para serem vendidos a empresas que permitem às companhias analisarem o tráfego em seus perfis

“Eu adoraria dizer que tive uma excelente ideia e estratégia, mas na verdade o Twitter foi essencial para o sucesso do meu negócio”

CURTIS KIMBALL, dono de carrinho de sobremesas em San Francisco

“O Twitter vem sendo uma ferramenta realmente valiosa porque permite que tenhamos alcance nacional, em vez de sermos apenas uma lojinha em uma cidadezinha”

CYNTHIA SUTTON-STOLLE, co-proprietária de antiquário em pequena cidade no Texas

Fonte: Pequenas empresas usam o Twitter para se comunicar, New York Times, Folha de S.Paulo.

Pequenas e Médias Empresas: Crise alimenta interesse por franquias

Crise leva ao desemprego e desemprego leva muita gente a investir o dinheiro da rescisão e o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na abertura de um negócio próprio. Entre a decisão de montar uma empresa do zero ou investir em uma marca já conhecida no mercado, muitos ex-funcionários apostam na segunda alternativa.

O grupo que adere às chamadas franquias ajudou o setor a faturar R$ 55 bilhões no ano passado, valor 19,5% superior ao de 2007, segundo levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O crescimento percentual registrado foi 2,5% superior ao esperado pela associação.

De dezembro para cá, as redes associadas à ABF registraram um aumento de 25% no número geral de interessados em adquirir uma franquia. Essa porcentagem demonstra que esse modelo de operação vem sendo visto como uma séria alternativa de negócios ao momento de crise financeira global. A expectativa da associação é que o setor cresça 13% em vendas em 2009, uma vez que as redes estariam mantendo seus planos de investimento inalterados para o ano. Em ponto de vendas, o crescimento deverá ficar em torno de 5.5%.

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Fonte: Françoise Terzian, para o Valor, de São Paulo.

Pequenas e Médias Empresas: Gestão de resultados

A KL do Brasil, fabricante das resistências elétricas Reymann, registra crescimento de 26% ao ano desde 2002. No período, a margem de lucro da empresa passou de 5% para 15%. Maria José do Nascimento relata que, em 2002, o processo produtivo da empresa gerou perdas que permitiriam a aquisição de três carros populares novos. Em 2008, as perdas foram reduzidas para aproximadamente R$ 20 mil. “Ainda é um número alto, mas estamos evoluindo”, diz a empreendedora. A história da KL, empresa com 80 funcionários fundada em 1995 em Peabiru, no Paraná, mudou após Nascimento, que é formada em Letras, buscar cursos de extensão universitária voltados para gestão empresarial e realizar o Empretec, curso de desenvolvimento do comportamento empreendedor ministrado pelo Sebrae. “Esses cursos me levaram ao sistema ISO 9001, que me ajudou a organizar a casa”, diz Nascimento.

Rodrigo Miranda fundou em 2002 a rede de fast food Vininha, especializada em minilanches, com o objetivo de ser uma operação 100% delivery e atender a cidade de Curitiba. Mas, em 2006, Miranda mudou a estratégia e optou por abrir lojas em pontos estratégicos da capital. Já são duas em funcionamento. O empresário pretende inaugurar outras duas ainda em 2009 e chegar a 10 até o final do próximo ano.

Para executar essa expansão, Miranda passou os últimos dois anos aprimorando a gestão de seu negócio. Criou indicadores com os quais acompanha desde o desempenho de seus fornecedores e de seus 35 funcionários, assim como a satisfação deles no emprego. E também mede o comportamento e a satisfação de seus clientes. Os indicadores são as referências para detectar problemas e implementar melhorias. “Só é possível gerenciar aquilo que se conhece”, afirma o empresário.

Miranda, que é formado em administração, passou a aprimorar seus controles após aderir ao Modelo de Excelência da Gestão (MEG), proposto pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). “Os controles me dão segurança para planejar a expansão da rede”, diz o empreendedor.

O MEG e o Empretec também auxiliaram a pedagoga Solange Nunes de Sousa e Oliveira a aprimorar a administração da Escola Professor Paulo Freire, em Salgueiro, no sertão pernambucano. Como diz a educadora, “professor faz coisa sem planejar, se joga de corpo e alma em sonhos, sem clareza de como fazer para alcançar seus objetivos”. Ela relata que o contato com técnicas de gerenciamento lhe permitiu ter uma visão mais abrangente de seu negócio, que vai do ensino fundamental à faculdade, e assim detectar falhas e oportunidades. “Antes, eu analisava a viabilidade da criação de um curso apenas vendo a demanda de Salgueiro. Agora, analiso a região e vou buscar parcerias com as prefeituras de cidades vizinhas e outras escolas para viabilizar a meta”, diz.

Solange Oliveira relata que também passou a padronizar procedimentos de professores e a criar atividades, como a Semana do Saber, que envolve alunos do ensino fundamental ao superior. Com isso, aumentou o índice de alunos da escola que se matriculam na faculdade, reduziu evasão e vem ganhando novos alunos.

O diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, avalia que está havendo uma mudança de comportamento entre os pequenos empresários. “Eles estão mais preparados, buscam informação mercadológica e capacitação gerencial, o que resulta em ganho de competitividade e redução nos índices de mortalidade de empresas”, diz o executivo.

Barboza relata que essa mudança de comportamento já foi detectada por pesquisas realizadas pelo Sebrae, que apontam evolução em vários indicadores de eficiência empresarial. Por exemplo, no início da década, o planejamento era uma preocupação central para apenas 24% das pequenas empresas, agora já chega a 71%. O controle financeiro era exercido por 7% e passou a ser praticado por 36%. Iniciativas regulares de marketing serviam a 7% dos pequenos empresários, e agora são feitas por 47%; e o gerenciamento de RH, exercido por 3% dos pequenos no início da década, passou a ser adotado por 38%.

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Fonte: Por Domingos Zaparoli, para o Valor, de São Paulo.

Pequena e Média Empresa: Mortalidade dos negócios diminui com capacitação

O diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, avalia que a gestão das pequenas empresas tem melhorado no Brasil e isso tem impacto positivo nos índices de mortalidade dessas empresas. Para ele, um dos grandes desafios do empreendedor é construir um ambiente interno colaborativo, que estimule os funcionários a participar na busca de melhorias. Para Barboza, que é membro do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), uma gestão eficiente representa ganho de competitividade e maior retorno do investimento.

Valor: Um estudo do Sebrae SP informa que a falta de planejamento e a baixa qualidade da gestão estão entre as principais causas geradoras de mortalidade de pequenas empresas. Quais são as principais dificuldades que o empreendedor enfrenta para gerir adequadamente seus negócios?

Luiz Carlos Barboza: As principais dificuldades dividem-se em duas categorias: Aquelas relacionadas ao ambiente externo à empresa: burocracia, excessos de regulamentação, dificuldade de acesso ao crédito. E as do ambiente interno, como gestão deficiente, capacitação insuficiente dos trabalhadores e o baixo nível de inovação. Mas, felizmente, os dados da sobrevivência de empresas têm melhorado significativamente desde o início da década. Pesquisa do Sebrae realizada em todo o Brasil mostra que 78% delas sobrevivem nos dois primeiros anos de vida. Em 2002, eram apenas 50% . Essa melhora deve-se a três fatores combinados: melhora da economia no período; melhora do nível educacional dos novos empreendedores; e elevação da qualidade da gestão nessas novas empresas. Nossas pesquisas apontam que, no início da década, eram minoritários os pequenos empresários que praticavam ações como planejamento, marketing, controle financeiro e gestão de recursos humanos. Hoje esses conceitos estão mais difundidos.

Valor: Quais são os principais benefícios que um pequeno empresário pode esperar como resultado de um bom gerenciamento?

Barboza: Gerir bem uma empresa compreende planejar, executar, acompanhar e avaliar. Inclui ter uma boa leitura do ambiente em que opera, estar atento às mudanças, orientar-se para o mercado com um bom atendimento aos clientes, montar uma equipe de pessoas comprometidas e capacitadas, zelar pelos custos e finanças.

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Fonte: Domingos Zaparolli, para o Valor, de São Paulo.