Inteligência Competitiva: Informações Mercadológicas 1

Fatores como a velocidade dos processos de negócios, a sobrecarga de informações, o crescimento global do processo competitivo com o surgimento de novos participantes, a concorrência cada vez mais agressiva, as rápidas mudanças tecnológicas e as transformações acarretadas pela entrada em cena global de entidades como a União Européia (UE) e o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Em Marketing; Kerin, Hartley, Berkowitz e Rudelius afirmam que coletar informação relevante suficiente para tomar uma decisão de marketing informada e racional às vezes significa simplesmente usar o seu conhecimento para decidir imediatamente. Outras vezes, envolve a coleta de enormes quantidades de informação.

Assim, Dados, os fatos e números pertinentes ao problema, são divididos em duas partes principais: dados secundários e dados primários.

Dados secundários são fatos e números que foram registrados anteriormente ao projeto que está sendo realizado, enquanto dados primários, são fatos e números recentemente coletados para o projeto.

Dados Secundários

São divididos em duas partes: dados secundários internos e dados secundários externos – dependendo se os dados vêm de dentro ou de fora da organização.

Dados Secundários Internos

Dados que já foram coletados e estão disponíveis na empresa ou em outra organização são dados secundários internos. Incluem dados de vendas de produtos e relatórios de vendas em visitas a clientes.

Dados Secundários Externos

Dados publicados por outra empresa compõem os dados secundários externos. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica uma variedade de relatórios uteis.

O mais conhecido é o censo, a contagem da população brasileira contendo informações detalhadas sobre os domicílios, idade, sexo, raça/etnia, renda, ocupação e nível educacional da população.

O que fazer com estes dados?

Profissionais de marketing, usam esses dados para identificar características e tendências dos consumidores finais.

Universia-Knowledge@Wharton traz uma seleção com os artigos de maior repercussão em 2010

Aviso aos Leitores 
Universia-Knowledge@Wharton traz uma seleção com os artigos de maior repercussão em 2010 entre os leitores.

Finanças e Investimento: Espanha 2010: o desemprego impedirá que o país saia da crise?
O acaso quis que coubesse à Espanha, à frente da presidência da União Europeia (UE) no primeiro semestre deste ano, a tarefa de tirar o bloco comercial europeu da crise. Contudo, o cenário para 2010 é sombrio: o país se converteu “no doente da Europa” depois de seis ou sete trimestres consecutivos de crescimento negativo e de um desemprego galopante que é praticamente o dobro da média dos países da Europa. Isto, e mais o elevado déficit público e o crescimento negativo do PIB, serão os três grandes desafios do novo ano, mas não serão os únicos. As únicas notícias boas vêm de fora: os países vizinhos, já em processo de recuperação, poderão arrancar a Espanha das trevas. Clique aqui.

Política e Governo: O impacto social, político e econômico do terremoto no Chile
O recente terremoto e posterior tsunami no Chile puseram à prova a capacidade de resposta do governo da presidente Michelle Bachelet a poucas horas de passar o governo ao presidente eleito, Sebastián Piñera. Este, por sua vez, se viu compelido a mudar seu programa de governo para atender às prioridades que o novo cenário de crise impôs ao país. O abalo deixou centenas de vítimas, afetou também a infraestrutura do país e a qualidade de vida dos chilenos, que perderam casas, bens materiais e trabalho. Que conseqüências terá tudo isso para a economia do país este ano? Trata-se de uma pergunta que alguns especialistas respondem com preocupação, enquanto outros a respondem com otimismo. Clique aqui.

Recursos Humanos: A arte de motivar os empregados
Será que uma simples interação de cinco minutos com outra pessoa pode aumentar de forma espetacular a produtividade semanal de alguém? Isso é possível em alguns locais de trabalho, explica Adam Grant, professor de administração da Wharton. Grant dedicou períodos significativos de sua carreira à análise do que motiva o trabalhador em ambientes como call centers, farmácias que aviam receitas pelo correio, equipes de salva-vidas de piscina, entre outros. Em todas essas situações, diz ele, o empregado ciente de que seu trabalho tem um impacto significativo e positivo sobre os demais não se sente apenas mais feliz do que os outros, ele é também muito mais produtivo. Clique aqui.

Finanças e Investimento: Crise na UE: o futuro do euro está em risco?
Os recentes problemas da Grécia e a incerteza quanto à possibilidade de que esses mesmos problemas se repitam em países de maior peso como a Espanha e a Itália chamaram a atenção para a necessidade de um novo modelo de supervisão e de medidas mais contundentes na União Europeia. Nesse ínterim, o euro perdeu força diante do dólar, os diferenciais da dívida do velho continente dispararam e é cada vez maior o número de especialistas que preveem o advento de dificuldades ainda maiores. Clique aqui.

Marketing: Por que, e de que forma, as grifes esportivas esperam lucrar com a Copa do Mundo
No próximo dia 11 de junho ocorre um dos eventos de maior repercussão planetária: a Copa do Mundo organizada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol) na África do Sul. Ao longo de um mês, 32 seleções de futebol representando seus respectivos países disputarão o título de melhor equipe do mundo. Contudo, as conotações desse evento vão além das glórias esportivas. O interesse mundial pelo acontecimento transformou o mundial de futebol em uma prova de fogo para as empresas patrocinadoras, principalmente as marcas esportivas, que investem pesadamente no evento e em seus participantes. Os princípios estratégicos e as apostas feitas pelas empresas dirão se elas foram bem-sucedidas comercialmente nessa Copa. Clique aqui.

Liderança e Mudança: Lições de liderança e de trabalho em equipe
“Estamos vivos, todos os 33, no abrigo.” Essas palavras, escritas em um pequeno pedaço de papel, provocaram euforia no Chile e devolveram a esperança aos familiares dos 33 mineiros soterrados há 17 dias na mina de cobre San José no coração do deserto do Atacama. Através das imagens enviadas à equipe de resgate no exterior, os mineiros, soterrados a 700 metros de profundidade em um pequeno abrigo de emergência, mostraram ter habilidades de organização e de liderança excepcionais que lhes tem assegurado a sobrevivência e que serão cruciais para a coordenação do seu resgate. Francisco Javier Garrido, professor chileno especializado em estratégia e liderança, analisa para o Universia Knowledge@Wharton a experiência dos 33 mineiros chilenos. Clique aqui.

Marketing: Lição de geografia: por que os varejistas de Internet devem estar atentos ao local onde vive sua clientela em potencial
Embora a Internet traga em seu bojo uma promessa fantástica para o varejo — a de atingir clientes que se acham distantes das áreas tradicionais de comércio —, uma nova pesquisa da Wharton mostra que dinâmicas próprias da velha economia, como a recomendação boca-a-boca de um vizinho para o outro, continuam a ter efeitos muito fortes sobre as vendas de Internet. Clique aqui.

Marketing: Las marcas globales se adaptan para conquistar China e India
No próximo dia 11 de junho ocorre um dos eventos de maior repercussão planetária: a Copa do Mundo organizada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol) na África do Sul. Ao longo de um mês, 32 seleções de futebol representando seus respectivos países disputarão o título de melhor equipe do mundo. Contudo, as conotações desse evento vão além das glórias esportivas. O interesse mundial pelo acontecimento transformou o mundial de futebol em uma prova de fogo para as empresas patrocinadoras, principalmente as marcas esportivas, que investem pesadamente no evento e em seus participantes. Os princípios estratégicos e as apostas feitas pelas empresas dirão se elas foram bem-sucedidas comercialmente nessa Copa. Clique aqui.

Tecnologia
Libros didácticos electrónicos: ¿Los nuevos best-sellers?
Embora haja atualmente estudantes que usem notebooks ou netbooks para ler livros didáticos, alguns especialistas preveem que dentro de dez anos a maior parte dos estudantes americanos do ensino superior ? e muitos alunos do ensino fundamental e médio ? provavelmente recorrerão a um aparelho eletrônico, em vez de livros de papel, quando tiverem de ler algum material de estudo. Isso terá um grande impacto sobre alunos e professores, para não falar do negócio de livros didáticos, que hoje movimenta US$ 9,9 bilhões. 

Clique aqui.

Inovação e Empresa: Atreverse a cambiar: Cómo despertar al emprendedor que llevamos dentro
Em meio a um horizonte sombrio no que diz respeito ao emprego e à situação econômica de muitos países, a ideia de podermos mandar no nosso destino é muito tentadora. Mas como fazê-lo? Nem todos trazemos dentro de nós um empreendedor que nos impulsione a pôr em prática o negócio com que sempre sonhamos. De acordo com Pino Bethencourt, professora da Escola de Negócios IE e assessora de vários diretores, isso não deveria ser problema. Tudo é questão de treinamento. Em seu livro ?Tome as rédeas: você tem coragem de mudar??, Bethencourt ensina, respaldada em exercícios práticos e no testemunho de empreendedores consagrados, como enfrentar novos desafios e se reinventar apesar dos problemas da vida. Clique aqui.

Fonte: Newsletter de Universia-Knowledge@Wharton, 29 dezembro, 2010 – 11 janeiro, 2011.

Fundamentos de Marketing Para Quem Não é do Marketing – ESPM 2011

Aulas expositivas e exercícios feitos individualmente e em grupo são os componentes metodológicos do curso, que tem por objetivo proporcionar um instrumental para que o participante azeite a sua relação com o cliente, percebendo como são vistos os produtos e serviços que vende e gerando ao comprador um valor superior.

As aulas abordam, no fundo, os princípios de marketing e os modos de aplicá-los, para que profissionais de qualquer área entendam como funciona o marketing. No programa, temas como “Marketing como Gestão Estratégica”.

O professor-responsável é Alfredo Passos, o primeiro profissional da América Latina destacado pela Society of Competitive Intelligence Professionals, dos Estados Unidos, com o prêmio Scip Catalyst Award pela contribuição à área de Inteligência Competitiva no Brasil. Passos é autor do livro “E a Concorrência… não levou! – Inteligência Competitiva para gerar novos negócios empresariais”.

Ao final do curso, a ESPM concede certificado a quem tiver 75% de presença. Mais informações pelo telefone (0/xx/11) 5085-4600 ou pelo e-mail centralinfo@espm.br
Clique aqui, para ler o programa completo deste Curso de Férias ESPM.

ExpoManagement 2010: Use o Marketing 3.0 de Kotler e crie valores autênticos

Durante a ExpoManagement 2010, o guru do marketing falará como criar valores autênticos de responsabilidade social nas empresas, cultivando-os de dentro para fora. Confira!

A nova obra de Philip Kotler (Marketing 3.0 – Editora Campus-Elsevier) servirá como base para uma discussão sobre o perfil do novo marketing das organizações, que deve migrar da razão à emoção durante a Expomanagement 2010, que acontece em 8, 9 e 10 de novembro.

Reconhecido mundialmente por ser autor da bíblia do Marketing, com mais 44 livros publicados, Kotler acredita que há uma tendência de mercado favorecendo as companhias socialmente responsáveis.
Exemplo disso, citado no livro, é a Unilever, que vendeu no mercado africano sachês de sal iodado, que melhoraram a saúde infantil a um preço mais acessível. Diante de um contingente de 800 mil pessoas que ainda vivem na miséria, esta atuação alia oportunidade de negócio com benefício para a sociedade.

Mas o executivo já antecipa em entrevista à Revista Exame que as empresas que se fixam em lucrar no curto prazo, com medidas de redução de custos, não irão enxergar oportunidade no Marketing 3.0 e também não terão um ciclo de vida perene.
“Você pode tentar ganhar dinheiro pagando o menor salário que puder, escolhendo fornecedores baratos e espremendo todos os demais custos. Mas essa estratégia não vai durar muito, pois acaba gerando uma força de trabalho, fornecedores e produtos de baixa qualidade”, diz Kotler.

Para o estudioso, as empresas vencedoras têm a visão de longo prazo e usam o Marketing 3.0 para fazer com que suas marcas sejam mais valiosas e adquirir consumidores mais fiéis. “Evidências mostram que o valor das ações de negócios 3.0 cresceu 45%, ante 12% dos outros”, conta Kotler em entrevista para a revista.

Muitos executivos defendem que esta visão socioambiental ainda não foi incorporada pelo mercado brasileiro, reforçando a grande sensibilidade ao preço do consumidor nacional. Contudo, mais do que o número absoluto, existem outros dados que devem ser levados em consideração. A chamada “sensibilidade ao preço” não é apenas o menor valor. É a relação entre as expectativas do consumidor em relação aos atributos de um produto ou serviço e o preço.

O executivo George E. Cressman Jr., membro do Strategic Pricing Group, sediado em Waltham, Massachusetts, EUA, defende no artigo “A definição de preço na prática” que as expectativas do consumidor giram sobre um ponto ideal.
“Há muitas vezes um ‘piso’ representando o mínimo nível aceitável. Abaixo desse patamar, os níveis de atributos são tão baixos que os consumidores encaram os produtos ou serviços como sendo de baixa qualidade. Há também um ‘teto’, ou nível mais alto esperado. Os atributos que chegam a níveis acima desse teto podem ser vistos como embutindo valor demasiado e sendo, portanto, caros demais”, diz.

A proposta de Kotler é interferir nesta matriz de preço, inserindo a responsabilidade social como um valor para o consumidor. Mas para isso, não basta mascarar o verdadeiro DNA da empresa. O Marketing 3.0 precisa estar atrelado às preocupações sociais dos consumidores, mas de forma real e não apenas no papel.

Leia o final deste artigo bem como outros, ao clicar no link abaixo da HSM.
Fonte: HSM Online, 22/10/2010, leia mais ao clicar aqui.

Marketing 3.0: as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano

Philip Kotler, a maior autoridade mundial em Marketing, acredita que, nos últimos 60 anos, o Marketing evoluiu de sua versão 1.0 (centrada no produto) para a versão 2.0 (centrada no cliente), e agora chega à sua versão 3.0 (centrada no ser humano).

Por isso escreveu Marketing 3.0 em conjunto com outros especialistas, um deles, Hermawan Kartajaya, presidente da Associação Mundial de Marketing. Esta obra traz a vanguarda do pensamento estratégico.

Resumo

O novo modelo de marketing – Marketing 3.0 – trata os clientes não como meros clientes, mas como os seres complexos e multifacetados.

Estes, por sua vez, estão escolhendo produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades de participação, criatividade, comunidade e idealismo.

Neste livro, Philip Kotler, o mais influente pensador da área de marketing de todos os tempos, mostra porque o futuro do marketing está em criar produtos, serviços e empresas que inspirem, incluam e reflitam os valores de seus consumidores-alvo.

Ele também explica o futuro do marketing e porque a maioria de seus profissionais está presa ao passado.
Veja a matéria da Revista Exame: A nova onda do guru
[Revista Exame – 5/5/2010 pg: 04, 144 a 146 ]

Aos profissionais de Inteligência Competitiva também cabe analisar o impacto das marcas em questões como pobreza, mudança sociocultural e sustentabilidade ambiental, sem esquecer como o marketing baseado em valores afeta funcionários, parceiros de canal e acionistas, além de outros stakeholders.
Fonte: Elsevier

Sobre Kotler
Philip Kotler nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em maio de 1931. Fez o ensino primário e médio em escolas públicas sem grandes distinções, cursou o mestrado em Economia na Universidade de Chicago e obteve seu doutorado no Instituto Tecnológico de Massachusetts, o consagrado MIT, também em Economia. Em seguida, fez dois cursos de pós-doutorado, o primeiro na Universidade de Harvard, em Matemática, e o outro na Faculdade de Chicago, em Ciências Comportamentais.

Sempre concentrando sua atuação no Marketing, Philip Kotler tornou-se uma importante autoridade no assunto, por defender uma visão muito bem direcionada para o mercado e a cultura industrial moderna. Kotler atua hoje como professor titular de Marketing Internacional na Kellog School of Management, da Universidade Northwestern. Todos os trabalhos produzidos por Kotler trazem orientações importantes para os empresários de qualquer setor da Economia, ajudando-os a fazer a diferença para as empresas em que atuam.

Grande parte de suas teorias foi criada em conjunto com outros renomados especialistas em Marketing, orientando e buscando estratégias para as empresas. Além disso, construiu modelos do funcionamento do Marketing, desenvolveu conceitos teóricos e práticos, como o Marketing Geográfico, Megamarketing, Marketing Pessoal, Marketing Social, Marketing Lateral Synchromarketing etc.

Em seu currículo, Kotler coleciona alguns beneméritos alcançados por pouquíssimos profissionais e docentes do mundo, como a indicação pelo periódico britânico Financial Times de 4° mais importante guru de negócios dos Estados Unidos, além de ter sido escolhido como o maior especialista em Marketing pelo Management Centre Europe, duas instituições respeitadas nos EUA. Em 2008, Kotler compôs a lista das pessoas mais influentes no mundo de negócios americanos, ocupando o 6° lugar, o que lhe garante uma notoriedade ímpar e o definitivo reconhecimento profissional.

Adobe e Apple

O editor de programas Adobe, recentemente chamado de “obsoleto” pelo líder da Apple, Steve Jobs, respondeu à acusação com avisos publicitários no New York Times, no Wall Street Journal e em sites especializados em tecnologia.
“Amamos a Aplle”, afirma Adobe, ilustrando sua declaração com um grande coração.
“O que não amamos é que privem (os utilizadores do programa) da liberdade de escolher o que vocês podem criar, como criar e o que consultam na web”.
Nos sites Techrunch e Endadget, o anúncio contém um link para uma carta aberta dos fundadores da Adobe, Chuck Geschke e John Warnock, onde defendem o programa Flash, utilizado por grande parte dos criadores de jogos e vídeos.
“Pensamos que os consumidores devem poder ter acesso aos seus programas e suas aplicações preferidas, seja qual for seu computador e seu navegador favorito”, afirmam Chuck Geschke e John Warnock.
Esta ofensiva publicitária ocorre duas semanas após uma longa explicação de Steve Jobs sobre sua hostilidade contra o Adobe em geral e contra o Flash em particular, enquanto favorece a nova norma HTML5, desenvolvida por várias empresas como Apple e Google.

Marketing estratégico existe?

Uma procura com as palavras “estratégia” ou “estratégico” em títulos de livros retorna quase 700 resultados na maior livraria virtual brasileira. Sinal de que essas palavras devem ter um poder de atração de leitores e de fazer o conteúdo das obras soar mais relevante. Marketing, RH, Produção, TI, Finanças…nada disso parece bastar por si só. Precisam ser, todos, “estratégicos” para ganhar valor aos olhos de quem lê.

Vejo aí não só uma questão comercial, a de apelar para termos que soem melhor para o consumidor, como também um sinal da falta de prestígio que as atividades mais operacionais, de dia a dia, têm junto aos profissionais de negócios. Parece que o “fazer acontecer”, sem grandes planos ou esquemas mentais, é pouco para a ambição de cada um. “Estratégico” dá a idéia de “decisivo”, “importante”, e quase nunca se imagina que a operação seja capaz de ser “decisiva” e “importante”.
Sobre isso, valem alguns comentários.
Primeiro: o que é “estratégico” varia conforme a hierarquia na organização. Não existe apenas um conjunto de atividades estratégicas. Elas podem ser várias, dependendo de onde se está na pirâmide de cargos da companhia. O que é tático para um diretor pode ser estratégico para um gerente. Qualquer cargo pode ter seu quê de estratégico.
Segundo: o que é estratégico em um ramo de negócios pode não ser em outro. Como lembram os professores Marcos Campomar e Ana Ikeda, da USP:
“Marketing, como finanças, produção e administração de recursos (humanos e materiais) são atividades operacionais. No entanto, quando a demanda é menor do que a oferta, o que acontece amiúde com bens de consumo onde há muitos ofertantes, marketing cresce de importância. O que há, então, é uma ênfase em marketing nas decisões sobre estratégias gerais e as decisões de marketing se confundem com as decisões estratégicas de uma organização. Da mesma forma, quando a demanda é muito maior do que a oferta, as decisões estratégicas feitas pela alta administração são determinadas pela produção”.
Ou seja: no ramo de commodities, marketing tende a não ter papel estratégico, mas no ramo de bens de consumo industriais de massa, geralmente mercados muito competitivos, sim.
Terceiro: toda atividade tem um conjunto de princípios que, uma vez dominados, permitem que seja desempenhada a contento. Ou seja: com “estratégico” no título ou não, livros de negócios tendem a ter conteúdo muito semelhante, simplesmente porque, fora de um determinado conjunto de assuntos, não existe teoria consolidada – e sim, tão somente, palpite e invenção. O que nos leva a concluir, inevitavelmente, que existe livro demais falando de assunto de menos.
Leia o final do post no website da Amanhã, ao clicar aqui.

Fonte: O professor e consultor André D’Angelo comenta as ideias e as novas descobertas em comportamento do consumidor