Le Monde entrevista Larry Page, Google

Cofundador do Google, presidente de produtos, Larry Page responde às perguntas do “Le Monde” sobre a estratégia do gigante americano da internet, suas difíceis relações com as editoras e a proteção dos dados pessoais.

Le Monde: O Google lançou, na quinta-feira (20), o Google TV, um sistema para conectar seu televisor à internet, com a Intel, a Sony e a Logitech. Com qual objetivo?
Larry Page: As pessoas ainda não acessam a internet pela televisão. A internet não foi concebida para isso, mas seria bom se o YouTube [propriedade do grupo] fosse acessível nessa tela, ou que pudéssemos olhar emails nela. As pessoas têm um monitor grande, que custou caro, e que ocupa espaço – elas gostariam que ele fizesse o máximo de coisas possível!
Le Monde: No fim dos anos 1990, o Google era somente uma ferramenta de busca. A empresa agora oferece uma série de outros serviços. Vocês comercializam até um telefone. Por que diversificar tanto?
Page: É muito simples: queremos ganhar ainda mais dinheiro! Com nosso sistema de busca, conseguimos criar o equivalente a uma escova de dentes, uma ferramenta que assumiu um lugar importante em nossas vidas. O mesmo com o Gmail [serviço de mensagens do Google] para o email. Todos os produtos que lançamos deverão ser assim. Eis o nosso raciocínio: do que as pessoas realmente precisam, o que tem valor para elas? Há outro aspecto: quando as empresas crescem, muitas vezes ela não procuram mudar de ramo, e empregam milhares de funcionários para fazer a mesma coisa. Isso não é necessariamente muito lucrativo.
Le Monde: A plataforma de vídeos YouTube é muito popular. Mas vocês ainda não encontraram o modelo econômico…
Page: Os jornalistas são um pouco duros: o YouTube acaba de comemorar seus cinco anos. Cinco anos após sua criação, o Google tinha um faturamento comparável. É preciso colocar as coisas em seu contexto. Nós queremos atrair para a plataforma conteúdos originais, de qualidade, se possível profissionais, pelos quais os autores possam ser remunerados [por uma divisão de receita publicitária] e para quem o YouTube represente a principal fonte de renda. Ainda não chegamos lá, mas não estou preocupado.
Le Monde: O YouTube dará lucro este ano?
Page: Nós não damos essas informações. Mas isso não me surpreenderia.
Le Monde: Por que o grupo acaba de desistir da venda online de seu telefone, o Nexus One?
Page: A equipe do Android [o sistema operacional para celular do Google], que desenvolveu o Nexus One, subestimou a quantidade de trabalho que representava a venda online. Ela não dispunha de sistemas de faturamento das operadoras de telecomunicação nem de suas ofertas promocionais. Mesmo assim o sistema Android é um sucesso: em abril, nos Estados Unidos, foram vendidos mais telefones com esse sistema do que iPhones.
Le Monde: O Google Docs [editor de documentos acessível gratuitamente a partir de um navegador] deveria ter afetado muito um dos produtos principais da Microsoft, o Office, mas ele não teve tanto sucesso. Por quê?
Page: Estou satisfeito com esse produto. Nossa meta não era matar o Office da Microsoft, mas sim prover 80% das necessidades básicas dos usuários, com um produto mais rápido, mais simples. É exatamente o contrário da estratégia da Microsoft, que passa seu tempo acrescentando funcionalidades ao Office, mas que pouquíssimas pessoas realmente usam. Nós tivemos muito sucesso nas empresas, e quase 100% dos funcionários do Google usam o Google Docs internamente. Claro, existem ainda uns cinquenta funcionários na empresa que utilizam absolutamente todas as funcionalidades possíveis do programa Excel, da Microsoft. Eu não conseguiria convencê-los, e esse nem é meu objetivo!
Le Monde: O sr. não acha que o Chrome OS, seu sistema operacional para PC, chegará tarde demais ao mercado? Os fabricantes anunciam cada vez mais terminais equipados com o Android: sistemas embutidos em carros, tablets, etc.
Page: Nós nos questionamos muito dentro da empresa. Mesmo assim acredito que os dois sistemas operacionais, Chrome OS e Android, se destinam a dois usos ou dois tipos de terminais diferentes. O Android foi idealizado para telefones com touch screen, que consomem pouca energia. As limitações materiais para um computador continuam sendo diferentes, e o Chrome OS continua sendo pertinente. Você tem máquinas dotadas de um processador para telefone, que consome relativamente pouca energia, e pode rodar com o Android, e outras, com um processador de PC, que precisarão do Chrome OS, que é otimizado para esse tipo de máquina. Gostaríamos que eles acabassem se fundindo, que qualquer sistema operacional pudesse funcionar em qualquer máquina, mas ainda não chegamos lá.
Le Monde: Alguns de seus concorrentes acabam de lançar tablets digitais. Que visão o sr. tem desse mercado?
Page: Para mim, nesse estágio, os tablets são telefones grandes. Eles têm o mesmo tipo de processador, com touch screen. Mas acho que veremos o surgimento de uma série de terminais diferentes, sendo que muitos funcionarão com o Android, com telas de todos os tamanhos.
Le Monde: Vocês não têm uma rede social comparável ao Facebook. Não é uma desvantagem?
Page: É algo em que estamos pensando. Nossa rede Orkut é muito popular no Brasil, mas não em outros países. Para ir mais longe, quando você se registra no Facebook, logo lhe é oferecido que sejam importados seus contatos do Gmail. Em compensação, o Facebook não autoriza a exportação de membros do Facebook para o Gmail. Ao contrário de nós, o Facebook não é realmente um sistema aberto.
Le Monde: Seu sucesso se baseia na relação de confiança com o usuário. O caso “Google Street View” não abalou essa confiança?
Page: Nós cometemos um erro, coletamos dados que não queríamos coletar. Queremos cooperar da melhor forma possível com as autoridades para corrigir isso. Mas acredito que fomos diretos: relatamos nosso erro assim que o detectamos. Não estou certo de que muitas outras empresas se comportariam da mesma forma em um caso similar. A lição que aprendemos foi que devemos permanecer humildes e melhorar nossos processos.
Le Monde: Vocês armazenam uma quantidade enorme de dados em seus servidores. Isso é realmente necessário?
Page: A maior parte desses dados são páginas da web, palavras-chave, endereços IP [que identifica um computador]. Mas você não é identificado: nós temos poucas informações pessoais, ao contrário das operadoras de cartões de crédito. Para que a ferramenta funcione, para melhorar a qualidade dos resultados de busca, precisamos de todas essas informações. Nossa ambição é organizar toda a informação do mundo, não somente parte dela. Mas me preocupo com o fato de que algumas pessoas não acham que conservar tantas informações seja bom. Nós oferecemos ferramentas para que os internautas possam ver e controlar o uso que fazemos de seus dados [serviço “dashboard”].
Le Monde: Qual a sua opinião sobre a proteção de dados privados?
Page: As sociedades mudam, as pessoas estão se comunicando cada vez mais online. As fronteiras da vida privada estão se deslocando. Para nós, às vezes, é um pouco complicado. Presta-se muita atenção especialmente ao tempo pelo qual se guardam dados de conexão. Ao mesmo tempo, as pessoas colocam cada vez mais dados pessoais online: fotos de si embriagados, etc. Manter os dados pode ter um grande valor: veja o serviço de acompanhamento da gripe A que implantamos há alguns meses. Poupamos muito dinheiro às agências americanas, graças aos dados de conexão dos internautas.
Le Monde: Na França, onde vocês foram condenados por desrespeitar direitos autorais, há um projeto de tributação da publicidade na internet… Como reage a isso?
Page: É uma das razões pelas quais vim a Paris. No ramo das editoras, colocar nossa tecnologia a serviço da cultura nos motiva muito. Quando eu era estudante em Stanford, uma inundação destruiu entre 50 e 100 mil livros insubstituíveis. Se eles tivessem sido digitalizados… Nosso projeto é simples: queremos fazer acordos [com bibliotecas], selecionar obras em domínio público e digitalizá-las por nossa conta. Mas esse projeto acabou se misturando com polêmicas sobre direitos autorais.
Le Monde: Elas são legítimas ou entravam a inovação?
Page: É claro que o direito autoral é importante. E é claro que isso causa problemas. Veja as revistas: para colocá-las online, você deve pagar os direitos sobre imagens cujos autores ou detentores de direitos você não sabe quem são, etc. Se pudéssemos reescrever a lei, faríamos de outra forma. Queríamos encontrar uma maneira aceitável de identificar os detentores dos direitos, remunerá-los, abrir acesso às obras. Encontrar a solução perfeita levará tempo. Até lá, gostaria de encontrar um acordo satisfatório. Senão corre-se o risco de que conteúdos desapareçam para sempre.
Le Monde: O que vocês esperam da decisão da Justiça dos Estados Unidos, que deve se pronunciar sobre sua proposta de acordo com as editoras americanas [para pagar pela obras que digitalizaram]?
Page: Nós esperamos conseguir uma decisão rapidamente e esperamos que reconheçam o benefício desse acordo para todo mundo. Acreditamos que nosso acordo é justo para todas as partes envolvidas: os detentores de direitos, os autores e as editoras.
Le Monde: Até há pouco tempo o Google tinha uma imagem simpática. Hoje, vocês são vistos como uma ameaça. Vocês têm ciência disso?
Page: Sim, estamos muito cientes disso, e se você tiver soluções a propor, não hesite! Acredito que devemos ser mais presentes na França, ter mais pessoas aqui. Nós estamos crescendo, falam de nós o tempo todo. Nós temos um papel cada vez mais importante na vida das pessoas, e isso causa questionamentos, é normal. Mas se continuarmos a fazer o melhor que pudermos, superaremos essas dificuldades. Isso vai depender da maneira como os indivíduos poderão controlar nossos serviços. É também uma questão de produtos. E aí podemos melhorar.
Le Monde: Vocês estão satisfeitos com o nível de inovação no Ocidente? Não acha que ele foi afetado pela crise?
Page: Constato que o nível de inovação em nossa indústria vem aumentando muito. Você pode ver quando quer comprar uma empresa nova: seus preços aumentaram três vezes. Até as empresas muito jovens se tornaram consideravelmente mais caras. E é porque a tecnologia é cada vez mais eficiente, e dá muitas oportunidades para as pessoas ganharem mais dinheiro. Os investidores entenderam bem isso, e foi por isso que aumentou tanto a valorização das empresas. A crise não chegou a afetar essa tendência. Em compensação, o que me preocupa mais é que não estão realmente valorizando as carreiras de engenheiros, especialistas em informática. A porcentagem de jovens que escolhem esse tipo de carreira está diminuindo, quase não há mulheres entrando nessa área.
Le Monde: Qual o principal desafio que vocês devem enfrentar hoje no Google?
Page: Meu desafio não mudou nestes últimos anos, que é acompanhar o crescimento da empresa, fazer com que ela continue a funcionar bem, que continuemos organizados, que os funcionários permaneçam motivados. E mantê-la em crescimento: nós contratamos cerca de 800 pessoas em nível mundial no trimestre passado [1º semestre de 2010]. O Google tem hoje mais de 20 mil funcionários.

Henrique Meirelles, o presidente de banco central mais invejado do mundo

O mundo muda bastante em 14 anos.
Henrique Meirelles veio do Brasil para Boston como a opção improvável para presidir o banco mais importante da cidade em 1996, um acontecimento anunciado como uma notícia importantíssima no seu país natal. Mais de cem pessoas vieram do Brasil para cá para participarem do extravagante almoço formal – no velho Ritz-Carlton – de comemoração da sua promoção ao segundo cargo mais importante do Bank of Boston.
As pessoas não prestam mais muita atenção nos presidentes de bancos de Boston. Mas elas acompanham a aquecida economia brasileira e os indivíduos que a lideram. Meirelles, que retornou para o seu país anos atrás, é observado em todo o mundo no seu cargo atual de presidente do Banco Central do Brasil.
De fato, Meirelles é foco de inveja de muitos presidente de bancos centrais pelo mundo a fora. Ele não tem que se preocupar em reativar a economia do seu país a partir de uma situação pós-recessiva, como os seus congêneres na Europa e até mesmo nos Estados Unidos. Na verdade, o problema dele é o oposto: impedir que o Brasil e a sua moeda experimentem um excesso de aquecimento econômico e gerem uma inflação excessiva.
O Brasil é o astro da economia global e Meirelles pode afirmar que é o responsável em parte por isso. Quando o político de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se presidente em 2003, ele escolheu Meirelles, um homem de negócios conhecido e com um MBA pela Universidade Harvard, para liderar o Banco Central. A taxa preferencial de juros no Brasil estava na época em 22%.
Desde então, o benchmark do mercado primário de ações acusou ganhos de 500%, quase dez vezes mais do que o índice Standard & Poor’s. E o mais importante é que a maioria dos economistas acredita que no futuro os maiores índices de crescimento serão registrados em países como o Brasil.
Meirelles retornou à Grande Boston na sexta-feira (21/05), onde fará uma palestra na Escola Brandeis de Negócios Internacionais. Ele falará sobre o Brasil e as suas perspectivas econômicas em um evento apresentado no Instituto Perlmutter de Liderança Empresarial Global, que faz parte daquela escola. Um fato que ele poderia mencionar é o número de empregos criados no Brasil apenas no mês passado, em comparação com as principais economias mundiais. O placar resumido: Brasil, 305 mil empregos. Estados Unidos, 290 mil.
“A economia está crescendo novamente segundo a mesma tendência presenciada antes da crise”, ele me disse um dia desses. “Isso é o resultado do fato de a economia brasileira contar com bons e fortes fundamentos. O estímulo do governo já foi interrompido e nós estamos adotando políticas mais rigorosas”.
Dá para perceber que Meirelles segue a tradição de falar pouco que é típica de presidentes de bancos centrais. Mas o Banco Central do Brasil e o governo brasileiro estão de fato adotando medidas para reduzir a inflação frente a um crescimento econômico previsto de até 6%. Meirelles aumentou a taxa de juros e deverá fazer isto novamente. E o governo está reduzindo gastos.
Até o momento, a inflação parece permanecer sob controle. Uma recente pesquisa junto a cem economistas, divulgada pelo Banco Central, prevê um índice de inflação de cerca de 5,5% até o final do ano.
Mas os problemas relativos a dívidas na Europa poderão também prejudicar o crescimento do Brasil. Os mercados de ações em todo o mundo estão caindo, já que os investidores temem que a economia global venha a sofrer uma desaceleração. A economia do Brasil está vinculada a recursos naturais, especialmente o petróleo, que por sua vez dependem da demanda global. Os preços da maioria das commodities também vêm caindo. “Nós estamos acompanhando a situação na Europa cuidadosamente para descobrirmos se existem consequências mais sérias e para ficarmos preparados como todos os outros presidentes de bancos centrais”, afirmou Meirelles. Tradução: vamos ver.
A economia mundial muda a cada mês, mas isto não é nada quando comparado às mudanças drásticas que ocorrem a cada 14 anos. E Henrique Meirelles pode nos falar a respeito desse fenômeno.

Essential Reading for Marketers – Leitura para profissionais de Marketing, Inteligência Competitiva e Comunicação

Para ler e compreender temas como: branding, marketing, and advertising, dicas de Steve McKee, publicado pela Bloomberg Businessweek.

Too busy to pursue an MBA, Steve McKee turned to business books to educate himself on branding, marketing, and advertising. Here are his top picks

By Steve McKee

I began my career in advertising as a field marketing manager on the Pizza Hut (YUM) account, which basically meant I got to travel from restaurant to restaurant, work with the managers on their local marketing efforts, and eat all the free pizza and breadsticks I could (not a bad gig when you’re 22, newly married, and broke).

I operated out of my home, and when I wasn’t traveling I had a fair amount of downtime that needed to be filled. Unable to pursue an MBA at the time (those were pre-Internet days), I decided to do the next best thing: read all I could about my chosen field.

That began a career-long love affair with business books. King Solomon himself said, “The words of wise men are like goads, and masters of these collections are like well-driven nails.” I wanted to be a “well-driven nail”—sure, steady, and able to piece things together no matter what marketing challenges I would come to face.

Since that time I’ve occasionally been asked to recommend the branding, marketing, and advertising books that have had the biggest impact on me. It’s impossible to choose just one, so below I’ve listed a handful of my favorites. I’ve structured the list based on how they’ve contributed to my own marketing education: prerequisites, concentration, and application. This isn’t necessarily the order in which I recommend you read them, and depending on your goals, you certainly don’t need to read them all. But you can’t go wrong with any of them.

Prerequisites

Basic Economics: A Common Sense Guide to the Economy, by Thomas Sowell

The front flap of Basic Economics says it brings its topic to light in a way that is “easy to absorb and hard to forget.” That’s certainly true. Sowell presents practical concepts about how incentives, trade-offs, and other dimensions of the economy really work. More interesting (and more relevant) than the economics course you may have suffered through in college, this book is for people who get paid for results rather than for effort, pontification, or simply showing up. (For extra credit, read Sowell’s follow up, Applied Economics: Thinking Beyond Stage One.)

The Marketing Imagination, by Theodore Levitt

Levitt, who died in 2006, was a professor at the Harvard Business School and former editor of the Harvard Business Review. The Marketing Imagination was one of the first books I read that made the concepts of marketing and “why people buy” come alive for me. Since the book was first published in 1983, some of the examples in it are dated, but reading them with the benefit of hindsight offers a unique Monday-morning-quarterback dimension that imparts another layer of education.

Competitive Strategy: Techniques for Analyzing Industries and Competitors, by Michael E. Porter

This is the heftiest tome of the group, and I’m far from the first to recommend the current guru of the Harvard Business School. You don’t so much read Competitive Strategy as gnaw on it, and it takes a long time to digest. But there’s no better presentation of the multivariate dimensions (how’s that for an academic term?) of competition, and the book’s principles can be applied to any and every industry. I’ve found myself referring back to it time and time again as I work with clients on their own competitive strategies. (Extra credit: Kellogg on Marketing, a collection of thought-provoking essays from the faculty of the business school at Northwestern University.)

Concentration

Positioning: The Battle for your Mind, by Jack Trout and Al Ries

When Positioning was first released in 1981, it revolutionized how marketers conceived of the branding proposition. Or so I’ve been told (I was still in high school). What is inarguable is the simplicity with which Trout and Ries explain how branding isn’t about products and services, it’s about how people think about products and services. The best compliment I could give the authors is that they made the complex topic of branding simple. If only they could now make it easy, we could all go home.

Profit from the Core: Growth Strategy in an Era of Turbulence, by Chris Zook and James Allen

This one won’t make most marketers’ top books lists, and that’s a shame. Zook and Allen base their thesis on a 10-year study of 2,000 companies, expounding on the reasons why all companies seek sustained, profitable growth but only a fraction of them actually achieve it. I’ve always been fascinated by the principle of entropy, the tendency of all things in the universe towards disarray. This book demonstrates that the way to overcome entropy in business is by biting off no more than you can chew. Companies grow big by focusing narrowly.

The 22 Immutable Laws of Marketing, by Jack Trout and Al Ries

Trout and Ries get two spots on the list, for good reason. Building on the concepts they presented in Positioning, the 22 Laws is an easy, breezy read that proffers simple branding facts you don’t need a Ph.D. to appreciate. In fact, people who have too much education sometimes characterize Trout’s and Ries’ simplicity as simplistic, but if you’re facing a real-world competitive environment, their advice is well-taken. You don’t have to buy their opinions hook, line, and sinker to appreciate them or profit from their application. (Extra credit: Marketing Warfare from—you guessed it—Trout and Ries.)

Application

Hitting the Sweet Spot: How Consumer Insights Can Inspire Better Marketing and Advertising, by Lisa Fortini-Campbell

If you’re not in the advertising industry, you’ve probably never heard of this book, but it’s the single best resource I’ve found that explains the mystical process our industry calls “account planning.” Fortini-Campbell presents practical, straightforward advice about how to understand your customers and prospects and translate what you learn into actionable marketing and message strategies. Along the way she shows how you can put your own consumer experiences, insights, and hunches to work. Following the disciplines in this book can lead to truly groundbreaking marketing and advertising efforts.

A Technique for Producing Ideas, by James Webb Young

Just because you can read a book in 10 minutes doesn’t mean it’s not worthwhile. In fact, this little booklet is an invaluable aid to generating ideas of any kind. Originally developed in the 1930s for students at the University of Chicago, the advice in A Technique for Producing Ideas is as helpful as it is quaint. The booklet presents in plain terms how the process of creativity works and provides practical steps for developing innovative products, services, and ideas. Mr. Young—who died in 1973—likely never appreciated the impact his contribution has made.

Feeding the Media Beast, by Mark Mathis

I’ve always worked on the advertising side of the business, and in the early part of my career the realm of public relations completely intimidated me. The thought of taking a call from a reporter, let alone pitching a story or (gasp) appearing on network television was simply terrifying. Until I read Feeding the Media Beast. A former journalist, Mark Mathis explains how the news business works, the pressures journalists face, and the predicaments in which they often find themselves. He demonstrates how, by following 12 “Media Rules,” your relationship with the press can go from fearful to friendly. I can personally attest that this stuff works.

The Elements of Style, by William Strunk Jr. and E.B. White

I can hear you now: “Really? A stylebook? I left that stuff behind in English class.” Yep, and that’s the problem. We may live in an increasingly video-dominated world, but the written word still drives business. No matter how brilliant your ideas may be, if you don’t craft them properly they can actually set you back. I keep this handbook handy and refer to it often to maintain a mannerly manner of writing. If recommending Strunk & White does nothing more than keep you from using exclamation points in your advertising (Chapter III, page 34 of my well-worn copy), I’ll be content.

Some of these books are easier to find than others, but now that we’re in the Internet era, all of them can be turned up. There are dozens of others I could recommend, but if you can work your way through these, you’ll know more about branding than 90% of business people in America (and 100% of your competition).

Of course, if your company still runs into a problem, there’s a book I can recommend about what to do when growth stalls. But I can’t claim objectivity on that one.

Steve McKee is president of McKee Wallwork Cleveland Advertising and author of the book When Growth Stalls: How It Happens, Why You’re Stuck, and What to Do About It. Find him on Twitter @WhenGrowthStall and LinkedIn.

Marketing está para MARKETERS assim como Inteligência Competitiva está para…

Os profissionais de marketing eram denominados marqueteiros. Agora virou palavrão, designação de picareta, enganador e tudo de ruim e pior que se possa imaginar.

Com tantas rotas e direções de Inteligência Competitiva e suas muitas e múltiplas definições e utilizações no Brasil, será que um dia IC vai virar palavrão?

Colegas, quais vossas opiniões? Beijo, abraço, aperto de mão.

Marketer é…

mar·ket·er
One that sells goods or services in or to a market, especially one that markets a specified commodity: a major wine marketer.

Source: The American Heritage® Dictionary of the English Language, Fourth Edition copyright ©2000 by Houghton Mifflin Company. Updated in 2009. Published by Houghton Mifflin Company. All rights reserved.