Telefônica vende 20 mil assinaturas do Speedy em 5 dias de liberação

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, anunciou que a venda de pacotes do serviço de banda larga Speedy chegará a 20 mil até o final desta segunda-feira (31), cinco dias após a liberação das vendas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O comunicado foi feito em entrevista coletiva na tarde de hoje.

Até domingo, de acordo com a empresa, a quantidade de pacotes vendidos chegou a 15 mil. A Telefônica divulgou também uma pesquisa feita pelo Ibope entre os dias 29 e 30 de agosto, sobre as compras feitas no período compreendido entre 27 e 30 de agosto.

De acordo com a empresa, 97% dos clientes entrevistados consideraram o serviço “confiável”, enquanto 98% disseram ter informações precisas e completas a respeito do Speedy. Ainda de acordo com os dados, 95% relataram ter comprado o que precisavam comprar.

A Telefônica tem uma base de 2,5 milhões de clientes.

A companhia negou que tivesse comercializado o serviço de banda larga Speedy durante a medida cautelar da Anatel que proibia a venda do pacote. A proibição terminou no último dia 26 de agosto.

De acordo com Valente, a Anatel “fez observações, que serão positivamente contestadas”.

Alguns dos serviços executados, segundo ele, “não caracterizavam venda, apenas o cumprimento de obrigações assumidas [antes da medida cautelar].”

Segundo Fabio Bruggioni, a companhia deixou um papel impresso diante de todos os computadores dos atendentes, cujo conteúdo trazia a medida cautelar emitida pela Anatel. “Isso foi feito para que a medida se cumprisse de forma absolutamente rigorosa”, informou.

Fonte: Marina Lang, Folha Online Informática, 31/08/2009.

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Internet x Imprensa tradicional: Chris Anderson



Em entrevista à “Spiegel”, Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired de tecnologia e cultura, discute o desafio da Internet à imprensa tradicional, os novos modelos de negócio na web e porque ele prefere ler o Twitter a um jornal diário.

Spiegel: Sr. Anderson, vamos falar sobre o futuro do jornalismo.

Anderson: Esta será uma entrevista muito tediosa. Eu não uso a palavra jornalismo.

Spiegel: Tudo bem, e quanto aos jornais? Eles estão em maus lençóis tanto nos Estados Unidos como no resto do mundo.
Andersn: Desculpe, eu não uso a palavra mídia. Não uso a palavra notícia. Não acho que essas palavras signifiquem alguma coisa hoje. Elas definem o mundo editorial do século 20. Hoje, são uma barreira. Elas estão bloqueando nosso caminho, como uma carruagem sem cavalos.

Spiegel: Quais palavras você usa?
Anderson: Não há outras palavras. Estamos numa daquelas épocas estranhas em que as palavras do século passado não têm mais significado. O que notícia significa para você, quando a maior parte das notícias é criada por amadores? São as notícias vindas de um jornal, de um grupo de discussão ou de um amigo? Eu simplesmente não consigo pensar numa definição para essas palavras. Aqui na Wired, nós paramos de usá-las.

Spiegel: Espere um minuto. Os chamados jornalistas cidadãos e blogueiros mudaram o significado da palavra “mídia”. Mas sem os meios de comunicação tradicionais eles não teriam muito a fazer na verdade. A maioria dos amadores comenta o que a imprensa de qualidade informa. A pergunta é: você leu um jornal hoje de manhã?
Anderson: Não.

Spiegel: O jornal do lugar onde você mora, o San Francisco Chronicle, está lutando pela sobrevivência. Se ele desaparecesse amanhã…
Anderson: … Eu não perceberia. Eu não saberia nem mesmo o que estaria perdendo.

Spiegel: Então como você se mantém informado?
Anderson: A informação surge de muitas formas: pelo Twitter, aparece no meu inbox, na minha base de RSS, através de conversas. Eu não saio procurando por ela.

Spiegel: Você simplesmente não se preocupa.
Anderson: Não, eu me preocupo. Você sabe, eu escolho minhas fontes, e eu confio nas minhas fontes.

Spiegel: Assim como milhões de pessoas confiavam na mídia tradicional.
Anderson: Se aconteceu alguma coisa importante no mundo, eu vou ficar sabendo. Fico sabendo dos protestos no Irã antes de eles aparecerem nos jornais porque as pessoas que eu acompanho no Twitter se preocupam com essas coisas.

Spiegel: O New York Times, a CNN, a Reuters e outros podem publicar suas melhores reportagens na internet que você nunca as lê?
Anderson: Leio muitos artigos da mídia tradicional, mas não a procuro diretamente para lê-los. Eles chegam até mim, o que é muito comum nos dias de hoje. Cada vez mais pessoas estão escolhendo filtros sociais para ler as notícias em vez de filtros profissionais. Estamos nos desligando das notícias da televisão, dos jornais. E ainda assim ficamos sabendo das coisas importantes; só que não é mais aquela saraivada de notícias ruins. São notícias que importam. Acho que no momento em que algo chega até mim é porque foi avaliado por pessoas em que eu confio. Então as bobagens que não importam não vão chegar até mim.

Spiegel: Mas você também pode descrever o fluxo infinito de palavras que vêm do Twitter como bobagem. Limitadas aos 140 caracteres, as mensagens do Twitter resultam numa impressão maluca, sem filtros nem comprovação, do que está acontecendo. As mensagens do Twitter não podem ser nenhum tipo de substituto para as reportagens e análises rápidas, abrangentes e bem fundamentadas da mídia de qualidade. E com todo o respeito, você mesmo produz esse tipo de informação. Você é um membro da mídia noticiosa, você trabalha para uma revista, faz entrevistas e cria notícias – ou informação, ou conteúdo, ou qualquer seja o nome que queira dar a isso.
Anderson: É verdade. Mas o problema não é que a forma tradicional de escrever não vale mais. O problema é que isso hoje é a minoria. Costumava ser um monopólio, costumava ser a única foma de distribuir notícias.

Spiegel: Porque as empresas de notícias costumavam controlar os processos de impressão e as ondas aéreas?
Anderson: Exatamente. Então agora que não precisamos mais do acesso a um canal comercial para distribuir [notícias], qualquer um pode fazê-lo. O que nós fazemos continua sendo útil, mas o que as outras pessoas fazem é igualmente útil. Não acho que o nosso jeito seja o mais importante e com certeza não é a única forma de transmitir informações. Então é por isso que estamos numa fase estranha. Levará uma década ou duas para entendermos o que é que estamos fazendo.

Spiegel: Mas mesmo com esse entusiasmo pelos novos formatos e pela mídia baseada na internet, a demanda por jornalismo de qualidade está crescendo, e não diminuindo. A mídia online conquistou uma audiência nova e enorme. E apesar de todos os rumores de extinção da mídia impressa, as circulações continuaram notavelmente estáveis. O problema é a queda da arrecadação com publicidade.
Anderson: Os jornais não são importantes. Pode ser que sua forma física e impressa não funcione mais. Mas o processo de compilar informação e analisá-la, acrescentando valor a ela e a distribuindo, ainda funciona.

Spiegel: Mas onde está o modelo de negócio web para isso?
Anderson: Ainda estamos tentando descobrir.

Spiegel: Boa sorte – um futuro que não se sustentará sozinho.
Anderson: O anúncio em banner foi inventado bem aqui nesse escritório em 1995. Essa foi a primeira resposta à sua pergunta. Mas não há um modelo de negócio, há milhares. Cada um de nós deve descobrir o seu próprio. Todos nós ganhamos dinheiro, mas não ganhamos o suficiente – e não tanto quanto ganhávamos no meio impresso. O Facebook está tentando descobrir como, o Twitter também. Chegaremos lá. Ainda é muito cedo.

Spiegel: Qual é a resposta da Wired?
Anderson: Do outro lado do corredor, funciona a wired.com. Ela tem cerca de 120 milhões de pageviews por mês, é um dos maiores sites do mundo. Nós basicamente a tocamos sem lucro nem prejuízo. Mas isso é totalmente arbitrário; nós decidimos como fazer. Temos jornalistas pagos e blogs. Há conteúdo gerado por usuários e conteúdo da revista, com histórias de 8 mil palavras, pesquisadas durante seis meses.

Algumas partes são editadas, outras não. Temos milhões de faturamento, e decidimos se queremos ter lucro ou não.

Spiegel: Outros não querem, ou não podem, levar isso tão na esportiva. Eles fazem dinheiro no meio impresso e o usam para construir ou financiar seus produtos online. Agora muitos, como o New York Times, estão perdendo grande parte de seu faturamento impresso e não conseguem gerar receita suficiente com seus websites. Daqui a algum tempo, isso será um grande problema.
Anderson: A matemática do lucro é muito fácil, faturamento menos custos. Você dá o seu melhor no faturamento e se não está conseguindo lucrar, tem que reduzir os custos. O problema não é que não haja dinheiro para ganhar online, é simplesmente que nossos custos são muito altos.

Spiegel: Ou talvez os faturamentos sejam muito baixos. Por que os anunciantes pagam menos online do que no meio impresso? A audiência da wired.com é menos atraente do que os leitores da revista Wired?
Anderson: Tem a ver com a eficiência. As pessoas online tendem a não olhar para os anúncios. No impresso, as pessoas tendem a olhá-los porque os anúncios são mais bonitos e bem integrados. Eles são grandes, de página inteira, com fotos boas. Sob vários aspectos, eles são conteúdo. É por isso que os anunciantes gastam US$ 22 para alcançar mil pessoas na wired.com – e US$ 100 na revista. Acho que ainda não descobrimos o veículo perfeito para a propaganda online.


Fonte: Frank Horni, Der Spiegel, tradução Eloise de Vylder, UOL.
Foto: Chris Anderson, editor da revista Wired, discursa no Seoul Digital Forum 2007, na Coreia do Sul

DOMÍNIOS NA INTERNET CRESCEM PARA 177 MILHÕES EM 2008

A Internet adicionou 24 milhões de novos nomes de domínios em 2008, de acordo com o Dossiê sobre a Indústria de Domínios na Internet para o quarto trimestre de 2008, publicado pela VeriSign, Inc. (NASDAQ: VRSN), fornecedora de serviços de infraestrutura de Internet para o mundo conectado.
O ano de 2008 encerrou-se com uma base total de 177 milhões de nomes de domínios registrados entre todos os Nomes de Domínios de Primeiro Nível (TLDs).
Isso representa um aumento de 16% em relação ao ano anterior.
No quarto trimestre de 2008, mais de 10,1 milhões de novos nomes de domínios foram registrados entre todos os TLDs.
A composição do setor de domínios e a classificação quanto ao tamanho da base permaneceram consistentes no quarto trimestre do ano passado. Os cinco maiores TLDs em termos de tamanho da base foram .com, .cn (China), .de (Alemanha), .net e .org.
A base total de nomes de domínios .com e .net cresceu para 90,4 milhões de domínios registrados no final de 2008. Esse número representa um aumento de 12% em relação ao ano anterior e um aumento de 1% sobre o terceiro trimestre de 2008.
No Brasil, a indústria de Domínios na Internet encerrou o ano de 2008 com mais de 2,1 milhões de domínios registrados entre todos os Domínios de Primeiro Nível (TLDs), o que representa um aumento de aproximadamente 22% em relação a 2007.
A base total de nomes de domínios .com e .net no Brasil ficou acima de 528 mil domínios registrados no final de 2008, o que representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Parte desse crescimento é resultado dos esforços da VeriSign para estimular o registro de nomes de domínios .com e .net no Brasil e ampliar o escopo de atividades no País.
Em 2008, a VeriSign aumentou o número de distribuidores autorizados a registrar e renovar os nomes de domínios .com e .net e encerrou o ano com o total de 6 distribuidores no Brasil (iG Empresas, Hostnet, Locaweb, Nomer.com, Turbosite e UOL Host).
Na América Latina, em geral, o crescimento da base de domínios .com e .net registrados foi de 27% em comparação a 2007.
Os países latino-americanos encerraram o ano de 2008 com mais de 1,8 milhões de nomes de domínios .com e .net registrados.
Em face do crescimento global contínuo da Internet, a VeriSign continuou a operar as infraestruturas que permitem aos usuários registrar nomes de domínios, acessar Web sites, enviar e-mails, comunicar e realizar transações on-line.
Durante o trimestre, a VeriSign processou picos de aproximadamente 50 bilhões de consultas diárias ao Sistema de Nomes de Domínios (DNS), com cada consulta representando uma instância de um usuário de Internet acessando Web sites ou enviando e-mails.
Como nos últimos 11 anos, a VeriSign manteve precisão e estabilidade operacional 100% do tempo durante o quarto trimestre de 2008.
O último Dossiê sobre a Indústria de Domínios na Internet da VeriSign também destaca como ela e outras empresas na comunidade global da Internet estão trabalhando para oferecer uma forma das pessoas navegarem na Internet em todos os idiomas.
A questão é importante, pois a utilização da Internet vem crescendo mais rapidamente em países em que o inglês e outros idiomas oriundos do Latim não representam o idioma principal. Um método para abordar esse assunto é a implementação de nomes de domínios representados por caracteres do idioma local, como os símbolos Kanji japoneses, em vez das letras e números em formato ASCII utilizados no inglês e na maioria dos idiomas de origem latina. Conhecidos como Nomes de Domínios Internacionalizados (IDNs), esses TLDs utilizam os caracteres do idioma local para representar o nome do domínio, seguido por um TLD em ASCII comum, como .com ou .net.
Apesar de mais de 47 operadores de registro de nomes de domínios oferecerem suporte aos IDNs, as preocupações em relação à confusão do público e facilidade de uso, suporte heterogêneo dos navegadores e limitações das redes locais têm criado um desejo crescente na comunidade da Internet em oferecer uma experiência de navegação totalmente localizada, estendendo a internacionalização ao próprio TLD (extensão).Para suportar esse esforço, a VeriSign se juntou à Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN) e outras entidades da comunidade de Internet, visando o desenvolvimento de TLDs Internacionalizados. Enquanto os participantes trabalham para resolver os complexos desafios existentes com TLDs totalmente internacionalizados, a comunidade da Internet espera o início do processo de inscrição no Novo Programa de gTLDs para o final desse ano. Os testes já se encontram em andamento, com a participação do público em testes de utilização planejados para ajudar a garantir estabilidade e segurança constantes do DNS.”O potencial dos TLDs Internacionalizados de permitir uma Internet acessível de forma universal é promissor”, afirmou Jill McNabb, Vice-Presidente de Marketing da Unidade de Negócios de Registro de Domínios da VeriSign. “Porém, isso deve ser feito corretamente. Uma abordagem descuidada ou apressada irá expor a comunidade a um alto risco de falha em questões técnicas e comerciais. A VeriSign está comprometida em trabalhar com a ICANN e outras entidades para obter uma experiência segura, consistente e onipresente, protegendo ao mesmo tempo as marcas de empresas e seus clientes em todo o mundo”.A VeriSign publica o Dossiê sobre a Indústria de Domínios na Internet para oferecer aos usuários da Internet em todo o mundo estudos e dados estatísticos e analíticos significativos sobre a indústria de nomes de domínios e a Internet como um todo. Cópias do Dossiê sobre a Indústria de Domínios na Internet referente ao quarto trimestre de 2008, bem como os relatórios anteriores, poderão ser obtidos em http://www.verisign.com.br/dossiesdominios.
Fonte: Item Comunicação.