No projeto Pré-Sal, Petrobras destinará investimentos também em logística

A empresa planeja construção de terminal flutuante para escoar produção a partir de 2013


Ricardo Araújo, da Petrobras, anuncia ampliação de terminais para escoação do Pré-Sal

Parte dos investimentos totais da Petrobras – 224 bilhões de dólares previstos para o período de 2010 e 2014 – será destinada para aprimoramento logístico, disse Ricardo Albuquerque Araújo, gerente-geral de logística da Petrobras.

Durante o 6º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp, nesta quarta-feira (15), Araújo confirmou que o Plano de Investimentos da estatal para período de 2011 a 2015 será conhecido ainda este mês.

No mês passado, a Petrobras informou que deve investir cerca de 350 milhões de dólares em um terminal flutuante para escoar a produção do pré-sal a partir de 2013. A instalação será construída entre Rio de Janeiro e São Paulo, uma vez que não é possível ampliar os terminais de São Sebastião (SP) e de Angra dos Reis (RJ).

Previsão

A produção de petróleo da Petrobras deve ficar em torno de 4 milhões de barris em 2014. O prognóstico para 2020 é de uma produção de mais de 5 milhões de barris de petróleo, sendo 1,07 milhão de barris provenientes do pré-sal, acrescentou Albuquerque.

Fontes: Alice Assunção e Karen Silva, Agência Indusnet Fiesp, 15/6/2011

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Kirin compra a Schincariol por R$ 4 bi

A Kirin, tradicional fabricante japonesa de cerveja e refrigerantes, comprou 50,45% da Schincariol, segunda maior cervejaria do Brasil, por R$ 3,95 bilhões. Pela operação, fechada ontem, os japoneses compraram a parte do capital pertencente aos sócios Adriano Schincariol, presidente da companhia, e de seu irmão Alexandre Schincariol. O restante do capital (49,5%) continua sendo dos primos Gilberto e José Augusto Schincariol.

A Kirin, que faturou US$ 26,7 bilhões em 2010, interessou-se pelo negócio há quatro meses. Metade da dívida líquida da cervejaria brasileira, de R$ 1,1 bilhão, está sendo assumida pela Kirin. Adriano Schincariol deve permanecer no comando por pelo menos um ano.
Fonte: Daniele Madureira e Cynthia Malta | Valor Econômico, assinantes, aqui.

02/08/2011

Alta da inadimplência do consumidor dá os primeiros sinais de esgotamento

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor cresceu 0,1% em maio de 2011, a menor variação dos últimos 11 meses, atingindo o patamar de 100,3.
Como pela sua metodologia de construção, o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da inadimplência com seis meses de antecedência, o comportamento recente do indicador sinaliza que a atual trajetória de elevação dos níveis de inadimplemento dos consumidores começará a dar sinais de esgotamento ainda neste ano.
A diminuição do ritmo da inflação, a rodada de renegociações salariais de importantes categorias profissionais neste segundo semestre, o patamar baixo, em termos históricos, do desemprego e o crescimento mais moderado do crédito e do endividamento dos consumidores contribuirão para diminuir a intensidade e a duração do atual ciclo de elevação da inadimplência.
Empresas
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas cresceu 2,0% em maio de 2011, o sétimo avanço mensal consecutivo, atingindo o nível de 101,1. Este resultado sinaliza que o atual ciclo de elevação da inadimplência das empresas tenderá a se estender por mais tempo em relação ao da inadimplência dos consumidores.
Os juros cada vez mais elevados, dado o aperto monetário em vigor, manterão pressões sobre o custo financeiro das empresas num ambiente de maior desaquecimento econômico, especialmente durante o segundo semestre deste ano. Tal combinação favorece a elevação, ainda que modesta, dos níveis de inadimplemento das empresas, salientam os economistas da Serasa Experian.
Metodologia dos Indicadores Serasa Experian de Perspectiva
O objetivo dos Indicadores Serasa Experian de Perspectiva é antever, num horizonte de seis meses, em que fase do ciclo estarão as seguintes variáveis econômicas:
(i) atividade econômica, (ii) concessões reais de crédito ao consumidor, (iii) concessões reais de crédito às empresas, (iv) inadimplência do consumidor e (v) inadimplência das empresas.

Em geral, as variáveis econômicas apresentam ciclos compostos por quatro fases distintas: (1) expansão, (2) reversão, (3) crise e (4) recuperação.

Os Indicadores Serasa Experian de Perspectiva mostrarão, justamente, a posição cíclica, para os próximos seis meses, de cada uma destas variáveis.

Cada Indicador Serasa Experian de Perspectiva é construído analisando-se o poder explicativo e a antecedência de explicação de um universo de 325 variáveis econômicas e financeiras sobre a variável-objetivo.

Para tanto, todas as 325 variáveis “candidatas” bem como a variável-objetivo foram filtradas usando-se a técnica de ondaletas, a qual nos permite estudar as relações entre as variáveis “candidatas” a variável-objetivo em diversas escalas de tempo.

Hoje, as ondaletas são adotadas em diversos campos, como a física (dinâmica molecular, astrofísica, geofísica – previsão de terremotos, mecânica quântica), processamento de imagem (análise de EEG e DNA, clima, reconhecimento da fala e visão artificial) e compressão de dados (o JPEG 2000 utiliza essa técnica).

No caso, são utilizadas as escalas de tempo compreendidas entre 16 a 32 meses e entre 32 a 64 meses, regiões em que se caracterizam os movimentos dos ciclos econômicos.
Para cada escala de tempo foram selecionadas, das 325 variáveis “candidatas”, aquelas que antecipam, de forma significativa, a variável-objetivo entre 6 e 18 meses de antecedência.

Selecionadas as variáveis “candidatas”, estas foram agregadas mediante a aplicação de componentes principais, após terem sido colocadas na mesma fase de 6 meses em relação à variável-objetivo.

O resultado composto, isto é, em cada escala de tempo, dos modelos de projeção entre a variável-objetivo e os componentes principais, colocado em base 100, constitui o Indicador Serasa Experian de Perspectiva.

Sandy “vira Devassa”

Personagem símbolo do recato nacional, Sandy é a nova garota-propaganda da Devassa. Ela substitui a “devassa confessa” Paris Hilton, que estrelou a campanha de lançamento da marca da cervejaria Schincariol, no Carnaval de 2010.
Loira e com visual de cabaré, ela entra em cena de costas no comercial, que foi ao ar ontem, ao som da trilha do filme “O Homem do Braço de Ouro” (1955) -a mesma do polêmico comercial de Paris, proibido pelo Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) após protestos da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
O locutor convida o público a conhecer o outro lado da moça comportada, que vira de frente, abre uma garrafa de cerveja na quina do balcão, lança o chapéu para a plateia e começa a dançar.

O mote da campanha, criada pela agência Mood, é: “Todo mundo tem um lado Devassa”.

“O óbvio seria ir atrás de outra Paris”, diz Aaron Sutton, diretor de criação da Mood. “Fizemos o contrário.” E qual o lado Devassa da Sandy? “Ela adora luta, é fã de “Ultimate Fighting” [competição de vale-tudo].”
A Folha apurou que, para mostrar seu outro lado, Sandy vai receber US$ 1 milhão, cerca de US$ 300 mil a mais do que Paris. O contrato é de um ano, renovável.
Na entrevista de lançamento da campanha, no Rio, Sandy disse ter ficado surpresa com o convite. Nos tempos de dupla com o irmão Júnior, eles tinham acordo que proibia campanhas para marcas de bebida alcoólica.
Aos 28, Sandy afirmou que curtiu o conceito da campanha e que seus fãs deixaram de ser adolescentes. “Meus fãs têm a mesma idade que eu, são adultos e têm consciência de seus atos.”
Augusto Cruz Neto, sócio-diretor da Mood, diz que, depois de tornar a marca conhecida [com Paris], o objetivo agora é fazer crescer as vendas, aproximando a marca dos consumidores de cerveja. Cada vez mais, os comerciais trarão não apenas Sandy, mas pessoas bebendo em clima de descontração.
“Temos agora um conceito que é para cima, engraçado, cervejeiro, popular.” Sem Paris, a intenção é dissociar o caráter “devasso” de Devassa e associar a marca à descontração.

Assista ao comercial:folha.com.br/me882813

Fonte: Mariana Barbosa, Folha de S.Paulo, Mercado, 2/3/2011

Executivas estão mais perto de um ataque de nervos

Em 2000, Carmen Gonzalez, gerente de marketing de cartões da Leader, fez seu primeiro check up. Embora levasse uma vida que considerava saudável, se alimentasse bem e não estivesse gorda, o resultado a surpreendeu. “Tudo estava alterado. Meu colesterol era de 242. Eu sempre me achei maravilhosa e sem problemas de saúde”.
Na época, Carmen ocupava um cargo executivo em um grande banco. O check up foi recomendado pela companhia. “Até então eu só fazia exames básicos. Nunca imaginaria que corria o risco de enfartar”, conta. Gilberto Ururahy, diretor médico da Med-Rio, empresa especializada em check up, afirma que a doença está crescendo entre as executivas. Em 1990, de cada nove infartos, um ocorria em mulheres. No ano passado, esta proporção subiu para um em cada três.
A empresa realizou uma ampla pesquisa com seus mais de 50 mil pacientes, dos quais 10 mil do sexo feminino, usando dados coletados ao longo dos últimos 20 anos.
Nesse levantamento, constatou que enquanto a saúde dos executivos apresenta melhoras, a das executivas está se deteriorando. “Elas se preocupam mais com a silhueta e por isso tomam mais anfetaminas. Mesmo as que têm uma jornada dupla ou tripla, porque cuidam dos filhos e administram a casa, viajam cada vez mais”, diz o médico.
Dados da pesquisa mostram que o número de homens com vida sedentária diminuiu mais que o de mulheres, entre 1990 e 2009. O percentual de homens fumantes também caiu de 35% para 15%, enquanto o de mulheres fumantes passou de 45% para apenas 35%. A gastrite é outra doença que vem diminuindo entre eles e subindo entre elas. Até o percentual de gordura no sangue das executivas se igualou ao dos executivos.
A SulAmerica Saúde realizou pesquisa similar, entre 2004 e 2009, com seus segurados e constatou que o índice de estresse era maior entre as mulheres. A doença atingia 53% delas contra 30% dos homens.
Gilberto Ururahy lembra que a vida das executivas não é fácil. Muitas, além de enfrentar longas jornadas de trabalho, ainda fazem cursos à noite. Era o caso de Carmen. “Eu fazia mestrado quinta, sexta e sábado o dia inteiro, tinha dois filhos entrando na adolescência e me estressava muito com os problemas da casa”.
Ela conta que levou pelo menos dois anos para botar a saúde em dia. “Percebi que me alimentava com muito sanduíche. Como não estava gorda, nem engordando, achava que estava tudo estava bem”, diz.
Hoje, Carmen faz ginástica e pratica boxe em uma academia depois do expediente. “Também mudei minha alimentação ao ponto de não comer mais carne vermelha”, diz.
Fonte: Texto Paola de Moura | (Arte) Valor. Assinantes podem ler mais, ao clicar aqui.

Curso intensivo de marketing: nem tudo está perdido quando o consumidor recebe a informação errada

Em janeiro de 2007, Uri Simonsohn, professor de gestão de operações e de informações da Wharton, recebeu um e-mail com parte de um artigo do New York Times sobre um novo ranking feito pela Consumer Reports, respeitada revista americana que publica mensalmente avaliações de diversos produtos.
O ranking avaliava diversos modelos de assentos para o transporte de crianças em automóveis e mensurava o grau de eficiência do produto no caso de um acidente grave. As principais descobertas reveladas pelo ranking eram muito diferentes dos resultados de uma pesquisa similar feita pela revista dois anos antes. 
De acordo com o novo ranking, os assentos que haviam sido bem avaliados anteriormente agora apresentavam problemas quando o veículo era atingido na lateral. Simonsohn anotou mentalmente a informação para mais tarde substituir o assento que ele e a esposa haviam comprado para seu bebê na ocasião em que o produto havia recebido nota máxima nos testes da Consumer Reports. Uma coisa, porém, levou à outra e ele acabou não comprando um assento novo tão rapidamente quanto pretendia.
A demora teve um desfecho positivo. Duas semanas mais tarde, os editores da Consumer Reports admitiram que haviam cometido um erro grave em um dos procedimentos de teste da revista, o que invalidava grande parte dos dados.
“Isso me deu uma ideia”, diz Simonsohn, cuja pesquisa anterior havia analisado de que forma os leilões e as loterias online influenciavam o comportamento do consumidor. “De que maneira eu poderia testar a capacidade das pessoas de ignorar essa informação?
”Por fim, ele criou um meio que lhe permitia usar os dados de um site de leilões para averiguar se a cobertura dos primeiros resultados pela mídia, e a subsequente ausência de notícias, influenciava os consumidores.
Simonsohn constatou que os compradores de assentos reagiram rapidamente às informações da avaliação inicial — havia gente na Internet fazendo lances altos pelos modelos mais bem avaliados, ao mesmo tempo que reduziam a oferta feita pelos modelos de classificação mais modesta. 
Contudo, essas pessoas também mudaram de atitude logo que os resultados foram corrigidos. Isso parecia contradizer um volume significativo de pesquisas em que o esperado era o contrário — isto é, muita gente não desconsiderava a informação que posteriormente foi dada como incorreta. 
“Todas as evidências indicavam que eu deveria ter constatado que as pessoas não são capazes de mudar de opinião depois de descobrirem que uma determinada informação estava errada”, observa Simonsohn.
A pesquisa intitulada “Lições de um deslize da Consumers Report: o consumidor segue os especialistas e ignora as informações inválidas” [“Lessons from an Oops at Consumer Reports: Consumers Follow Experts; Ignore Invalid Information”], deverá ser publicada numa próxima edição do Journal of Marketing Research, da Associação Americana de Marketing. 
Conforme mostra o estudo, os resultados da pesquisa de Simonsohn poderiam ser úteis a empresas, ou mesmo aos políticos, que podem agora ficar tranquilos sabendo que se agirem rapidamente e de forma drástica na difusão da informação correta, conforme fez a Consumer Reports, tal atitude poderá neutralizar os efeitos do erro anterior. 
Simonsohn admite, porém, que um incidente do qual tenham participado uma fonte confiável de notícias, como é o caso da Consumer Reports, e pais preocupados com a segurança dos filhos talvez tenha características únicas.
Quando a premiada revista, publicada pelo Sindicato dos Consumidores, entidade sem fins lucrativos, informou em julho de 2009 que nove dos 12 assentos para crianças testados haviam sido “reprovados completamente” nos testes de colisão de alto impacto — em que alguns dos assentos foram violentamente deformados ou arremessados de suas bases na hora da colisão —, a notícia se espalhou rapidamente por todo o país. O fato de que até os modelos de assento de maior sucesso haviam sido reprovados foi algo de tal modo chocante que chamou a atenção de muita gente. 
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