Inteligência Competitiva como fator de Inovação

Daft (1982) afirma que inovação organizacional é a adoção de uma idéia ou comportamento que é novo para a indústria, o mercado ou o ambiente em geral.

Woodman, Sawyer e Griffin (1994) reiteram que nenhuma companhia pode manter-se competitiva sem novas idéias; a mudança é a expressão visível dessas idéias.

Lane (1998) descreve as inovações baseadas na ciência como os novos conhecimentos científicos que permitem às empresas:
1) mudar sua plataforma tecnológica;
2) desenvolver novas plataformas;
3) melhorar sua competitividade.

Miller (2002) afirma que normalmente, as empresas importam esses novos conhecimentos de uma fonte externa. Para fazer isto, precisam de pessoal qualificado em disciplinas científicas específicas que possam reconhecer o valor potencial de uma informação e facilitar sua integração às bases de conhecimentos disponíveis.

Mas ainda, um alto grau de ambigüidade e um horizonte de longo prazo caracterizam as inovações baseadas na ciência. Portanto, tais empresas fundamentadas na ciência apresentam sempre carências de equipe no que diz respeito a profissionais de inteligência. Normalmente, a equipe preenche os seguintes objetivos das atividades de inteligência:

1) monitorar atividades de pesquisa importantes para a atual base científica da empresa:

2) avaliar as implicações desta nova pesquisa para a base científica;

3) monitorar a rede de colegas pesquisadores científicos;

4) avaliar as implicações das mudanças na base científica para plataforma tecnológica da empresa, bem como para atuais e futuros produtos e serviços.

Por isso, Miller (2002) afirma que a inteligência do mundo dos negócios incorpora a monitoração de uma ampla gama de fatos novos ao longo do ambiente ou mercado externos de uma organização e seus negócios. A inteligência competitiva concentra-se nas perspectivas atuais e potenciais quanto a pontos fortes, fracos e nas atividades de organizações que tenham produtos ou serviços similares dentro de um setor da economia.

O que em última análise, pode garantir aos profissionais das mais diversas organizações e empresas, a possibilidade de compreender a inteligência, conforme afirma Kahaner (1996), pelos fatores como a velocidade dos processos de negócios, a sobrecarga de informações, o crescimento global do processo competitivo, a concorrência cada vez mais agressiva, as rápidas mudanças tecnológicas e as transformações acarretadas pela entrada em cena global de entidades como a União Européia (EU) e o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
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Para melhor entender o atual ambiente de negócios e competição

Homem no Fogão e Mulher na Gestão: Como Antecipar Movimentos de Mercado e da Concorrência em um Mundo Dirigido pela Maior Participação das Mulheres nas Compras de Produtos e Serviços, através de Estratégia e Inteligência Competitiva com Enfoque Global e Local”.
De Alfredo Passos e Sandra Maria Martini. São Paulo : LCTE Editora, 2010. 511 p. ISBN: 9788579420245
Leia a Nota Bibliográfica,clique aqui.
Leia o Sumário (os assuntos tratados em duas partes e 39 capítulos) do livro Homem no Fogão e Mulher na 

Relatório UNESCO sobre Ciência 2010: relatório executivo

Resumo: O Relatório UNESCO de Ciência 2010 é um espelho do desenvolvimento mundial da ciência.“Ele mostra como a proliferação da informação digital e das tecnologias de comunicação estão modificando cada vez mais a imagem global”, explica a Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.
O objetivo do documento é apresentar análises sobre a evolução histórica do setor de ciências por regiões e servir como subsídio complementar para o desenho e avaliação de políticas de ciência e tecnologia nas várias regiões do planeta.
No Relatório deste ano, o Brasil é o único país da América do Sul a ser contemplado com um capítulo exclusivo, o que mostra a influência e importância regional do país neste campo.
Para a América Latina, o documento também dedica um capítulo para Cuba. Outros países que ganharam capítulos específicos foram Canadá, Turquia, Estados Unidos, Irã, Índia, China, Japão e República da Coréia.
A versão em português do Relatório UNESCO de Ciência 2010 é composto por um resumo executivo, um CD-Rom com o relatório completo em inglês e o capítulo exclusivo sobre o Brasil.
Maiores informações, clique aqui.

Inovação estagnada

O “Relatório Unesco sobre Ciência”, publicado de cinco em cinco anos, traz em sua versão 2010 um capítulo dedicado ao Brasil. Escrito por Carlos Henrique de Brito Cruz e Hernan Chaimovich, especialistas em política científica e tecnológica, o texto apresenta indicações preocupantes.
O diagnóstico de que o país vai bem em produção científica, mas avança pouco na capacidade de transferir conhecimento para o setor produtivo (inovação), tem uma década. A novidade está em que o esforço inovador parece ter alcançado um ponto de saturação, se não de retrocesso.
Um dos objetivos da Lei de Inovação, de 2004, era aumentar o número de pesquisadores nas empresas. Apenas 38% estão empregados no setor privado; cifra similar (45%) alcança a participação empresarial no gasto nacional com pesquisa e desenvolvimento (P&D), contra a média de 65% na União Europeia.
Após alguns anos de progresso, em que o contingente de cientistas no ramo empresarial passou de 35 mil em 2000 para 50 mil em 2005, o país viu essa vanguarda da inovação retroceder para 45 mil pessoas, em 2008.
Outros indicadores também apontam para relativa estagnação. O número de doutores formados a cada ano no país estacionou em torno de 11 mil. Em 2008, menos pessoas se formaram em universidades federais do que em 2004 -e só 16% dos jovens de 18 a 24 anos estão matriculados no nível superior.
A parcela do PIB aplicada em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que o presidente Lula havia prometido elevar a 2%, ainda vegeta ao redor de 1%. Em valores absolutos, é o equivalente ao que gastam Espanha e Itália.
O Brasil entretanto conta com apenas 1,3 pesquisador por grupo de mil integrantes da força de trabalho, contra 5,53 na Espanha e 9,17 na Coreia do Sul.
Cerca de 60% da produção científica nacional se origina de sete universidades, quatro delas paulistas. Concentram-se no Estado de São Paulo, aliás, 45% do gasto em P&D.
As estatísticas demonstram que o sistema de inovação brasileiro ainda está muito longe de alcançar a capilaridade necessária para tornar a indústria do país mais competitiva em escala mundial. Os casos que podem ser considerados de sucesso -cultivo de soja, prospecção e exploração de petróleo, biocombustíveis e indústria aeronáutica- só reafirmam a dependência de políticas indutoras do Estado.
Note-se, além disso, que os três primeiros tópicos evidenciam o fato de a economia brasileira restringir seu melhor desempenho no comércio internacional aos mercados de commodities.
Não se trata de um destino inexorável, como provou a Coreia do Sul no passado e prova hoje a China -dois países que desempenham papel de destaque na área tecnológica.
Para avançar, é preciso que o governo e o setor de ciência e tecnologia entendam porque o diagnóstico de uma década atrás e as políticas adotadas desde então foram incapazes de engendrar a cura da atrofia inovadora no país.

Edital – Exame de Qualificação

EDITAL

EXAME DE QUALIFICAÇÃO

DOUTORADO EM ADMINISTRAÇÃO

ALUNO(A): Eloísa de Moura Lopes

TÍTULO: “Gestão da inovação aberta: modelo de acesso à inovação tecnológica”.

BANCA EXAMINADORA:

Professor(a) Doutor(a).: Leonel Cezar Rodrigues (Orientador)

Professor(a) Doutor(a).: Eva Stal (UNINOVE)

Professor(a) Doutor(a).: Silvia Novaes Zilber (UNINOVE)

Professor(a) Doutor(a).: Messias Borges Silva (EEL/USP)

Professor(a) Doutor(a).: José Luís Gomes da Silva (UNITAU)

Professor(a) Doutor(a).: Jouliana Jordan Nohara (Suplente)

Professor(a) Doutor(a).: Rosinei Batista Ribeiro (Suplente)

DATA: 16 de novembro de 2010

HORÁRIO: às 09h30m

LOCAL:

Universidade Nove de Julho

Av. Francisco Matarazzo, 612 – Água Branca – São Paulo – Centro de Pós-Graduação – Prédio C – Anfiteatro

Nota Bibliográfica sobre o livro Homem no Fogão e Mulher na Gestão

Nota Bibliográfica
Homem no Fogão e Mulher na Gestão: Como Antecipar Movimentos de Mercado e da Concorrência em um Mundo Dirigido pela Maior Participação das Mulheres nas Compras de Produtos e Serviços, através de Estratégia e Inteligência Competitiva com Enfoque Global e Local
De Alfredo Passos e Sandra Maria Martini. São Paulo : LCTE Editora, 2010. 511 p. ISBN: 9788579420245
O livro apresenta os mais recentes artigos científicos, estudos de caso, conceitos, metodologias, teorias e exemplos práticos sobre Inteligência Competitiva, Inteligência Competitiva Tecnológica e Inovação Aberta.
Dividido em duas partes. Na primeira parte estão descritos os fundamentos em Inteligência que todo profissional precisa conhecer para iniciar ou se desenvolver neste campo de trabalho, como definições, ciclo de Inteligência, benefícios de Inteligência para empresa, além do perfil profissional exigido nos países desenvolvidos.
Na segunda parte contém práticas avançadas para a prática e a Gestão em Inteligência. Como criar uma cultura corporativa, como se manter a par dos avanços tecnológicos, entre outros temas.
Ainda capítulos voltados as necessidades de Inteligência, como entrevistas, relatórios e condições para o bom andamento do trabalho.
Também conceitos e práticas da coleta de informações em Inteligência, acesso às fontes de informação, desenvolvimento de técnicas e transposição da informação para o formato apropriado a empresa.
E uma das partes mais importantes, ou seja, o coração do trabalho: a análise em Inteligência. Além de um capítulo reservado a discussão sobre Comunicação em Inteligência, bem como, o que é Inteligência.
Indicado para executivos, profissionais de Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, Marketing, Comunicação, Vendas, Pesquisa de Mercado, Planejamento Estratégico, bem como estudantes de graduação e pós-graduação (Stricto sensu e Lato sensu), de administração, pesquisa de mercado, comunicação social, biblioteconomia, relações internacionais, entre outras.
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