Farmácia Popular mais que dobra atendimentos durante primeiro semestre

Quantidade de diabéticos e hipertensos beneficiados com medicamentos gratuitos pelo Saúde Não Tem Preço cresce 100% e 33%, respectivamente
A quantidade brasileiros beneficiados pelo Aqui Tem Farmácia Popular, nos primeiros seis meses deste ano, aumentou 127% em todo o país. O total mensal passou de 1.258.466 pessoas assistidas em janeiro para 2.862.947, em junho. Se considerado o período da gratuidade dos medicamentos para hipertensão e diabetes – ação conhecida como Saúde Não Tem Preço, lançada em fevereiro – o número de brasileiros que obtiveram medicamentos de graça para estas duas enfermidades praticamente dobrou, saltando de 1,5 milhão para quase 2,9 milhões de usuários assistidos pelo programa, em junho.
Desde o início do Saúde Não Tem Preço, a quantidade de usuários de medicamentos gratuitos para diabetes cresceu 100% – pulou de 356.002 para 713.923 mensal. No caso da hipertensão, o número aumentou 33% – passou de 812.950 beneficiados em fevereiro, para 1.910.133, em junho. “Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida da população, que são a diabetes e a hipertensão”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
No Brasil, a hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de pessoas. Destas, 80% – ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos – são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS.
Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o Aqui Tem Farmácia Popular oferece mais 14 tipos de medicamentos, com até 90% de desconto, utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma, gripe, e dislipedemia (para o tratamento a colesterol alto e outras disfunsões sanguíneas), além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os medicamentos são oferecidos em mais de 15 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular e em mais de 500 unidades próprias do programa (administradas pelo governo federal).
ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS – Para obter os produtos disponíveis no Farmácia Popular, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.
Eventuais dúvidas sobre o Farmácia Popular podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br
Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo ou /nome genérico”, que é a substância que compõem o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.
Fonte: Agência Saúde

Grupo Medial apresenta recorde histórico de venda de planos médico-hospitalares em 2008

A Medial Saúde S.A. (BOVESPA: MEDI3), uma das maiores operadoras de medicina de grupo do país, anuncia os resultados do quarto trimestre (4T08) e consolidado de 2008.

Em 2008, as vendas de planos médico-hospitalares alcançaram recorde histórico, chegando a 462,7 mil, uma média superior a 38,5 mil planos por mês.

O número de beneficiários atingiu 1.678,3 mil no 4T08, sendo 1.468,9 mil em planos médico-hospitalares, aumento de 2,8% e 5,4%, em relação ao 3T08 e 4T07, respectivamente.

Em planos odontológicos o crescimento foi de 35,9% em relação ao 3T08 e 130,1% em relação ao 4T07, encerrando o ano com 209,4 mil beneficiários.

O destaque é o crescimento de planos médico-hospitalares para pequenas e micro empresas (PME), com até 50 vidas. Nesse segmento, o crescimento do número de beneficiários foi de 5,3% em relação ao 3T08 e 15,6% em relação a 2007.

Contemplando os beneficiários provindos da aquisição de empresas, a Medial passa a ter 1.809,3 mil beneficiários, o que representa crescimento de 21,9% em 2008

Esses resultados devem-se à elevada aceitação do novo portfólio de produtos pelo mercado, lançado em maio, que ampliou as opções de contratação de produtos segmentando o tipo de rede de atendimento e público-alvo, de acordo com necessidades apontadas por beneficiários e corretores em pesquisas, além de estudos de tendências de mercado.

O fato deveu-se também à contínua busca pela redução no nível de cancelamento, com a implantação da diretoria de fidelização de clientes, em outubro de 2008, com o objetivo de assegurar um relacionamento mais próximo à base de beneficiários, o que garantiu significativa redução já no 4T08, em que foram cancelados 101,3 mil planos, contra 108,2 mil no mesmo período de 2007.

A receita total – soma das contraprestações líquidas (receitas de planos médico-hospitalares e planos odontológicos) e outras receitas (receitas de hospitais e de diagnósticos provenientes de outros planos médico-hospitalares) – registrou expansão de 3,8% em relação ao 3T08 e de 11,2% em relação ao 4T07, atingindo R$ 510,6 milhões.

A receita total no ano foi R$ 1.946,7 milhões, aumento de 19,2% se comparado aos R$ 1.632,9 milhões em 2007

A sinistralidade acumulada em 2008 foi 71,0%, 2,8 pontos percentuais inferior a 2007, resultado do contínuo processo de análise de processos, investimentos em sistemas operacionais e negociação com fornecedores de materiais e medicamentos.

O EBITDA ajustado no ano é R$ 93,6 milhões, 22,8% superior ao de 2007, de R$ 76,2 milhões. O EBITDA ajustado do 4T08 foi R$ 12,0 milhões, frente aos R$ 29,1 milhões do 4T07.
O lucro líquido ajustado de 2008 foi de R$ 63,7 milhões, frente aos R$ 65,5 milhões de 2007.

Fonte: Fundamento.

Gestão da Saúde

Em 1970, o custo da assistência a saúde nos Estados Unidos respondia por aproximadamente 7% do produto interno bruto – PIB. Em 2007, equivalia a 16% da atividade econômica do país.

Quatro fatores preocupantes:

1. O crescimento dos gastos com a assistência médica nos Estados Unidos frequentemente supera o da economia como um todo. Nos últimos 35 anos, enquanto os gastos gerais da nação com bens e serviços cresceu a uma taxa média anual de 7,2%, o montante despendido com saúde atingiu o índice de 9,8%.

2. Se o gasto federal permanecer uma porcentagem relativamente constante do PIB, em 20 anos, o custo ascendente do Medicare como parte desse orçamento ultrapassará todos os gastos, exceto os militares.

3. O peso de cobrir despesas médicas com empregados, aposentados e suas famílias está levando algumas das empresas economicamente mais importantes dos Estados Unidos a perder competitividade nos mercados mundiais.

4. Se tivessem de relatar em suas demonstrações financeiras o passivo que enfrentam em razão de compromissos contratuais de assistência médica a servidores aposentados, praticamente todas as cidades e municípios do país iriam a falência.

Fonte: Inovação na gestão da saúde. Clayton M. Christensen. Jerome H. Grossman. Jason Hwang. Porto Alegre: Bookman, 2009.