BID e Minas Gerais iniciam programa para impulsionar a competitividade do estado

Programa de apoio aos Arranjos Produtivos Locais deve fortalecer instrumentos e mecanismos de inovação e articulação de políticas para o desenvolvimento econômico local

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Estado de Minas Gerais vão dar início ao Programa de Apoio à Competitividade dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), que busca fomentar as atividades econômicas do Estado, aumentando a produtividade e a competitividade das empresas envolvidas em até sete APLs.

Neste primeiro momento estão identificados os arranjos de eletro-eletrônicos (Santa Rita do Sapucaí) e calçados (Nova Serrana).

A iniciativa deve fortalecer os instrumentos e mecanismos de inovação e articulação dos atores locais dos APLs nos níveis estadual e federal; envolvendo empresas, instituições de apoio e pesquisa entre outros.

Para isso, o programa será conduzido em três frentes principais: o desenvolvimento de um modelo público-privado de apoio à melhoria da competitividade dos APLs; a execução dos Planos de Melhoria da Competitividade dos APLs selecionados; e o desenvolvimento de um sistema de acompanhamento, avaliação e identificação de lições aprendidas.

O investimento total do Programa é de US$ 16,7 milhões, sendo US$ 10 milhões em financiamento do Banco e US$ 6,7 milhões de contrapartida local do Estado de Minas Gerais. A contrapartida poderá contar ainda com aporte das entidades parceiras do programa, SEBRAE-MG e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).

A execução ficará a cargo da Secretaria de Desenvolvimento do Estado por meio do Instituto Euvaldo Lodi, Núcleo Regional de Minas Gerais (IEL), que mediante convênio vai sediar a Unidade Gestora do Programa (UGP).

Fonte: BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Guia do MBA

A consolidação do MBA (Master in Business Administration) como especialização para gestores multiplicou o número de cursos nos últimos anos.

Hoje, porém, efeitos da crise dividem o candidato: o resultado sobre o desempenho compensa o investimento?

Ex-alunos respondem: 79% acharam o curso útil ou muito útil, 87% se satisfizeram com o aprendizado de gestão, 40% tiveram aumento de salário e 37% foram promovidos, aponta pesquisa Datafolha realizada em agosto com 200 profissionais que terminaram o MBA há até três anos.

O Guia MBA foi publicado pela Folha de S.Paulo neste domingo, 18 de outubro de 2009.

Segundo a pesquisa Datafolha, 17% dos entrevistados apontaram como objetivo principal ao fazer o curso disputar ou pleitear cargos melhores.

Mas, para crescer, nem sempre o MBA é o melhor caminho -e nem todas as empresas dão o mesmo valor ao título.

“A primeira coisa é ter um plano de carreira e ver que capacitações faltam. Às vezes, é melhor fazer uma pós-graduação em um tema específico”, sugere Claudinei Santos, diretor de projetos de pós-graduação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Molino, da KPMG, recomenda balancear o lado gestor com o técnico. “Se o profissional tem uma faculdade mais técnica, deve procurar um MBA. Se a faculdade foi generalista, deve procurar uma pós específica.”

Algumas empresas oferecem programas de educação corporativa. Neles, o potencial dos funcionários é avaliado, e são apontados os cursos desejáveis em sua área -é o que acontece, por exemplo, na Volvo.

Mesmo tendo indicado o curso e, muitas vezes, pagado por ele, a empresa não necessariamente tem um plano de promoção para o funcionário.

“Não é porque ele fez o curso que terá ascensão, mas com certeza estará melhor preparado para outro recrutamento dentro da empresa”, avalia Rubens Cieslak, responsável por educação corporativa da Volvo.

Segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados acreditam que o mercado de trabalho valoriza muito o MBA para conceder promoções, enquanto apenas 34% acreditam que a empresa em que trabalham valoriza muito o MBA na hora de conceder promoções.

Fonte: Folha de S.Paulo. Os assinantes Folha/UOL podem ler mais ao clicar aqui.

Marcopolo encara o desafio de ‘exportar’ funcionários

Com escritórios em 13 países, a Marcopolo desenvolveu políticas para internacionalizar os funcionários

Com fábricas em 9 países e escritórios comerciais em outros 13, a fabricante de carrocerias Marcopolo precisou desenvolver políticas para “internacionalizar” os funcionários enviados para fora do Brasil. São regras gerais para os “expatriados”, mas também medidas específicas conforme o destino dos trabalhadores. Para entrar na Índia, Rússia e China, por exemplo, a empresa fez um planejamento especial devido às diferenças culturais profundas. Contratou brasileiros com dupla cidadania, que depois de um estágio na matriz se encarregaram de dar apoio aos empregados que viajaram àqueles países.

Hoje são 119 brasileiros pelo mundo, além dos 2,5 mil funcionários estrangeiros. Como o produto é adaptado ao clima e à legislação locais, o uso de mão-de-obra é intensiva, diz o diretor Milton Susin. Assim, além de gerentes, a Marcopolo também “exporta” pessoal operacional qualificado, como engenheiros, eletricistas e soldadores.

Fonte: Sérgio Bueno, de Caxias do Sul (RS), Valor

Livros, Obras de Arte e Filmes

A Escola de Direito da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas) divulgou as datas e a lista de leituras obrigatórias para o vestibular 2010.

Ao todo, os candidatos terão analisar 29 obras, sendo 12 livros, 9 obras de arte e 8 filmes.

A primeira fase será aplicada nos dias 1 e 2 de novembro. No primeiro dia haverá provas dissertativas de redação, língua portuguesa e inglês; no segundo, de artes visuais e literatura, história, geografia e raciocínio. Em dezembro, nos dias 7 e 11, será aplicado o exame lógico-matemático.

O início das inscrições ao processo seletivo ainda não foi definido.

Livros

A lista de leituras obrigatórias para 2010 tem quatro novas obras, que substituem “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, “A Metamorfose”, de Franz Kafka e “Iracema”, de José de Alencar, que foram cobrados em 2009.

Veja a relação:

  • “A Poesia Lírica e Satírica”, de Gregório de Matos;
  • “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antonio de Almeida;
  • “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;
  • “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos;
  • “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino;
  • “Poesias de Álvaro de Campos”, de Fernando Pessoa;
  • “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade;
  • “Sagarana”, de João Guimarães Rosa;
  • “Macunaíma”, de Mário de Andrade;
  • “A Morte de Ivan Ilitch”, de León Tolstói;
  • “A Queda da Casa de Usher”, de Edgar Allan Poe;
  • “Casa Tomada”, de Julio Cortázar.

  • Obras de arte

    Para a prova de artes visuais serão cobradas análises das seguintes obras de artes plásticas:

  • “O Grito do Ipiranga – Independência ou Morte” (1888), de Pedro Américo, coleção Museu Paulista;
  • Elementos de Tipografia (1952), de Geraldo de Barros, coleção Pinacoteca do Estado;
  • “Metaesquema II” (1958), de Hélio Oiticica, coleção MAC-USP;
  • “Bicho” (1960), de Lygia Clark, coleção família Clark;
  • “Sem Título”, da série “Objetos Gráficos” (1967), de Mira Schendel;
  • “Retrato de El-Rei Dom João VI” (1817), de Jean-Batista Debret, coleção Museu Nacional de Belas Artes;
  • “Canoa sobre o Epte” (1890), de Claude Monet, coleção Masp;
  • “Flag” (1954-55), de Jasper Johns, coleção Museum of Modern Art, Nova York, (MoMA);
  • “Banhista Enxugando a Perna Direita” (1910), de Pierre Auguste Renoir, coleção Masp.
  • Em relação ao ano passado, a alteração é a entrada de “Sem Título”, de Mira Schendel, e “Flag”, de Jasper Johns. Saiu a obra “Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy”, de Van Gogh.

    A coordenação do vestibular indica a seguinte bibliografia como leitura de apoio: “A arte brasileira em 25 quadros”, de Rafael Cardoso, ed. Record (2008); “Grupo Ruptura”,de Rejane Cintrão, Cosac & Naify (2002); “A invenção de Hélio Oiticica”, de Celso Favareto, Edusp, (2000); “Mestres do Modernismo”, de Maria Alice Milliet (org), editora Pinacoteca do Estado (2005); “Arte Moderna”, de G.C. Argan, Companhia das Letras (2004); “Impressionismo”, de Meyer Schapiro, Cosac & Naify (2002); “Estilos, Escolas e Movimentos”, de Amy Dempsey, Cosac & Naify, (2002).

    Filmes

    O vestibular cobrará também a análise dos seguintes filmes:

  • “Jogo de Cena” (2007), de Eduardo Coutinho;
  • “Lisbela e o Prisioneiro” (2003), de Guel Arraes;
  • “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes;
  • “O Ano que Meus Pais Saíram de Férias” (2006), de Cao Hamburger;
  • “A Conquista da Honra” (2006), de Clint Eastwood;
  • “Cartas de Iwo Jima” (2006), de Clint Eastwood;
  • O Show de Truman (1998), de Peter Weir;
  • “Persépolis” (2007), de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud.
  • Na comparação com o ano passado, a FGV passa a cobrar a análise de “Jogo de Cena” e “Persépolis” e exclui da lista “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles.

    Como leitura de apoio, é indicada a seguinte bibliografia: “O Cinema Brasileiro Hoje”, de Pedro Buchter, crítico da Folha de S.Paulo, da coleção Folha Explica, editora Publifolha (2005); “A Significação no Cinema”, de Christian Metz, tradução de Jean Claude Bernardet, São Paulo, ed. Perspectiva/USP (1972); e “A Experiência do Cinema”, organizado por Ismail Xavier – antologia, editora Graal (1983).

    Outras informações podem ser obtidas no site da FGV-SP.

    Fonte: UOL.