Petrobrás será minoritária em nova empresa

A Petrobrás será minoritária na nova empresa petroquímica brasileira que deve sair da fusão entre Braskem e Quattor. A afirmação é do diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, que garantiu ao Estado que “não haverá estatização” do setor.

O executivo não quis dar detalhes sobre as negociações, mas defendeu a operação dentro da nova estratégia da companhia para o segmento, que prevê a criação de “uma petroquímica forte, de escala mundial”.

A estratégia foi anunciada ainda em 2003, logo no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2004, no primeiro plano estratégico da empresa sob nova gestão, o retorno da Petrobrás à petroquímica foi a principal mudança.

Na época, a estatal divulgou que retomaria investimentos em expansão da capacidade ao mesmo tempo em que atuaria como consolidadora das empresas do setor, processo que culminou com criação da Quattor e com a compra da Ipiranga por Petrobrás, Braskem e Ultra.

“Petroquímica é mercado mundial. Pode ser que (a fusão entre Quattor e Braskem) seja o caminho”, afirmou Costa, em entrevista ao Estado, lembrando que outros setores, como o de alimentos, vêm passando por processo de consolidação semelhante.

As partes envolvidas já estão em negociações, mas vêm enfrentando alguns percalços, principalmente com relação a conflitos societários na Quattor. Essa semana, um obstáculo foi removido: autora de uma ação judicial contra o negócio, Joanita Soares de Sampaio Geyer vendeu suas ações na Unipar e desistiu de contestar a fusão.

Costa não quis adiantar detalhes das negociações, mas disse que a tendência é que a Petrobrás mantenha a postura inicial, de atuar como minoritária no setor. “Nada vai ser estatal. A empresa (resultante da fusão) vai ser empresa privada”, ressaltou o diretor da Petrobrás. A empresa busca, inclusive, um sócio para a Petroquímica Suape, que inicia as operações já no ano que vem. O grupo Vicunha, parceiro inicial, desistiu do projeto. A tendência agora é a entrada de um grupo internacional.

Diante do início das negociações sobre a fusão Quattor/Braskem, a avaliação no setor é que o retorno da Petrobrás à petroquímica não obteve o resultado esperado. Observadores próximos dizem que a ideia de criar dois grandes grupos fracassou diante do elevado endividamento da Quattor. Costa discorda: “Não encaro nada como passo errado, foi o passo que tinha que ser dado naquele momento. Agora, há um novo processo de negociação, que não se sabe onde vai dar”.

O executivo reitera que houve avanços importantes em ampliação da capacidade. Além da Petroquímica Suape, diz, foram construídas três novas unidades de propeno no País, garantindo insumo para o crescimento da produção de matérias-primas petroquímicas no País.

Além disso, Petrobrás e Braskem construíram a Petroquímica Paulínia SA, já em operação. A Quattor, por sua vez, inaugura nova unidade de polietileno no polo de Capuava, com capacidade de 200 mil toneladas por ano, em janeiro.

Projeto símbolo da retomada, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), porém, tem patinado na busca de parceiros. O primeiro interessado, o grupo Ultra, já não parece disposto a assumir o grande custo da obra. A Quattor, que tinha compromisso de participar, deve ser incorporada à Braskem. A Petrobrás já iniciou a terraplenagem e a encomenda de equipamentos, mas ainda não anunciou qualquer parceria no polo.

“Não estou com pressa de fechar (parcerias para) a segunda geração. Estou me dedicando agora à refinaria”, diz o executivo. A percepção no mercado é que não há grande interesse pela obra no momento, já que o consumo foi afetado pela crise e há grandes projetos na Ásia prestes a entrar em operação, os maiores deles, em países do Oriente Médio: Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes.

No encontro anual da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), este mês, o plano de negócios apresentado pelo presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, reconhecia que “a crise econômica mundial reforçou o ciclo de baixa da petroquímica, fazendo com que projetos fossem postergados”.

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Fontes: Nicola Pamplona e Débora Thomé, O Estado de S.Paulo, 20/12/2009.
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Brasil caminha para se tornar “petropotência”, diz Washington Post


Funcionários da Petrobras trabalham em plataforma em Angra dos Reis, Rio de Janeiro

Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano “Washington Post” afirma que o Brasil se encaminha para se tornar uma “petropotência”.

Intitulado “Brasil se prepara para extração maciça de petróleo”, o artigo faz, no entanto, a ressalva de que os desafios envolvendo o desenvolvimento do pré-sal são tão gigantescos quanto a tarefa em si.

“Tudo neste estaleiro é colossal”, escreve o repórter, durante uma visita a uma das infraestruturas da Petrobras em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. “Os 4 mil trabalhadores, os bilhões aplicados em custos de capital, as plataformas com altura de um prédio de dez andares inconclusas.”

“Assim também é o desafio que enfrenta a estatal brasileira de energia, a Petrobras: desenvolver um grupo de campos de petróleo recém-descobertos em mar profundo que, segundo analistas de energia, catapultarão o país para o ranking das petropotências.”

A reportagem cita estimativas da Petrobras, de que o país poderia chegar a 2020 com uma produção de 3,9 milhões de barris de petróleo por dia, praticamente o dobro do volume de 2 milhões de barris atualmente.

As reservas comprovadas de petróleo podem passar dos atuais 14,4 bilhões de barris para mais de 30 bilhões de barris, diz o texto.

“Em uma era de oferta reduzida, as descobertas na costa brasileira e o aumento da envergadura da Petrobras estão mudando o equilíbrio petroleiro do mundo”, diz a matéria.

O artigo lembra que a estatal “permanece firmemente sob o controle do Estado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratando-a como um ícone nacional, cujo futuro está entrelaçado com o do Brasil”.

“Apesar do otimismo que os dirigentes da Petrobras demonstram para os visitantes, eles listam os desafios: perfurar a camada de sal a 6,5 mil pés e operar campos que estão tão longe da costa que só podem ser alcançados de helicóptero”, diz o texto.

Além disso, a reportagem cita a associação de petroleiras estrangeiras que operam no Brasil. O grupo critica o que considera um excessivo posicionamento da Petrobras nos campos do pré-sal, afirmando que o quinhão estatal nos projetos corre o risco de “limitar o desenvolvimento” deles.

Fonte: BBC Brasil, UOL

Sonangol avança no mar do Brasil

Uma empresa estatal africana está fazendo uma aposta no Brasil com negócio avaliado em US$ 180 milhões pelo mercado.

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) está a um passo de consolidar suas atividades no setor de petróleo no Brasil assumindo o controle da brasileira Starfish Oil & Gas, da qual já detém fatia de 18% adquirida em uma emissão privada de ações.

O diretor geral da Sonangol Pesquisa e Produção no Brasil, Candido Cardoso, não confirma esse valor. Diz apenas que não concluiu a compra. “Faltam alguns aspectos legais”, disse o executivo ao Valor.

A negociação envolve cerca de 80 acionistas da Starfish e começou em agosto.

Com a aquisição do controle, a estatal angolana passa a ser operadora de blocos no mar brasileiro, onde ainda não produz nem petróleo nem gás.

A própria Starfish se prepara para iniciar a produção em terra, no Rio Grande do Norte. A aquisição no Brasil faz parte da estratégia de internacionalização dos negócios da angolana, que já tem presença na Europa.

O principal alvo é Portugal, onde a antiga colônia é acionista da Galp Energia com 15%, e do banco Millennium BCP, que opera na África através do Millennium Angola.

A imprensa portuguesa noticiou recentemente a possibilidade do grupo africano se tornar sócio da Energias de Portugal (EDP).

Fonte: Cláudia Schüffner, do Rio, Valor Econômico.

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Petrobras assina acordo para adquirir ativos da Chevron Chile

A Petrobras assinou um acordo para a compra de ativos da Chevron Chile SAC, empresa que produz e comercializa lubrificantes Texaco no Chile, nesta quarta-feira (04/11).

A operação, que envolve cerca de US$ 12 milhões, deverá ser concluída em um mês, com a transferência total do controle acionário.

O acordo inclui uma fábrica de lubrificantes na capital chilena, Santiago, com capacidade de produzir 15.900 metros cúbicos por ano, e a aquisição de 23 tanques para o armazenamento de matérias primas e produtos acabados.

Além disso, inclui a cessão de uso da marca, a formulação de lubrificantes Texaco e o contrato de fornecimento de produtos básicos entre a Petrobras e a Chevron (Estados Unidos).

Dessa forma, garante-se a continuidade dos produtos por um período de 24 meses, tempo que permitirá a transição para a marca de lubrificantes Lubrax da Petrobras. O acordo permitirá à Lubrax aumentar para 6% sua participação de mercado no segmento de lubrificantes no Chile.

Além disso, a Petrobras consolida seu posicionamento no mercado chileno de lubrificantes, e amplia suas oportunidades nos diferentes canais de distribuição que a empresa passou a deter naquele país após adquirir os ativos da Esso Chile Petrolera.

A Petrobras iniciou suas atividades no Chile em 2005, com um escritório de representação comercial. A compra das ações da Chevron Chile representa a continuidade do processo de consolidação da companhia naquele país.

Atualmente, a empresa opera 230 postos de combustíveis em território chileno, além de distribuir e vender combustível em 11 aeroportos e seis terminais de distribuição, com 16% do mercado varejista e 7% do setor industrial.

Essa operação está alinhada ao Plano Estratégico da Petrobras, que estabelece a expansão da empresa em regiões como a América Latina, contribuindo para o crescimento dos países onde opera.

Presente em 28 países em quatro continentes (Américas, África, Ásia e Europa), a Petrobras é uma empresa integrada de energia, líder mundial em exploração e produção de petróleo em águas profundas.

Fonte: Petrobras

Falta de competitividade prejudica consumo de gás natural no país, diz Abegás

Rio de Janeiro – A Associação Brasileira das Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) diz que a falta de competitividade continua prejudicando o aumento do consumo do produto no país. Em setembro deste ano, o consumo do insumo voltou a cair. Foram comercializados 36,7 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de 28,24% em relação a igual mês do ano passado.

Os dados da Abegás indicam que, desconsiderando-se o consumo termoelétrico, a redução seria um pouco menor, de 9,04%, mas não menos significativa. “Isto demonstra que a falta de política energética inibiu o crescimento e o alto preço de custo do gás natural fez com que o insumo perdesse competitividade nos segmentos não térmicos”, avalia a Associação.

O setor mais atingido é o industrial, responsável por 70% do gás natural consumido no Brasil, e que em setembro apresentou retração de 11,96%, frente a setembro de 2008.

A falta de competitividade do gás natural veicular em relação à gasolina e ao álcool, fez com que o segmento automotivo consumisse 13,32% a menos o produto em setembro deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado.

O setor comercial também apresentou retração de 5,82%, reduzindo em 36 mil metros cúbicos por dia o seu consumo. Já as térmicas movidas a gás não foram despachadas, por causa do alto nível dos reservatórios das hidrelétricas, contribuindo para a acentuada redução de 83,15% no consumo deste segmento de 2008 para 2009.

Os dados da Abegás indicam que, em contrapartida, os números do volume comercializado para as residências e co-geração demonstraram uma ligeira reação. O consumo residencial atingiu a média de 836 mil metros cúbicos por dia, o que representa crescimento de 4,75%.

Fonte: Nielmar de Oliveira, Repórter da Agência Brasil

Petrobras amplia oportunidades de negócios no Japão

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, participou de reunião com o Ministro do Meio Ambiente japonês, Sakihito Ozawa, ontem (27/10) em Tóquio, na qual apresentou os avanços brasileiros no setor de energias renováveis, com foco em etanol.

Hoje (28/10), a Petrobras inicia a comercialização da gasolina E3 (3% de etanol) para o segundo posto de combustível naquele país.

De acordo com o presidente da Petrobras, a Companhia negocia com o Governo de Okinawa tornar a província um modelo de distribuição da gasolina E3 no Japão, podendo ser ainda a localidade modelo para início das vendas do E10 (10% de etanol).

Durante o encontro com o ministro japonês, Gabrielli destacou que a intenção da Petrobras é tornar a refinaria Nansei Sekiyu um centro de distribuição de etanol para o Japão e para a Ásia. “Queremos que Okinawa seja um exemplo para todo o Japão, principalmente quanto às medidas para redução das emissões de CO2 por automóveis. Nós estamos prontos para contribuir com o fornecimento de E3 para todo o arquipélago”, afirmou.

Gabrielli apresentou os avanços do projeto de etanol no Brasil e o desenvolvimento da infraestrutura para produção e comercialização do combustível. Também falou sobre as vantagens dos carros flex fuel.

Segundo Sakihito Ozawa, o Ministério do Meio Ambiente apóia a difusão do E3 no mercado japonês como ponto de partida para se chegar ao E10.

O segundo posto de combustível naquele país a vender a gasolina E3 fornecida pela refinaria Nansei Sekiyu/Petrobras está localizado na cidade de Toyohashi, a 300 km da região central do Japão.

A Petrobras produz o combustível em uma planta na cidade de Sodegaura, na região de Kanto (centro do país) e já comercializa o produto em um posto de gasolina em Kawasaki, a 70 km de Tóquio.

A venda do E3 no Japão é coordenada pela Brazil Japan Ethanol (BJE), joint venture entre a Petrobras e a Nippon Alcohol Trade.

Refinaria deve receber petróleo brasileiro a partir de 2010

Também na terça-feira, o presidente da Petrobras participou em evento na Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ), em Tóquio, com presença de cerca de 150 empresários.

Gabrielli apresentou o plano de investimentos da Companhia e falou sobre as oportunidades de negócios com a exploração do pré-sal, principalmente nas áreas de serviços, indústria naval e de equipamentos.

Sobre os negócios da Petrobras na Ásia, Gabrielli reiterou que a refinaria Nansei Sekiyu deve se tornar o principal ponto de distribuição da Companhia no continente.

As operações de recebimento do petróleo brasileiro na Nansei Sekiyu e sua distribuição para a Ásia deverão começar em 2010.

O presidente da empresa também disse que a Petrobras já encomendou um estudo sobre as tendências do consumo na Ásia para orientar o projeto de adequação (Revamp) da Refinaria de Okinawa, possibilitando o refino do petróleo brasileiro.

A Nansei Sekiyu refina hoje apenas petróleo leve. Com a renovação, poderá também processar petróleo do Brasil, o que resultará em maior ganho financeiro com a comercialização de derivados.

A Petrobras no Japão

A Petrobras possui 87,5% de participação societária na refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa, com capacidade de processar 100 mil barris de petróleo leve por dia e produzir derivados de alta qualidade e nos padrões do mercado japonês.

Também conta com um terminal de petróleo e derivados para armazenamento de 9,6 milhões de barris e comporta suporte logístico para distribuição dos produtos da Petrobras no mercado asiático.

Fonte: Petrobras

Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil aumentou 6,7% em maio

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil em maio alcançou 2.310.012 barris de óleo equivalente por dia (boed), refletindo um aumento de 6,7% sobre o volume produzido em maio do ano passado (2.165.430 boed) e de 1,1% em relação à produção do mês anterior.

A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais, de 1.989.322 barris/dia, superou em 7,3% a do mesmo mês do ano passado (1.853.743 b/d) e foi 0,7% maior do que o volume produzido em abril (1.975.540 b/d).

O aumento de 14 mil barris deve-se à entrada em produção de poços nas plataformas P-50 (Albacora Leste) e P-53 (Marlim Leste), além do aumento da produção dos poços do navio-plataforma FPSO Cidade de Niterói (Marlim Leste), todos na Bacia de Campos.

Considerados os campos do Brasil e do exterior, a produção total de petróleo e gás natural da companhia atingiu a média diária de 2.546.553 barris de óleo equivalente diários (boed).

Esse resultado foi 7,6% maior que a produção de maio de 2008 e 1,1% acima do volume total extraído em abril do corrente ano dos campos da Companhia no País e no exterior.

O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 236.541 boed, 1,2% superior ao volume produzido no mês anterior e 17,2% acima da produção de maio de 2008.

A entrada em produção de novos poços produtores nos campos de Agbami e Akpo, ambos na Nigéria, contribuiu para o aumento dos volumes produzidos no exterior.

A produção de gás natural dos campos nacionais foi de 50,986 milhões de metros cúbicos diários mantendo-se nos mesmos níveis do volume produzido em abril e no mesmo mês de 2008.

A produção de gás natural no exterior foi de 17,033 milhões de metros cúbicos diários, apresentando um acréscimo de 0,8% em relação ao mês anterior, em decorrência de um aumento na demanda de gás proveniente da Bolívia.

Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 12%, devido à reversão do impacto negativo, registrado em maio de 2008, de uma paralisação operacional na Argentina.

Fonte: Petrobras