Demanda por MBA continua em queda

Você está pensando em se inscrever num MBA? Agora pode ser uma boa hora.
O número de inscrições para programas de MBA de dois anos e tempo integral que começam neste semestre caiu em média 9,9% em relação a um ano atrás, segundo dados novos do Conselho de Admissão de Pós-Graduação em Administração, que realiza o teste GMAT, exigido pela maioria dos MBA. O declínio marca o terceiro ano consecutivo de queda no total de inscrições.
Um terço dos cursos de MBA em tempo integral relataram queda de mais de 10%, segundo a pesquisa, que incluiu 649 cursos de MBA e outros ligados a negócios em 331 faculdades do mundo inteiro.
Historicamente, o interesse em pós-graduação aumentava quando o mercado de trabalho piorava, mas a incerteza prolongada sobre o crescimento econômico futuro tem desmotivado alguns interessados em fazer MBA. Isso tem acontecido apesar do fato que algumas empresas que sempre ajudaram os estudantes a pagar o curso não mudaram a política. Porta-vozes do Goldman Sachs Group Inc., do Credit Suisse Group AG e do Morgan Stanley disseram que não estão mudando a quantia que costumam contribuir para a mensalidade do MBA.
“Eles vão ficar em seus empregos até verem que há um retorno para esse investimento [de cursar MBA]”, disse Wendy Huber, diretora associada de admissão da Escola de Administração Darden, da Universidade da Virgínia. “Eles querem saber que o pessoal do RH está fazendo fila.” O número de inscrições no MBA em tempo integral da Darden caiu “cerca de 10%”, disse Huber.
A Faculdade de Administração de Harvard também não está imune. As inscrições para seu MBA de tempo integral que começa neste semestre caíram 4%, para 9.134 em relação a um ano antes, o que ajudou a impulsionar o índice de aceitação da faculdade de 11% para 12%.
Os programas em meio período também estão lutando para atrair estudantes e 46% deles divulgaram declínio no volume de inscrições este ano.
A Faculdade de Administração Stern, da Universidade New York, teve uma queda de 9,8% no número de inscritos em seu programa de meio período este ano. “A maioria das pessoas que se inscreve no programa já tem emprego, e há menos gente trabalhando hoje em dia”, disse Isser Gallogly, reitor assistente de admissão para o MBA. “As pessoas não se inscrevem no MBA quando estão tentando encontrar um emprego”, disse ele.
Uma área positiva para o estudo da administração são os mestrados especializados. Cursos de gerenciamento, contabilidade e finanças divulgaram alta no volume de inscritos. O total de inscrições para esses programas tem aumentado nos últimos anos graças aos formandos da graduação interessados em vitaminar o currículo antes de partir para o mercado de trabalho.
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Ser o ‘macho alfa’ tem seu fardo na saúde

Uma noite por semana, um grupo de diretores-presidentes se encontra no consultório de um psiquiatra em Manhattan e inicia um antigo ritual. Ostensivamente, é um grupo de autoajuda. Inevitavelmente, se transforma numa batalha por poder.
“Sempre que homens alfa se juntam, o mais agressivo se sobrepõe aos outros”, diz T. Byram Karasu, o psiquiatra veterano que tem conduzido as sessões nos últimos 23 anos. A luta é sutil, mas vicia. “Mesmo dando conselhos o objetivo é diminuir a autoestima de outras pessoas. Aqueles na faixa mais baixa do grupo acabam duvidando de si mesmos, e o nível de testosterona cai. Eles me contam que não podem ter relações sexuais por três ou quatro dias depois [das sessões].”
Não é fácil ser um homem alfa. Subir e se manter no topo requer um esforço físico.
A última evidência pode ser encontrada em babuínos selvagens na Bacia de Amboseli, no Quênia. Pesquisadores das universidades Princeton e Duke estudaram 125 machos em cinco grupos num período de nove anos. Eles descobriram que embora os machos alfa conseguissem a melhor comida e a maioria das parceiras, eles sentiam um estresse bem maior do que os machos beta, que estão só um pouco abaixo na hierarquia, considerando os níveis de cortisol, um hormônio do estresse, em amostras fecais.
Os machos beta tinham quase o mesmo número de parceiras e recebiam o mesmo cuidado que outros, mas não tinham de passar a mesma quantidade de tempo lutando ou seguindo fêmeas para afastar outros machos.
“Ser um alfa é exaustivo. Preferia ser um beta”, diz Laurence Gesquiere, autor que liderou o estudo publicado na revista “Science” em julho.
Na savana humana, onde a inteligência importa mais do que a força bruta, os alfas comandam empresas, acumulam fortunas e dominam qualquer reunião onde eles estejam. Eles são ambiciosos, assertivos, confiantes e competitivos. “É possível identificá-los em 30 segundos”, diz Karasu, que é psiquiatra-chefe do Centro Médico Montefiore, em Nova York.
Embora eles pareçam frios e calmos, muitos humanos alfa progridem com a adrenalina, o hormônio que prepara o corpo para lutar o fugir quando em perigo. Essas breves explosões de poder ajudaram nossos ancestrais a eliminar predadores. Mas se a ameaça detectada nunca for embora, o estado crônico de alarme também eleva a cortisol, e pode eventualmente enfraquecer o sistema imunológico, aumentar a pressão arterial, os níveis de colesterol e de insulina, bloquear artérias e espalhar inflamações.
Alguns alfas têm as chamadas personalidades tipo A, uma combinação de agressividade, impaciência e raiva inicialmente relacionadas a um risco maior de doenças cardíacas na década de 60. A hostilidade é a principal culpada, de acordo com a pesquisa mais recente. Um estudo com 1.750 canadenses publicado semana passada na revista da Faculdade Americana de Cardiologia revelou que pessoas que demonstravam sinais de hostilidade — ainda que admitissem serem hostis ou não — tinham o dobro do risco de sofrer problemas cardiovasculares, em relação aos que não se mostravam hostis. “Nem todos os homens alfa são do tipo A, mas a combinação pode ser fatal do ponto de vista da saúde”, diz Karasu.
As mulheres, claro, também podem ser alfas ou betas, e mostram a mesma resposta lute-ou-fuja ao perigo. Mas alguns pesquisadores teorizam que as mulheres podem apresentar uma resposta cuidadosa e protetora ao mesmo tempo, liberando doses extras de oxitocina e prolactina, hormônios que reforçam a nutrição. A proteção da prole e a adaptação à multidão podem ter aumentado as chances de sobrevivência das mulheres, mais do que correr ou lutar, sugere a teoria. O aumento da oxitocina foi documentado em estudos com animais, mas ainda não foi testado em humanos.
Muitos alfas também se dedicam aos exercícios, o que ajuda a queimar o excesso de adrenalina e cortisol. Mas alguns alfas levam o exercício, como todas as outras coisas, ao extremo. “Se você acelera o ritmo toda vez que alguém lhe ultrapassa, seu nível de adrenalina continuará alto”, diz a psicóloga Kate Ludeman, coautora do livro “A Síndrome do Macho Alfa”.
Cardiologistas, psiquiatras e consultores de executivos dizem que é importante que os alfas encontrem uma forma de administrar o excesso de estresse — seja com o exercício moderado, esportes, ioga, música, meditação, treinamento de atenção ou lazer com a família e amigos. Alguns também aconselham exercícios simples de respiração profunda, com longas expirações, que podem neutralizar o cortisol e aumentar a endorfina, a substância no cérebro que traz a sensação de bem-estar.
Muitos alfas dizem que são mais felizes, mais saudáveis e mais bem-sucedidos quando aprendem a controlar seus impulsos competitivos. “Alguns alfas concorrem com seus próprios filhos”, diz Eddie Erlandson, um ex-cirurgião vascular que agora comanda uma empresa de treinamento de executivos, a Worth Ethic Corp., em parceria com sua esposa, Ludeman.
Alguns estudos com primatas revelaram que os machos alfa com maior expectativa de vida são os que cultivam amizades. Isso também se aplica aos humanos “com uma vingança”, diz o biólogo da Universidade Stanford Robert Sapolsky, autor de “Por que as Zebras não têm Úlceras.”
Mas os machos beta, por sua vez, são amigáveis, pacíficos e com espírito de equipe. Eles são bons maridos, pais e amigos. Alguns especialistas dizem que eles tendem a ser mais felizes do que os alfas, uma vez que não são guiados pela necessidade de estarem no topo. Os betas podem surgir de várias formas — desde líderes competentes até os extremamente introvertidos que são tão determinados em evitar conflitos que sofrem de ansiedade.
Muitos estudos de observação de pessoas e de primatas mostraram que, em geral, o estresse é maior no piso da hierarquia social do que no topo. Dois estudos de longo prazo com funcionários públicos britânicos revelaram que as pessoas nos cargos mais baixos tinham mais problemas de saúde e três vezes mais chances de morrer do que os administradores do alto escalão num período de dez anos — mesmo com o fato de que todos eles tinham acesso à assistência médica.
Até agora, há poucas pesquisas para avaliar se os humanos alfa ou beta são mais saudáveis. Mas há um crescente interesse em estudar como as experiências sociais e psicológicas interferem na biologia humana — “como elas nos afetam”, diz Richard Suzman, diretor de Pesquisa Social e Comportamental do Instituto Nacional do Envelhecimento, que ajudou a financiar o estudo com babuínos e está investigando como o status social afeta a longevidade. O Instituto Nacional de Saúde Mental está usando imagens do cérebro para acompanhar como ganhar e perder afeta os circuitos cerebrais.
Algumas das questões mais intrigantes envolvem como e quando essas características emergem na infância. Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano observaram o comportamento alfa e beta mesmo no jardim de infância e identificaram que crianças subordinadas tinham mais cortisol na saliva. “A pergunta que estamos fazendo é: quão reversíveis são esses padrões na infância?”, diz Stephen Suomi, que dirige a pesquisa de primatas e humanos do instituto. “Este é um território totalmente novo e inexplorado.”

Fonte: MELINDA BECK, The Wall Street Journal, Valor Econômico, 13/9/2011.

Quem pratica Inteligência Competitiva?

As 500 maiores empresas americanas tem uma área ou profissional para monitorar a concorrência e que na maioria das vezes tem o nome de “Inteligência Competitiva” ou Competitive Intelligence, em inglês.
No Brasil, cerca de 20% das 500 maiores empresas, tem uma área ou profissional dedicado a acompanhar, monitorar e apresentar relatórios de “Inteligência Competitiva”.
No entanto os nomes das funções no Brasil, podem ser: Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, Serviços de Marketing, Pesquisa e IC, entre outros, com atividades por vezes muito diferente dos colegas americanos.
Mas o crescente interesse pelo tema, através de monografias, dissertações, teses de doutorado, além de eventos (cursos, palestras e seminários) que passaram a ser oferecidos, especialmente nos últimos 3 anos, mostra o crescimento da importância da análise da concorrência no Brasil.
Com isso, o tema Inteligência Competitiva já se faz cada vez mais presente, quando da elaboração de planos estratégicos, planos de marketing, planos de vendas e principalmente planos de desenvolvimento de negócios.
Site para maiores informações: http://www.scip.org/

O que é Inteligência Competitiva?

Podemos simplesmente responder a pergunta: para o jornalista Larry Kahaner, inteligência competitiva é um programa sistemático de coleta e análise da informação sobre atividades dos concorrentes e tendências gerais dos negócios, visando atingir as metas da empresa.
Mas porque este tema vem ganhando importância no mundo e agora de forma muito crescente no Brasil?
A crescente competição entre empresas, produtos e serviços é uma resposta. Mas como implantar um Sistema de Inteligência Competitiva, que na verdade terá forte base na informação analisada e principalmente que leve a tomada de decisão por parte da empresa?
Para isso, algumas considerações iniciais se fazem necessárias.
Inicialmente é oportuno pensar que para obter informação analisada sobre a concorrência, exige-se inteligência desde o início do seu processo. A necessidade desta informação competitiva nasce do conhecimento do ambiente que a empresa atua e o que e como ele pode afetar sua performance, e do conhecimento da dinâmica do negócio em questão. Identificar e entender esta necessidade, expressá-la e criar estratégias para atendê-la demanda diversas competências dos próprios gestores que usarão a informação. É ai que começa a inteligência.
É fato que, continuamente, gestores de diversos segmentos têm mais necessidade de obter informação relevante, de forma rápida e confiável sobre a concorrência, para tomada de decisões estratégicas em relação a mercados, produtos, preços, posicionamento competitivo, dentre outras.
Entretanto, em meio a ambientes concorrenciais caóticos e com tanta informação disponível, ter a habilidade de identificar aquela que realmente se necessita e o tipo que atenderá às necessidades ou problemas informacionais, têm sido um grande desafio. É preciso investir tempo, conhecimento, capacidade reflexiva e analítica, pensamento crítico e competências múltiplas para construir significado a partir de qualquer informação disponível.
Uma vez obtida a informação, avaliar sua qualidade e aplicabilidade à necessidade identificada, organizá-la de forma a ser utilizada na prática, ser capaz de inseri-la e integrá-la a conhecimentos e experiências já adquiridas e ciclicamente, construir novos conhecimentos a partir dela, usá-la para a ação e, o mais difícil, potencializar seu uso e reuso por outros profissionais e socializar seu acesso físico e intelectual; exige inteligência por parte de todos os envolvidos. É o que, na Ciência da Informação, chamamos de ‘competência informacional’.
Neste cenário, a interação crescente com a informação digital e o uso massivo de tecnologias facilitadoras e mediadoras do acesso à informação, não garantem essa inteligência necessária para se obter o domínio na busca e uso da informação.
Não é suficiente, portanto, que profissionais internos ou uma empresa falem, criem, adquiram e entreguem produtos de “inteligência competitiva” (relatórios, análises, papers, entre outros) para as áreas de marketing, negócios ou vendas de uma empresa. É necessário também se preocupar em aliar e fomentar competências outras para garantir que a inteligência criada e entregue poderá ser utilizada, aplicada e compartilhada…com muita inteligência.
Fonte e Dica de leitura: Kahaner, Larry. Competitive Intelligence: how to gather, analyse, and use information to move your business to the top. New York: Simon & Schuster, 1997.

ESPM apresenta o Curso de Férias “Inteligência Competitiva 2: Como decisões baseadas em modelos analíticos transformam os negócios

Para quem busca um curso de Inteligência Competitiva que vai além do básico, a ESPM apresenta o Curso de Férias “Inteligência Competitiva 2: Como decisões baseadas em modelos analíticos transformam os negócios.
Com conhecimentos de inteligência competitiva, que incluem a desconstrução e análise de casos reais, é possível antever tendências e negócios.
“Wargaming: fundamentos para sua empresa pensar seus concorrentes” e “Sinergia entre Inteligência Competitiva e Planejamento Estratégico” são alguns dos tópicos do programa dirigidos a essa meta.
O professor-responsável pelo curso é Alfredo Passos, o primeiro profissional da América Latina destacado pela Strategic and Competitive Intelligence Professionals – SCIP, dos Estados Unidos, com o prêmio SCIP Catalyst Award pela contribuição à área de Inteligência Competitiva no Brasil.
 
Passos é autor do livro “Homem no Fogão e Mulher na Gestão”, lançado pela LCTE Editora.
Ao final do curso, a ESPM concede certificado a quem tiver 75% de presença.
Mais informações pelo telefone (0/xx/11) 5085-4600 ou pelo e-mail centralinfo@espm.br.

Intensivo Inteligência Competitiva ESPM 2011

As vantagens de custos de um concorrente, uma nova tecnologia, além de novos produtos e serviços, estão modificando rapidamente o ambiente de negócios.Os mercados consumidores alternam preferências e exigências constantemente, requerendo dos gestores uma visão estratégica bastante apurada do ambiente de negócios.Procurar entender, analisar e antecipar-se às ações da concorrência na busca por diferenciação e vantagens competitivas, é pressuposto básico no trabalho de Inteligência Competitiva.
 Seus objetivos são:
Apresentar conceitos, metodologias e ferramentas, indicadas pela Strategic and Competitive Intelligence Professionals – SCIP, a maior associação profissional global deste setor, juntamente com as melhores práticas profissionais.; Capacitar o aluno a raciocinar estrategicamente a partir de informações do mercado, incentivando-o a atitudes com foco em resultados e ética profissional; Desenvolver a capacitação analítica para transformar informações de mercado em inteligência competitiva; Capacitar o aluno a entender e a aplicar seu conhecimento nas empresas pelas quais tem interesse em desenvolver um projeto estruturado de Inteligência Competitiva.
Público:
Profissionais de áreas diversas que desejam ampliar a sua qualificação profissional em análise estratégica de informações de mercado para o processo de tomada de decisões. Este curso é indicado ao profissional que busca discutir e desenvolver-se nos temas mais relevantes da atualidade dos negócios, e que deseja associar vivências e práticas a sólidos conteúdos conceituas.
Mais informações e programa completo do curso, clique aqui.

Quais são os 3 modelos de análises que você mais usa?

Recente pesquisa da SCIP mostra que os três modelos de análise mais utilizados pelos associados internacionais da SCIP são: 1.Competitor Analysis (análise competidores) 2. SWOT e 3. Industry Anlysis (Análise da Indústria ou 5 Forças Porter).

E aqui no Brasil. Quais são os 3 modelos de análises que você mais usa? Espero suas respostas e assim iniciarmos nossa primeira discussão em 2011.

Para responder e conhecer a comunidade de profissionais de Inteligência Competitiva no Ning, clique aqui.