Bradesco tem lucro recorrente de R$ 6,5 bi no 1º trimestre, salto de 73% sobre 2020

Notas De Banco Sortidas
Pixabay

Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,515 bilhões no primeiro trimestre, com alta anual de 73,6%. Na comparação com o quarto trimestre, houve queda de 4,2%. O resultado ficou acima da média das projeções dos analistas consultados pelo Valor, que apontava ganho de R$ 6,223 bilhões.

O lucro contábil foi de R$ 6,153 bilhões no primeiro trimestre, alta de 81,9% ante igual período de 2020.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio trimestral (ROAE) atingiu 18,7%, de 20,0% no quarto trimestre e 11,7% no primeiro trimestre de 2020. O índice de Basileia ficou em 15,4%, de 15,8% e 13,9%, respectivamente.

As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) ficaram em R$ 3,907 bilhões no 1º trimestre, com recuo de 14,5% no trimestre e de 41,8% em 12 meses

A margem financeira somou R$ 15,578 bilhões, com queda de 6,5% no trimestre e alta de 7,4% em 12 meses.

A receita de serviços somou R$ 8,067 bilhões, queda de 7,5% no trimestre e 2,6% em 12 meses. As despesas operacionais totalizam R$ 11,204 bilhões, queda de 2,4% no trimestre e de 4,7% em 12 meses.

As linhas do balanço indicam que as incertezas do cenário estão em arrefecimento, segundo o presidente executivo do Bradesco, Octavio de Lazari Jr. “Estamos trocando as dúvidas sombrias por uma narrativa virtuosa”, afirma em nota. “Em termos objetivos, os bancos estão preparados para enfrentar o cenário desafiador da pandemia. E os resultados alcançados neste início de ano indicam isso”.

Lazari destaca que a principal razão do bom desempenho do Bradesco no primeiro trimestre foi uma mudança para melhor nos fluxos financeiros e de negócios das empresas e pessoas físicas, principalmente com o crescimento e consolidação da economia digital. Nesse cenário, há reflexos positivos na originação do crédito, especialmente financiamento imobiliário e via aplicativos, e nos produtos de seguros.

Segundo ele, o posicionamento estratégico adotado no início do ano passado, quando a pandemia chegou ao Brasil, “se mostrou tempestivo e oportuno, protegendo a instituição na travessia da crise aguda e, agora, permitindo uma posição robusta no relançamento da economia”.

Ainda assim, Lazari afirmou que o ritmo de vacinação precisa ser intensificado. “Estamos chegando aos 20% da população vacinada em primeira dose, no ritmo possível. Isso pode ser intensificado. A mudança da velocidade da vacinação é a peça-chave para a construção mais rápida de um cenário positivo da economia”, afirma.

Fonte: Álvaro Campos, Valor — São Paulo, 04/05/2021, 18h24.

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