China atrai e vai se tornando ‘a economia indispensável’

Na manchete do Wall Street Journal ao longo do domingo, “China ultrapassa Estados Unidos como destino número 1 para novos investimentos estrangeiros” (abaixo, com Xangai em novembro). Em letras menores, “EUA ocuparam o primeiro lugar por décadas”.

Foi o foco principal de outros veículos financeiros americanos, como CNBC, com a avaliação de que o presidente Xi Jinping, que abre o Fórum Econômico Mundial nesta segunda, “está posicionando a China como a economia indispensável“.

Para o WSJ, os dados mostram que “a pandemia acentua a mudança no centro de gravidade da economia global” para a Ásia. Cita investimentos crescentes de Walmart, Tesla e Disney na China, em contraponto aos quatro anos de pressão da Casa Branca para as empresas americanas deixarem o país.

Os dados da ONU mostram ainda que os novos investimentos externos caíram pela metade no Brasil, em linha com outras economias maiores da América Latina —com exceção do México, com queda inferior a 10%.

BIDEN & AMLO

O Council on Foreign Relations chegou a comparar o presidente do México a um “cachorro” rosnando para os EUA, no New York Times, mas o jogo pesado dos lobbies de Washington não funcionou e Joe Biden ligou para Andrés Manuel López Obrador.

Abordaram imigração e comércio, segundo agências, com o americano prometendo rever as políticas “draconianas” de seu país. “O México é o maior parceiro comercial dos EUA” hoje, explicou a Bloomberg.

PERDIDO NA TRADUÇÃO

Os ataques a AMLO em Washington se acentuaram depois que ele exigiu e obteve o retorno de um ex-ministro mexicano de defesa, preso no aeroporto nos EUA por suposta ligação com tráfico.

Sites mexicanos e americanos, como Vice, tiveram acesso às evidências e apontaram erros primários de tradução dos investigadores americanos, em pontos centrais da acusação, e inconsistência na própria atribuição de mensagens ao ex-ministro.

‘AMERICA FIRST’ 2

WSJ noticiou que Biden detalha nesta segunda-feira a sua proposta “Compre [produto] Americano”, que está sendo “vista com desconfiança por outros países”. Em especial, pelo Canadá, já atingido com a suspensão do oleoduto Keystone pelo novo presidente.

Também Donald Trump teve o seu “Buy American”, sublinhou o jornal, questionando os efeitos da iniciativa.

TIKTOK PAY

Em especial de fim de semana, o WSJ destacou que a “China se junta ao esforço” de Europa e EUA para “conter o poder das gigantes de tecnologia”, de Facebook e Amazon a Alibaba e Tencent.

A edição em inglês do Caixin (imagem acima), que cobre extensivamente as ações regulatórias que vêm sendo adotadas pelo governo chinês, informou que agora o duopólio Alipay/WeChat Pay ganhou um concorrente, o Douyin Pay, do mesmo grupo do TikTok.

Fonte: Folha de S.Paulo, Nelson de Sá, 24.jan.2021 às 23h15. Jornalista, publica a coluna Toda Mídia e cobre imprensa e tecnologia

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