Dicas de carreira dos CEOs: veja as seis competências para se tornar um profissional mais desejado em 2021

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Olya Kobruseva/Pexels

Ser curioso, digital, respeitar as diferentes culturas e estar aberto às mudanças: confira a lista com as principais competências técnicas e comportamentais que serão exigidas no pós-pandemia

A pandemia da Covid-19 mudou as nossas vidas e revolucionou o mundo do trabalho. Processos de digitalização ganharam uma velocidade nunca antes vista e habilidades técnicas abriram espaço para as “soft skills”, como inteligência emocional, gestão humanizada e empatia. Mas, ao mesmo tempo em que as lideranças foram desafiadas pela pandemia, profissionais de todos os níveis tiveram de se reinventar, investindo em cursos e treinamentos para ficarem cada vez mais hábeis com as novas tecnologias.

Nada melhor do que os próprios recrutadores para mostrarem o “caminho das pedras” para o futuro do trabalho: reuni aqui as principais dicas dos CEOs das fabricantes e importadoras de veículos no Brasil: os executivos da Fiat, Jeep, VolkswagenMercedes-BenzNissan e Volvo indicam quais serão os pontos fortes mais buscados nos processos de seleção. Confira:

1. Ter mais curiosidade e ser “open minded”

Antonio Filosa, CEO do Grupo Fiat Chrysler Automobiles para a América Latina, afirma que o “novo normal” exigirá profissionais mais abertos às mudanças e que sejam curiosos: “o profissional do novo normal deve ser ainda mais ‘open minded’, com uma mente aberta para tudo o que for diferente do ‘status quo’. Deve ser um pouco mais curioso, pois a curiosidade é o motor da pesquisa e do desenvolvimento – seja individual ou tecnológico”.

2. Visão global

Junto com a curiosidade, surge a necessidade de o profissional desenvolver uma visão mais generalizada sobre todos os processos de uma determinada área e até de toda a empresa. Assim, é possível prever possíveis problemas no futuro, habilidade muito exigida em tempos de crise. Segundo Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, a visão global é uma qualidade que distingue um colaborador: “a pandemia tem muito a nos ensinar nos mundos profissional e pessoal. Digo isso porque um dos primeiros capítulos desse ano deixou claro a necessidade de estar atento a tudo. A Nissan, por exemplo, tem uma fábrica em Wuhan, onde a pandemia começou. Na primeira reunião que fizemos sobre a pandemia, sabíamos que a fábrica da China seria paralisada e, portanto, não teríamos peças para abastecer a fábrica brasileira. Não adianta só olhar para o nosso negócio, é preciso olhar ao redor e pensar no futuro, e talvez até projetar o que possa acontecer fora da nossa atual realidade”, argumenta Silva.

3. Determinação e ética

Para Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América do Sul, Central e Caribe, diz que a determinação e a força de vontade são as características que mais chamam a atenção dele em um colaborador pois, apesar de se poder ensinar competências técnicas e comportamentais, é o “brilho nos olhos” que vai fazer a diferença: “qualquer competência pode ser ensinada. O profissional pode aprender a ser mais digital, a ser um melhor engenheiro, mas o que não se pode ensinar é a ter brilho nos olhos, que ele queira que as coisas aconteçam, que a pessoa sinta a empresa na pele como se fosse dela. Acho que essas competências pessoais, quando entrevisto alguém, são as que mais busco quando olho para um colaborador”.

O CEO do Grupo FCA para a América Latina corrobora com a visão de Di Si, argumentando ainda que algumas qualidades continuam valendo, “premissas que nunca vão mudar: forte ética pessoal e profissional e algumas características individuais, como determinação e vontade de sair da zona de conforto, principalmente para o futuro que está chegando”.

4. Desenvolver habilidades digitais

Cada vez mais temos de enfrentar as ferramentas digitais e, em boa parte das profissões, instrumentos analógicos quase não existem mais. Prova disso é o próprio processo de desenvolvimento de veículos, que saiu das imensas planilhas de papel e inúmeros mockups – manufatura de modelo em escala ou de tamanho real de um projeto ou dispositivo – para se tornar 100% digital. E aqui fica um alerta de Di Si para os estudantes: “quando converso com meu filho, que está em processo de decisão para a universidade, eu digo: ‘escolha o que quiser. Mas tome cuidado com o mundo físico. E explico: a engenharia mecânica vai ser um mercado muito menor no futuro. Faça engenharia digital, ou design digital, que são competências que vão ser mais fáceis de se navegar no futuro”, afirma Pablo Di Si, presidente da Volkswagen do Brasil.

Antonio Filosa, CEO da Fiat Chrysler, concorda com a visão de Di Si e revela outras exigências: “além de estar familiarizado com tudo o que é digital, é preciso saber vários idiomas e, em um ambiente cada vez mais global, respeitar culturas e mentalidades diferentes.

5. Respeitar outras culturas

Já para o Vice-presidente de Vendas e Marketing para Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz, Roberto Leoncini, existem algumas competências básicas que um profissional deve ter: “visão global, familiaridade com ferramentas digitais saber trabalhar em time, com pessoas distintas e de diferentes nacionalidades é muito importante, pois seremos cada vez mais globais. Trabalhamos de uma forma muito diferente do que há dez anos e é preciso desenvolver a habilidade de colaborar com pessoas de diferentes pensamentos e formações”, alega o executivo.

6. Comunicação assertiva

Leoncini lembra ainda que, além de desenvolver habilidades digitais e saber trabalhar em equipe, é preciso investir na comunicação, principalmente em momentos de pandemia: “a comunicação assertiva é fundamental para trabalhar em equipes tão diversas”.

Por isso, desenvolver uma comunicação eficiente e clara, inclusive nas redes sociais, pode ajudar quem está procurando emprego em meio à pandemia e, evidentemente, no pós-pandemia. O Diretor-Geral da Volvo Car Brasil, João Oliveira, alega que é fundamental manter constante comunicação com os contatos através do LinkedIn, pois essas pessoas podem ajudar na busca de um novo emprego: “para os profissionais que precisam se engajar novamente no mercado de trabalho, é fundamental que todos possam olhar o mercado e entender quais são as áreas que já estão se recuperando para que se possa enxergar onde estão as melhores oportunidades”, finaliza Oliveira.

Todas essas dicas foram transmitidas nas lives da página do LinkedIn Notícias. Para saber mais, siga a página e fique sempre por dentro das nossas dicas de carreira. E, se gostou, compartilhe este artigo com seus colegas aqui no LinkedIn.

Fonte: Vinicius Montoia Magalhães. Editor Associado no LinkedIn Notícias | Associate News Editor at LinkedIn. Publicado no LinkedIn em 16 de dezembro de 2020

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