Volume diário de transações no Pix surpreende e já ultrapassa R$ 50 milhões

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Os números registrados ainda na fase de testes (“soft opening”) do sistema de pagamentos instantâneos Pix, capitaneado pelo Banco Central, são “surpreendentes”, disse o diretor de política de negócio e operações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain. “Para se ter uma ideia, eu achava que o primeiro dia [de operação integral] do Pix teria R$ 50 milhões em transações, mas bateu isso na fase de teste, na última terça-feira. Já perdi a aposta”, disse na Live do Valor desta quinta-feira.

Somente na terça-feira foram registradas 135 mil transações. A fase restrita – um período de testes para o uso do Pix, que entrará em operação em todo o País no próximo dia 16 – começou no último dia 3 e termina no próximo domingo. Esse teste conta com a participação das 762 instituições autorizadas a trabalhar com o Pix e alguns usuários foram selecionados por cada uma delas.

Segundo o BC, o número de transações realizadas até ontem atingiu 538.216, no valor de R$ 206,272 milhões. Só ontem (11), foram realizadas mais de 216 mil operações, no valor de R$ 85,757 milhões. Na terça, dia 10, foram liquidadas 135.444 operações, no montante de R$ 55,316 milhões.

Para Carlos Netto, o presidente da empresa de tecnologia Matera, que também participou da live, esse resultado prévio da fase de teste, somado ao fato de haver mais de 700 instituições participantes, as quais investiram para estar nessa posição, o número de cadastros de chaves mostra que o Pix dará mais certo do que imaginavam. A Matera atua na integração de empresas ao sistema de pagamentos instantâneos.

Atualmente o Pix tem 29,058 milhões de pessoas físicas e 1,671 milhão de empresas cadastradas. O total de chaves – cada usuário pode cadastrar mais de uma – chega a 68,543 milhões. A principal chave escolhida pelos usuário é o CPF, com 25,062 unidades.

Um dos grandes objetivos dessa que será uma nova forma de pagamentos instantâneos é diminuir o uso do dinheiro em espécie, cujo custo somente de transportes é da ordem de R$ 10 bilhões por ano, para os bancos. “Cerca de 40% dos gastos das famílias é com dinheiro em espécie, nosso grande objetivo é cair para 25%, disse Vilain.

Fonte: Fernanda Bompan e Álvaro Campos, Valor, 12/11/2020, 12h49 · Atualizado há 34 minutos.

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