Presidente da XP diz que espera superar ‘confusão’ com Itaú sobre política de agentes autônomos

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Guilherme Benchimol, fundador da XP

Depois de uma semana marcada por trocas de farpas entre a XP Inc. e seu principal acionista, o banco Itaú, o fundador e presidente da empresa de investimentos, Guilherme Benchimol, afirmou neste sábado, 27, esperar que toda a “confusão” já tenha sido superada. “E que a gente possa agora focar no que interessa”, completou o empresário.

O início de crise teve início após o Itaú Unibanco veicular durante a semana, em horário nobre da TV, uma peça publicitária com críticas à atuação dos agentes autônomos, um dos pilares do negócio da XP. 

O filme não cita nominalmente a XP. Mesmo assim, a corretora responde de forma considerada dura a peça publicitária, com declarações de Benchimol e até uma campanha nas redes sociais que concedia coletes de brinde a quem fizesse transferências do Itaú para a corretora. 

“A comunicação do Itaú foi infeliz, denegriu nossa honra”, disse o presidente da XP. “Nunca abrimos tanta conta como nos últimos dias. Foram anos de pouca competição com tarifas elevadas e serviços inapropriados”, afirmou Guilherme Benchimol, se referindo à atuação dos grandes bancos.  

As declarações do presidente da XP aconteceram em Live realizada justamente por um dos escritórios de agentes autônomos ligados à gestora de recursos, a Bluetrade. O executivo aproveitou a ocasião para repetir algumas declarações sobre o Itaú, principal acionista da XP, com 46% das ações da instituição. 

Segundo Benchimol, o banco é “sócio importante” da XP, mas não tem interferência na companhia. “Nossa relação com o Itaú é saudável, mas o mercado tem de ter competição, quem tem de julgar nossa atuação são os clientes”, disse. O executivo vê como “contraditório” o banco investir num modelo de negócio que talvez para ele “não seja tão bom assim. “Se os acionistas não estão satisfeitos, que vendam suas participações”, comentou.

Benchimol disse “entender” que o Itaú esteja preocupado, “porque estamos crescendo muito” e porque a empresa tem como missão “transformar o mercado financeiro”. “É saudável a disputa, a concentração bancária no Brasil é enorme”, disse.

Fontes: Felipe Laurence e Denise Abarca, O Estado de S.Paulo, 27 de junho de 2020 | 13h55.

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