Receita do Google cresce apesar de queda publicitária devido ao coronavírus

YouTube teve bom resultado devido à demanda por streaming e informações na quarentena

YouTube apresentou bom desempenho, com receita de US$ 4 bilhões no primeiro trimestre
YouTube apresentou bom desempenho, com receita de US$ 4 bilhões no primeiro trimestre – AFP

coronavírus reduziu a receita publicitária da Alphabet, dona do Google, mas não inibiu seu crescimento no primeiro trimestre deste ano.

A companhia registrou receita de US$ 41,2 bilhões, 13% acima do verificado no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (28).

A pandemia e as despesas, entretanto, ajudaram a desacelerar o crescimento, que teve alta de 17% no primeiro trimestre de 2019.

“O desempenho foi forte durante os primeiros dois meses do trimestre, mas, em março, tivemos uma desaceleração significativa nas receitas de anúncios”, afirmou Ruth Porat, diretora financeira da Alphabet e do Google.

Analistas de mercado esperavam receita em torno de US$ 40,8 bilhões.

Sundar Pichai, presidente da Alphabet, destacou em conferência que esta é a “primeira pandemia do mundo digital”, ao falar sobre os esforços da empresa em manter estruturas para diversos setores, como saúde e entretenimento.

Desde o início da crise, o Google destinou US$ 800 milhões a instituições, serviços de saúde e pequenos negócios, além de um fundo emergencial para jornalismo.

O YouTube apresentou bom desempenho, o que era esperado devido à alta procura por streaming e à busca por informações em vídeo durante a quarentena. A receita com anúncios na plataforma foi de US$ 4 bilhões contra US$ 3 bilhões no ano passado.

serviço de nuvem foi na mesma direção, com aumento de 52% em relação ao ano anterior e receita de US$ 2,8 bilhões.

Já os custos e despesas totais da Alphabet subiram 12% na comparação com o primeiro trimestre de 2019, para US$ 33,2 bilhões.

“O impacto fez com que adiássemos o lançamento de alguns produtos”, disse Pichai.

O investimento mais fraco em anúncios era previsto desde o início da crise. Pequenos negócios, varejo e empresas dos setores de turismo, restaurantes e entretenimento cortaram drasticamente custos com publicidade digital.

A crise também acentuou a queda nas ações da Alphabet neste ano, que caíram 8%. Em janeiro, a dona do Google entrou para o seleto grupo de empresas americanas a valer R$ 1 trilhão. Seu valor, agora, gira em torno de US$ 847 bilhões.

Apesar de queda de 14% nas ações entre fevereiro e meados março, quando estourou a crise de Covid-19, a empresa mostrou recuperação em abril, com alta de 6%.

Nesta terça, as ações caíram 3%, cotadas a US$ 1.232,59.

Esse movimento no mercado financeiro foi acompanhado por outras gigantes de tecnologia, como, Amazon, Microsoft e Apple, vistas como empresas chave na retomada pós-pandemia, de acordo com analistas.

Mesmo com a queda de publicidade, o mercado financeiro aposta no retorno do investimento em anúncio digital em 2021, assim que a indústria começar a mostrar sinais de recuperação dos impactos da Covid-19.

“Continuamos a ver a Alphabet como uma das empresas de anúncios digitais mais bem posicionadas e esperamos que a receita de publicidade digital acelere em 2021”, afirmaram analistas do Goldman Sachs em relatório.

Os bancos, entretanto, reduzem as previsões de receita para anúncios até o fim deste ano. Os resultado do Google foi o primeiro entre as big techs e pode representar uma pista sobre o desempenho do segmento durante a crise.

Fonte: Paula Soprana, Folha de S.Paulo, 28.abr.2020 às 20h11.

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