Lindsay France/University PhotographyScott Golder at the Cornell Center for Advanced Computing’s Web Lab in Rhodes Hall.

Há alguns anos, dois sociólogos da Cornell University, Michael Macy e Scott Golder, estudaram mais de 500 milhões de tuítes que 2,4 milhões de usuários em 84 países postaram por um período de dois anos.

Eles esperavam usar esse tesouro de informação para medir as emoções das pessoas – em particular, como o “afeto positivo” (emoções como entusiasmo, confiança e espírito alerta) e o “afetivo negativo” (emoções como raiva, letargia e culpa) variavam conforme o tempo.

Os pesquisadores não leram esse meio bilhão de tuítes um por um, é claro. Eles alimentaram um poderoso e amplamente utilizado programa de análise de texto computadorizada chamado LIWC (Linguistic Inquiry and Word Count) (Investigação Linguística e Contagem de Palavras) que avaliava as palavras pela emoção transmitida.

O que Macy e Golder descobriram, e publicaram no eminente periódico Science, foi um padrão notavelmente consistente nas horas de despertar das pessoas.

O afeto positivo – linguagem revelando que os tuiteiros sentiam-se ativos, engajados e esperançosos – em geral surgia pela manhã, despencava à tarde e voltava a subir no começo da noite. Não fazia diferença se o tuiteiro era norte-americano, asiático, muçulmano, ateu, negro, branco ou marrom.

O padrão afetivo temporal assume forma similar em diferentes culturas e localizações geográficas, escreveram. Tampouco importava se as pessoas estavam tuitando numa segunda ou numa quinta. Dias úteis eram basicamente iguais.

Os resultados de fim de semana variaram pouco. O afeto positivo em geral estava um pouco mais elevado aos sábados e domingos – e o pico matinal começava cerca de duas horas mais tarde que nos dias de semana, embora a forma geral permanecesse a mesma.

Fosse medido em um país grande e diversificado como os Estados Unidos, fosse um país menor e mais homogêneo, como os Emirados Árabes Unidos, o padrão diário permanecia estranhamente parecido.

Fonte: PINK, Daniel H. When: The Scientific Secrets os Perfect Timing. Riverhead Books, 2018.

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