Paulo Guedes: provável abandono de visões liberais se quiser cumprir visão econômica de Bolsonaro – 21/09/2018 (Sergio Moraes/Reuters)

Em entrevista concedida na última sexta-feira (26) ao site Poder 360, o presidenciável Jair Bolsonaro disse que no seu governo o Banco Central terá que buscar, além da meta para a inflação, uma outra para a taxa de câmbio. “Eu falei para o Paulo Guedes: temos de estabelecer metas para dólar, inflação. Aí, a taxa de juros. O presidente do Banco Central terá liberdade para decidir dentro de parâmetros. O controle da inflação não pode ser apenas taxa de juros. O Banco Central deverá ter inteligência”.

Se for assim, o próximo governo vai provocar um sério retrocesso na gestão macroeconômica. É voltar à época do câmbio fixo, abandonado há mais de vinte anos. Será revogado, assim, o regime de câmbio flutuante que adotamos em fevereiro de 1999 e que vigora praticamente no mundo inteiro, em particular nos países desenvolvidos e nos da América Latina. O Brasil viraria o patinho feio da região.

Cabe lembrar, a propósito, o conceito da “trindade impossível” desenvolvido pela teoria econômica, segundo o qual é impossível a um país ter ao mesmo tempo três das seguintes situações: (1) taxa de câmbio fixa; (2) livre movimentação de capitais; e (3) independência do Banco Central em conduzir a política monetária. O normal é ter duas delas, como é o caso do Brasil, onde há liberdade de capitais e autonomia operacional do Banco Central, ainda que na prática.

Leia mais, aqui.

Fonte: Veja, Blog do economista Maílson da Nóbrega: política, economia e história

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