Na hipótese das piores ameaças – um Estado inescrupuloso possuidor de armas nucleares, uma crise mundial na saúde, o colapso das instituições financeiras – onde o mundo iria procurar liderança?

Nos Estados Unidos, com a sua política paralisada e o seu bombardeado balanço patrimonial? Em uma União Europeia ressentida de seu autoflagelo? Na “democracia popular” da China? Talvez no Brasil, na Turquia ou na Índia, os “Estreantes do Ano” na geopolítica? Ou em alguma coalizão de sobreviventes, depois de uma década de turbulência provocada pela recessão? Ou em nenhuma dessas es?

Pela primeira vez em sete décadas, não existe um único poder ou aliança de poderes pronto para enfrentar os desafios da liderança mundial. Uma geração atrás, os Estados Unidos, a Europa e o Japão eram as potências mundiais, as democracias de livre mercado que impulsionavam a economia do planeta. Hoje, essas nações lutam para, pelo menos, se manterem de pé.

O fim das lideranças mundiais oferece esclarecimentos essenciais para qualquer pessoa interessada em navegar na nova arena global.

IAN BREMMER

Ian Bremmer é presidente do Eurasia Group, empresa líder nas áreas de consultoria e análise de riscos políticos globais, e autor de artigos para publicações, como Wall Street Journal, Washington Post, Newsweek, Foreign Affairs e outras. Seus livros mais recentes são: A curva J: uma nova maneira de entender por que as nações crescem e caem e The fat tail: the power of political knowledge for strategic investing (ainda não publicado em português).

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