Inteligência Competitiva: Fórum “Indústria 4.0: A era da manufatura avançada” da Amcham – São Paulo

Resultado de imagem para Deborah VieitasAconteceu nesta quarta-feira, 19 de julho, o Fórum ‘Indústria 4.0: A era da manufatura avançada’ da Amcham – São Paulo, das 8h às 13h.

Na abertura do evento, a CEO da Amcham, Deborah Vieitas, “ressaltou os objetivos do “Fórum” de aumentar a competitividade brasileira com as fábricas inteligentes, que usam tecnologias físicas e digitais na produção, como um dos desafios imediatos do setor privado“.

O impacto que a informatização das fábricas traz à economia foi debatido pelo diplomata e economista Marcos Troyjo, da Columbia University (EUA), e Rodrigo Damiano, diretor da PwC.  Troyjo detalhou as competências mais recomendadas aos profissionais para adaptação ao novo cenário e Damiano abordou as vantagens competitivas do uso de tecnologias como sistemas ciber-físicos, internet das coisas, computação em nuvem e outras nas indústrias.

Troyjo também moderou o painel sobre a Indústria 4.0 no Brasil. Os painelistas foram Márcio Girão, diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e Fernando Pimentel, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).

Fórum

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Marcos Prado Troyjo, primeiro apresentador da manhã na Amcham, destacou três aspectos para os convidados pensarem a respeito do tema: o protecionismo comercial dos países atualmente; o divórcio entre geração de valor e a geração de emprego e o avanço da Indústria 4.0 ou para Troyjo, melhor termo, é “Quarta Revolução Industrial”, uma vez que os acontecimentos não estão impactando somente a indústria e sim o agronegócio, a medicina, bem como os serviços.

Por sua vez, Rodrigo Damiano da PWC, apresentou uma pesquisa realizada pela empresa sobre a “Indústria 4.0” com 2.000 empresas em 26 países, sendo 32 empresas no Brasil, mostrando que apenas 9% das empresas estão dentro da realidade da indústria 4.0, enquanto no mundo, este percentual é de 33%.

Porém em 5 anos, o Brasil deverá estar nos mesmos 72% dos países desenvolvidos. O que mostra a corrida que o país precisará fazer para se tornar mais competitivo.

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Já, João Alfredo Saraiva Delgado, diretor executivo da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e SINDIMAQ – Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas, apresentou um projeto de Indústria 4.0 realizado por 200 profissionais, mostrando assim a possibilidade de realização de projetos dessa natureza no Brasil, envolvendo diversas equipes e parceiros.

 

Marcio Ellery Girão Barroso, diretor de inovação da FINEP, prefere usar o termo “revolução tecnológica”, uma vez que robôs, sensores, transformações de materiais, tecnologia de informação e comunicação, formam um conjunto de soluções tecnológicas em profunda transformação.

Como exemplo citou: digital twin, robôs colaborativos, manutenção preditiva, comunicação M2M, materiais inteligentes, realidade aumentada, manufatura aditiva, cibersegurança e ainda as novas possibilidades a partir do computador quântico.

Sobre as perspectivas para o Brasil, Barroso, destacou que é preciso pensar as vocações do Brasil para a “Indústria 4.0”; quais são as empresas líderes para este processo; as necessárias sinergias e parcerias internacionais; a integração real entre empresas – academia; incentivos governamentais; o papel das empresas de base tecnológica e um programa específico para migração das empresas 2.0 para 4.0.

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Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), destacou a importância desse setor, no cenário brasileiro, e nova realidade a ser enfrentada frente aos impactos da indústria 4.0.

A China com liderança absoluta em têxteis (33% de participação mercado global), seguida mercado americano e o Brasil em quinto lugar, tendo Índia, Paquistão e Vietnã com grande potencial, tem que enfrentar as grandes mudanças exigidas no ambiente de negócios.

Um exemplo bastante claro, apresentado por Pimentel, é a situação do varejo nos Estados Unidos, onde a Amazon vem fazendo frente aos varejistas tradicionais, comprando não só outras redes de varejo, como agora, comprando indústrias, também.

Mas, ressaltou, o faturamento do setor: 131 bilhões de reais, 1,5 milhão de trabalhadores, as mais de 100 mil empresas (em média com 20 profissionais), que caracterizam assim a indústria têxtil e de confecção no Brasil.

Finalizando, as indústrias que adotam tecnologias digitais no Brasil participaram do painel seguinte. Dividindo experiências e acertos no processo, apresentaram suas opiniões, Daniel da Rosa, CEO da unidade Steering da thyssenkrupp, Celso Luis Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen, Edouard Mekhalian, diretor-gerente da KUKA Roboter, e Marcio Mariano Jr., CEO da startup Forsee.

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