Inteligência Competitiva: Fórum “Indústria 4.0: A era da manufatura avançada” da Amcham – São Paulo

Resultado de imagem para Deborah VieitasAconteceu nesta quarta-feira, 19 de julho, o Fórum ‘Indústria 4.0: A era da manufatura avançada’ da Amcham – São Paulo, das 8h às 13h.

Na abertura do evento, a CEO da Amcham, Deborah Vieitas, “ressaltou os objetivos do “Fórum” de aumentar a competitividade brasileira com as fábricas inteligentes, que usam tecnologias físicas e digitais na produção, como um dos desafios imediatos do setor privado“.

O impacto que a informatização das fábricas traz à economia foi debatido pelo diplomata e economista Marcos Troyjo, da Columbia University (EUA), e Rodrigo Damiano, diretor da PwC.  Troyjo detalhou as competências mais recomendadas aos profissionais para adaptação ao novo cenário e Damiano abordou as vantagens competitivas do uso de tecnologias como sistemas ciber-físicos, internet das coisas, computação em nuvem e outras nas indústrias.

Troyjo também moderou o painel sobre a Indústria 4.0 no Brasil. Os painelistas foram Márcio Girão, diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e Fernando Pimentel, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).

Fórum

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Marcos Prado Troyjo, primeiro apresentador da manhã na Amcham, destacou três aspectos para os convidados pensarem a respeito do tema: o protecionismo comercial dos países atualmente; o divórcio entre geração de valor e a geração de emprego e o avanço da Indústria 4.0 ou para Troyjo, melhor termo, é “Quarta Revolução Industrial”, uma vez que os acontecimentos não estão impactando somente a indústria e sim o agronegócio, a medicina, bem como os serviços.

Por sua vez, Rodrigo Damiano da PWC, apresentou uma pesquisa realizada pela empresa sobre a “Indústria 4.0” com 2.000 empresas em 26 países, sendo 32 empresas no Brasil, mostrando que apenas 9% das empresas estão dentro da realidade da indústria 4.0, enquanto no mundo, este percentual é de 33%.

Porém em 5 anos, o Brasil deverá estar nos mesmos 72% dos países desenvolvidos. O que mostra a corrida que o país precisará fazer para se tornar mais competitivo.

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Já, João Alfredo Saraiva Delgado, diretor executivo da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e SINDIMAQ – Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas, apresentou um projeto de Indústria 4.0 realizado por 200 profissionais, mostrando assim a possibilidade de realização de projetos dessa natureza no Brasil, envolvendo diversas equipes e parceiros.

 

Marcio Ellery Girão Barroso, diretor de inovação da FINEP, prefere usar o termo “revolução tecnológica”, uma vez que robôs, sensores, transformações de materiais, tecnologia de informação e comunicação, formam um conjunto de soluções tecnológicas em profunda transformação.

Como exemplo citou: digital twin, robôs colaborativos, manutenção preditiva, comunicação M2M, materiais inteligentes, realidade aumentada, manufatura aditiva, cibersegurança e ainda as novas possibilidades a partir do computador quântico.

Sobre as perspectivas para o Brasil, Barroso, destacou que é preciso pensar as vocações do Brasil para a “Indústria 4.0”; quais são as empresas líderes para este processo; as necessárias sinergias e parcerias internacionais; a integração real entre empresas – academia; incentivos governamentais; o papel das empresas de base tecnológica e um programa específico para migração das empresas 2.0 para 4.0.

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Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), destacou a importância desse setor, no cenário brasileiro, e nova realidade a ser enfrentada frente aos impactos da indústria 4.0.

A China com liderança absoluta em têxteis (33% de participação mercado global), seguida mercado americano e o Brasil em quinto lugar, tendo Índia, Paquistão e Vietnã com grande potencial, tem que enfrentar as grandes mudanças exigidas no ambiente de negócios.

Um exemplo bastante claro, apresentado por Pimentel, é a situação do varejo nos Estados Unidos, onde a Amazon vem fazendo frente aos varejistas tradicionais, comprando não só outras redes de varejo, como agora, comprando indústrias, também.

Mas, ressaltou, o faturamento do setor: 131 bilhões de reais, 1,5 milhão de trabalhadores, as mais de 100 mil empresas (em média com 20 profissionais), que caracterizam assim a indústria têxtil e de confecção no Brasil.

Finalizando, as indústrias que adotam tecnologias digitais no Brasil participaram do painel seguinte. Dividindo experiências e acertos no processo, apresentaram suas opiniões, Daniel da Rosa, CEO da unidade Steering da thyssenkrupp, Celso Luis Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen, Edouard Mekhalian, diretor-gerente da KUKA Roboter, e Marcio Mariano Jr., CEO da startup Forsee.

Inteligência Competitiva Empresas: Livraria Cultura compra Fnac no Brasil

SÃO PAULO – A francesa Fnac anunciou que fechou um acordo para a venda de sua operação no Brasil para a Livraria Cultura.

O valor do negócio não foi divulgado. Em operação no Brasil desde 1999, com uma rede de 12 lojas e um site de comércio eletrônico, a Fnac Darty lançou no fim de 2016 um processo para identificar um parceiro para tocar a operação no Brasil, que estava em situação crítica.

De acordo com comunicado enviado pela companhia, a Fnac Darty vai conceder a licença de uso da sua bandeira e fará uma recapitalização no negócio.

A Livraria Cultura é um competidor de longa data no mercado de livrarias no Brasil, com uma rede de 18 lojas e um negócio de comércio eletrônico.

A Livraria Cultura, segundo a Fnac Darty, “oferece um projeto industrial promissor para a Fnac Brasil e contará com o conhecimento e a força da marca Fnac”.

A união entre os dois grupos vai gerar valor e sinergias, segundo a companhia. A conclusão da transação está estimada para ser concluída nas próximas semanas.

Fonte:  Cibelle Bouças, Valor, 13:01 

Inteligência Competitiva – Volks, thyssenkrupp, PwC, Finep e ABIT debatem Competitividade na Indústria na quarta (19/7), na Amcham – SP

Fórum IndustrialAumentar a competitividade brasileira com as fábricas inteligentes, que usam tecnologias físicas e digitais na produção, é um dos desafios imediatos do setor privado e tema do Fórum ‘Indústria 4.0: A era da manufatura avançada’ da Amcham – São Paulo na quarta-feira (19/7), das 8h às 13h.

O impacto que a informatização das fábricas traz à economia será debatido pelo diplomata e economista Marcos Troyjo, da Columbia University (EUA), e Rodrigo Damiano, diretor da PwC.  Troyjo detalha as competências mais recomendadas aos profissionais para adaptação ao novo cenário e Damiano aborda as vantagens competitivas do uso de tecnologias como sistemas ciber-físicos, internet das coisas, computação em nuvem e outras nas indústrias.

Troyjo também modera o painel sobre a Indústria 4.0 no Brasil. Os painelistas são Márcio Girão, diretor de inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e Fernando Pimentel, presidente do conselho de administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).

As indústrias que adotam tecnologias digitais no Brasil participam do painel seguinte. Dividindo experiências e acertos no processo, estão Daniel da Rosa, CEO da unidade Steering da thyssenkrupp, Celso Luis Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen, Edouard Mekhalian, diretor-gerente da KUKA Roboter, e Marcio Mariano Jr., CEO da startup

08h00 – Credenciamento e welcome coffee
08h30 – Abertura
08h40 – Apresentação I | A transformação dos talentos na Quarta Revolução Industrial
Palestrante:
MARCOS TROYJO
08h55 – Apresentação | Indústria 4.0: Digitização como vantagem competitiva para o Brasil
Palestrante:
RODRIGO DAMIANO, Diretor, PwC
09h15 – Painel I | O Brasil e a indústria 4.0
Moderador:
MARCOS TROYJO, Co-Diretor do BRICLab, Columbia University
Painelista:
FERNANDO PIMENTEL, Presidente do Conselho de Administração, ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Painelista:
MáRCIO GIRãO, Diretor de Inovação, FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos
10h15 – Coffee Break
10h45 – Painel II | Os impactos da indústria 4.0: desafios e oportunidades
Painelista:
CELSO PLACERES, Diretor, Volkswagen
Painelista:
DANIEL ALVES DA ROSA, CEO, Unidade Steering, thyssenkrupp
Painelista:
EDOUARD MEKHALIAN, Managing Director, KUKA Roboter do Brasil
Painelista:
FERNANDO PIMENTEL, Presidente do Conselho de Administração, ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Painelista:
MáRCIO MARIANO, CEO, Forsee
12h00 – Encerramento
Rua da Paz, 1431
Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP, CEP: 04713-001
Tel.: (11) 4688-4102/Fax: (11) 5180-3777

O futuro do design de embalagens de amostras para o setor de beleza

Foram-se os dias em que as amostras na indústria de saúde e beleza se limitavam às administradas gratuitamente por um empregado da loja, ou a amostras de perfume em tiras de papel.
Hoje, os clientes mais exigentes estão respondendo a um crescente mercado de diversos produtos de saúde e beleza, exigindo maior liberdade para experimentar diferentes produtos no conforto de suas próprias casas antes de se comprometerem a comprar o produto final.
Amostras de varejo de uso único
Semelhante aos pacotes de amostras tradicionais que continham produtos suficientes para uso único e eram entregues em locais de varejo, muitas empresas vendem atualmente seus produtos em tamanhos de uso único ao lado de suas contrapartes em tamanho real.
Esta tendência é particularmente popular com as máscaras faciais e expandiu-se para outros tipos de produtos também. Como os clientes estão agora pagando para experimentar um produto, essas amostras de varejo normalmente possuem maior quantidade dele do que uma amostra gratuita e permitem que o cliente tente o produto uma vez antes de se comprometer com a opção de tamanho completo.
Amostragem cruzada de um produto complementar
Outra maneira de introduzir amostras para os consumidores é incluir uma amostra com a compra de um produto relacionado, especialmente aqueles que foram desenvolvidos para serem usados em conjunto. Esta estratégia permite ao fabricante orientar o consumidor em um momento-chave, quando estão entusiasmados e se sentindo positivamente em relação à marca, a comprometer-se a comprar um produto em tamanho real.
Ele também visa à um público alvo de clientes que já possuem uma relação estabelecida com a marca, pelo menos através de uma única compra. A área mais comum de amostragem cruzada inclui uma amostra de loção perfumada com a compra de uma fragrância, uma vez que as duas se destinam a ser usadas em conjunto e combinam bem.
Kits de teste de produtos múltiplos
Muitas marcas de saúde e beleza oferecem linhas de produtos que se destinam a ser usadas como um conjunto, particularmente os de pele e cabelo. A compra de um conjunto de três ou quatro produtos separados para ser usado como parte de um regime diário de cuidados da pele é um compromisso significativo, e os fabricantes agora oferecem pacotes de amostra que incluem recipientes de amostra ou de tamanho de viagem com vários elementos, juntamente com instruções sobre o uso do produto.
Para amostras promocionais de shampoo e condicionador, um kit pode ser tão simples como dois pacotes rotulados anexados a um cartão de instruções. Essa abordagem permite aos potenciais clientes experimentar a rotina completa antes de decidir comprar o produto.
O papel da embalagem em amostras de beleza
Uma nova abordagem para produtos de saúde e beleza no formato de amostras e tamanho viagens também significa criar uma nova estratégia de empacotamento. Além da embalagem das próprias amostras, os displays do ponto de venda também podem desempenhar um papel vital para que as amostras sejam notadas e compradas.
Uma opção popular para pequenos pacotes de amostras é o dispensador de papelão, que pode ficar facilmente no contador de pagamento ou ser posicionado perto dos produtos em tamanho real. Para a amostragem cruzada, deve ser desenvolvida uma embalagem que permita a incorporação da amostra adicionada sem comprometer a integridade do design de embalagem do produto original.
Michael Di Franco
*Michael Di Franco é um profissional experiente que trabalha no setor de embalagens. Ele é vice-presidente da Johnsbyrne.

Brazil Could Trade One Presidential Scandal for Another

Photo: Evaristo SA AFP/Getty Images

The corruption probe responsible for charges against many of Brazil’s biggest political figures, including President Michel Temer, is also hitting the man who stands the best chance right now of taking Temer’s place: former President Luiz Inacio Lula da Silva. Da Silva, president from 2003 to 2010, is on trial after being accused of receiving bribes from Brazilian engineering company OAS. Da Silva is also the current front-runner in Brazil’s 2018 presidential race. If he is convicted before the election in 2018, he’d legally be unable to run for president, which means that his political fate — and consequently the outcome of Brazil’s next presidential election — will be determined by the final verdict.
The Charges and the Legal Strategies

Six corruption charges have been filed against da Silva; the current trial covers only the first. The period for da Silva’s attorneys to present their defense in this first trial ended June 20, and a final ruling by Federal Judge Sergio Moro is expected to be announced in the coming weeks. If Moro rules that da Silva is guilty — an outcome that da Silva seems to believe is likely, according to a report in Epoca magazine — the former president’s defense team is already prepared to appeal to a higher court. And it is this appeals process that will wind up playing a major role in the Brazilian election.

If a higher court reverses a guilty ruling from Moro, da Silva would be allowed to run for president, but if a guilty ruling were upheld, he legally would be unable to compete. A reversal of Moro’s ruling is by no means guaranteed. The case will be sent to the federal court in Porto Alegre that is responsible for reviewing Moro’s decisions. That court has already reviewed several of Moro’s decisions in the corruption probe, and according to a June 16 report in Brazilian newspaper Folha de Sao Paulo, the court either ratified his rulings or increased the sentences he handed down in 70 percent of the cases. In just 17 percent of cases, the court reversed Moro’s ruling and absolved the defendants, and it reduced sentences in 13 percent of cases. One case that illustrates the risk of appealing to this particular federal court is that of Leo Pinheiro, the former CEO of OAS. After Moro sentenced Pinheiro to 16 years in jail, he appealed. The federal court not only ratified Moro’s decision, but it also increased Pinheiro’s sentence to 26 years.

Despite the risk of a harsher sentence, if he is found guilty, da Silva may be willing to appeal, especially if it was the only way he could contend for the presidency. In the event of a guilty verdict, da Silva will try to buy as much time as possible in hopes of securing office before a final ruling is made. Higher courts in Brazil usually take about a year to either ratify or reject a ruling by a lower court. So, regardless of the ultimate outcome, if da Silva finds himself in the position to delay a decision until after the election, he will be keen to do exactly that.

Da Silva could even use Temer’s own corruption scandals to demand that the election date be moved up, a strategy that would further increase his chances of being elected president before the higher court rules. Of course, the likelihood of rescheduling the 2018 presidential vote is low because the decision would require the approval of three-fifths of a Congress that is mostly against it. But it is still a possibility, and one that da Silva would likely pursue.

Da Silva’s Possible Fates

If da Silva ends up being unable to run for president, the election would be much less polarized and much more competitive than any race that included him. Ciro Gomes, the most left-leaning candidate in the race besides da Silva, could be in the position of winning most of the votes that otherwise would have gone to the former president. But it is uncertain whether da Silva’s Workers’ Party would be willing to back Gomes or if it would try to put forth another candidate.

However, if da Silva is able to maintain his legal right to run for president until election day, his chance of winning the office is high. A June 26 Datafolha poll shows him winning the 2018 presidential race with 30 percent of the vote. In second place, according to the poll, would be right-wing candidate Jair Bolsonaro with 16 percent; followed by environmentalist Marina Silva with 15 percent; Sao Paulo’s Gov. Geraldo Alckmin with 8 percent; and Gomes with 5 percent. A presidential race that includes da Silva would essentially pit him against everyone else, and it would likely lead to a runoff. In that scenario, the candidate who most contrasts with da Silva — likely Bolsonaro — would have the best chance against him. Bolsonaro has already adopted the anti-“Lula” (as da Silva is colloquially known) rhetoric that would benefit his side. Still, overall, the election would be da Silva’s to lose.

A da Silva presidency would mean that yet another Brazilian president would be under investigation for corruption. And the struggles Temer has faced on that front provide a clear example of what da Silva could be in for as president. Despite substantial congressional support for his economic reforms, Temer has had to postpone his economic agenda in order to build enough political support to block a possible impeachment. Da Silva would no doubt face many of the same challenges, and Brazil would continue to remain in a state of political uncertainty.

However, one of the factors helping da Silva, despite the investigations against him, is the reputation for fostering financial stability that he earned among many Brazilians during his previous terms in office. In the minds of many, da Silva is the president who reduced economic inequality and unemployment during his tenure. And with Brazil currently in the midst of an economic recession that has more than doubled unemployment rates over the past two years, da Silva is popular among a significant portion of Brazilians right now.

The corruption probes targeting the Brazilian government have shaken the futures of nearly every major politician in the country, including da Silva. But the results of his corruption trial will have particularly wide-reaching ramifications, and da Silva’s presence — or absence — on the political stage will be one of the most critical factors shaping the future of Brazil.

Source: Stratfor Enterprises, LLC. Jul 7, 2017 | 09:01 GMT 

Inteligência Competitiva em livros

Após um período de pesquisas e trabalhos no campo da Inteligência Competitiva Teresa Dolores Mota Ferreira e Alfredo Passos lançam o livro “TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”, em edição digital, pela Livrus Negócios Editoriais.

 

Inteligência Competitiva Tecnológica (Portuguese Edition) Paperback, Novas Edições Acadêmicas, April 17, 2015

A globalização e o aumento da competição entre países e empresas aumentam a busca constante por inovação e cada vez mais pela inovação dentro das premissas da inovação aberta. Um dos fatores que dá espaço para que a inovação aberta dê seus frutos nas organizações é um Parque Tecnológico. Para isso, no entanto, é necessário que o parque detenha um eficiente sistema de inteligência tecnológica.

Nesse contexto, a presente pesquisa ocupa-se com o sistema de inteligência competitiva tecnológica de parque tecnológico selecionado, o Nonagon, Parque Tecnológico de São Miguel, Açores, Portugal é aqui percebido como uma organização de múltiplos componentes (empresas residentes) para os quais disponibiliza informações de caráter técnico.

O objetivo geral dessa pesquisa é caracterizar o processo de prospecção de informações tecnológicas, no NONAGON, propondo contribuições aos processos formais de prospecção tecnológica compatíveis com a natureza multifuncional do parque.

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Inteligência Competitiva Tecnológica: Quando você pode substituir pessoas por máquinas, por David Schatsky e Jeff Schwartz

O ambiente corporativo mudará, e os líderes devem preparar-se para fazer escolhas fundamentais e redesenhar o trabalho 

A rápida evolução da inteligência artificial (IA) tem provocado intenso debate sobre suas consequências, vislumbradas tanto como melhorias em padrão de vida quanto como ameaças de desemprego em massa. Há exageros, mas as tecnologias cognitivas não podem ser ignoradas, pois são fonte de vantagem competitiva e já se aproximam da onipresença.

As tecnologias cognitivas mais comumente usadas são machine learning, visão computacional, reconhecimento de voz, processamento de linguagem natural e robótica. Ao longo dos próximos três a cinco anos, terão profundo impacto sobre o trabalho, os trabalhadores e as organizações. Não apenas eliminarão funções, como também redesenharão o trabalho, criando novas oportunidades para as pessoas e maior valor para empresas e clientes.

Elas requerem escolhas fundamentais e, sobretudo, estratégias – seja de custo ou de valor.

As 4 escolhas

Levando em conta o impacto sobre as pessoas e a relação com suas tarefas, identificamos quatro abordagens principais à automação. Ilustraremos cada uma com o caso do profissional de tradução e a tecnologia cognitiva da tradução automática.

1. Substituição. Todo o trabalho do tradutor humano, como a tradução de manuais técnicos, é eliminado com a tecnologia.

2. Automatização. A tradução automática é usada para fazer boa parte do trabalho, de maneira imperfeita, dado o nível de desempenho dos tradutores automáticos disponíveis. O tradutor humano, então, precisa editar o texto depois.

3. Alívio. Os trabalhos de menor valor ou desinteressantes são automatizados, e os que exigem qualidade superior, designados a um tradutor profissional.

4. Empoderamento. O tradutor humano usa a máquina para acelerar ou aperfeiçoar algumas de suas tarefas, tais como sugerir opções de tradução de uma frase, mas é livre para escolher entre elas. Isso faz aumentar a produtividade e a qualidade sem que o tradutor humano perca o controle da criação e do julgamento estético.

Maximizar valor de pessoas e máquinas

Para avaliar apropriadamente suas opções, as organizações precisam escolher entre uma estratégia de custo e uma de valor. A primeira usa a tecnologia para reduzir custos, enquanto a segunda visa aumentar o valor complementando o trabalho com tecnologias ou designando a tarefa a pessoas mais qualificadas.

Veja como cada uma das quatro escolhas de automação traria resultado diferente sob cada uma das duas estratégias:

1. Substituição. Sob a estratégia de custo, as empresas substituem funcionários por sistemas cognitivos que realizam trabalho similar ao humano. O apelo financeiro dessa opção é claro, mas limitado à economia que enseja. Sob uma estratégia de aumento de valor, as empresas alocam pessoas em novas funções, ou expandem seus papéis, ou, ainda, empregam sistemas cognitivos que apresentem desempenho superior ao das pessoas, em velocidade ou qualidade.

2. Automatização. Na abordagem de custos, automatiza-se o trabalho para reduzir o custo com pessoal. Isso pode gerar alienação e perda de poder para pessoas criativas e muito habilidosas. A estratégia de valor pode usar a automação para criar ofertas de baixo custo que atendam um novo segmento de mercado – por exemplo, fornecedores de serviços de tradução poderiam oferecer um leque de níveis de qualidade a preços diferentes, variando segundo o grau de automação usado na tradução e contratando tradutores menos experientes para fazer a edição do texto.

3. Alívio. Uma estratégia de custo leva à eficiência pela redução do número de pessoas, como acontece com os call centers, automatizados na primeira camada de atendimento. Uma estratégia de valor, porém, pode ampliar ou mudar o foco das pessoas para tarefas de maior valor. Isso aconteceu quando o sistema de planejamento de engenharia do metrô de Hong Kong economizou dois dias de trabalho por semana aos engenheiros especialistas, e seu tempo foi realocado para problemas mais difíceis.

4. Empoderamento. Um sistema cognitivo pode dar poder a funcionários menos qualificados para realizar tarefas que antes eram feitas por profissionais mais qualificados, e isso configura estratégia de custo. Já na estratégia de valor, pode-se empregar um sistema não só para dar esse poder, mas também para treinar as pessoas e desenvolver suas habilidades. Também é possível adotar essa estratégia para enriquecer o desempenho até de funcionários altamente especializados.

tabela

Mudam as habilidades

Conforme as tarefas de rotina são automatizadas, as habilidades necessárias para realizá-las tornam-se menos valorizadas.

Ao mesmo tempo, outras capacidades, ligadas a tarefas mais complexas, ganham importância, como pensamento crítico, solução de problemas, tolerância à ambiguidade, iniciativa e capacidade de lidar com dificuldades.

Assim, design de produtos, serviços, entretenimento e construção de ambientes que agradem às pessoas não tendem a ser tarefas realizadas por máquinas tão cedo. A tarefa fundamental de criar algo novo, bonito ou prazeroso requer mais do que habilidades técnicas; exige empatia e abertura às descobertas ao acaso.

As empresas que contam com essas capacidades para compreender e agradar a seus clientes sempre foram capazes de se destacar, e assim continuarão sendo.

Planejamento da força de trabalho

A introdução de tecnologia no ambiente de trabalho sempre afeta o pessoal, mas as tecnologias cognitivas o fazem de novas maneiras, o que exige soluções multidisciplinares. Em conversas com diretores de recursos humanos, levantamos que poucas organizações têm planos para enfrentar tal desafio. Líderes de empresas, talentos e tecnologia deveriam trabalhar juntos para analisar as questões e oportunidades que vêm com as tecnologias cognitivas e propor um caminho a seguir.

Uma abordagem eficaz incluiria os seguintes elementos:

Previsão. Líderes de tecnologia avaliam as atuais capacidades de tecnologias cognitivas e desenvolvem uma visão da trajetória de seu desempenho em cinco ou dez anos.

Análise de impacto. Líderes de empresas e talentos analisam a adoção de tecnologias cognitivas entre os concorrentes e líderes de outros setores e seu impacto sobre o trabalho e as exigências de capacidades humanas.

Desenvolvimento de opções. Equipes de negócios e tech desenvolvem juntas opções de aplicação das tecnologias cognitivas em processos atuais e futuros para gerar valor, incluindo benefícios operacionais e estratégicos.

Criação de cenários. Com base nas aplicações identificadas, líderes de talentos usam o modelo “talentos-tecnologias” aqui apresentado para elaborar cenários para o redesenho do trabalho e a reestruturação do pessoal. Os cenários devem considerar, entre outros fatores, como o aumento da produtividade pode reduzir a demanda por trabalho em determinadas funções e como certas capacidades tornam-se mais importantes.

Uso de pilotos. Com o desenvolvimento e uso de pilotos de sistemas cognitivos em um ou mais processos, líderes de talentos estudam o impacto sobre o capital humano.

Desenvolvimento de habilidades. Líderes de talentos planejam recrutar e desenvolver habilidades que tendem a se tornar mais importantes, incluindo criatividade, flexibilidade, empatia e pensamento crítico.

A mudança virá

Há resistência, mas a adoção de tecnologias cognitivas no ambiente de trabalho é inevitável. Levará à eliminação de algumas funções e ao redesenho de outras, bem como à introdução de novos tipos de trabalho.

As pessoas cujas capacidades são complementadas por tecnologias cognitivas progredirão, enquanto as que tiverem capacidades suplantadas pelas máquinas terão dificuldades.

Aos líderes cabe fazer escolhas sobre como aplicar essas tecnologias. Tais decisões determinarão se suas organizações criarão valor ou só cortarão custos.

Você aplica quando…

… começa a pensar na redistribuição de trabalhos de sua empresa tendo em vista pessoas e tecnologia.

… planeja-se nos termos das quatro escolhas a fazer – substituição, automatização, alívio e empoderamento –, definindo se seguirá uma estratégia de custo ou de valor


Ameaças para as empresas brasileiras

O surgimento das tecnologias cognitivas representa uma nova era para todas as empresas, mas arrisco dizer que em especial para as brasileiras. De um lado,  as novas tecnologias prometem melhorar radicalmente a produtividade das organizações, o que é muito importante para um país que se encontra em 81º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial. No entanto, as ameaças trazidas por elas também são grandes em um país tão pouco competitivo.

A maior das ameaças tem a ver com a baixa capacitação da mão de obra brasileira – para trocar tarefas operacionais pelas mais complexas, ela precisará de uma carga de capacitação muito maior, não só para exercer a nova função, mas também para lidar com a tecnologia.

Outra ameaça é a da destruição das empresas tradicionais. Com o aumento do acesso a tecnologias cognitivas, qualquer empresa com poucos funcionários pode realizar aquele trabalho que consumia um departamento inteiro a um custo radicalmente menor.

Uma terceira ameaça é no âmbito cultural.  A automação leva ao advento de tarefas mais criativas, de difícil avaliação, que podem ser realizadas de qualquer lugar. O paradigma tradicional de comando e controle, segundo o qual o gestor controla cada atividade e métrica, terá de dar origem a um paradigma de gestão diferente, em que o líder orienta o funcionário, cria contexto para ele e, fundamentalmente, investe em sua capacidade de inovar.

por Pedro Nascimento, diretor de desenvolvimento organizacional do Grupo Anga, que atua em projetos de cultura organizacional e formação de lideranças em toda a  América Latina 


Fonte:  | jul 4, 2017 | estratégia e execuçãohsm management
© Rotman Management
Editado com autorização da Rotman School of Management, da University of Toronto. Todos os direitos reservados. David Schatsky é executivo sênior de inovação da consultoria Deloitte em Nova York e autor de Signals for Strategists: Sensing Emerging Trends in Business and Technology. Jeff Schwartz é diretor e líder de capital humano da Deloitte, além de coautor de Global Human Capital Trends 2015: Leading in a New World of Work.