Gladis Costa entrevista Regina Pistelli sobre TI

Regina Pistelli. Foto: Divulgação

Meu encontro com Regina Pistelli durou pouco mais de uma hora. A conversa foi ótima, recheada de histórias interessantes e inspiradoras, por isso este texto é um relato compactado. O tempo foi escasso para falar de tantas experiências.

Regina fala rápido, é muito dinâmica. Fala com paixão do gosto por matemática desde a tenra infância, descreve os desafios que teve em gerenciar equipes de desenvolvimento de software, fala do seu papel na ONG Solidário, das suas atividades na T-Systems, multinacional alemã da área de TI e dos múltiplos eventos que participa, seja por exigência do negócio ou por causas que apoia.

Quando nossa conversa acaba, fico com uma visão otimista da presença da mulher na área de TI, um reduto fundamentalmente de “meninos”, porém, para Regina, paixão pelo que fazemos não tem a ver com gênero, geografia ou segmento.

“Quando a gente gosta do que faz, obstáculos servem apenas para nos tornar resilientes, são parte do nosso crescimento pessoal e profissional, portanto positivos e bem-vindos”.

Começo perguntando como é trabalhar em TI e ter sucesso. Regina, que tem exercido o papel de CIO praticamente durante toda sua carreira, é uma referência na área há muitos anos.

GC: A equação “Mulheres em TI + Liderança + Equiparação Salarial = Realidade” é verdadeira?

RP: Claro, não só na área de TI, como noutros setores. Acontece que tudo é muito novo, esta revolução, que resultou no aumento da presença na mulher na sociedade, no mercado de trabalho e na própria área de TI, é relativamente recente em termos de história. Só não é tão visível porque mudanças de paradigma levam tempo, mas as nuances já são vistas aqui e ali. Existe um mundo novo, acontece que ele só será tangível a partir do momento em que a própria mulher solicitar seu lugar à mesa – através de capacitação profissional, resultados entregues, postura e principalmente do desejo em não levar tão a sério os percalços que ocorrem no ambiente de trabalho.

GC: Como isto funciona no dia-a-dia corporativo?

RP: Trata-se de ter uma meta. Se temos uma missão, ir do Ponto A ao ponto B, nosso foco deveria ser atingir esta meta o mais rápido possível, deixando de lado ruídos e interrupções, porque se pararmos para questionar pequenas coisas, vamos nos afastar do foco. Estas coisas se tornam pequenas quando colocamos nossos objetivos em perspectiva. Eles é que importam no final do dia. Simplesmente coloco energia e tempo no meu core business.  Estou fazendo o que gosto, lutando por coisas que acredito, pensando no sucesso dos meus clientes, na inovação da tecnologia – que é constante, nos processos de negócios; veja, já existem muitas atividades que requerem minha atenção, por isso a importância de manter o foco, sempre. Simples assim.

GC: As mulheres percebem esta mudança de paradigma de fato ou ainda é apenas um discurso moderninho?

RP: Percebem sim, tanto que já chegaram à conclusão de que a união faz a força e gera mudanças. Grupos como o próprio MULHERES DE NEGÓCIOS, outros grupos e iniciativas que a gente conhece, que desenvolvem estratégias para dar voz às mulheres, estão aí para provar que a mudança não é uma iniciativa de uma só voz, mas coletiva. Grandes descobertas não se deram apenas por um insight solitário, mas por um grupo de indivíduos que consolidou o conhecimento e isto sim, criou algo novo, revolucionário, que foi benéfico para todo mundo. Os insights podem ser individuais, mas o produto é algo gerado por várias mãos e mentes.

Para continuar a leitura deste post, clique aqui

Fonte: BAGUETE

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