Competitive Intelligence: IAFIE Conference Calls for More Higher Education Cybersecurity Programs, by David E. Hubler

IAFIE

One of the speakers at this week’s IAFIE Conference in Charles Town – Hosted by AMU

Panelists at the International Association for Intelligence Education (IAFIE) conference, held this week in Charles Town, West Virginia, agreed on Monday that there is a growing need for more collegiate cybersecurity programs and training.

“The growth of cybercrime is creating an entirely new industry,” said keynote speaker Garry W.G. Clement, former National Director for the Royal Canadian Mounted Police’s Proceeds of Crime Program. “Cybercrimes will cost the United States about $108 billion by 2020,” Clement added.

According to Clement, higher education “is more important than ever before.” That figure rises to $200 billion if you include the 10 leading world economies.

New Curricula and Courses Needed to Address the Lack of Cybersecurity Skill Sets

Clement called for the development of new curricula and courses that can address the lack of skill sets among new law enforcement recruits. “We need people who can detect fraud because there are too many threats and too few professionals.”

Understanding fraud, such as Ponzi schemes, tax evasion, money laundering, cyber and accounting principles, are some of the skill sets Clement said should be part of new higher education programs.

Clement predicted a shortage of two million cybersecurity professionals by 2019, a figure that will continue to grow unless there is greater cooperation among law enforcement agencies and higher education. In terms of combatting financial crimes and money laundering programs, “We’ve missed the boat. We haven’t achieved a thing.”

The Nation’s Safety Requires Closure of the Digital Divide

Dr. Kevin Harris, Program Director of Information Systems Security at American Public University System (APUS), said the safety of the nation requires that we close the digital divide between affluent regions with advanced technology and less affluent areas where the latest technology is often not available or taught in school. He spoke on a cyber issues and threats panel.

He noted that it is important to teach students as early as middle or high school about technology as a career in order to put this career path on students’ radar. Harris said 80 percent of cybercrime could be addressed through better training. He called for greater collaboration among academics, corporations and government agencies.

Law enforcement agencies especially feel the need for more students trained in cybersecurity. Dr. Chuck Russo, Program Director of Criminal Justice Security and Global Studies at APUS, recalled that when he joined law enforcement, “there was no expectation of digital literacy.” Recruits needed only a high school diploma or General Educational Development (GED) certificate.

Today, however, with law enforcement so dependent on technology, recruits must have at least a college degree. Russo acknowledged that it is difficult to keep current on new technology.

Nevertheless, “we don’t have enough people to train,” he said. Russo called for local agencies to partner with institutions of higher education to create programs especially designed for law enforcement.

The growth of the Internet of Things (IoT) has created “an intelligence nightmare,” Daniel Benjamin, Vice President and Dean of STEM at APUS, told the panel. In the world of IoT, 30 billion sensors will be connected by 2020.

Benjamin said IoT cybersecurity is the number one problem. Smartphones pose high security risks from data leakage and disclosure, discarded cell phones, phishing and other hacking attacks.

Source: David E. Hubler, Contributor, In Homeland Security, May 26, 2017 

Advertisements

Minhas aventuras em Marketing, por Philip Kotler

Neste livro que é uma espécie de autobiografia informal, o guru do marketing moderno reflete sobre temáticas variadas, discutindo liderança, passando por gestão e responsabilidade social.

A linguagem é leve com opiniões sobre temas atuais, além de dicas relevantes.

O autor reflete sobre questões como a história e o futuro do marketing, o marketing social, político e cultural, e a relação entre o capitalismo consciente e a desigualdade.

Uma leitura imprescindível para quem quer se situar e compreender a amplitude do marketing hoje.

Há mais de cinco décadas como profissional da área, Kotler continua se dedicando à reestruturação do campo do marketing, para que se torne mais abrangente e científico no que concerne ao mercado.

Sua vasta obra, profusamente reeditada, é hoje referência para todos aqueles que estudam marketing.

Inteligência Competitiva Empresas: Kraft Heinz vai investir R$ 380 milhões em nova fábrica em Goiás

SAO PAULO ECONOMIA NEGOCIOS kraft heinz 27/10/2016 FABRICA DA HEINZ FOTO JENI PHOTO

A Kraft Heinz – gigante de alimentos que tem como acionistas a 3G, dos bilionários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira, Marcel Telles, e o americano Warren Buffet, da Berkshire Hathaway – deve anunciar nesta terça-feira, 30, a construção de uma nova fábrica no Brasil. A unidade será erguida na cidade de Nerópolis, em Goiás, com investimentos de R$ 380 milhões. Ao ‘Estado’, Pedro Drevon, presidente do grupo no Brasil, disse que a nova planta deverá entrar em operação em abril do próximo ano e vai consolidar a expansão da companhia no País.

A nova unidade vai produzir as linhas da Heinz e da Quero Alimentos, como ketchup, mostarda, maionese e molhos de tomate. É a primeira planta que será construída desde que a Kraft e Heinz anunciaram a combinação de seus negócios, em 2015. “Será uma fábrica independente da nossa unidade já em operação”, disse Drevon. O grupo já possui uma fábrica também no município de Nerópolis, que foi adquirida quando a Heinz comprou Quero Alimentos, em março de 2011.

Embora fique no mesmo município, a segunda fábrica será erguida em local diferente. “A escolha por Goiás foi em função de o Estado ser conhecido como a ‘casa do tomate’. Faz todo sentido fazer o investimento lá”, disse o executivo. Mas a motivação não é só essa: o grupo terá a garantia benefícios fiscais do programa estadual Produzir. A expectativa é criar 500 vagas, entre empregos diretas e indiretas. Atualmente, o grupo gera 2 mil empregos.

Ampliação. A fábrica que já está em operação vai receber investimentos de R$ 100 milhões para a modernização e ampliação. “A nossa nova unidade será construída para ser sustentável, com sistema de tratamento de água e energia renovável”, disse Drevon.

A Kraft Heinz faturou quase R$ 1 bilhão no País em 2016. Drevon prevê expansão em vendas neste ano, mas evita fazer previsões. Os produtos do vasto portfólio da companhia, segundo ele, têm demanda para atender a todos os tipos de consumidores – desde classe A e B, que consumem a marca Heinz, até a classe média baixa, mais afetada pela crise, que busca produtos da Quero. A atual unidade produz 23 mil toneladas de produtos por mês. A segunda fábrica começará com capacidade para 15 mil toneladas/mês, segundo o executivo.

Mais popular.De olho no consumidor de renda mais baixa, a companhia está relançando o suco em pó Ki-Suco, com nova fórmula, e também já colocou no mercado um macarrão instantâneo, do tipo lámen.

Segundo Drevon, há espaço no mercado brasileiro para todos os tipos de produtos e marcas. Segundo ele, o Ki-Suco terá sua produção inicialmente terceirizada, mas poderá ser produzida nas unidades da Kraft Heinz no futuro, mas essa decisão ainda não foi tomada.

A atual crise não pesou contra a decisão da companhia de fazer o investimento no País. Em 2015, quando a Kraft anunciou sua fusão com a Heinz, o novo grupo mapeou onde precisava fazer expansões pelo mundo. O presidente da Kraft Heinz no País, que iniciou sua carreira no 3G, do trio de bilionários brasileiros, reporta-se diretamente ao executivo Bernardo Hees, que discutiu com os principais acionistas globais a importância do mercado no Brasil.

Complementar. Para o especialista em alimentos e bebidas, Adalberto Viviani, a decisão da Kraft Heinz em investir no Brasil em um momento de recessão é acertada. “Em períodos de incertezas da economia, empresas com marcas regionais, sem capital de giro são as mais afetadas. Nesse caso, se você tem capital para investir, o melhor a fazer é apostar nos mercados já consolidados, que têm demanda firme”, disse.

Segundo Viviani, as diferentes marcas da Kraft Heinz são complementares. Para ele, o fato de a classe média querer manter o padrão de consumo abre oportunidade para aumento de vendas das linhas de negócio do grupo. Para Drevon, o potencial de demanda pelos produtos da companhia e as vendas efetivas serão o termômetro para que a Kraft Heinz continue investindo no País.

Fonte: Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo, 30 Maio 2017 | 05h00

Inteligência Competitiva – Mercado – FIESP/CNI: Volume de produção industrial tem forte queda em abril

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o resultado da Sondagem Industrial Nacional referente ao mês de abril. O índice relativo a produção voltou a registrar contração (abaixo da linha dos 50,0 pontos), após ter apresentado bom resultado em março, passando de 54,8 pontos para 41,6 pontos. O relatório ainda afirma que a queda na produção na passagem de março para abril é comum (sazonal), no entanto, neste ano foi mais intensa que o habitual, influenciada também pelos sucessivos feriados no quarto mês do ano.

A FIESP/CNI também divulgou a Sondagem Industrial do Estado de São Paulo. A produção industrial paulista atingiu 42,7 pontos no mês de abril, resultado que ficou muito abaixo do registrado em março (56,7 pontos). Com relação a evolução do número de empregados, o índice apresentou ligeira queda em seu ritmo de cortes ao variar de 47,2 para 47,5 pontos (lembrando a linha de expansão começa a partir dos 50,0 pontos).

No que diz respeito as expectativas para os próximos seis meses, três dos cinco quesitos registraram expansão. A expectativa quanto a Demanda teve ligeira queda, de 54,8 para 54,7 pontos (em patamar de expansão), enquanto as compras de Matérias-Primas caíram de 52,8 para 52,6 pontos. O número de empregados variou de 49,3 para 49,2 pontos. Por sua vez, a Quantidade Exportada passou de 51,1 pontos em março para 52,3 pontos em abril. Por fim os Investimentos registraram queda ao variar de 46,5 para 45,5 pontos.

 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) referente ao mês de maio. De acordo com a publicação, já livre de influências sazonais, o índice registrou queda de 0,6% na comparação com abril, passando de 89,1 para 88,6 pontos. Esse resultado negativo põe fim a uma sequência de cinco resultados positivos, um período que proporcionou uma alta ao ICOM de 11,1 pontos.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) referente ao mês de maio. De acordo com a publicação, já livre de influências sazonais, o índice registrou queda de 0,6% na comparação com abril, passando de 89,1 para 88,6 pontos. Esse resultado negativo põe fim a uma sequência de cinco resultados positivos, um período que proporcionou uma alta ao ICOM de 11,1 pontos.

O boletim afirma que dos 13 segmentos que fazem parte da pesquisa do ICOM deste mês, seis registraram queda. O Índice de Expectativas (IE-COM) mostrou queda de 1,0%, variando de 95,8 para 94,8 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) ficou estável (0,0%) no patamar de 82,9 pontos.

Dados da Economia Brasileira

Fonte: Macro Visão é uma publicação da:
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)
Av. Paulista, 1313 – 5º andar – Cep 01311-923 – Tel.: 11 3549-4316
Diretor Titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos: Paulo Francini

Técnicas de Inteligência: De Modelos Mentais a Mapas Mentais

Modelos Mentais

Vídeo criado para a apresentação do trabalho da disciplina de Teoria das Organizações, do curso de Administração (3º Semestre) da Universidade Anhembi Morumbi. O Trabalho tem como tema “Modelos Mentais”, e contém nesse projeto trecho do filme “Sociedade dos Poetas Mortos” e diversos outros vídeos de temas relacionados.

Autores: Amanda Piccinini, Claudio Hugo Alves França, Gabriel Santos, Guilherme Schoenberger e Gustavo Santos. Publicado em 5 de jun de 2013.

Era do Gelo – Modelo Mental

Tony Buzan fala sobre Mapas Mentais

Tony Buzan fala sobre mapas mentais: The Power of a Mind to Map: Tony Buzan at TEDxSquareMile

In the spirit of ideas worth spreading, TEDx is a program of local, self-organized events that bring people together to share a TED-like experience. At a TEDx event, TEDTalks video and live speakers combine to spark deep discussion and connection in a small group. These local, self-organized events are branded TEDx, where x = independently organized TED event. The TED Conference provides general guidance for the TEDx program, but individual TEDx events are self-organized.* (*Subject to certain rules and regulations). Publicado em 18 de dez de 2012

After watching this, your brain will not be the same | Lara Boyd | TEDxVancouver

In a classic research-based TEDx Talk, Dr. Lara Boyd describes how neuroplasticity gives you the power to shape the brain you want. Recorded at TEDxVancouver at Rogers Arena on November 14, 2015.

YouTube Tags: brain science, brain, stroke, neuroplasticity, science, motor learning, identity, TED, TEDxVancouver, TEDxVancouver 2015, Vancouver, TEDx, Rogers Arena, Vancouver speakers, Vancouver conference, ideas worth spreading, great idea,

Our knowledge of the brain is evolving at a breathtaking pace, and Dr. Lara Boyd is positioned at the cutting edge of these discoveries. In 2006, she was recruited by the University of British Columbia to become the Canada Research Chair in Neurobiology and Motor Learning. Since that time she has established the Brain Behaviour Lab, recruited and trained over 40 graduate students, published more than 80 papers and been awarded over $5 million in funding.

Dr. Boyd’s efforts are leading to the development of novel, and more effective, therapeutics for individuals with brain damage, but they are also shedding light on broader applications. By learning new concepts, taking advantage of opportunities, and participating in new activities, you are physically changing who you are, and opening up a world of endless possibility.

This talk was given at a TEDx event using the TED conference format but independently organized by a local community. Learn more at http://ted.com/tedx.  Publicado em 15 de dez de 2015.

Inteligência Competitiva Empresas: De cada 10 start-ups brasileiras, 6 são histórias de fracasso

O sonho rotineiro de uma empresa de tecnologia novata é obter dinheiro de investidores e, em pouco tempo, virar um caso de sucesso. Porém, para a maioria das start-ups brasileiras, a realidade mais comum é o fracasso.

Levantamento da Folha com as três principais aceleradoras de start-ups do país nos anos de 2012 e 2013 (ACE, 21212 e Wayra, especializadas em investir e ajudar negócios iniciantes) mostra que, passado esse período, a maior parte das companhias selecionadas para receber investimentos não obteve sucesso.

Das 60 apoiadas, 61,5% delas (37) fecharam ou investidores abriram mão de suas participações por não verem chance de retorno.

Entre as empresas de modo geral, a taxa de mortalidade é de 33% em dois anos, segundo índice do Sebrae —a instituição não possui avaliações para períodos de tempo maiores.

Um índice de fracasso nesse nível é normal para o mercado das start-ups de tecnologia, de acordo com Gilberto Sarfati, professor da Escola de Administração da FGV de São Paulo.

Um dos motivos para isso é o fato de essas empresas estarem envolvidas em um cenário de alto risco e incerteza. Isso porque, em geral, os modelos de negócios propostos pelas start-ups ainda não existem e é muito comum que eles simplesmente não sejam tão bem recebidos pelo mercado como se espera.

Por isso, investidores apostam em dezenas de empresas, sabendo que a maioria vai fechar e as que tiverem sucesso irão compensar o dinheiro que foi perdido.

Para tentar diminuir as chances de erro, investidores experientes só colocam dinheiro em uma start-up após a avaliação de centenas de projetos e currículos de empreendedores.

“A mortalidade nunca nos preocupou. A preocupação nossa está em encontrar aqueles que conseguem crescer acima da média de forma constante”, diz Pedro Waengertner, sócio da ACE.

“Se a gente investe em dez empresas em um ano, sabemos que, em cada uma dessas turmas, teremos uma campeã, outras terão um resultado razoável e outras não darão certo”, afirma Renato Valente, diretor da Wayra (da Telefónica).

Do levantamento realizado pela Folha, apenas 7 das 60 empresas foram vendidas, 3 delas para grandes empresas —principal objetivo de quem investe nessas companhias iniciantes.

BRIGAS

Na hora de explicar os motivos que levam ao fechamento das start-ups, os responsáveis pelas aceleradoras foram unânimes: o principal culpado é o desentendimento entre os sócios.

Rafael Duton, sócio da 21212, afirma que em sua aceleradora essa foi a causa de 60% dos fechamentos de start-ups.

“A maioria das empresas não morre, elas se suicidam. Não dá para culpar os empreendedores por isso, a atividade deles é muito intensa.”

Fonte: FILIPE OLIVEIRA, Folha de S.Paulo, SÃO PAULO 28/05/2017, 02h00

Inteligência Competitiva automóveis: Venda de carros cresce nos primeiros cinco meses de 2017, diz Anfavea

Hyundai HB20, 7.934 unidades. Eduardo Anizelli 18.out.2016/Folhapress

O mercado automotivo deve voltar a ter um indicador positivo. Dados parciais levantados pela Anfavea (associação nacional das montadoras) mostram que as vendas acumuladas nos primeiros cinco meses de 2017 vão superar igual período do ano passado.

Os números computados até a manhã desta sexta (26) registram alta de 0,2% nos emplacamentos de veículos de passeio e de 0,8% nos de comerciais leves entre janeiro e maio.

Ao fechar a conta total, que inclui veículos pesados, há queda de 0,4%: ônibus e caminhões puxam o número para baixo.

A Anfavea acredita que os resultados dos próximos dias úteis de maio serão suficientes para superar o total dos cinco primeiros meses de 2016, quando foram licenciados 811,7 mil veículos.

Apesar da crise política, a entidade afirma manter as conversas setoriais com os ministérios para implementar a agenda chamada Rota 2030, que busca dar mais previsibilidade ao setor industrial no Brasil.

As discussões passam por mudanças tributárias (incluindo o modelo de cobrança do IPVA), suporte aos fornecedores locais de peças e definição de metas de eficiência energética.

Fonte: EDUARDO SODRÉ, COLUNISTA DA FOLHA, 26/05/2017, 16h43

Inteligência Competitiva Empresas: Patentear um produto pode levar mais de dez anos

Arquivo de pedidos de marcas e patentes no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, no Rio. Foto: Ana Carolina Fernandes/Folhapress

A criatividade dos inventores pode esbarrar no desconhecimento do mercado e de uma pesquisa frágil sobre a viabilidade do novo produto, segundo a consultora do Sebrae Sandra Fiorentini.

Vale começar a busca no serviço Google Patents, que faz um levantamento global em escritórios de patente e informa se a ideia é nova.

Quem não faz essa lição de casa tem chances de ver o pedido rejeitado pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), após um processo que pode levar mais de dez anos.

O órgão atribui a morosidade ao baixo número de profissionais responsáveis pelas análises.

“Por ano, conseguimos avaliar apenas 11 mil requerimentos porque temos 300 encarregados, contra 8.000 nos EUA e 12 mil na China”, explica o diretor de patentes do INPI Júlio César Moreira.

É possível iniciar a venda do produto só com o requerimento. Mas não adianta pedir a patente quando o item, já à venda, é copiado. Isso porque ganha o registro quem fizer primeiro a solicitação.

O físico Claudemir Lopes, 51, ainda não conseguiu patentear sua invenção, a Thermo-X, argamassa térmica que diminui o calor e o barulho do ambiente. Mas o pedido foi feito há três anos.

“Já trabalho no ramo há 25 anos e vi que não havia um produto com essas características. Passei três anos desenvolvendo a massa, para uso em residências e prédios comerciais”, afirma.

Para criar a Thermo-X, Lopes investiu R$ 1,5 milhão. Ele não revela o faturamento, mas planeja crescer 8% em 2017 e calcula ter vendido cerca de 100 mil sacos do produto, comercializado em lojas de construção de grande porte.

O físico atribui o sucesso à experiência no setor. “Sem conhecimentos de processo industrial e de construção, não teria sido possível desenvolver a argamassa”, diz.

O professor de empreendedorismo do Insper Thiago de Carvalho recomenda que o inventor privilegie ideias em um setor que já conheça.

“Do contrário, corre-se o risco de ignorar questões importantes de público-alvo, custo de produção e precificação, pois o conhecimento do ramo é elementar.”

Uma pesquisa deste ano da Global Entrepreneurship Monitor, que levantou dados econômicos de 64 países, aponta que 66% das empresas brasileiras que fecham as portas o fazem pela baixa lucratividade de seus itens.

“Além de mostrar o produto para colegas e amigos que poderiam se interessar, dá para entrar em contato com pontos de venda, como grandes lojas, e colher opiniões ali”, afirma Fiorentini.

Carvalho, do Insper, diz que, sem um investidor profissional que cobre resultados, é preciso ter cuidado para não se endividar.

“Muitos gastam todo o dinheiro que têm sem muita supervisão. É preciso ser criativo para encontrar formas de abrir a empresa com alguma folga no orçamento.”

Fonte: Folha de S.Paulo, SÃO PAULO, 22/05/2017, 02h00

Inteligência Competitiva – Segurança Empresarial – Ciberataque evidencia despreparo e liga o alerta de empresas brasileiras

Apólices de proteção contra ataques hackers movimentaram cerca de R$ 2 milhões no Brasil em 2016 Foto: REUTERS/Nicky Loh

SÃO PAULO – Os riscos de sofrer com um ataque hacker era visto por muitas empresas do Brasil como um “assunto exclusivo do setor de TI” (Tecnologia da Informação). Na última semana, porém, o tema virou o centro de debates entre executivos e conselheiros.

Mesmo que para muitos especialistas o ciberataque de sexta-feira, 12, tenha evidenciado a falta de preparo das companhias brasileiras, ele também pode ser o incentivo que faltava para que as empresas invistam mais em gestão de riscos cibernéticos.

Segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), as apólices de proteção contra esses ataques movimentaram cerca de R$ 2 milhões no País em 2016. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse mercado movimenta cerca de US$ 4 bilhões anualmente.

Uma pesquisa da Allianz Global Coporate & Specialty (AGCS) também mostrou que entre as 10 maiores economias de 2015, o Brasil ficou em quarto lugar no ranking de maiores perdas com ciberataques, com danos de US$ 7,7 bilhões, na frente de França, Itália, Japão, Rússia, Índia e Reino Unido.

Essa fragilidade, segundo especialistas, é resultado da falta de maturidade do mercado brasileiro para entender que as ameaças cibernéticas devem ser tratadas como prioridade e ter, assim como outros assuntos, um plano de gestão de risco bem estruturado.

“Esse assunto envolve gestão de informação, de senhas, papéis, procedimentos, backup de dados. São coisas muito importantes, que não podem ficar em risco. As empresas precisam mapear essas ameaças, entender o que pode acontecer e quais impactos pode ter para, assim, traçar uma prevenção ou solução”, explica Carlos Santiago, Líder da Prática de Gerenciamento de Riscos da consultoria Marsh.

Segundo os analistas ouvidos pelo Estado, a ideia fundamental é que os empresários deixem de ver o tema como apenas “um dos afazeres dos departamentos de tecnologia” ou uma preocupação secundária, já que um ataque cibernético pode colocar em risco o funcionamento e a reputação de uma companhia.

Um estudo global realizada pela consultoria FTI Consulting, por exemplo, mostrou que para 53% dos executivos entrevistados, os ciberataques tiveram o maior impacto na reputação de suas empresas em 2016. Uma pesquisa realizada pela Grant Thornton também chegou à mesma conclusão: nela, a perda de reputação aparece como o maior impacto que um ataque hacker pode trazer para os negócios.

Como os especialistas classificam o comportamento dos empresários brasileiros como “reativo” – ou seja, providências só são tomadas quando algo acontece – o ataque da última semana pode ter servido como um estímulo para as companhias debaterem sobre os riscos cibernéticos. E, ao colocar o assunto em pauta, as empresas podem otimizar melhorar outros procedimentos e serviços.

“Isso (o ataque) veio para amadurecer, como um ponto de transição. Se olharmos a cultura brasileira, ela é diferente: primeiro passamos pelo problema para depois resolver. E da mesma maneira que (o empresário) passa a olhar e a investir mais em tecnologia, isso pode propiciar pra ele uma novas soluções que podem reverter em benefícios econômicos”, explica Marcos Tondin, diretor de soluções tecnológicas da Grant Thornton.

Reação. Desde que o ataque aconteceu, muitas empresas e consultorias já perceberam o aumento da procura por softwares e serviços de segurança e proteção contra hackers.

Carlos Santiago, da Marsh, disse que a companhia ainda não conseguiu mensurar um aumento, mas contou que desde sexta-feira ele “não fez nada além de se encontrar com clientes e interessados para falar de riscos”. Ele ainda afirmou que muitas das negociações que começaram antes do ataque se concretizaram nesta semana. “Você começa a receber e-mails de conversas que estavam paradas, das empresas dizendo ‘vamos fechar (negócio)’.”

A Globalweb Corp, grupo empresarial de TI, costumava agendar duas visitas com potenciais clientes por mês. Em três dias úteis após o ataque hacker – entre sexta, 12, e terça-feira, 16 – o número de visitas agendadas saltou para 15, onde 70% são empresas públicas e 30% privadas de grande porte.

Segundo o diretor de operações, Lincoln Pinto, todas as interessadas buscavam soluções para prevenção de ciberataques e seus eventuais danos. “O objetivo delas é manter o sistema operacional atualizado e os backups íntegros utilizando soluções na nuvem (espaço online onde dados são armazenados) com um custo mais baixo”, explica.

No ataque da última sexta-feira, o vírus se espalhou por meio de uma brecha no sistema operacional Windows, da Microsoft. Os usuários que não atualizaram os sistemas desde que a empresa consertou a falha, em 14 de março, podem estar vulneráveis. A falha afetou as versões Vista, Server 2008, 7, Server 2008 R2, 8.1, Server 2012, Server 2012 R2, RT 8.1, 10 e Server 2016 do Windows.

A Microsoft ainda não divulgou o número de usuários que fizeram a atualização do sistema desde sexta-feira. Através de sua assessoria de imprensa, a empresa afirmou que só vai se manifestar sobre a questão através de notas oficiais.

Seguros. Segundo especialistas, o ataque pode deslanchar o mercado de seguro para riscos cibernéticos no Brasil. Segundo matéria da Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, algumas seguradoras começam a se movimentar para disponibilizar o produto no País já este ano. De acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast, as americanas Chubb e Argo, a alemã Allianz e a italiana Generali são algumas delas. O setor desperta até mesmo o interesse da fintech (startup do setor financeiro) Thinkseg, do ex-BTG Pactual André Gregori, que já selou parceria com um player global para explorar o seguro cyber no Brasil.

Fonte: Nathália Larghi, O Estado de S.Paulo, 18 Maio 2017 | 09h05

Como desenvolver líderes, e não funcionários

“Peter Drucker era otimista em relação aos executivos nos Estados Unidos. Esse otimismo aos poucos feneceu, à medida que testemunhou um escândalo atrás do outro e a forma como os líderes pensavam, antes de tudo, em si próprios. Drucker esperava que as grandes organizações industriais proporcionassem aos seus funcionários um ambiente onde houvesse comunhão de princípios e exercício de cidadania, dotando a vida deles de significado e propósito.

Drucker desejava que as empresas criassem uma relação funcional entre indivíduos e nossos ideais como nação, tais como igualdade de oportunidades, liberdade e responsabilidade pessoal. Isso ajudaria a estabelecer uma filosofia de vida prática para as pessoas e serviria como antídoto aos males do totalitarismo. A ausência de uma filosofia funcional nos regimes totalitários foi o tema de seu primeiro livro, The End Of Economic Man (O fim do homem econômico), de 1939.

Ideias Práticas

Em sua organização, você está criando líderes ou funcionários burocratas, seguidores de regras? O que você pode fazer para melhorar a criação de lideranças? Que práticas você pode instituir ou recomendar para aumentar a confiança dentro da sua organização?

Fonte: MACIARIELLO, Joseph A. Um ano com Peter Drucker : 52 semanas de coaching para tornar um líder eficiente. São Paulo : Portfolio-Penguin,2016.