As Redes de Inteligência Competitiva

A figura abaixo, mostra a importância das Redes para o processo de Inteligência Competitiva, destacando as principais etapas do processo: observação, análise e decisão.

Redes de Informações

Fonte: Jakobiak, 1992

As crescentes mudanças no ambiente globalizado, como um todo, e nas empresas em particular têm estimulado a procura de novas formatos organizacionais que propiciem mais flexibilidade e velocidade na absorção e disseminação do conhecimento. Dentre estes novos formatos destacam-se a constituição de redes, e dentre estas, as Redes de Informação e de Inteligência Competitiva.

Segundo Lastres, “a constituição de redes de todo o tipo é considerada (…..) como a mais importante inovação organizacional associada à difusão do novo paradigma tecno-econômico das tecnologias da informação (….) e a competitividade das organizações passa a estar relacionada à abrangência das redes que estão inseridas, assim como a intensidade do uso que fazem das mesmas (Lastres,1996)”.

As Redes de Inteligência Competitiva são multidisciplinares e não hierárquicas que congregam três categorias principais de atores:

  • Decisores — utilizam os insumos fornecidos pelos analistas para tomar decisões, ou seja informação relevante, analisada e validada;
  • O Administrador do Sistema de IC — coordena e dá suporte a toda Rede, facilitando e agilizando a comunicação interdisciplinar e gerenciando a infraestrutura tecnológica;
  • A Rede Humana – composta por Redes de Observadores e Redes de Analistas:
  • Redes de Observadores — são participantes eventuais, dotados de curiosidade e capacidade de reconhecer mudanças nas variáveis ambientais e que possam alimentar a Rede com estas informações, rapidamente e de forma clara;
  • Redes de Analistas — também eventuais, são especialistas com reconhecida competência técnica associada aos FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO, com capacidade de avaliar os impactos das mudanças ou sinais de mudanças nas estratégias competitivas da organização.

Embora as facilidades fornecidas pela tecnologias da informação — redes de computadores e transmissão digital de informações, por exemplo — permitam uma otimização no uso dos conceitos apresentados sobre Rede de Informações e de Inteligência, deve-se entender que não é necessária a existência e a utilização plena dessas tecnologias para que se aplique tais conceitos nas organizações, dado que sua essência é humana e não tecnológica.

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