Inteligência Competitiva e pesquisa qualitativa

“Foi com a Escola de Chicago, em meados das décadas de 1920 e 1930, que a investigação qualitativa ganhou relevância nos estudos científicos, ao mesmo tempo em que, na antropologia, definiam-se métodos de pesquisa em campo, em que o observador saía de seu cenário em busca de estudar culturas estranhas à sua. Em período curto de tempo, a abordagem qualitativa passou a ser empregada em outros ramos da ciência social e, à medida que evoluía, modificava ou acrescia a seus paradigmas e posturas, algumas características peculiares (DENZIN; LINCOLN, 2006).

“A pesquisa qualitativa é em si mesma, um campo de investigação.Ela atravessa disciplinas, campos e temas. Em torno do termo pesquisa qualitativa, encontra-se uma família interligada e complexa de termos, conceitos e suposições.

Entre eles, estão as tradições associadas ao fundacionalismo, ao positivismo, ao pós-fundacionalismo, ao pós-positivismo, ao pós-estruturalismo e as diversas perspectivas e/ou métodos de pesquisa qualitativa relacionados aos estudos culturais e interpretativos.

Incumbe como características deste método para justificar o estudo do trabalho, um estudo analítico baseado em depoimentos, opiniões, resumindo a pesquisa qualitativa como uma atividade que localiza o observador no mundo e consiste em um conjunto de práticas materiais e interpretativas que dão visibilidade ao mundo”. (DENZIN; LINCOLN, 2006, p.16).

“A divisão em sete momentos históricos da pesquisa qualitativa, proposta por Denzin e Lincoln (2006) para o cenário norte-americano, deslinda a constituição do campo de investigação nesta abordagem, sendo eles: o tradicional (1900-1950); o modernista ou a era dourada (1950-1970); gêneros obscuros (1970-1986); crise da representação (1986-1990); pós-moderno (1990-1995); investigação pós-experimental (1995-2000); e o futuro que é o período atual.

Contudo, os autores afirmam que cada um desses momentos ainda está em ação nos dias de hoje e “as múltiplas e fragmentadas histórias da pesquisa qualitativa agora possibilitam que qualquer pesquisador vincule um projeto a um texto canônico de qualquer um dos momentos descritos”. (DENZIN; LINCOLN, 2006, p. 32).

Fonte: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. O planejamento da pesquisa qualitativa – teorias e abordagens. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

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