Inteligência Competitiva: Indústria de SP demite meio milhão de pessoas em três anos

SERTAOZINHO, SP, BRASIL, 05-07-2013. Operarios na linha de montagem da industria de caldeira Caldema em Sertãozinho. A falta de projetos de novas usinas de açúcar e álcool causa reflexos nas empresas de máquinas e equipamentos em um dos principais polos do setor, em Sertãozinho. A ociosidade média nas fábricas chega a 60%, de acordo com cálculos do Ceise Br (centro nacional das indústrias do setor). Na Caldema, em 2013, houve apenas um pedido para fabricação de caldeira.( foto silva junior/folhapress ) REGIONAIS

Operário na linha de montagem de fabricante de caldeiras em Sertãozinho (SP). Foto: Silva Junior – 5.jul.13/Folhapress

A indústria paulista espera voltar a ter um saldo positivo sólido de empregos apenas em 2018. Para este ano, a expectativa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) é ficar no “zero a zero”.

“Em 2017 devemos ter até 10 mil contratações. Não é um resultado bom, mas é positivo após três anos consecutivos de saldos negativos”, diz Guilherme Moreira, gerente do departamento de estudos econômicos da entidade.

Segundo ele, o setor concluiu o corte necessário na mão de obra para adequá-la ao nível baixo de produção e deve começar a recontratar caso a expectativa de expansão de 0,8% do PIB se concretize neste ano.

“Por agora, o mercado de trabalho deve começar com uma dinâmica ruim, mas isso deve melhorar no segundo semestre”, afirma.

A característica gradual dessa recuperação é reflexo da continuidade da política de redução da taxa básica de juros pelo Banco Central, de modo a incentivar a retomada do crédito e do consumo.

MEIO MILHÃO DE DEMISSÕES

Desde 2014, foram fechadas 518 mil vagas no Estado de São Paulo, segundo levantamento da Fiesp divulgado nesta quinta-feira (19).

O pico de cortes foi em 2015, que concentrou 45,5% dos empregos encerrados no período, ou 236 mil postos. Em 2016, foram de 153 mil.

FRENTE CONTRA O DESEMPREGO

A crise na indústria motivou sindicatos paulistas a criar na quinta-feira (19) uma “frente contra o desemprego”. O objetivo é apresentar propostas para o desenvolvimento econômico da cidade e do Estado.

Na avaliação dos sindicalistas, as soluções até agora trabalhadas, como a reforma da Previdência e da CLT –ambas apoiadas pela Fiesp–, vão agravar o quadro social.

“Dependendo da situação, ou o trabalhador aceita a imposição da empresa ou vai para a rua. Também não temos uma política que garanta emprego até os 65 anos e o trabalhador não conseguirá se aposentar”, diz, em nota, Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi.

Fonte: FERNANDA PERRIN, FOLHA DE S.PAULO, SÃO PAULO, 20/01/2017,   02h00

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