Inteligência Competitiva Brasil: PNAD Contínua: em novembro, taxa de desocupação foi de 11,9%

Resultado de imagem para desemprego

 

Indicador / Período Set – Out – Nov
2016
Jun – Jul – Ago
2016
Set – Out – Nov
2015
Taxa de desocupação 11,9% 11,8% 9,0%
Rendimento real habitual R$ 2.032 R$$ 2.027 R$ 2.041
Variação % do rendimento em relação a: (estável) (estável)

A taxa de desocupação do trimestre móvel de setembro a novembro de 2016 (11,9%) foi a mais elevada desde o início da série, em 2012, embora tenha ficado estatisticamente estável em relação à taxa do trimestre móvel de junho a agosto de 2016 (11,8%). Em relação ao mesmo trimestre de 2015 (9,0%), houve alta de 2,9 pontos percentuais.

A população desocupada no período chegou a 12,1 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, mantendo estabilidade estatística em relação ao
trimestre móvel de junho a agosto de 2016 (12,0 milhões) e crescendo 33,1% em relação ao mesmo trimestre de 2015, o que equivale a 3,0 milhões de pessoas a mais em busca de trabalho.

A população ocupada, estimada em 90,2 milhões, ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e recuando 2,1% em comparação com igual trimestre do ano passado (92,2 milhões de pessoas), o que representa uma redução de aproximadamente 1,9 milhão de pessoas ocupadas.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (34,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016, mas caiu 3,7% (ou menos 1,3 milhão de pessoas com carteira de trabalho assinada) em relação ao mesmo trimestre móvel de 2015.

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas
(R$ 2.032) ficou estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (R$ 2.027) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.041).

A massa de rendimento real habitual em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas (R$ 178,9 bilhões) não mostrou variação significativa em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e caiu (-2,0%) frente ao mesmo trimestre de 2015. A publicação completa da PNAD Contínua Mensal pode ser acessada aqui.

Quadro 1 – Taxa de Desocupação – Brasil – 2012/2016

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016
nov-dez-jan 7,2 6,4 6,8 9,5
dez-jan-fev 7,7 6,8 7,4 10,2
jan-fev-mar 7,9 8,0 7,2 7,9 10,9
fev-mar-abr 7,8 7,8 7,1 8,0 11,2
mar-abr-mai 7,6 7,6 7,0 8,1 11,2
abr-mai-jun 7,5 7,4 6,8 8,3 11,3
mai-jun-jul 7,4 7,3 6,9 8,6 11,6
jun-jul-ago 7,3 7,1 6,9 8,7 11,8
jul-ago-set 7,1 6,9 6,8 8,9 11,8
10° ago-set-out 6,9 6,7 6,6 8,9 11,8
11° set-out-nov 6,8 6,5 6,5 9,0 11,9
12° out-nov-dez 6,9 6,2 6,5 9,0

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Gráfico 2 – Pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência – Brasil – 2012/2016 (em mil pessoas)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,1% no trimestre de setembro a novembro de 2016, com estabilidade frente ao trimestre de junho a agosto de 2016, (54,2%) e retração de 1,8 ponto percentual, em relação ao nível do mesmo trimestre do ano anterior (55,9%).

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 102,3 milhões de pessoas, ficou estável em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e cresceu 1,1% (mais 1,1 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2015.

O contingente fora da força de trabalho no trimestre de setembro a novembro de 2016 (64,5 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e cresceu 1,5% (mais 967 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2015.

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 34,1 milhões de pessoas, apresentou estabilidade em comparação com o trimestre de junho a agosto de 2016. O confronto com o trimestre de setembro a novembro de 2015 mostrou queda de 3,7%, o que representou diminuição de cerca de 1,3 milhão de pessoas com carteira de trabalho assinada.

Já o número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,5 milhões de pessoas) cresceu 2,4% (ou mais 246 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel de junho a agosto de 2016 e aumentou em 3,5% (mais 350 mil pessoas) contra o mesmo trimestre de 2015.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (21,9 milhões de pessoas) caiu (-1,3%) frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (menos 297 mil pessoas). Em relação ao mesmo período de 2015, também houve queda (-3,0%, ou menos 673 mil pessoas).

O contingente de empregadores, estimado em 4,2 milhões de pessoas, teve crescimento de 5,5%, mais 216 mil pessoas em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016. Em relação ao mesmo período do ano anterior, esse contingente manteve-se estatisticamente estável.

O contingente dos trabalhadores domésticos (6,1 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações.

Gráfico 4 – Pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência – Brasil – 2012/2016 (mil pessoas)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

A análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de setembro a novembro de 2016, em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016, mostrou retração em dois grupamentos: na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura (3,9%, ou seja – 359 mil pessoas) e na construção (-2,2% ou seja, 155 mil pessoas) e expansão nos grupamento de alojamento e alimentação (4,6%, ou seja, 209 mil pessoas) e de outros serviços (5,7%, ou seja, 237 mil pessoas). os demais grupamentos se mantiveram estáveis.

Em relação ao mesmo trimestre de 2015, os seguintes grupamentos se retraíram: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura, –4,7% (-438 mil pessoas), indústria geral, -8,2% (-1,0 milhão de pessoas), construção, -9,0% (-702 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, –2,6% (-256 mil pessoas) e serviços domésticos, -3,1% (-194 mil pessoas). Houve aumentos nos grupamentos de alojamento e alimentação, 7,8% (346 mil pessoas) e outros serviços, 7,0% (287 mil pessoas). os demais grupamentos não sofreram alteração.

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas (R$ 2.032) ficou estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2016 (R$ 2.027) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.041).

A única posição na ocupação com queda no rendimento médio real habitual em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 foi a dos trabalhadores por conta própria (-2,7%). As demais categorias não variaram. Em relação ao mesmo trimestre de 2015, os empregadores tiveram queda no rendimento (-5,9%) e as outras categorias ficaram estáveis.

Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2016, o único grupamento de atividade que apresentou variação no rendimento médio real habitual foi o da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura (3,5%). Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, esta estimativa permaneceu estável em todos os grupamentos de atividade.

A massa de rendimento real habitual em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas
(R$ 178,9 bilhões) não mostrou variação significativa em relação ao trimestre de junho a agosto de 2016 e caiu (-2,0%) frente ao mesmo trimestre de 2015.

Quadro 3 – Rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos
pelas pessoas ocupadas – Brasil – 2012/2016

Trimestre móvel 2012 2013 2014 2015 2016
nov-dez-jan 2.001 2.058 2.102 2.037
dez-jan-fev 2.013 2.080 2.102 2.020
jan-fev-mar 1.982 2.025 2.103 2.103 2.035
fev-mar-abr 1.996 2.031 2.100 2.092 2.023
mar-abr-mai 1.983 2.040 2.094 2.087 2.030
abr-mai-jun 1.985 2.058 2.063 2.092 2.005
mai-jun-jul 2.001 2.071 2.034 2.074 2.011
jun-jul-ago 2.004 2.079 2.043 2.063 2.027
jul-ago-set 2.003 2.078 2.067 2.066 2.023
10° ago-set-out 1.998 2.084 2.081 2.058 2.030
11° set-out-nov 1.996 2.077 2.074 2.041 2.032
12° out-nov-dez 1.994 2.064 2.085 2.030

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Comunicação Social, 29 de Dezembro de 2016 

Advertisements