Inteligência Competitiva Varejo: Supermercados erram mix de embalagens na crise

Supermercados erram mix de embalagens na crise

A maioria dos supermercadistas concorda que é preciso ter na loja os produtos que o consumidor realmente quer comprar. Mas colocar isso em prática pode ser mais difícil do que parece. As apostas do varejo e da indústria nem sempre estão alinhadas com as necessidades e escolhas do consumidor. Estudo da Nielsen sobre oferta e demanda de três tipos de embalagens, em diferentes grupos de produtos, revela que houve maior procura por embalagens médias, porém maior oferta de versões pequenas. Isso levou à ruptura (e perda de vendas) e ao excesso de estoque (menor fluxo do caixa e margem). Realizada no Sul do país no ano passado, a pesquisa trazinsights que valem para supermercadistas de todo o Brasil em qualquer época. “Analisamos o aumento de participação de mercado dos itens para entender se correspondiam ao desejo do consumidor ou ao esforço do varejo e da indústria de ampliar a presença nas prateleiras”, explica Melissa Signori Iamin, executiva de Atendimento da Nielsen. A consultoria analisou seis segmentos de produtos (preparo de refeições, básicos, indulgentes, práticos, supérfluos e saudáveis) e desenvolveu índices que representam a movimentação entre oferta e procura. “O supermercadista deve ficar atento a essa dinâmica nas lojas, para definir com maior segurança mix e compras”, alerta Melissa.

A família decide

No segmento de produtos para preparo de refeições (caldos, carne congelada, creme de leite, farinha de trigo, etc.) e práticos (batata, pizza, sobremesas congeladas, café solúvel, etc.) faltaram embalagens médias e sobraram pequenas. “Nessas compras, o shopper paga o valor que considera razoável pela quantidade que atende sua necessidade”, diz Melissa.

Saúde não tem preço

A crise pouco afetou o brasileiro na escolha dos produtos que julga importantes para a saúde e o bem-estar (água de coco, cereal em barra, chá pronto, etc.). As embalagens médias e grandes foram as mais procuradas, de acordo com o perfil de consumo individual ou familiar.

Supermercados erram mix de embalagens na crise

Armazenar em casa

Com os produtos comoditizados (café, açúcar, desodorante, absorvente, etc.) o comportamento foi outro: oshopper queria mais embalagens grandes do que médias. O importante para a dona de casa é menor preço por quantidade, já que a compra é pouco frequente e o prazo de validade maior.

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Demanda forte

No grupo de supérfluos (água mineral, amaciante, antisséptico bucal, requeijão, limpa-vidros, etc.) a demanda por embalagem média e pequena foi alta – no primeiro caso, com oferta pouco acima. Ou seja, o consumidor fez de tudo para não abrir mão desses produtos e surpreendeu ao buscar também embalagens grandes.

Supermercados erram mix de embalagens na crise

Caso de equilíbrio

O estresse gerado pela crise levou o brasileiro a manter com os itens de indulgência (chocolate, vodca, uísque, creme de avelã, etc.) uma decisão semelhante à adotada com os supérfluos. E numa pesquisa complementar, a Nielsen identificou crescimento das versões mais caras. Isso em 44% das categorias ‘indulgentes’.

Supermercados erram mix de embalagens na crise

(Fonte: Supermercado Moderno, 09 de novembro de 2016)

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