Inteligência Competitiva Brasil 5: “Geração canguru” atinge no Brasil maior parcela em 11 anos

RIO – ­ Continuou avançando no Brasil a chamada “geração canguru” no país, jovens de 25 a 34 anos que permanecem vivendo com os pais, ou voltam a morar com eles por opção, mesmo com independência financeira, continuou avançando no país. Nessa faixa etária, subiu de 24,3% para 25,3% a fatia dos que tinham a condição de filho nos domicílios entre 2014 e 2015.

Foi a maior parcela em 11 anos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira – 2016. A principal fonte do levantamento divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad 2015.

Resultado de imagem para foto “Geração canguru”

O termo “geração canguru” foi popularizado por um estudo de 2010 sobre o tema feito pelas pesquisadoras do IBGE Ana Lúcia Sabóia e Barbara Cobo, citado na pesquisa. Na Síntese de Indicadores, o IBGE chama atenção para o fato de que, em 2015, o percentual de ocupação no mercado de trabalho de jovens nesta faixa etária que viviam com os pais era de 7 1,7 %, muito semelhante ao percentual de ocupação das demais pessoas entre 25 e 34 anos que não viviam com os pais, de 7 5,1%.

Isto sugere que a permanência na casa dos pais não está diretamente associada à falta de trabalho, avaliou o instituto. Além disso, as pessoas nesta faixa etária que viviam com os pais eram mais escolarizadas. Assim, a opção de permanecer na casa dos pais pode estar associada ao prolongamento de estudos, analisou o IBGE. Segundo IBGE, 35,1% da geração canguru tinham ensino superior incompleto ou nível mais elevado; a média de anos de estudo foi de 10,7 anos; e 13,2% no grupo ainda estudavam.

Para aqueles que não residiam com os pais, na mesma faixa etária em 2015, os indicadores apresentaram valores mais baixos: 20,7 % tinham ensino superior incompleto ou nível mais elevado; a média de anos de estudos era de 9,8 anos; e somente 7 ,2% ainda estudavam. Em 2015, o IBGE identificou 7 1,2 milhões de arranjos familiares, presentes em 68,17 7 milhões de domicílios particulares. Estes arranjos poderiam ser sem parentesco ou com parentesco.

Os dados do levantamento mostraram, ainda, que nos arranjos familiares com parentesco, o núcleo familiar mais comum no país continuou a ser formado por casal com filhos. Mas há queda da participação desta classificação, que diminuiu 50,1% a 42,3% do total dos arranjos familiares, de 2005 a 2015.

Em 2014, era de 42,8%. Em contrapartida, a proporção de famílias compostas por casal sem filho se tornou mais expressiva, de 15,2% a 20,0% entre 2005 e 2015.

Em 2014, era de 19,9% do total de arranjos familiares. Já o núcleo familiar formado por mulher sem cônjuge e com filhos coabitando ficou relativamente estável no período, na análise do instituto, e passou de 18,2% para 16,3% de 2005 a 2015. Em 2014 era de 16,2%.

Fontes: Alessandra Saraiva, Robson Sales e Rafael Rosas, Valor Econômico, 02/12/2016, 11:33

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