Tomada de decisão, Inteligência Competitiva e a prospecção para Inovação Aberta, por Alfredo Passos

Mas qual a relação entre tomada de decisão, Inteligência Competitiva e a prospecção para Inovação Aberta? Segundo Hamel & Breen ((2007, p.4) “quando comparada às mudanças monumentais em tecnologia, estilo de vida e geopolítica que presenciamos nos últimos cinquenta anos, a prática de gestão parece ter evoluído a um passo extremamente lento”.

A prática de gestão pode ser entendida também quando (RODRIGUES & RICCARDI, 2007) apontam dois elementos de desenvolvimento organizacional fundamentais, para que uma organização ajuste sua estrutura: a aprendizagem organizacional e as plataformas de inovação.

Afinal, afirmam estes autores “é razoavelmente óbvio imaginar-se que haja necessidade de ajustar os fluxos de informação e as experiências operacionais numa organização para por meio deles, criar vantagens em relação aos competidores.”

E ainda complementam os autores acima citados “as plataformas de inovação são igualmente outro elemento para o qual a IC deve contribuir de forma especial e específica. Novamente aqui nossa visão é de que a inovação pode ser planejada e estruturada de forma a dar resultados ou respostas corretas às exigências da pressão ambiental por customização ou personalização, sob a qual operam as organizações de hoje.”

Mas, quando o tema é inovação não faltam ideias diferentes e por vezes contraditórias. Um exemplo é a visão de outros autores que acreditam na força da inovação, como fator de geração de riqueza, especialmente a partir da economia. Várias formas de inovação afetam todos os setores da atividade econômica. Uma discussão, pode se concentrar na produção de bens (in primis, a indústria manufatureira) e enfatizar os esforços relacionados ao melhoramento das técnicas de produção e à busca de novos produtos afirma (DOSI, 1988).

Por isso, nesta era de rápida inovação tecnológica, as empresas que não acompanharem com inovações dentro da taxa de inovação do mercado, poderão não só perder oportunidades para seus negócios como também perder sua capacidade competitiva. Para sustentar a taxa de inovação demandada pelo mercado, as empresas precisam desenvolver e utilizar-se de mecanismos de busca e acesso à inovação, já que prover inovação dentro do volume e com a rapidez necessária, baseada apenas nos recursos internos, parece ser tarefa muito difícil para a maioria das empresas  (DOSI, 1988). O fator exacerbante além do custo interno de desenvolvimento estaria principalmente na capacidade de gerar novas soluções tecnológicas com velocidade e grau de acerto, isto é, de aceitação pelo mercado e retorno financeiro, em nível compatível com a pressão da competição.

Desta forma, buscar e acessar inovações externas, úteis para os interesses de domínio tecnológico das empresas, é um processo necessário, porém que requer a sustentação por meio de eficientes mecanismos de busca, como um sistema de Inteligência Competitiva Tecnológica. É natural, portanto, que tenha aumentado o interesse das empresas ao redor do globo nas técnicas de inteligência competitiva tecnológica de apoio aos negócios (ASHTON & STACEY, 2009).

E assim conforme menção de (ASHTON & STACEY, 2009) sobre a necessidade de “processo”, estudar o processo de prospecção da inovação aberta através da Inteligência Competitiva Tecnológica é um dos objetivos do livro Tesarac – O livro da Inteligência Competitiva.

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