Inteligência Competitiva – Indústria 4.0: Modelo pode reverter desindustrialização

José Borges Frias, diretor de estratégia da Siemens: a indústria 4.0 é uma boa forma de dar salto de produtividade

A indústria 4.0 pode funcionar como instrumento para reverter o processo de desindustrialização e recuperar a participação do setor industrial no PIB brasileiro. Criado na Alemanha, com o objetivo de utilizar a tecnologia digital para aumentar a produtividade industrial e fortalecer a economia do país face ao abalo da crise financeira global de 2008-­2009, o modelo pode ajudar a indústria brasileira a dar um salto de competitividade, acredita José Borges Frias Jr., diretor de estratégia, inteligência de mercado e business excellence para as divisões digital factory e process industries and drives da Siemens Brasil.

“A indústria brasileira, se quiser participar das cadeias globais de valor, precisa ter melhor produtividade e a indústria 4.0 é uma boa forma de dar esse salto”, diz o executivo. Grandes empresas globais de setores como o automotivo, químico, de papel e celulose, bens de capital e bens de consumo são as que se destacam hoje no país na adoção desse conjunto integrado e conectado de tecnologias, que permite o uso mais racional de materiais e energia, menor custo e maior eficiência na fabricação, logística e distribuição dos produtos.

Utilizando tecnologias como internet das coisas (IoT) e computação em nuvem, o novo modelo também permite a customização em massa, eliminando a necessidade da produção de grandes lotes de um único modelo para obter­se economia de escala. Uma mesma linha pode comportar vários modelos, sem encarecer o produto, como ocorre hoje com a Volkswagen, cliente da Siemens, na fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde são produzidos os modelos Golf, Audi e Fox em uma mesma linha de montagem.

No setor de papel e celulose, a Fibria investiu em um sistema de análise preditiva da SAP aplicado a projetos como o desenvolvimento de novos clones de eucalipto e melhores práticas de manejo florestal. No agronegócio, a Stara, fabricante de máquinas agrícolas, desenvolveu em conjunto com a SAP um protótipo de trator com a tecnologia IoT que permite ao agricultor monitorar on­line e em tempo real os processos de plantio, preparo, adubação e correção do solo, pulverização e colheita.

Os dados podem ser integrados ao sistema de gestão da fazenda, possibilitando análise em tempo real. A SAP, que nos últimos cinco anos investiu € 10 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, vai destinar € 2 bilhões, até 2020, apenas à IoT. Mário Rachid, diretor executivo de soluções digitais da Embratel destaca a solução de internet das coisas aplicada a automóveis, que permite acionar autofalantes e microfones do sistema hands­free, travar portas a distância, conectar aplicativos e solicitar à central de uma montadora o acompanhamento em rotas perigosas. A tecnologia já é usada pela GM no Brasil nos modelos Médio Cruze 2016 e no novo Cobalt da Chevrolet.

A Volvo aplicou a solução no modelo XC60. Entre os serviços oferecidos pela Embratel para a indústria 4.0 estão a transmissão de dados, cloud computing, M2M/internet das coisas e datacenter. Para Rachid, a facilidade de acesso e a flexibilidade da nuvem contribuem para melhorar a produção e o gerenciamento de fábricas e escritórios. “Por meio de aplicações em nuvem, as indústrias podem aumentar sua capacidade em momentos de pico e reduzir quando for necessário, otimizando gastos e investimentos”, afirma. A indústria 4.0 baseia­se em padrões abertos e pressupõe colaboração e parcerias entre fabricantes, integradores, companhias de telecomunicações e usuários.

“Colaboração é a palavra chave do sucesso nesse novo mundo digital”, diz Orlando Cintra, vice-­presidente sênior da área de digital enterprise platform da SAP. Em setembro, SAP e Bosch firmaram parceria para interligar suas plataformas de internet das coisas e indústria 4.0. “Foi uma parceria para facilitar a inteligência de nossos projetos de indústria 4.0 com o sistema SAP de produção e informação que já utilizamos”, diz Júlio Monteiro, diretor industrial da Bosch.

Segundo ele, as parcerias nascem sempre de uma necessidade. “Mesmo neste período de crise estamos conseguindo implementar atividades da indústria 4.0, porque elas trazem um ganho”, afirma Monteiro. Um torno equipado com um sistema de manutenção on­line introduzido na fábrica da Bosch de Campinas (SP) em novembro de 2015 já propiciou redução de 35% em manutenção corretiva e de 12% em manutenção preventiva entre janeiro e julho deste ano, em comparação com igual período de 2015.

Como integradora e consultora para o novo cenário da indústria digital, a HP Enterprise Services (HPE) trabalha com uma gama grande de parceiros globais em áreas nas quais não atua, como empresas de automação, sensorização, telecomunicações e outras de soluções específicas para alguns nichos.

“Nós não temos todas as peças, mas sim as de Tecnologia da Informação e precisamos capacitá-­las a trabalhar melhor as informações, que são a matéria-­prima desse conceito”, diz Reinaldo Lorenzato, diretor de soluções da HPE para as áreas de manufatura e agronegócio.

Fonte: Gleise de Castro, Valor Econômico, 29/11/2016,­ 05:00

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ICT – Inteligência Competitiva Tecnológica para sair da crise

O interesse conceitual pela inovação não é recente. Em 1934, Joseph Schumpeter lançou a idéia da “destruição criadora”, onde velhas tecnologias são destruídas pelas novas.  Seu principal argumento era de que o desenvolvimento econômico é conduzido pela inovação por meio de um processo dinâmico em que novas tecnologias substituem antigas, o que foi por ele denominado de “destruição criadora”, melhorando a produção e baixando custos. 

Segundo Schumpeter, inovações radicais engendram rupturas mais intensas, enquanto inovações incrementais dão continuidade ao processo de mudança.

O autor propôs uma lista de cinco tipos de inovação:

i) introdução de novos produtos (que os consumidores não conheçam ou de qualidade nova);

ii) introdução de novos métodos de produção (ainda não testado no meio industrial em questão);

iii) abertura de novos mercados;

iv) desenvolvimento de novas fontes provedoras de matérias-primas e outros insumos;

v) criação de novas estruturas de mercado em uma indústria (1982).

Até Schumpeter (1982) a academia e o mundo empresarial haviam pouco se preocupado com a inovação, como alavanca de desenvolvimento econômico.   Sob o ponto de vista das funções e de seu papel nos negócios, a inovação foi estudada de forma gradativa. Schumpeter, ele mesmo preocupou-se essencialmente com as implicações da inovação sobre a lucratividade e continuidade dos negócios, nas décadas de 1930 e 40.  Mas por seu foco mais econômico, Schumpeter não deu nenhuma dispensou atenção ao estudo da inovação, em termos de sua natureza, de suas formas e do fenômeno como um todo.

A inovação começou com Schumpeter, passou por Von Hippel, Chesbrough, Christensen, Santos, Doz, Williamsom, até os dias de hoje ter a estrutura de um sistema de Inteligência Competitiva Tecnológica, para sair da crise que paralisa profissionais e empresas atualmente

Inovação foi novamente retomada somente no final da década de 1960 em diante, mas as abordagens dos estudos aí realizados retringiram-se à análise do fenômeno da inovação (ALBERNATHY,1978; CAMPBEL,1969).

Em outras palavras, as abordagens voltavam-se para a análise de como acontecem as descontinuidades tecnológicas e de qual a lógica que subsidia os modelos de mudanças de inovações tecnológicas, como os propostos pelo modelo sociocultural Evolucionário de Variação Tecnológica (CAMPBELL, 1969; JENKINS, 1975; LANDES, 1983), ou por modelos mais simples, como os de Variação Tecnológica (ALBERNATY, 1978; HUGHES, 1983; 1987, DAVID, 1985) e o do ciclo de mudanças tecnológicas (BASALLA, 1988).

Por volta da década de 1980, a estratégia da inovação na indústria considera as descontinuidades tecnológicas como mecanismo dominante do processo de inovação, como alavanca impulsionadora da evolução industrial. Tushman; Anderson (1986) definiam a descontinuidade tecnológica como a competência de uma inovação sobre uma tecnologia dominante em aperfeiçoá-la ou destruí-la e substituí-la.

A partir do início da década de 1990, porém, as abordagens para concepção e estudo do fenômeno da inovação passaram a ser processualísticas e formais. Em outras palavras, estudar os processos e as formas de inovação passou a ganhar os espaços nas pesquisas e publicações dos estudiosos da inovação e praticantes da gestão de sistemas de inovação.

Desde meados da década de 1980, Von Hippel (1986) apontava a contribuição de usuários para o processo da inovação.  A princípio com pouca atenção da academia, suas contribuições, porém, foram resgatadas no início da década de 2010.

Tarapanoff (2001) apresenta a visão de inovações como causadoras de novos ciclos econômicos, científicos e tecnológicos, dentro das provocações de Schumpeter. Inovações podem causar rupturas no ciclo anterior, causando alterações em cascata do ponto de vista social, comportamental e cultural, nas pessoas e nas organizações.

Durante a última década do século XX, contudo, estudos importantes dos processos e formas de inovação, como os processos de exploração interna e externa propostos por March (1991), começam a estabelecer as bases para os conceitos de inovação aberta propostos por Chesbrough (2003; 2007).

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Inteligência Competitiva: “Quem”, “Quando”, “Como”, “Onde” e “Por quê”?

O principal para se dizer a respeito de Inteligência Competitiva é que um profissional busca insights exclusivos e relações até então não detectadas entre os dados

  • Quem usa Inteligência Competitiva?

Em uma organização, empresa com fins lucrativos, profissionais tomadores de decisão – em pesquisa e desenvolvimento, marketing, planejamento estratégico, gestão produtos, vendas – procuram obter informações antecipadas sobre os movimentos do mercado, seus clientes e consumidores.

À medida que aumenta o número e a complexidade dessas informações, aumenta o número de profissionais para processá-las. E desse processo nasce o processo de “Inteligência Competitiva”.

E nesse processo, informação, integração e acesso formam as condições fundamentais para que um profissional, uma área ou um departamento possa dar suporte à tomada de decisões que qualquer gestor moderno necessite.

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Inovar para diferenciar

A maioria das grandes empresas é parecida em seus processos administrativos, especialmente nos processos de gestão, envolvendo o estabelecimento de metas, planejamento, orçamentação e avaliação do desempenho.

Talvez por isso, Hamel (2007) tem argumentado que há necessidade de se repensar estruturas, processos, recursos e capacidades nas organizações para criar diferenciação e poder competitivo.

Para essa questão, Hamel (2011, p. 4) aponta diferentes caminhos nos quais algumas empresas têm adotado a conexão com a tecnologia visando à sua transformação, reinventando assim, seus valores e competências centrais.

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Inteligência Competitiva Brasil 3: Apesar da crise, compra de bens duráveis segue estável

máquina de lavar

Maior aumento foi no número de lares com máquina de lavar (5,7%); hoje, 61,1% do total de lares possuem esse eletrodoméstico

RIO – Apesar da crise, a compra de bens duráveis se manteve estável no País, informa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, que o IBGE divulgou nesta sexta-feira. O crescimento dos domicílios com fogão foi de 1,5%; com televisão, também 1,5%; com geladeira, 1,8%. O maior aumento foi no número de lares com máquina de lavar (5,7%). Hoje, 61,1% do total de lares possuem esse eletrodoméstico.

A presença de automóveis subiu 2,6% em 2015 frente a 2014, e a de motocicletas, 1,6%. O que caiu foi o número de domicílios com microcomputadores – eram 48,5% dos lares com o aparelho, e passaram a ser 46,2%. Foi a primeira vez, desde 2004, que o número de domicílios com computador caiu no País: eram 32,5 milhões e passaram a ser 31,4 milhões de lares. Isso se deu na esteira do aumento do acesso à internet via celular, que vem se tornando o único aparelho de telefone dos domicílios.

Em 2015, o Brasil tinha 102,1 milhões de internautas de 10 anos ou mais, o que equivale a 57,5% da população. A taxa pode estar subestimada, alertou a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira. Isso porque muitos entrevistados, na hora de responder ao IBGE e, não reconhecem redes sociais e aplicativos de mensagem como acesso à internet. Ou seja, embora usem esses aplicativos, afirmaram não utilizar a internet.

O número de usuários teve um crescimento de 7,1% em relação a 2014 – foram 6,7 milhões de pessoas conectadas a mais. Em 2008, apenas 34,8% da população se disse usuária da internet. De 2014 a 2015, o maior crescimento do contingente de internautas foi no Norte, com 8,4%. Os maiores percentuais estão nos grupos de 15 a 17 anos (82%) e de 18 a 19 anos (82,9%).

Fontes: Daniela Amorim, Roberta Pennafort e Vinicius Neder, Broadcast, 25 Novembro 2016 | 10h01.Foto: Reuters

Inteligência Competitiva Brasil 2: País perdeu quase 4 milhões de postos de trabalho em 2015

Desemprego em SP

Indústria e agricultura lideraram fechamento de vagas. Foto: DARIO OLIVEIRA/CÓDIGO19

Em meio à recessão econômica, o mercado de trabalho mostrou deterioração ainda maior do que a imaginada no ano passado. O total de postos de trabalho eliminados alcançou 3,8 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Foi a primeira vez que houve queda no total de empregados no País, desde o início da série histórica da pesquisa, em 2004. A perda é muito mais aguda do que a mostrada pela Pnad Contínua, que substituirá definitivamente o levantamento anual já a partir deste ano.

À época da divulgação, a Pnad Contínua estimava a população ocupada em 92,2 milhões ao fim de 2015, 630 mil vagas a menos em relação a um ano antes. “Estamos falando de 2015, um ano em que vimos que os indicadores econômicos não foram muito favoráveis. A população ocupada caiu em todas as grandes regiões”, lembrou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad no IBGE.

Na versão anual, dois setores foram os principais responsáveis pelo fechamento de vagas: a indústria, que explica a maior perda no número de ocupados no Sudeste, e a agricultura, que teve impacto especialmente no Nordeste. A agricultura perdeu 855 mil trabalhadores, enquanto a indústria dispensou mais de um milhão de funcionários. “Metade dessa queda na indústria ocorreu no Sudeste. Das demissões na agricultura, 700 mil foram no Nordeste”, apontou Maria Lucia.

Na Região Sudeste, 1,403 milhão de pessoas perderam seus empregos. No Nordeste, outros 1,373 milhão de trabalhadores foram dispensados. “Foram 1,8 milhão de empregos com carteira assinada a menos, sendo 730 mil só no Sudeste”, apontou a gerente da Pnad.

A dispensa de empregados incentivou ainda um aumento da informalidade. A proporção de pessoas trabalhando por conta própria cresceu de 21,4% em 2014 para 23,0% em 2015. Como consequência do avanço das demissões, houve aumento de 38,1% na fila de desempregados no País, o equivalente a 2,8 milhões de pessoas a mais. O total de desempregados chegou a 10,0 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade em 2015.

Fontes: Daniela Amorim, Roberta Pennafort e Vinicius Neder, Broadcast, 25 Novembro 2016 | 10h00

Inteligência Competitiva Brasil: Renda encolhe 5,4% em 2015, primeira queda em 11 anos

Dinheiro

De 2014 para 2015, houve, pela primeira vez em 11 anos, queda nos rendimentos reais (corrigidos pela inflação). O rendimento de todos os trabalhos passou de R$ 1.950 para R$ 1.853 (-5,0%), o de todas as fontes (que inclui aposentadorias, recebimento de aluguéis, juros, benefícios sociais, entre outros) foi de R$1.845 para R$1.746 (-5,4%), e o domiciliar caiu de R$ 3.443 para R$3.186 (-7,5%). Além disso, todas as categorias do emprego registraram redução no rendimento médio mensal real do trabalho principal, especialmente os trabalhadores domésticos com carteira assinada (-3,1%).

A redução atingiu todos os estratos da distribuição dos rendimentos, mas, como foi mais intensa nas faixas de rendimentos mais elevados, manteve-se a trajetória de redução da desigualdade, medida pelo Índice de Gini (quanto mais perto de um, mais desigual). Para todas as fontes, o Gini passou de 0,497 em 2014 para 0,491 em 2015; para os rendimentos de trabalho, o índice caiu de 0,490 para 0,485 e, no caso do rendimento domiciliar, variou de 0,494 para 0,493.

É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015, cuja Síntese de Indicadores o IBGE divulga hoje pela última vez, encerrando um ciclo de 49 anos, iniciado com a primeira PNAD, em 1967. A partir de 2017, as principais informações sobre as características da população, de educação, trabalho, rendimento e habitação terão como fonte a PNAD Contínua.

A PNAD mostra também que, com uma queda mais intensa para os homens do que para as mulheres, houve redução na desigualdade entre os rendimentos masculino e feminino, de 74,5% para 76,1% entre 2014 e 2015.

Entre 2014 e 2015, observou-se, pela primeira vez desde 2004, queda na população ocupada, que perdeu cerca de 3,8 milhões de pessoas (-3,9%). Entre os grupamentos de atividade, a indústria registrou a maior perda, com cerca de um milhão de ocupados a menos (-8,0%). Em relação a 2014, a participação dos empregados entre os ocupados caiu de 61,3% para 60,6%, enquanto a dos conta-própria cresceu de 21,4% para 23,0%. Além disso, dois milhões de ocupados deixaram de contribuir para a previdência. O mercado de trabalho mostrou, ainda, aumento de 38,1% da população desocupada (mais 2,8 milhões de pessoas), que chegou a 10,0 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade em 2015.

Por outro lado, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade manteve-se em queda e foi estimada em 8,0% (12,9 milhões de analfabetos) em 2015, frente a 8,3% (13,7 milhões) em 2014 e 11,5% (15,3 milhões) em 2004. A proporção de crianças de 4 a 5 anos frequentando escola apresentou o maior aumento. Em 2004, era de 70,0%; em 2015 este percentual passou para 84,3%.

Pela primeira vez desde 2004, caiu o número de domicílios com microcomputador (de 32,5 milhões em 2014 para 31,4 milhões em 2015). O percentual de domicílios atendidos por rede coletora de esgoto passou de 63,5% em 2014 para 65,3% em 2015, um incremento de 1,9 milhão. Já os domicílios atendidos por coleta de lixo (89,8%), rede geral de abastecimento de água (85,4%) e iluminação elétrica (99,7%) mantiveram as mesmas proporções na comparação com 2014. A máquina de lavar foi o bem cuja posse mais cresceu nos domicílios entre 2014 (58,7%) e 2015 (61,1%).

Clique aqui para acessar todos os resultados da PNAD 2015.

Rendimento de trabalho cai 5,0% no Brasil em 2015 e 7,2% na região Norte

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais de idade ocupadas e com rendimento de trabalho, em 2015, foi estimado em R$1.853, valor 5,0% inferior ao de 2014 (R$1.950). Isso ocorreu em todas as grandes regiões, sendo a maior queda na região Norte (-7,2%, passando de R$1.565 para R$1.453).

O rendimento médio real de todos os trabalhos cresceu em cinco das 27 unidades da federação, sendo a maior alta no Rio Grande do Norte, 4,3% (de R$1.320 para R$1.376). Os demais estados apresentaram queda, sendo a maior redução no Amazonas, -15,7% (de R$1.728 para R$1.457).

As maiores médias do rendimento mensal real de todos os trabalhos em 2015 foram registradas no Distrito Federal (R$3.553), em São Paulo (R$2.266) e Rio de Janeiro (R$ 2.212), enquanto que o Maranhão (R$1.106), Sergipe (R$ 1.112) e o Piauí (R$1.127) apresentaram os menores valores.

1,4% do total do rendimento dos ocupados vai para os 10% com menor renda

No Brasil, as pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, pertencentes à classe dos 10% de menor rendimento mensal de todos os trabalhos receberam 1,4% do total desse rendimento. A média do rendimento para este décimo foi de R$261, valor 7,1% menor do que o verificado em 2014. Por outro lado, as pessoas ocupadas pertencentes à classe dos 10% de rendimentos mais elevados concentraram 39,9% do total de rendimento de trabalho, em média R$7.402, valor 5,9% menor do que em 2014.

O Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal real de todos os trabalhos manteve a trajetória decrescente da série desde 2004 (0,545), sendo de 0,485 em 2015. A região Nordeste apresentou o maior nível de desigualdade na distribuição desse rendimento (0,498) e a Sul o menor (0,441).

Desigualdade de rendimento entre os sexos diminui em 2015

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos dos homens de 15 anos ou mais de idade, com rendimento de trabalho, foi de R$2.058 e o das mulheres, R$1.567. Em termos proporcionais, as mulheres receberam em média 76,1% do rendimento de trabalho dos homens em 2015, um aumento de 1,6 ponto percentual em relação a 2014 (74,5%), quando os valores eram R$ 2.184 e R$ 1.627, respectivamente.

Dentre os homens ocupados, 22,0% receberam até 1 salário mínimo em 2015, enquanto para mulheres o percentual foi de 30,4%. Além disso, havia proporcionalmente mais mulheres ocupadas (8,5%) sem rendimento ou recebendo somente em benefícios do que homens (4,5%).

O Índice de Gini do rendimento médio mensal de todos os trabalhos por sexo indicou uma maior desigualdade entre os homens (0,487) do que entre as mulheres (0,471).

Rendimento cai em todas as categorias de emprego

Todas as categorias do emprego registraram redução no rendimento médio mensal real do trabalho principal.

Empregados e trabalhadores domésticos receberam em média R$1.832 em 2015, cerca de 1,9% a menos do que a média do ano anterior (R$1.867). Os trabalhadores domésticos com carteira de trabalho assinada, em 2015, declararam rendimentos em média 3,1% menores que em 2014 (de R$1.049 para R$1.016), e os sem carteira de trabalho assinada 1,2% (de R$655 para R$647). Os trabalhadores com carteira assinada tiveram redução de 2,4% nos rendimentos (de R$1.850 para R$1.805), enquanto os sem carteira mostraram queda de 5,8% (de R$ 1.230 para R$ 1.159) e os militares e estatutários apresentaram decréscimos de 1,7% (de R$3.243 para R$3.188). Já o rendimento médio mensal real do trabalho principal recebido pelo trabalhador por conta própria diminuiu 9,1% de 2014 para 2015, passando de R$ 1.632 para R$ 1.484.

Rendimento de todas as fontes cai em todas os décimos de renda

Em 2015 o rendimento médio mensal real de todas as fontes (das pessoas de 15 anos ou mais de idade com rendimento) foi de R$1.746, 5,4% menor que em 2014 (R$1.845).

Houve redução do rendimento médio recebido em todos os décimos da distribuição de renda, segundo o rendimento de todas as fontes. Os 5% da população com maiores rendimentos tiveram queda de 6,7% em seu rendimento médio e o 1% da população da cauda superior da distribuição (aqueles que recebiam, em média R$ 20.048) teve redução de 6,9%. Entre os 10% da população com os menores rendimentos, houve redução de 7,8%.

Entre 2014 e 2015, a despeito da redução dos rendimentos nos estratos mais baixos, o Índice de Gini da distribuição dos rendimentos de todas as fontes teve redução, de 0,497 para 0,491, decorrente de uma queda mais acentuada dos rendimentos médios nos décimos de população com rendimentos mais elevados. Esse Índice de Gini mostra valores decrescentes desde 2004, quando era de 0,555.

Rendimento domiciliar cai 7,5% em 2015

Em 2015, a média do rendimento dos domicílios particulares permanentes foi de R$3.186, 7,5% a menos que o valor apurado em 2014 (R$ 3.443). As menores médias foram encontradas nas regiões Nordeste (R$2.114) e Norte (R$2.433). O Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal domiciliar para domicílios particulares permanentes do Brasil passou de 0,494 em 2014 para 0,493 em 2015.

Quanto ao rendimento domiciliar per capita, em 2015, 44,7% dos domicílios com rendimento contavam com até 1 salário mínimo por morador (30,5 milhões); 32,5% foram enquadrados nas faixas de rendimento domiciliar per capita de 1 a menos de 2 salários mínimos (22,2 milhões); e 19,9% informaram rendimento domiciliar per capita de 2 salários mínimos ou mais (13,6 milhões). Os demais (2,9%) não declararam.

De 2014 para 2015, o decréscimo do rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil foi de 7,2%, de R$1.369 para R$1.270. Houve redução em todos os estratos dessa distribuição, mas ela foi mais forte para os 10% com menores rendimentos domiciliares per capita (de 9,4%, passando de R$ 170 para R$ 154), do que entre os domicílios pertencentes ao último décimo (os 10% com maiores rendimentos), que tiveram redução de 8,2% (de R$ 5.696 para R$ 5.231). Com isso, a razão entre o último e o primeiro décimos passou de 33,5 para 34,0 entre 2014 e 2015, apresentando uma tendência de aumento da desigualdade da distribuição do rendimento domiciliar per capita.

População ocupada cai pela primeira vez desde 2004

A população ocupada foi de 94,8 milhões de pessoas em 2015, o que representou queda de 3,9% em relação a 2014 (98,6 milhões), a primeira observada na série 2004-2015. Todas as grandes regiões registraram queda da população ocupada em 2015, sendo que no Nordeste a redução foi de 5,4%.

A redução da população ocupada trouxe reflexos sobre o nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população de 15 anos ou mais de idade), que caiu 3,3 pontos percentuais frente a 2014, ficando em 58,6%. Para as mulheres, menos da metade da população de 15 anos ou mais estava ocupada (48,0%), enquanto entre os homens o nível da ocupação chegava a 70,2%.

Outro reflexo da queda da população ocupada se deu na população economicamente ativa (pessoas de 15 anos ou mais de idade que estavam trabalhando ou procurando trabalho), que passou de 105,9 milhões de pessoas para 104,8 milhões, uma retração de 1,0%. Já a população não economicamente ativa cresceu 6,7%, chegando a 57,0 milhões de pessoas. Em 2014, eram 53,4 milhões de pessoas não economicamente ativas.

Contingente de ocupados com carteira assinada cai 5,1% em 2015

Entre os grupamentos de atividade, os serviços respondiam em 2015 pela maior parte dos ocupados (46,3%), com cerca de 43,9 milhões de pessoas, seguidos pelo comércio e reparação, com 17,2 milhões (18,2%), atividades agrícolas, com 13,2 milhões (13,9%), indústria, com 11,9 milhões (12,6%), e construção, com 8,5 milhões (9,0%). Todos os grupamentos apresentaram queda em relação a 2014, sendo a maior delas registrada na indústria, de aproximadamente um milhão de pessoas (-8,0%).

Em 2015, o contingente de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado em atividade não agrícola (33,3 milhões) registrou queda de 5,1% (menos 1,8 milhão de pessoas) em relação a 2014. A queda do emprego no setor privado foi proporcionalmente mais acentuada entre os empregados sem carteira assinada (-9,1%), em relação àqueles com carteira assinada (-5,1%), o que expandiu de 78,5% para 79,4% a proporção de empregados com carteira no setor privado não agrícola.

Em 2015, 60,6% da população ocupada estava inserida no mercado de trabalho como empregado (57,4 milhões de pessoas). Houve crescimento de 1,6 p.p. na participação dos trabalhadores por conta própria, que correspondiam a 23,0% (21,8 milhões de pessoas). Os trabalhadores domésticos eram 6,6% (6,3 milhões de pessoas) e os empregadores, 3,7% (3,6 milhões de pessoas) da população ocupada.

2 milhões de ocupados deixaram de contribuir para previdência

Em 2015, 62,0% dos ocupados (58,8 milhões de pessoas) eram contribuintes de instituto de Previdência. Essa proporção aumentou em relação a 2014 (61,7%) devido à redução no total da população ocupada, porém, em termos de contingente, observou-se uma queda de cerca de 2,0 milhões de pessoas.

Do contingente de 21,7 milhões de trabalhadores por conta própria, em 2015, cerca de 4,3 milhões (19,8%) trabalhavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Em 2014, esse percentual era 19,0%. Dentre os 3,6 milhões de empregadores, 2,9 milhões possuíam registro, ou seja, 82,0%. Em 2014, eram 80,5%.

População desocupada chega a dez milhões de pessoas em 2015

O contingente de desocupados (pessoas de 15 anos ou mais de idade que não estavam ocupadas e tomaram providência efetiva para conseguir um trabalho) aumentou 38,1% (mais 2,8 milhões de pessoas) em 2015, chegando a 10,0 milhões. Todas as regiões apresentaram expansão da desocupação, principalmente Sudeste (46,0%) e Sul (66,1%).

Mais da metade (53,6%) dos desocupados eram mulheres; 26,3% nunca tinham trabalhado; 33,4% eram jovens de 18 a 24 anos de idade; 60,4% eram pretos ou pardos; e 48,2% não tinham completado o ensino médio.

A taxa de desocupação subiu 2,7 pontos percentuais em relação a 2014, chegando a 9,6%. Todas as grandes regiões apresentaram crescimento, sendo a menor taxa observada no Sul (6,8%) e a maior no Sudeste (10,7%).

Destaca-se o crescimento da taxa de desocupação dos jovens entre 18 e 24 anos de 15,2% em 2014 para 21,3% em 2015, um acréscimo de 6,1 p.p. Para os homens, em 2015, a taxa de desocupação era de 7,9% e para as mulheres, 11,7%.

Cai o número de crianças e adolescentes ocupados

A PNAD registrou, em 2015, 2,7 milhões de pessoas de 5 a 17 anos trabalhando no Brasil, o que representou uma queda de 19,8% (-659 mil) no número de crianças e adolescentes ocupados. Destes, 15,4% (412 mil) tinham entre 5 e 13 anos. Em 2014, 554 mil estavam nessa faixa etária.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita das crianças de 5 a 13 anos ocupadas foi estimado em R$ 482, sendo de R$ 676 para as crianças nessa faixa que não trabalhavam. O número médio de horas trabalhadas foi de 12,9 horas. A população ocupada nessa faixa concentrou-se nas atividades agrícolas (64,7%) e a taxa de escolarização foi de 97,4%, frente a 98,1% das crianças que não trabalhavam.

Taxa de analfabetismo no Brasil cai para 8,0%

Em 2015, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 8,0% (12,9 milhões de analfabetos), uma queda de 0,3 ponto percentual em relação a 2014 (8,3% ou 13,7 milhões de pessoas). Em 2004, a taxa de analfabetismo foi de 11,5% (15,3 milhões). A região Nordeste apresentou percentuais superiores as das demais regiões em todos os anos analisados, mas também foi a que apresentou a maior redução, passando de 22,4%, em 2004, para 16,2%, em 2015. As menores taxas continuaram a ser as das regiões Sul (4,1%) e Sudeste (4,3%).

A taxa de analfabetismo mostrou aumento à medida que a idade avança, atingindo 22,3% para as pessoas de 60 anos ou mais em 2015. Para o grupo de 15 a 19 anos de idade não atingia 1,0%. Entre homens e mulheres, a taxa foi de 8,3% e 7,7% respectivamente.

A taxa de analfabetismo funcional (proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudo em relação ao total de pessoas do mesmo recorte etário) passou de 17,6% (2014) para 17,1% (2015). A região Nordeste manteve-se com o percentual mais alto (26,6%), enquanto o sudeste (12,4%) e o Sul (13,4%) apresentaram os indicadores mais baixos.

Em 2015, 52,0% da população de 25 anos ou mais de idade estava concentrada nos níveis de instrução até o ensino fundamental completo ou equivalente; 26,4% tinham o ensino médio completo e 13,5% o superior completo. Em 2014, os percentuais eram de 53,1%, 25,5% e 13,1%, respectivamente.

O número médio de anos de estudo para o Brasil era de 7,8 anos em 2015, frente a 7,7 em 2014. A região Sudeste apresentava a maior média (8,5 anos), enquanto as regiões Nordeste e Norte registraram as menores médias (6,7 e 7,3 anos, respectivamente). As mulheres apresentaram número médio de anos de estudo maiores que os homens para Brasil (8,0 e 7,6, respectivamente).

Aumenta o número de crianças de 4 a 5 anos nas escolas

As taxas de frequência à escola, em 2015, no Brasil, foram de 98,6% entre as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade (ensino fundamental obrigatório); 85,0% para o grupo de 15 a 17 anos (ensino médio) e 30,7% para os jovens de 18 a 24 anos.

As grandes regiões tinham taxa de escolarização das pessoas por grupos de idade próximas à nacional, exceto no grupo de 4 e 5 anos. No Brasil, esse indicador foi de 84,3% em 2015, enquanto na região Norte, a menor taxa, foi de 71,3% e na região Nordeste, a maior, 88,9%.

A taxa de escolarização para a faixa de crianças de 4 a 5 anos de idade foi a que mais cresceu: em 2004, 70,0% das crianças desta faixa etária frequentavam a escola, em 2015 este percentual passou para 84,3%.

Número de idosos aumenta e de criança até 4 anos diminui

A população brasileira cresceu 0,8% em 2015, totalizando 204,9 milhões de pessoas, um incremento de 1,7 milhão de habitantes em relação a 2014. As maiores variações foram das regiões Centro-Oeste (1,5%) e Norte (1,4%). Com 85,9 milhões de pessoas (41,9% da população total), o Sudeste apresentou o maior número de moradores, enquanto o Centro-Oeste registrou o menor quantitativo, com 15,5 milhões de pessoas (7,6% da população total).

Os idosos (pessoas com 60 anos ou mais) representavam em 2015 14,3% da população, contra 13,7% no ano anterior. Já a participação da população de 0 a 4 anos de idade foi de 6,6% em 2014 para 6,3% em 2015. Os maiores percentuais de idosos estão nas regiões Sul (16%) e Sudeste (15,7), enquanto a região Norte registrou a maior concentração relativa de crianças e jovens, com 45,0% de pessoas de até 24 anos de idade.

Populações parda e branca praticamente se igualam

Em 2015, a população era composta por 45,2% de pessoas de cor branca, 45,1% de pardos e 8,9% de pretos. A população branca vem diminuindo desde 2004, enquanto há um aumento dos demais grupos. A partir de 2006, a participação da população branca passou a ser inferior à das populações parda e preta em conjunto.

A composição da população segundo a cor ou raça entre as grandes regiões é bastante diferenciada. Enquanto 76,7% da população da região Sul declarou-se branca, estes percentuais foram 21,2% na Norte e 26,4% na Nordeste. Por outro lado, nestas regiões, a maioria se declarou parda, com 70,2% e 62,0%, respectivamente.

Reduz o número de migrantes em São Paulo

Em 2015, 15,3% das pessoas não tinham nascido na unidade da federação em que residiam, um total de 31,4 milhões. Em relação ao município de residência, esse número ficou em 78,3 milhões (38,2% da população).

A região Centro-Oeste apresentou os maiores percentuais tanto em relação aos que não nasceram na unidade da federação (34,0%), quanto em relação ao município de residência (52,8%). A região Nordeste apresentou os menores percentuais (7,2% em relação à unidade da federação e 30,4% em relação ao município de residência).

Embora São Paulo tenha sido o estado com o maior contingente de migrantes, tanto em relação ao município de residência (19,8 milhões de pessoas) como em relação à unidade da federação (10,1 milhões de pessoas), estes números reduziram em relação ao ano anterior em 3,8% e 3,1%, respectivamente.

Rede coletora de esgoto atinge 1,9 milhão de domicílios a mais que em 2014

A proporção de domicílios com rede coletora de esgoto passou de 63,5% em 2014 para 65,3% em 2015. Um incremento de 1,9 milhão, totalizando 44,5 milhões de domicílios atendidos.

Em 2015, houve um aumento de 1,5% ou de 876 mil de domicílios atendidos pela rede geral de abastecimento de água. Com isso, dos 68 milhões de domicílios existentes em 2015, 58,1 milhões (85,4%) eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água. Em relação a 2004 (82,1%), a alta foi de 3,3 pontos percentuais.

A coleta de lixo cobria 89,8% dos domicílios em 2015 (61,1 milhões), percentual que não variou em relação ao ano anterior. Frente a 2004 (84,6%), houve crescimento de 5,2 pontos percentuais. A proporção de domicílios atendidos pelo serviço de iluminação elétrica também permaneceu estável de um ano para o outro (99,7%), atingindo 67,8 milhões de domicílios em 2015. Em relação a 2004 (96,8%), a alta foi de 2,9 pontos percentuais.

Pela primeira vez, cai o número de domicílios com microcomputador

O total de domicílios com microcomputador foi de 31,4 milhões em 2015 (46,2%), uma redução de 3,4% em relação a 2014 (48,5%). Destes, 27,5 milhões tinham computador com acesso à internet (40,5% frente a 42,1% em 2014). Foi a primeira vez que se observou redução no total de domicílios com microcomputador e com microcomputador com acesso à Internet, embora o total de moradores com acesso à Internet tenha aumentado (de 54,4% em 2014 para 57,5% em 2015). Isto se deve ao aumento do acesso através de outros equipamentos e em outros locais que não o domicílio.

O número de domicílios com máquina de lavar roupa foi o que apresentou o maior crescimento de 2014 (58,7%) para 2015 (61,1%), um aumento de 2,5 pontos percentuais (2,3 milhões de domicílios a mais com esse bem). As regiões Norte (39,5%) e Nordeste (30,7%) ficaram abaixo da média.

Acesso a internet cresce 7,1% entre pessoas com 10 anos ou mais de idade

No Brasil, aproximadamente 102,1 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade acessaram a Internet no período de referência da PNAD em 2015. Foi um crescimento de 7,1% (ou 6,7 milhões de usuários) em relação a 2014. De 2014 para 2015, a proporção de internautas passou de 54,4% para 57,5% do total da população.

As pessoas de 15 a 17 anos (82,0%) de idade e de 18 ou 19 anos de idade (82,9%) apresentaram as maiores proporções de usuários de Internet em 2015. Contudo, os maiores aumentos de usuários ocorreram nos grupos etários de 40 a 49 anos (que passaram de 49,4% em 2014 para 55,3% em 2015) e de 50 anos ou mais (de 24,3% para 27,8%).

Por sexo, 58,0% das mulheres e 56,8% dos homens acessaram a Internet. Em relação a 2014, 7,5% a mais de mulheres e 6,6% de homens acessaram a Internet.

Em um ano, houve incremento de 2,5 milhões de pessoas com celular

Em 2015, 139,1 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade (78,3%) tinham telefone móvel celular para uso pessoal. Houve um incremento de 2,5 milhões de pessoas frente ao ano anterior (77,9%), o que representou um crescimento de 1,8%.

Em 2015, o grupo de idade com maior proporção de pessoas com posse de telefone móvel celular era o de 25 a 29 anos (89,8%). Todos os grupos etários tiveram proporções acima de 80,0%, exceto o de crianças de 10 a 14 anos de idade (54,1%). As mulheres (78,9%) apresentaram maior proporção que os homens (77,6%).

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Comunicação Social, 25 de novembro de 2016. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Inteligência Competitiva Empresas: Ações da Duratex integram mais uma vez Índice de Sustentabilidade Empresarial

Pelo 8º ano consecutivo, as ações da Duratex integram a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&Fbovespa – ISE, o que garante o posicionamento da empresa como referência no cenário socioambiental. A nova lista irá vigorar de 2 de janeiro de 2017 a 5 de janeiro de 2018.

“Trata-se de um importante reconhecimento, que reflete o empenho de todos os nossos colaboradores em considerar a sustentabilidade nas tomadas de decisão diárias da companhia, garantindo a geração de valor a todos os nossos públicos de relacionamento”, diz Antonio Joaquim, presidente executivo da Duratex.

O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) é uma ferramenta para análise comparativa de performance das empresas listadas na BM&FBOVESPA e seleciona as companhias com as melhores práticas de sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.  Com metodologia desenvolvida pelo GVCes (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas) e auditada pela KPMG, a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa conta com 38 ações de 34 diferentes companhias. Juntas, elas representam 15 setores da economia e soma cerca de R$ 1,3 trilhão em valor de mercado.

Sobre a Duratex

A Duratex S.A. é uma empresa brasileira, privada e de capital aberto, controlada pela Itaúsa – Investimentos Itaú S.A – e pela Companhia Ligna de Investimentos. Com as marcas Deca, Hydra|Corona e Durafloor, é considerada uma das 10 maiores empresas do mundo nos setores nos quais atua e a maior produtora de painéis de madeira industrializada e pisos, louças e metais sanitários do Hemisfério Sul.

Com sede em São Paulo, possui 15 unidades industriais estrategicamente localizadas (Estados de Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo), além de quatro fábricas de painéis na Colômbia por meio da aquisição da  Tablemac. A Duratex também é proprietária da Caetex, joint venture criada para o plantio de florestas de eucalipto em Alagoas.

Suas ações estão listadas no Novo Mercado (o mais elevado padrão de Governança Corporativa) e na versão 2015/2016 do Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa – ISE.

Solicitações atuais para contratação de Analistas de Inteligência: Pilotos de Excel?

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Esta era redefinirá a relação entre homem e máquina. – Ginni Rometty – IBM CEO

Para que uma empresa contrata um analista de Inteligência? Existe diferença entre um analista de Inteligência de Mercado e um analista de Inteligência Competitiva?

Sim, existem diferenças, e é fundamental que uma empresa saiba definir muit bem para que contrata um profissional de Inteligência. Atualmente, com a atividade em maior exposição, o nome “Inteligência” passou a ser dado a muitas atividades das quais apenas e tão somente estão se rebatizando atividades antigas para se fazerem modernas, como por exemplo, pesquisa de mercado.

Inteligência Competitiva

Inteligência competitiva é um programa sistemático de coleta e análise da informação sobre atividades dos concorrentes e tendências gerais dos negócios, visando atingir as metas da empresa, conforme definição de Larry Kahaner, membro da Strategic and Competitive Intelligence Professionals (SCIP) (www.scip.org).

Inteligência de Mercado

Inteligência de Mercado é um conjunto de procedimentos e fontes usado por gerentes para obter informações diárias sobre ocorrências no ambiente de marketing. O sistema de registros internos fornece dados de resultados, enquanto o sistema de Inteligência de Marketing ou Mercado, fornece de eventos, segundo Kotler (2012). Gerentes de marketing, coletam informações de maneiras diversas: lendo livros, jornais e publicações setoriais; conversando com clientes, fornecedores e distribuidores; acompanhando mídias sociais na Internet; e participando de reuniões com gerentes de outras empresas.

2016

Quando você vê soluções como por exemplo as IBM abaixo, temos que questionar que modelos de Inteligência as empresas no Brasil ainda querem implantar de Inteligência. Uma Inteligência do século passado ou uma Inteligência para o Século XXI? Pois com tanta tecnologia disponível, ainda querer contratar profissionais para transformá-los em pilotos de Excel, é muita falta de visão, tempo e energia, para falar o mínimo.

Assista o vídeo da IBM e depois compare os anúncios classificados de solicitação dos candidatos para vagas de analistas de Inteligência que estão sendo procurados exatamente neste mês de novembro de 2016, no Brasil.

IBM lança soluções de analytics para segmentos de mercado baseadas no Insight Cloud Services

As soluções IBM Analytics por segmentos de mercado entregam insights transformadores para a tomada de decisão. As soluções são pré-construídas com análise preditiva, preparação de dados e dashboards baseados em casos de uso de cada segmento de mercado. Isso ajuda os clientes a começarem a trabalhar rapidamente usando menos recursos.

When telecommunications provider XO Communications needed an integrated data warehouse solution to improve the user experience for millions of customers, they adopted IBM Netezza and PureData. Chris Payne, Senior Manager of Business Intelligence at XO Communications, explains how IBM PureData System provided them with real-time analysis of their Big Data. Learn more about IBM PureData by visiting http://ibm.co/VfWBLX

Analista de Inteligência de Mercado (PCD)

Responsabilidades:

•Estruturar e consolidar informações de diferentes origens •Criar base de conhecimento do produto •Automatizar relatórios e ferramentas da área •Criar e acompanhar KPI´s de rede credenciada tais como: churn, tempo médio de ativação, penetração por município •Controlar demandas e definir a estratégia de credenciamento de estabelecimentos do produto x•Transformar informações estratégicas em táticas para atuação comercial

Requisitos: Superior Completo – Excel Avançado.

Local: Alphaville – SP

Analista de Inteligência de Mercado

De R$ 5.001,00 a R$ 6.000,00 Barueri – SP 

Elaborar análises estratégicas e apresentações conforme a demanda, tratando de assuntos como: participação no mercado, processos, fluxos e cronograma. Elaborar ferramentas para acompanhamento dos resultados, indicadores, emitindo-os dentro do prazo acordado. Realizar monitoramento da concorrência, utilizando dados de mercado e acompanhar evolução da expansão dos principais concorrentes de mercado.

Desejável vivência na área de inteligência de mercado e análise de dados, com apresentações e elaboração de relatórios. Ter proatividade e criatividade, boa interlocução e boa escrita. Habilidades em cálculos e planilhas. Conhecimento intermediário nas ferramentas Excel e PowerPoint. Conhecimento em pesquisa de mercado ou estatística.

Ensino Superior / recém-formado em Administração, Economia, Engenharia ou áreas correlatas.

Analista de Inteligência de Mercado Júnior

De R$ 3.001,00 a R$ 4.000,00 São Paulo – SP 

Atuar com manipulação de bancos de dados setoriais, elaboração de análises, relatórios e apresentações. Fazer acompanhamento em processos de coletas de dados de monitoramentos de mercado. Pesquisa de dados sobre setores específicos da indústria. Atuar na realização de entrevistas qualitativas par captura de informações, contato e exposição com os clientes via reuniões presenciais e a distância. Desejável Ensino Superior em Administração de Empresas e áreas afins. Importante que tenha raciocínio lógico e analítico e boa habilidade em comunicação. Imprescindível domínio do Excel e boas habilidades em PowerPoint.

Idioma: Inglês – Fluente.