A importância da inovação na “Economia do Conhecimento” (knowledge-based economy)

A atenção dada ao conhecimento nas últimas décadas é tamanha que se justifica o uso das expressões como ‘Economia do Conhecimento’ (knowledge-based economy), ‘Sociedade do Conhecimento’ e ‘Era do Conhecimento’ para caracterizar uma dinâmica fortemente ancorada em atividades intensivas na sua geração/difusão (OECD, 1996; OECD, 1997; FORAY; LUNDVALL, 1998; LASTRES; FERRAZ, 1999; CIMOLI; CONSTANTINO, 2000; BOEKEMA; et al., 2000; FORAY, 2004; LUNDVALL, 2008a; LUNDVALL, 2008b).

Ademais, se o conhecimento produzido condizer com a fronteira tecnológica e se for absorvido de forma adequada, este se torna um ativo tão importante que pode gerar ganhos de competitividade (FREEMAN, 1987; PORTER, 1990), resultando em maior crescimento econômico. Portanto, a utilização de conhecimento para geração de inovação tecnológica passa a ser um objetivo perseguido pelo Estado, tanto em âmbito nacional quanto em âmbito regional.

Tendo em vista a importância da inovação tecnológica para a geração de competitividade industrial e para o crescimento econômico e admitindo-se que é ela a responsável em determinar a dinâmica industrial, busca-se nesse estudo analisar o processo de inovação tecnológica em empresas no Brasil.

De acordo com Schumpeter (1982), o desenvolvimento econômico depende em última instância, da inovação tecnológica, da introdução e difusão de novas invenções geradoras de mudanças estruturais denominadas “destruição criativa”, em substituição de antigos hábitos de consumo por novos. E o empresário inovador é o herói da saga do desenvolvimento econômico, por meio do qual a sociedade tem acesso a padrões de vida mais elevados.

A Teoria da Inovação foi formulada pelo economista austríaco Joseph Alois Schumpeter, ao observar que as longas ondas dos ciclos do desenvolvimento no capitalismo resultam da combinação de inovações, que criam um setor líder na economia, ou um novo paradigma, passando a impulsionar o crescimento rápido dessa economia (KLEINKNECHT, 1990).

O impulso fundamental que inicia e mantém o movimento da máquina capitalista decorre de novos bens de consumo, dos novos métodos de produção ou transporte, dos novos mercados, das novas formas de organização industrial que a empresa capitalista cria (…).
A abertura de novos mercados e o desenvolvimento organizacional, (…) ilustra o mesmo processo de mutação industrial (…) que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, incessantemente destruindo a velha, incessantemente criando uma nova. Esse processo de destruição criativa é o fato essencial do capitalismo. É nisso que consiste o capitalismo e é aí que têm de viver todas as empresas capitalistas
(Schumpeter, 1984:112-3).

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