Alfredo Passos e Teresa Ferreira lançam novo livro sobre Inteligência Competitiva: “TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”

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Após um período de pesquisas e trabalhos no campo da Inteligência Competitiva Teresa Dolores Mota Ferreira e Alfredo Passos estão lançando o livro“TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”, em edição digital, pela Livrus Negócios Editoriais.

Conheça as tendências do Mercado Segurador até 2030, por Adilson Ignacio Lavrador

*Por Adilson Ignacio Lavrador – Diretor de Operações e Tecnologia da Tokio Marine Seguradora

Durante meus mais de trinta anos de carreira, tenho percebido que as seguradoras não passaram incólumes pela revolução tecnológica, que vem mudando as relações entre consumidores e empresas. Vivemos hoje em uma realidade na qual há, cada vez mais, uma procura por novas formas de oferecer produtos e serviços por meio do menor número possível de toques numa tela de celular.

Diante deste cenário, precisamos pensar, diariamente, em como transformar um mercado tradicionalmente burocrático como o segurador em um segmento apto a oferecer soluções que mesclem segurança, agilidade e facilidade, para alcançar e fidelizar cada vez mais nossos clientes. Nesse contexto, a minha experiência me permite apontar 4 caminhos essenciais, que acredito que devem nortear as principais seguradoras do mundo em sua busca por inovação nas próximas décadas:

  1. O efeito Millenium na modernização das aplicações

Mais do que nunca, é preciso voltar o nosso olhar para essa geração. Nas próximas décadas, serão bem-sucedidas as companhias de seguros que conseguirem conquistar a geração Millenium, que tem como principal característica o interesse de se comunicar e interagir com seus prestadores de serviços via mundo digital. Contraditoriamente, muitos dos sistemas e funcionalidades utilizados por corretores, atualmente, foram feitos para atender os fluxos operacionais de uma seguradora que ainda precisa de muita interação humana, ou seja, não foram pensados em modelos digitais.

Sempre reforço que, em poucos anos, as seguradoras que irão se destacar serão as mais inovadoras. É preciso, urgentemente, renovar a comunicação com os clientes nesse mercado. É imprescindível pensar em novas formas de interação que forneçam respostas imediatas e precisas por meio de Aplicativos Mobile e Internet, deixando um pouco mais o papel de lado. A geração Millenium já tem nos forçado positivamente a mudar nossa filosofia na hora de desenhar e desenvolver aplicações – e é chegado o momento de pensarmos em serviços rápidos e que rodem em qualquer lugar.

  1. Um novo olhar para as redes sociais

É fato. Não dá mais para fugir dos modelos de Relacionamento com Clientes que acontecem pelas redes sociais, dispositivos móveis e Internet, sempre no modelo de visão 360° e em tempo real. Se o cliente está navegando neste mundo digital, deve conseguir acessar seu seguro, ou sua seguradora, ou seu corretor. Deve ter acesso a todas as suas informações sem entraves ou dificuldades. Precisamos fortalecer DBM, CRM e Customer Services, ao mesmo tempo, sem esquecer que atendimentos telefônicos e pessoais continuarão existindo.

É difícil pensar nisso sem se colocar efetivamente no lugar do cliente digital e do corretor, que sempre buscam pela autonomia. Há, nesse sentido, vários modelos que podem ser disponibilizados e aprimorados para implantar esse novo paradigma. Em termos de corretor e parceiros, precisamos cada vez mais disponibilizar serviços como IoT- Internet das Coisas- (conectividade), serviços na Nuvem, integração de dados (troca de informação rápida e simples), entre outros. Melhorar o relacionamento e pensar nisso de uma forma digital é garantir negócios para o futuro.

  1. Internet das Coisas no mercado segurador

O oferecimento de serviços e a avaliação de riscos mediante a coleta de dados de consumidores já são amplamente utilizados por companhias como Netflix e Google. A tendência para as próximas décadas é que esse tipo de tecnologia seja adotado também por empresas ligadas a setores tradicionalmente menos ligados à tecnologia. Uma seguradora norte-americana, por exemplo, recentemente analisou os dados de seus clientes e chegou à conclusão de que os homens casados na faixa dos 30 anos tinham pouquíssimas chances de reincidir no chamado DUI (dirigir sob efeito de álcool), na medida em que esse tipo de infração tende a trazer problemas domésticos. A empresa utilizou a informação para oferecer a renovação de seus seguros de automóvel a preços reduzidos para consumidores com esse perfil. Existem muitas tecnologias para começarmos a pensar e precisamos estudá-las mais profundamente para conseguir explorar todas as possibilidades fornecidas pela Internet das Coisas (IoT).

  1. Não vire as costas para as startups

         Por último, mas não menos importante, há uma série de eventos voltados para tecnologia em que são apresentadas soluções de startups para todos os segmentos. É importante que o mercado segurador se mantenha avaliando possíveis parcerias que possam agregar valor aos processos, sejam eles tecnológicos ou operacionais, como serviços diferenciados para Corretores e Clientes. Para sobreviver às próximas décadas, é necessário explorar, de alguma forma, toda essa tecnologia inovadora que se apresenta por meio das diversas empresas que estão começando, pois ainda existe muita inteligência não explorada.

Bom, acredito que chega a ser redundante dizer que, sem monitoramento efetivo, disponibilidade, capacidade e agilidade em fornecer informações em tempo real, nada do que foi dito acima tem muito sentido. Para se adaptarem às necessidades dos consumidores nas próximas décadas, as seguradoras têm que ter ambientes computacionais que garantam isso e capacidade de processar informações de forma assertiva e qualitativa. Difícil, mas é um desafio que pode ser vencido.

Alfredo Passos e Teresa Ferreira lançam novo livro sobre Inteligência Competitiva: “TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”

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Após um período de pesquisas e trabalhos no campo da Inteligência Competitiva Teresa Dolores Mota Ferreira e Alfredo Passos estão lançando o livro“TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”, em edição digital, pela Livrus Negócios Editoriais.

Novo livro sobre Inteligência Competitiva: “TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”

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Após um período de pesquisas e trabalhos no campo da Inteligência Competitiva Teresa Dolores Mota Ferreira e Alfredo Passos estão lançando o livro“TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”, em edição digital, pela Livrus Negócios Editoriais.

Novo livro sobre Inteligência Competitiva: “TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”

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Após um período de pesquisas e trabalhos no campo da Inteligência Competitiva Teresa Dolores Mota Ferreira e Alfredo Passos estão lançando o livro“TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”, em edição digital, pela Livrus Negócios Editoriais.

Novo livro sobre Inteligência Competitiva: "TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva", Alfredo Passos e Teresa Ferreira

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Após um período de pesquisas e trabalhos no campo da Inteligência Competitiva Teresa Dolores Mota Ferreira e Alfredo Passos estão lançando o livro “TESARAC: O livro da Inteligência Competitiva”, em edição digital, pela Livrus Negócios Editoriais.

Sobre os autores:

Teresa Ferreira, nasceu em São Miguel, é licenciada em Filosofia pela Universidade dos Açores.

Fez pós-graduação em Ciências Económicas e Empresariais com especialização em Marketing. Foi a primeira mulher nos Açores a defender o Grau de Mestre na área da Inteligência Competitiva.

Coordena a primeira unidade formal em contexto empresarial de Inteligência Competitiva nos Açores. Foi a mentora da Rede Prestige Azores, que coordena atualmente e, é Administradora Delegada do Nonagon — Parque de Ciência e Tecnologia de S. Miguel.

Nos últimos anos tem-se dedicado ao aprofundamento das dinâmicas associadas aos Parques de Ciência e Tecnologia nacionais e internacionais; das temáticas do desenvolvimento sustentado, da eficiência organizacional, dos índices comparativos de empreendedorismo em termos das regiões e cidades do mundo, e da Inteligência Competitiva nas suas diversas áreas, com destaque para a sua dimensão empresarial e institucional.

Alfredo Passos, é o primeiro profissional da América Latina a ser honrado com o SCIP Catalyst Award da Strategic and Competitive Intelligence Professionals, USA, pela contribuição e pesquisa sobre Inteligência Competitiva no Brasil. Colunista do “Portal Administradores” e Conselheiro da Rede Prestige Azores – Portugal. Professor Doutor em Administração, com experiência na coordenação de cursos de pós-graduação, graduação e cursos tecnológicos.

Experiência profissional em multinacionais como EDS, hoje empresa HP, na liderança de profissionais na América Latina, notadamente em países como Argentina e México. Ainda executivo na Brasilit, empresa do Grupo Saint-Gobain. Iniciou sua carreira na Rede Globo de Televisão.

Realizou curso de Diagnóstico Empresarial na HIDA/AOTS no Japão, cursou bacharelado, pós-graduação, mestrado e doutorado (administração). Tem 6 livros publicados, sendo este o seu sétimo livro.

Escreve um blog diário sobre assuntos ligados a Competição, Competitividade e Inteligência Competitiva, além de Editar a Revista Inteligência Competitiva, digital, publicação trimestral, de cunho científico.

Inteligência Competitiva Empresas: Klabin compra fábricas no PR e AM por R$ 187 milhões

Em entrevista recente, Schvartsman, diretor­-geral da Klabin, disse que o momento é propício para consolidação do setor

Maior fabricante de papéis para embalagens do país, a Klabin ampliou sua liderança no segmento de papelão ondulado com a compra da Embalplan e da Hevi Embalagens, por R$ 187 milhões.

As aquisições, anunciadas ontem, vêm no momento em que muitas empresas do setor enfrentam dificuldades por causa da crise econômica e do elevado preço de matérias-­primas, e marcam o início da operação de conversão de caixas de papelão pela companhia nos Estados do Paraná e do Amazonas.

Líder isolada com participação de quase 17 % no mercado brasileiro de papelão ondulado, a expedição da Klabin em 2015 totalizou 552,2 mil toneladas, segundo dados da ABPO, entidade que representa a indústria.

A segunda maior fornecedora no país é a americana WestRock, dona da Rigesa, seguida da International Paper, que comprou a Jari Celulose, Papel e Embalagens, do grupo Orsa. Há alguns meses já havia expectativa de que a Klabin anunciasse, ainda neste ano, a compra de algum ativo nesse mercado.

Em estudo recente, a consultoria finlandesa Pöyry indicava que o cenário macroeconômico e condições específicas dessa indústria, como elevada pulverização e aumento acentuado do preço de aparas, levariam a uma nova rodada de fusões e aquisições no país. Esse mesmo ambiente possibilitou a chegada da irlandesa Smurfit Kappa no país no início do ano, com a compra de duas fábricas em uma única tacada. Questionado em meados de agosto sobre uma possível rodada de consolidação no setor, o diretor-­geral da Klabin, Fabio Schvartsman, disse que o mercado brasileiro é muito atraente, tendo em vista sua dimensão, o que acaba gerando interesse em empresas estrangeiras.

“O momento é propício para consolidação, tendo em vista o alto custo do papel reciclado, que vem dificultando bastante a operação de empresas que dependem desse tipo de papel”, observou. Com as aquisições, a Klabin eleva em 10%, ou em 7 0 mil toneladas anuais, a capacidade de produção de caixas de papelão ondulado e volta a investir em expansão após o projeto bilionário para produção de celulose em Ortigueira (PR), que entrou em operação em março deste ano.

“A compra da Embalplan e dos ativos da Hevi Embalagens está alinhada com a estratégia de crescimento consistente da Klabin nos mercados onde atua”, informou a empresa em comunicado. Antes de suspender a execução de novos projetos para se concentrar na fábrica de celulose, a companhia concluiu uma série de investimentos em seus ativos de papel e reforçou a presença em mercados que persistiam em rota de crescimento, como o Nordeste.

Na mesma nota de ontem, a companhia disse que a compra dos ativos da Hevi Embalagens já foi concluída, enquanto a aquisição da Embalplan está sujeita à manifestação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No segundo trimestre, o negócio de conversão representou 28% das vendas em volume da Klabin, o segundo maior peso depois de celulose (com 29%). No intervalo, o volume comercializado pela companhia, sem considerar madeira, totalizou 631 mil toneladas.

A expedição de papelão ondulado no país, porém, vem patinando há alguns anos, entre 3,3 milhões e 3,4 milhões de toneladas anuais. Em 2016, a expectativa é a de queda de mais de 1% ­ até setembro, segundo prévia da ABPO, o declínio era de 1,59%. No ano passado, as vendas desse tipo de embalagem no país caíram 2,8%, a 3,33 milhões de toneladas.

Fonte:  Stella Fontes, Valor, 26/10/2016, 05:00