Portugal quer mais investimentos brasileiros

Governo português promete melhoria nos processos político e econômico para ampliar a parceria entre as duas nações

Em visita à Fiesp, na manhã desta segunda-feira (19), o ministro da Economia de Portugal, Álvaro Santos Pereira, falou sobre o interesse do país em atrair investimentos brasileiros, especialmente aqueles relacionados aos projetos de privatizações de estatais portuguesas.

“Queremos diminuir o peso da economia estatal e abrir a economia para as empresas brasileiras”, declarou Pereira. “Para nós, o Brasil é muito importante – somos irmãos na língua e na história –, por isso faz sentido aumentarmos a parceria econômica”, completou.

As oportunidades de investimentos para os brasileiros estão, principalmente, no setor de construção civil e nas estatais, já que o governo português irá privatizar neste ano a EDP e GALP, empresas do setor de energia. Para o ano que vem está prevista a venda, ao setor privado, da companhia aérea TAP e da operadora aeroportuária, ANA.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, este é um bom momento para se investir no país. “Lá em Portugal as coisas não estão caras, porque eles passam por uma fase de crise, diferente do Brasil, que está com os ativos supervalorizados”, avaliou.

“Além disso, o país é uma boa plataforma para os mercados europeu e africano, e os empresários brasileiros ainda podem contar com a facilidade de se ter língua e cultura semelhantes”, completou Skaf.

Sobre a possibilidade de a crise econômica afetar a estabilidade e o ingresso de investimentos estrangeiros, Pereira disse que “nas crises existem grandes oportunidades”, principalmente no que tange a melhoria dos processos político e econômico.

“É muito importante ressaltar que nós iremos levar a cabo mudanças relevantes nos níveis de capital de giro, trabalhista e de investimentos. Também iremos aumentar a celeridade de decisão sobre projetos, para que as empresas que tenham a intenção de investir em Portugal consigam uma resposta rápida sobre as condições de negócios”, revelou.

Comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Portugal apresentou crescimento médio de 10% ao ano, durante os últimos seis anos, saindo de US$ 1,2 bilhão para US$ 2,1 bilhões.

Apesar dos superávits brasileiros se manterem durante o período, as importações portuguesas cresceram mais que o dobro das exportações brasileiras para o país europeu, respectivamente 20% contra 8%, o que diminuiu a assimetria comercial.

Dos produtos brasileiros exportados, 61,3% se concentram nos setores de:

  • Combustíveis minerais (32,9%);
  • Sementes e frutos oleaginosos (18,7%);
  • Açúcares e produtos de confeitaria (9,7%).

Já as importações concentram-se nos setores de:

  • Gorduras e óleos animais ou vegetais (23,3%);
  • Peixes e crustáceos (14,7%);
  • Máquinas e aparelhos mecânicos (8,9%).

Relações institucionais

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo sempre se preocupou em estreitar relações com Portugal e, assim, promoveu diversos eventos e missões para promover os laços comerciais.

Entre eles estão a Missão Empresarial à Feira Alimentária (Lisboa, 2003); o Encontro Empresarial Brasil – Portugal (São Paulo, 2008) e a Visita do Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates (São Paulo, 2010).

Fonte: Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp.

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